The Most Haunted Places in Rio Grande do Sul

 Aí foi que veio também as a história da dela. Depois com um tempo houve filmagens dela. Eu ainda cheguei ver a aqui a figueira. A figueira de que nos fala a dona Maria é a árvore onde Maria Francelina Trenes foi faqueada em 12 de Novembro de 1899 durante um piquenique entre amigos, conforme consta do processo judicial guardado pelo memorial do poder judicial.

Vultos, choros vindos da mata, aparições de uma mulher sem cabeça a vaguear solitária. As histórias circularam rapidamente e alimentaram a crença de que a assombração era o espírito de Maria, que ainda rondava o antigo monte do hospício. Com o passar dos anos, a figura de Maria foi transformada. Muitos passaram a vê-la não só como uma vítima, mas como um símbolo.

No lugar onde a sua vida foi ceifada, foi erguida uma capela simples e aí começaram a surgir oferendas e orações, onde atualmente ainda existe a capela que foi construída em sua homenagem. A comunidade passou a considerá-la uma santa. Muitos milagres lhe foram atribuídos e por aqui vemos muitas placas de agradecimento por graças e curas alcançadas.

Que vemos falar são dos antigos assim: “Olha, ah, eu estava com um problema de saúde, rezei, acendi uma vela, a minha graça foi alcançada.” É a fé. Flores, velas, cartas e até objetos pessoais passaram a ser deixados por fiéis. A jovem recebeu então o apelido de Maria degolada. E para muitos residentes da região, tornou-se uma santa popular.

 O seu culto espalhou-se pela comunidade que cresceu em redor do monte, hoje chamada Vila Maria da Conceição. Mas nem tudo são preces e promessas. Até hoje os relatos de aparições continuam. As pessoas afirmam ver a sua figura nas trilhos, sentir arrepios ao passar perto da capela, ouvir sussurros e choros inexplicáveis ​​durante a madrugada.

Uns dizem que Maria degolada é um espírito bondoso para com os justos, mas implacável com os criminosos. E assim, o antigo monte do hospício ficará eternamente conhecido como o O monte da Maria Debolada, um local marcado pela dor e pela fé, onde uma jovem esquecida pela sociedade passou a ser venerada como uma verdadeira santa e onde, segundo muitos, o seu espírito ainda caminha entre os vivos.

Nove. O casarão assombrado. Sentinela do Sul, um pequeno concelho a cerca de 90 km de Porto Alegre. Aqui repousa um antigo palacete abandonado, que com o passar dos anos deixou de ser apenas um marco histórico para se tornar uma verdadeira fonte de mistérios. Construído no final do século XIX, o imóvel com 25 divisões é hoje apenas uma sombra da sua antiga imponência.

 Mas não é o abandono que mais assusta quem passa por ali, são os relatos. Não se sabe ao certo ano, mas a casa foi construída no final do século XIX. São 25 quartos, três grandes corredores que um dia representaram a riqueza de quem morou aqui. Aí eram ricos, todos ricos. Aqui tinha depóo de armazém, não é, que de tinha também indústria do vinho charqueada.

 estas coisas da intiguidade, não é? Tudo existiu isto aqui. [Música] Sílvio é afilhado do atual proprietário. Viveu na casa durante muitos anos e conta que presenciou situações estranhas. Que eu estava ali a dormir com a minha minha esposa naquela altura a dormir ali. Eu vi uma pessoa que nós vínhamos caminhando de um de um quarto para o outro.

Vinha direito o meu quarto. Depois vinha aquela aquele barulinhozinho, vinha caminhando e vinha vindo. Chegou perto parou. E aí meu meu me cri de coragem acendi a luz, não é? Tipo vamos aqui há pessoas aqui dentro do bairro. Eu Fiquei assim assustado. Depois olhei e fiz assim nada. Sendi a luz. Aí chamei-a.

Disse assim: “Ué, tu não viste nada?” Eu disse: “Não está a dormir.” Vamos. Tinha uma pessoa a caminhar aí dentro do quarto e na deitei-me novamente, certo? Mas também não dormi mais durante a noite. Moradores da zona dizem ver bolas de fogo cortando a escuridão. Guardiãs de um tesouro enterrado, supostamente escondido pelos primeiros donos da casa.

Já no interior da residência, sombras silenciosas atravessam corredores. Um agricultor que ali viveu contou ter visto a meio da noite uma figura misteriosa que desapareceu ao acender da luz. As portas estavam trancadas por dentro. Eu vinha a vir, a subir ali, depois vi um cair de fogo ali, não é? Tipo do quando a gente deita fogo ao num numas limpezas, num cesquinho, uma coisa que dá aquela faísca, não é? Depois cheguei a casa, falei para a minha mulher do to de fogo lá, ela disse que não tinha posto fogo nenhum.

Depois saímos à rua, eu e ela para ver o toal de fogo, não tinha nada. Aí cabo de mais tempo, entrei debaixo daquela figueira lá, não é? E depois uma claridade de cima para baixo me clareou, focou-me. Questão de segundo aí clareou e apagou e não me ri mais nada. O mistério. É o verdadeiro mistério mesmo. As aparições despertam a curiosidade de muitos.

Na década de 1970, uma sessão espírita revelou segredos ainda mais profundos. A presença de um espírito possessivo que não queria deixar as suas riquezas e teria tirado ali a sua própria vida. Em reportagem da RBS TV, a médium Viviane Tomás afirmou sentir a energia de um homem que ainda espera partir. É um homem, ainda está aqui.

 Ele ainda está aqui. Ah, ã, ao mesmo tempo que se sente dono ou proprietário daqui, também não quer saber mais deste lugar. precisa de partir, precisa de embora. Onde tá Viviane? Sente a presença de um espírito possessivo que não queria deixar as suas riquezas, mas que teria tirado a própria vida. Segundo o senhor Walmer, um dos filhos do primeiro proprietário do palacete teria seorcado.

Para médium, os tesouros da região podem ser outros. tinha deado. Estes tesouros nem sempre são o que o imaginário coletivo pretende que seja, como, por exemplo, as moedas, as riquezas em geral. Muitas vezes são objetos que têm um valor estimativo para a pessoa que enterrou. Pude ver sim algo a que chamam aqui de guardado com algumas coisas que pareceram-nos alguns tipos de moedas, mas estava demasiado sujo para se ver.

 E basicamente algo muito semelhante a uma tiara de uma menina. De uma menina. Não vi tesouro de riquezas guardado dentro dessas terras. Eu não vi. Silvaler diz que pretende deixar as terras e o casarão para a família, mas por ele os guardados vão permanecer enterrados por aqui há muitos séculos. Este segredo onde está aí dentro da casa, não vos posso dizer.

 Real para vocês. Para mim não me deram para mim, como é que eu vou procurar uma coisa que não é meu? O palacete, agora em ruínas guarda mais do que entúho. Guarda histórias que talvez nunca devessem ser desenterradas. Oito. Charqueada São João. Na antiga Charqueada São João em Pelotas, uma lenda atravessa gerações.

 A da jovem que ainda corre pelos arredores em busca de um amor perdido. Construída em 1810, a charqueada foi cenário de um romance proibido entre a filha de uma família tradicional e um humilde tropeiro. Segundo contam os moradores, a rapariga tinha sido prometida em casamento a um barão de uma charqueada vizinha. Mas, contrariando os desejos da família, ela apaixonou-se por outro homem, um tropeiro, com quem se encontrava sempre no mesmo horário.

 A mãe, desconfiada, passou a vigiá-la e acabou por descobrir o segredo. No dia seguinte, o tropeiro foi encontrado sem vida, em circunstâncias misteriosas. Devastada, a jovem fugiu a correr pelos campos até desaparecer na escuridão. Desde então, nunca mais foi vista, não entre os vivos. Os moradores contam que se trata de uma noiva em busca do seu amado.

 A lenda diz que a rapariga vivia na Chaqueada São João e que escondida dos pais costumava se encontrar com o rapaz. Foi quando o conto de fadas tornou-se pesadelo, as crianças quando nascessem serem prometida em casamento sem sequer se conhecerem. E nessa casa vivia uma menina, não é? E ela foi prometida em casamento para um dos barões da de uma charquada vizinha, só que ela vai-se apaixonar por um tropeiro.

E depois eh todos os dias ela se encontra com ele a tardinha debaixo daquela figueira, não é? E a mãe vai desconfiar. E um dia destes ela apanha-a se encontrando-se com o tropeiro debaixo da figueira. Chega o dia seguinte, ela vem pro encontro. Só que quando ela chega ela encontra-o de pendurado no galho da figueira.

Ela vira costas, sai a correr, desaparece e nunca mais volta a casa. História intrigante que o senhor José Carlos ouve desde miúdo. Víamos aquele voto branco agora. Quem era, podia saber o seu nome, como é que ela era, como é que o jeito dela, que por que é que ela estava assim naquela angústia, percebe? Até hoje, os moradores da região afirmam ver a sua silhueta entre os bambus sempre à noite.

 José Carlos Garcia, morador antigo, recorda com clareza. A gente olhava para o meio do mato e via ali algo. Sempre imaginámos que fosse ela. Ninguém sabia o certo, mas diziam que era uma rapariga muito bonita. E assim, entre sombras e sussurros, a charqueada São João mantém viva a memória de um amor proibido e de uma alma que ainda sofre pelo seu amado tropeiro.

Sete. Museu Júlio de Castilhos, Porto Alegre. Na rua Duque de Caxias, em plena zona central de Porto Alegre, ergue-se o sobrado que alberga o Museu Júlio de Castilhos, o mais antigo museu do estado. Mas por detrás da sua fachada serena e dos seus artefactos históricos, esconde-se um passado marcado pela dor, luto e assombração.

A residência original foi do próprio Júlio de Castilhos, político rígido e influente, que ali viveu com a sua mulher, Honorina Martins, França da Costa e seus seis filhos. A tragédia chegou em 1903, quando Júlio faleceu prematuramente em consequência de uma cirurgia mal sucedida para extrair um tumor na traqueia.

Dois anos mais tarde, segundo dizem afundada no desgosto, Honorina tirou a própria vida no mesmo quarto em que o seu marido falecera. Após os trágicos eventos, o local foi transformado num museu, mas os ecos do passado não foram silenciados. E eu que estava a gravar neste museu com fama de assombrado em Porto Alegre e aconteceu isso.

É. E que lugar é este? É o Museu Júlio de Castilhos. Vem no centro histórico da capital gaú. Júlio de Castilhos governou o Rio Grande do Sul por duas vezes e falou nesta casa em 1913 após um c na garganta. Dois anos depois a sua mulher, Honorina Castilhos própria vida nos caves dessa mesma casa.

 Reza a lenda, não é, que este lugar tem ali um bocadinho de assombrado e tudo. E não é à toa para além das mobílias antigas que remontam como seria a casa da família Castilhos, tem o vestido da Honorina e uma máscara mortuária do Júlio de Castilho. Como é feita uma máscara mortuária, colocado sobre o rosto da pessoa morta e depois é feito com todos os moldes.

 Então o Júlio de Castilhos era assim. Os seis filhos do casal ficaram órfã e o casarão virou este museu que você está vendo lá. inclusive com objetos bem peculiares da época. Este aqui é um suporte para o ovo, uma chave do mausoléu do Júlio de Castilho, estujos de maquilhagem, uma caixinha de madeira para guardar bijuteria, alguma coisa de 1920, espartilho. Olha o sapato.

 E aqui são as entradas dos porões onde Honorinau. Tudo trancado, ó. Aqui tem acesso a rua aos portões antigos. E nesse mesmo dia, voltei mais tarde para te mostrar como é que este casarão no estilo vitoriano fica durante a noite. Vale muito a visita e a entrada é livre, gente. Aquela janela a mexer, hein. Funcionários e visitantes referem ouvir passos no antigo quarto do casal.

 Um dos relatos mais perturbadores fala de um homem com trajes do século XIX, que aparece junto à escada, descendante sombrio, antes de desaparecer diante dos olhos. Há também a presença constante de uma mulher chorando copiosamente pelos corredores. Ela é vista a caminhar sempre no mesmo corredor até desaparecer no mesmo fatídico quarto.

Deixa só dizer, João, estou a falar com eles. Eu estou assim meio a deixar -os de lado. Às vezes fazem no aparelho, dão uma mexida para ver. Tu não vais falar, tu não me vais ver. Ah, e eu respondi. Vou falar convosco à noite, ele mexe no aparelho. Não vai falar, não vai, não nos vai ver, não vai dizer que tá-nos a ver.

Aham. É a coisa mais engraçada. É um ginásio. Não, é, é que eu estava a mostrar ao realizador que tem uma imagem ali naquela parede ali, não é? Olha, mostra pr nós. Mostra pr nós. Nossa, isso. Pega de lado, jogo. Não, cor-de-rosa. Dá para ver tranquilamente aqui, ó. aqui. Portanto, tá bem mais claro, bem mais nítido.

Então tá. Então vamos vamosar vamos voltar que vocês não eram de África direto, vocês já eram pessoas nascidas aqui, não é? Conheceram os pais de vocês? 11º. A sensação térmica em Porto Alegre está em torno de quase 40º. 11º. Pon6 12º. É, é uma manifestação de um espírita também. Jean, antigamente quando eu dizia as coisas, as pessoas podiam questionar.

Agora os aparelhos as pessoas pensam duas vezes e questionar-me, porque olha esta temperatura, olha aquele aparelho lá que começou a falar com uma rapariga que que é de origem negra. Olha a sabedoria de Deus do Cosm para não dizer que sou eu que estou a influenciar. No Museu Júlio de Castilhos, cada objeto tem uma história e alguns, dizem, ainda guardam quem os possuía pela eternidade.

Seis. BR16. Na sinuosa e perigosa BR16, que corta serras entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis, circula uma das lendas urbanas mais persistentes do Rio Grande do Sul, a da noiva da estrada. Segundo relatos que datam dos anos 70, uma jovem noiva faleceu num trágico acidente pouco antes do seu casamento, quando o carro que a levava ao altar perdeu o controlo e despenhou-se em uma ribanceira nesta curva da BR16.

Desde então, os condutores têm relatado avistamentos assustadores. Uma mulher vestida de branco aparece na beira da estrada, pedindo boleia em noites frias e nebulosas. Quem pára geralmente relata uma sensação gelada a tomar conta do veículo. E quando olham para o banco de trás, o rapariga simplesmente desaparece, deixando apenas o cheiro de perfume antigo num silêncio assustador.

Atordoados, os condutores param acostamento e o mais intrigante acontece. A mulher que acabara de desaparecer surge novamente à frente do carro com uma tristeza profunda no olhar e o vestido branco rasgado e desbotado. O fenómeno, mais do que simples história, tornou-se alerta entre camionistas e os condutores locais que evitam passar por aquele troço à noite.

 Acidentes graves são comuns no local, o que alimenta ainda mais a crença de que o espírito da noiva procura vingança ou talvez apenas companhia na sua eterna solidão. E acredita que os lugares possam guardar algo mais para além de memórias? Adoraríamos ouvir a sua opinião. E se gostou do vídeo, ajude-nos deixando o o seu like e o hype.

 E se ainda não for inscrito, este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá. M.

 

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