A final do Mineirão de 2026 guardou a maior pancadaria que o mundo já viu entre jogadores de futebol. 23 expulsões, recorde absoluto, murros, pontapés, voadoras, joelhada. Polícia intervindo, o árbitro encerrando o jogo antes do tempo. O Cruzeiro acabou por se sagrando campeão, mas mesmo na equipa que venceu, muitos tiveram prejuízo, porque a maneira como estes tipos saíram de dentro de campo parecia que tinham acabado de sair de uma guerra campal.
E desde a voadora de Lucas Romero a uma bomba de Hul na cabeça de um jogador do Cruzeiro, com brigas simultâneas em todos os lados do campo, o resultado não podia ser outro e muitos saíram extremamente feridos desta batalha. Inclusive, o receio dos dois clubes é que agora os seus jogadores sejam, na verdade presos.
O mundo assistiu Minas Gerais pegar. E é por isso que hoje vamos ver os jogadores que mais apanharam e qual foi o resultado dessa pancadaria, porque no outro dia toda a gente tinha que trabalhar. Eu sou o JS e se gostar de verdade, lá no final deixas um like. Toda a gente sabe que o clássico mineiro pega fogo.
Uma das maiores rivalidades de do futebol brasileiro disparada. Cruzeiro e Atlético Mineiro recebem um dos clássicos mais apaixonados e alucinantes do mundo. Mas em 2026 esta rivalidade levou tempo extra porque o Atlético vinha de seis títulos consecutivos do Campeonato Mineiro, 2021 até hoje, hegemonia total. E o Cruzeiro não dava esta alegria para a sua torcida desde 2019, com 7 anos de jejum.
Mas em 2026 o O Cruzeiro voltou forte com Tit comando, elenco milionário, Caio Jorge como goleador, sendo Mateus Pereira um verdadeiro craque e Gerson a regressar da Rússia. E o Atlético numa determinada crise, despediu Jorge Sampaol oscilante em 2026 e contratou o argentino Eduardo Dominguez há duas semanas da final.
Então era o Cruzeiro querendo quebrar o jejum e o Atlético querendo manter a hegemonia mesmo cambaleando. Só que um pormenor fez com que pegar fogo. Afinal, num jogo único, no Mineirão, com o estádio dividido nas duas claques, 27.000 bilhetes pro Cruzeiro e 27.000 para o Atlético. Total de quase 50.000 pessoas.
Recorde de público de 2026 em Minas Gerais. As torcidas encheram o Mineirão e os arredores. Mosaico, faixa, bandeira, fogos de artifício, sinalizadores, uma festa absurda dos dois lados. E antes do jogo, uma fumaça vermelha libertada pela organização na entrada das equipas tomou conta do estádio. Atrasou o início em 8 minutos.
Os jogadores não viam nada, o clima já começava a ficar hostil. E o jogo teve uma primeira parte travado. Muita marcação, muita disputa física, nove faltas do Cruzeiro, seis do Atlético, poucas ocasiões de golo. Mamadice C do Atlético lesionou-se aos 12 minutos, saiu a coxear e foi substituído. Cai do Cruzeiro levou amarelo e os atleticanos a pedir o segundo amarelo, mas não veio.
Quatro remates no jogo inteiro, três do Cruzeiro, uma do Atlético, 0-0 para o intervalo da partida. E o segundo tempo começou da mesma forma, truncado, tenso e violento. Até que aos 14 minutos explosão. Gerson tabelou com Mateus Pereira na esquerda, cruzou na segunda trave e Caio Jorge estava lá para marcar cabeceando no contrapé de Everson.
Golo! 1-0 e o Cruzeiro estava com esperança de quebrar a hegemonia atleticana. Caio Jorge é o carrasco do Atlético, marcou um golo no clássico anterior também e agora fez o golo do título. O miúdo tá voando. E o Cruzeiro controlou a posse com Gerson no meio e o Atlético foi para cima. Hul rematou de livre, mas mandou longe.
Inclusive, nesta final, Hul parecia estar sem pontaria. O Atlético pediu penálti impreciado aos 37, mas o árbitro mandou seguir. E aos 47 minutos, já no acréscimo, Mateus Pereira provocou o Renan Lod. Renan Lod deu um empurrão nele e levou amarelo. Esse era o início do caos. Nos segundos finais com o Cruzeiro 1-0 já campeão.
Cristian do Cruzeiro tenta finalizar. Eon defende, ele vem para cima e dá uma canelada na cabeça do guarda-redes com uma força excessiva, com a bola já no chão e segurando-a. O Everon explodiu, derrubou o Cristian e acertou uma ajoelhada no rosto dele, montou a cavalo nele e começou a fazer equilíbrio em cima do gajo.
E a partir daí foi qu Lucas Romero do Cruzeiro tem voado com os dois pés em cima de Everson, uma voadora violenta. O guarda-redes atleticano bateu com a cabeça na trave outra vez e o Hul atingiu o Romero com um soco e um pontapé. Vidalba do Cruzeiro voou em Hul com uma voadora frontal absurda. Alan Franco e William começaram a lutar dentro do golo.
Quem mais levou prejuízo nisto tudo foi Lianco, que apanhou para sete jogadores cruzeirenses. Só que isso foi fruto da sua desumildade. Acabou cuspindo no segurança que estava apenas tentando apaziguar a situação. Saiu de campo com o rosto completamente marcado porque apanhou de sete jogadores depois de fazer uma atitude absurda como esta. Primeiro apanhou de Caio Jorge, depois de Wallace, terceiro de Romero e depois de Gerson.
Só que o seu companheiro Trauco atirou-o para o chão, o que poderia ter piorado as coisas. Mas antes disso já tinha levado uma na cara de Cristian e uma voadora do guarda-redes Cásio. Sim, o guarda-redes que nunca fez mal a ninguém, desta vez decidiu sair distribuindo voadora. Todos os jogadores saindo num pau desgramado dentro de campo.
Titulares, reservas, comissão técnica, incluindo seguranças. Uma imagem que se tornou viral e ficou muito engraçada foi a de um segurança que está apaziguando as coisas e logo a seguir vem um jogador do Cruzeiro caído, mendo uma bicuda e continua a tentar apaziguar as coisas. A Polícia Militar teve de invadir o campo.
Os seguranças formaram um cordão de isolamento para conter a maluquícia dos jogadores. O árbitro terminou a partida sem apito final. Na sumário, 23 expulsões. 12 do Cruzeiro. Cristian, Fabrício, Bruno, Lucas Romero, Caio Jorge, João Marcelo, Kauan Prates, Vidalba, Cásio, Mateus Henrique, Wallace, Fagner e Gerton. E nos 11 do Atlético foram Everson, Renan Lod, Gabriel Delfim, Júnior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lianco, Juan Tressold, Alan Minda, Preciado e Casserra.
E a justificação na súmula idêntica para 21 jogadores. Expulso por durante uma briga generalizada, após o final da partida, desferir e atingir com socos e pontapés os seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto. Só Everson e Cristian tiveram justificações diferente, porque eles começaram aquela confusão.

A repercussão disso foi mundial. O corriere de la serra de Itália disse: “Briga do séc. foi necessária intervenção de polícia militar para restabelecer a calma”. O Corriel, Sport, também de Itália, disse que foi uma loucura no Brasil, uma briga generalizada em campo que nunca tinha visto na história. O Lê, equipa da França, BBC Esport, Olé da Argentina, o mundo inteiro viu.
E o que o mundo inteiro viu foi uma vergonha apresentada pelo futebol brasileiro. Mas seria hipocrisia dizer que não foi agradável ver aqui. Finalmente voltamos ao futebol raiz, onde acabou a catimba, acabou a enrolação, acabou o fingimento e voltamos às vias de facto. O Brasil exportou violência. O Brasil mostrou que o o futebol aqui, de facto, é guerra.
E sabe o que é pior? Estava cheio de crianças a assistir. Isto de facto é algo inadmissível. Mas alguma coisa que nós falaremos daqui a 20 anos, porque nunca aconteceu e talvez nunca aconteça algo igual. O Hul, capitão do Atlético, comentou que as cenas são lamentáveis, que não era suposto ter acontecido, mas o o futebol às vezes aquece.
Hul inclusive pediu desculpa à torcida. O mesmo tipo que deu uma bomba a Romero pedindo desculpas agora. Dudu, avançado do Atlético Mineiro, disse que as cenas foram lamentáveis e que o futebol não pode ser assim e que têm de dar o exemplo. Titiro nem se pronunciou, manteve silêncio total. Eduardo Dominguez diz que lamenta o sucedido e que não se coaduna com o que ele quer pro clube, mas o mais folgado foi o Caio Jorge, goleador e autor do golo.
Disse que é pai do Atlético Mineiro, inclusive usou uma t-shirt em tom de gozo ao galo. E no balneário, durante a comemoração do Cruzeiro, nem parecia que tinham acabado de participar numa das maiores guerras do século no seio do futebol. dancinhas, passinhos entre Gerson, Caio Jorge e turma de Juliet sem preocupar com o que tinha acontecido.
Aliás, quebraram um jejum de 7 anos desse clube. Enfim, futebolisticamente falando, estão de parabéns. O Cruzeiro realmente voltou a ser respeitado em Minas Gerais, mas o Caio Jorge não pode dizer que o Cruzeiro é o maior de Minas. Bom, talvez na porrada seja, porque o Caio Jorge mesmo foi um tipo que além de meter golo dentro de campo, distribuiu pancadaria nos jogadores do Atlético Mineiro e não tomou quase nenhuma.
Assim, pode dizer-se que além de goleador, o gajo é bom de briga. Mas agora quero saber a sua opinião. Caio O Jorge está no direito de dizer que é o pai do Atlético Mineiro ou este gajo é só um folgato ou está a gabar-se por uma coisa que nem foi assim tão influente? Eu quero saber a vossa opinião aqui nos comentários. Eu sou o J.
Se gostou de verdade do vídeo, já sabe. Se não gostou, não há problema.