SEBASTIÃO COELHO DECLARA JAIR BOLSONARO SEU LÍDER ENTREVISTA AUGUSTO NUNES

Não, não, não aprendi. Nós tínhamos linguagem própria entre nós ali, não é? Se comunicava perfeitamente. Aí ele pegou a minha carteira de trabalho, olhou e disse assim: “Ah, salário muito pouco, não é? Vamos a São Paulo”. Temo que a gente  depois ele morava em Santos, não é? E eu já tava, já tinha aquela minha vontade interior de sair de Alagoas.

Não, sair de Alagoas, queria ser advogado, não é? E depois eu pedi, o meu pai deixou, eu apanhei o autocarro lá e parei em São Paulo e fui para Santos, cheguei a Santos no dia do aniversário da cidade, não é? Em 1973. E a partir daí a minha vida caminhou. Começou a fazer a faculdade em Santos? Em Santos. Completou em São Paulo.

Completei em São Paulo. Come? Como é que se preparou tão bem aí para que esta para superar esses obstáculos depois intelectuais, não é, de formação? É, como é que conseguiu essa formação tão boa perante tantas dificuldades? Olha, Augusto, vou contar-te um episódio. Quando cheguei a Santos, a a minha cunhada cunhada Socorro eh apanhou essa, disse-me assim: “Tião, tu tem de comprar o jornal para procurar emprego, não é? Depois já é na fase da minha formatura de Direito, não é? Já é mais à frente. Aí é a Sandra, a minha mulher, certo? e

à Sandra, minha esposa. Nós nos conhecemos fazendo o cursinho em 1975 na faculdade, na própria faculdade de direito de Santos, com um curso ministrado pelos alunos. Então fizemos o cursinho em outubro, novembro e dezembro quando foi o vestibular. Entramos juntos na faculdade. Foi que conheci a minha esposa, não é, querida.

A sua mulher também é é advogada? É, ela ela ela formou-se depois de Augusto que vieram os filhos, não é? E nós tivemos de tomar uma decisão, não daria para pagar a faculdade aos dois, não é? Então ela abdicou, sacrificou pela família e eu formei-me. E depois quando eu já era juiz em Brasília, ela se formou na faculdade nova ali à volta de Brasília em V paraíso, que é tudo junto hoje, não é? E eu fui professor dela.

E e tu não não sei se depois de casado já foste ao Amapá? Não, andei muito, Augusto. As pessoas pergunta assim: “Era militar?” Eu digo: “Não, eu era aventureiro.” Andaril, andaril.  Depois quando me formei em 1980, esta foto que mostrou a minha formatura em 1980 aqui na FMU em São Paulo, não é? E depois eu eu em 82 eu trabalhava, eu trabalhava empresa, não é, com finanças, certo? Em 82 fiz a o exame de acesso à profissão e Comecei a advogar em Rondônia.

Passei o ano de 82 em Rondônia. Lá conheci um juiz que é muito amigo que era era Distrito Federal e territórios. Mas eu voltei para São Paulo, não é? E não me adaptei o ano de 83. E depois liguei-a para estes tribunais em Rondônia, disseram: “Não, ele está no Amapá, não ficou no estado com a transformação”.

Não tive dúvida, apanhei o autocarro, fui até Belém de autocarro, né? De lá ia apanhar um barco, mas depois o barco já tinha saído, não é? O dinheirinho que tinha, levei um o avião e cheguei ao Amapá. Fui muito bem recebido por ele. Eu disse: “Não, Sebastião, vem cá. A vida aqui é diferente”. Era mais pequeno Amapá.

E lá Fiquei de 84 até 91, altura em que passei no concurso para vir para Brasília. A, os é juiz concursado. Concursado. Naquele ano de de 91, Deus abençoou-me em três concursos. Foi o primeiro concurso de juiz do estado do AP e fui aprovado e também só que a posse lá era a 5 de outubro e em Brasília 11 de outubro.

Assim, acabei por não tomar posse lá em no Amapá. Quando eu já estava em Brasília eh eh eu saiu o resultado do concurso de promotor e eu fui o primeiro classificado do concurso também. Aprovado, aprovado o concurso. Primeiro lugar. Assim, os primeiros lugares do concurso, os cinco, seis primeiros, tomaram posse e já foram promovidos a procurador da justiça, porque era o primeiro concurso do estado, não é, de juiz.

Não, fiquei em 12º lugar no concurso, não é, mas todos os da minha turma foram logo juízes também. Mas cheguei a juiz primeiro em Brasília do que os da minha turma. Chegou a julgar processos criminais na vida de juiz do do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Isso acontece como acontece hoje? Sim. Acontece julgou? Como é que é julgar aí o destino de uma pessoa? Pois, a maior parte da minha carreira foi na justiça penal, não é? E quando eu fui promovido não tinha vaga, só tinha na vara na turma cívil.

Então fiquei uns cinco 5 anos mais ou menos na turma cívil. Quando surgiu uma vaga, fui para a turma criminal. Os meus últimos seis, 5 se anos em tribunal foi em julgando na parte criminal. Augusto, olha, eh, a própria Bíblia diz o seguinte lá em Romanos: “Quem não eh fizer o correto não tem os meus juízes, não é? Temos um conflito inicial, até porque eu vinha da advocacia, não é? Está habituado a fazer defesas das pessoas e agora estou a julgar, não é? Mas logo compreendi que eu eu sempre fui uma pessoa muito simples de julgar. Eu

dava as minhas decisões na primeira ª instância em frente do acusado, ouvi as testemunhas ali, já virava dizer: “Olha, a o promotor, promotora fazia as alegações, a defesa também, eu dava decisão na hora”. Assim, a as situações curiosas que apareciam, não é? Diz: “Olha, amigo, a prova não é boa para si e vais ser condenado.

” Alguns fazziam: “OK, tudo bem”. Outros choravam, não é? E dava sentença na hora ali, não é? O pessoal dizia assim: “Porque é que faz na hora?” Digo, “Olha, porque se eu errar o tribunal dá-me um desconto”. Ele deu a sentença na hora.  não ficou lá a guardar um mês, dois meses, não é, Augusto? Então, eh, o julgar é uma situação de muita responsabilidade, porque estamos tratando da vida do outro.

Tanto você julgar na parte criminal, que é colocar alguém na prisão ou não, como na parte cívil, que pode tirar, destruir o património que uma pessoa e construir ao longo da vida. Então o juiz ele tem que entender que este cargo ele é de muita relevância, muita relevância para sociedade, não relevância para soberam, para dizer eu sou juiz, não isso não.

Para ele saber que que está a ser a ali colocado pela sociedade para julgar a própria coletividade, não é? Então ele tem de ter uma grande responsabilidade sobre isso. Você teve na na diante destas circunstâncias, teve tempo para ser criança também? Você eh brincava no Nordeste? Jogava futebol, se divertia com algum brinquedo infantil, como é que era? Olha, eu gosto, uma vez fui das Caldas Novas da Brasília a conversar com a minha mulher sobre a infância, não é? Ela houve uma infância aqui em São Paulo e eu lá no interior. Eu fui muito feliz, não

tinha brinquedos, não é? A gente apanhava roda de pneu de automóvel, fazia que era um um brinquedo para estar a andar, certo? Era brincadeira de campo, de criança, saltar vedação de arame. Visitei um primo meu que vive aqui em São Bernardo, agora dia 6 que eu vim para a manifestação. Ele é 10 meses mais velho do que eu, Antoniel.

E ficámos relembrando gente que fazia competição, quem saltava o arame mais alto. Imagina, eh, coisa de criança. Tinha de usar imaginação. Imaginação. Imaginação. Eu, eu ia-te contar o episódio quando cheguei a São Paulo, que a minha cunhada falou assim: “Tião, vai comprar o jornal para arranjar emprego”.

Perguntei-lhe: “O que é um jornal?”  Nunca tinha visto. Nunca tinha visto, não é? Nunca tinha visto. Hoje também não preciso olhar.  Hoje não faz muita diferença. E eu tinha 17 anos já, não é? Assim só um milagre, não é? Ao só um milagre de Deus. Então, nós gravamos sempre alguma frase dita pelo pai, pela mãe e tal, que acompanha-nos durante a vida, não é? O que que e lembrando do teu pai, da tua mãe, que frases deles ficaram na tua memória orientando o teu comportamento? É, a minha mãe sempre disse uma pessoa,

uma senhora analfabeta, não é? Falei assim: “Meu filho, estuda para seres um homem de bem”. Ela estuda, eu não tenho estude, estudar, mas você estudar para ser um homem de bem, não é? E o meu pai dizia duas coisas que mexaram marcadas. Tião, não tenha medo e não minta. Ele dizia isso para mim. Não tenha medo e não não tenha medo de nada e não minta.

Porque também se mentisse apanhava. Senhor pode ter a certeza que o senhor é visto como um homem que não mente. Então o meu pai sempre me ensinou. Não tenha medo de nada. Tem que ter cautela. Mas ele não dizia isso que ele não tinha instrução necessária, não é? Eh, Flávio, não tenha medo de nada. O homem não nasceu para ter medo.

E não, nunca minta. Você pode, você, se você praticou algum erro, assuma o seu erro. Não importa as consequências, não errou, tem de assumir o erro. Assim, e do que guardei do meu pai e da minha mãe, foi isso, não é? Ora, o, na sequência da vida, quem quem foi a minha parceira sempre foi minha mulher, não é? Se conhecia muito nova, ela tinha 17 anos, eu 20, não é? Ela até me ensinou a combinar roupa. Eu usava elegante.

Calça, eu nunca me esqueço. Eu gosto, calças xadrez, boca de sino. É,  é, boca de é branca e preta xadrez, certo? E o camisola listrada é verde, castanha e branca. Você imagina,  imagina a elegância, certo? Agora, o seu pai que certamente nos acompanha, ele vai já ele viu, não é, que tu seguiste a o conselho dele, não teve medo.

Vá lá, eu queria exibir um momento em que disseste na frente de todos os alvos, não é, do do que diria na, vamos exibir agora, que foi nesse julgamento em que se manifestou sobre o Supremo Tribunal. Eu Quer dizer com muita tristeza, mas eu tenho a dizer a vossas excelências porque não sou homem de falar e depois dizer que não disse, que não é aquilo.

Nestas bancadas aqui, nestes dois lados, senhores ministros, estão as pessoas mais odiadas deste país. Infelizmente. Quantas fotos tenho com o ministro desse tribunal? Muitas. Muitas. Não vi no velório de secunda. Pertença, pessoa que eu amava muito para não dizer que eu estava a afrontar essa corte. Mas Vosselência tem de ser ter a consciência de que vosselências são pessoas odiadas deste país.

Esta é uma realidade que vosseles tem de saber. Para quem não sabe, isto foi dito no dia 13 de setembro de 2023, durante a sessão do primeiro julgamento no Supremo Tribunal dos presos de 8 de Janeiro. O desembargador aposentado, eh, Sebastião Coelho, estava em representação da Écio Lúcio Costa Pereira, ex-funcionário da Sabesp, empresa de saneamento de São Paulo, detido em flagrante dentro do Congresso pela polícia do Senado.

Segundo a versão oficial,  acho que o teu pai gostou do que ouviu. Possivelmente. É ali, ó Augusto, aquele julgamento foi muito simbólico. Eu fui convidado pela Associação do dos Familiares, certo? E deixo aqui o meu meu agradecimento à Dra. Gabriela Rit, Dra. Ezequiel, Dra. Carol, eh, que me convidaram para esse julgamento e também a Dra.

Juliana, que era advogada do processo e concordou em que eu fizesse esta primeira sustentação, porque a no início do julgamento já falei me dirigindo-se ao que ele estava à distância do estabelecimento prisional, que aquilo era um julgamento político e não um julgamento jurídico, não é? E ao longo do tempo nós temos a comprovação de que realmente eh foi eh foi e é julgamento político, não é? E naquele momento ali, Augusto, eu fiquei muito estava muito revoltado também, porque minutos antes de da do início da sessão foi aberto um processo

contra mim no Conselho Nacional de Justiça. E tomei conhecimento minutos antes de começar. O procurador da República geral do que tava em actuação lá estava a falar e o colega falou assim: “Então se ouviu esta notícia?” Eu disse: “Não é bom ou mau?” Ele disse: “Ah, porque eu fui falar, não é, Dr. Edson até abraço para o Edson.

” Ah, eu falei, então fala logo ele mostrou. Assim, achei aqui uma intimidação. Senhor foi acusado de quê? De Não, ele ele ele abriu o processo para ver se eu era financiador dos atos do 8 de janeiro, não é? E essa foi a motivação da abertura do processo, não é? Só que ele deu a decisão às 7 e pouco da manhã e uns 5 minutos depois da decisão dele já estava no num num jornal, não vou citar o jornal, mas já estava num num grande jornal, não é? E eu fiquei assim: “Pois aqui isto é uma intimidação e eu não vou intimidar-me com isso, não é?” E denunciei

ali à frente de todos, não é? Agora, aquilo que eu o que eu disse, as pessoas perguntam se eu planeei falar que eles eram odiados. Não, eu eu não eu não eu não eu Augusto, quando vou falar, eu não escrevo para estar a olhar. Eu não eu eu anoto tópicos, não é? E tópicos ali, Deus abençoa-me e eu vou seguindo, não é? Mas eu tinha no meu coração que eles eram pessoas odiadas por tanto que as pessoas falavam para mim na rua, a pessoa que me conheciam, não é? Falavam na rua, não é? de muitas de muitas eh sessões,

eh audiências que eu participei também, agradeço especialmente o senador Girão, que me colocou em várias audiências públicas lá no Senado, não é? E eh eu tinha aquilo no coração. Assim, juntando a o processo que abriu, foi aberto contra mim, o que já tinha acumulado e também a questão dos agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, não é? Porque Fui assim instrutor de alguns deles, eh, não no ginásio, naquele grupo, mas de um curso superior e tudo mais, não é? Eh, eram pessoas do meu relacionamento e estavam sem salário, sabe? Augustin

simplesmente tirou o salário àquelas pessoas, teve que fazer eh eh vaquinha para a sobrevivência daquelas famílias. Então eu disse lá que aquilo era tortura. Eu falei para eles e dirigi-me ao ministro Alexandre Moraes e disse: “Olhe, ministro, retirar o salário aos uma pessoa sem uma condenação, isto é tortura, não é?” Portanto, aquilo ali foi uma saiu logo aquela fala, não é? Eu até fui questionado estes dias quando fui preso lá no Supremo, não é? Que tentaram enquadrar-me, diz,  não é? dizer: “Não, o senhor já falou.

Digo, olha, daquela minha fala ficou esta que eu disse que eram odiados, mas naquele dia lá eram pouco odiados. Hoje são muito mais odiados. Austo, não tenho dúvidas. Digo-o com tristeza. Eh, o juiz ele não não tem de ser amado nem odiado. Ele tem que a pessoa olhar e respeitar. Olhar.

Tu, eu posso julgar uma pessoa, encontrar com essa pessoa na rua e saber que ela não me vai hostilizar e vai compreender que ganhou ou perdeu, mas que foi dada uma decisão justa e correta. a a reação de novo, a reação do do como é que eu direi? Não é um tribunal, porque é um tribunal que está a favor do examinado. Mas como é que a a sua família reagiu a à constatação de que havia os de que os 11 homens mais odiados do Brasil são os ministros do Supremo? É a que tem surpresa, não é?  Com surpresa, certo? Mas a minha filha mais velha, a Carolina, falou: “Pai, este é

você,  este és tu, não é?” A minha filha do meio é a Cristina, certo? Que foi quem me ajudou a começar o Instagram, essa coisa toda. Ela é funcionária do Ministério Público, concursada também, não é? A Carolina é professora já para deixar registado, viste, filha? Não brinque comigo, pois não? É professora.

A Cristina é funcionária do Ministério Público. Então ela ela me apoia, mas ela tem um medo da bichinha. Ela fal assim: “Ai, pai que tu vais falar isso?” Muito bem de pai e  de mãe, mas pai e mãe. E a e a mais nova, é servidora do Conselho Nacional de Justiça. Ela é concursada do primeiro concurso do Conselho Nacional de Justiça.

Ela é essa família aí. Aí esta família querida. Os meus netos Pedro, Samuel, Thago, Isadora, certo? Esta minha famí motivos a família aí para se orgulhar no nosso entrevistado. Eu sou suspeito para falar porque o  Sebastião é o meu amigo. É aí a razão da minha vida, a minha família. É por eles que luto e pela minha pátria, não é? Esta é a minha querida família a quem agradeço imenso. Amo.

Beijinho no coração de todos vós. E a mais nova, ela diz assim: “Pai, eu estou em negação consigo”. Eu ela não conversa sempre foi assim. Ela foi comissária de polícia muito novinha, com 22 anos de idade, certo? Eh, tudo para o concurso público. E aqui não tem. Isso é ótimo registar. Lá em casa não há carteirada.

Todo mundo elas chegaram. Caso é o caso de vários ministros. É. É. Ela lá tod a todas por concurso público, a mais velha é professora, não é? Portanto ela está sempre nas melhores escolas, certo? Dando aulas, esteve aqui em São Paulo durante 3 anos, regressou paraa Brasília agora, não é? Então nós sempre a a eh nós ensinamos o seguinte: cada um constrói o o seu próprio caminho.

Não constrói a vida, isso deixo a lição para a vida. Não deve construir, como a salvação é individual, ou a construção da carreira também. Você construir uma carreira, ah, com base no nome do pai, não. Tem que você construir a própria carreira. Assim, minhas filhas, elas sempre tiveram essa essa essa noção bem firmada na mente delas, certo? Assim, a no que diz respeito à minha filha mais nova, por exemplo, eu ela por uma situação estava a viver lá em casa e eu dizia: “Maha filha, olha, tu eh aguentarias uma busca aqui em casa?” Falou:

“Pai, isso nunca vai acontecer”. Eu digo, não acontece dentro da legalidade, mas nós estamos a viver o arbítrio, não é? E ela com tinha lá uma sala só dela, quarto fechado com computadores, todo do trabalho. Assim, ela foi obrigada a sair de casa eh por conta de uma eventual arbítrio contra a minha pessoa. Mas depois o ministro Alexandre Moraes enviou um ofício no dia 14 de setembro do ano passado, de 24 para o CNJ dizendo que não estou investigado em absolutamente nada, certo? Houve um ofício lá dis: “Não, não está investigado.” A

não ser que tenha alguma investigação secreta, não é? Que dali podemos esperar qualquer coisa, não é? Augusto, depois com relação ao Supremo Tribunal Federal, o meu sentimento é de é assim, é de tristeza, de tristeza para do que nó do que era o Supremo Tribunal e do que se transformou hoje. Uma corte eh por um lado é um tribunal de exceção.

Digo isto com tranquilidade, porque um tribunal que não cumpre as Constituição, que não dá o direito de defesa paraas pessoas, que não não respeita a prerrogativa dos advogados, é um tribunal de exceção. Nós estamos vendo aí em vários casos, não é? Tribunal que não respeita individualização de conduta, não respeita individualização de pena, esta não é um não é um tribunal normal.

Então eu e o senhor é advogado também do Felipe Martins, que é um caso dos mais absurdos ali da história da justiça mundial, não é? Caso absurdo. Ao prender o miúdo, um miúdo brilhante, sabe? De uma carreira brilhante, prender, destruir a vida dele por conta de uma mentira colocada num jornal, não é? foi punido por esta foto aqui.

Pois, eu fiz lá a foto com ele, fiz o vídeo, não é, e foi punido em mutado em R$ 20.000, não é? E só faltou mutar o advogado também. É a primeira vez que vi uma imagem sendo punida. É a imagem. A imagem, a imagem. É, está castigado, castigada a imagem, não é? Então o Filipe Martins foi preso de forma absurda por se meses com base numa numa mentira que logo que que entrei no processo muito rapidamente com a ajuda do Dr.

Ricardo Chifera dar um crédito ao Ricardo trabalhou muito da Ana na Bárbara lá nos Estados Unidos foi logo descoberta a fraude a questão da fralude nos Estados Unidos. O senhor tem alguma novidade para apresentar sobre o mesmo? Como é que está o caso hoje? É houve houve uma audiência para para que os nossos espectadores entendam.

Sebastião, pedir-lhe-ia que explicasse desde o início. O Filipe Martins foi acusado de quê? É, eh, foi preso, foi preso com base numa viagem que não existiu, que não existiu, não é? Então, olha, ele é um risco de fuga, nãoé? Risga, porque tinha, quando começou a investigação, ficamos a saber depois, criaram núcleos, não é? E tinha um núcleo jurídico, não é? Que tinha o Filipe Martins, o padre José Eduardo e o advogado Amauriz Saad e também o Andes Torres, salv engando, não é? Só que tem um pormenor, o Felipe não é advogado. O

O Filipe não é advogado. Quando houve a denúncia, eh, estas pessoas, o, o padre e o advogado, não foram denunciados. O Felipe Martins, Augusto, ele só foi denunciado para, vamos colocar assim, a dar uma aparência daquela prisão para justificar a prisão, caso contrário não teria sido denunciado.

Não existe a mínima prova que ligue Felipe Martins, absolutamente nada. E nós vamos mostrar que no próximo dia 23, cara a cara, novamente lá com Alexandre Moraes e com todo mundo. Nós vamos mostrar isso com muita tranquilidade, não é, de que a permanência do Felipe Martins neste processo, é totalmente indevida. Portanto, com relação a ele não ter ido para os Estados Unidos, este é aprovado.

No que diz respeito à fraude que foi cometida lá nos Estados Unidos, também aprovada. E no dia 9 agora, houve audiência lá nos Estados Unidos, uma ação interposta pelo próprio Felipe Martins contra dois setores da imigração americana e o juiz lá da da lá da Flórida aceitou como se fosse uma denúncia.

O promotor apresenta uma queixa, o juiz não, aqui há elementos, ela prossegue, não é? Então, lá o juiz lá da da Flórida aceitou este pedido do Felipe Martins e a própria procuradora ali que atuou no caso, que corresponde ao AGU daqui para situar a advocacia geral da União, já sinalizou que quer colaborar, que quer fornecer todas as informações.

Então, nós estamos muito perto da as impressões digitais já existem. Agora é só a verificar a circunstância, como é que foi inserido aquela aquela a documento a cancelado do Felipe Martins sem a presença dele, sem a presença do próprio passaporte. Não é? Porque se alguém pegasse no passaporte iria ver que lá estava escrito e o Felipe e não o Felipe, certo? Um passaporte cancelado, certo? Com ocorrência e tudo.

Ele estava com outro passaporte que tinha passaporte diplomático. Assim, nitidamente a aquele funcionário da imigração americana, ele prestou um favor a alguma autoridade do Brasil. Isso vai ser desvendado. Isso vai ser desvendado. Então,  pode completar. Então, eu creio que nós estamos muito próximo disso, não é? E que muitas pessoas serão responsabilizadas a aqui no Brasil.

Agora com tudo isto a acontecer e o Felipe continua preso porque continua com torn tornos electrónica, não pode trabalhar, teve a oportunidade de trabalhar na eleição americana agora de outubro, mas não podia porque ele não podia usar rede social, não pode. Ainda usa torneleira, tornzeleira, não é? Certo. Vejam só, até o Sebastião, até há pouco eras uma uma ainda não era uma figura conhecida a nível nacional e se tornou, sei que não foi isso que V.

procurou, evidentemente, mas as circunstâncias fizeram com que este acontecesse. É parado na rua, aeroporto? Acredito que sim. É, Augusto, hoje sou parado muitas vezes na rua, num shopping, onde ando há sempre uma pessoa que vem conversar, apoiar, tirar uma foto, não é? E é nunca fui hostilizado, nunca, jamais.

Não tem pessoas que olha assim, eh, acho que que não olham, reconhece, mas não se manifesta, manifesta, não é? Porque também é, eh, eu, se alguém vier a qualquer coisa de agressão, para mim, já tenho uma técnica de utilização do meu telefone e filmar, não é? Eh, como é que é? Pá, já já já sei, já tenho um enquadramento para Boa.

Gostei, gostei  para já filmar, para mostrar a prova, certo? Eh, eu sei que sou que sou um idoso, não é? Mas não fujo de brigas. Se alguém me vier agredir, eu vou regir. Isso não tenho dúvidas, não é? Mas com toda a sinceridade, nunca fui hostilizado na rua, nunca fui ameaçado. As pessoas pergunta, Sebastião, já recebeu recados de de ministro? Não, nunca.

Nunca recebi nenhum recado. O resultado da briga, Sebastião, isso é secundário, que nós  não pode recusar a luta, aí é que fica feio. Portanto, também não tem problema. Não vão querer que ganhemos de qualquer miúdo  ali. Não há problema. Agora tu, eu na minha infância a o juiz a justiça para mim era o juiz de direito que às 14 horas depois do almoço subia, passava pela rua onde eu vivia em Taquaritinga.

E de fato muito bem vestido, sempre Dr.ênio, Bastos de Barro, que Barros que depois seria juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, um grande jurista. E a miudagem que estava a jogar futebol reagia imediatamente como suspeito, que a justiça era ali séria. Então a gente parava o jogo porque podia bater a bola lá no em lame fato do juiz toda a gente se recolhia para aqui, deixava passar a justiça.

E tínhamos respeito pela justiça porque sabia que o juiz era um homem justo e que examinava as coisas como devia. Como é que foi o seu primeiro contacto? Qual foi a sua primeira ideia de justiça? Quando era miúdo, miúdo ali na no em Alagoas, em Pernambuco, você pensava que um dia faria parte do aparelho judiciário? Como é que era? Não, Augusto, o meu primeiro contacto foi em Alagoas, não é? Alagoas.

Em Alagoas. O o juiz da cidade, Dr. Francisco Pinheiro, certo? Era o diretor do ginásio quando era office-boy. Sei. E deu-me uma enquadrada uma vez, não é? Dizendo que miúdo, desarrumou lá o Tribunal de Júri. Eu não fiz aquilo, não é? E eu disse-lhe assim: “Doutor, eu não fiz isso. Quem o fez foi fulano e fulano e fulano naquela reação, não é?” Claro, mas eu não fiz isso, não é? O senhor pode prender-me, mas o senhor está sendo injusto porque não o fiz.

Chamou a secretária e ela disse: “Não, Tião, ele não mente. Eu, e eu Augusto, eu era o pagador do salário dos professores. O dinheiro é punha o dinheiro no envelope, ia a casa de cada professor entregar e ganhava a minha gorgeta ali, percebe? Era feliz dia de pagamento e o meu e o que recebi. Portanto, eu era uma pessoa assim de confiança, mesmo sendo um miúdo, não é? Então, esse foi um primeiro contacto, não é? Eh, houve um outro episódio lá também que desapareceu uma vitrola lá do ginásio, não é? Quem foi

o acusado de ser o ladrão? Eu. Você com ele carta nona. Devolva a vitrola, não é? Mas eu não, não tenho vitrola nenhuma. Depois apareceu algum parente da rapariga daquela que tinha tampa. Devo ter levado. Mas o episódio mais marcante, o Augusto, eu e o meu irmão Francisco, que é vivo, é mais velho do que eu.

Nós fomos buscar um saco de farinha na lavoura no domingo de manhã. Estava a voltar. Eh, era auto-estrada, mas era estrada de terra. O meu irmão gritou: “Olha o carro”. Quando virei o carrinho de mão, aquele de este carrinho de de pedreiro, a Kombi levou levou tudo. Eu disse: “Ih, vão cair na ponte ali, não caíram. Eles desceram a uns quatro, cinco pessoas alcoolizadas e armados, não é? Aí, vamos matar estes molequ e tal, não mates este que é mais velho, tal”. E foi, não mataram.

Tinha que idade? Ah, eu tinha uns 15 anos para teres 15 anos, não é? Eh, não mataram. Tanto é que eu estou aqui, não é? Depois fomos na esquadra. Tudo bem. Fomos à delegacia. Eles não não fizeram nada porque havia muitas testemunhas ali, todos a tomar banho na barragem, não é? Fomos na esquadra, chegamos à na polícia, não é? Estava lá um rapaz que hoje sei que era sargento, não é? Sentado, tranquilo.

Meu irmão contou a história, não é? Ele virou assim, levantou-se, quem é que fez isso? Brab. Digo, opa, agora vão ver, não é? Quando o meu irmão disse que ele, ele virou assim: “E vocês querem que eu faça que com os donos da cidade?” Aí os donos da cidade. Os donos da cidade, não é? Que eram as pessoas importantes, não é? Don de comércio, tal, não é? Então ficou por isso mesmo, certo? Então aquilo ali tudo causou-me assim grande revolta interior, não é? Eu digo, não, eu vou ser advogado.

Eu assistia ao Júri ali, gostava, não é? Eu, eu vou ser advogado. A minha decisão foi ser advogado, não é? E quando o meu irmão, que meu contei, foi lá convidou-me para abraçar, eu não não tive dúvida. Ser juiz já foi à caminhada, eu já estava no Amapá, digo, bem, mas o juiz e esse mesmo juiz, o Douglas, não é? Ele é vivo, Douglas, dando-lhe um abraço, meu amigo, não é? Falava assim: “O Dr.

Sebastião, eu chamava-lhe Douglas, me chamava-se Dr. Sebastião, era grosado, certo? Mas meu amigo, não é? Ele falou assim: “Qual foi o parecer do Ministério Público?” Fala: “Não interessa, doutor, o o parecer do Ministério Público, interessa que o senhor decida.  Há o pedido, há o parecer que deve ser contrário, tem de decidir a causa, certo? Agora, Sebastião, vamos-nos aproximando-se do fim desta conversa muito agradável para mim.

Eu queria que o senhor contasse o que o que o contasse o que que houve de facto naquela, posso chamar-lhe detenção, que como é que é o nome técnico para aquilo que impediram o o nome técnico é abuso de poder. Abuso  de poder, sem a menor dúvida. impediram a sua entrada. Eu eu Fui impedido de trabalhar, de exercer a minha atividade como advogado na defesa dos interesses do Filipe Martins.

Então, gritei realmente lá à porta do do plenário, não é? Até o Alexandre Moraes disse que ele tremeu a folha e para interromper um bocadinho, não é? Mas não aconteceu ali nada. Eu fui-me embora, deci, Dei uma pequena entrevista, mas deu para ouvir ali a voz do dr. Sebastião? Parece que sim, certo? Parece que sim. Parece que sim, não é? Eh, porque eu estava a mostrar a minha revolta, sabe? Augusto, o profissional querendo trabalhar é ser impedido, não é? e prejudicou o Felipe Martins, não é, por conta que poderia ter feito uma

intervenção aí de uma afirmação que ele disse: “Olha, isto já foi julgado no caso tal, tal”. E Filipe Martins I podia ter pedido a palavra pela ordem nessa oportidade dizer: “Não, ministro, o do Felipe Martins ainda está em recurso, percebe?” Mas o Filipe Martins perdeu essa oportunidade e agora já deram como definitivo.

Quando eu já vou embora, vou embora, o o policia eh judicial que estava lá conversou muito comigo, acompanhou-me e disse assim: “Do Sebastião, vamos resolver isso na secretaria?” Entrámos por um no prédio sossegado, de boa fé, passamos, só que não subimos para o elevador, não é, que eu estava habituado de ir ali buscar a cópia de processo, não é? E viramos num corredor, calculo que andamos uns cinco, se eu disse 10 m, acho que não sei quanto, não posso estimar.

Veio um polícia, tomou a minha frente e proferiu as seguintes palavras: “Drutor Sebastião, o senhor está preso por ordem do ministro Alexandre Moraes e tirou-me o telemóvel da mão. Tomou com força, arrancou-o da minha mão e pediu ao o meu colega também. Bom, se ele tivesse dado voz de detenção, quando eu lá falei, mostrei a minha revolta, iria questionar por que é que o senhor me tá prendendo? Eu estou a cometer algum crime inafiançável, porque o advogado só pode ser detido em flagrante, a trabalhar.

Usam barrado, né? Crimeçável. Mas como ele disse que eu estava a ser preso por ordem de Alexandre de Moraes, não questionei. Você é a ordem dele. Isso aí ninguém ninguém contesta nada. Nem os demais ministros contestam. Alexandre de Moraes, eu ia contestar a meio de 10 policiais. A minha única exigência foi essa, que chamasse as prerrogativas da OAB.

E ficou ali aquela conversa, eu Estive lá uns uma meia hora, eu acredito, não tenho noção do tempo, e não fizeram o flagrante delito. A minha exigência era que fizesse o flagrante. Eu queria ver por saí de lá, não apanharam um documento meu, não pegar, não assinei qualquer papel, absolutamente nada. E quando já estava a ir embora, vi que a a comunicação do tribunal soltou uma nota dizendo que fui detido por desacato ao tribunal e, em seguida, libertado, não é? Foi no mesmo dia oficial.

É, no mesmo dia os colegas que estavam à distância, o Dr. eh Marcelo Almeida e o Ricardo Chifre do Paraná, Rio Grande do Sul, fizeram a petição. Eh, digo eu, não façam o que acharem melhor, nem tenho condição de verificar. Eu fiquei em trânsito. E oficiar o presidente Barroso do Supremo, para preservação das imagens, não é? Porque eu quero comprar, eles vão ter que mostrar o que me fizeram, não é? O presidente Barroso mandou aquela aquela nossa petição para o Alexandre de Moraes de Guará, será que me quer colocar do inquérito também? Mandou para

Alexandre Moraes, não tinha essa razão, mas mandou-o corretamente para o presidente da turma, que é o ministro Zanin, que o presidente da sessão é que tem a polícia da da audiência. Então eu estou a aguardar, eu falo de público aqui com tranquilidade. Eu vou aguardar o o a análise da denúncia de Filipe Martins, que será no dia 22 de 23, agora de abril e passando isso, vou retomar o meu caso.

Quero as imagens da minha prisão. E nós vamos discutir como é que esta detenção aconteceu, porque isto é uma afronta à advocacia. Se um advogado eh com uma certa experiência, como eu eu tenho eh conhecido, como já me tornei, Augusto, dentro do Supremo Tunal Federal, sofre um abuso deste, dá o direito a a no interior ou sei lá, de o juiz fazer a mesma coisa, porque é questão de exemplo, não é? Você pega no exemplo lá de cima e o exemplo que o Supremo Tribunal Federal passa para sociedade é um péssimo exemplo nas suas decisões e na conduta dos ministros.

Mais do que a decisão, August, podes questionar a decisão, mas é a decisão judicial, mas a conduta dos ministros, vão falando, tem dois, três ali que falam todos os dias comentadores, certo? Eh, comenta todo todo o assunto do país, sobre o governo, não é? Então eu digo e com toda a com tristeza, mas digo, o fator da instabilidade do nosso país tem nome Supremo Tribunal Federal.

Eles são os eles são os causadores da instabilidade no nosso país. Fazer então uma última pergunta, Sebastião, o senhor eh que é evidentemente um homem muito honesto e equilibrado e tal, eh há exageros nos chamados penduricálios ah recebidos, não é, juntamente com o salário pelos funcionários da do poder judiciário? Olha, o o grande erro de tudo isto, Augusto, foi quando em não Lembro-me quando houve a reforma judiciária, sei 2003, 2013, não é, que foi criado o subsídio paraa magistratura.

Aquilo foi uma coisa boa, tem um subsídio e não tem pedidurico, pois não? Mas o subsídio, a Constituição diz que o juiz ele tem a irredutibilidade de vencimentos. Eh, são três garantias. Esta é uma delas, irredutibilidade do vencimento. Ou seja, teria de ter o seu vencimento e ter a correção desse vencimento em cada ano.

Só que não acontece a correção. Assim, a verdade é que os os tribunais arranjam uma forma de compensar os magistrados de uma outra maneira, não é? A no nosso caso, em Brasília, temos a remuneração da União. O juiz de Brasília, a remuneração ele é federal, segue o mesmo rito da justiça federal, da justiça do trabalho.

É diferente dos Estados. Os estados ganham bem, ganham melhor, porque são leis estaduais que são tratadas com as assembleias legislativas, mas no nosso caso da União, tudo passa pelo Congresso Nacional, não é? E e uma grande armadilha é colocar o o subsídio do ministro do Supremo Tribunal como tecto da magistratura.

Eh, e hoje toda a gente quer ganhar o teto, certo? Hoje já não tem o mérito, não é? Você entra, é, entra-se um um juiz substituto hoje em Brasília que não tem trâncias, não é? Entra-se, ganha-se o mesmo que um juiz de 30 anos. Mas por ainda dás tempo de te perguntar o seguinte, deve ter sido convidado, está a ser aí convidado para para alguma candidatura.

Você pretende eh disputar algum cargo político? Augusto, quero o bem do meu país, sabe? E o nosso país tem um líder chamado Jair Messias Bolsonaro. Eu tenho convite, não é? Eu tenho convite. Quatro partidos convidaram-me para disputar as eleições eh em Brasília no próximo ano, certo? Estou a falar, né? Mas eu não tomaria qualquer decisão sem antes ter uma conversa, estou a jogar aberto, sem ter uma conversa pessoal com o presidente Bolsonaro, porque nós estamos alinhados na na no mesmo pensamento, no mesmo propósito pelo pelo bem do Brasil, não é?

Portanto, eu não tenho assim, Augusto, anseio por cargo. Cargo eu era juiz, podia ter ficado mais quase 9 anos, não é? Era já era vice-presidente e corregedor do Tribunal Eleitoral por opção dos meus colegas, não é? e possivelmente poderia chegar também à administração do próprio Tribunal de Justiça.

Então não tenho questão com cargo, mas realmente vamos colocar assim, o meu nome está colocado para uma candidatura ao Senado em 2026 e eu eh se as condições o permitirem, possivelmente eu dispute. Pergunta finalíssima. Daqui a 60, 70 anos, como é que gostaria de ser recordado, Sebastião? Ah, hoje, por acaso, estávamos a escolher uma foto para colocar no Tribunal Eleitoral, não é, uma galeria dos corregedores, não é? E a a à distância eu e a minha mulher e o meu filha escolhemos a fotografia.

Eu digo: “Olha, vocês escolherem porque esta foto não é para mim, esta foto é para vocês do futuro, não é? Eu quero que que os meus netos a dizer: “Olha, o meu avô foi uma pessoa correta, foi um trabalhador, eu não sou nenhum intelectual, o meu estudo a foi estudo jurídico, não é? dediquei-me muito a cumprir a Constituição, as leis, certo? Diz: “Olha, meu meu avô, meu Pessoa”.

Dig, olha, Sebastião Coelho, eu conheci e na história este foi um homem correcto, um homem que eh patriota, que ama a pátria. Realmente, eu eu quando eu vejo algumas canções militares, sabe, Augusto, assim, olha, eh, ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil. Ué, vamos fazer isto de verdade mesmo. Será que alguns têm a coragem de dar mesmo a a vida pela pátria, não é? Então, quero quero a pacificação do meu país, eu quero o o a política.

Hoje tem um presidente, as circunstâncias que nós já sabemos, não vamos discutir aqui, não é? Foi desigual, a campanha foi desigual dizer o mínimo em 2022, mas nós temos o próximo, temos o próximo ano a possibilidade de corrigir essa, esse essa rota. Quem quer a amnistia? Ah, sim. Amnistia. Amnistia ela, ela é pacificação, Augusto. Amnistia.

Ah, eu vejo um ministro a falar, olha, já cumpriu tanto de pena, logo tem progressão. Não, quem está lá dentro da prisão por um por um um crime que não cometeu, todos sabemos que esta história do golpe é uma fantasia. Isso não existiu. Um golpe sem sem forças armadas, um golpe e em edifícios vazios, isso não existia, isso é mentira absoluta.

Mais uma parte da sociedade eh embarcou nesta história alimentada por quem? alimentada pelo Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal é responsável por tudo isto. Também não retiro a responsabilidade do procurador geral da República, porque a Procuradoria-Geral da República foi quem apresentou essa queixa. Lembre-se que a a o a classificação, tenho que denunciar isso, a classificação desses crimes todos foi dado pelo ministro Alexandre Moraes na noite do dia 8 para 9 de janeiro de 2023, quando afastou o governador Ibanês. Naquela decisão ele

fala tudo inclusive do crime de terrorismo, que a imprensa muito falou tempo, terrorista, terrorista, até que quando houve o oferecimento da acusação, o procurador assim, não, o terrorismo também é demais. Aí não não apresentou, não é? Então eu quero, Augusto, a pacificação do meu país. Se eu puder contribuir eh noutra área, tudo bem.

Mas hoje, com toda a sinceridade, Augusto, e sem qualquer vaidade. Eu, quer dizer, eu hoje sinto-me mais útil para o meu país do que do actual Senado. Perfeito. 2/3. Então o ocupar o cargoão para mim é totalmente irrelevante. Doutor Sebastião Coelho, foi um prazer falar consigo, né? Com acho que eh eh conhecemos melhor também o homem Sebastião Coelho, quer dar algum recado para os nossos espectadores, aos quais eu agradeço pela grande audiência, pelo sucesso do primeiro programa.

Teremos vários outros. Espero que tenham gostado. Gostaste da conversa, Sebastião? Pois, foi maravilhoso. Augusto, eu estava relembrando que participei no primeiro programa do SC Filtro, não é? Dia 23 de novembro de 2022, certo? Participei na estreia, certo? Então aqui eu Sinto-me em casa. Recomendo a audiência que que assistam, que assine a revista, porque aqui não há patrocínio público, é todo a é o povo pelo povo, não é? e agradecer o carinho que tenho da, imagina, eu era um anónimo até outro dia, hoje tenho o Instagram com

650.000 seguidores, que maravilha, não é? E agradecer à minha família, não é? À Sandra, a minha esposa, deixou um beijinho para a Sandra, à minha filha Carolina, Cristina e Celina, não é, que estão a ver. Acho que estão,  não é, nós em dúvida. E aos meus netos Pedro, Samuel, Thago e Isadora, certo? E aos servidores Tribunal de Justiça de Brasília, não é? Obrigado.

Um beijinho para todos e foi uma alegria estar aqui com

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