O cenário político no estado do Paraná ganha contornos de definição e intensa disputa com os novos dados apurados pela pesquisa do Instituto Radar Inteligência. O levantamento detalha as intenções de voto dos eleitores paranaenses para os cargos de governador, senador e presidente da República, revelando tendências consolidadas de favoritismo regional, batalhas acirradas de bastidores e a manutenção de um comportamento histórico do eleitorado do estado em relação às forças políticas nacionais.
Na corrida pelo comando do Palácio Iguaçu, o atual governador Ratinho Junior consolida uma posição de amplo favoritismo que aponta para a possibilidade real de liquidação da fatura ainda no primeiro turno. Na pesquisa estimulada, Ratinho Junior aparece com uma liderança expressiva, alcançando a marca de cinquenta e seis por cento das intenções de voto. O ex-governador Roberto Requião figura na segunda posição, registrando vinte e quatro por cento da preferência dos entrevistados. O candidato Ricardo Gomyde aparece com um por cento, enquanto a professora Ângela e o soldado Teixeira pontuaram abaixo desse patamar. Outros concorrentes como Solange Bueno, Joni Correia e Professor Ivan não chegaram a pontuar. Os votos brancos e nulos somam quatro por cento, e o índice de eleitores indecisos ou que não souberam responder ficou em quinze por cento.

Quando o foco se volta para a análise dos votos válidos, que desconsideram os brancos, nulos e indecisos para refletir o critério oficial utilizado pela Justiça Eleitoral na totalização das urnas, a vantagem do atual governante se expande de forma robusta. Ratinho Junior atinge sessenta e nove ponto três por cento dos votos válidos, contra vinte e cinco ponto quatro por cento de Roberto Requião. Ricardo Gomyde registra um ponto dois por cento, e a professora Ângela obtém um por cento. Esse desempenho expressivo de Ratinho Junior é apontado por analistas políticos como o reflexo de uma construção política meticulosa efetuada muito antes do início oficial do período de campanha. O governador conseguiu costurar alianças e se posicionar como o candidato de convergência das forças de centro e centro-direita, atraindo o eleitorado moderado que rejeita a radicalização política. Além disso, a campanha tem colhido os frutos de uma avaliação positiva sustentada da gestão estadual, conseguindo transferir a aprovação administrativa diretamente para a intenção de voto na urna eletrônica. Por outro lado, o polo oposicionista enfrenta dificuldades severas, evidenciadas pelo índice de rejeição de Roberto Requião, que lidera esse quesito negativo com trinta e dois ponto nove por cento dos eleitores afirmando que não votariam nele de forma alguma.
Se a disputa pelo governo estadual caminha para a estabilidade, o oposto se observa na batalha pela única vaga disponível ao Senado Federal pelo Paraná. Os números revelam um cenário de absoluto equilíbrio e indefinição, caracterizado por um empate técnico acirrado na liderança. O senador Álvaro Dias aparece numericamente na frente com trinta e dois por cento das intenções de voto, seguido de perto pelo ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro, que registra vinte e oito por cento. O deputado federal Paulo Martins ocupa a terceira colocação com dez por cento da preferência popular. Mais abaixo na tabela, Orlando Pessuti surge com um ponto nove por cento, seguido por Aline Sleutjes com um ponto seis por cento e Rosane Ferreira com um ponto seis por cento. A candidata Desirée pontua com zero ponto sete por cento, enquanto Laerson Matias registra zero ponto três por cento. Doutor Saboia e Roberto França da Silva Júnior somam zero ponto quatro por cento cada. Os votos brancos e nulos alcançam dez por cento, e o percentual de indecisos se mantém elevado, em vinte e um ponto sete por cento.
Ao isolar os votos válidos para o Senado, a disputa se estreita ainda mais. Álvaro Dias alcança trinta e nove ponto cinco por cento, enquanto Sérgio Moro encosta com trinta e sete ponto três por cento. Paulo Martins sobe para treze ponto seis por cento. Os demais candidatos, incluindo Orlando Pessuti e Aline Sleutjes, mantêm patamares reduzidos, não ultrapassando a barreira dos dois ponto quatro por cento. A dinâmica por trás desses números revela um fenômeno político peculiar na sociedade paranaense. O eleitorado historicamente alinhado à centro-direita e à direita encontra-se fragmentado entre as candidaturas de Sérgio Moro e Paulo Martins, que disputam o mesmo perfil de eleitor que apoiou a pauta conservadora em pleitos anteriores. Em contrapartida, os eleitores paranaenses que tradicionalmente tendem à centro-esquerda e à esquerda, cujas candidaturas próprias ao Senado não alcançam cinco por cento de viabilidade na pesquisa, parecem estar direcionando o voto de forma estratégica para a candidatura de Álvaro Dias, enxergando nele uma alternativa viável para fazer frente aos candidatos mais alinhados à direita. Essa pulverização do espectro conservador abre espaço para que o voto progressista atue como o fiel da balança, definindo quem sairá vitorioso nessa disputa milimétrica.
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No âmbito da corrida para a presidência da República, o Paraná reafirma o seu perfil conservador e a sua tendência histórica de oposição aos projetos liderados pelo Partido dos Trabalhadores. No cenário que mede as intenções de voto no estado, o atual presidente Jair Bolsonaro lidera de forma consolidada com quarenta e quatro ponto um por cento da preferência dos eleitores. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na segunda colocação, registrando vinte e sete ponto um por cento. O candidato Ciro Gomes e a candidata Simone Tebet aparecem empatados com quatro por cento cada. Os demais concorrentes não atingiram a marca de um por cento.
Considerando apenas os votos válidos no território paranaense, Jair Bolsonaro atinge cinquenta e três por cento das intenções de voto contra trinta e dois por cento de Lula. O levantamento também projetou um eventual cenário de segundo turno entre os dois principais postulantes ao Palácio do Planalto, evidenciando uma ampliação da vantagem do atual mandatário. Nesse panorama direto, Bolsonaro alcança cinquenta e sete por cento dos votos válidos, enquanto o candidato petista obtém quarenta e dois por cento. Esse comportamento do eleitor local corrobora o histórico das últimas eleições presidenciais no Paraná, onde as candidaturas do PT têm enfrentado altos índices de rejeição e dificuldades estruturais para vencer no plano majoritário.
Os dados técnicos da pesquisa realizada pelo Instituto Radar Inteligência conferem robustez aos resultados apresentados. Foram entrevistados mil trezentos e cinquenta eleitores paranaenses em diversas regiões do estado. A margem de erro estabelecida para o levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, apresentando um nível de confiança estatística de noventa e cinco por cento. A pesquisa cumpre com todas as exigências legais de transparência e fiscalização do processo eleitoral brasileiro, encontrando-se devidamente registrada perante a Justiça Eleitoral sob os números de identificação PR-01180/2022 para o âmbito estadual e BR-02453/2022 para o âmbito federal. Os números servem como um termômetro preciso das forças políticas que se enfrentam no Paraná, desenhando um quadro onde a continuidade administrativa no governo convive com uma indefinição dramática no Legislativo Federal.