LEMBRA DO TIRIRICA? ABANDONOU A CARREIRA NO AUGE, QUASE PERDEU TUDO E HOJE VIVE ASSIM

Esse era o mundo onde o menino cresceu e o apelido veio cedo. Foi a sua própria mãe, a dona Maria Alice, que pôs tiririca. Sabe porquê? Por causa do génio. O menino era danado, esquentado, tinha aquele pavio curto de criança que não pára quieta. Tiririca é o nome de um mato daninho, daqueles que se arranca e ele teima em regressar. Caiu como uma luva.

Agora apanha só a cena. Esse miúdo cresceu dentro do circo a trabalhar. Não era uma brincadeira de crianças, não. Era trabalho mesmo. Vendia algodão doce na plateia, vendia picolés, fazia malabarismo, equilibrava as coisas, tudo isso ainda criança. Mas o número de estreia dele como palhaço veio de um forma que ninguém planeou.

Foi assim, o palhaço oficial do circo faltou um dia e circo não pode parar. O público está ali esperando. Quem é que entra na função? O menino com 8 anos de idade pintaram a cara dele e atiraram-na para o picadeiro. 8 anos. A idade que muita criança está aprendizagem da tabuada. Ele estava ali na frente da plateia tendo que fazer graça para não levar vaias.

e tinha um número que se tornou famoso na região, que era a marca registada dele. Ele anunciava com a maior pompa: “Senhoras e senhores, vejam agora o homem que se transforma em peixe. A plateia toda curiosa à espera de alguma mágica impressionante. Aí ele espetava um peixe verdadeiro numa cana e saía correndo. Só isso.

E o povo ria-se porque a graça estava precisamente na cara de pau. Olha que coisa, o gajo já nasceu a saber que o rif mais valioso do mundo é fazer o outro rir. Dali o Tiririca foi crescendo, foi rodando o nordeste, saiu do circo e foi parar às barracas de praia, nas casas de espectáculos de fortaleza, naqueles lugares simples onde o cearense ia comer, beber e divertir-se no fim de semana.

Cantava, contava piadas, fazia o povo gargalhar entre uma cerveja e outra. Foi assim, de barraca em barraca, de praia em praia, que foi construindo um nome ali na região. Ninguém olhava para aquele palhaço magrelo, de cara pintada e imaginava o que vinha pela frente. Porque foi numa dessas barracas de praia, cantando para quem tava ali comendo caranguejo num domingo qualquer, que nasceu a música que ia botar o nome do Tiririca no Brasil, a música era Florentina.

Não sei se tu que tu me >> E aqui tem um detalhe que pouca gente sabe. A Florentina existiu de verdade. Não foi nome inventado para rimar, não. Foi uma namorada do Tiririca, de quando ele tinha uns 18 anos. Um amor da juventude que virou letra, virou refrão, virou aquilo que o Brasil inteiro ia cantar anos depois, sem saber que estava cantando sobre uma moça de carne e osso lá do Ceará.

Mas antes de estourar, teve um problema básico, dinheiro para gravar. O Tiririca não tinha. E é aqui que a história fica bonita. Foram os barraqueiros, os donos das barracas de praia, onde ele se apresentava, aquela gente simples que vivia de vender cerveja e peixe frito na beira do mar, se juntaram e se cotizaram para bancar as primeiras mil cópias do disco.

Cada um botou um trocado. Foi vaquinha de gente pobre apostando num palhaço pobre. Pode acreditar. E não é que a aposta deu certo? Florentina começou a tocar nas rádios do Nordeste e virou febre. Daquelas que você liga o rádio e tá tocando, troca de estação e tá tocando de novo. O negócio espalhou tão rápido que chamou a atenção lá de cima.

A Sony Music, gravadora grande, comprou o passe do Tiririca e relançou o disco pro país inteiro. E aí o que era fenômeno regional virou fenômeno nacional. Agora segura esse número. O disco vendeu 15 milhão e meio de cópias oficiais. 15 milhão e para você ter uma noção do que isso significava na época, era a venda de artista grande, de gente consagrada.

E quem tava ali era um palhaço de circo que poucos meses antes dependia de vaquinha de barraqueiro. Para não exagerar e ser justo com a história, teve gente que comparou o Tiririca com os Mamonas assassinas, que explodiram mais ou menos na mesma época. Os mamonas venderam mais, passaram dos 3 milhões. Então não dá para dizer que foi o maior de todos, mas que foi um fenômeno de verdade. Ah, isso foi.

E agora vem o número que ninguém imagina. Esse 15 milhão e foi só o que vendeu oficialmente na lojinha com nota fiscal. Mas o próprio Tiririca estima que por fora na pirataria, na fita gravada no camelot, circularam mais umas 10 milhões de cópias. 10 milhões. É tanto disco pirata que tem gente que aponta o Florentina como praticamente a pedra fundamental da pirataria de CD no Brasil.

Foi a música que ensinou o camelô brasileiro que dava dinheiro vender CD copiado na esquina. Pensa nisso. 11 milhões e meio de cópias de Florentina rodando pelo Brasil entre as legais e as piratas. Isso é coisa de poucos artistas na história desse país. Com o bolso mais cheio e o nome na boca do povo, o Tiririca fez o caminho natural de quem estoura.

Foi pra televisão, passou pela Manchete, pela Record, pelo SBT. Domingo à noite, a casa toda rindo. Quem tem mais de 40 lembra bem. Tava tudo lindo. Disco vendido, fama, televisão, dinheiro entrando. Só que dentro daquele mesmo disco que vendeu mais de 1 milhão de cópias, tinha uma outra faixa, uma música que alguns anos depois ia parar dentro do Congresso Nacional e não para ser elogiada.

A música se chamava Veja os cabelos dela. E aqui a gente precisa parar de rir um pouco, porque essa parte da história é séria. A letra dessa música comparava o cabelo de uma mulher negra com coisas de limpar panela com Bombril e ia além. Usava palavras ofensivas sobre cheiro, sobre o corpo daquela mulher. Era uma letra que pegava o traço físico de uma pessoa negra e transformava em deboche, em humilhação.

Hoje ninguém botaria uma coisa dessas num disco. Naquela época saiu e vendeu-o junto com o Florentina, mas não passou batido. A coisa chegou tão longe que parou no Congresso Nacional. A senadora Benedita da Silva, uma das vozes mais importantes do movimento negro na política brasileira, levou o caso pro plenário e pediu que aquilo fosse apurado.

Não era mais piada de palhaço, era uma denúncia de racismo no mais alto nível da política do país e não parou nela. 15 entidades do movimento negro se juntaram lideradas por uma ONG chamada Criola e entraram com uma ação na justiça. >> Representantes do movimento negro do Rio, irritados com a les da música, entraram na procuradoria geral de justiça do estado com uma representação contra o cantor, o produtor Arnaldo Saccomani e a gravadora Sonia.

O alvo principal era a gravadora, a Sony, que tinha lucrado alto vendendo aquilo. E a justiça deu ganho de causa. A Sony foi condenada a pagar R$ 1.200.000. Para você ter ideia do peso disso, foi na época a maior indenização por racismo da história do Brasil. O dinheiro foi destinado a um fundo de direitos humanos.

Ora, aqui é onde a história fica espinhosa e vamos mostrar os dois lados. Porque tem mesmo dois lados. De um lado, a defesa do Tiririca. Ele alegou que a música não era sobre uma mulher negra qualquer, e sim a própria esposa dele. Disse que ele próprio se considerava mulato, que não tinha intenção racista nenhuma, que era só humor.

E olhe que na esfera criminal ele foi pessoalmente absolvido. A justiça entendeu que não era possível condená-lo criminalmente por aquilo. Do outro lado, as entidades negras. Para elas, intenção não importava. O que importava era o efeito. Uma música tocada milhões de vezes na rádio, com milhões de cópias vendidas, normalizando a humilhação de uma mulher negra pelo seu corpo.

Pouco importa se era a esposa ou não. O que chegava ao ouvido do Brasil era o deboche. E aí fica a pergunta para si que está ali do outro lado do ecrã. Era humor inocente de um artista que não pensava no tamanho da coisa ou era racismo que se escondeu atrás da piada? e fez estragos. Não tem resposta fácil. Conta aí nos comentários o que acha, porque esta é das boas de discutir.

Mas a vida do Tiririca não parou para esperar esta briga toda terminar. E enquanto os processos rolavam nos bastidores, na vida pessoal dele, acontecia uma viragem silenciosa daquelas que ninguém vê de fora. O casamento acabou. O Tiririca separou-se da mulher daquela época e na separação fez uma escolha que mudou tudo. Deixou para ela e para os filhos praticamente toda a fortuna que tinha juntou no auge.

A casa, o dinheiro, o que tinha construído com o Florentina. Saiu de mãos quase vazias. A esposa atual dele, a Nana, anos mais tarde resumiu esta frase numa frase só que eles dois recomeçaram do zero juntos. Então, pega o tamanho do troço. Um homem que tinha vendido mais de 1 milhão de discos, que tinha sido fenómeno nacional, de repente estava ali a recomeçar da estaca zero, sem automóvel no nome, sem a fortuna que um dia teve.

4 anos depois deste recomeço, este mesmo homem ia tirar mais voto que qualquer político de todo o Brasil. Em 2010, Tiririca decide entrar na política. candidato a deputado por São Paulo. E para si que se lembra dessa campanha, sabe que não houve nada de discurso bonito, de promessa de político tradicional. A jogada do Tiririca foi o deboche.

Ele olhou para cara do brasileiro cansado de político e disse na lata o que muita gente pensava. Os slogans tornaram-se piada repetida no país inteiro. Um deles era pior que está, não fica, vote no Tiririca. Outro mais escraasdo ainda. O que faz um deputado federal? Na realidade, não sei, mas vota em mim que eu conto-te.

Pensa na cara de pau. Um candidato a dizer na propaganda eleitoral, na maior tranquilidade, que não sabia o que o cargo fazia. E o povo amou, encontrou a maior graça. Depois chegou o dia da apuração e o número que apareceu fez com que o Brasil inteiro arregalar o olho. 1.353.000 1820 votos, 1.300.000. O Tiririca foi o deputado federal mais votado do Brasil inteiro naquela eleição.

Mais do que qualquer político de carreira, mais do que um nome tradicional, mais do que todos, um palhaço de circo, o mais votado do país. E teve uma consequência que pouca gente entende pela forma como funciona a eleição para deputado no Brasil. O voto é meio que dividido no partido. Quem tem uma votação gigante acaba por puxar outros candidatos do mesmo grupo para dentro junto. Foi o que aconteceu.

A votação monstruosa do Tiririca arrastou outros deputados para dentro da câmara na boleia dele. Ficou tão famoso isto que até ganhou nome o efeito tiririca. Pensa só, o gajo elegeu não só ele, mas gente que nem o conhecia bem. Só que entre a eleição e a tomada de posse apareceu um problema sério e este apanhou todo mundo de surpresa.

Surgiu uma acusação dizendo que o Tiririca não sabia ler nem escrever. Isto era grave de verdade, porque a lei brasileira é clara. Quem não sabe ler nem escrever não pode assumir um cargo destes. O Ministério Público entrou pesado, levantou a suspeita de que até o documento que ele tinha assinado pelo seu próprio punho tinha sido feito por outra pessoa.

Vira um circo. Mas desta vez sem graça nenhuma para ele. Para resolver a paragem, o O Tiririca teve que fazer uma coisa meio constrangedora. Foi obrigado a se submeter a um teste de leitura. e escrito ali à frente do tribunal, tipo teste de escola. A sua defesa explicou que tinha dificuldade com a escrita, uma condição chamada desgrafia, e que por isso a esposa tinha ajudado a escrever o tal documento.

No fim, ele passou no teste e foi aprovado. Leu o que tinham mandado ler, fez o ditado. E o tribunal bateu o martelo. Está liberado, pode assumir. O diploma de deputado foi mantido. E aqui vale a pena sermos honestos sobre uma coisa, sem maquilhar. Boa parte daquele 1.300.000 votos não foi voto de quem acreditava no Tiririca como político.

Foi voto de protesto, de gozo, de gente revoltada com a política a querer dar um tapa na rosto do sistema. Votar no palhaço era um maneira de dizer: “Estou de saco cheio de vós todos”. O próprio slogan dele dizia isso na cara e resultou. Naquele momento funcionou que foi uma beleza. O Tiririca tinha o maior registo de votos do país na mão.

Era o deputado mais votado do Brasil. 12 anos depois, na eleitoral de 2022, esse mesmo homem ia conseguir menos de 72.000 votos. O que aconteceu neste meio do caminho é o pedaço de história que quase ninguém acompanhou. Vamos pôr os números lado a lado porque eles contaminhos. 2010, 1.353.000 votos. 2014, ainda um número elevado.

Passou de 1 milhão outra vez. 2018 caiu para 445.000 e 2022 71.754 votos. Olha o trambolhão. De 1.300.000 para 71.000 em 12 anos. Ele perdeu mais de 90% da própria votação. Foi liquidado nas urnas devagarinho, eleição após eleição. E aí pergunta: “Mas o que foi que aconteceu? Por que razão o gajo despenhou-se assim?” Tem uma explicação que faz bastante sentido.

Aquele voto de protesto de 2010, aquele estou de saco cheio, “Vou votar no palhaço” resultou num momento muito específico do Brasil. Era a época em que o brasileiro estava revoltado de uma forma meio geral, sem lado definido. Só que o país mudou. Veio a polarização, veio aquela divisão braba entre a esquerda e a direita.

E cada eleitor foi enfiando-se no seu canto. E nesse Brasil rachado ao meio, não sobrou mais espaço para o voto de deboche. O eleitor passou a votar com raiva, com paixão, escolhendo um lado. E o Tiririca não se encaixava em lado nenhum. ficou sem chão. Mas há outra parte desta história e esta é a parte que a malta adora repetir.

Então vamos olhar de perto com os dois lados na mesa. Há muita gente que fala: “O Tiririca foi o deputado mais inútil da história. Não fez nada, só levou o salário e olha tem fundamento em parte disso. Em 15 anos de Câmara, o Tiririca fez apenas seis discursos no plenário. Seis, em 15 anos. As propostas que apresentava, em geral sobre circo e cultura, quase nunca viravam lei.

Se for procurar uma grande lei com o seu nome, uma marca, um feito que mudou a vida de alguém, vai ter trabalho para encontrar. Nisto a crítica acerta, só que há o outro lado da moeda e esse pouca gente conta. O Tiririca foi um dos deputados mais presentes da Câmara. Presença quase perfeita nas votações. Ano após ano, enquanto muito político de carreira faltava, viajava, desaparecia, ele estava lá a votar e votou em Coisa Grande.

Votou no impeachment, votou na cassação de gente poderosa, se posicionou-se em reforma laboral, em agenda importante. Houve até jornalista que comparou os números de participação dele com os de políticos famosos e mostrou que o palhaço aparecia mais para trabalhar do que muito nome sério. Então, qual é a verdade? Foi um vagabundo que só levou o salário ou foi um sujeito que, à sua maneira quietinha, cumpriu o básico melhor que muito figurão? Pode ficar com a resposta que quiser. Dá para defender as duas.

E é por isso é que dá boa discussão. Enquanto os votos despencavam, houve um momento em que quase largou tudo de verdade. Foi em 2017. O Tiririca subiu na tribuna da Câmara pela primeira vez em todos aqueles anos e fez um discurso desabafando. Disse que estava decepcionado. Desiludido com a política, desiludido com os próprios colegas e que ia abandonar a vida pública.

Falou que o Congresso trabalhava muito e produzia pouco. O O Brasil achou que era o ponto final da história dele na política. Só que meses depois voltou atrás, candidatou-se de novo e elegeu-se mais uma vez. Porque há uma coisa sobre o Tiririca que este negócio todo de número e votação esconde. Nunca largou o osso de verdade.

Encolheu, perdeu o brilho, perdeu a multidão que um dia votou nele. Mas seguir, ele seguiu. E sobrou o que deste homem hoje em dia? A resposta tá no presente e ela é muito mais curiosa do que parece. Então, onde está o Tiririca hoje? Está vivo, está ativo e está longe de ser o coitadinho que muita gente imagina. continua deputado federal e fez uma jogada curiosa.

Depois de uma vida inteira eleito por São Paulo, tomou o cartão de eleitor e transferiu de regressa ao Ceará a terra natal, aquele mesmo chão de onde saiu o menino do circo. Voltou à origem e já avisou que quer mais um mandato, agora representando o estado do mesmo. Prometeu desta vez um trabalho sério, sem palhaçada. A sério, sem palhaçada.

vindo do homem que construiu a carreira inteira em cima da palhaçada. Tem uma ironia saborosa nesta frase: “E cada um que lhe tire o que quiser.” Mas olhe, reduzir o Tiririca à política seria perder o melhor dele, porque o palhaço nunca morreu. Até hoje corre o Brasil com um espetáculo de humor, sobe ao palco, faz o povo rir da mesma maneira que fazia lá nas barracas de praia de Fortaleza.

que o Florentina, Florentina não saiu da boca do povo até hoje. Toca numa festa, num churrasco e há sempre alguém que canta o refrão todo sem errar uma palavra. Aquela namorada de 18 anos tornou-se eterna sem sequer saber. Na vida pessoal, casado há mais de 25 anos com a Nana, aquela que recomeçou do zero juntamente com ele.

Seis filhos, um deles conhece bem, o Tirulipa, que se tornou humorista e seguiu o rasto do pai, fazendo o Brasil rir à sua maneira. Outra filha chama-se mesmo Florentina, batizada em homenagem à música. Pensa nisso. O tipo pôs na filha o nome da música que mudou a sua vida. E é aí que a história do Tiririca torna-se interessante de verdade, porque é fácil olhar para ele e ver apenas o palhaço ou apenas o número de votos que caiu a pique ou só a polémica feia da música.

Mas toda a história é a de um homem que saiu da fome de um circo de lona. Furada no Ceará tornou-se fenómeno nacional. Despencou, levantou-se, mudou de carreira. Não uma, mas três vezes. E até hoje, depois de tudo, segue de pé, fazendo o que sempre soube fazer. Os holofotes diminuíram, o dinheiro do auge embora, mas o sujeito está lá firme.

Há gente que vê nisso teimosia, vontade de não largar o osso. Tem gente que vê resiliência, capacidade de reinventar-se. Provavelmente é um pouco das duas coisas. E talvez seja por isso que gostando dele ou não, é difícil não respeitar a caminhada. Agora quero saber de ti que ficaste até aqui comigo. Na sua opinião, o Tiririca merece mais um mandato lá no Ceará ou já deu o que tinha que dar e está na hora de pendurar a chuteira? Escreve lá em baixo nos comentários que vou ler.

E confessa também uma coisa, cantava-se Florentina ou não cantava? Pode ser sincero, ninguém está a julgar. Se você gostou desta história, deixe o like que ajuda demasiado o canal e subscreve para não perder as próximas. Até lá. M.

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