Tony Ramos quase morreu em 2024 — o que a Globo não quis que você soubesse

Tony Ramos quase morreu em 2024, o que a A Globo não quis que soubesse. Tony Ramos estava deitado na cama do quarto do casal, com o corpo a pender para fora,  apagada, sem responder a nada. E a Globo já sabia que havia algo errado com ele muito antes desse dia. Numa manhã de maio de 2024, Lidiane Barbosa subiu às escadas de casa para chamar o marido para mais um dia de gravação.

E o que ela encontrou fez com que o Brasil inteiro deixar de respirar.  Ele não respondia. Ela tentou de todas as formas acordá-lo, chamou pelo nome,  tocou-lhe e nada, absolutamente nada. Foi então que ela pegou no telefone, ligou para a médica por vídeo, mostrou o marido inconsciente com  o corpo a escorregar para fora da cama e a médica mandou o ambulância imediatamente.

Tony Ramos chegou ao hospital em coma superficial, não abria os olhos, não se comunicava, não atendia qualquer estímulo. Nas horas seguintes, seria submetido a duas cirurgias ao cérebro em três  dias. Sofreria uma convulsão entre elas e o Brasil acompanharia tudo isto pelos boletins frios e técnicos de uma assessoria de imprensa que escolheu muito cuidadosamente o que dizer e o que não dizer.

Porque o que vai descobrir hoje não é o que saiu nos portais de notícia em maio de 2024. O que vai descobrir hoje é o que estava a acontecer nos bastidores da Globo meses antes desse colapso e porque ninguém parou a máquina. Você vai saber qual foi a causa real do sucedido com o cérebro de Tony Ramos, revelada meses depois numa entrevista que a imprensa cobriu por cima e enterrou rápido.

Vai-se lá entender porque é que a Globo sinalizou que ia dispensar Tony Ramos depois de 46 anos de casa. e o que fez o diretor executivo da estação correr pessoalmente para renovar o contrato logo após a cirurgia. E no final deste vídeo vai ter a resposta para uma pergunta que ninguém fez em voz alta. A Globo sabia que Tony estava no limite, não parou a máquina e só correu para renovar o contrato depois de quase perdeu-o para sempre na mesa de cirurgia.

Se ainda não se inscreveu neste canal, este é o momento, porque o que vem a seguir é o tipo de história que a grande comunicação social não tem coragem de contar até ao fim. Antes de Lidiane encontrá-lo apagado nessa manhã, os sinais já existiam há meses  dentro dos próprios estúdios da Globo e quem lá estava os viu, só que ninguém parou.

Durante as gravações da novela Terra e Paixão, Tony Ramos queixava-se constantemente de fortes dores de cabeça. Não eram queixas passageiras, eram queixas frequentes, repetidas, que chamavam a atenção dos quem com ele trabalhava. E havia algo mais. Tony começou a apresentar alterações bruscas de humor, completamente incompatíveis com o perfil de um homem que, em 60 anos de carreira sempre foi sinónimo de gentileza.

leveza  e profissionalismo impecável. Quem estava nos bastidores reparou: Todos achavam estranho, porque não era esse o Tony que conheciam. Numa reunião de produção, Tony Ramos fez algo que nunca o tinha feito antes em décadas de carreira. queixou-se da sobrecarga de cenas que precisava de gravar em pouco tempo.

Para quem conhece este ator, compreende o peso desta informação. Tony Ramos é o tipo de profissional que não queixa-se, que absorve,  que entrega, que foi sempre o último a pedir para parar. E, no entanto, naquele momento, algo dentro dele pedia socorro sem que ele próprio soubesse o que era. Porque ao mesmo tempo que gravava terra e paixão nos estúdios da Globo, Tony estava a terminar as filmagens do filme A lista com Lilia Cabral no Rio de Janeiro.

95% das cenas já estavam gravadas, faltava pouco e ainda mantinha em cartaz a peça de teatro, o que só sabemos juntos, ao lado de Denise Fraga, nos palcos de São Paulo. Três frentes simultâneos com um contrato de exclusividade que exigia disponibilidade total a um ritmo que ele próprio admitiu em entrevista.

“Hoje vou acabar de gravar à meia-noite. Isso cansa-me.” E a máquina seguiu. As gravações não pararam. Os compromissos não foram cancelados e Tony Ramos continuou porque era Tony Ramos. E Tony Ramos não pára porque em 60 anos de carreira nunca  parou. E parar agora com um contrato de exclusividade na Globo sob pressão de não renovação não era uma opção que ele se permitia considerar.

O que ainda ninguém sabia, nem Tony, nem a Globo, nem ninguém que estivesse naqueles bastidores, é que havia algo a acontecer dentro do seu corpo que tornava cada hora de trabalho a mais uma bomba relógio com o ponteiro a rodar cada vez mais rápido. Conta-me nos comentários, sabia que Tony Ramos já estava a dar sinais antes do colapso? O que sentiu quando soube da internamento dele? Quando o comunicado oficial chegou na noite de 16 de maio de 2024, as palavras eram técnicas, frias e cuidadosamente escolhidas. O Hospital

Samaritano Botafogo informava que Tony Ramos tinha sido submetido a uma cirurgia de drenagem de hematoma subdural, uma acumulação de sangue entre o cérebro e o crânio, uma emergência médica que, se não for tratada imediatamente pode matar em horas. A cirurgia foi realizada pelo neurocirurgião Paulo Niemer Filho e terminou por volta das 19:30.

O estado do doente era estável. O O Brasil leu estável e respirou. Mas estável não significa fora de perigo. E o que veio nos dias seguintes provou isto com uma crueza que ninguém estava esperando. No sábado, 18 de maio, Tony teve alta do Centro de Terapia Intensiva e foi transferido para o unidade semi-intensiva.

Toda a gente relaxou de novo. A família disse  que estava bem. Lidiane deu uma entrevista rápida, dizendo que estava tudo a ir para o quarto em breve e o Brasil acreditou que o pior tinha passado. Assim, chegou o domingo, 19 de maio, e um novo boletim médico destruiu toda aquela sensação de alívio.

Tony Ramos tinha sido submetido a uma nova cirurgia de urgência, desta vez para tratar distúrbios de coagulação que resultaram na formação de novos hematomas intracranianos. O cérebro dele estava novamente a sangrar e os médicos precisavam de abrir outra vez. O Brasil parou de novo, desta vez com mais medo, com menos certezas e com uma pergunta que ninguém conseguia responder.

O que estava a acontecer de verdade com Tony Ramos? O boletim de domingo à noite informava que o doente se encontrava bem, acordado e respirava sem o auxílio de aparelhos. E foi só então que o O Brasil voltou a respirar de verdade. Mas Tony Ramos estava acordado dentro daquele hospital lúcido, com o cérebro que tinha acabado de ser operado pela segunda vez em três dias e fez algo que absolutamente ninguém esperava.

Deitado na cama do hospital, em silêncio, com o crânio recém operado pela segunda vez e o Brasil a rezar do lado de fora sem saber o que viria a seguir, Tony Ramos começou a recitar mentalmente o texto completo de uma peça de teatro. Do início ao fim, cena a cena, fala por fala, sem saltar nada, sem falhar uma vírgula.

Foi até ao fim do texto, fez toda a peça dentro da própria cabeça, em silêncio, numa cama de hospital, após duas cirurgias cerebrais, e ao terminar, soube que ainda era ele, que o cérebro, que tinha sido operado duas vezes, ainda guardava tudo o que tinha construído ao longo de 60 anos de carreira, intacto, presente, vivo.

Isso não foi vaidade. Foi o teste mais preciso que Tony Ramos encontrou para saber se ainda era ele próprio, se a pessoa que tinha entrado naquele hospital ainda lá estava quando acordou e estava. Quando o O Fantástico perguntou-lhe como havia sido esse período, Tony Ramos disse algo que deixou o Brasil em silêncio. Mesmo com tudo isto, medo de ir embora não. Não tive medo de morrer.

Um homem que foi submetido a duas cirurgias no cérebro sofreu uma convulsão, ficou em coma superficial e disse que não teve medo de ir embora. Para perceber de onde vem esta serenidade, é necessário conhecer a história completa deste homem. Mas antes disso, há uma outra pessoa nesta história, sem quem Tony Ramos simplesmente não estaria aqui para contar nada disto.

Comenta aqui  que força interna é esta? O que você faria no lugar dele? Você teria essa calma. Se não fosse Lidiane Barbosa naquela manhã de maio, este vídeo não existiria e Tony Ramos também não estaria aqui. Foi ela quem subiu as escadas. Foi ela quem encontrou o marido com o corpo a pender para fora da cama, apagado, sem responder a nada.

Foi ela quem tentou acordá-lo de todas as formas e não conseguiu. Foi ela quem apanhou o telefone, ligou para a médica por vídeo, mostrou o marido inconsciente e disse que estava a acontecer alguma coisa com ele. E foi ela quem chamou a ambulância que chegou a tempo. Tony Ramos não se recorda-se da ambulância, não se recorda de ter saído de casa,  não se recorda o trajeto até ao hospital.

Quando a memória voltou,  ele já estava num leito, com Lidiane ao lado, segurando a sua mão, dizendo: “Calma, calma, estás bem? Casada com Tony desde 1969, 57 anos juntos, Lidiane Barbosa é uma das mulheres mais discretas do meio artístico brasileiro. Raramente aparece em entrevistas, evita holofotes, nunca quis ser personagem pública, escolheu ser a âncora invisível de um dos homens mais famosos do país.

E naquela manhã foi exatamente esta mulher discreta e invisível que salvou a vida do marido. Em entrevista ao Fantastic, contou com uma simplicidade que parte o coração. Subi para o ver e encontrei-o largado na cama, apagado. O Tony ia filmar com a Lília Cabral e estava passando por muitas dores de cabeça. Começou a tomar muitos medicamentos.

Eu achei que tinha sido excesso de medicação. Ela tentou acordá-lo. Ele não respondia de nenhuma maneira. Fiquei com medo de perder o meu marido disse ela. No hospital.  A Lidiane não saiu. Ficou durante os oito dias de internamento acompanhando cada boletim, cada cirurgia, cada boletim novo que chegava com notícias que ninguém queria receber.

E quando Tony acordou da primeira cirurgia, a primeira coisa que viu foi ela. Tony disse ao fantástico com a voz embargada: “Somos um só corpo.” E Lidiane, com aquela calma de quem já construiu uma vida inteira ao lado de outra pessoa, disse o que talvez seja a frase mais honesta de toda esta história.

Seria muito aborrecido e triste viver sem ele. 57 anos juntos. E é isso o que sobra quando se tira a fama, os contratos, os holofotes e as telenovelas. Uma mulher que sobe as escadas encontra o marido apagado e não hesita um segundo. Comenta aqui: “5 anos juntos e ela é ainda a primeira a correr para salvá-lo. O que acha que mantém um amor assim tão vivo? Se esse vídeo está a fazer-te bem, deixa o like agora.

Isto ajuda muito o canal a continuar trazendo histórias como esta. E se você ainda não está inscrito, inscreve-se aqui e ativa o sininho para não perder o próximo vídeo. Durante meses, ninguém soube ao certo o que tinha provocado aquele hemorragia no cérebro de Tony Ramos. A imprensa cobriu as cirurgias, cobriu a internamento, cobriu a alta e depois seguiu em frente, porque havia outras notícias, outros escândalos, outras histórias para contar.

E a questão mais importante de toda aquela crise ficou sem resposta pública durante meses. Então, em agosto de 2024, no dia em que Tony Ramos fez 76 anos, foi ao programa Mais Você Você e revelou algo que a imprensa rapidamente cobriu, sem aprofundar, sem fazer as perguntas que precisavam de ser feitas. Tony revelou que tinha feito um exame de extração de licor da espinha, uma agulha que entra na coluna e retira líquido céfaloquidiano para a análise  e que este exame chegou a uma conclusão que ninguém esperava. Ele tinha o vírus

e stab ativo no organismo. O Tony explicou com as próprias palavras: “Não bati, não caí, não parti, não ouvi nada”. O vírus e bar é uma virose que todos nós temos no organismo. É o mesmo vírus que causa a varicela. a mononucleose. Eu devia estar com a imunidade muito vulnerável.

E consequentemente o Epstein Bar despertou, aproveitou-se e gerou isso. Um vírus que todos os seres os humanos transportam no corpo dormindo inativo, silencioso. Acordou dentro de Tony Ramos e provocou um hematoma subdural que quase o matou. E a razão pela qual este vírus acordou está numa palavra que Tony até usou, vulnerável. A imunidade estava muito vulnerável.

E  aqui é onde a história investigativa começa a encaixar de um forma que a grande comunicação social não quis juntar as peças. Por que razão a imunidade de um homem de 75 anos, que nunca referiu graves problemas de saúde, estava tão destruída ao ponto de deixar um vírus dormente acordar e sangrar no cérebro? A resposta está nos meses anteriores, nos bastidores de terra e paixão, nas gravações até à meia-noite, nas três frentes de trabalho simultâneas, no contrato de exclusividade que não admitia pausa, na pressão de um homem

que sabia que o contrato podia não ser renovado e que precisava de provar a cada cena que ainda merecia estar ali. Especialistas consultados pela imprensa após a revelação foram honestos. A A literatura médica ainda não estabelece uma relação exata e direta entre o vírus Epste e o hematoma subdural.

Mas o que a medicina sabe e sabe com clareza é que a a imunidade comprometida cria o terreno perfeito para que o vírus dorment despertem e provoquem danos que um organismo saudável conteria facilmente. O sistema não causou a doença, mas construiu tijolo a tijolo, o terreno onde explodiu. Sabia que a causa real só foi revelada meses depois? O que pensa sobre esta informação? comenta aqui em baixo.

Em novembro de 2023, 6 meses antes do colapso, colunas especializadas em televisão já informavam que o contrato de Tony Ramos com a Globo não seria renovado após o fim de terra e paixão. A sinalização havia sido feita à direção de contratos da estação com previsão de encerramento em março de 2024. Tony Ramos estava na Globo desde 1977.

46 anos de casa, mais de 80 trabalhos para a emissora. Um dos últimos Os contratos de exclusividade ainda vigentes numa empresa que tinha decidido para encerrar este modelo, que predominou desde os anos 70. O salário de Tony na altura era de R$ 250.000 R mensais e aquele contrato chegaria ao fim com o último capítulo de Terra e Paixão em janeiro de 2024.

Tony Ramos falou sobre isso publicamente com uma dignidade que poucos conseguiriam manter nesta situação. Se não me quiserem mais, é o direito da Globo. Não há problema. Vou tocar teatro e posso voltar por obra. Se não estiver ocupado, volto com todo o gosto. Um homem de 75 anos, 46 anos numa estação de televisão, dizendo em voz alta que não há problema se não quiserem mais.

Enquanto por dentro seguia a gravar até à meia-noite, mantendo três frentes simultâneas de trabalho e dando sinais físicos de um corpo que estava a chegar ao seu limite. E a Globo, que tinha sinalizado o encerramento do contrato, seguia com as gravações ao mesmo ritmo, sem parar a máquina, sem olhar para os sinais que estavam ali, visíveis nos bastidores dos os seus próprios estúdios.

Assim, Tony Ramos foi internado em coma superficial, foi submetido a duas cirurgias no cérebro em três dias. O Brasil inteiro parou e algo mudou dentro da Globo. Em setembro de 2024, 4 meses após as cirurgias, o portal F5 revelou que a A Globo tinha renovado o contrato de Tony Ramos.

E não foi uma renovação burocrática de rotina. Foi Ama Soares, diretor executivo da TV e Estúdios Globo, quem tocou pessoalmente a negociação. O novo contrato vai até 2027, o que significa que, se cumprido até ao final, Tony completará 50 anos dentro da Globo. O mesmo homem que a emissora tinha sinalizado dispensar seis meses antes de quase morrer, depois de quase morrer, foi o diretor executivo em pessoa que correu para garantir que ele ficasse.

A questão que fica e que cada um aqui vai responder dentro de si. O que a Globo viu depois das cirurgias que não via antes? O que muda no olhar de uma empresa sobre um homem quando ela quase o perde para sempre? E o que é que diz sobre como o sistema de televisão brasileira  trata os seus maiores nomes enquanto ainda estão de pé, produzindo, entregando, gravando até meia-noite, antes de uma ambulância necessite de ser chamada.

Comenta aqui o que acha. A Globo só valorizou Tony Ramos de verdade depois de quase o perdeu. Quero ler a sua opinião. Para entender por Tony Ramos não teve medo da morte dentro daquele hospital, para perceber de onde vem esta serenidade que desconsertou o Brasil inteiro, é preciso voltar ao início, não ao início da carreira,  mas ao início do homem.

António de Carvalho Barbosa nasceu em Arapongas, no Paraná, a 25 de agosto de 1948. O pai foi-se embora quando ele ainda era bebé, sem brigas, sem drama declarado, apenas foi embora, porque nessa altura os casais que se separavam simplesmente se afastavam, e a convivência com os filhos deixava de existir como se fosse natural.

O Tony cresceu com a mãe e com a avó materna, a chamada avó Dodô. E foi destas duas mulheres que ele aprendeu o que é construir uma vida com as próprias mãos, sem que ninguém te dê o que tu precisa.  A mãe trabalhava em três empregos como professora primária para manter a casa  e a avó tratava de tudo o resto.

Tony falou sobre isso em entrevistas recentes com uma honestidade que emociona. Não diria abandono, esta palavra é um pouco forte, mas a convivência com o pai foi inexistente, marcou-me a partir do momento em que fui descobrindo a vida. E logo de seguida disse algo que revela muito sobre quem este homem se tornou. Nunca fui machista.

Vi a minha mãe trabalhar em três locais. Tinha uma avó viúva que cuidava da casa. Devo muito a um maior olhar sobre o papel de cada um de nós. O apelido Ramos não é o do pai, é o da avó materna, pegado emprestado há décadas  e carregado desde então como homenagem à mulher que o criou. E Tony Ramos, o ator mais famoso do Brasil, ainda hoje carrega o nome dela em cada crédito de cada novela que vai para o ar.

Aos 8 anos já se apresentava. Aos 16 formou um duo musical.  Em 1965 fez a primeira novela. Em 1977 foi para a Globo e nunca mais saiu. Até que a Globo quis que ele saísse. Um homem que construiu tudo sozinho, que nunca teve ninguém a garantir o chão debaixo dos pés, que aprendeu desde criança, que o que se é depende exclusivamente do que faz.

com o que tem. Este homem deitado num leito de hospital  com o crânio operado duas vezes, recita uma peça de teatro do início ao fim e diz que não teve medo de ir embora. Porque um homem que sempre soube que podia perder tudo e que construiu tudo a si mesmo, não teme o fim da mesma forma que quem nunca precisou de construir nada.

Tony Ramos teve alta do Hospital Samaritano Botafogo na manhã do dia 24 de maio de 2024, 8 dias depois de entrar em coma superficial, dois dias depois de duas cirurgias ao cérebro, um dia depois de iniciar a fisioterapia caminhando pelos corredores do hospital e foi para casa. Dois dias depois, a 26 de maio, deu a primeira entrevista dentro da própria casa para o Fantástico, a primeira aparição pública depois de tudo o que tinha acontecido.

E o que ele disse nessa entrevista resume em poucas frases que em Tony Ramos é como ser humano. Não me revejo em nenhum pedestal. Estou grato à vida agora então mais do que nunca. Não me transformarei e não me transformei numa outra pessoa, aquela pessoa empática, tolerante, não preconceituosa, a favor da manifestação de cada ser humano, esse homem não vai mudar.

E depois contou algo que emocionou a todos os que estavam a assistir. Durante a internamento, um membro da equipa de enfermagem foi ao seu leito medir a pressão e disse quase sem querer: “O seu Tony, que bom, a tua tensão está boa. O senhor está no meu grupo de orações”. E Tony lembrando-se daquilo, disse com os olhos húmidos:  “Isto não tem rede social que pague.

Um homem que acabou de sair de duas cirurgias no cérebro e a coisa que mais o tocou foi alguém anónimo que rezou por ele sem pedir nada em troca. Três meses depois da alta,  Tony Ramos estava de regressa ao palco com a peça O que só sabemos juntos, ao lado de Denise Fraga, em São Paulo. Depois voltou a finalizar as restantes cenas do filme A lista com Lilia Cabral.

Depois participou no especial The Masked Singer Brasil. Depois assinou o contrato renovado com a Globo até 2027 e em 2025 estava de volta às novelas com Dona de Mim, onde morreu a personagem Abel dentro da trama. Mas Tony Ramos voltou vivo e isso talvez diga mais sobre este homem do que qualquer papel que ele já interpretou.

O cirurgião Paulo Niemer disse: “Bora, vai à luta”. E o Tony foi, porque Tony Ramos sempre foi. No final, a história de Tony Ramos em 2024 não é apenas sobre cirurgia, não é apenas sobre a Globo e não se trata apenas de fama, trata-se do que acontece quando um sistema usa um homem até ao limite e esse homem sobrevive para contar.

Um vírus que todos carregamos no corpo dormia dentro de Tony Ramos, aguardando o momento em que o organismo não tivesse mais reservas para o conter. E esse momento chegou depois de meses de trabalho simultâneo em três frentes. Gravações até à meia-noite, contrato de exclusividade sob pressão de não renovação e um histórico de 60 anos de nunca parar, nunca reclamar, nunca ceder.

A Globo viu os sinais nos bastidores e não parou a máquina. Sinalizou que não iria renovar o contrato passados ​​46 anos. E depois que ele quase morreu na mesa de operações, foi o diretor executivo em pessoa que correu para garantir que se mantinha até 2027. E Tony Ramos, o homem que cresceu sem pai,  criado por mulheres fortes, que pediu o apelido emprestado da avó e carregou-o durante 60 anos como homenagem,  que escolheu uma mulher em 1969 e ficou para sempre, que construiu tudo que tem tijolo a tijolo, sem que ninguém garantisse o chão por baixo dos

os seus pés. Este homem deitou-se numa cama de hospital após duas cirurgias ao cérebro e recitou uma peça de teatro inteira em silêncio para saber se ainda era ele. E era o afeto não se vende. Ele precisa existir e aparecer no momento certo, disse Tony Ramos numa das suas declarações mais belas.

E foi exatamente isso que apareceu naquela manhã de maio.  O afeto de Lidiane que subiu as escadas, o afeto do enfermeiro que rezou em silêncio, o afeto do médico que disse: “Bora, vai à luta” e o afeto de um Brasil inteiro que parou para rezar por um homem que nunca pediu para ser herói, mas passou a vida inteira a sê-lo.

Agora eu quero saber de ti. Depois de tudo que descobriu hoje sobre o Tony Ramos, o que mais te surpreendeu nesta história? Foi o silêncio da Globo? Foi a causa real que ninguém aprofundou? Foi a Lidiane? Foi a serenidade dele perante a morte? Comenta aqui em baixo. Eu leio todos os comentários. A sua opinião importa e faz crescer este canal.

Se este vídeo acrescentou-te algo, deixa o like agora e partilha com alguém que precisa de conhecer essa história.  E se ainda não está inscrito, inscreve-te aqui e ativa o sininho, porque o próximo vídeo vai ser no mesmo nível deste e não vai querer perder. Yeah.

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