Se ainda acha que enfrentar o Marrocos na estreia do Mundial é obrigação para a seleção brasileira, você está completamente cego. Ou pior, você ficou preso em 2018. Na estreia da Taça do Mundo de 2026, a seleção não vai estrear-se contra uma surpresa africana. Vai enfrentar uma das estruturas mais letais, ricas e perigosas do planeta.
Os caras dominaram as eliminatórias com oito vitórias em oito jogos, destruíram o continente. Mas o que ninguém está a te contando é que os bastidores de Marrocos explodiram há três meses do Mundial. E quem estás a rir com tudo isto é Carleto Ancelote, o nosso treinador da seleção brasileira.
Eu sou o JR, vou mostrar-te tudo o que Marrocos está a preparar para aprontar para cima de seleções favoritas no Campeonato do Mundo. Assim como eles fizeram no Qatar, chegando às semifinais, agora prometem querer ainda mais longe. Mas será que eles conseguem? Ou será que é apenas um cavalo paraguaio, prometendo muito e não vai entregar nada? É isso que eu te vou contar neste vídeo.
Se gostar de verdade, lá no final deixas um like. Para perceber o tamanho do perigo, esqueça o romantismo. O futebol mudou, já não há bobo. A semifinal histórica no Qatar em 2022 não foi um milagre, foi um aviso de que o futebol estava mudando. Historicamente, Marrocos era a equipa do quase. Na Taça de 70 arrancou o primeiro ponto do continente africano contra a Bulgária.
Em 86, chocou o mundo ao amassar Portugal por 3-1 e liderar o grupo. Mas faltava sempre o algo a mais. Nos anos 90 era só dor. Em 94, três derrotas humilhantes. Em 98, o O Brasil de Ronaldo atropelou por 3-0 e a Noruega eliminou-os num golpe de teatro nos minutos finais. Só que hoje o Marrocos cansou-se de ser a vítima da história.
A Federação Marroquina injetou milhões em infraestruturas, modernizou a captação de atletas na Europa e deixou de aceitar migalhas nos torneios. Eles se transformaram e este passo a passo não é de hoje. Deixaram de ser um bando talentoso para virar uma máquina de triturar gigantes. Bélgica, Espanha e Portugal já caíram de joelhos perante deles no Qatar.
Mas o sucesso cobra um preço psicológico devastador. Gerir heróis nacionais é um inferno na Terra. Walid Regragiui, o técnico que se tornou divindade em 2022, ruiu sob o peso da própria glória. A cobrança da claque e da imprensa tornou-se um ambiente tóxico e insuportável no balneário marroquino. Exigiam um futebol ultra ofensivo e que o seu pragmatismo não dava.
Resultado, em março de 2026, há três meses do Mundial, Regragi pediu demissão por exaustão mental. Ele rompeu o projeto no meio e para o lugar dele promoveram então Mohamed ou Rabi. E aqui está a primeira grande chave para o jogo de estreia frente ao Brasil. O Arbi é o arquiteto da base, o tipo que acabou de vencer o Mundial de Sub-20 em 2025, o rapaz que fez o Brasil na seleção de base se tornar motivo de chacota.
Este gajo não quer saber de retranca. Ele joga num 4 2 3 1 sufocando o adversário na pressão alta e ele tem as peças para fazer o Brasil passar vergonha, seja nos sub-20 como já fez, ou seja no profissional. A filosofia de trabalho do Mohamedo Abi é que não tem de temer equipas grandes. O Marrocos joga um futebol para a frente, um futebol atacante, seja contra quem for.

Na baliza têm ninguém mais, ninguém menos que Bonô. Este gajo não é apenas um guarda-redes, é um monstro debaixo das traves. O pesadelo dos cobradores de penáltis e a Espanha que o diga. Na lateral têm Akraav Hakimi, o melhor lateral direito do mundo atualmente, o capitão que dita o ritmo do jogo com uma velocidade absurda.
E, no meio, cheque mate político. Brahim Dias, o tipo que ignorou a seleção de Espanha para jogar por Marrocos. Ele flutua na entrelinha, dribla com a bola colada ao pé e destrói defesas. já mostrou isso muitas vezes pelo Real Madrid. Ao lado dele, o miúdo Bilal Elcanos, de 22 anos, que está destruindo no Estugarda e que conhece o treinador Abi desde os tempos de underlet na Bélgica.
A química tática desta seleção é absurda. Na frente, Elkaab, o camisola nove clássico dos Olimpiacos, que faz pivô e finaliza até de bicicleta se bobear. Este elenco não é promissor, é um elenco cascudo. É gente que joga nos maiores palcos da Europa todas as semanas e não se assusta com o peso da camisa. O O Brasil não vai defrontar uma equipa qualquer, vai defrontar uma equipa que joga com orgulho de um continente e a frieza da Liga dos Campeões.
Têm bola para chegar no mínimo às meias-finais de novo. E para uma seleção que já o fez na último Mundial, o céu é o limite, só que o o destino é cruel. No particular contra a Noruega, o último da preparação para Taça, em 1-1 contra a mesma Noruega que os eliminou em 98, o plano perfeito de Marrocos quase rachou.
E é aqui que Carlancelote entra na história. Dois pilares marroquinos saíram de campo a chorar e estão com um pé fora da Taça do Mundo. O primeiro é o lateral absurdo no Sair Marai do Manchester United. Ele sofreu uma lesão grave no ombro esquerdo. Mas é o equilíbrio, a experiência defensiva no setor. Sem ele, a lateral esquerda de Marrocos pode transformar-se numa avenida de terra batida.
E a verdade, cruel que seja, o Brasil tem que agradecer, porque acabou de ganhar um presente para explorar as costas da defesa deles com velocidade. E se pudermos falar desta forma, outro presente veio no ataque. Abd exausou Lei. O extremo do Real Bets, vinha de uma época assustadora na Espanha. 28 participações diretas em golos.
Repito, 28.º O gajo destruiu todas as defesas no mano a mano. E isto não foi na Arábia, não foi na La Liga, incluindo defesas de Barcelona e Real Madrid. E ainda é o tipo de cara que recompõe pressionando sem parar. No jogo contra a Noruega, o joelho direito travou. Suspeita de entorce do ligamento.
O tempo estimado de recuperação é de três a quatro semanas. Ou seja, o Mundial quase acabou para ele, mesmo antes de começar. O ataque de Marrocos perdeu metade da a sua imprevisibilidade. E por que razão o O Ancelote deveria gostar disto? Porque o Real Madrid monitoriza a saúde de Brahim dias minutagem por minutagem.
Com a queda de Exazou, a carga de carregar o piano do ataque marroquino cai inteira nas costas de Dias e vai ser caçado em campo. Ancelotti já treinou este pá, conhece muito bem todas as valências técnicas e físicas dele e com certeza vai montar um plano para travar ele quando Marrocos tem a bola. E a verdade é que o Brasil tem todas as armas necessárias para simplesmente aniquilar Marrocos.
Aquela que é a verdade. No jogo entre Marrocos e A Noruega, que antecedeu o Campeonato do Mundo, vimos uma seleção realmente muito diferente. Apesar de muito criativa e chegar com facilidade ao ataque, o Marrocos teve muita dificuldade a definir as jogadas. Uma partida que era para facilmente acabar três ou 4 a 1, acabou no 1-1, batido contra a Noruega, com quem já fazem duelo há muito tempo.
Pode achar que eu tô exagerando sobre o poder de fogo deste equipa marroquina, mas olhe com atenção para o que aconteceu no empate a uma bola contra a Noruega. A grande comunicação social tratou o resultado como um tropeção normal para a Taça. Marrocos ficou com uma posse de bola avaçaladora de 64%, trocou mais de 600 passes completos e finalizou simplesmente 18 vezes contra a baliza da Noruega.
No papel, um massacre, mas na prática podemos chamar de uma eficiência patética, de apenas três remates na direção da baliza. Mantiveram a bola, sufocaram no campo de ataque, mas esbarraram numa linha de cinco defensores bem postada. uma verdadeira muralha norueguesa. E aí faltou o repertório para furar esse bloqueio. E a A Noruega, com apenas 36% de posse, explorou os contra-ataques nas costas dos laterais marroquinos e abriu o marcador numa pan boba do sistema na bola parada.

Earlin Halland, que é o craque da Premier League, melhor marcador e tudo mais, muitos dizem que já ele vai ser bola de ouro, tocou simplesmente três vezes na bola em campo, mas mesmo assim conseguimos ver muita fragilidade no 4 2 3 1. E se eu pudesse dizer alguma coisa, o particular de ontem não foi um teste para Marrocos, foi um alerta vermelho de que a máquina marroquina tem uma avaria grave do motor.
Aqueles que assustaram a Mundial em 2022 no Qatar podem não ter o mesmo sucesso agora em 2026. E este jogo com o Brasil será mais revelador do que muitos imaginam. E a grande questão para o jogo contra o Brasil não é se nós temos a obrigação de vencer por conta dos desfalques ou por conta das fragilidades.
A verdadeira questão é se a seleção brasileira tem maturidade psicológica para não cair na armadilha de um Marrocos ferido. Sem Mashaui e sem Esazou, os marroquinos perdem força física e repertório tático, mas ganham a mentalidade mais perigosa do futebol, o estatuto de franco atirador e sem nada perder. Eles já não querem ser recordado como a equipa de um torneio só.
Querem provar agora que pertencem à prateleira de cima do futebol mundial, com ou sem as suas estrelas. Se o Brasil entrar em campo de saltos altos, achando que o jogo está ganho, porque o DM de Barrocos está lotado, vai tomar o maior choque de realidade da história recente das copas.
Anote o que eu estou a dizer, mas agora quero saber a sua opinião. Acha que Marrocos vai longe ou acha que a ausência de Esazou e de Mas de facto desmonta essa equipa deles? O Brasil de Carlo Ancelote corre um risco imenso de ser engolido pela intensidade desse novo 42 31 deles. Deixa aqui nos comentários. Eu sou o JR, aquele abraço e tchau.