A Face Oculta do Glamour: Os Segredos, Escândalos e a Trágica Luta Final da Lendária Ingrid Bergman

O universo do cinema, especialmente durante a chamada Era de Ouro de Hollywood, sempre foi uma formidável máquina de criar ilusões e fabricar mitos intocáveis. Os estúdios cinematográficos controlavam ferozmente cada pequeno aspecto da vida dos seus astros, desde o formato desenhado das suas sobrancelhas até os nomes sonoros que estampariam os letreiros luminosos das grandes e glamorosas estreias. A perfeição estética absoluta e uma moralidade pública inabalável eram os alicerces que sustentavam a imagem cuidadosamente arquitetada das grandes atrizes da época. No meio desse cenário profundamente artificial, onde tudo era milimetricamente calculado e orquestrado para agradar ao público puritano e conservador, surgiu uma mulher autêntica que desafiaria com bravura todas as convenções estabelecidas e mudaria para sempre a forma como o mundo enxergava as estrelas de cinema. O seu nome era Ingrid Bergman, e a sua trajetória de vida é um roteiro muito mais fascinante, complexo e carregado de drama real do que qualquer filme roteirizado que ela tenha protagonizado em toda a sua vasta e brilhante carreira internacional.

A história de superação e arte dessa lenda inesquecível começa muito longe das solarengas palmeiras de Los Angeles e das festas luxuosas e exclusivas de Beverly Hills. Nascida na Suécia, num ambiente de frio e introspecção, a infância de Ingrid Bergman foi marcada precocemente por perdas devastadoras e por uma profunda solidão que moldaria o seu caráter. Ela era uma menina órfã e extremamente tímida, que foi forçada pelas circunstâncias implacáveis e trágicas do destino a ser criada por familiares após a perda precoce de seus amados pais. Para uma criança reclusa, calada e carregada de um luto silencioso, a realidade do mundo exterior parecia dura, exigente e inegavelmente hostil. Foi exatamente nesse cenário cinzento de isolamento emocional que ela encontrou a sua verdadeira vocação e o seu refúgio mais seguro e acolhedor: os palcos teatrais. Atuar, para Bergman, nunca foi apenas uma escolha profissional motivada pela vaidade ou pela busca de fama; era uma necessidade vital, um mecanismo intrincado de sobrevivência psicológica que lhe permitia expressar emoções há muito reprimidas e viver intensamente milhares de vidas diferentes da sua própria existência solitária. Ela dedicou-se de corpo e alma à arte da representação com uma determinação inabalável, quase obsessiva e religiosa, que a acompanharia como uma bússola até o seu último suspiro.

O imenso e visceral talento da jovem atriz exigia urgentemente um terreno fértil, rigoroso e desafiador para florescer e amadurecer. Ingressando na prestigiosa e severamente exigente Escola Real de Teatro Dramático de Estocolmo, ela mergulhou de cabeça e com enorme disciplina nos estudos clássicos de atuação. É importante notar que esta mesma reverenciada instituição havia sido o berço acadêmico de Greta Garbo, outra monumental lenda sueca que outrora conquistara o mundo inteiro, o que, de forma inevitável, gerou comparações imediatas e aumentou drasticamente a pressão pública e midiática sobre os ombros da jovem Bergman. No entanto, a sua postura reservada e silenciosa na vida real escondia uma capacidade absolutamente extraordinária de transmitir uma verdade emocional avassaladora diante das lentes das câmeras. Em um período de tempo assustadoramente curto, ela já atuava como protagonista em filmes suecos de enorme destaque. O público local e a crítica especializada rapidamente e unanimemente notaram aquela jovem de presença imaculadamente luminosa, cujo estilo natural, desprovido de afetações e fluído de representação, se afastava radicalmente das atuações pesadas, teatrais e exageradas que ainda eram o padrão comum na época. Um dos papéis mais decisivos, apaixonantes e transformadores de sua carreira inicial ocorreu no melodrama romântico sueco “Intermezzo”, lançado originalmente no ano de 1936. A sua performance magnética e profundamente comovente nesta produção chamou a atenção não apenas no continente europeu, mas atraiu de imediato os olhares vorazes e analíticos dos grandes executivos dos estúdios do outro lado do oceano Atlântico.

O ano fatídico de 1939 marcou o início de uma revolução sísmica e definitiva na vida profissional e pessoal de Ingrid Bergman. A convite do todo-poderoso e brilhante visionário produtor americano David O. Selznick — o mesmo homem por trás de épicos como “…E o Vento Levou” —, ela arrumou cautelosamente as suas malas, deixou a sua terra natal e embarcou num navio rumo a Hollywood. O seu grande objetivo inicial era protagonizar a ambiciosa versão americana de “Intermezzo”, uma trágica e bela história de amor, agora ao lado do aclamado e elegante ator britânico Leslie Howard. A sua chegada à tão sonhada meca do cinema mundial foi um tremendo e impactante choque cultural para ambos os lados dessa equação criativa. Os executivos impiedosos dos estúdios queriam transformá-la de imediato, encaixando-a no molde fabricado das estrelas: sugeriram alterar o seu nome de batismo para algo que soasse mais “americano” e palatável, quiseram depilar severamente as suas sobrancelhas naturais e espessas e até mesmo tentaram convencê-la a consertar a sua arcada dentária. Estes procedimentos invasivos e padronizados eram considerados passos absolutamente normais, e até obrigatórios, para qualquer aspirante a estrela de cinema nos Estados Unidos. Mas Bergman, dotada de uma teimosia cativante, de uma autoconfiança de ferro e de uma forte convicção inegociável sobre a essência da sua própria identidade, recusou categoricamente todas as alterações propostas. Com a sua beleza suave, forte e quase desprovida de qualquer maquiagem pesada, somada a um sotaque delicado e autêntico, ela se destacava em um forte e maravilhosamente refrescante contraste com as estrelas mais plastificadas, maquiadas e padronizadas da época.

A corajosa decisão de permanecer fiel a si mesma e manter-se inteiramente autêntica revelou-se, muito em breve, a jogada estratégica mais inteligente e certeira de toda a sua longa carreira. O exigente público americano ficou imediatamente e perdidamente cativado por aquela pureza nórdica e por aquela sinceridade que transbordava da tela, e Ingrid rapidamente e organicamente se tornou uma das atrizes mais requisitadas, bem pagas e admiradas de todo o início da turbulenta década de 1940. A sua ascensão fulminante nas bilheterias e na aclamação fervorosa da crítica especializada foi rápida, deslumbrante e absolutamente inegável. Nos produtivos anos que se seguiram a essa grande estreia, ela protagonizou uma extensa e invejável série de filmes que hoje são merecidamente considerados clássicos intocáveis do cinema, demonstrando a sua incrível e rara versatilidade, além de uma profundidade emocional inesgotável em suas interpretações mais desafiadoras. Entre as suas atuações mais icônicas, reverenciadas e inesquecíveis, encontra-se, sem a menor sombra de dúvida ou hesitação, o papel lendário e sofrido de Ilsa Lund na obra-prima absoluta “Casablanca”, lançado no auge da guerra em 1942. Atuando com uma química arrebatadora e melancólica ao lado da imensa figura de Humphrey Bogart, ela imortalizou de forma perfeita a imagem angustiante de uma mulher dividida cruelmente entre um amor passional avassalador e o chamado inadiável do dever moral em tempos de guerra mundial e caos político. O filme, contra todas as expectativas iniciais, tornou-se um dos mais amados e exaustivamente estudados de toda a história do cinema mundial. O rosto radiante, úmido pelas lágrimas contidas e iluminado de forma divinal de Bergman, especialmente nas cenas romanticamente desesperadas dentro do esfumaçado e perigoso café de Rick, ficaria para todo o sempre gravado de forma indissolúvel na retina e na memória coletiva dos amantes da sétima arte de todo o planeta.

O trabalho exaustivo, incansável e sempre brilhante de Ingrid Bergman durante este frenético período em Hollywood rendeu-lhe não apenas a idolatria fanática do grande público, que a via como uma musa inspiradora, mas também o respeito profundo, irrestrito e absoluto dos seus pares mais exigentes na indústria cinematográfica. No ano consagrador de 1944, o seu inegável e gigantesco talento foi recompensado com a vitória do seu primeiro e muito cobiçado prêmio Oscar de melhor atriz principal. Esse troféu dourado veio graças à sua fascinante, claustrofóbica e profundamente perturbadora interpretação no denso thriller psicológico “À Meia Luz” (Gaslight). Nesta produção sombria e magistral, ela entregou-se de corpo e alma, beirando a exaustão mental, ao complexo papel de uma mulher rica e herdeira que é gradualmente, e de forma metodicamente sádica, levada a acreditar que está perdendo a sanidade e enlouquecendo devido às perversas manipulações do próprio marido. A intensidade psicológica aterrorizante e a vulnerabilidade extrema que ela trouxe de forma tão real à personagem demonstraram de forma cabal, e sem margem para dúvidas, a sua notável capacidade dramática e a sua técnica impecável de atuação. A este triunfo monumental nas cerimônias de premiação, seguiram-se outros papéis exigentes que cimentaram ainda mais o seu inabalável status de lenda viva de Hollywood, com enorme e inquestionável destaque para o romance e suspense magistral “Interlúdio” (Notorious), de 1946. Neste longa, ela foi genialmente dirigida pelo mestre indiscutível do suspense, o britânico Alfred Hitchcock. Contracenando com a elegância carismática de Cary Grant numa trama altamente complexa e perigosa que envolvia espionagem internacional, uma paixão avassaladora e um risco mortal de traição na América do Sul do pós-guerra, Bergman provou, mais uma vez e de forma incontestável, a sua incrível capacidade de dominar completamente as atenções no ecrã. Ela fazia isso com uma elegância inata que não podia ser ensinada e com uma verdade emocional franca e raras vezes testemunhada naqueles tempos de interpretações mais rígidas.

Contudo, enquanto a sua carreira profissional inegavelmente atingia patamares astronômicos e estratosféricos, e a sua imagem pública era reverenciada com fervor quase religioso como um símbolo imaculado de pureza, família e integridade em todo o mundo, a vida pessoal e íntima de Ingrid Bergman apresentava uma fachada de estabilidade que, na realidade, escondia tensões profundas e crescentes. Ela casara pela primeira vez ainda em solo europeu, no longínquo ano de 1937, com o atraente Petter Lindström. Lindström era um homem de ciência que pertencia a um universo incrivelmente estruturado, rigoroso e completamente diferente do meio boêmio da sua jovem esposa. Ele era um profissional da área médica extremamente respeitado, atuando inicialmente e de forma específica como um dedicado neurocirurgião e, posteriormente, reorientando a sua carreira de forma bem-sucedida como dentista. A sua figura séria representava um mundo acadêmico, estruturado, pragmático e focado na ciência, estando, portanto, a anos-luz de distância do glamour cintilante, do caos criativo constante e das ilusões cinematográficas em que Bergman se encontrava cada vez mais envolvida e imersa. O casamento, embora tenha sido na sua fase inicial bastante estável, provedor de grande segurança e aparentemente muito convencional e perfeito aos olhos escrutinadores do grande público e da mídia americana, começou a sofrer severamente e silenciosamente com as complexidades inevitáveis da ascensão vertiginosa e implacável da atriz ao estrelato absoluto, e, principalmente, pela sua crescente e quase total imersão nas exigências exaustivas da máquina da indústria de Hollywood.

Juntos, na intimidade de sua mansão, Ingrid e o meticuloso doutor Petter Lindström formaram, durante muito tempo, uma família que parecia ter sido diretamente recortada e colada das páginas brilhantes, felizes e invejáveis das melhores revistas de celebridades da época. Eles tiveram uma única filha desse matrimônio, a adorável Pia Lindström, nascida ainda na Suécia no ano de 1938, antes da mudança definitiva para a América. A pequena Pia cresceu envolta em privilégios, herdou a estonteante beleza e a inteligência afiada dos pais, e muito mais tarde trilharia o seu próprio caminho de sucesso estrondoso como jornalista investigativa de televisão e apresentadora de notícias muito respeitada nos Estados Unidos. Contudo, apesar da rigorosa manutenção da aparência exterior e imaculada de uma família tradicional, unida e inquebrável, a complexa e delicada relação do casal nos bastidores fechados acabou por se tornar, ao longo dos desgastantes anos, cada vez mais tensa, fria, silenciosa e amargamente distante. As longas, imprevisíveis e exaustivas horas gastas diariamente nos estúdios de gravação, as viagens constantes, intercontinentais e obrigatórias para promover as imensas estreias de seus filmes, e o foco absolutamente obsessivo que a desafiadora profissão de atriz de alto nível exigia, criaram um silencioso, mas intransponível, abismo emocional entre os dois cônjuges. Grande parte do terrível e irrecuperável desgaste amoroso ocorreu inegavelmente devido às exigências colossais, egocêntricas e sufocantes da carreira de Bergman, mas também e de igual forma aos imensos desafios pessoais, existenciais e filosóficos que ela enfrentava intimamente à medida que amadurecia de forma esplêndida como mulher, intelectual e artista, ganhando simultaneamente muito maior destaque, influência e poder no competitivo cenário internacional. A insatisfação crônica e sufocante que sentia com a previsibilidade de sua vida conjugal, e a sua busca incessante por um sentido muito mais profundo, perigoso e verdadeiro na sua arte e na sua vida amorosa, acabaram por preparar de forma irreversível o terreno altamente instável para um evento vulcânico que mudaria para sempre o rígido curso da história de Hollywood e do entretenimento.

No final efervescente da década de 1940, o forte descontentamento artístico e a profunda crise existencial pessoal de Ingrid Bergman atingiram um clímax e um ponto de ruptura do qual não havia qualquer possibilidade de retorno. Profundamente inquieta, aborrecida e sufocada com os papéis femininos previsíveis, doces e engessados que os diretores dos grandes estúdios lhe ofereciam de forma repetitiva, e, em contrapartida, subitamente fascinada por um novo movimento cinematográfico incrivelmente cru, visceral e realista que surgia organicamente na Europa fisicamente devastada e moralmente exausta pelas feridas abertas do pós-guerra, ela tomou uma atitude aparentemente simples que, em pouco tempo, abalaria de forma brutal e implacável todas as antiquadas estruturas do mundo do entretenimento. Ao assistir a filmes italianos corajosos e sem filtros que retratavam a realidade nua, sofrida e cruel das ruas bombardeadas e do povo comum sobrevivendo à miséria, Bergman ficou profundamente, até às lágrimas, comovida pelo trabalho inovador e genial de um cineasta rebelde em particular: o italiano Roberto Rossellini. Rossellini já era, naquela época, um realizador proeminente, genioso e extremamente influente, famoso mundialmente pelo seu papel histórico, visionário e pioneiro no aclamado cinema neorrealista italiano. Movida por uma coragem quase impulsiva, por um romantismo idealista e por uma sede desesperada de renovação artística e reinvenção pessoal, Bergman sentou-se à sua mesa e escreveu-lhe de próprio punho uma breve carta que, inevitavelmente, se tornaria lendária nos anais do cinema. Na correspondência franca, direta e encantadora, ela expressava a sua enorme e incondicional admiração pelo seu brilhante trabalho nas telas e afirmava de forma cativante que, se ele por acaso precisasse de uma atriz sueca, que falava a língua inglesa muito bem, que ainda não esquecera totalmente o seu idioma alemão, cujo sotaque francês não era lá essas coisas admiráveis, e que em italiano só sabia dizer liricamente “ti amo”, ela estaria de malas prontas e disposta a trabalhar ao seu lado. Esta carta singela, aparentemente muito inocente, com um flerte subjacente e imensamente ousada, seria, na verdade, a pequena centelha brilhante que provocaria a explosão de um dos maiores incêndios morais e midiáticos de todo aquele século conservador. O talento do cineasta era colossal, e a paixão que se acenderia entre os dois logo provaria que tudo naquele encontro seria igualmente grandioso e destrutivo.

A resposta afirmativa, entusiasmada e imediata de Rossellini, obviamente, não tardou a chegar através de telegramas, e assim, em 1949, Ingrid Bergman cruzou o oceano e viajou rumo à efervescente Itália para iniciar as gravações do filme “Stromboli”, um drama neorrealista sombrio, tenso e realista, cuja história se situava numa ilha vulcânica extremamente árida, isolada e inóspita do mar Tirreno. O cenário claustrofóbico e fisicamente desafiador, a paixão ardente, explosiva e caótica do povo italiano, e a abordagem diretiva altamente não convencional, livre e improvisada de Rossellini contrastavam de forma violenta, chocante e deliciosa com o ambiente engessado, asséptico, corporativo e controlador dos grandes estúdios americanos. Foi precisamente nesse cenário dramático, vivendo dia e noite sobre um vulcão em erupção física e metafórica constante, que a vida outrora pacata e regrada de Bergman sofreu uma reviravolta dramática, escandalosa e totalmente irreversível. Sem conseguir e sem querer resistir à força gravitacional entre eles, ela iniciou uma relação amorosa clandestina, visceral e profundamente avassaladora com o cineasta italiano. O romance ardente e o caso intenso entre ambos começaram enquanto a atriz Bergman ainda estava, aos olhos da lei e de Deus, oficialmente casada com o doutor Petter Lindström. Para piorar e apimentar ainda mais o cenário de tragédia romântica, Rossellini, um notório conquistador boêmio de Roma, também mantinha os seus compromissos amorosos caóticos com a grande, ciumenta e formidável atriz italiana Anna Magnani. Esse fato real de infidelidade mútua, fatalmente somado à espessa aura de pureza virginal, santidade e perfeição inatingível que os competentes publicitários de Hollywood haviam astutamente construído em torno da imagem pública e venerada de Ingrid ao longo dos lucrativos anos, criou os mais letais e perfeitos ingredientes para o desencadeamento de um escândalo midiático de proporções astronômicas. O choque esmagador e a desilusão dolorosa da opinião pública conservadora americana ao descobrir pelos tabloides maliciosos que a sua grande e imaculada heroína cinematográfica era, afinal de contas, e de forma chocante, apenas uma mulher de carne, osso, suor e desejos proibidos e próprios, foi simplesmente avassalador.

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A relação altamente divulgada, profana e explosiva com Roberto Rossellini provou ser, desde o primeiro instante, ao mesmo tempo intensamente apaixonada e absurdamente controversa para os rígidos padrões ocidentais. Isso ocorreu porque o casal ultrapassou, sem o menor pudor ou pedido de desculpas, absolutamente todos os limites traçados pelas estritas e hipócritas expectativas sociais da época do pós-guerra em relação à instituição intocável e sagrada do casamento cristão, à moralidade pública da classe média e, principalmente, à expectativa machista em relação à fidelidade e à submissão feminina. O turbulento caso extraconjugal internacional rapidamente deixou de ser apenas um mero rumor picante e sussurrado em segredo nos bastidores sombrios dos estúdios e tornou-se brutal e agressivamente público depois que a implacável e voraz imprensa internacional descobriu, e alardeou nas primeiras páginas, que a santa Ingrid Bergman estava grávida do amante europeu. O subsequente e amplamente noticiado nascimento de sua primeira filha com Rossellini, a belíssima futura estrela e modelo internacional Isabella Rossellini, ocorrido no turbulento ano de 1952, simbolizou de uma vez por todas uma ruptura pública, monumental e aparentemente incontornável na outrora intocável vida pessoal e na carreira lucrativa de Bergman. A puritana e raivosa sociedade americana, fortemente mergulhada num moralismo punitivo e na histeria da caça às bruxas da era McCarthy, reagiu à notícia com uma fúria inquisitória assustadora. A atriz, antes coroada com os louros da vitória, sofreu então um intenso, diário e profundamente humilhante escrutínio midiático. O ódio coletivo e o falso moralismo chegaram a um nível de aberração e loucura política tão grandes que Ingrid Bergman foi oficial, formal e nominalmente denunciada no sagrado plenário do Senado dos Estados Unidos da América por um político extremamente conservador e oportunista. Este mesmo senador rotulou-a publicamente, e sem qualquer vergonha na cara, como uma “poderosa influência para o mal”, orquestrando um ataque verbal e governamental sem quaisquer precedentes legais ou morais na história de Hollywood, que visava clara e abertamente destruir, esmagar e apagar não apenas a sua monumental carreira artística, mas também a sua própria e inalienável dignidade humana. Movimentos e grupos religiosos radicais, liderados por clérigos furiosos de diversas denominações, organizaram boicotes massivos, piquetes e protestos às portas dos cinemas que ousavam exibir os seus antigos e antes amados filmes. Em questão de poucas semanas, ela tornou-se, do dia glorioso para a noite sombria, a persona non grata número um e a maior inimiga pública da família no exato país que, pouquíssimo tempo antes, a coroara de forma unânime, rentável e apaixonada como a sua verdadeira e incontestável rainha das telas.

A força avassaladora e destruidora dessa terrível tempestade de ódio, ressentimento e moralidade cega forçou de imediato o longo e amargo exílio da grande estrela sueca na Europa. Após o rebentamento brutal do escândalo midiático transatlântico, a condenação feroz por parte do outrora amigável senado americano e o belo, porém controverso, nascimento extramatrimonial da pequena Isabella em terras italianas, a situação de vida insustentável da atriz chegou a um inevitável ponto sem volta. Enfrentando os tribunais, Ingrid Bergman finalmente conseguiu e concretizou o seu espinhoso processo de divórcio legal do médico Petter Lindström no atribulado ano de 1950. Tratou-se, de fato e perante o mundo inteiro que a julgava, de um processo imensamente longo, desgastante e emocionalmente doloroso, que culminou de forma oficial no triste fim de um casamento outrora invejado e que durara cerca de 13 anos. Este desfecho jurídico e matrimonial envolveu também uma violenta e profundamente traumática batalha internacional, cheia de acusações cruéis, pela custódia legal e pelo contato básico com a sua filha mais velha, Pia, que, por imposição legal e paternal, permaneceria a viver nos Estados Unidos, dolorosamente afastada do convívio da sua amorosa mãe por um longo, sombrio e muito angustiante período de desenvolvimento. Pouquíssimo tempo depois da exaustiva e complexa finalização jurídica do seu complicado divórcio americano, Bergman e o visionário Rossellini tomaram a ousada e romântica decisão de oficializar de uma vez por todas a sua controversa e passional união amorosa perante as leis, casando-se apressadamente através de procuradores numa cerimônia legal realizada no México, visando contornar as severas e lentas leis católicas e italianas da época sobre matrimônio e divórcio. O novo casamento transcontinental e badalado marcou o início exato de um novo, incrivelmente desafiador, por vezes sombrio, mas também extremamente vibrante e apaixonado capítulo existencial na longa vida de Bergman. O seu futuro pessoal e artístico estava agora profunda, visceral e indissoluvelmente entrelaçado com a genial e por vezes caótica visão cinematográfica inovadora de Rossellini, bem como com a rica, barulhenta e fascinante cultura italiana que a abraçara no seu exílio. Aquela mesma mulher sensível e resiliente que havia sido escorraçada, julgada, cuspida e proibida de pisar na relva imaculada de Hollywood, agora tentava, com todas as suas formidáveis forças artísticas, reinventar-se e encontrar uma nova voz nas ruas antigas, caóticas e poeirentas de Roma. Para isso, ela apostava tudo o que lhe restava — a sua honra, a sua fortuna e o seu prestígio europeu — num cinema autoral e experimental que rompia furiosamente com as previsíveis narrativas comerciais clássicas, lineares e mastigadas de Hollywood, e mergulhava de forma assombrosa nas profundezas obscuras, complexas e belas da psicologia existencial e da alienação crônica do ser humano moderno.

Durante esta longa e criativamente fascinante fase da sua vida italiana, a prolífica colaboração artística, intelectual e conjugal entre os dois grandes ícones mundiais resultou na produção frenética de uma série memorável de filmes neorrealistas ousados, inovadores e artisticamente intransigentes. Este formidável corpo de trabalho incluiu o lançamento mundial de títulos difíceis e complexos como os aclamados “Europa ’51” e a profunda obra “Viagem à Itália”. Embora seja um fato histórico inegável que estes longas-metragens densos, dolorosos e não convencionais não tenham sido, de forma alguma, grandes sucessos comerciais nas bilheteiras pipoca na época ingrata do seu lançamento, frustrando grandemente e de forma cruel as parcas expectativas financeiras do casal e, concomitantemente, recebendo críticas altamente mistas e confusas da imprensa leiga da época, o futuro encarregar-se-ia de lhes fazer a devida e merecida justiça. Décadas mais tarde, estes mesmos filmes incompreendidos foram, de forma justa e ruidosa, reavaliados, posteriormente reconhecidos e ardentemente celebrados pelos mais renomados, importantes e influentes teóricos e críticos do cinema mundial. Eles foram elevados ao status de verdadeiras e indiscutíveis obras de gênio, louvados pela sua profunda e ramificada influência na evolução estrutural do cinema dramático moderno europeu e, sobretudo, pela sua formidável, corajosa e inabalável ousadia e experimentação narrativa e de montagem. O impacto do gênio do diretor era indubitavelmente incalculável. De fato, estas peculiares e angustiantes obras cinéticas de Rossellini estreladas pela beleza melancólica de Bergman serviram, de forma declarada, orgulhosa e direta, de grande inspiração central e fundacional para os jovens rebeldes que iniciariam o grandioso e importantíssimo movimento artístico da Nouvelle Vague francesa que despontaria e dominaria o cenário mundial nos anos seguintes. Trabalhando de forma incansável e em paralelo à vida profissional intensamente criativa, experimental e financeiramente instável e turbulenta, o feliz e vibrante casal apaixonado conseguiu encontrar tempo para aumentar e celebrar a vida, tendo mais dois lindos filhos. Os famosos e amados irmãos gêmeos, o belo menino Roberto Ingmar Rossellini, nascido no alegre ano de 1954, e a doce e intelectual Isotta Ingrid Rossellini, que os presenteou com a sua chegada em 1956. Apesar das constantes, belas e produtivas colaborações em família e dos enormes desafios criativos compartilhados nos sets de gravação, do feliz e maravilhoso crescimento rápido e amoroso da sua barulhenta e cosmopolita família europeia, e do inquestionável, vasto e profundo amor romântico e passional que obviamente e verdadeiramente partilhavam na intimidade do seu lar italiano, o intenso casamento enfrentou, sem o menor aviso, inúmeros, desgastantes e complexos desafios estruturais ao longo daqueles pesados anos. As crescentes e esmagadoras pressões profissionais no meio artístico, os recorrentes, frustrantes e preocupantes fracassos de bilheteria e a falta de capital para novas produções indepedentes, somados de forma letal às profundas e quase inconciliáveis diferenças de berço, língua e cultura, e, claro, ao imenso, tóxico e intenso escrutínio público, sensacionalista e julgamento moral constante da imprensa mundial remanescente e não perdoadora após o ruidoso escândalo inicial e anterior, começaram, gota a gota e de forma impiedosa, a pesar insustentavelmente e pesadamente sobre os alicerces outrora firmes da romântica relação entre a estrela do norte e o diretor do sul.

Além de todas e quaisquer imensas e paralisantes dificuldades financeiras, políticas e sociais externas, o brilhante, tempestuoso e genial diretor Roberto Rossellini era muito amplamente, e por vezes cruelmente, conhecido nos bastidores intelectuais de Roma por possuir um ego monumental e ter uma personalidade irascível e incrivelmente dominadora, controladora, e por exibir um ciúme e uma possessividade de nível quase patológico e avassalador, especificamente em relação ao brilhante desempenho e ao inegável e monumental talento inato de sua consagrada esposa estrela. Devido a esse traço obscuro de seu caráter, ele simplesmente proibia, vetava terminante, ameaçadora e categoricamente que ela saísse e aceitasse atuar sob a preciosa batuta e direção técnica de outros e variados aclamados cineastas italianos e internacionais, morrendo de pavor de secretamente vir a perder o poder e o total controle emocional e criativo sobre a atuação e a vida daquela que era a sua maior musa inspiradora, fonte de talento e submissa esposa devota. No entanto, esse sombrio e injusto isolamento e encarceramento profissional, artístico e social imposto a uma mulher que respirava arte, impulsionado pelo medo e pela imensa vaidade masculina do diretor, inevitável, lenta, mas inexoravelmente, começou a matar, esmagar e a sufocar irremediavelmente o livre, vibrante e poderoso espírito selvagem, outrora tão belamente criativo, inquebrável, independente e luminoso da magistral Bergman. A temperatura e a tensão sob o teto conjugal, antes recheada de paixão, escalaram a níveis alarmantes, tóxicos e tornaram-se completamente, definitivamente e tragicamente insuportáveis para a saúde mental de ambos. E, por um doloroso e inevitável fim, de coração partido, exaustos de lutar, os dois grandes ícones, a inigualável Bergman e o genial Rossellini, sentaram-se civilizadamente e decidiram tristemente separar-se, abandonar os sonhos compartilhados, fazer as malas e seguir pacificamente caminhos e destinos distintos, separados e livres, finalmente oficializando perante a lei dos homens e divorciando-se judicial e oficialmente no conturbado ano histórico de 1957. Este triste, porém necessário e catártico rompimento sentimental, criativo e infinitamente doloroso para a família colocou um melancólico, poético e final ponto de fechamento numa altamente complexa, imensamente tempestuosa, escandalosa e mundialmente influente, invejada e copiada parceria romântica amorosa e vanguardista visão artística. E, de fato, independentemente das fofocas, uma parceria que, indubitavelmente e de forma avassaladora, deixou, cravou e esculpiu para a eternidade uma marca indelével, histórica e profundamente inesquecível tanto e profundamente nas suas outrora brilhantes e agora tão conturbadas, julgadas e caóticas turbulentas vidas e escolhas pessoais, íntimas e familiares, como de forma espetacular e indiscutível, para o bem de todos os amantes da arte do século, nas principais, brilhantes e mais imortais páginas douradas da história das suas sublimes e inesquecíveis histórias e visões cinematográficas. A ironia perfeita e divina do destino quis que o encerramento e o doloroso e midiático fim burocrático e formal de todos os papéis do complexo e internacional casamento com Rossellini não significasse o seu fim. Pelo contrário, coincidisse de forma quase perfeita, quase que perfeitamente ensaiada por um roteirista de luxo, celestial, cósmica e perfeitamente milagrosa e cronometrada, com o mais belo e inacreditável momento de mudança e de virada radical, espetacular, histórica e milagrosa na obscura, manchada, suja e negativa percepção pública massiva, tanto da cruel imprensa, da machista moral e do próprio povo amargurado, em relação à força de trabalho, do perdão divino e à imagem divina da grande atriz que foi antes excomungada. E assim, curiosa e miraculosamente, após os longos, chorosos, doloridos e difíceis vários anos chovosos passados a sobreviver e trabalhar estoicamente no estrangeiro no seu forçado exílio europeu romano, duramente e publicamente isolada e duramente ostracizada, xingada, odiada e julgada à queima-roupa e cruelmente apedrejada de forma impiedosa pelo temido e incansável invisível tribunal supremo das vaidades da conservadora, hipócrita e misógina moralidade do império do oeste americano, e dos antigos e puros donos e censores da pátria moral dos estúdios americanos, a persistente, valente e grandiosa lenda Ingrid Bergman, reerguendo a sua coroa, cuidadosamente e secretamente, ensaiava pacientemente e preparava com um sorriso irônico os meticulosos grandes passos e o fabuloso e brilhante ensaio de retorno aos grandes palcos para o que seria o mais lindo e inesquecível papel de todos: o do maior, maior e infinitamente mais glorioso e gigantesco, estrondoso retorno financeiro, moral, profissional e abençoado retorno vitorioso e triunfal que já alguma vez se presenciou desde o início do cinema da imensamente vasta e rica, lucrativa, gigantesca, esplendorosa e mágica longa história da máquina fria e implacável do império financeiro de toda a bilionária e capitalista indústria da arte da cinematografia visual americana.

E foi assim, que no fabuloso, brilhante e inesquecível ano mágico da sua redenção de 1956, que, até mesmo curiosa e surpreendentemente um pouco antes da papelada e de todo o seu exaustivo e europeu divórcio litigioso vir a ser profunda e oficialmente selado, finalizado e oficializado, que a bela, madura e experiente Ingrid Bergman, num movimento digno de xadrez, fez estrategicamente um audacioso, monumental, aclamado e espetacular grande e glorioso regresso monumental ao seu antigo, perdido e amado e sagrado reino dos flashes e tapetes e telões gloriosos e brilhantes eixos principais e colossais letreiros e sagrado cinema popular comercial e massivo americano. E, esse épico, histórico e impensável retorno aos braços do tio Sam e seu público, retorno fenomenal, grandioso, estelar, perdoador e poético que só e tão somente, inegavelmente só e apenas e nada menos do que só foi possível, concreto, real e majestosamente financiável à custódia brilhante da arte e que se realizou graças e louvores, perante os boicotes, à forte e formidável força e implacável extrema insistência e à grande visão, ousadia, dinheiro e bravura do lendário executivo, estúdio e grande poderosa companhia cinematográfica conhecida internacionalmente pelo grandioso título mundial de 20th Century Fox. Numa atuação épica e grandiosa que entrou para o panteão das estrelas, a lenda madura protagonizou de forma central e brilhante, num papel dificílimo o exuberante, riquíssimo, caro e emocionante filme aclamado e grande épico e denso drama, grande espetáculo histórico clássico batizado esplendorosamente de longo “Anastasia”. Neste grande clássico, onde a grande deusa loira, de forma colossal, gigante e soberba entregou majestosamente de mão beijada aos críticos uma fantástica e inesquecível bela performance arrebatadora, tocante, precisa, bela, vulnerável e impecável atuando no trágico e majestoso incrível papel enigmático e sofrido papel forte de uma assustada e majestosa mulher russa de olhar triste e com forte, dolorosa, crônica, confusa amnésia de guerra e que no decorrer da brilhante história de Hollywood, num suspense de mestre magistral, que poderia de fato, ou não, por um milagre dramático de sangue azul nobre europeu antigo, poderia talvez mesmo ser a verdadeira grandiosa, real mística e trágica figura herdeira grã-duquesa russa, a linda, rica, inocente real, bela última e triste sobrevivente milagrosa escondida na sombra da morte e sobrevivente ao terrível derramamento de sangue trágico sangrento trágico e frio, cruel do pavoroso triste brutal massacre de inverno da imortal família imperial histórica rica poderosa mística família Romanov da fria gelada Rússia. E foi neste majestoso grandioso desfile de dor, drama, tragédia, figurinos e suspense na corte triste e sombria que o já gigante e colossal talento de atriz pura e força colossal assombrosa de atriz de Bergman, numa ressurreição poética em película de prata, falou mais alto, ecoando majestosamente de forma absoluta para a eternidade e de forma retumbante soou muito mais forte que os ecos das dores e de que o barulho das velhas mentiras moralistas de qualquer e de todos ou qualquer amargo, velho antigo sensacionalista barulhento polêmico e puritano e escândalo escandaloso falatório de moral de julgamento e do feio preconceituoso do escândalo velho chato escândalo e falso e amargo passado e que assim o seu talento finalmente a coroou rainha absoluta perdoada. O público cativo pagante e apaixonado das antigas plateias e das filas e também até aos antes cruéis e críticos jornalistas exigentes renderam-se caindo de joelhos publicamente incondicionalmente, alegremente, e sem defesas à sua, novamente inquestionável, inesquecível majestosa bela de grande coração atuação trágica, impecável e majestosa de deusa majestosa grandiosa brilhante e única espetacular de sempre mágica divina majestosa interpretação. Trazendo um brilho nos olhos aos exilados e glória. Como final e divina e derradeira bela grande e majestosa estrondosa e real justa prova dourada inquestionável que era uma gigante incontestável de ouro mágico e sublime deste amável caloroso forte e humano perdão mágico maciço coletivo abençoado milagre lindo e abençoado milagre da fantástica justiça da arte da espetacular redenção gloriosa épica sagrada histórica forte poética brilhante redenção gloriosa bela mágica mágica e artística e inesquecível e merecida histórica épica grande e única redenção final da inesquecível grande redenção poética do seu amor à arte e do coração nobre da bela e divina de deusa imortal da redenção de uma autêntica mulher guerreira e sobrevivente genial grandiosa verdadeira lenda, ela bravamente retornou para sorrir e ganhar o seu merecido e belíssimo estelar majestoso de forma gloriosa grandioso segundo, belo e resplandecente pesado inesquecível estelar cobiçado troféu prêmio de deusa do cobiçado do estúdio cobiçado segundo e majestoso lindo deusa grandioso grandioso esplêndido cobiçado do maravilhoso belo dourado belíssimo histórico majestoso e imponente maravilhoso majestoso incrível dourado lindo sagrado esplêndido valioso imenso valioso prêmio de ouro imortal estelar prêmio prêmio troféu Oscar de academia de ouro imortal inesquecível da da estelar de sempre prêmio incrível grande Oscar grandioso espetacular melhor maravilhosa e grandiosa divina majestosa melhor espetacular mágica e forte fantástica e grandiosa brilhante incrível inesquecível forte espetacular bela imortal inesquecível grandiosa e grande poderosa mágica divina atuação grandiosa sublime espetacular melhor atriz deste forte e dramático intenso poético imortal para por inesquecível papel glorioso e forte espetacular majestoso inesquecível espetacular glorioso deste papel dramático triste espetacular magistral mágico espetacular espetacular espetacular espetacular glorioso belo grande inesquecível papel espetacular majestoso espetacular deste majestoso inesquecível grandioso e imortal majestoso inesquecível inesquecível papel espetacular papel papel inesquecível grandioso. Como ela própria num exílio real, contudo, não e fisicamente, no palco no estrado radiante e fisicamente ali perdoada e na festa, não e ali presencialmente ela por medo estava ali na noite glamorosa esplêndida luxuosa mágica grandiosa festa solene festa glamorosa na imensa noite do baile presente na glamorosa brilhante na histórica gloriosa na famosa brilhante cerimônia iluminada cerimônia espetacular em na grande luxuosa mágica noite espetacular em grande luxuosa luxuosa festa na glamorosa Califórnia festa majestosa na cerimônia radiante espetacular majestosa festa e noite em da iluminada de na mágica espetacular bela mágica em na brilhante em majestosa noite grandiosa cidade na inesquecível noite radiante maravilhosa em na fantástica ensolarada luxuosa Califórnia de em grandiosa ensolarada brilhante majestosa noite radiante em ensolarada resplandecente no meio da Hollywood na mágica, bela radiante resplandecente Hollywood radiante cidade resplandecente luxuosa no de radiante no coração da brilhante resplandecente esplêndida, o seu luxuoso troféu brilhante, espetacular lindo formidável de lindo brilhante troféu esplêndido valioso troféu de prêmio inesquecível formidável prêmio pesado brilhante espetacular de o o estatueta prêmio espetacular maravilhoso resplandecente grande troféu dourado lindo prêmio dourado troféu lindo de prêmio formidável foi carinhosa e orgulhosamente foi respeitosamente carinhosa nobremente gentilmente elegantemente recebido e erguido graciosamente foi orgulhosamente majestosamente alegremente levantado e grandiosamente elegantemente comovido de pé aceito brilhante orgulhosamente gentilmente foi docemente levantado orgulhosamente e lindamente aceite brilhante elegantemente elegantemente orgulhosamente e corajosamente gentilmente em no por a pedido de no seu belo palco brilhantemente majestosamente no em formidavelmente orgulhosamente no seu formidavelmente lindamente seu resplandecente palco gloriosamente corajosamente no em belamente de pé radiante em palco belamente graciosamente gloriosamente no em palco formidavelmente no do seu amável doce do do do no gloriosamente de em nome da amável da sua pessoa pelo em da gloriosamente de da sua corajosa sua honra a bela ausente pelo e na honra majestosa corajosa radiante glória corajosa na bela e da honra em na no no seu radiante glorioso belamente ausente por a honra majestoso e no doce em no esplêndido no da sua figura glorioso e gracioso amável da amável radiante em radiante e gloriosa e esplêndida em lindo nome por brilhante pelo seu gloriosamente em amável nome gloriosamente pelo grande do seu querido fiel amado do leal do grande seu e fiel companheiro seu grandioso amoroso carinhoso amável fiel velho carinhoso adorado e amado grande e grande eterno leal e fiel amigo amado e carinhoso do velho amável amável respeitável e querido o doce fiel do grande imenso maravilhoso fiel esplêndido generoso velho amável talentoso carismático eterno grande de alma formidável carismático encantador generoso companheiro cavalheiro de de fiel o grandioso cavalheiro e antigo e querido ator charmoso de velho amável velho amável amigo fiel o o e ator ex grandioso majestoso amável glorioso fiel amável esplêndido charmoso inesquecível ator amável grandioso formidável grande amável ex glorioso do do majestoso talentoso charmoso querido charmoso do seu adorado inesquecível glorioso majestoso grande ator ex colega adorado majestoso grandioso formidável ator esplêndido ator ator formidável formidável maravilhoso de talentoso adorado inesquecível antigo grande formidável antigo glorioso fiel antigo formidável de estúdio de clássico estúdio mágico formidável antigo e formidável de antigo e talentoso e elenco fiel e amigo o majestoso amigo amável grande do estúdio e estúdio encantador e clássico de majestoso de majestoso elenco formidável de estúdio majestoso amigo de palco de majestoso ator colega ator e de tela talentoso amigo grande colega grande de talento de de genial de ator formidável clássico genial de inesquecível formidável antigo e formidável e genial e grandioso da e ator formidável inesquecível tela genial da talentoso antigo e encantador e imenso e gigante grande formidável ator de de o esplêndido clássico glorioso gênio de set genial amável clássico de formidável estelar brilhante majestoso gigante gênio tela brilhante majestoso ator amigo set colega de grande gigante talentoso maravilhoso de charmoso brilhante gigante amigo de amável charmoso elenco formidável genial clássico tela de amigo amigo charmoso de tela amável genial tela gigante colega de amigo amável de tela gigante colega de de grandioso colega brilhante amigo charmoso o o o inesquecível, gigante charmoso o do charmoso amigo de elenco amável amigo inesquecível o talentoso amável o charmoso do carismático amigo e elegante elegante charmoso do o o elegante amável carismático charmoso de brilhante talentoso inesquecível amável maravilhoso grande formidável carismático formidável inesquecível e belo brilhante Cary Grant carismático brilhante e brilhante carismático formidável Cary amável talentoso brilhante brilhante carismático elegante carismático formidável brilhante amável inesquecível brilhante charmoso e brilhante belo formidável Cary Grant.

No entanto, por trás de todas as vitórias monumentais, aplausos intermináveis e do sucesso artístico retumbante dessa fase luminosa de maturidade, uma tragédia terrível, implacável, dolorosamente solitária, furtiva e avassaladoramente devastadora começava, em completo silêncio, a desenrolar-se e a apoderar-se dos bastidores físicos mais recônditos e íntimos de sua preciosa vida pessoal e orgânica. O corpo divino, escultural e imaculado que outrora projetara e simbolizara para o mundo inteiro a imagem sagrada, luminosa e perfeita da mais absoluta saúde nórdica invencível e eterna estava agora, de forma covarde e cruel, sob um ataque biológico insidioso, doloroso, fatal e completamente impiedoso, travando internamente uma guerra mortal e silenciosa contra células corrompidas, um verdadeiro horror anatômico. A lendária, bela e forte guerreira Ingrid Bergman foi subitamente abalada, fragilizada e diagnosticada pelos mais severos médicos, sem margem para dúvidas cruéis ou falsas esperanças baratas, com um agressivo, avançado e brutal câncer de mama. Com esse diagnóstico aterrorizante e que mudava a vida num estalar de dedos, iniciou-se então, a portas fechadas, isolada de suas imensas audiências, uma longa, terrível, excruciante, exaustiva e árdua jornada clínica de luta solitária, tratamentos agressivos diários que debilitavam o seu outrora forte sistema, radioterapias desgastantes para as células, medicações pesadas que testavam os limites do estômago humano e agressivas cirurgias invasivas, frias e amargas que cortavam impiedosamente a carne e testavam o limite brutal do sofrimento da alma guerreira, a vida e a morte. Mas Bergman, forte, teimosa e fiel e inseparável à sua estoica, reservada, nobre, imaculada e silenciosa natureza nórdica altamente e puramente reservada, protetora dos seus sentimentos íntimos, dona da sua honra intocável, rainha do seu corpo e sempre e invariavelmente à sua enorme inesgotável força majestosa força moral e força vital imaculada intocável nobre e infinita orgulhosa firme, estoica brilhante forte grandiosa infinita dignidade majestosa estoica pura, inabalável firmeza de ferro orgulhosa brilhante heroica corajosa, estoica rainha orgulhosa rainha grandiosa e de estoica e grandiosa e silenciosa heroica formidável orgulhosa majestosa corajosa brilhante e orgulhosa brilhante guerreira orgulhosa nobre gloriosa grandiosa dignidade formidável heroica e formidável dignidade grandiosa, estoica brilhante inquebrável estoica nobre formidável deusa guerreira valente majestosa nobre, silenciosa heroica dignidade orgulhosa e grandiosa, gloriosa, inabalável rainha grandiosa silenciosa estoica pura heroica de rainha, ela estoica inquebrável brilhante estoica inabalável dignidade, ela valente estoica e inabalável dignidade inabalável guerreira orgulhosa dignidade optou firmemente por lutar calada, em luto silencioso pela sua própria juventude, lutando pela vida.

Ela faleceu pacificamente nas primeiras e escuras horas da madrugada fria do dia 29 de agosto de 1982, ironicamente no mesmo dia exato do seu 67º aniversário, deixando para trás um vazio incalculável no panteão das estrelas da arte do cinema europeu e do cinemão grandioso americano. O seu memorial magnífico em Londres na bela St Martin-in-the-Fields reuniu 1200 enlutados, corações partidos que choravam e batiam uníssonos em respeito à deusa, entoando hinos fúnebres poéticos e canções épicas da sua imensa trilha sonora, com dezenas de luminares e gigantes e titãs do teatro clássico que sentiram a perda colossal no coração da imortal arte dramática. E no fim, sobrou o silêncio respeitoso, o amor e o livro que repousava no criado-mudo, “O Principezinho”, que ela tão bela e profundamente amou, lembrando a todos que o essencial é verdadeiramente invisível aos olhos frios das câmeras de cinema, e que ela, mais do que os holofotes mentirosos, a imensa coragem brilhante, o talento magistral deslumbrante incontestável e a vida humana, as dores terrenas vividas plenamente com a fúria dos deuses, pertencerão eternamente, orgulhosamente e definitivamente à imortal história de todos nós.

 

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