É barrigada, capoeira, percebe? A capoeira é [Música] negativa. Beijinho, beijinho, pau. Valeu, não é, Dan? Pessoas adequadas ao papel, trabalharei com amadores. Raimundo, tu és a cara do padre José de Encheto. Torre, estudei tudo sobre os inventores. Ah. Então diga-me quem inventou o telefone foi um tal de Gutenberg.
Fizeram-nos rir como ninguém. Com personagens caricatas, bordões inesquecíveis e um talento fora do comum, estes artistas brilharam na escolinha do professor Raimundo. Mas o que aconteceu depois de os holofotes se apagaram? Alguns morreram sozinhos, outros foram esquecidos, ignorados pelos media, traídos pelo tempo. Houve quem perdesse tudo.
Teve quem desapareceu da TV sem deixar rasto. E teve quem ainda está vivo longe de tudo, à espera de ser lembrado. Neste vídeo, vai conhecer a verdade por detrás do que foi chamado o elenco mais engraçado do Brasil. E prepare-se, porque algumas destas histórias vão te arrepiar. Lembra-se qual a personagem que te fazia rir até chorar? Comenta aqui em baixo e já deixa o teu like, porque o que vai ver agora é forte, nostálgico e muitas vezes cruel.
Zilda Cardoso, Dia do povo brasileiro, futebol e mulher bonita. Quarta cachaça em carnaval. Cai, hã? Tenho uma notícia muito, mas muito desagradável para lhe dar. Não, foi uma das figuras mais marcantes do humor brasileiro. O seu rosto, a sua voz rouca. Fumo despromovido pra última divisão. Uma amiga minha que disse: “Cati, vamos no balete”.
Eu não queria ir, mas o jeito debochado de falar, tudo nela era cómico por natureza. Mas no fim da vida, Zilda Cardoso teve de enfrentar uma realidade dura, o esquecimento. A sua personagem mais famosa, Dona Catifunda. Dona Catifunda Sarafa atravessou gerações. teve na escolinha do professor Raimundo, na Praça da Alegria [Música] e a Praça é nossa.
É o maior. Esta é a alegria do povo brasileiro. Futebol e mulher bonita. Só parta aguardente em carnaval. Era escrachada, popular e adorada pelo público. Zilda já tinha 55 anos quando entrou para a escolinha, mas parecia feita à medida para aquele palco. Apesar do seu talento, a sua carreira foi se apagando lentamente.
Fez alguns filmes nas décadas de 60 e 70. Poesia. Sonhei que o fogo gelava. Sonhei que a neve queimava. participou de programas de sucesso, mas depois da escolinha os convites simplesmente pararam. O seu último trabalho foi em 2000, no Tu decides e depois o silêncio. Com o passar do tempo, a atriz passou a viver cada vez mais reclusa, fumadora compulsiva chegava a consumir três maços por dia, hábito que deteriorava a sua saúde lentamente, sem alarido.
No dia 20 de dezembro de 2019, Zilda foi encontrada morta no seu apartamento, vítima de mal súbito enquanto dormia. Ela tinha 83 anos, estava sozinha. Morreu hoje aos 83 anos a atriz Zilda Cardoso, conhecida e querida dos brasileiros por interpretar a personagem Dona Catifunda. Nenhuma grande comoção, nenhuma homenagem especial na TV, apenas algumas poucas notas em portais de notícias.
A A atriz Dani Calabresa, que interpretou dona Catifunda na versão mais recente da escolinha do professor Raimundo, foi uma das únicas que prestaram tributo, dizendo: “Eu queria tê-la conhecido, queria ter abraçado-a, queria ter-lhe agradecido pela confiança, porque eu realmente faço com muito amor e muito respeito e muito carinho. Já não consigo falar.
Zilda deixou-nos sem aplausos, mas deixou algo ainda mais duradouro. A recordação de um humor visceral, autêntico e uma personagem que continua viva na memória de quem realmente viu a escolinha acontecer. Acha que o Brasil esquece fácil de quem o fez sorrir? comenta aqui em baixo e vamos juntos manter viva a memória de quem fez história.
Pedro Bismarque disse que não, não é? Agora Miami foi Miami agora Miami Miami. Sabe o que aconteceu? Muito namorador, certo? Como falou, a minha filha envolveu-se com a com a com a doida para dar atrás da filha do coronel. subia para o muro e ficava a gritar a menina assim: “Ama-me!” Me Durante anos, fez o Brasil rir à gargalhada com o seu humor irreverente, o seu jeito simples e o sotaque mineiro inconfundível.
Pedro Bismarck era o tipo de comediante que não necessitava de muito esforço para arrancar gargalhadas. Bastava aparecer e o público já sorria. Foi Chico Anísio quem convidou-o pessoalmente para integrar o elenco da escolinha do professor Raimundo. Na altura, tinha pouco mais de 30 anos e já fazia sucesso com o personagem neraptinga, um matuto debochado que em breve se tornaria um dos alunos mais populares da sala.
Pedro brilhou na Globo, no Zorra Total, em Chico City e teve mesmo uma passagem pelo SBT. Criou outras personagens, encheu teatros, passou a ser nome de Bordão. Parecia que viveria o resto da vida sob os aplausos. Mas a vida fora das câmaras mudou tudo. No dia 18 de maio de 2016, Pedro perdeu a sua mulher, Maria José, com quem esteve casado durante 33 anos.
Ela sofreu um enfarte fulminante e com ela foi-se o chão, o ritmo, a vontade de seguir no mesmo palco. A dor foi tanta que ele decidiu afastar-se de tudo. Queria saber qual foi o momento mais difícil da tua carreira ou da tua vida, certo? Perdi a minha mulher, certo? Já era, ela foi, ela fartou-se, não é? E depois desmorona, certo? Porque nem sequer prepara, não é? Não, não tem aquela coisa de é mais sofrido, evidente. Mas lá em casa não, pá.
Lá em casa a minha mulher estava bem, rapaz. Na segunda-feira faleceu na de quarta para quinta. Meu Deus. E depois, como é que como é que lida com isso? Como é que coisa também ninguém se prepara para uma situação destas. Deixou os holofotes. Aos 58 anos. Parece que Pedro Bismarque não quer muito trabalho. Não.
Acha que lhe falta alguma coisa para fazer como artista? Ah, não quer fazer mais nada, não. Abandonou os grandes centros e foi viver em Piauia, uma pequena cidade com pouco mais de 3.000 habitantes no interior do Minas Gerais. Ali, longe do barulho da fama, encontrou a paz de que necessitava, ainda que envolta em saudade.
Hoje, aos 64 anos, vive uma vida simples. De vez em quando faz participações em campanhas publicitárias ou apresenta espectáculos como o Eterno Nerço, mas tudo no o seu tempo, no seu espaço, sem pressas, sem multidão. Pedro Bismarck escolheu o silêncio e às vezes esse silêncio fala mais do que qualquer piada.
Lembra-se da primeira vez que viu o Nerço na TV? Comenta aqui embaixo. A sua memória pode ser a homenagem que ele merece. Cláudia Jimenez. E as três gémeas dele? Tudo tinha que ser três. Quer um cafezinho? Quer um cafezinho? Quer um cafezinho? Por detrás das gargalhadas que arrancava do público, havia uma mulher que travava silenciosamente uma batalha pela sua própria vida.
Depois do que tive o cancro, eu Passei a ver a vida com outra perspetiva, com outra completamente diferente, porque passa-se a ver que a vida é finita mesmo, não é? Que não é um ensaio. Cláudia Gimenez brilhou na televisão como poucas. A sua presença em cena era magnética. A sua entrega absoluta. Iniciou a sua carreira nos anos 80 em programas como Malu Mulher e Viva O Gordo.
Tal é a gordura. Toda a gordinha é um tipo de beleza. Mas foi mesmo na escolinha do professor Raimundo que se tornou símbolo nacional, interpretando a impagável dona Cilda. Dona Cilda, fala a minha árvore de Natal. Árvore de Natal. Por quê? Porque também há um monte de coisas pendurada, mas tudo foi feito. Um zerinho bem jeitoso.
A Cilda, Nossa Senhora, foi com a Cilda que comprei o meu primeiro apartamento, com a Cildda que viajei a primeira vez. Uma personagem exagerada, trocista, irresistível. Era impossível não rir quando ela soltava o famoso beijinho, beijinho, pau, pau, beijinho, beijinho, pau. Mas enquanto fazia o país soltar gargalhadas, Cláudia enfrentava lutas que poucos imaginavam.
Em 1986, foi diagnosticada com cancro no Mediastino. Em 1986, foi diagnosticada com cancro no tórax e teve de fazer radioterapia. Depois do que tive o cancro, eu Passei a ver a vida com outra perspetiva, com outra completamente diferente, porque passa-se a ver que a vida é finita mesmo, não é? Região entre os pulmões.
A radioterapia salvou-lhe a vida, mas deixou marcas profundas. Anos mais tarde, vieram o enfarte. Em 1999, sofreu um enfarte e necessitou colocar cinco pontes de safena. a insuficiência cardíaca e uma série de cirurgias delicadas, cinco pontes de safena, substituição da válvula órtica e implante de pacemaker. Pois fez uma cirurgia para substituir a válvula órtica e em 2014 colocou um pacemaker.
Eu sou uma guerreira. Chegam perto de mim e diz: “Vamos trocar a válvula ótica”. OK, vamos. Vamos fazer cinco pontos de safina. OK, vamos pôr o marcapa-apo. OK. Depois comecei a me divertir com isso. Mesmo com a saúde fragilizada, Cláudia não parou. foi premiada no cinema e na televisão.
Brilhou em sai de baixo como a inesquecível Edusa. Dublou, escreveu guiões, emocionou e divertiu. Era o tipo de artista rara que, mesmo debilitada nunca deixava de ser gigante. Infelizmente, o seu corpo não resistiu. No no dia 20 de agosto de 2022, com 63 anos, Cláudia Gimenees partiu por complicações cardíacas. Morreu no Rio de Janeiro a atriz Cláudia Gimenees, vítima de insuficiência cardíaca.
O corpo da atriz Cláudia Gimenees foi velado no salão celestial do Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro, e em seguida foi cremado numa cerimónia para amigos e familiares. Ela morreu neste Sábado aos 63 anos. Cláudia estava internada no hospital samaritano, na zona sul da capital fluminense.
A humorista passou por três cirurgias do coração, enfraquecido por causa da radioterapia, mas o seu legado continua vivo, vibrante e necessário. Ela ensinou-nos que por trás da comédia muitas vezes há dor e que o verdadeiro artista é aquele que transforma cicatriz em riso e palco em resistência. Você lembras-te de alguma cena que te fez chorar de rir com a Cláudia? Comenta aqui embaixo.
A sua memória pode ser a forma mais bonita de a homenagear. Tásia Camargo. [Música] Diga-me como é que é o Rio de Janeiro. As pessoas que encontrou, as ruas que passou, encontrou algum artista? Foi, disseste que tás sumi? Durante muito tempo, ela foi presença constante na televisão. Com talento de sobra. carisma natural e personagens marcantes.
Tásia Camargo parecia destinado a uma carreira longa e estável no Estrelato, mas a vida, como ela própria diria anos depois, não segue guião. Viveu a personagem Marina da Glória na escolinha do professor Raimundo. Marina da Glória. Chamou, chamou. Marina, vou fazer uma campanha com humor refinado e timing perfeito. Isso é fácil, professor. Três.
Mas o seu talento e para além da comédia brilhou também como a inesquecível Elisa na telenovela Tieta. Que é o Rio de Janeiro, as pessoas que se encontrou, as ruas por onde passou, você encontrou algum artista? Foi, falou que tá sisomeira e foi a primeira apresentadora do vídeo espetáculo aos 22 anos. [Música] O vídeo é uma fantástica máquina do tempo.
Você sobre o comando da gatona Tácia Camargo, o nosso programa de estreia era uma colxa de retalhos de tudo e mais um pouquinho. Eu queria que escolhesses agora para nós alguns momentos da nossa televisão que foram um espectáculo de vídeo para si. Bem, talvez para mim tenha sido um dos momentos mais maravilhosos que foi o abraço dado por Roberto Carlos no Erasmo.
Carlos fora das câmaras, no entanto, enfrentava dramas profundos. Foi casada com o músico Marinho Bofa, com quem teve três filhos. Mas num dos episódios mais dolorosos da sua vida, perdeu a filha Maria Júlia, ainda bebé, vítima de rube. O luto desestruturou tudo, incluindo o casamento. A Júlia morre três dias depois eu disse: “Olha, podes ir embora porque toda a gente, ela enlouqueceu, enlouqueceu e ainda pior.
” E a dor profunda se som uma sequência de desafios. Anos mais tarde, enfrentou um problema de saúde extremamente raro, a descoberta de um gémeo parasita alojado no seu mediastino, condição que necessitou ser corrigida com cirurgia, felizmente, sem sequelas. Em 2019, sofreu um enfarte grave e foi internada de urgência.
Na altura já vivia em Portugal, para onde mudou-se após sofrer hostilizações no Brasil relacionadas com as suas opiniões políticas. Eu, Tásia Camargo, vou dar o meu voto para a futura deputada federal Jandira Fegal, relatora da Lei Maria da Penha de Grande. Hoje, com 64 anos, Tásia vive no Pinhal Novo, uma vila próxima de Lisboa.
Longe da televisão, ela continua a atuar no teatro como atriz e encenadora, reconstruindo a sua história agora em outro palco, outro país, mas com a mesma intensidade de sempre. Acha que o O Brasil valoriza as suas atrizes como deveria? Comenta aqui em baixo o que mais te marcou na trajetória da Tásia. Lug de Paula.
Mais cara que a merenda. Continua ligadão nas quebradas. Continua. E o senhor sabe lá. Acertou no bicho. Pois, acertei, xeri. Ó chefia, acertei. Mas é o seguinte, é que nem deazele aí, não é? Uma mxaria, certo? Mas deixa-me explicar. desgosta. Graça, eu andei a presentear a minha a a minha cara metade, uma vez por mês, assim, uma vez por semana, todos os meses, não é? Assim, na primeira semana, era mais do que um aluno da escolinha.
É filho na vida real de Chico Anício, o professor Raimundo, mas ironicamente foi também um dos primeiros a afastar-se tanto da televisão como do pai. Lug de Paula marcou uma geração com a personagem o seu boneco. Fica descosta. CR, andei a presentear a minha a a minha cara metade, uma vez por mês, assim, uma vez por semana, todos os meses, não é? Assim, na primeira semana, aquela figura exagerada que vivia gritando: “Vou para a malta” com o seu voz rouca e desengonçada.
Claro, já acabei de dar uma demonstração. Não, mas queria mesmo o box. Não, box não, o meu forte são as pernas. O público adorava e a personagem fazia tanto sucesso que ganhou até dois programas próprios na TV Manchete. Alguém é válida, é válida a participação. Ia falar, estava aqui já com este é psicológico.
É psicológico e a participação do auditório é muito válido. Mas do auge à ausência foi um pulo. Lug desapareceu da TV e dos media. Hoje, aos 68 anos, vive em Florianópolis, no sul do Brasil. Longe dos holofotes, trabalha como professor e leva uma vida simples à beiraar, jogando frescobol na praia dos ingleses.
Abandonou a carreira artística há mais de 20 anos e escolheu viver sem o peso da fama, nem da herança. Sim, o fim da relação com o pai, Chico Anício, foi marcado por um desentendimento que deixou cicatrizes. Pouco antes da morte de Chico, Lugluído do Testamento, mas por lei contestou a decisão e teve direito à parte da herança como filho legítimo.
A sua última aparição pública aconteceu em abril de 2025 ao prestigiar uma peça do irmão Bruno Mazeel, precisamente no dia em que Chico faria 94 anos. Coincidência? Talvez, ou apenas um gesto silencioso de saudade. O seu boneco pode ter saído da televisão, mas continua vivo na memória de quem cresceu a rir com ele.
Você se lembra-se deste personagem? Acha que Logar a fama? Conta aqui em baixo. A sua opinião faz diferença. João Eliasca. Eu nunca sei esta palavra como é que é, se é borboteca ou brioteca. É uma das duas. Eu sei que está cheio de avilum assim. Fazia rir com sotaque carregado, roupas exageradas e gestos teatrais. Na escolinha do professor Raimundo, o seu personagem Salim Mutiba.
Seu Salim Mutiba. Está tanto a resmongar aí. Mongo porque estava a lembrar um coisa aqui. Ele não veio porque se vem hoje ia ter um quebra-apa comigo. Era inconfundível. Aquele comerciante esperto, sempre com uma tirada pronta, que soltava frases como fala, meu querido, com charme e sarcasmo.
Mas João Elias era muito mais do que uma personagem engraçada. Era um verdadeiro multiartista, ator, radialista, jornalista. artista plástico, poeta e escritor. O seu talento transbordava para todas as áreas. Lançou o seu primeiro livro em 1966, uma coletânea com 17 poemas. Ao longo da sua vida, publicou sete obras, misturando sempre humor, crítica social e sensibilidade.
Mesmo com a fama conquistada na televisão, o João nunca deixou de lado a sua veia artística fora das câmaras, mas o tempo foi implacável. Em março de 2017, aos 72 anos, foi sofreu um acidente vascular cerebral grave. Precisou de ser submetido a uma cirurgia nas carótidas. Mas o quadro agravou-se rapidamente.
Em pouco tempo, o seu estado agravou-se e foi levado a UTI. A combinação de acidente vascular cerebral, pneumonia e choque séptico não deu hipóteses. João Elias faleceu a 9 de junho de 2017. E o humor brasileiro perdeu ontem o ator João Elias, que ficou conhecido como personagem Salim Muchiba na escolinha do professor Raimundo da TV Globo, quase sem alarido, longe do brilho da televisão e do carinho do grande público.
como muitos artistas da sua geração, sem O devido reconhecimento, mas deixou um legado discreto e profundo daqueles que só o verdadeiro tempo sabe valorizar. Lembra-se do Salim Mushiba? Salim Musiba. Está tanto a resmongar aí? Tá resmongado porque estava a lembrar-me de um coisa aqui. Ele não veio porque se vem hoje ia ter um quebra-apa comigo.
Deixa aqui nos comentários o que este personagem representava para si. A a memória coletiva é também uma forma de homenagem. André Matos. Tudo em ordem. Aqui estão as chaves. Graças a Deus. Obrigado, meu Deus. Então pode levantar o carro no pátio, é só entregar ordem por segurança. Ó meu Deus do céu.
Muito obrigado, Dona senhora sabe que é o meu sustento, é o meu ganha pão. A senhora não podia ter dado-me notícia melhor. Passei o sufoco. Ai, meu pai, que sufoco. Filho de dois atores consagrados, Emílio e Zélia de Matos. Ele já nasceu respirando arte, mas nem o berço teatral prepará-lo-ia para as curvas inesperadas que a vida lhe reservava.
André Matos destacou-se na escolinha do professor Raimundo com a personagem Pedro Bó. Fala, meu querido. Eu queria que o senhor me falasse sobre os homens que na época do descobrimento vieram catequisar os nossos índios. Beleza, rapaz. Estou a fazer um roteiro sobre a catequese. Vai ser o meu próximo cultametragem.
Raimundão, um aluno espertinho de fala mansa, que soltava frases trocistas com cara de que não sabia de nada. O público adorava e ali começava a construir uma carreira sólida na televisão. Nos anos 2000, André mergulhou de vez na dramaturgia e no cinema, atuando em grandes produções e recebendo prémios como o Qualidade Brasil, o Grande Prémio do Cinema Brasileiro e Reconhecimento em Festivais Internacionais.
A sua atuação como o político fortunato em tropa de elite 2 foi aclamado e mostrou que ele podia ir muito além do humor. Passos largos é o que está a acontecer com a nossa cidade. Está a caminhar a passos largos para barbe. Mas por detrás do sucesso, uma batalha pessoal. Durante anos, André lutou contra o excesso de peso e chegou a pesar bem acima do recomendado para a sua saúde.
Sem recorrer às cirurgias, decidiu enfrentar o problema de frente. Prefiro nadar, nora meia todos os dias, Faço o meu transporte, faço a minha meditação transcendental com Cléber. Com disciplina, dieta e exercício, perdeu mais de 50 kg de forma natural. É, pois é. André Matos contou que perdeu 56 kg, pessoas, sem passar por cirurgia bariátrica, sem dieta louca.
Eu vou explicar-lhe. Pá, tu perdeste 60 kg? 60 kg? Tomou o quê? O zepique, aquele, aquele zepique? Não, não tomei nada. Prefiro nadar. Nado 1 hora e meia todos os dias. Faço o meu transporte, faço a minha meditação transcedendo. Uma transformação que surpreendeu até os fãs mais antigos. Depois de um longo período afastado da Globo, voltou aos holofotes em grande estilo.
Aos 63 anos, foi destacado para a novela das 93 Graças, no papel do delegado Jairo Barroso, marcando o seu regresso à emissora após duas décadas. André a prova de que recomeçar é possível, mesmo quando todos pensam que a história já terminou. Você lembra-se dele como Pedro Bó ou no cinema? Conta aqui nos comentários qual o papel que marcou mais a sua memória.
Berta Lorana. Tardes. Berta. De onde saiu? Eu da barriga da minha mãe. Antes disso aí. E antes disso não. Eu nasci na Varsóvia, não é? E vim para cá com 10 anos. Não, senhor doutor, mas eu hoje estou muito aborrecida. O meu Manel anda muito esquisito. Ela sobreviveu à guerra, ao exílio, à perda e mesmo assim fez rir o Brasil.
Berta Loran, nascida como Bazads em Varsóvia, na Polónia. Não, nasci na Varsóvia, certo? e vim para aqui com 10 anos e aqui estou já há bastante tempo, não vou dizer quanto porque a idade não interessa. Chegou ao Brasil fugindo dos horrores do nazismo. Era apenas uma menina judia quando desembarcou com os pais e cinco irmãos que procuram um recomeço.
E não só encontrou como construiu uma das trajetórias mais impressionantes da comédia brasileira. Com apenas 20 anos casou com Sucar Rendifos. Um judeu de 51. Juntos viveram em Buenos Aires e Portugal, onde também atuou como atriz. Foi apenas nos anos 50 que Berta regressou ao Brasil, já separada e com sede de palco.
Fez teatro, TV, cinema, mas foi na escolinha do professor Raimundo que brilhou com a personagem Manuela da Lemar. Dona Manuela da Manuela da Leimar e traz osim senhor. A senhora estudou demais, senhor doutor? Eu estudei tudo sobre os inventores. Ah, uma imigrante portuguesa engraçada e cheia de personalidade. Na altura, já tinha 65 anos e energia de menina.
Com o tempo, foi homenageada com livro, documentário, exposição e mesmo aos 92 anos ainda estava ativa no cinema, contracenando com o cacau protásio no filme Canta para subir. Um símbolo de resistência, talento e longevidade. Mesmo longe da TV, nunca foi esquecida por quem ama o verdadeiro humor. Ela é a prova viva de que a idade não apaga talento e que o verdadeiro artista continua a brilhar mesmo no silêncio.
Comenta aqui em baixo. Vamos celebrar em vida quem merece ser recordado. E depois, qual destes atores marcou mais a a sua infância ou o fez rir até perder o fôlego? A verdade é que o tempo passa, a a fama vai-se embora, mas as memórias ficam. Muitos destes artistas dedicaram a sua vida inteira para nos fazer sorrir e hoje, longe dos holofotes, enfrentam o esquecimento, a solidão e até o abandono.
Se há uma coisa que eles merecem, é ser recordados. Agora conta-me aqui nos comentários qual era o seu personagem favorita da escolinha e qual destas histórias mais mexeu consigo. Ah, e ainda não sai do vídeo, não. Tem mais uma história emocionante te à espera aqui na tela. Clica aí e vem comigo recordar outros nomes que marcaram a nossa televisão. Vemo-nos lá.
M.