Ela guarda o pior de nós e não por acaso tornou-se o epicentro de histórias inexplicáveis. É uma cela dos seria giro fazeres também alguma coisa mais para a frente sobre eh lugar eh estabelecimentos prisionais e o que os presos vêm lá. Deve ter, pá. Mas é isto, porque há uma coisa muito doida que quando o recluso, o recluso, principalmente o assassino que matou pai, mãe, filha, marido, mulher, eles passam por atendimentos psicológicos dentro da cadeia.
E depois todos os relatórios psicológicos destes assassinos falam em pesadelos, assim, pesadelos, eles sonham, têm pesadelo com a pessoas, as pessoas que eles desconfigurado, igual como o cadáver ficou, cara. O jornalista Ulisses Scampell, que passou anos a investigar a fundo os arquivos e a vida interna de Tremembé, descobriu um facto surpreendente.
Os relatos de assombração não são apenas lendas de pátio ou folclore prisional. São elementos comuns registados nos próprios autos dos processos de execução penal. E aqui surge o primeiro indício de que o que habita Tremembé não é deste mundo. A cela dos espíritos. Se os tormentos individuais nascidos da culpa e do isolamento já são suficientes para assombrar os corredores de uma prisão, o que acontece nos porões de Tremembé desafia qualquer lógica.
E era uma cadeia. Uma cadeia com pessoas que trazem os seus grilhões, os seus fantasmas, as suas as suas tristezas. e as suas mortes, não é? Porque todo o mundo ali, se a pessoa não morreu, morreu a história de alguém. Portanto, é um lugar pesado. É, então, mas aí também gosto desses elementos sobrenaturais que rodeiam estes esses grandes crimes ou esses crimes edos, elas elas são relatadas nos exames criminológicos.
Quando estão com a psicóloga, elas falam, têm que falar. Quando são obrigadas a falar, que é um dos requisitos para elas ganharem a liberdade, têm de dizer como lidam com o crime que cometeram. E elas começam a narrar, eu tenho pesadelos, sonho, não sei o quê. E eu fiquei muito feliz. Eu sempre Gostei deste elemento sobrenatural.
E aí têm muito no livro da flor da Lisa, depois o do Fran, todos eles têm muitos elementos sobrenaturais que aproveito destes pesadelos que elas dizem ter, dessas assombrações. Mas é aqui que a história toma um rumo ainda mais bizarro. A penitenciária não tinha apenas assombrações internas, ela tinha um local para as invocar.
Existia lá dentro um espaço ecuménico, uma sala utilizada por diferentes religiões em diferentes dias da semana. As detentas reuniam-se para o que ficou conhecido como a cela dos espíritos. O ritual era conduzido por uma coordenadora, uma detenta, considerada uma médium evoluída. Ali organizavam uma mesa branca, uma sessão espírita formal.
O objetivo, no entanto, era profundamente perturbador. As mulheres, a maioria assassinas, estavam ali com um único propósito, o de comunicar com as suas próprias vítimas. Que é a cela dos espiras? Em Tremembé há uma questão espiritual também de uma cela. Não tem uma cela? Tem cela dos espíritos.
Tem uma senhora lá, Luía Mota. Esta senhora, ela está presa lá e depois é espírita e ela conseguiu converter as colegas de cela ao espiritismo. Ela monta esta cela do espírito, faz lá uma mesa branca e depois ela vende a ideia de que as piscinas que estão junto com ela vão receber o espírito das vítimas. As vítimas vão aparecer nessa cela para as perdoar.
Aí tem várias histórias. Há uma mulher que uma filha, depois aparece a filha e diz que não está perdoada. Aí está uma outra mulher aí que ela quer encontrar o espírito da pessoa que ela assassinou para ela poder ter uma carta psicografada e mostrar lá na justiça, olha, estás perdoada. Aí ela tenta colocar no processo de execução penal para convencer a juíza de que ela foi perdoada.
Ou seja, quem não é adepto da doutrina espírita diz que a cela realmente assombrada, porque elas elas ouvem vozes lá dentro, tem uma energia pesada e depois tem uma apreensão também, não é? Eu fico com, não é um medo, mas ah, é medo. A cela dos espíritos era o microcosmo perfeito de Tremembé, um lugar onde assassinas e as suas vítimas continuavam presas juntas num ciclo interminável, um lugar onde os verdadeiros condenados não eram os detidos em busca do perdão, mas as vítimas que, pelos seus atos ediondos, jamais veriam um novo porto
sol. E depois comecei a ler isto, bem assombrado. A Suzane até recebe dentro da cela, ela no pesadelo, acorda de madrugada, ela vê a cela aberta. Os pesadelos de Elise e Suzane. Para conseguir a progressão de regime, os reclusos passam por rigorosas avaliações psicológicas. A Elise está aqui na penitenciária de Termembé há 4 anos e meio.
Quando que o seu casamento começou a examar? Quando descobri que ele tinha outra, ofendia, dizia que eu era uma dizia que o meu pai era vagabundo. E é nestas sessões, perante psicólogos forenses, que a verdade sombria muitas vezes emerge. Os espíritos jamais esquecem e nesta batalha espiritual, a justiça do além nunca perdoa.
Depois de cometer o crime que chocou o país, Elise Maxonaga foi presa e desde então as suas noites tornaram-se um território de horrores que iam muito para além da realidade. Enquanto esteve em Tremembé, ela própria relatou pesadelos recorrentes com o marido, Marcos Matsunaga. Não por acaso, o objeto central dos pesadelos era a forma brutal como ela tentou livrar-se do crime, ocultando as partes do corpo em diferentes locais.

A violência do ato parecia ter deixado rastos que a perseguiam mesmo em sonhos. A Elise Matsonaga também tinha muito pesadelo com o Max Matsnaga que aparecia com ele para ela esejado. Parecia um filme de terror mesmo com todas as as partes que ela cortou. Acha que isto não é historinha que inventam? Não.
Deve ser deve ser verdade, não é? O caso descrito por Ulisses Campel parecia um ajuste de contas entre Liz e o Além. Nos relatos de Elize, Marcos aparecia sempre desfigurado, um reflexo de como fora encontrado pela polícia. Num desses sonhos, o fantasma de Marcos surgiu sem um braço, o mesmo que tinha sido devorado por um cão de uma quinta próxima do local onde ele fora tirado.
Possivelmente estava vivo quando começou sentimento de vingança leva a cometer este crime brutal e fica com o dinheiro dele. Nem a destruição física do corpo seria suficiente para apagar o horror que ela própria havia pavimentado. A simbologia dos sonhos de Elize era igualmente perturbadora, que Elise levava uma vida de princesa e que uma vez no apartamento viu o bicho de estimação do casal, uma gibóia chamada Gigi.
Uma cobra surgia constantemente nos pesadelos, atacando-a, dando o bote, tentando engoli-la. A natureza parecia conspirar contra ela, como se de algum modo procurasse a reparação que nenhuma pena seria capaz de trazer a família Matsonaga. O caso de Suzane von Rofen é igualmente, se não mais perturbador. O horror do crime que ela cometeu, o paricídio orquestrado que chocou uma nação, já a colocou nos anais forenses.
Mas se a justiça dos homens pecou ao libertá-la, a justiça do mundo espiritual não a iria poupar. Ainda antes de chegar a Tremembé, quando estava na penitenciária feminina da capital, ela viveu o que só pode ser descrito como um prelúdio infernal. Uma lenda recorrente afirmava que os espíritos dos 111 presos, ali abatidos 10 anos antes, nunca deixaram aquele lugar.
Muitas delas afirmavam que estas almas penadas habitavam literalmente as árvores do parque, que separava os dois complexos e podiam ser vistas da cadeia feminina. À noite, tal como o filme Btergast apresenta, o som das folhas e da madeira rangendo invadia as celas, enquanto as sombras dos ramos formavam desenhos sinistros nas paredes da prisão.
Ela teve uma manifestação manifestação assim, ela teve uma experiência sobrenatural na cadeia, não teve? Depois da morte dos pais, ela era colada ao carandiru que tinha sido demolida há pouco tempo e virou aquele parque. Demolido, enfim, enfim. Parque da juventude, não é? E naquele parque há umas árvores imensas.
E estas árvores elas são tão frondosas que alguns ramos vão para cima da penitenciária femina da capital. Sim. Existe uma lenda, o livro explora muito isto, que quando a Suzane vai para lá, ela fica numa cela sozinha ao lado dessas árvores. Ela via essas árvores pela janelinha gradeada. Uhum. E depois à noite, quando tinha vendaval e quando chovia, estas árvores que são gigantes, começavam a movimentar e fazia um barulho muito estranho.
Elas faziam uns barulhos de galho a quebrar. A Suzane conta que ela tinha a impressão que aquelas estavam a sair do lugar e estavam a caminhar. E depois ela foi contar isso a uma colega de galeria e ela disse: “Ai, tu não sabes?” Ele disse: “Não, tu sabes que quando houve o massacre do Carandiru, que morreram 111 presos, algumas almas dos presos mortos no massacre incorporaram nessas árvores.
” Susane, já aterrorizada por esta atmosfera, relatou ao seu advogado que tais almas não a deixavam dormir, mas o verdadeiro horror ainda a aguardava. A certa altura, ela pediu para examinar uma cópia do processo que resultara na sua condenação. Relutante, o advogado entregou-a, advertindo-a para que não olhasse para as fotografias.

Ela ignorou o aviso e, pela primeira vez, encarou as imagens da autópsia. A crueldade do acto que cometera estava ali registada em detalhes clínicos. Ela viu o rosto dos pais que ela ajudara a matar. Nessa mesma noite, Suzane adormeceu na cela com aquelas imagens gravadas na mente e foi aí que o sobrenatural entrou em cena.
Em seu próprio relato, ela descreveu um pesadelo em que ela acordava no breu absoluto da cela. O silêncio era quase sufocante, mas algo estava errado. A grade de aço, sempre trancada, estava entreaberta. Paralisada, observou uma mão surgir por ali e abrir lentamente a porta. Imediatamente, Susane reconheceu a mão pelos anéis.
Era da sua mãe, Maríia. E depois ela olha assim, está sozinho. Ela partilhou a cela com seis mulheres. Nenhuma estava lá, parece que tinham escapados. E depois chega a mãe dela, o o vulto da sua mãe chega à cela, só que entra na cela com um vestido branco. Não é o vestido que ela morreu, é um é o é o vestido que ela usou quando fez as pazes com a Susane antes de esta ter morrido.
E depois só que ela entra na cela de costas e a Susane fica assustada. Aí quando ela se vira de frente está com toda configurada por causa das pauladas que o Cristian lhe deu. Config. E então ela, Suzanha pergunta: “Mamã, onde está o papá? O teu pai tá a chegar”. Depois ela leva um susto e acorda do pesadelo. Susane acordou aos gritos, sacudida por uma agente prisional que teria presenciado a cena.
Seria um pesadelo alimentado pela culpa, um surto psicótico ou um aviso do além, assegurando que nenhum ato tão ediondo passaria impone no mundo dos mortos? Talvez em Tremembé, o verdadeiro castigo não seja viver atrás das grades, mas conviver noite após noite com aqueles que nunca descansam. E acredita que os estabelecimentos prisionais possam ser tão assombrados? Estamos ansiosos para ouvir a sua opinião.
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