A Lenda Esquecida que Destruiu a Própria Carreira por Não Conseguir Ficar Calado
Então ouça isso. Em 1997, quando Hri ainda estava no Banco do Mônaco implorando ao técnico por minutos, havia outro garoto, um antigo colega de equipe dos tempos da academia, um ano mais novo que ele, já incendiando a Premier League, Nicolas Anelka. Venger disse que ele foi a maior descoberta de sua carreira.
Olier disse que ele foi o melhor atacante de sua geração. E, honestamente, eu sempre tive a impressão de que em um certo momento a Nelkaa se via como o melhor jogador do mundo e foi exatamente isso que o impediu de realmente se tornar um. Parecia que ele simplesmente não conseguia ficar calado, sempre falando o que não devia.
Queria tudo do jeito dele, sem exceção, e não parava de tomar decisões apressadas na carreira, uma atrás da outra. Até que, quando perceberam, ele já tinha praticamente destruído tudo sem volta. Como ele mesmo disse uma vez, tudo o que eu fiz, não façam, só vai te trazer inimigos. É absurdo pensar que esse cara ganhou duas Champions League, uma Euro, uma Intertoto, uma Copa das Confederações, uma Supercopa da Europa e uma Recopa.
Chegou até a ser indicado a bola de ouro. E ainda assim, a maioria das pessoas vai dizer que ele foi uma grande decepção que desperdiçou o próprio potencial e que poderia ter sido muito maior. Foi assim que a carreira dele ficou marcada por reviravoltas e mudanças inesperadas. Como diria o Hanry, se alguém fizesse um filme sobre a vida do Nico, teria mais partes e sequências do que toda a saga Star Wars.
E a primeira dessas viradas começou quando os dois se encontraram pela primeira vez na famosa academia de Clare Fontain, uma das mais prestigiadas da França, ao lado de nomes como Sahrá e Galas. Mas ali, mesmo que Hry fosse mais velho, era ele quem admirava Nelkaa. Como ele próprio admitiria, ele era mais jovem, mas eu não o via assim.
Para mim, ele era o maior talento da academia. Alguns eram ótimos, mas ele tinha um dom. E assim, depois de apenas do anos lá, o PSG o tirou da academia e aos 16 anos ele já estava estreando pelo clube. Na idade dele, a maioria dos jogadores seria emprestada para ganhar experiência, mas o talento do Anelka era tão absurdo que eles precisavam aproveitar ao máximo.
E quando ele entrou em campo pela primeira vez, o comentarista praticamente disse: “Sabe por as câmeras estão focando nele? Porque ele é o talento do futuro. Eles sabiam que tinham que aproveitar enquanto podiam, mas ao longo do ano e meio seguinte, mesmo dividindo o vestiário com nomes como George Wea, Raí e Ginola, e vendo o time conquistar a Recopa Europeia, o Anelka, com apenas 17 anos, jogava só 20 minutos por jogo, sempre entrando no fim, sem realmente ter espaço para mostrar tudo o que podia. E enquanto a maioria aceitaria
isso como algo normal pra idade, ele não aceitou. De fato, logo virou problema para o clube, pois ficava furioso ao ser enviado para o time juvenil. Mas então o Arseni Vengir ficou sabendo da situação e como ele ainda não tinha assinado um contrato profissional, simplesmente chamou ele pro Arsenal e ele aceitou.
Deixou o PSG de mãos vazias e causou uma enorme polêmica na França com os dois clubes indo parar na justiça. E mesmo vencendo o caso, o PSG só conseguiu receber cerca de 600.000 €. Mas já em Londres, o Anelka tinha ainda menos tempo de jogo do que em Paris, como o Wenger diria. Ele chegou pensando que era um grande jogador, como muitos jovens fazem, mas faltava mentalidade e físico.
Tinha mau julgamento e perdia a bola o tempo todo. E com Ian Wright e Bergcamp no ataque, era ainda mais difícil para ele conseguir espaço no time titular. Mas aí veio um momento de pura sorte. Imagina a cena. Era o último jogo da temporada. O ônibus já ia sair e alguém percebe que o Anelka não estava em lugar nenhum. O Wenger volta pro hotel e encontra ele no quarto arrumando as malas, pergunta o que está acontecendo e ele diz que não quer jogar.
Então o treinador faz um discurso inteiro dizendo que a hora dele ia chegar. O Anelka cedeu e aos 9 minutos do jogo seguinte, o Paul Merson se machuca. O Wenger coloca ele para jogar e o garoto dá assistência pros dois gols e ainda leva o prêmio de melhor da partida. Mas claro, dá para dizer que ainda não era suficiente, afinal o Ian Wright ainda estava lá.
Só que aí algo aconteceu. C meses depois do início da temporada seguinte, o Wght sofreu uma lesão absurda que o tirou do resto do ano e praticamente encerrou a carreira, abrindo espaço pro Anelka assumir o protagonismo com 11 participações em gols nos 14 jogos seguintes da liga, gol na final da FA Cup e levando o Arsenal a uma histórica dobradinha.
E como se não bastasse, no ano seguinte ele foi ainda mais longe com 25 participações em gols, ficando a um de ser o artilheiro da liga, enquanto ironicamente também terminou a um ponto do título, mas ainda assim levou o prêmio de jovem jogador do ano da PFA e se consolidou como talvez o jovem mais promissor do mundo.
E claro, para colocar ainda mais lenha na fogueira, nessa época, 8 meses depois de ter sido cortado da seleção francesa pra Copa do Mundo poucos dias antes do torneio, sem nunca receber uma explicação, o Anelka finalmente ganha outra chance com a seleção e surpreende todo mundo ao se tornar o primeiro francês a marcar contra a Inglaterra em Wembley e depois repetir o feito duas vezes.
Isso levou o The Champs a afirmar: “Nós encontramos o nosso Ronaldo”. Nesse ponto, o mais lógico seria ele ficar no Arsenal e focar em se tornar a grande estrela do time. Mas em vez disso, depois de ver uma pesquisa em que os torcedores diziam que preferiam a volta do Ian Ride, ele surtou, ignorando o óbvio, que a torcida sempre vai escolher a lenda do clube, que jogava com um sorriso no rosto em vez do garoto novo de cara fechada.
E então, influenciado pelos irmãos, que sempre tiveram um papel negativo na carreira dele, incentivando a seguir o dinheiro e a apressar decisões, ele começou a procurar um novo clube e chegou a admitir. Eu estava furioso com eles. Saí do Arsenal para castigar a torcida e antes que percebesse, o Anelka já estava se transferindo pro Real Madrid por 35 milhões de euros.
Se não fosse a transferência de 46 milhões de euros do Christian Vieri naquele mesmo ano, ele teria sido o jogador mais caro da história. E detalhe, ele tinha feito 20 anos só três meses antes. Mesmo assim, aquilo não era tão grandioso quanto parecia. Se ele tivesse ficado no Arsenal, o Hit teria chegado semanas depois.
E com o Wenger planejando formar uma dupla com os dois, dá para imaginar o que poderia ter sido. Mas com a saída do Anelka, o Hanry virou seu substituto e se tornou o maior jogador da história do clube, deixando a queda do Anelka ainda mais embaraçosa. Porque veja, a transferência do Anelka foi um desastre. A mídia britânica o pintou como um traidor e a mídia espanhola como um mimado fadado ao fracasso.
Como a Nelka diria, quando eu era criança, nunca disse que queria me tornar um jogador de futebol. Eu disse que queria ser uma estrela, mas então finalmente entendi o que significava ser uma estrela no Real Madrid e odiei. E para piorar a situação, o vestiário viu a chegada do Anelka como uma forma de tirar o Morientes do time e na tentativa de proteger o amigo, acabaram sendo hostil com ele.
Mal falavam com ele, o tratamento era péssimo, era cada um por si. E assim a mudança que deveria mostrar o talento acabou deixando ele paranoico, um prisioneiro dentro da própria mansão, com a sensação de que o mundo inteiro estava contra ele e o talento simplesmente desapareceu. 5 meses depois, a Nelkaa ainda não tinha marcado um único gol.
Ele estava em pânico, sentiu a necessidade de se justificar. E então, como um predador, o jornal Marca chamou ele pros seus escritórios. fingiram ser amigos dele, colocaram ele para jogar FIFA e no dia seguinte a capa estampava a foto com a legenda. A Nelkaa finalmente marca no PlayStation. A paranoia estava mais do que justificada.
Nada mostrou melhor o quão tóxico o ambiente na Espanha era pro Anelka do que o Mundial de Clubes no Brasil. Lá mais relaxado e se sentindo seguro, ele conseguiu jogar de verdade, marcou três gols em três jogos e terminou como artilheiro do torneio. Mas se ainda havia alguma esperança de que ele mantivesse esse embalo e levasse isso pra temporada, uma lesão de seis semanas praticamente acabou com tudo.
E o próprio Anelka terminou de piorar a situação ao se irritar com a falta de diálogo da diretoria sobre o pouco tempo de jogo, boicotar treinos, dizer à imprensa que era tratado como um cachorro e acabar sendo suspenso por 45 dias. No entanto, quando já parecia que a contratação dele seria lembrada como uma das piores da história, o destino trouxe uma dose de ironia.
Depois de 35 jogos na liga com apenas um gol, ele ganhou a chance de ser titular nos dois jogos da semifinal da Champions contra o Bayern e marcou duas vezes, colocando o Real a um passo do que seria o sétimo título europeu. De qualquer forma, nada de positivo conseguia compensar o que tinha acontecido.
O próprio Anelka não fugiu disso e chamou aquilo de o maior erro da vida dele. Com o ânimo no ponto mais baixo, a Eurocopa no verão só piorou ainda mais a situação. Apesar do título da França e de uma assistência no caminho até a final, o Anelka teve problemas físicos durante todo o torneio e acabou sendo reserva na decisão, o que o levou a admitir.
Eu fiz parte disso, mas não contribuí em nada. Se eu pudesse remover esse prêmio do meu registro, eu faria. Se parece que ele estava sendo muito duro consigo mesmo, deixe-me dizer que no final do ano ele havia sido nomeado para a bola de ouro. Ainda se sentindo perdido e indesejado, o Anelka recorreu ao maior clichê do futebol e decidiu voltar para onde tudo começou, assinando com o PSG, onde foi recebido de braços abertos, ganhou a braçadeira de capitão de imediato, enquanto o clube quebrava o recorde de transferência da liga para construir o projeto em torno
dele. que tinha acabado de perder uma batalha, mas foi recebido em casa como um herói, mas só parecia um conto de fadas até que não pareceu mais. Você vê, a princípio, o PSG prometeu a Anelkaa que construiria um novo time com uma nova filosofia, centrada em explorar os muitos talentos que surgiram dos subúrbios de Paris, garotos como ele.
Mas após três meses, assim que veio a primeira sequência de maus resultados, a diretoria surtou, demitiu o treinador e voltou completamente atrás na palavra, irritando o Anelka, porque além dos resultados não melhorarem com a troca de técnico, ele tinha recebido a promessa de um projeto totalmente diferente.
E claro, com Anelka chateado, os seus números caíram drasticamente de 11 golos na primeira metade da época para apenas três na segunda, levando-o a culpar publicamente o treinador. Acrescente a isso uma atuação decepcionante, mesmo que vitoriosa na Copa das Confederações. E quando a Nelka retornou para a sua segunda temporada, ficou óbvio que seus dias estavam novamente contados.
E assim, com apenas mais dois gols nos seis meses seguintes, a Nelka começou a forçar sua saída, eventualmente aceitando um empréstimo para o Liverpool. E olha, de todas as mudanças dele, essa me incomoda especialmente, porque dessa vez estava dando certo. O Anelka tinha bons números, parecia feliz e a torcida gostava dele.
O treinador era o Gerard Holier, um francês que queria o melhor para ele e já o conhecia desde jovem. Mas no fim, o Holier descobriu que os irmãos do Anelka estavam falando com outros clubes. E embora ele dissesse que queria ficar no Liverpool, nenhum dos dois tomou a iniciativa de resolver a situação e ignorar essas movimentações.
E quando perceberam, já era tarde demais. A Nelka já estava em sua quarta transferência em 5 anos, indo para o Manchester City, que na época era um clube recém-promovido e não tinha por contratar alguém que apenas do anos antes estava na lista da bola de ouro. Era quase embaraçoso. Independentemente de quão bem a Nelka se saiu, muitas vezes chegando perto do topo da tabela de artilheiros da Premier League, bem, bastava olhar para o Hanri para ver o quão decepcionante isso foi.
Ao mesmo tempo que ele liderava o Arsenal numa temporada invicta e quase levava a bola de ouro, o Anelka sofria no City, escapando do rebaixamento por muito pouco. E para piorar, na seleção era a mesma história. Enquanto o Hry vivia um ano absurdo pela França, com 18 participações em gols em apenas 14 jogos, o Anelka já vinha praticamente esquecido desde 2001.
E mesmo quando o treinador foi até a Inglaterra tentar trazer ele de volta, em vez de ser realista e entender a situação, o Anelka se ofendeu ao ouvir que o técnico não conhecia ele tão bem, reagiu com raiva e acabou dizendo à imprensa que nunca mais jogaria pela França, afirmando que o treinador teria que se ajoelhar para convencer ele.
Já era ruim ver ele agir como uma diva naquela época, mas ficou ainda mais vergonhoso quando um ano depois ele voltou atrás, pediu desculpas ao treinador, falou publicamente que queria voltar e acabou sendo completamente ignorado. E tudo bem, ao entrar no terceiro ano no clube, até dava para dizer que ele tinha encontrado alguma estabilidade, mas nem isso durou, porque o City começou a enfrentar problemas financeiros e foi obrigado a arrumar um destino para ele, que acabou parando no Fenerbat.
Muitos achavam que ali era o fim, mas não foi o que aconteceu. Mesmo com lesões atrapalhando e com o treinador colocando ele na ponta, o Anelka parecia outro jogador, distribuindo tantas assistências quanto fazia gols e se tornando o principal criador do Fenerbate. Era surreal. Até o Zidani começou a pedir pra França levar ele pra Copa do Mundo, mas mesmo voltando pra seleção, ele acabou ficando fora da lista, perdendo vaga pro Syidney Gov.
Pois é, mesmo assim ele ainda tinha a chance de aproveitar esse momento e garantir uma volta a um grande clube e acabou indo pro Bolton. Sim, o Ocoa já tinha passado por lá, assim como o Fernando Hierro e o Jardel, mas todos chegaram no fim da carreira, não quando ainda pareciam destinados ao topo. Mas assim como no Fenerbat, mesmo depois de 11 jogos na Inglaterra sem marcar, as pessoas estavam erradas de novo, porque apesar de parecer um passo atrás, essa mudança colocou o Anelka na vitrine dos grandes clubes ingleses.
E apesar desse começo ruim, ele engatou uma sequência absurda, com 31 participações em gols em 38 jogos, o que fez o Chelsea investir 18 milhões para contratar ele, apostando que o Anelka conseguiria suprir a ausência de Drogbá, Kalu e Essen durante a Copa Africana de Nações. Mas em vez disso, o Anelka meio que assumiu o protagonismo, virou o principal garçom do Drogá, com uma assistência a cada cerca de 130 minutos e ainda deu o passe pro gol que colocou o Chelsea numa final de Champions.
No entanto, quando parecia que as coisas tinham finalmente completado um ciclo com a Nelkaa novamente no topo do mundo do futebol, a responsabilidade de marcar o pênalti que definiria a temporada caiu sobre ele e ele falhou, entregando aos rivais o troféu da Liga dos Campeões e deixando o Chelsea sem títulos, terminando em segundo lugar em quatro das cinco competições em que participaram.
Conhecendo o Anelka, isso poderia ter destruído ele mentalmente, afinal ele mesmo disse: “Erar aquele pênalti me fez sentir como um traidor. Eu cheguei no meio da temporada. Eu não tinha nem que estar ali. Isso me matou”. Mas pela primeira vez em vez de fugir, ele respondeu em campo e fez a melhor temporada da carreira, começando com 13 participações em gols em 13 jogos na ausência do Drogá e fechando com 34 no total, incluindo 19 gols na liga, o suficiente para ser o artilheiro da Premier League à frente do próprio
Cristiano Ronaldo. Aos 30 anos de idade, a Nelkaa finalmente provara que podia ombrear com um dos grandes, que ele próprio era grande, mas ainda assim ficava a sensação de que ele poderia ir ainda mais longe. Mas em vez disso, as coisas voltaram a correr mal. Após mais uma boa temporada, com a dobradinha da Liga e da Copa, Anelka foi convocado para a Copa do Mundo.
Era o momento perfeito para definir seu legado, um torneio incrível e ele poderia ser lembrado para sempre como uma lenda. No entanto, antes mesmo de tudo começar, a Nelkaa já ameaçava desistir. Ele disse que sentia que algo ruim estava por vir, mas mesmo assim ficou. E no meio do segundo jogo acabou se envolvendo numa discussão com o treinador.
A mídia exagerou tudo e transformou a situação em algo muito pior do que realmente foi. E a federação acabou banindo ele do torneio sem nem confirmar com o elenco, o que levou os jogadores a boicotarem os treinos. No fim, a França terminou em último no grupo e tudo virou um dos maiores escândalos da história do futebol francês com Até o presidente tendo que se pronunciar.
E no fim, mesmo estando certo, o Anelka foi suspenso por 18 jogos, praticamente encerrando a carreira dele na seleção. Depois de mais uma temporada no Chelsea, onde chegou até a tirar o Drogba do time, o Anelka acabou entrando em conflito com o André Vilas Boas e deixou o clube poucos meses antes da primeira Champions da história do Chelsea, virando praticamente um mercenário do futebol, passando por clubes da China até a Juventus, onde quase não jogou, e até o West Brom, onde chocou o mundo mais uma vez ao comemorar um gol com um gesto antissemita. E
claro, acabou sendo provado que ele não estava ciente e ele não tinha má intenção contra ninguém, mas não poderia haver uma forma mais anelca de encerrar sua carreira.