Ele transformou cuecas atiradas ao palco em símbolo, vendeu mais de 10 milhões de discos e fez com que o Brasil inteiro suspirar ao som do fogo e da paixão. Mas por detrás do homem que cantava o amor como ninguém, existia uma história que quase ninguém conhece verdadeiramente. O rei do brega romântico, o galã, que se dizia feio, mas confessava ter um jeitinho todo especial com as mulheres, guardava segredos que só vieram ao de cima depois de o seu coração parar, numa manhã fria de fevereiro de 2012.
E o que aconteceu depois da sua morte é ainda mais surpreendente do que tudo o que viveu sob os holofotes. Durante a pesquisa para este vídeo, confesso que fiquei impressionado com uma coisa que não me saiu da cabeça. O homem que parecia ter tudo, fama, dinheiro e o amor de milhares de fãs deixou para trás uma das quezílias de família mais longas e dolorosas da música brasileira.
Foram nove pessoas disputando uma herança de cerca de 10 milhões de reais. Uma filha que ele nunca quis reconhecer em vida. Um noivado interrompido há poucos meses do altar e um velório marcado por uma cena de fúria que ninguém esperava presenciar. Antes de continuar, faça uma coisa simples por mim. Toque no botão de subscrever e deixar o seu like.
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Não é nada do que você imagina e quando descobrires vais perceber porque é que esta história precisava enfim ser contada. Para compreender o homem que faria suspirar o Brasil inteiro, é preciso voltar a um lugar pequeno e quase esquecido no mapa de Minas Gerais. Foi na pequena cidade de Cajuri que no dia 2 de outubro de 1945 nasceu um menino chamado Vanderlei Alves dos Reis.
O apelido que o país inteiro um dia conheceria veio cedo da boca da própria avó, que carinhosamente passou a chamar-lhe Vando. Ainda criança, a família mudou-se para Juiz de Fora e foi ali que o miúdo teve o primeiro contacto sério com a música, estudando violão erudito e dedicando-se à arte por volta dos 20 anos.
Mas o caminho até ao sucesso seria longo, áspero e cheio de empregos que pouca gente imagina. Antes de qualquer palco, Vando foi entregador de leite, vendedor de jornais, feirante e até motorista de pesados. Ele dirigia, carregava, vendia e à noite agarrava o violão sonhando com algo maior.
Numa confissão que diz muito sobre quem era, Vando contou que o violão clássico não servia para aquilo que realmente queria. Ele dizia que queria mesmo era tocar para as raparigas, mas que se aborreciam com o erudito. Foi essa vontade quase teimosa de encantar mulheres que começou a moldar o artista que estava para vir. Mudou-se para Congonhas, onde viveu 5 anos numa república de estudantes e integrou um conjunto musical.
Aos poucos, as suas composições começaram a abrir portas. O cantor Jair Rodrigues gravou canções dele como O importante é ser fevereiro e o nome Vando começou finalmente a circular pelo país. Em 1973, lançou o seu primeiro disco, mas foi dois anos depois com uma canção chamada Rapariga, embalada por uma novela da Rede Globo, que tudo mudou.
O Brasil parou para ouvir aquela voz cheia de desejo e de ternura. E ninguém imaginava o tamanho da revolução que aquele humilde mineiro estava prestes a provocar nos costumes de um país inteiro. Quando o sucesso finalmente chegou, Wando também encontrou aquela que seria a grande companheiro da fase mais luminosa da sua vida.

O seu nome era Rose Marie e ela não era apenas a mulher do cantor. Rosa era compositora, uma mulher de talento que partilharia com ele os créditos de algumas das canções mais importantes da carreira. O casamento dos dois durou cerca de 13 anos, atravessando os anos 80, precisamente o período em que Vando se transformava num dos maiores fenómenos da música popular brasileira.
E é aqui que mora um dos mais belos detalhes de toda esta história. A música que se tornaria o maior sucesso da vida de Wando, aquele que até hoje faz cantar o Brasil, não nasceu num estúdio nem foi encomendada por editora nenhuma. Ela nasceu dentro de casa das mãos de Rosa. Segundo a própria compositora, foi tudo uma brincadeira.
quando vivia a fazer músicas para ela. E um dia ela resolveu retribuir e compôs, sem qualquer compromisso, sem a intenção de criar nada de genial. Uma canção dedicada ao marido. Era algo espontâneo, coisa de momento. O que ela não sabia é que aquela brincadeira feita por amor se tornaria um verdadeiro hino do romantismo brasileiro.
Antes mesmo de explodir nas rádios, a canção já fazia sucesso dentro da própria casa. Toda vez que quando a tocava, tornava-se uma festa e a criançada adorava. Porque sim, daquele casamento nasceram filhos, Vanderlei Júnior e Gabriele, que cresceram a ver o pai transformar o sentimento em melodia. Eram a família construída em torno da música e do afeto, longe dos holofotes e das polémicas que rodeariam o artista.
Mas como em toda a grande história, nem tudo permaneceria perfeito para sempre. O homem que cantava o amor eterno descobriria na própria pele que nem o amor mais bonito está livre do fim. E o que veio depois daquele casamento de 13 anos abriria um dos capítulos mais inesperados de toda a vida de Wando.
Depois do fim do casamento com Rose Marie, a vida amorosa de Wand ganharia um capítulo digno de novela daqueles que parecem improváveis demais para serem reais. Para compreender, é preciso recuar muitos anos no tempo. Décadas antes, quando ainda era praticamente uma menina, uma jovem de nome Renata Costa Lana e Souza teria vivido, segundo relatos da imprensa mineira, o seu primeiro grande amor precisamente com Vando.
Os dois namoraram, mas a vida o separou e cada um seguiu o seu caminho. Vando casou, teve os filhos, viveu a fama. A Renata cresceu, formou-se psicóloga e construiu a sua própria história. Até que mais de duas décadas depois, o destino voltou a cruzar os dois. O reencontro reacendeu uma chama que parecia apagada há muito tempo. E o casal, com uma diferença de cerca de 25 anos de idade, recomeçou a viver um romance intenso.
Vando passou a chamá-la carinhosamente de vida. Dessa relação nasceu Maria Sabrina. a filha mais nova do cantor, que chegou para iluminar os últimos anos da sua vida. Os três viviam juntos em Belo Horizonte, viajavam, sonhavam. I Vando, já maduro, parecia ter encontrado finalmente uma paz que a juventude perturbada não lhe dera.
O homem das mil paixões, o galã das cuecas, falava agora em casamento de verdade na igreja com festa e celebração. A data já estava marcada para setembro desse ano, mas o coração de Vando guardava segredos que iam muito para além das histórias de amor que cantava no palco. Havia filhos, relações e revelações que o grande público desconhecia por completo e que só viriam à tona da forma mais dolorosa possível.
Porque por detrás do sorriso sedutor e das canções melosas existia um lado de vando que dividia opiniões, gerava escândalo e chocava muita gente. E é exatamente sobre este lado polémico que nós precisamos de falar agora. Se existe um momento que define o auge absoluto da vida de Vando, tem nome e apelido, fogo e paixão.
Lançada em 1988 no álbum O mundo Romântico de Vando, a canção que tinha nascido como brincadeira dentro de casa explodiu de tal forma que se tornou banda sonora de uma geração inteira de brasileiros. Quem viveu os anos 80 e 90 no Brasil dificilmente não cantou aquele refrão pelo menos uma vez na vida. Mas o fogo e a paixão era apenas a ponta de um fenómeno muito maior, quando vendeu mais de 10 milhões de discos ao longo da sua carreira.
Um número que muito poucos artistas brasileiros alcançaram. As suas músicas entravam em novelas da Globo, como Roque Santeiro, e tocavam sem parar nas rádios de todo o país. Mas o que transformou Vando numa figura única, quase folclórica, foi o que aconteceu nos palcos. A partir do álbum Tenda dos Prazeres de 1990, começou a receber calcinhas atiradas pelas fãs durante os concertos.
O que era brincadeira tornou-se marca registada e a coleção cresceu tanto que entrou para o rank Brasil como a maior do país, com algo em torno das 17.000 peças. Quando cheirava, guardava, exibia, mordia maçãs em palco, provocava, seduzia, lançou discos de títulos ousados, escancaradamente sensuais, e abraçou sem qualquer pudor o apelido de cantor mais erótico do Brasil.
Para milhões de fãs, sobretudo mulheres, ele era o último romântico, o homem que falava de desejo e de carência numa época em que pouca gente tinha coragem de o fazer. Ele próprio dizia que cantava a carência do brasileiro, porque o mundo inteiro é carente e era esta fórmula de amor, ousadia e emoção que o mantinha no topo.
Só que todo o ídolo que ousa demais acaba recolhendo, juntamente com os aplausos um verdadeiro exército de críticos e o Ando colecionou muitos. O mesmo Vando que era adorado por multidões, era também duramente criticado. E não eram poucos os que torciam o nariz a aquilo que ele representava. Para muita pessoas, a coleção de cuecas e o ritual sensual dos espectáculos não passavam de uma exploração barata da imagem da mulher.
Um espetáculo que roçava o vulgar. Os títulos provocadores dos seus discos e a temática sexual escancarada das letras colocavam vando no centro de um debate constante sobre o bom gosto, o machismo e a objetificação. Era acusado de ser obsceno, de ser apelativo e respondia a tudo isto com um humor desconcertante e uma autoconfiança curiosa.
Numa das suas frases mais recordadas, Vando dizia que se achava até feio, mas que era innegável, que tinha um jeitinho todo especial com as mulheres. Noutra, resumia o próprio sucesso de forma quase cómica, afirmando que era um tipo feio, mas que tocava guitarra e falava de amor, e que isso ajudava muito.
Eram declarações que faziam rir o público, mas que também alimentavam a imagem polémica do artista. Só que a maior das revelações sobre a vida pessoal de Vando não veio dos palcos, nem das entrevistas provocadoras. Ela só apareceria depois da morte dele e abalaria a própria família. Veio a público que Vando teria uma filha que nunca reconheceu em vida, uma mulher chamada Kaúcia, que vive atualmente na Alemanha.
A existência dela só ganhou destaque quando rebentou a disputa pela herança do cantor, revelando que por detrás da figura do eterno apaixonado havia histórias guardadas, silêncios e segredos de família que nem os fãs mais devotos imaginavam. O galã, que parecia transparente, que expunha o desejo sem vergonha nenhuma, tinha um lado privado cheio de sombras.
E foi precisamente no fim da vida que todas estas peças começaram a encaixar de uma forma trágica. Por detrás do palco e da imagem de Galã incansável, o corpo de Vando começava a cobrar um preço elevado. Os anos de vida agitada, a alimentação descontrolada e o sedentarismo foram minando a saúde do cantor. Acima do peso, chegando perto dos 110 kg e com histórico de problemas cardíacos, ele convivia com o risco silencioso de uma doença que vai entupindo as artérias aos poucos.
No dia 27 de janeiro de 2012, Vando foi internado de urgência no hospital Biocor em Nova Lima, na região de Belo Horizonte, com graves problemas cardíacos. Foi submetido a uma angioplastia de emergência, sofreu um enfarte dentro do próprio hospital e teve de respirar com a ajuda de aparelhos. Mesmo internado, sem perder o bom humor de sempre, deixou um bilhete que emocionou os fãs, dizendo que estava na oficina de Deus, arranjando a turbina e que o aguardassem, mas a turbina não resistiu.

Na manhã do dia 8 de fevereiro de 2012, depois de um súbito agravamento, o coração de Vando deixou de vez. Tinha 66 anos. E aqui é preciso desfazer um engano que muita gente repete. Vando não partiu sozinho e esquecido. A companheira Renata estava ao seu lado e a família acompanhou de perto aqueles últimos dias. O velório em Belo Horizonte foi tomado por fãs, flores e, claro, cuecas, num adeus com a cara do artista, mas nem a despedida escapou à tensão.
A própria A filha de Vando chegou a expulsar o cantor Agnaldo Timóteo do Velório num episódio que parou nas manchetes. E o que veio depois foi ainda mais doloroso. Sem deixar testamento, Vando tornou-se o motivo de uma longa querela judicial pela herança de cerca de R$ 10 milhões deais, com nove pessoas entre filhos, netos, irmã e ex-companheiras, disputando o que deixou.
O homem que uniu o Brasil em torno do amor acabou ironicamente dividindo a própria família. A história de Vando está cheio de contradições e talvez seja exatamente por isso que ela continua tão viva. Ele era o homem que cantava o amor mais doce, mas carregava polémicas que escandalizavam. Foi adorado por milhões, mas acabou rodeado de disputas.
E talvez o pormenor mais simbólico de tudo seja que ele partiu nas vésperas do carnaval. precisamente ele, autor de O importante é ser fevereiro, como se a própria vida tivesse escrito o guião do seu adeus. No final de contas, Vando ousou ser exatamente o que quis, sem pedir licença a ninguém, e, por isso, segue vivo na memória do Brasil.
Se essa história mexeu consigo, deixa o seu like agora. Parece pouco, mas é ele que avisa as outras pessoas que vale a pena conhecer a verdade por detrás dos ídolos que marcaram as nossas vidas. E se você ainda não está inscrito, este é o momento certo. Aqui desenterramos as histórias reais que ficaram escondidas atrás da fama.
E eu não quero que perca as próximas. Conta-me nos comentários, lembra-se de ouvir fogo e paixão a tocar na sua casa? E sobre a coleção de cuecas, acha que era pura genialidade de marketing ou exagero demais? Vando foi mal compreendido ou ele próprio construiu essa imagem polémica? Quero ler cada resposta. E antes de sair, não fecha esse ecrã.
Há um vídeo a aparecer aqui mesmo com uma história ainda mais surpreendente e apaixonante do que a Divando. Clica nele agora porque garanto que não vai conseguir parar de assistir.