O Último Pedido de Paulo Goulart a Nicette Bruno: Ela Cumpriu Até Morrer i
O último pedido de Paulo Gular a Nissete Bruno. Ela cumpriu até morrer. Paulo Gular segurava a mão de Nissete Bruno, deitado numa cama de hospital,sabendo que aquelas seriam as últimas palavras que ele diria à mulher com que tinha vivido 60 anos. E a frase que ele escolheu entre tudo o que poderia ter dito naquele momento só foi revelada publicamente 4 anos depois.
numa entrevista televisiva que apanhou o Brasil inteiro de surpresa. Hoje você vai descobrir exatamente quais foram estas palavras, porque ele escolheu dizer precisamente aquilo depois de seis décadas de casamento e as decisões concretas que Nissete Bruno tomou nos anos seguintes para provar até ao último dia da própria vida que cumpriu cada palavra daquele pedido.
Será que existe um pedido capaz de orientar os últimos anos de vida de alguém? E será que seria capaz de cumprir um pedido assim? Esta é a história de Paulo Gular e Nissete Bruno, um dos casais mais marcantes do que a televisão brasileira já teve e a promessa que atravessou a própria morte para se manter viva.
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Paulo Gular nasceu com o nome de Paulo Afonso Messa, no dia 9 de janeiro de 1933 na quinta de Santa Teresa em Ribeirão Preto, filho de Afonso e Elsa Messa, uma família que vivia da terra sem qualquer ligação com o mundo artístico que o filho ainda ia conquistar. O sobrenome Gular, aliás, veio de um tio,o radialista Airton Gular, e foi emprestado precisamente na hora de assinar os primeiros contratos artísticos.
Paulo estudou química industrial, formou-se, mas o coração dele nunca esteve ali. O que ele queria mesmo era a rádio, aquele universo de vozes que enchia as tardes das famílias brasileiras naquela época. Quando soube que iria haver um teste para locutor, inscreveu-se e não passou, a maioria teria desistido ali.
Mas Paulo fez outro teste, desta vez para ator, e foi aprovado sob o olhar exigente do O realizador Odaldo Viana, um homem temido por todos na rádio, menos, ao que parece por aquele rapaz tranquilo que enfrentava qualquer críticasem perder a calma. O seu primeiro trabalho na televisão veio ao lado de Amáccio Mazarope no papel de boca mole, uma pequena porta que se abriu para um mundo inteiro de oportunidades.
Pouco tempo depois, deixou a rádio Tupi e a TV Tupi para seguir na TV Paulista e foi aí que se tornou o galã da telenovela Helena, o primeiro grande passo de uma carreira que duraria mais de 60 anos entre a rádio, o teatro, o cinema e a televisão. Mas foi o teatro que viria a mudar tudo.
Quando o Paulo entrou para a companhiaNissete Bruno e os seus comediantes no teatro de alumínio, sem imaginar que aquele palco guardava o encontro que definiria o resto da sua vida. Este rapaz tranquilo que enfrentava diretores exigentes sem nunca perder a leveza, que trocou a segurança da química por um sonho incerto no rádio, transportava desde jovem uma característica que marcaria tudo o que faria depois, a capacidade de manter a alegria mesmo perante a dificuldade.
E é precisamente esta característica que vai reaparecer muito mais tarde no momento mais importante da vida dele. Se você está a gostar de conhecer esta parte da história, deixa aqui o teu like. Isso ajuda demasiado o vídeo a chegar em mais gente. E é precisamente nesta companhia de teatro que a história de Paulo Gular deixa de ser apenas a história de um homeme passa a ser a história de dois.
Nissete Bruno já tinha nome no meio artístico quando Paulo chegou e estava montando a peça A menina minha mãe, a precisar de um galã para o elenco. Foi nesse teste que ela conheceu o Paulo Gular, sem que nenhum dos dois soubesse que aquele encontro de trabalho estava selando o início de 60 anos de vida em comum.
A atração foi imediata, o tipo de química que nem sempre acontece nos palcos, mas que quando acontece o público sente até pela plateia.O namoro nasceu ali dentro do universo do teatro, entre ensaios, estreias e a instabilidade normal da vida daartista. E em 1954, os dois casaram, dando início a uma parceria que resistisse a mudanças de cidade, pressões familiarese décadas de altos e baixos na profissão que escolheram.
Pouco depois, a família mudou-se para Curitiba, atendendo a um pedido do pai de Nisset,que tinha uma posição de destaque num banco na cidade, e via a carreira artística do casal com desconfiança, preocupado com a instabilidade que a profissão trazia. Paulo e Nissete tentaram seguir o conselho, tornaram-se até empresários durante algum tempo, mas a arte era mais forte do que qualquer plano alternativo e nãodemorou a que fossem chamados de volta para atuar, dar aulas, ensinar.
Um período que durou apenas do anos antes de os dois regressarem de vez para os palcos e para os ecrãs. Foi nesse tempo que os três filhos do casal nasceram, a Bárbara, a Bet e o Paulinho,sem que ninguém ali soubesse que estava assistindo ao nascimento de uma verdadeira dinastia de atores brasileiros. Este foi o início de uma parceria que duraria 60 anos.
E guarde bem esse pormenor, porque tudo o que vem depois nesta história, a fama, os papéis de vilão, a doença e o pedido final que prometemos no início deste vídeo, só faz sentido porque nasceu ali num teste de teatro que ninguém imaginava que se tornaria uma das maiores histórias de amor da televisão brasileira. Agora quero saber de ti nos comentários.
Acredita que um amor consegue sobreviver a décadas de fama, de pressão familiar e de duas carreiras artísticas a acontecer ao mesmo tempo dentro da mesma casa?Conta aqui em baixo o que pensas sobre isso. Com a base da família construída, era o momento da carreira de Paulo Gular descolar de vez e o Rio de Janeiro foi o capítulo seguinte dessa trajetória.
Ele passou pela TV Continental, pela TV Tupi e pela TV Rio e por inúmeros palcos de teatro, ao mesmo tempo que começava a construir também uma carreira no cinema,protagonizando em 1957 o clássico Rio,zona norte, e décadas depois participando na Gabriela, Cravinho e Canela, em 1983, ao lado de Sônia Braga, mas foram as telenovelas que marcariam gerações inteiras de brasileiros, uma rosa com amor.
[música] Em 1972, éramos seis em 1977, contando a saga de uma família no meio às dificuldades da vida. e Plumas e Lantejoulas em 1980, ambientada no mundo competitivo das modelos, ao lado de nomes como Elizabeth Savala e José Wilker, mas foi um tipo específico de personagem que fez o nome de Paulo Gular ficar gravado na memória afetiva do país, o vilão.
Em roda de fogo em 1986, deu vida ao juiz Laabanca, um homem que representava a lei, mas que o público passou a ver como um dos grandes antagonistas da trama. numa telenovela que retratava um Brasil recém- saído de uma ditadura, cheio de negociatas e políticoscorruptos, torcendo contra o juiz capítulo após capítulo.
Em 1991, viveu outro papel de peso em O Dono do Mundo. E em 1993,em Mulheres de Areia, deu vida a Donato, um dos vilões mais recordados até hoje por quem acompanhou aquela novela. Um homem controverso que explorava pescadores e perseguia a personagem Glorinha sem trégua. O público brasileiro adorava odiar aquele homem no ecrã.
gritava com a televisão, torcia pelo seu fim a cada capítulo. E é exatamente aí que mora o contraste mais bonito desta história. Porque enquanto Paulo Gular fingia a crueldade para toda a plateia do país, guardava dentro de casa exatamente o oposto, um marido presente,estável, que nunca vacilou em décadas de casamento.
Anos mais tarde, esse mesmo homem que soube emprestar o rosto a tantos vilões inesquecíveis ia precisar encontrar as palavras certas para dizer, sem qualquer personagem no meio do caminho, o que realmente sentia por dentro. Conta-me aqui em baixo qual foi o vilão de Paulo Gular que mais marcou você. Foi o juiz Labanca de Roda de Fogo ou o Donato de Mulheres de Areia?Deixa nos comentários.
Enquanto Paulo Gular afirmava-se como um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira, algo igualmente notável acontecia dentro de casa. Uma família inteira estava a transformar-se discretamente numa das maiores dinastias artísticas que o país já teve. Os três filhos do casal seguiram o mesmo caminho dos pais, Bet Gular, Bárbara Bruno e Paulo Gular.
Filhos tornaram-se atores,cada um construindo a sua própria trajetória. E Paulo Gular Filho ainda se destacou-se como um dos grandes bailarinos e coreógrafos do teatro brasileiro.A herança não se ficou por ali. Duas netas do casal, Vanessa Gular e Clarissa Maioral, também entraram para a profissão, provando que aquilo que Paulo e Nissete construíram não foi apenas uma carreira, era um legado a ser passado adiante, geração após geração.
Por trás das câmaras, a família também construiu uma sociedade sólida, baptizada de MF, mAh teatro Paiol em São Paulo. O antigo tema NNB, teatro intimista Nissete Bruno e mantendo uma produtora artística com o nome da matriarca. Paulo Gular revelou-se também escritor, publicando o livro de autoajuda Sete Vidas, um livro de culinária chamado Grandes Pratos e Pequenas Histórias de Amor e a obra Voo da Borboleta, para além de peças de teatro que ele próprio escreveu e dirigiu ao longo da sua carreira.
Ele também eraespírita, uma fé que, segundo a própria família, ajudava a explicar a serenidade com que encarava os desafios da vida, incluindo [a música] os mais difíceis. Anos mais tarde, Bet G resumiria numa entrevista o que os pais deixaram para eles,a dizer que os dois tinham uma química que ia muito para além do palco, que eram generosos, amorosos e que esta energia de amor, carinho, respeito e fé passou para todos os filhos, tornando-se o verdadeiro grande legado da família.
É esta mesma família unida por amor, por arte e pela fé, que estará à volta da cama de hospital anos mais tarde, no exato momento em que o pedido que prometemos no início deste vídeo for finalmente feito. Se está a gostar descobrir os pormenores desta família, esta é a altura certa para se inscrever no canal e ativar o sino, porque contamos histórias como esta todas as semanas por aqui.
Mas existe um papel dentro da toda esta trajetória que apresentou Paulo Gular para uma geração inteira de brasileiros que nunca acompanharam as novelas dele em direto. E talvez seja por este papel que muita gente a assistir este vídeo agora reconheça o nome dele. No ano 2000, chegou aos cinemas o filme O Alto da Compadecida, dirigido por Gelis, baseado na peça de 1955 do escritor paraibano Ariano Suasuna e que já tinha ganho uma primeira versão como minisérie da Rede Globo no ano anterior.
O filme tornou-se um dos maiores sucessos de bilheteira do cinema nacional dessa década, atraindo mais de 2 milhões de espectadores aos cinemas e arrecadando prémios de melhor realizador, melhor argumento e melhor lançamento no Grande Prémio do Cinema brasileiro. Paulo Gular deu vida ao major António Moraes, um poderoso agricultor,o cidadão mais rico e influente da cidade fictícia de Taperoá, um homem que gerava medo e respeito por onde passava, principalmente entre os pretendentes de a sua filha Rosinha, vivida por Virgínia
Cavendish. Esse papel segue [a música] extremamente vivo até hoje, porque o filme é constantemente repetido na televisão aberta brasileira, entrando praticamente todos os anos na programação, o que faz com que as novas gerações continuem a conhecer o trabalho de Paulo Gular, mesmo depois de tanto tempo e mesmo sem nunca ter visto uma única novela dele.
E é curioso pensar que uma boa parte de quem assiste este vídeo agora talvez tenha conhecido Paulo Gulart Icomo este poderoso e temido agricultor, sem imaginar que por detrás daquele semblante duro no ecrã existia um homem generoso, prestes a enfrentar poucos anos depoisa batalha mais difícil da vida real.
Uma batalha que nenhum guião de novela ou de cinema poderia ter preparou ele ou a sua família para viver. E é precisamente aqui que a nossa história muda de tom, porque é aqui que começa a parte mais durada vida de Paulo Gular, a mesma que nos vai levar diretamente ao pedido prometido no início destevídeo. Em 2008, surgiu o primeiro diagnóstico, um cancro no rim, seguido de uma cirurgia para remoção do tumor.
Mas mesmo perante a doença, Paulo Gular não parou. Seguiu trabalhando, [a música] continuou a atuar, chegando mesmo a viver em 2012, o que seria o seu último grande papel de destaque na TV Globo, a personagem Horácio, na série Louco por Elas. Foi ainda em 2012 que veio o segundo golpe, um cancro no Mediastino, a região localizada entre os pulmões,que o levou a ficar internado por semanas no setor de oncologia.
do Hospital da Beneficência Portuguesa em São Paulo,tendo alta apenas no dia 4 de outubro desse ano. Mesmo assim,no período de tratamento que antecedeu essa hospitalização, ele participou nas filmagens da longa-metragem O Tempo e O Vento, adaptação do clássico de Érico Veríssimo, recusando-se a deixar a doença deitar completamente os os seus dias.
Numa entrevista da época, Paulo Gular falou abertamente sobre o medo que a palavra cancro carrega. dizendo que quando se tem esta doença, as pessoas em redor ficam tomadas de pavor só de ouvir o nome, mas que ele nunca pensou em reformar-se, porque trabalhar era algo bom demais, demasiado necessário, para simplesmente parar.
Em março de 2013, surgiu a notícia que a família tanto esperava. Paulo Gular anunciou que estava livre do cancro e chegou a planear escrever um livro, contando os desafios que enfrentou desde 2008.na esperança de ajudar outros doentes e os seus familiares a encontrarem força, mas a esperança desta vez não duraria muito.
Antes de continuarmos, quero perguntar-te uma coisa nos comentários. Já viveu de perto ou conhece alguém que enfrentou um cancro que voltou depois de uma cura anunciada? Conta a a sua experiência aqui em baixo. Muita gente que está a assistir pode se identificar com a sua história. O cancro voltou e, desta vez de uma forma muito mais agressiva do que antes.
No dia 8 de janeiro de 2014, Paulo Gular deu entrada no Hospital de São José, unidade da beneficência portuguesa em São Paulo, e não mais sairia de lá. Começava então uma rotina difícil para toda a família, semanas de tratamento, de expectativa,de cuidados constantes ao lado da cama dele.
O oncologista responsável pelo caso, o Dr. Fernando Maluf, não era apenas o médico de família, era também vizinho de longa data de Paulo Inissete, o que tornava aquele acompanhamento ainda mais próximo. No dia da morte, o médico revelaria à imprensa que Paulo tinha respondeu bem a alguns dos tratamentos mais modernos disponíveis na época, mas que nas últimas semanas o seu corpo simplesmente deixou de reagir e que a A morte àquela altura já era uma certeza médica.
Outro amigo próximo e vizinho da família, o ator Arifon Toura, também falaria à imprensa nesse dia, contando que tinha visto os filhos de Paulo e Nissete nascerem e crescerem.tinha visto aquele casal formar-se ao longo dos anos e que seria muito difícil para Nissete seguir em frente, mas que ele sabia que ela era uma mulher corajosa, que continuaria a sua própria luta.
Era neste cenário de incerteza, dentro de um quarto de hospital, rodeado por aparelhos e por rotinas médicas, que estava prestes a acontecer algo que ninguém ali esperava, uma comemoração que a família nunca imaginou precisar fazer. daquele jeito. No dia 26 de fevereiro de 2014,ainda internado, rodeado por tubos e por médicos, Paulo Gular completou ao lado de Nissete Bruno 60 anos de casamento.
E a família não deixou passar aquela data em branco. Mesmo perante toda a gravidade da situação, todos se dirigiram ao hospital,filhos e netos reunidos naquele quarto, para comemorar ali mesmo entre medicamentos e monitores. marco que poucos casais no Brasil chegam sequer a alcançar.
Pense no contraste disso por um instante. O mesmo casal que conheceu-se décadas antes, durante um simples teste de teatro, dois jovens artistas, cheios de sonhose de incertezas sobre o futuro, agora comemorava 60 anos de união no seio de um hospital, sabendo, talvez, sem dizer em voz alta, que aquela poderia ser a última comemoração dos dois juntos.
É impossível não se emocionar perante uma cena destas. Uma família inteira escolhendo celebrar o amor exatamente no momento mais difícil, em vez de se render apenas à tristeza, transformando um quarto de hospital durante algumas horas num lugar de festa e de gratidão. Eu quero fazer-lhe uma pergunta refletir e responder aqui nos comentários.
Se soubesses com certeza que aquela seria a última vez que poderia celebrar um marco importante ao lado de alguém que você ama, o que faria de diferente? Pensa nisso e deixa a tua resposta abaixo. Chegamos finalmente ao momento que prometemos no início deste vídeo, o momento que dá nome a toda esta história. No dia 13 de março de 2014, cerca da 1 da tarde 22, Paulo Gular morreu na unidade semi-intensiva do Hospital de São José, rodeado pela esposa, pelos três filhos, Bet Bárbara e Paulo Gular Filho, e pelosnetos. Foi aí, nos seus
últimos momentos de consciência, que ele fez o pedido de que Nissete Bruno só revelaria publicamente 4 anos depois, em 2018, numa entrevista ao programa Conversa com Bial na Rede Globo. E a frase contada pela própria Nissetefoi esta: “Viva muito, trabalhe como gosta e não perca a sua alegria.” Pare um segundo e pense no peso destas palavras, porque este não foi um pedido de luto, não foi um pedido para que ela parasse tudo e chorasse por ele.
[música] Foi exatamente o contrário. Foi um pedido de vida, um homem que, mesmo perante a própriamorte optou por gastar as últimas forças pensando no bem-estar e na felicidade dos quem mais amava. Ainda no mesmo dia, no átriodo hospital, rodeado pelos filhos e pelos netos, Nissete Bruno desceu para falar com a imprensa,que já esperava notícias, e disse uma frase que resume a forma como aquele família enfrentou a perda.
Foi um final dorido, mas uma passagem em paz com muito amor. O velório decorreu ainda nessa noite no Teatro Municipal de São Paulo, aberto ao público a partir das 23:30. E no dia seguinte, o corpo de Paulo Gular foi sepultado no cemitério da Consolação, com uma multidão de fãs, colegas de profissão e admiradores, prestando a última homenagem a um dos maiores nomes da história da televisão brasileira.
Uma despedida marcada pela dor, sim, mas também por seis décadas de amor que nenhuma doença conseguiria apagar. E foi exatamente isso que Nissete Bruno fez nos anos que se seguiram. Ela cumpriu, palavra por palavra, o pedido que o marido lhe fez naquele quarto dehospital. Continuou a trabalhar, continuou atuando, continuou a aparecer em público, levando avante a alegria que pediu para que ela nunca perdesse.
A A própria Bet Gulart, filha do casal, chegou a pausar a sua peça de teatro. Simplesmente eu, Clarissor, para ficar mais próximo da mãe durante o período de luto, mostrando que toda a família seguiu vivendo aquele mesmo espírito de amor e cuidadoque Paulo e Nissete sempre representaram. A cada 9 de janeiro, data de nascimento de Paulo Gular, a família ainda hoje faz questão de parar para o homenagear, cada um à sua maneira, mesmo vivendo em cidades e países diferentes.
Um ritual de gratidão que atravessa os anos. No dia 20 de dezembro de 2020, Nissete Bruno morreu aos 87 anos, vítima da Covid1, deixando para trás um Brasil inteiro em luto, com homenagens de colegas como Regina Duarte e Tony Ramos, que chorou ao recordá-la ao vivo na televisão. E assim se fechou um ciclo raro, uma mulher que recebeu um pedido de vida do maridoe que até ao último dia da própria existência, 6 anos depois, provou, através de cada escolha que fez que tinha cumprido cada palavra daquele pedido. O que fica no fim quando olhamos
para trás e revemos essa história inteira é um legado que vai muito para além das telenovelas, dos filmes e dos personagens que Paulo Gular interpretou ao longo de mais de 60 anos de carreira. Como a própria Bet G resumiu,o maior património deixado pelos pais não foi a fama, foi o amor, o carinho, o respeitoe a fé que os dois viveram diariamente e que passaram de forma natural para cada um dos filhos e netos,muitos deles seguindo a mesma vocação artística até hoje. Em fevereiro de 2025, Paulo e
Nissete teriam completado 71 anos de casados. E é impossível não pensar que de alguma forma esta história de amor continua a ser contada, lembrada e celebrada por quem ficou. Talvez o verdadeiro ensinamento desta história seja precisamente nesta última frase que Paulo Gular deixou para Nisset. Viver muito, trabalhar com alegriae nunca perder o seu próprio brilho.
Não importa o que a vida apresente pela frente. Se esta história te tocou,deixa o teu like, subscreve no canal. Ativa o sininho e partilha este vídeo com alguém que também precisa ouvir uma verdadeira história de amor. E agora quero saber de ti nos comentários, qual foi a novela ou o personagem de Paulo Gular que marcou a a sua vida ou a vida de alguém da sua família? Deixa aqui a tua resposta embaixo.