Alguma vez se perguntou por as pessoas são tão viciadas nos vídeos do Ronaldinho Gaúcho? Somando todos os vídeos do Ronaldinho no YouTube, temos um total de 934 milhões de visualizações. Dribles mágicos, os passes milimétricos são apenas uma parte do que traz satisfação à pessoas ao verem o Ronaldinho jogar.
Mas a verdade é que estes vídeos não são apenas alguns dos melhores momentos da carreira mágica que o Ronaldinho teve. São o reflexo do melhor futebol do mundo que o Brasil já produziu. Mas antes, precisamos de compreender que o Ronaldinho cresceu em Porto Alegre e sempre mostrou muita habilidade com a bola nos pés.
Desde cedo foi inspirado pelo seu irmão mais velho, Assis, mas também por uma grande figura que ele chamava de pai. João, o seu pai, não não tinha nada para oferecer a não ser o apoio. Mesmo trabalhando numa construção e como segurança no estádio do Grêmio aos fins de semana, não tinha dinheiro para comprar chuteiras para o filho treinar.
Para não desanimar, o Ronaldinho, dizia-lhe jogar descalço, porque isso faria com que tivesse um controlo de bola mágico. Com João, Ronaldinho ia para cima e para baixo nos treinos de futebol. Até que um dia fez um teste no Grêmio e foi escolhido para a equipa de juniores. Jogando em equipas juniores do Grêmio, Ronaldinho fazia magia com a bola.
Nos campos de futsal fugia dos adversários com dribles impressionantes e rápidos, com uma habilidade raríssima. Nesse tempo, Assis, o irmão do Ronaldinho, recebeu uma proposta do Torino de Itália e estava pronto para ir embora, porém uma grande lesão no seu joelhos fez com que o Torino desistisse da contratação. O Grêmio, preocupado em perder mais uma grande jovem promessa, desta vez o irmão mais novo decidiu dar uma casa ao família para que não sucumbisse na miséria.
E a partir daí, Ronaldinho começou a desenvolver-se ainda mais, cada vez melhor e mágico nos treinos. O futuro não poderia ser maior do que ele mesmo imaginava. Tudo parecia tão bem naquele momento, contudo o maior drama da A carreira do Ronaldinho estava prestes a acontecer. Depois de regressar de um treino no CT do Grêmio, Ronaldinho encontrou a a sua mãe a chorar na cozinha.
Ele correu para o quarto e perguntou ao Assis o que tinha acontecido. Assis friamente respondeu: “Aconteceu um acidente e o o papá se foi. Ele morreu, Ronaldo.” E naquele momento, a única coisa que veio na sua cabeça era uma frase que o seu pai dizia sempre antes de começar os treinos. Quando tiver com a bola nos pés, está livre para se diver a observar ali no canto.
O mundo de Ronaldinho acabou porque para ele não foi apenas o seu pai que faleceu, mas também o seu melhor amigo. Aquela velha frase que o seu pai sempre dizia tornou o Ronaldinho mais forte. Com essa lembrança, ele apoiou-se cada vez mais na sua família e seguiu em frente até chegar a equipa profissional do Grêmio. Depois veio a estreia numa competição que mudaria tudo, a Taça dos Libertadores.
E não foi contra qualquer equipa, mas contra o forte Vasco da Gama de Juninho Pernambucano. O Grêmio venceu por 1-0 e Ronaldinho mostrou que estava ali para brilhar, acertando na trave, uma cobrança de livre e na cobrança do canto que originou o golo. Esta foi a primeira prova de que um jogador especial estava surgindo.
A aura que o Ronaldinho transportava era tão impressionante que o treinador do Grêmio, Lazaroni, já avisava o presidente: “Este miúdo vai ser o melhor jogador do mundo em alguns anos. Ouve o que eu estou a dizer.” E foi com esta confiança que ele entrou no Campeonato Gaúcho, marcando dois golos na a sua estreia na vitória por 3-2 contra o Guarani do Rio Grande do Sul.

Na final, defrontando o Internacional de Dunga, deu o título ao Grêmio após marcar um golaço. A magia estava apenas a começar e mais uma vez a ascensão meteórica de Ronaldinho veio acompanhado de uma grande controvérsia. No final do 2000, aquele romance entre Ronaldinho e o Grêmio começou a desmoronar-se. A A imprensa gaúcha começou a dizer que a renovação do craque seria tensa por causa da nova lei do passe, que permitia que os jogadores negociassem os seus próprios passes sem depender dos clubes.
Então, veio a revir a volta que ninguém esperava. Ronaldinho poderá fechar com qualquer clube e sair gratuitamente do Grêmio. Vários clubes queriam a jóia mais promissora da época, incluindo o PSG, que no dia 18 de Janeiro de 2001 anunciou que estava a negociar com o Ronaldinho. A claque gremista ficou em pânico, tanto mais que o Grêmio tinha recusado meses antes propostas de mais de R milhões de reais por ele.
O desfecho foi um golpe no coração dos gremistas. Ronaldinho fechou com o clube francês e saiu de graça. Nem mesmo a casa que o Grêmio deu à sua família nos momentos mais difíceis foi capaz de segurar o jogador. O herói tornou-se vilão e a claque gremista, que tanto idolatrava, passou a odiar Ronaldinho com a mesma intensidade.
Quando Ronaldinho chegou a Paris, a realidade foi um choque. O ambiente era completamente diferente do que ele estava habituado. Treinos duros, sem moleza e sem tratamento especial. Ele era apenas mais um jogador no plantel do técnico Luiz Fernandez, que contava com nomes como Rein e Anelka. Ronaldinho chegou com a expectativa de conquistar títulos e chamar a atenção de Felipão para uma vaga na seleção brasileira, mas as coisas não correram como ele imaginava.
O técnico Luiz Fernandes era um homem tradicional espanhol, rígido, disciplinado e teimoso. Ronaldinho, por outro lado, era o oposto, descontraído, brincalhão e adorava a vida noturna de Paris. Ronaldinho estreou-se em 2001, mas as suas As oportunidades foram totalmente limitadas.
Mesmo na cobrança de faltas, cantos e marcando até alguns golos quando entrava, passava a maior parte do tempo no banco. O técnico espanhol queixava-se sempre que Ronaldinho estava mais interessado nas baladas de Paris do que nos treinos e nos jogos. Nos bastidores, a situação era tensa. Ronaldinho não conseguia adaptar-se ao estilo de vida rígido que Fernandes obrigava e a sua frustração crescia cada vez mais.
Ele queria mostrar o seu talento, mas sentia que o técnico não dava oportunidades e, principalmente, a liberdade necessária que o seu pai sempre ensinou para poder brilhar com a bola nos pés. Era apenas uma questão de tempo até que Ronaldinho percebesse que o seu futuro já não estava no PSG e que decisão estava cada vez mais próxima.
Depois de uma temporada em França, onde nem sempre teve a oportunidade de mostrar todo o seu talento, Ronaldinho recebeu a convocatória para representar o Brasil no Mundial de 2002. era oportunidade da sua vida e ele sabia disso. Felipão, o selecionador da seleção brasileira, depositava uma enorme confiança no jovem ao lado de lendas como Roberto Carlos, Cafu, Rivalda e também o Ronaldo.
O objetivo era, naturalmente, conquistar o penta campeonato. Para o Ronaldinho, era a oportunidade perfeita para mostrar ao mundo o que ele realmente era capaz de fazer com a bola nos pés. Ronaldinho foi titular na equipa do Felipão, vestindo a camisola 11. E desde o início do tordio que se tornou claro que o Brasil tinha uma força ofensiva quase imparável.
Na fase de grupos, a seleção brilhava e Ronaldinho começava a mostrar a sua magia, mesmo que ainda não tivesse assumido completamente o protagonismo. O grande teste surge nas quartos de final contra a Inglaterra, uma das favoritas ao título com lendas como David Beckham e Michael Owen. Aos 22 minutos da primeira parte, o Brasil sofreu um golpe.
Lúcio entregou a Paçoca e Owen abriu o marcador para a Inglaterra. Mas nesse dia, o meu amigo, o Ronaldinho estava virado num giraia e praticou aquilo que chamado de bruxo. Mas foi no segundo tempo que Ronaldinho eternizou o seu nome na história dos Mundiais. Aos 5 minutos, o Brasil ganhou uma falta, só que uma falta muito longe do baliza, quase na intermediária.
Pra surpresa de todos, em vez de cruzar, Ronaldinho viu que o guarda-redes Simon estava um pouco adiantado e arriscou um remate direto. A bola subiu, fez uma curva sensacional e procurou exatamente o ângulo, sem hipóteses para o guarda-redes inglês. O ambiente no estádio era de êxtase total, como se o público não tivesse acreditando no que tinha acabado de presenciar naquele momento.
Porém, o jogo reservava mais emoções. Pouco depois de marcar aquele que seria um dos golos mais icónicos do futebol, Ronaldinho fez uma foto no lateral Danny Millson e foi expulso de campo. A emoção que tinha proporcionado com o golo foi rapidamente substituída pela tensão de jogar com menos, mas mesmo sem o bruxo, a seleção segurou a pressão inglesa e garantiu a vaga na semifinal.
E na meia-final, Ronaldinho não poôde jogar, mas o Brasil venceu a Turquia por 1-0 e garantiu o seu lugar na final contra a Alemanha. Na decisão, Ronaldinho voltou à equipa titular e com a performance madura, ajudou o Brasil a conquistar a vitória por 2-0 com dois golos de Ronaldo. Ronaldinho na sua primeira taça, foi campeão do mundo, mas a verdadeira magia e o legado do bruxo estavam apenas a começar.
Depois da saída de Luís Fernandes do PSG, Ronaldinho precisava de um novo ambiente para libertar todo o seu potencial. O Bosion Rosite assumiu o comando da equipa, mas o brilho de Ronaldinho não passaria despercebido. O bruxo já estava decidido a procurar novos ares e foi quando surgiram duas propostas que mudariam a história da sua carreira: Manchester United e Barcelona.
A escolha pelo Barcelona não foi fácil, mas acabou sendo totalmente natural. O clube catalão ofereceu 30 milhões de euros por Ronaldinho, um valor que hoje parece uma peixincha, considerando o que ele entregaria anos mais tarde ao clube. Mas mais do que dinheiro, foi a visão de ser o maestre de uma revolução futebolística no Campinou, que o verdadeiramente atraiu.
No coração da Catalunha, Ronaldinho não só encontrou uma equipa, mas um palco global, onde faria as mágicas mais impressionantes de todos os tempos. E assim, Ronaldinho preparava-se para iniciar uma nova era na sua carreira, desta vez enfrentando os galáticos do Real Madrid. O hype em torno do Ronaldinho era gigantesco. Na a sua apresentação no Campinou, mais de 25.
000 adeptos compareceram só para vê-lo vestir a camisola do Barcelona pela primeira vez. A expectativa era imensa e a claque depositava nele a esperança de reviver os dias de glória do clube. A excitação era tanta que nas lojas do Barcelona, sete em cada 10 camisolas vendidas levavam o nome de Ronaldinho nas costas.
E ao contrário da sua vida em Paris, onde as baladas e as festas ocupavam uma boa parte do seu tempo, em Barcelona, Ronaldinho decidiu focar-se na a sua carreira. Tendo a sua família do seu lado, encontrou um equilíbrio e concentrou toda a sua energia no futebol. Era a altura de mostrar ao mundo do que ele era realmente capaz.
A sua estreia oficial pelo Barcelona foi um particular contra a Juventus em julho de 2003, mas foi num jogo contra o Milan que ele marcou o seu primeiro golo pelo clube. Era só o início. Ronaldinho tinha um talento raro, daqueles que iluminam qualquer campo de futebol. Sua velocidade, força e, principalmente, a sua visão de jogo, eram de outro nível.
O seu pai, que sempre foi a sua inspiração, ecoava na sua mente. Se divirta-se, meu filho. Eu estarei a te a observar ali no canto. E o Ronaldinho se divertia. Ele divertia-se para valer. A temporada inaugural de Ronaldinho foi marcada pela a sua genialidade única de transformar o jogo.
Não era apenas um jogador, mas um artista em campo, criando momentos de pura magia com os seus dribles e passes mágicos. No meio-campo, parecia fazer feitiçaria, porque os passes e jogadas hipnotizavam totalmente os adversários e nas bolas paradas era mortal, convertendo-se quase sempre em golos. O impacto do Ronaldinho foi tão grande que no final da época foi crucial para o arranque da equipa no segunda volta, que deu o vice-campeonato para o Barcelona e a vaga para disputar a Liga dos Campeões na temporada seguinte.
No regresso da época de 2004, após um grande mercado de contratações feito e com o início de um campeonato matador, o Barcelona caminhou a passos largos para ser o campeão. O bruxo dava espetáculo, marcava golaços, dava assistências e fazia de tudo no ataque da equipa. Mas em 2004, o jogo ficou marcado para sempre.
Para a Liga dos Campeões, o O Barcelona caiu no mesmo grupo que o fortíssimo Milan, Dimaldini, Nesta, Tevichchenko e companhia. No jogo de ª mão, os italianos venceram por 1-0. No jogo da segunda mão, a partida do Campinou foi terrível, com um esquadrão rossoniro quase todo lá atrás e segurando a todo o custo o ataque do Barça.
E para piorar, Xavitenko abriu o marcador para os italianos, mas Etô empatou após o passe de chave. No segundo tempo, o Barça continuou a pressionar enquanto o Milan postava nos contra-ataques. Ronaldinho tentava de livre, de arranque, com remate de fora da área e nada da bola entrar, mas ele queria ganhar. E aos 44 minutos, o bruxo aprontou uma das suas feitiçarias.
Após receber a bola, deetô, foi para a entrada da área. À sua frente, a muralha nesta. Com um drible seco, rápido e sensacional, deixou o defesa na saudade. Com muito espaço, rematou forte e venceu o Dida 2-1. Na festejo, Ronaldinho não se conteve, saiu a correr com raiva, dizendo: “Eu sou fodido”. tirou a camisola e fez o Campnou explodir de alto a baixo.
Bom, não sabe o que aconteceu depois disso. Mesmo com o Liverpool a vencer a Liga dos Campeões nesse ano, depois daquele jogo histórico, meu amigo, não teve jeito. A FIFA colocou o bruxo no topo dos melhores do mundo em 2004. O sonho estava realizado, mas os desafios só estavam a começar. Ainda mais entrosado com Etô, Deco e companhia e liderando uma equipa que jogava cada vez melhor, Ronaldinho queria mais um título espanhol nessa época de 2005 e 2006.
Ainda na primeira volta, a equipa emendou 14 vitórias seguidas entre a o e a 21ª jornada e não pareceu ter rivais. Ronaldo, madre mía lo que acaba de hacer Ronaldinho. Nesse período a equipa catalã teve pela frente ao rival Real Madrid no dia 19 de novembro no Santiago Bernabéu. E nesse jogo Ronaldinho só realçou o que o mundo já sabia, que era o melhor jogador do mundo.
Numa das partidas mais históricos da sua carreira, o craque marcou dois golaços no segundo tempo e deu a vitória do Barça por 3-0 sobre o Real Madrid. Primeiro recebeu no meio de campo pela esquerda, arrancou em velocidade, driblou um, entrou na área, driblou outro e bateu no canto de CIA. Alguns minutos depois, Ronaldinho recebeu outra vez na esquerda, um pouco mais à frente da jogada anterior e partiu disparada com a mesma ginga.
Desta vez, invadiu a grande área galática com uma magia inexplicável e na presença de Cassias guardou mais um. Enquanto festejava, a reação do estádio foi só uma. aplaudir de pé aquele espetáculo era o reconhecimento pleno ao talento do jogador ovacionado pelo próprio rival num gesto de respeito pelo futebol arte.
Adivinha o que aconteceu no final do ano? O génio foi eleito mais outrora o melhor jogador do mundo. Ninguém podia com ele, mas ainda faltava uma coisa para o craque, a Liga dos Campeões. Como não podia deixar de ser, o Barcelona venceu o campeonato espanhol dessa época e o Ronaldinho foi o maior assistente do torneio com 13 passes para golos.
Foi um título tranquilo que mostrou a maturidade do equipa e dos jogadores, mas a grande obsessão era a Liga dos Campeões. Saída em Londres, o Barça venceu por 2-1 e foi tranquilo para o regresso no Campon tomado por mais de 98.000 pessoas. Nesse jogo, Ronaldinho humilhou os ingleses. Passes de calcanhar, chapéu, pedaladas, dribles de entortar borbulhas, o craque finge tudo.
E claro, um golo depois de passar por três marcadores. O empate a uma bola classificou o Barça e Ronaldinho esbanjou o seu talento no jogo que Messi também jogou. Numa das poucas partidas que os dois maiores Os ídolos do clube no século XX atuaram juntos. Nos quartos, o Barça viajou até Lisboa e empatou 100 golos contra o Benfica.

No regresso, Etô cruzou e Ronaldinho deu um pontapé de primeira para abrir o marcador. Aos 19 minutos do primeiro tempo, o Barcelona avançava cada vez mais e chegava à semifinal. Nela teria de passar por um velho conhecido, o Milan, vice-campeão na época anterior. O primeiro jogo foi no Saniro com quase 80.000 1 adeptos. Foi duro, com o Barça sem espaços e o Milan sempre com a sua marcação implacável.
Só um bruxo poderia encontrar uma brecha e ele encontrou. Aos 12 minutos da segunda parte, Ronaldinho escapou à marcação do Gatuzo, deixou Italiano no chão e com um passe magistral colocou a bola nos pés de Juliu Dida e marcou o único e salvador golo do jogo. Na volta ninguém conseguiu balançar as redes no Campinou, mas o Barça de Ronaldinho estava finalmente na final.
Em Sandeni e na França, o Barça teve um teste duríssimo, o Arsenal de Henry. Com menos um desde os 18 minutos da primeira parte, após a expulsão do guarda-redes Lima, o Arsenal conseguiu inaugurar o marcador com Campbell e se fechou. O jogo tornou-se dramático e debaixo de muita chuva, o jogo artístico do Barça e Ronaldinho foram altamente prejudicados.
[ressonante] Bem marcado, o craque tinha dificuldades aparecer, mas quando aparecia levava muito perigo. Até que aos 26 minutos o etô conseguiu empatar e aos 30 minutos o reserva Belet marcou o golo da vitória e do título. Ao apito do árbitro, o Barcelona até que finalmente voltava a conquistar a Europa e Ronaldinho erguia o maior troféu que lhe faltava por um clube.
Era o fim da considerada melhor época da carreira do craque, que marcou 26 golos, deu várias assistências e foi crucial para a glórias do Barcelona. E tudo parecia maravilhoso, até que mais um grande drama iria acontecer na próxima temporada. Em 2006, Ronaldinho foi para a Alemanha disputar o Campeonato do Mundo. O Brasil era um grande favorito.
Todo o planeta esperava um Mundial ao nível da magia do Ronaldinho. Mas, infelizmente foi só decepção. Longe da sua melhor forma física, após uma temporada frenética e preenchida pelo Barça, Ronaldinho não fez absolutamente nada na copa. Falhou dribles, não deu assistências plásticas, não marcou golos, não foi o Ronaldinho.
Ele reclamou que não jogava na posição como no Barça e quando foi escalado como queria na partida contra a França também não rendeu absolutamente nada. Resultado, França 1, Brasil eliminado. Foi o fim da linha da geração do Penta e o fim da ilusão do Exa. O quadrado mágico de 2006 estava morto após o mundial, não foi só o Ronaldinho que perdeu a magia.
O Barça deixou também a magia das estações anteriores de lado. Após perder a Supertaça Europeia, a equipa viajou até ao Japão para a disputa do Campeonato do Mundo de Clubes e sucumbiu perante o Internacional do Fernandão, que bateu os catalães por 1-0. Ronaldinho não desabrochou e mais uma vez desiludiu. O auge tinha claramente desaparecido.
A quebra de rendimento coincidiu com o mesmo período em que o Ronaldinho passou a frequentar mais a vida noturna e as festas. Em julho de 2008, após um período de dúvidas e uma carreira que muitos acreditavam estar em queda, Ronaldinho Gaúcho tomou uma decisão que mudaria o rumo da sua carreira. Ele rejeitou uma proposta milionária do O Manchester City, que já começava a mostrar a força financeira dos árabes e decidiu ir para o Milan, um clube muito tradicional e bastante prestigiado na Europa. A recepção no Saniro foi digna
de um rei. 40.000 Adeptos roneiros vibraram com a chegada do bruxo, esperando que ele trouxesse de volta os dias de glória do clube. No Milan, Ronaldinho começou a escrever um novo capítulo na sua carreira. Logo de início, ele mostrou que ainda tinha muito para oferecer. O seu primeiro gol veio em grande estilo, no clássico contra a Inter de Milão.
Uma cabeçada que garantiu a vitória por 1-0 e fez a claque explodir em êxtase. Aquele momento foi apenas o início de uma época que ele mais uma vez provou ser um dos melhores jogadores do mundo. Na época seguinte, Ronaldinho teve que superar obstáculos internos e externos. Começou no banco, mas aos poucos recuperou a sua forma mágica.
Seus passes precisos, golos importantes e jogadas brilhantes reacasam a esperança da claque rossoneira. Em janeiro de 2010, brilhou numa vitória impressionante por 3-0 sobre a Juventus, marcando dois golos e logo depois fez o seu primeiro hattrick contra o Siena, mostrando que a sua magia ainda estava viva.
Mas a vida de Ronaldinho no Milan não foi apenas de glórias. Apesar de ter sido eleito futebolista da década pela revista World Soccer, enfrentava a frustração de estar numa equipa que não conseguia competir pelos maiores títulos. Esse sentimento de frustração começou a matar a sua paixão pelo futebol europeu, fazendo-o querer voltar ao Brasil, onde tudo tinha começado.
Marcou o fim da sua passagem pela Europa e o início de um regresso que para muitos parecia inevitável. Mas este retorno trouxe uma grande ferida, especialmente para os Os adeptos do Grêmio, que não tinham esquecido como Ronaldinho tinha deixado -los na mão. Ao escolher outro clube brasileiro, reabriu a mágoa e o desprezo de uma claque que um dia idolatrou o génio.
Ronaldinho voltou ao Brasil com a esperança de fazer renascer os os seus dias de glória e reconquistar o coração dos adeptos. Após uma negociação tumultuosa num verdadeiro leilão que irritou muitos clubes interessados, Ronaldinho foi anunciado pelo Flamengo numa recepção triunfal lá na Gávia, com cerca de 20.
000 pessoas a celebrar a chegada do camisola 10. No entanto, a realidade foi bem diferente do que os adeptos esperavam. No Flamengo, Ronaldinho teve momentos de brilho, como o histórico jogo contra o Santos na Vila Biomiro, onde numa das partidas mais memoráveis da sua carreira, liderou o Flamengo a uma reviravolta épica de 5 a qu marcando três golos e mostrando toda a sua genialidade.
Mas apesar destes momentos, a passagem de Ronaldinho pelo Flamengo foi marcada por inconsistências, [música] problemas extracampo e atrasos salariais que também geraram desentendimentos com o treinador Vanderlei Luxemburgo. No final, a sua saída foi cheia de controvérsia, como a batalha judicial que marcou o fim da sua relação com o clube carioca.
Ronaldinho não esteve muito tempo sem clube e logo após a sua saída do Flamengo foi anunciado pelo Atlético Mineiro. A mudança para o Galo marcou um renascimento na sua carreira. Vestindo a camisola 49 em homenagem à sua mãe, que enfrentava problemas de saúde na época, Ronaldinho rapidamente se tornou a estrela da equipa.
Com a parceria de Bernard e Jô, levou o Atlético ao vice-campeonato brasileiro de 2012 em uma campanha marcada por jogadas de efeito, golos espectaculares e um futebol que encantou os adeptos alvinegros. Mas foi em 2013 que Ronaldinho escreveu um dos capítulos mais gloriosos da sua carreira ao conquistar a Taça Libertadores.
O Atlético Mineiro, liderado por Ronaldinho, mostrou um futebol envolvente e combativo, superando imensos desafios como Newells Old Boys nas meias-finais, num jogo que foi decidido nos penáltis após o time reverter uma desvantagem de 2-0 na Argentina. Na final contra o Olímpia do Paraguai, Ronaldinho foi crucial, trazendo a marcação para si, abrindo espaços para os seus companheiros e ajudando o Galo a vencer por 2-0 no Mineirão, forçando a decisão para os penaltis.
No entanto, nem tudo foi alegria em 2013. No final da época, o Galo e Ronaldinho enfrentaram uma desilusão serem eliminados nas meias-finais do Mundial de Clubes pelo modesto Rahra Casablanca de Marrocos por 3-1. Um revés que manchou que poderia ter sido um ano quase perfeito. Em 2014, após conquistar a Recopa Sul-Americana, Ronaldinho decidiu terminar o seu ciclo no Atlético Mineiro.
Embarcou numa nova aventura no futebol mexicano ao assinar com Queretaro. O México, Ronaldinho, mostrou ainda flashes da sua génio, encantando os adeptos com os seus dribles e jogadas plásticas, mas a equipa foi derrotada na final do campeonato pelo Santos Laguna. Ao final da sua passagem pelo Queretaro, com 35 anos e percebendo que o seu tempo no relvado estava a acabar, Ronaldinho aceitou um último desafio ao juntar-se ao Fluminense.
A sua passagem pelo clube carioca, no entanto, foi curta e sem brilho, resultando em apenas nove jogos antes de rescindir o seu contrato. A carreira de Ronaldinho, repleta de elevados e baixos, terminou de forma discreta, mas deixou um legado mundial. O seu talento e carisma garantiram o seu lugar entre os grandes do futebol, sendo recordado pela alegria pura, a diversão e pela magia que sempre acompanhou a sua presença em campo.
Então, quando se deparar com mais um vídeo de Ronaldinho Explodindo de visualizações no YouTube, não se esqueça que por trás os cores de jogadas mágicas existe um sentimento maior do que a satisfação, a alegria e a nostalgia dos bons tempos. Se gosta de documentários [música] como este, por favor, gostem, subscrevam e assista a esse outro.