Mas enquanto o sucesso crescia de forma quase meteórico, o destino já preparava uma revira-volta que ninguém poderia prever e tudo começaria com uma dor aparentemente comum que mudaria para sempre o rumo desta história. Era abril de 1998, no auge absoluto da sua carreira, com a agenda tomada por concertos, viagens e compromissos, Leandro parecia viver o melhor momento da vida: fama, dinheiro, reconhecimento e uma família jovem e cheia de planos para o futuro.
Mas foi durante algo simples, quase banal, que tudo começou. Numa pescaria com amigos em a sua quinta no Tocantins, o cantor começou a sentir fortes dores nas costas. No início, ninguém se preocupou. Afinal, a rotina era pesada. Horas em estradas, noites mal dormidas, esforço físico constante, parecia apenas cansaço. Dias depois, já de regresso a Goianápolis, Leandro participou num campeonato de truco com velhos amigos.
Entre risos e brincadeiras, uma pontada repentina no peito fê-lo interromper o jogo por alguns segundos. Ele tentou minimizar. Deve ser da pesca, de jogar o molinete. Mas as dores não passaram, pelo contrário, começaram a agravar-se. Preocupado, procurou uma farmácia na cidade, tomou medicamentos, tentou seguir a rotina, mas algo dentro dele parecia gritar que aquilo não era normal.
O farmacêutico insistiu: “Procure um médico, isto pode ser grave”. E foi ali que o mundo começou a desmoronar-se. No dia 27 de abril de 1998, uma radiografia revelou uma mancha no tórax direito do cantor, grande, assustadora, do tamanho de uma laranja. Poucos dias depois, a 8 de maio de 1998, veio o diagnóstico que mudaria tudo.
O tumor de Askin, um tipo muito raro e extremamente agressivo de cancro que atinge a parede torácica e pode avançar rapidamente para o pulmão. A notícia caiu como uma bomba. >> A doença separa temporariamente uma das duplas sertanejas mais conhecidas e admiradas do Brasil. Leandro da dupla O Leandro e o Leonardo está com um tumor e embarca daqui a pouco para os Estados Unidos em busca de tratamento.
>> Fui operado na clínica do Dr. Tu Roberto T que é de rosto para uma é para tirar essas marcas, não é? >> E 11 dias estive só a comer de canudinho. E quem come palhinha não tem maneira de engordar, tem de emagrecer, certo? De repente, o homem que dominava palcos gigantescos, que parecia indestrutível para milhões de fãs, estava a lutar pela própria vida.
>> Estou mesmo com problema, vou lá fora tratar e resolvi contar a todo o mundo. Meu >> E o mais assustador ainda estava por vir. A partir daquele diagnóstico devastador, a vida de Leandro tornou-se uma corrida contra o tempo. >> Em primeiro lugar, ter Deus no coração. Penso que é a primeira coisa que o ser humano tem de ter.
Segundo lugar é saber que milhões de pessoas no Brasil estão a rezar por mim e esta corrente é muito forte, fortalece-me muito. >> Os internamentos começaram a se tornar frequentes, consultas, exames, cirurgias, uma rotina dolorosa que contrastava brutalmente com os aplausos e a euforia dos palcos que ele tinha deixado poucos dias antes.
Leandro nos Estados Unidos emociona-se ao ver pela televisão o irmão sozinho em palco. E o que aconteceu depois foi algo que poucos artistas viveram na história da música brasileira. O país inteiro se mobilizou. Artistas organizaram correntes de oração. Os fãs enviavam cartas, flores, mensagens de esperança. >> Segundo lugar é saber que milhões de pessoas no Brasil estão a rezar por mim e esta corrente é muito forte, me fortalece muito.
>> À porta dos hospitais, multidões reuniam-se apenas para tentar ver o cantor ou simplesmente demonstrar apoio. Leonardo suspendeu compromissos profissionais e passou a acompanhar o irmão praticamente o tempo todo. Era uma luta partilhada, mas houve um momento específico que ficou eternizado na memória coletiva do Brasil.
Durante uma dos internamentos, Leandro apareceu na varanda do hospital onde estava a ser tratado, visivelmente debilitado, mais magro, mas ainda assim tentando sorrir. Ele acenou aos fãs, assinou para jornalistas e, de seguida, fez um gesto que arrepiou o país inteiro. Envolveu-se em uma bandeira do Brasil.
A imagem correu todas as estações, jornais e revistas. Era como se aquele artista, tão habituado a emocionar multidões no palco, agora estivesse a despedir-se silenciosamente do próprio povo. >> Despediu-se dos fãs cantando ao sair do hospital. Liga-me, liga-me. Não, não liga para eles. Eles não choram por el. >> Ao regressar ao Brasil.
Entretanto, dentro do hospital, a realidade era muito mais dura. Andreia Mota tinha apenas 23 anos, com dois filhos pequenos. Um deles ainda bebé de apenas 3 meses. Dividia-se entre a maternidade e o medo constante de perder o grande amor da sua vida. Ela própria lembraria anos depois.
Eu tinha dois filhinhos e via tudo a acontecer sem conseguir entender direito. Parecia um pesadelo. >> Eh, os meninos eram muito pequeninos, eu era muito nova e tive uma depressão, tive que tratar. Foi difícil, não foi fácil. >> A depressão. >> Mesmo no meio de um sofrimento intenso, Leandro demonstrava uma serenidade que impressionava médicos e familiares.
Até que chegou um momento que nunca mais sairia da memória de Andreia. Pouco antes de ser levado para a UCI, segurou os filhos ao colo e começou a cantar para eles. Naquele instante, olhando nos olhos do marido, teve uma sensação estranha, como se, no fundo, ele soubesse que aquela poderia ser a última vez.
Dias depois, o quadro clínico pioraria drasticamente e o O Brasil ainda não estava preparado para o que estava prestes a acontecer. O estado de saúde de Leandro piorava a cada hora. Na UCI Sedado, travava uma batalha silenciosa contra uma doença implacável que avançava demasiado depressa, até para a medicina. Os médicos tentavam de tudo.
Novos procedimentos, tratamentos intensivos, transferências entre hospitais de referência. Mas o tumor já havia se espalhado. E na madrugada de 23 de de junho de 1998 veio a notícia que ninguém queria ouvir. A meiaite 10 minutos, o cantor Leandro faleceu no Hospital São Luís, em São Paulo, vítima de falência múltipla de órgãos.
>> O corpo do Leandro chegou há pouco, às 8:15, aqui no ginásio do Rio Vermelho, no centro de Goiânia. Os parentes ainda tentaram, pediram para ficar alguns minutos a sós com Leandro. Ele tinha apenas 36 anos. O Brasil parou. Plantões extraordinários interromperam novelas, programas e telejornais. As rádios de norte a sul passaram a tocar as músicas da dupla sem parar.
Nas ruas, nas casas, nos carros. Era impossível não ouvir Pensa em mim. >> Pense em mim. >> Ou entre tapas e beijos. Paz e beijos é ódio, é desejo. >> Embalando lágrimas e recordações, era como se o país inteiro tivesse perdido alguém da própria família. O velório se transformou-se num dos maiores da história da música brasileira.
Mais de 25.000 pessoas passaram pela Assembleia Legislativa de São Paulo para dar o último adeus ao cantor. Filas intermináveis formavam-se sob o sol e a chuva. apenas para um último olhar. Entre flores, cartazes e gritos emocionados, um pormenor chamou a atenção. Um chapéu repousava sobre o caixão. Era o mesmo que Leandro tinha usado durante o tratamento, ali colocado pela assessora, sem qualquer intenção simbólica, apenas no desespero de não saber onde guardar aquela lembrança.
Mas para muitos fãs, aquilo representava algo maior. Era como se o ídolo estivesse pronto para subir ao palco mais uma vez. >> Junto ao caixão, Leonardo chorava inconsolável, os pais devastados e Andreia, muito jovem, segurava o pequeno Leandrinho nos braços enquanto tentava compreender uma dor impossível de explicar.
A imagem daquela viúva de apenas 23 anos, com um bebé ao colo e uma filha pequena ao lado, ficaria gravada para sempre na memória dos brasileiros. Depois, o corpo seguiu para Goiânia. Um cortejo emocionado acompanhou o cantor até ao cemitério Jardim das Palmeiras, no meio de milhares de fãs que cantavam as suas músicas como uma forma de despedida.
Naquele instante, não era apenas o fim de uma vida, era o fim de uma era. Mas enquanto o Brasil chorava o ídolo, começava para Andreia uma batalha ainda mais silenciosa e longa, a batalha de aprender a viver sem ele. Depois do enterro, vieram os dias mais difíceis, quando as multidões foram embora, quando as homenagens abrandaram, quando as músicas deixaram de tocar nos turnos de TV, a realidade finalmente se impôs >> muito, assim, sofri muito.
Eh, os meninos eram muito pequeninos, eu Era muito nova, eh, tive uma depressão, tive de tratar. Foi difícil, não foi fácil. a depressão >> e uma vida inteira que precisaria de ser reconstruída sem o homem que ela acreditava que envelheceria ao seu lado. Ela própria contou anos depois que chegou ao fundo do poço.
Não era apenas saudade, era desespero. Enquanto o Brasil continuava a celebrar a memória do Leandro nas rádios e programas de televisão, ela enfrentava madrugadas em claro, crises de choro e uma sensação constante de vazio. Tudo lembrava ele. A voz na rádio, as fotos espalhadas pela casa, as cartas dos fãs que ainda chegavam.
Era impossível fugir. >> À Andreia, o meu bem, o autógrafo mais especial do mundo. N são muitas, certo? Melhor recordação dele, acho que foi quando ele veio com um urso de São Paulo gigante. Ele trouxe-o no autocarro da banda e ele veio junto no autocarro da banda um urso gigante e levou-o lá a casa. >> Andreia revelou que entrou numa depressão profunda, um processo longo que durou anos e exigiu acompanhamento psicológico e muito apoio familiar.
Ela chegou a não ter forças nem para levantar da cama. Foram os pais que assumiram parte das responsabilidades naquele momento crítico. A mãe ajudava a cuidar das crianças. O pai auxiliava na administração dos negócios e das decisões que ela ainda não tinha maturidade emocional para enfrentar. “Eu era muito nova, não fazia ideia de muita coisa”, confessou.
Era como se a vida tivesse sido interrompida juntamente com a do marido, mas existia algo que a obrigava a seguir, os filhos. Ela sabia que precisava de encontrar forças, mesmo quando parecia impossível. E foi nesse processo lento e doloroso de reconstrução que Andreia iniciou aos poucos a sair daquele buraco emocional. Um caminho que demoraria anos e que mudaria completamente o rumo da sua história.
Foram anos a viver praticamente no anonimato, longe das câmaras, longe das entrevistas, longe de tudo o que pudesse reabrir feridas que ainda estavam longe de cicatrizar. Mas a vida, aos poucos, começou a mostrar que o sofrimento não seria o capítulo final da sua história. Durante este processo de reconstrução emocional, Andreia conheceu o empresário Fernando Alves Carmo.
O relacionamento não nasceu com euforia, nem com promessas grandiosas. Nasceu do companheirismo, da conversa tranquila, do respeito, da rara sensação de segurança que ela perdera desde aquela madrugada de 23 de Junho de 1998. Segundo a própria Andreia, foi Fernando quem trouxe estabilidade a um coração que ainda aprendia a bater sem medo.
Ele devolveu-me a vontade de sonhar com coisas simples: uma casa, uma família, paz. O casamento aconteceu no início dos anos 2000 e marcou o início de uma nova fase, uma fase silenciosa, mas profundamente transformadora. Fernando assumiu naturalmente o papel de figura paterna para Leandra e Leandrinho, criando um laço que ajudou a fortalecer toda a estrutura familiar.
E como se a vida estivesse dando uma segunda oportunidade, vieram novos filhos. Fernando Júnior nasceu primeiro, depois Filipe. E anos mais tarde, quando muitos já acreditavam que Andreia não teria mais filhos, veio uma decisão que surpreendeu até as pessoas próximas. Aos 49 anos, decidiu engravidar novamente. O pequeno Gabriel nasceu em abril de 2023, trazendo uma energia completamente nova para a família. A decisão gerou críticas.
Algumas pessoas questionaram, outras julgaram, mas Andreia seguiu o coração. A própria revelou que no início chegou a sentir vergonha por causa dos comentários, mas que hoje não se arrepende nem por um segundo. Ser mãe novamente trouxe leveza, trouxe alegria, trouxe a sensação de que a vida realmente tinha recomeçado.
E o mais curioso é que quase ao mesmo tempo ela passou a viver outro papel inesperado, o papel de avó. E foi nesse momento que Andreia percebeu que a história que parecia ter terminado em tragédia estava, na verdade a ganhar novos capítulos. Com o passar dos anos, Andreia deixou de ser vista apenas como a jovem viúva de um ídolo.
Ela começou a construir uma nova identidade. Enquanto o público ainda associava o seu nome à tragédia de 1998, nos bastidores, ela reinventava-se de forma silenciosa e estratégica. Entrou no mundo dos negócios. Hoje gere empreendimentos no ramo imobiliário, agrícola e também no setor da cosmética, mostrando uma faceta que muita gente nem sequer imaginava existir.
Segundo ela, não foi fácil conquistar o respeito neste meio. Por muito tempo enfrentou o preconceito por ser mulher e ainda carregar o peso de um apelido ligado a uma história tão marcante. >> Mas a maturidade trouxe confiança. Depois dos 40 anos, Andreia decidiu também cuidar mais de si. mudou hábitos, adotou uma rotina de exercício, reorganizou a alimentação, chegou a perder mais de 13 kg, recuperando não só a autoestima, mas também a sensação de controlo sobre a própria vida.
Durante muitos anos, eu vivia apenas para os filhos. Em um momento, percebi que precisava de voltar a olhar para mim. Esta fase representou uma verdadeira transformação. Uma mulher que antes era recordada pela dor, começava agora a ser reconhecida pela força. E foi precisamente quando tudo parecia finalmente estável, que surgiu um convite inesperado.
Em 2025, depois de quase três décadas evitando a exposição pública, Andreia aceitou participar no reality show Poderosas do Cerrado. uma produção orientada para mulheres influentes e histórias de superação. A decisão surpreendeu muita pessoas, incluindo ela própria. O maior medo era ser novamente rotulada apenas como a viúva do Leandro.
Mas o formato do programa mexeu com algo dentro dela. Falava sobre recomeços, falava sobre protagonismo feminino, falava sobre reconstruir a própria história. E Andreia sentiu que talvez tivesse chegado o momento de mostrar ao Brasil que a sua vida não tinha parado naquela madrugada. Durante as gravações, ela revisitou memórias difíceis, mas com um olhar completamente diferente, mais maduro, mais sereno, mais forte.
E foi precisamente nesse momento que decidiu quebrar o silêncio definitivo. Ao falar sobre isso hoje, ela não chora como antes, mas admite que demorou quase 10 anos para conseguir lidar com a perda. Pela primeira vez, Andreia revelou publicamente que enfrentou uma depressão profunda, algo que muitas pessoas nem imaginavam.
Segundo ela, pedir ajuda fundamental para sobreviver emocionalmente. “Não é vergonha nenhuma admitir que precisa de apoio”, afirmou. O depoimento gerou enorme impacto nas redes sociais, especialmente por trazer um tema que ainda é tabu para muitas famílias. Além disso, Andreia também decidiu esclarecer rumores antigos envolvendo a relação com a família de Leonardo.
Durante anos circularam rumores de distanciamento e até conflitos judiciais, mas ela negou tudo. Disse manter o respeito e carinho pelos familiares do cantor e afirmou que prefere escolher a paz em vez da alimentar polémicas. Enquanto isso, o legado de Leandro continua vivo. Seus quatro filhos seguiram caminhos diferentes, mas todos transportam orgulho do apelido e da história do pai.
Thago Costa, o primogénito, herdou o talento artístico e hoje atua também nos bastidores dos negócios ligados ao nome da família. Leandra Costa tornou-se médica dermatologista e frequentemente emociona seguidores com homenagens ao pai nas redes sociais. Leandrinho, o mais novo da Primeira União, vive de forma mais discreta, mas mantém em casa um espaço dedicado às memórias do cantor.
E Leandro Borges, reconhecido anos depois por exame de ADN, também participa na preservação do património e da memória familiar. No dia 23 de junho de 2025, data que assinalou os 27 anos da morte de Leandro, uma homenagem publicado por Leandra tocou profundamente os fãs. Até a alma dói, pai, mas a gratidão por o ter na a nossa história é maior que a saudade.
Milhares de comentários surgiram, mostrando que mesmo depois de tanto tempo, o amor do público continua intacto. Hoje, Andreia olha para trás com serenidade. A dor não desapareceu, mas transformou-se. Transformou-se num saudade, em fé, em gratidão e, principalmente, em força para seguir vivendo.
Porque algumas histórias não terminam com a morte, apenas mudam de forma. Leandro partiu cedo demais, no auge da fama, no auge da vida, deixando uma saudade que atravessou gerações. Mas 27 anos depois, a sua voz ainda ecoa nas rádios, nas memórias e, principalmente no coração de quem viveu essa época. fora a nossa melhor tia parecida ilumina a minha vida.
>> E agora com o testemunho sincero de Andreia Mota, esta história ganha um novo significado, não apenas de perda, mas de superação, recomeço e fé, porque o verdadeiro amor não termina com a morte. Ele apenas se transforma. E você, qual é a memória mais forte que tem do Leandro ou desta época do sertanejo romântico? Maria, >> conta aqui nos comentários, eu quero muito saber.
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