O HEXA NUNCA ESTEVE TÃO PERTO… E O MUNDO VOLTOU A TEMER O BRASIL DEPOIS DO JAPÃO!

No final do dia, o adepto brasileiro só queria uma coisa, que ele voltasse a acreditar no seu futebol, ele voltasse a acreditar que numa Taça do Mundo seria possível de facto sonhar com exacpeato outra vez. E perante o que a seleção brasileira tem jogado, podemos dizer que esta vitória contra o Japão deu-nos não apenas a esperança, mas um primeiro teste de que sim, tu, eu, todos podemos acreditar no exa campeonato, porque o Exa não parece tão distante assim quando se tem um Brasil que não desiste de lutar, que parece não

ter medo e, principalmente, que parece ter aberto um problema gigantesco para as outras equipas da Copa do Mundo. E é sobre isso que trata o vídeo de hoje e é sobre isso que vai ver. Peço para subscrever o canal, deixar o seu like, o hype se puder, se tiver um destes três semanais que o YouTube lhe dá e também, claro, se puder se inscrever, principalmente para chegarmos a 200.000 inscritos.

Uma meta que estamos a chegar muito perto ainda para bater nesta Copa do Mundo. E sem enrolação, que eu não quero comer o teu tempo, vamos diretos ao conteúdo. Existem jogos que valem uma classificação. Há jogos que entram para história por causa de um golo, de uma defesa milagrosa ou de um lance inesquecível.

Mas há partidas que fazem algo muito mais raro. Elas mudam a forma como um país inteiro vê a própria seleção. Brasil e Japão, pelos 16avos do Mundial de 26. Era um jogo que parecia de início, apenas mais um mata a mata, um duelo contra um adversário extremamente organizado, respeitado e que vinha crescendo ano após ano dentro do cenário internacional.

Mas quando o árbitro apitou pela última vez, o sentimento que ficou não era apenas felicidade, não era apenas alívio, mas sim esperança. Uma palavra que parecia esquecida quando o assunto era a seleção brasileira, porque durante muito tempo acreditar no exa deixou de ser uma convicção para se tornar quase um ato de fé.

E a vitória pesou ainda mais por isso. Para entendermos o que aconteceu naquele estádio, nós precisa de recuar muitos anos no tempo. Precisamos de voltar a uma época em que o Brasil parecia invencível. Em 2002, a seleção conquistava o penta campeonato com Ronaldo, rival de Ronaldinho Gaúcho, Cafu, Roberto Carlos, Lúcio, uma equipa que misturava talento e reverência e uma confiança quase inabalável.

O mundo olhava para a camisola amarela com respeito a alguns com medo. Parecia o início de uma nova era, mas ninguém imaginava que aquele seria o último título mundial brasileiro durante muito tempo. Veio 2006, talvez a seleção mais talentosa já reunida desde 70 e até 82. O chamado quadrado mágico encantava ainda antes da Taça começar.

Ronaldo, Adriano, Kaká e Ronaldinho formavam um ataque que parecia impossível de ser travado. Só parecia porque o futebol nunca foi decidido apenas pelo nome estampado na camisola. A eliminação paraa França foi um choque, não apenas pela derrota, mas porque ficou a sensação de que o Brasil desperdiçou uma oportunidade única em 2010, 2014 até 2018 e 22.

novas decepções. Naquele instante, muitos brasileiros deixaram de acreditar, não só nesse Mundial, mas no próprio futuro da seleção. Era como se existisse uma maldição, como se faltasse sempre alguma coisa, um pormenor, um controlo, uma decisão melhor, uma defesa, um golo. Sempre havia um motivo e de tanto colecionar frustrações, criou-se uma geração inteira que nunca tinha visto o Brasil campeão do mundo.

Pense nisso por um instante. Um jovem de 20 anos nunca viu o Brasil a levantar uma Copa. Outro de 18 cresceu a ouvir histórias sobre Ronaldo, daquelas como se fossem lendas. Para muitos adeptos, o penta campeonato tornou-se quase um documentário antigo, distante, mítico. Enquanto isso, outras seleções foram ocupando o espaço que um dia pertenceu ao Brasil.

Espanha revolucionou o futebol. Alemanha conquistou o seu tetra. A França ergueu outra taça. A Argentina voltou ao topo do mundo e o Brasil continuava esperando. A camisa mais pesada da história do futebol parecia carregar um peso diferente, não o peso da tradição e nem da cobrança. A cada nova Copa, surgia a mesma questão.

Será que agora vai? E curiosamente, quanto maior era expectativa, maior parecia ser a queda. Foi neste cenário que um dos maiores técnicos da história do futebol aterrou para comandar a seleção, Ancelote. A sua chegada não representava apenas uma mudança de treinador, mas sim uma mudança de mentalidade. Durante décadas, o Brasil tentou reencontrar a sua identidade olhando para dentro.

Angelot propôs algo diferente. Olhou para o havia de melhor no futebol europeu, sem abrir mão da estética e essência brasileiras. não queria um Brasil burocrático e também não queria um Brasil irresponsável, mas sim equilíbrio, maturidade, uma equipa capaz de sofrer quando fosse necessário, capaz de controlar o jogo sem ter necessariamente a bola o tempo inteiro, capaz de acelerar no momento exato, capaz de compreender que um Campeonato do Mundo não é vencida apenas pelas equipas que encantam, mas sim pelas equipas que sobrevivem. E

esta palavra começou a acompanhar a maturidade seleção. Aos poucos, o adepto vem percebendo pequenas mudanças. A linha defensiva parecia mais segura, os jogadores corriam menos de forma desesperada, o posicionamento era mais inteligente, substituições fazendo sentido e o Brasil iam parecendo depender exclusivamente de um lampejo individual.

Há uma ideia e um plano, mas óbvio que desde o início ainda existia uma pergunta. Será que este Brasil suportaria a pressão de um mata-mata? Porque há uma enorme diferença entre jogar bem na fase de grupos e olhar para o marcador, sabendo que uma derrota significa regressar a casa. Foi então que apareceu o Japão e muita gente cometeu um erro.

Olhou apenas para o nome do adversário, pensou que era um confronto tranquilo. Não, muito longe disso. O Japão deixou de ser uma seleção simpática há muito tempo. Agora é uma potência emergente, uma equipa construída com paciência, planeamento e uma filosofia que poucos países conseguiram executar também. Quase todo o plantel atua nas principais ligas europeias.

Jogadores habituados à intensidade da Premier League, da Bundesliga, da Série A e da La Liga. Os atletas disciplinados taticamente, fisicamente preparados, mentalmente fortes. Durante anos, o futebol japonês investiu na formação, intercâmbio e desenvolvimento técnico. O resultado começava a aparecer diante dos olhos do mundo.

Já não foi surpresa ver o Japão enfrentando gigantes igual para igual, muito menos derrotando favoritos. A A imprensa internacional tratava aquela seleção com enorme respeito. Os especialistas lembravam que nos últimos anos os japoneses tinham construído o hábito de competir sem medo. Não importava quem estivesse ao seu lado ou do outro lado.

Jogariam da mesma maneira: intensos, organizados, corajosos. E é precisamente isso que torna o confronto tão perigoso. O Japão não carregava o peso da obrigação. O Brasil sim. O Brasil entraria pressionado enquanto o Japão entraria leve. A pressão há mais de 24 anos se espera era um duelo entre duas cargas emocionais completamente distintas.

[música] De um lado, quem queria fazer história e do outro, quem precisava impedir que a história se repetisse. Enquanto isso, do outro lado de fora do estádio, milhares de [música] Os brasileiros tentavam convencer-se a si mesmos de que estavam confiantes, mas bastava olhar para aquela roda de conversação para qualquer rede social, pro grupo de amigos, a insegurança aparecia.

Esperemos que não volte a acontecer. É só não repetir 2022, mas o primeiro golo logo não leva a prolongamento. Essas frases revelavam muito mais do que uma simples preocupação, mas sim as cicatrizes. O adepto também acumula traumas e poucos acumulavam tantos quanto o brasileiro nos últimos mundiais. Naquele momento, ninguém imaginava que estava prestes a assistir a uma partida que mudaria muito mais do que uma classificação, que estava prestes a assistir ao nascimento de uma nova esperança. Brasil e Japão seria uma

destas partidas que acabam por ecoar muito tempo depois do apito final, o que aconteceu nos 90 minutos seguintes, não eliminaria apenas um adversário, mas sim pouco a pouco um sentimento que está a perseguir a seleção há quase um quarto de século. O medo. E foi exatamente isso quando a bola começou a rolar e o verdadeiro teste dessa seleção.

e daquela geração. Finalmente começou parte dois. Quando a bola começou a rolar, o futebol costuma dizer que a bola não sente pressão, mas quem já entrou em estádio noite de taça sabe que isso não é verdade. A bola [música] sente o relvado, os jogadores também e a adeptos principalmente sentem. Quando o árbitro autorizou o início de Brasil e Japão, não eram apenas 22 atletas correndo atrás de uma bola.

Havia milhões de brasileiros a carregar o peso de 24 anos de expectativa. A câmera percorria as bancadas. Bandeiras tremulavam. Crianças pintadas de verde e amarelo sorriam sem imaginar o que estava por ver. Pais apertavam as mãos dos filhos. Senhores que tinham visto Zico, Pelé, Romário, Ronaldo, agora olhavam para Vini Júnior, Mateus Cunha, Hendrick Neymar, Bruno Guimarães com a mesma esperança que um dia depositaram noutras gerações.

Era mais do que o jogo, era um teste para uma nação habituada a transformar o futebol em identidade. Nos primeiros minutos, no entanto, tornou-se evidente que o Japão não estava nem aí para assistir ao espetáculo do Brasil, mas sim para protagonizá-lo. A equipa comandada por Radim Moriadu entrou exatamente como havia prometido antes da partida, pressionando alto, fechando linha de passe e obrigando o Brasil a pensar mais rápido do que gostaria.

Era um comportamento que dizia muito sobre a evolução do futebol japonês. Durante décadas, seleções mais pequenas entravam contra o Brasil esperando sobreviver. Já o Japão entrou acreditando que podia faturar e podia vencer. E havia motivos para isso. Nos anos anteriores, os japoneses já tinham construído a sua identidade, sem abdicar da disciplina tática que sempre categorizou as suas equipas.

Passaram a formar jogadores capazes de decidir partidas dos maiores eventos. Cada atleta parecia estar numa coreografia ensaiada. Enquanto isso, o O Brasil tentava encontrar espaços, mas o jogo parecia estar preso. Os passes que normalmente encontravam Vinícius Júnior em velocidade esbarrava agora numa linha defensiva extremamente compacta.

Bruno Guimarães recebia a bola cercado. Os laterais tinham pouco espaço para apoiar. Vinícius recuava cada vez mais para participar na construção e foi aí que apareceu o primeiro sinal de maturidade da seleção. Em copas anteriores, este cenário frequentemente produzia ansiedade. Os jogadores aceleravam sem necessidade, forçavam lançamentos, tentavam resolver tudo numa única jogada.

A equipa se partia, o desespero aparecia ainda antes do intervalo. Desta vez não. [música] Quer dizer, no início até que foi bem perigoso. Numa jogada bem produzida do Japão. Na verdade, num erro de saída de jogo, incluindo do Danilo, Casemiro não conseguiu alcançar e Alisson não conseguiu agarrar o remate que cravaria o 1 a 0 para o Japão.

O golo de Caiu Sano parecia ter dado um balde de água fria. Automaticamente todos se lembraram do Debruini e do remate da Bélgica nesse 2 a 1, que ficou sempre marcado como um trauma pro brasileiro. Ainda assim, a seleção brasileira tentou encontrar forças para regressar. Voltar à partida que, em teoria, deveria ser o grande protagonista.

O primeiro tempo, de facto, foi de muita correria e também de muito nervosismo, mas ainda assim é como se houvesse algo a dizer aos jogadores apenas com a postura. Continuem, continuem a correr, a tentar e a lutar. Pode parecer um pormenor, mas grandes técnicos como Anchelote mudam partidas precisamente quando conseguem impedir que os seus atletas entrem em pânico.

O relógio avançava e aos poucos o Brasil começou a perceber que não tinha de vencer o Japão nos primeiros 45 minutos. precisava de vencê-lo mentalmente. A primeira grande oportunidade japonesa se viu como um alerta de que o Brasil teria que melhorar a situação. O Japão não desperdiçava energia, esperava o momento direito para atacar e quando marcou o golo, parecia recuar satisfeito, como daqueles animais que já comeu a sua presa, já a devorou ​​e estava famino, mas que a a partir do momento em que consegue a sua presa

já não precisa de fazer nada. Foi então que outra característica daquela seleção brasileira começou a surgir no segundo tempo, a comunicação. Era possível observar os jogadores conversando a todo o instante. Bruno Guimarães a organizar o meio, Marquinhos ajustando o posicionamento da defesa, Vini Júnior a gesticular, laterais se orientando.

Era um pormenor impossível de ignorar para quem assistia a todo o jogo do Brasil. Seleções que ganham mesmo costumam falar muito dentro de campo. A organização não nasce do acaso, mas sim da repetição, do treino e da confiança. Enquanto isso, Vi Júnior tratava um duelo particular. Durante anos, foi acusado de ser apenas um jogador de explosão, alguém que dependia exclusivamente da velocidade.

Mas esse Vinan, ele [música] é diferente. Quando não encontra espaço para arrancar, recua, atrai marcação, participa na circulação, espera. E esperar no futebol moderno é também uma forma de atacar. Cada movimento dele parece desgastar emocionalmente a defesa adversária. Foi assim como o Japão bastava um segundo de desatenção, apenas um, para que tudo mudasse.

E, já agora, o próprio Vini Júnior quase que marca um golo Puscas daquele que o Campeonato do Mundo jamais esqueceria. Novamente, Vinícius foi um dos melhores jogadores do Brasil na partida. O jogo continuava equilibrado com o Japão a assustar-nos, mas naquele mesmo instante de dor, a seleção respondeu de forma diferente aos traumas antigos do Brasil.

Não respondeu como 2022, nem em 2018. Não houve braços a levantar, à procura de culpados, nem de jogadores discutindo entre si. Nem houve desespero, houve reação. E essa talvez seja a grande palavra que melhor define grandes campeões. Reação. Toda a equipa forte vai sofrer? A diferença está na forma como responde ao sofrimento. Enquanto muitos esperavam um Brasil emocionalmente abalado, aconteceu o oposto, a equipa passou a ocupar ainda mais o campo ofensivo, pressão aumentando, uma circulação mais rápida, o meio-coampo começando a controlar

definitivamente a posse. Japoneses continuavam perigosos, mas já não conseguiam respirar como antes. Era como assistir a uma partida de xadrez. Cada movimento brasileiro empurrava o adversário alguns metros para trás. E pela primeira vez em muitos anos, parecia que os jogadores sabiam exatamente o que queriam, bem como Carlo Ancelotti, sem precipitação, com construção, paciência e confiança.

A adeptos perceberam, o estádio mudou, o barulho aumentou, os cânticos começaram a ganhar força. A ligação entre torcedor brasileiro e equipa está mais forte do que nunca. Nesse jogo, o Brasil devolveu confiança para quem estava nas bancadas e ir fora delas assistindo no Brasil. Talvez tenha sido esse o primeiro grande sinal de que algo especial está a acontecer.

Não porque o placar disse isso, nem porque Casemiro e Martinelli marcaram os golos salvadores, mas sim porque o Brasil voltou a crescer. A seleção já não parece mais assombrada pelos fantasmas das últimas copas, parece pronta para enfrentá-los. E ironicamente era precisamente isso que começava a desgastar o Japão, porque até então os japoneses acreditavam que bastaria repetir a pressão dos primeiros minutos para fazer o Brasil perder a cabeça.

Só que ela nunca foi perdida. Pela primeira vez em muito tempo, era um adversário quem começava a perceber que teria de jogar uma partida quase perfeita para eliminar a seleção brasileira. E em Taças do Mundo, quando um favorito consegue sobreviver ao momento mais difícil, normalmente é aí que a história começa a mudar.

Parte três. Quando o mundo voltou a temer o Brasil. Existe uma expressão muito comum entre os técnicos campeões do mundo. Costumam dizer que uma Copa não é vencida na primeira ronda, nem na segunda e nem na fase de grupos, mas sim vencida quando chegam jogos em que não existe amanhã. É no mata a matata que candidatos deixam de ser candidatos.

É ali que favoritos confirmam o seu peso. Foi exatamente isso que o Brasil fez contra o Japão. Depois de suportar os momentos mais delicados da partida, a seleção passou a ver espaços que simplesmente não existiam no início do jogo. A pressão japonesa tão intensa nos primeiros minutos, começou a perder a sua força.

Não porque o Japão tivesse de facto desistido, mas porque pressionar o tempo inteiro exige um nível físico quase impossível de manter durante 90 minutos. E Ancelot sabia disso. Enquanto muita gente assistia ao jogo a pensar apenas no marcador, o técnico italiano parecia chegar outra partida. Ele entendia que não era necessário vencer o confronto antes da hora.

Era preciso fazer o adversário correr, pensar, duvidar, errar. Pouco a pouco o Brasil começou a empurrar o Japão para trás. Os passes mais rápidos, inversões apareceram, laterais passaram a encontrar espaço. O Bruno Guimarães, como sempre, passou a dominar o ritmo da partida com uma naturalidade impressionante.

Não era um domínio espalhafatoso, era importante. Daqueles que muitas vezes passam despercebidos para quem olha apenas melhores momentos, mas que os treinadores adoram ver. Controlar um jogo nem sempre significa criar 10 ocasiões claras. Às vezes vai significar simplesmente impedir que o adversário volte a acreditar. Foi exatamente isso que aconteceu.

Japão, sim, continuava organizado, disciplinado, perigoso, mas já não conseguia mais fazer aquilo que queria, impor a sua vontade. Quem comandava o jogo agora no segundo tempo era o Brasil. E há uma enorme diferença entre atacar por desespero e atacar, porque sabe exatamente onde quer chegar. Foi então que os protagonistas apareceram.

O Vinícius voltou a fazer aquilo que poucos jogadores do mundo o conseguem. transformar um simples lance numa ameaça permanente. Cada vez que recebia aberto pelo esquerdo, a defesa nipónica era obrigada a fazer uma escolha impossível, deixar a marcação abrir espaço por dentro ou deixá-lo no um contra um.

É, em qualquer cenário, o O Brasil ganhava. Do outro lado, os jogadores que entraram como Hendrick demonstravam algo que talvez nunca tenham recebido devido reconhecimento. A maturidade, um equipa mais paciente, estratégica, consciente. Percebia quando acelerar, quando prender a bola, quando chamar a falta, quando descansara a equipa.

À medida que o relógio avançava, uma sensação continuava a tomar conta do estádio. O medo continuava e começava a mudar de lado. Nos primeiros minutos, era o Brasil que parecia carregar o peso da eliminação. Agora era o Japão quem precisava de encontrar respostas. Foi neste momento que o Brasil mostrou algo que é talvez a sua maior evolução sobre o comando do Anchelote.

A capacidade de reconhecer exatamente quando acelerar. E durante anos, o O Brasil confundiu intensidade com ansiedade. Corria mais do que esperava, atacava antes da hora, desorganizando-se. Agora diferente. Cada avanço parecia calculado. A troca de passes eficiente. Movimentação objetiva. Quando o jogador começa a pensar meio segundo mais devagar, as coisas funcionam.

Foi assim que surgiu o golo do Brasil. Recuperação de bola. Ryan muito bem. Passem para o Bruno Guimarães e um passe perfeito, milimétrico, para o Martinelli chutar contra Suzuki e finalmente um golo brasileiro. Quando o golo do 2-1 finalmente surgiu, a explosão foi muito maior do que acontece normalmente em Oata.

Aquele grito tava preso havia há muito tempo. Não era apenas o golo contra o Japão, era um desafio acumulado desde Dorra, desde Can, desde Belo Horizonte, desde Frankfurt. Cada abraço parecia dizer a mesma coisa. Nós aprendemos. Essa talvez seja a maior diferença entre este seleção e tantas outras. Ela parece ter aprendido hoje.

A equilíbrio, capacidade de sofrer, exige humildade para reconhecer que nenhum adversário será dominado durante 90 minutos. É exatamente por isso que esta vitória provocou uma repercussão tão diferente. No Brasil, os comentadores destacaram menos o resultado e mais a postura. O discurso recorrente era o de que a equipa tinha mostrado maturidade, sabendo suportar a pressão inicial e controlar o jogo quando encontrou o seu ritmo.

A classificação deixou de ser vista apenas com obrigação cumprida e, na verdade, passou a ser encarada como uma demonstração de força. No estrangeiro, a perceção caminhou na mesma direção. A A imprensa europeia salientou a organização da equipa de Antilot e a capacidade brasileira de vencer um adversário que já vinha sido tratado como uma das seleções mais bem treinadas do torneio.

O destaque não era apenas o talento individual, mas a combinação entre a criatividade e a disciplina, algo que durante muitos anos foi apontado como um desafio para a seleção. Durante muito tempo, quando se falava em favoritos ao título, o Brasil não mais aparecia, até que era um pouco citado, mas quase sempre acompanhado de uma ressalva.

Se conseguir controlar emocional, se defender melhor, se não repetir os erros das últimas taças. E depois do jogo contra o Japão, as reservas começaram a diminuir, porque o Brasil tem vindo a crescer no momento certo. Não porque se tenha tornado imbatível, nenhuma seleção é, mas porque passou a transmitir exatamente aquilo que os campeões costumam transmitir. Segurança.

E a segurança é contagiosa, atravessa o relvado, chega a adeptos, aos adversários e à imprensa. Os futuros campeões quase nunca começam jogando o seu melhor futebol. Uma Taça do Mundo não premeia quem atinge o auge antes, mas antes recompensa quem encontra a sua melhor versão. Exatamente quando os os jogos deixam de permitir os erros.

A vitória foi simbólica porque aconteceu no momento certo, quando qualquer falha significava regressar a casa, quando cada detalhe pesava toneladas. É nesse tipo de jogo que os candidatos se transformam em favoritos. O que faltava era convencer o mundo e convencer-se a si mesmo de que estava pronto para enfrentar as tempestades de um mata a mata.

Contra o Japão, de facto, este resposta finalmente apareceu. Claro que ainda verá enormes obstáculos. Talvez uma Espanha inspirada, uma França repleto de estrelas, uma Argentina movida pela rivalidade, até mesmo a Noruega ou uma costa do mafim. Nada tá garantido. O Ex ainda não aconteceu, mas pela primeira vez em muito tempo parece distante apenas porque ainda há jogos difíceis pela frente, não porque o Brasil inspire dúvidas sobre a sua capacidade de os vencer e essa diferença muda tudo.

Taças assim também são disputadas no imaginário. Quando uma seleção entra em campo carregando confiança, joga de forma diferente. Quando um adversário olha para o outro e vê convicção, também reage de forma oposta. O futebol continua a ser decidido por detalhes, mas a confiança faz pender estes grandes detalhes para um lado.

No final das contas, este tenha sido talvez o maior legado dessa noite, desse dia. O Brasil não conquistou o Exa ainda não, mas conquistou algo que parecia perdido há quase um quarto de século, a capacidade de fazer um país inteiro voltar a torcer e [música] sonhar. Os títulos começam com talento, são construídos com trabalho, mas só se tornam possíveis quando um grupo convence milhões de pessoas de que pode escrever história.

Nesse jogo contra o Japão, não foi apenas uma vaga nas oitavos de final que o Brasil conquistou, foi algo muito mais valioso, o direito de voltar a olhar para a Taça do Mundo e acreditar que o exa deixou de ser uma lembrança do futuro para voltar a ser uma possibilidade muito real. Particularmente fico muito satisfeito com este resultado do Brasil e principalmente com a Garra, a forma como o Brasil conseguiu ligar-se em campo, conseguiu lutar mesmo contra uma seleção extremamente organizada, acabou não perdendo a cabeça o mental, o que é

extremamente importante. E é precisamente aí que a gente cresce, tentando pensar em quem sabe o exa. E é perfeitamente possível, diria mesmo que perante esta vitória, o Brasil teve finalmente uma prova de fogo gigante e conseguiu passar no teste. Mas o que é que achou do jogo? Acha que exagerei? O Brasil tem hipótese de facto do Exa? Comenta em baixo.

Não te esqueças, subscreve o canal, deixa o seu like e agradeço-lhe por ter chegado a mais um vídeo aqui do canal. Tamo junto. Obrigado de coração e até o próximo vídeo do canal que não vai demorar, vai ter vídeo constantemente, principalmente neste clima de Taça do Mundo. Até mais, tamo junto. Valeu,

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *