No vasto e competitivo mundo do futebol, muitos jogadores alcançam a fama, mas apenas uma restrita elite consegue o estatuto de verdadeira lenda. Zinedine Zidane, mundialmente conhecido pela sua elegância inigualável em campo, é indiscutivelmente o rei dessa elite. A sua carreira não é feita apenas de dribles hipnotizantes, passes magistrais e conquistas colossais de troféus, tanto na qualidade de jogador brilhante como de treinador multicampeão. Por detrás da figura reservada e carismática de “Zizou” esconde-se um verdadeiro magnata, detentor de um império financeiro assombroso, de uma vida pautada pelo luxo requintado, mansões sumptuosas, uma impressionante frota de veículos superdesportivos e investimentos milionários que se multiplicam ano após ano. Conheça a fascinante jornada de Zinedine Zidane, da pobreza de um bairro francês à construção de uma fortuna incalculável.

Para compreender a verdadeira magnitude do sucesso de Zidane, é imperativo recuar até às suas raízes. Zinedine Yazid Zidane nasceu no coração da cidade portuária de Marselha, no sul de França, no seio de uma modesta família de imigrantes argelinos. Cresceu em La Castellane, um bairro humilde onde as oportunidades escasseavam. No entanto, foi precisamente no asfalto quente dessas ruas parisienses que o jovem demonstrou os primeiros laivos de genialidade. A sua visão de jogo e o controlo sedoso que o caracterizariam para o resto da vida foram apurados nessas peladinhas de bairro. O talento era demasiado evidente para passar despercebido, e, aos catorze anos de idade, olheiros astutos levaram-no para as instalações da formação do AS Cannes, dando início a uma jornada que mudaria a história do futebol.
A sua ascensão foi absolutamente imparável. Após brilhar de forma consistente no AS Cannes e ganhar imenso destaque no Bordeaux, as suas exibições refinadas cativaram os gigantes europeus. Em 1996, o craque mudou-se para Itália para envergar a camisola da Juventus, onde cimentou o seu estatuto de estrela mundial, vencendo duas vezes a competitiva Serie A italiana. Mas o seu momento de consagração máxima a nível de transferências aconteceu em 2001, quando Florentino Pérez bateu todos os recordes da altura para levá-lo para o Real Madrid, num negócio estratosférico de cerca de 77,5 milhões de euros. No Santiago Bernabéu, Zidane justificou cada cêntimo investido. Foi dele o majestoso e inesquecível golo de voleio que garantiu ao clube merengue a Liga dos Campeões da UEFA em 2002, um remate que ainda hoje é considerado um dos momentos mais icónicos da história do desporto.
Contudo, a grandeza de Zidane também se fez sentir na seleção francesa. Ele foi o grande farol da equipa que conquistou, de forma brilhante, o Campeonato do Mundo de 1998, organizado em sua própria casa. Na grandiosa final contra o poderoso Brasil, o médio apontou dois golos de cabeça fulminantes e foi justamente coroado como o melhor jogador da final. Em 2000, continuou a carregar o país ao título do Campeonato da Europa. No entanto, uma carreira tão gloriosa encerrou-se de uma forma dramaticamente chocante. Na grande final do Mundial de 2006, frente à Itália em Berlim, Zidane, na altura a cumprir o seu último jogo como profissional, havia já marcado um genial penálti em jeito de panenka. Mas durante o tempo de prolongamento, após uma acesa troca de palavras ofensivas com o defesa italiano Marco Materazzi, que alegadamente teria insultado gravemente a família do francês, Zidane perdeu a cabeça e atingiu o adversário com uma brutal cabeçada no peito. O árbitro, sem hesitar, exibiu o cartão vermelho direto. França acabaria por perder a final nas grandes penalidades sem o seu capitão. Mesmo sob a sombra densa deste episódio polémico, Zidane foi eleito o melhor jogador do torneio, e a sua aura de intocabilidade manteve-se.
Ao abandonar as quatro linhas, pensava-se que a era de domínio de Zidane tinha acabado. Erro crasso. Ele reinventou-se e emergiu como um dos treinadores mais temíveis da era moderna. Iniciando a sua carreira de mister na estrutura do Real Madrid, assumiu o cargo de treinador principal em 2016 e escreveu um capítulo que ainda hoje desafia a lógica. Num espaço curtíssimo de apenas dois anos e meio, alcançou o impensável ao vencer três títulos consecutivos da Liga dos Campeões — um feito sem paralelo no formato atual da prova. Regressou depois para uma segunda passagem, adicionando mais títulos de La Liga ao currículo, demonstrando uma capacidade extraordinária para gerir balneários carregados de egos milionários.
Toda esta senda gloriosa, tanto em campo como no banco de suplentes, traduziu-se naturalmente num volume de riqueza impressionante. Zidane transformou-se numa marca global indestrutível. A sua fortuna está longe de provir apenas dos seus tempos como atleta. Foi como técnico do Real Madrid que os seus ganhos escalaram para um patamar astronómico, chegando a auferir salários anuais na ordem dos doze milhões de euros, sem contabilizar os astronómicos prémios por objetivos conquistados. Hoje, especialistas em finanças estimam que o seu património líquido se situe confortavelmente entre os 120 e os 150 milhões de euros (o correspondente a valores em torno de oitocentos milhões de reais, dependendo das oscilações cambiais).
Para gerir tal opulência, Zidane nunca se privou do mais alto nível de luxo e sofisticação, mantendo simultaneamente uma imagem discreta. Em Espanha, a sua base principal é uma mansão deslumbrante situada no hiper-exclusivo bairro de La Finca, em Madrid, conhecido por ser a fortaleza das superestrelas. Esta imponente propriedade, avaliada em cerca de vinte e sete milhões de reais, é um oásis de modernidade, dispondo de jardins luxuriantes, vastas piscinas e segurança máxima. Adicionalmente, possui propriedades espalhadas pelo continente, incluindo uma suntuosa casa na sua cidade natal, Marselha.
A garagem de Zidane reflete perfeita
mente a sua paixão pela exclusividade e velocidade. Apesar do seu perfil familiar, os carros desportivos de alto desempenho enchem os seus espaços. O destaque vai inteiramente para um raríssimo e hiper-luxuoso Bugatti Veyron, uma obra-prima de engenharia automóvel que está avaliada perto da incrível marca dos oito milhões de reais. Mas não se fica por aí; na sua coleção constam veículos cedidos e comprados ao longo do tempo, como a portentosa Audi RS6 Avant, avaliada num milhão de reais, um imponente Mercedes-Benz Classe G de dois milhões de reais e o intemporal desportivo clássico Porsche 911 Turbo.
Porém, a vertente empreendedora do astro tem crescido a olhos vistos. Para além dos relvados, Zidane sabe exatamente como diversificar as suas receitas. Mais recentemente, injetou cerca de cinco milhões de euros num projeto visionário de grande envergadura: um colossal complexo desportivo na cidade de Toulouse, com inauguração prevista para os próximos anos. Esta infraestrutura gigante englobará dezenas de campos de padel, arenas de futebol de dimensão reduzida, enormes complexos comerciais da Adidas, além de bares e restaurantes temáticos de topo. Em paralelo, a sua veia criativa encontrou espaço numa parceria luxuosa com a reputada marca alemã Montblanc. Zidane assinou e co-desenhou uma exclusiva linha de itens de viagem da mais alta gama, cujos detalhes refletem os seus gostos refinados.
Zinedine Zidane é muito mais do que a soma das suas brilhantes estatísticas e troféus de ouro. O menino tímido de La Castellane conseguiu a proeza de transcender o desporto. Com uma vida privada banhada pelo luxo mais exclusivo e um instinto predatório para os negócios milionários, a lenda francesa demonstra que o seu cérebro continua a funcionar no mais alto nível de exigência. Ao transformar a sua genialidade num vasto império, Zizou garante o seu lugar não só no Hall of Fame do futebol, mas também entre as personalidades mais ricas e bem-sucedidas do nosso tempo