A era da informação digital trouxe consigo uma consequência inescapável para as figuras públicas e para a classe política: a impossibilidade de manter uma narrativa ilusória por muito tempo. Durante décadas, o marketing político utilizou truques de câmera, cortes estratégicos e enquadramentos milimetricamente calculados para projetar uma imagem de apoio popular estrondoso. No entanto, quando a tecnologia coloca drones e câmeras de alta resolução nas mãos de cidadãos comuns, a realidade dos bastidores emerge com uma força devastadora. Foi exatamente isso o que aconteceu na primeira aparição pública de Luiz Inácio Lula da Silva após a eclosão das recentes sanções internacionais, um episódio que já está sendo batizado nos corredores da política como o vexame do “evento fantasma” no estado de Sergipe.
O palco estava montado, a estrutura era colossal e a expectativa da militância, ao menos no papel, deveria ser gigantesca. Contudo, as imagens que vazaram e rapidamente tomaram conta das redes sociais revelaram um cenário que desafia qualquer pretensão de popularidade. Filmado de cima, despido dos artifícios das lentes oficiais que focam apenas no rosto do orador e na primeira fileira de apoiadores, o evento expôs uma praça tragicamente vazia. Relatos e análises das imagens aéreas apontam que não havia sequer cinquenta pessoas no local. Mais do que isso: o pequeno agrupamento presente não era composto pelo povo, pelo cidadão comum que sai de sua casa para ouvir propostas, mas sim por assessores, parentes de políticos locais, membros de sindicatos aparelhados e a tradicional “pelegada” que acompanha as comitivas oficiais. A tentativa de criar um espetáculo de massas no Nordeste, reduto histórico do partido, fracassou de forma retumbante e patética.
Esse desastre de relações públicas não ocorre em um vácuo. Ele se dá em um momento de extrema fragilidade diplomática e política, logo após sanções contundentes impostas por figuras de peso internacional, como o ex-presidente norte-americano Donald Trump. A resposta do governo brasileiro a essa pressão externa tem sido tentar ressuscitar o velho e desgastado discurso da “soberania nacional”. Contudo, como as imagens de Sergipe provam, essa narrativa não está ressoando com a população. A desconexão entre o delírio palaciano e a realidade das ruas nunca esteve tão evidente. Enquanto a máquina governamental tenta vender a imagem de um líder inabalável e aclamado pelas massas, a verdade inconveniente capturada de cima mostra um político falando para cadeiras vazias e para funcionários pagos para estarem ali.
A crise de popularidade e a falência das estratégias de comunicação da esquerda não passam despercebidas nem mesmo pelos veículos de comunicação que tradicionalmente lhes conferem um tratamento mais ameno. Um olhar atento ao “Painel do Leitor” do jornal Folha de S.Paulo, uma publicação cujo público leitor frequentemente se alinha às pautas progressistas, revela um sintoma alarmante para o atual governo. Leitores, reconhecidamente opositores de figuras da direita como Flávio Bolsonaro, expressaram publicamente o seu desespero com as táticas suicidas adotadas pela esquerda. O consenso que emerge das próprias bases é dolorosamente claro: defender bandidos é a receita certa para a derrota eleitoral.
A população, exausta da criminalidade e da impunidade, apoia majoritariamente qualquer medida dura contra a bandidagem. Quando o governo foca em pautas identitárias desconectadas da realidade do trabalhador, ou quando insiste em proteger figuras com vasto histórico de corrupção, ele assina sua própria sentença de rejeição. A inteligência política rudimentar sugeriria, no mínimo, o silêncio estratégico. Se não há propostas concretas para combater o crime de forma conjunta com a comunidade internacional, o recomendável seria não antagonizar a opinião pública. No entanto, o instinto de proteger aliados controversos fala mais alto. O resultado é um vexame contínuo, uma propaganda gratuita e negativa que será impiedosamente explorada pelos adversários quando a campanha eleitoral ganhar as ruas e as telas de cinema.
Falando em adversários, a oposição tem assistido a esse espetáculo de autodestruição com atenção redobrada. Flávio Bolsonaro, em particular, emerge nesse cenário utilizando as decisões e sanções dos Estados Unidos como um trunfo eleitoral poderoso. A narrativa da oposição ganha força ao se posicionar ao lado da lei e da ordem, enquanto os aliados de Inácio patinam tentando emplacar candidatos inexpressivos e se escondendo atrás de jargões sobre soberania que não enchem a barriga nem trazem segurança para o cidadão comum. E por falar no bolso do cidadão, uma bomba-relógio econômica está sendo silenciosamente armada para explodir logo após as eleições, gerando ainda mais pânico e rejeição ao atual governo.

Trata-se da verdadeira devassa fiscal que vem sendo desenhada sob a batuta de Fernando Haddad e do Ministério da Fazenda: a caça aos usuários do PIX. O sistema de transferências instantâneas, que revolucionou a vida do brasileiro, está na mira de uma sanha arrecadatória sem precedentes. Informações de bastidores indicam que a Receita Federal está preparando um pente-fino avassalador para rastrear e tributar transações feitas via PIX, focando naquelas que ultrapassem a marca dos R$ 5.000,00. No entanto, por pura conveniência eleitoral, essa medida impopular e confiscatória está sendo empurrada com a barriga, programada para entrar em vigor apenas a partir de 1º de janeiro do próximo ano. O objetivo é claro: evitar a fúria dos eleitores nas urnas, deixando o choque tributário para o momento em que a população não puder mais retaliar através do voto. A oposição já alerta que barrar essa palhaçada fiscal será a prioridade número um na próxima legislatura, estabelecendo uma clara linha de demarcação entre quem defende o dinheiro do trabalhador e quem busca sustentá-lo para alimentar uma máquina estatal inchada.
Mas o desgaste do governo não se limita a impostos e eventos vazios. Ele mergulha profundamente em questões morais e éticas de extrema gravidade, especialmente no que tange às relações institucionais com áreas dominadas pelo crime. As visitas do atual presidente a determinadas favelas e comunidades levantaram suspeitas fortíssimas e acusações gravíssimas de articulação prévia com organizações criminosas. Denúncias apontam que, por intermédio de ONGs e de secretários como Márcio Macêdo, houve reuniões com líderes dessas comunidades para garantir o aval de facções, como o PCC (Primeiro Comando da Capital), permitindo a entrada segura da comitiva presidencial. Em qualquer país sério do mundo, a mera suspeita de que o chefe do Executivo precisou da permissão do crime organizado para caminhar em território nacional seria o estopim para uma crise institucional sem precedentes. É o cúmulo do absurdo, a falência total do Estado Democrático de Direito, e mais uma prova da cara de pau de uma classe política que não tem o menor pudor em mentir ou fazer atrocidades com a cara do cidadão de bem. E como é de praxe, quando confrontados com o escândalo, a tática petista é sempre a mesma: culpar terceiros pelos seus próprios fracassos e alianças nefastas.
Essa desconexão com a realidade atinge seu ápice cômico e trágico nas relações internacionais. Em um verdadeiro poço de vexame diplomático, Inácio conseguiu a proeza de chocar o mundo político ao estabelecer condições bizarras para cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ele declarou publicamente que estaria disposto a trabalhar em conjunto com a administração norte-americana se, e somente se, Donald Trump entregasse Alexandre Ramagem. A que ponto de desespero e cegueira ideológica um líder precisa chegar para colocar a segurança internacional e o combate ao crime em um balcão de negociações mesquinhas, exigindo a cabeça de opositores políticos como moeda de troca? É uma exigência tão patética, tão fora do tom das relações diplomáticas internacionais, que levanta sérias dúvidas sobre a capacidade cognitiva e a estabilidade de quem ocupa o principal cargo do país.
Se o presidente coleciona gafes e afugenta o povo, aqueles que decidiram trair suas bases para se aliar a ele estão pagando um preço altíssimo. A política não perdoa a traição, e o estado de Mato Grosso do Sul está prestes a dar o maior exemplo prático dessa máxima. A revista Veja acaba de publicar uma pesquisa que soa como uma sentença de morte política para a senadora Soraya Thronicke. Eleita em 2018 surfando na onda conservadora e com o apoio direto de Jair Bolsonaro, Soraya decidiu, ao longo de seu mandato, virar as costas para os eleitores que a colocaram lá, aliando-se ao governo Lula. O resultado da mudança ideológica não poderia ser mais desastroso. A pesquisa, realizada com milhares de eleitores, mostra que ela ficará de fora do Senado, amargando um vergonhoso quarto lugar.
Os números são implacáveis: Reinaldo Azambuja (PL) lidera com 38,7% das intenções de voto, seguido de perto pelo Capitão Contar com 33,7%, e Nelsinho Trad com 26,1%. Soraya Thronicke despenca no esquecimento do quarto lugar, provando que não há ministério ou cargo no governo que compense a perda da confiança do povo. A pesquisa também destaca a força de figuras combatentes da direita, como o deputado federal Marcos Pollon, que tem se mostrado um gigante na Câmara dos Deputados e cuja permanência é vital para a resistência contra os abusos governamentais. O povo de Mato Grosso do Sul, assim como o restante do Brasil, está mandando um recado alto e claro: quem trai seus princípios e seus eleitores em troca de migalhas de poder acaba varrido para a lata de lixo da história política.
Com as eleições se aproximando, o desespero nos corredores do poder é palpável. O governo sabe que está perdendo a guerra das narrativas. Nas eleições passadas, as pesquisas indicavam Bolsonaro muito atrás, e o resultado final foi acirradíssimo. Agora, com a oposição saindo na frente e o presidente amargando eventos para 50 pessoas, a estratégia governista será dobrar a aposta na máquina pública, abusando de recursos e tentando comprar o apoio que não consegue conquistar nas ruas. O TSE precisará manter os olhos muito abertos, e a oposição terá que lutar dobrado para fiscalizar e denunciar os prováveis abusos.
As aparições públicas de Inácio, frequentemente marcadas por um comportamento errático — seja se lamentando por ver seus aliados sancionados, seja adotando uma postura insana após uns bons goles daquela “água que passarinho não bebe” —, prometem uma campanha catastrófica e repleta de episódios vergonhosos. O comício fantasma no Sergipe não foi um acidente de percurso; foi o retrato fiel de um projeto de poder que esvaziou a esperança do povo e agora fala sozinho. As câmeras de baixo podem continuar tentando enganar os desavisados, mas os drones da realidade já decolaram. E a vista lá de cima mostra um rei nu, cercado por um império de mentiras que está prestes a desmoronar nas urnas. O brasileiro acordou, e a fatura desse desgoverno será cobrada no momento certo.