Por que Marieta Severo LARGOU Chico Buarque após 33 anos juntos? s
Ela mesma disse com todas as letras em entrevista gravada, olhando diretamente para a câmara sem qualquer pressão. O casamento da minha vida foi este com o Chico. Não foi um deslize, não foi nostalgia passageira, foi uma mulher consciente, madura, com décadas de vida vivida nas costas, escolhendo deliberadamente aquele casamento como o maior que ela já teve, o mais verdadeiro, o mais importante, o que ela nunca esqueceu.
E, no entanto, foi ela quem terminou. Não, ele, ela, depois de 33 anos juntos, depois do exílio, depois de ditadura, depois de três filhas criadas, depois de um legado artístico que todo este país conhece e respeita, foi Marieta Severo quem fechou a porta. E quando o Brasil tentou perceber o motivo, a imprensa inventou uma causa.
O casal recorreu à justiça, ganharam em todas as instâncias e mesmo assim ela foi-se embora do anos mais tarde. Então, a pergunta que este dossier vai responder hoje com documentos, com processos judiciais, com as palavras dela é a seguinte: se esse era o casamento da sua vida, por ela terminou? Se ainda não se inscreveu no canal do CEV VIP, faz isso agora.
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Marieta nasceu no Rio de Janeiro a 2 de novembro de 1946. Filha de um advogado e de uma professora de inglês, cresceu numa família sem nenhuma ligação com o mundo artístico. Não havia atores na família, não havia músicos, realizadores, ninguém do meio. O que havia era uma menina com uma vontade enorme de se expressar e um sonho que começou no ballet.
Ela estudou o ballet clássico durante anos. Era disciplinada, dedicada, comprometida com aquilo que escolhia, mas foi o teatro que a capturou de verdade. Ainda adolescente, Marieta ingressou no curso de teatro do Tablado, uma das escolas mais respeitadas do Rio de Janeiro, dirigida pela professora Maria Clara Machado. Ali ela encontrou o que procurava, um lugar onde podia ser inteira, onde podia usar o corpo, a voz, a inteligência, a emoção, tudo junto ao mesmo tempo.
Em 1965, com menos de 20 anos, estreou-se no cinema, convidada pelo realizador Luís Carlos Maciel para o filme Society em Baby Doll. No mesmo ano, estreou-se no teatro com a montagem As Feiticeiras de Salém. Em 1966, fez o seu primeiro papel na televisão na telenovela O Shake de Agadir na TV Globo. Tudo isto antes de completar 20 anos.
Tudo isto construído por ela própria, com talento puro, sem padrinho, sem família no meio, sem atalho. Era uma jovem que sabia exatamente o que queria e estava no caminho certo para o conseguir. Uma carreira que começava a ganhar forma, a ganhar força, a ganhar direção. E foi exatamente nesse momento quando ela estava no início de tudo o que o Chico Buark cruzou-se no caminho dela.
666, Rio de Janeiro. Marieta Severo tinha 19 anos e estava em exibição na terceira peça da sua carreira. Naquela noite, entre o público, encontrava-se um jovem compositor de São Paulo que tinha ido assistir ao espetáculo. Ela sabia vagamente que ele existia, tinha ouvido o nome, sabia que era músico, mas não conhecia bem o trabalho.
A peça terminou, a noite acabou e ela foi para casa sem dar muita importância. Cinco dias depois, apareceu à porta dela com flores, sem aviso, sem combinação prévia, sem o intermediário de um amigo em comum. Foi ele próprio, pessoalmente, com um bouquet na mão até à porta da mulher que tinha visto no palco e que não lhe saía da cabeça.
O seu nome era Francisco Buarque de Holanda, conhecido por Chico, filho do historiador Sérgio Boarque de Holanda, criado num ambiente intelectual rico em São Paulo. Chico tinha lançado o seu primeiro álbum nesse mesmo ano de 1966 e estava a começar a chamar a atenção no panorama musical brasileiro. era jovem, brilhante, cheio de uma sensibilidade rara para transformar palavras em música.
E havia algo naquela jovem atriz que viu no palco que precisava conhecer mais de perto. Eles começaram a namorar logo após aquele encontro na porta. E em 1966, nesse mesmo ano, casaram. Ela com 19 anos, ele com 22. Dois jovens artistas no princípio absoluto de tudo, sem dimensionar o tamanho do que estavam construindo, sem imaginar as provas que aquele casamento ainda enfrentaria, sem saber que a história dos dois iria virar uma das histórias de amor mais conhecidas do Brasil.
O que viria a seguir testaria este casamento de um forma que poucos relacionamentos conseguem sobreviver? 1969. O Brasil estava sufocado. O AI5, o ato institucional mais duro do regime militar, tinha sido decretado em dezembro de 1968. A censura total, a repressão brutal, artistas a serem perseguidos, silenciados, presos.
Chico Boarque era já uma figura incómoda para o regime. As suas músicas, repleto de metáforas e crítica velada incomodavam os militares. Ele usava a arte como resistência e o regime sabia disso. Nesse ano, Chico viajou para Roma para lançar um álbum em Itália. A Marieta foi junto e ela estava grávida. Grávida da terceira filha do casal, Sílvia, que nasceria nesse mesmo ano.
Estavam em Roma quando chegaram as notícias do Brasil. O recado foi direto e sem margem para dúvidas. Não voltem. A situação é demasiado perigosa. O regime está de olho. Voltar nesse momento seria colocar-se em risco real. E aí, Marieta Severo viu-se diante de uma escolha que nenhuma mulher deveria ter que fazer.
Grávida num país estrangeiro, longe da família, longe de tudo o que conhecia, ela teve de decidir entre duas coisas: voltar ao Brasil, retomar a carreira que começava a ganhar forma, criar os filhos perto da família ou ficar em Itália ao lado do marido, num exílio sem data para terminar, longe de tudo, abdicando de tudo o que havia construído.
Ela esteve dois anos em Roma, 2 anos fora do Brasil, dois anos a criar filhos numa cidade estrangeira, longe do apoio da família, longe dos amigos, longe do palco que ela amava. Dois anos vendo a carreira que tinha construído sozinha, com tanto esforço, ficar completamente parada enquanto o marido trabalhava, gravava, apresentava-se, crescia.
Este sacrifício que Marieta fez em 1969 é o ponto de partida de tudo o que vai acontecer décadas depois. Guarda esse pormenor, porque ele vai aparecer outra vez quando menos espera. Voltaram ao Brasil no final de 1970. Marieta retomou a carreira, mas a vida que ela encontrou de volta já não era a mesma que tinha deixado.
O Brasil tinha mudado, o regime tinha endurecido e ela teve de reconstruir tudo do zero. Agora com filhos pequenos, agora com uma família inteira para cuidar, tentando ao mesmo tempo recuperar o espaço que tinha perdido no teatro e na televisão. Nos anos seguintes, ela afastou-se da televisão para se dedicar às filhas.
foi ao cinema, foi ao teatro, construiu uma percurso artístico sólido e premiado. E, enquanto isso, do outro lado deste casamento, Chico Boarque tornava-se uma das figuras mais importantes da cultura brasileira. Álbum após álbum, música após música, peça após peça. O nome dele crescia numa proporção que poucos artistas deste país já experimentaram.
Ele tornava-se um ícone, uma referência, um símbolo. Em 1983, após 18 anos de ausência, Marieta voltou à TV Globo e desta vez chegou para ficar. Novela após novela, ela foi construir uma carreira televisiva impressionante. Vilãs memoráveis, personagens complexas, atuações que a crítica elogiava sem reservas.
Ela ganhou prémios, conquistou o público, tornou-se um nome que dispensava a apresentação, mas havia algo que nenhum prémio e nenhuma crítica conseguia mudar. Havia algo que seguia colado à imagem dela, independentemente do que ela fizesse. Em cada entrevista, em cada matéria, em cada programa, ela era apresentada também por aquele vínculo, a mulher do Chico Buark, não só a atriz Marieta Severo, a mulher do Chico.
E que ao longo de décadas vai pesando de uma forma que é quase impossível de explicar a quem não viveu. É um apagamento silencioso, gradual, que não acontece de uma só vez, mas que se vai acumulando dia após dia, entrevista após entrevista, apresentação após apresentação. Constrói-se uma carreira brilhante e independente.
Você ganha prémios. Você faz papéis que marcam gerações. E, mesmo assim, na cabeça do grande público, existe sempre aquele complemento que te define pelo outro e não por si mesma. Ela abdicou do exílio por ele, abdicou dos primeiros anos da carreira por ele, criou três filhas enquanto se tornava um dos maiores nomes da música brasileira.
E durante todo este tempo foi a mulher forte, a mãe presente, a companheira discreta. Quando as filhas cresceram, quando ela chegou aos seus 50 anos, quando a vida quotidiana mudou de formato, algo dentro de Marieta Severo começou a mover-se. Uma pergunta que ela nunca se tinha permitido fazer em voz alta começou a ganhar volume e esta pergunta mudaria tudo.
4 de janeiro de 1997. O jornal O Dia publica uma capa que vai agitar o Brasil inteiro. A chamada é direta e sem qualquer rodeio. Chico troca Marieta por Paixão Nacional. Ao lado da manchete, uma foto sugestiva ligando o Chico Buark a Daniela Mercury, a cantora baiana, que nesse momento era um dos maiores fenómenos da música brasileira.
A notícia espalhou-se como fogo. Em menos de 24 horas, o O Brasil inteiro estava a falar sobre aquela capa. A revista Manchete publicou, a revista Amiga publicou, O Diário da Manhã de Goiânia publicou. Em poucos dias, aquela manchete e aquela história tinham contaminado toda a imprensa nacional. Era o assunto de todos os programas, de todas as colunas, de todos os escritórios e botequins do país.
O casal mais icónico do Brasil estava a separar-se e a culpada, segundo a imprensa, tinha nome e apelido. O impacto foi devastador para ambos. Chico foi retratado como um homem infiel que trocou a mulher de 31 anos por uma cantora mais jovem e famosa. A Marieta foi retratada como a mulher abandonada, a que foi trocada, a que perdeu.
Duas imagens destruidoras para duas pessoas que não tinham feito nada para merecer aquela exposição. E depois o casal fez algo que poucos famosos tinham coragem para fazer na época. Foram a tribunal, processaram o jornal dia, processaram o grupo Block, responsável pela Manchete e pela amiga.
Processaram o Diário da Manhã de Goiânia. Processo a processo, instância a instância, foram atrás de cada veículo que tinha publicado aquela história e ganharam em todos. O Superior Tribunal de Justiça condenou todos os veículos. 500 salários mínimos de indemnização para Chico, 500 salários mínimos para a Marieta em cada processo.
O desembargador relator escreveu nos autos que ficou provado o dano moral e que a imagem dos dois ficou extremamente atingida pela publicidade maldosa de uma separação conjugal. Mas aqui, neste ponto exato, é onde este dossier vira de cabeça para baixo. Porque nos autos do processo, o tribunal deixou registado algo que muda tudo.
A separação era um facto verdadeiro. O que era mentira era o motivo. Eles não estavam a separar-se por causa de Daniela Mercury, mas a separação estava a acontecer de verdade. A imprensa não inventou a separação, inventou a causa. O que significa que a verdadeira questão ainda estava completamente sem resposta.
Se não foi a Daniela Mercury, o que foi? Se este dossier te prendendo até aqui, deixa já o like. Isso ajuda muito o canal a continuar a produzir conteúdo investigativo de qualidade. Um like leva 2 segundos e faz toda a diferença para gente aqui. A resposta a esta pergunta não está em nenhum documento judicial, não está em nenhuma reportagem de jornal, não está na boca de nenhum colunista ou especialista, está nas palavras da própria Marieta Severo, ditas por ela em diferentes entrevistas ao longo dos anos que se seguiram à
separação. E quando se juntam essas falas e coloca uma ao lado da outra, a história que emerge é muito mais profunda do que qualquer escândalo de capa de jornal poderia ser. A primeira fala é a que abre este dossier. Anos depois da separação, ela disse: “O casamento da minha vida foi este com o Chico.
Já não tenho necessidade de viver juntos, de acordar todos os dias ao lado de alguém.” Analisa esta frase com cuidado, palavra por palavra. Ela não disse que foi um erro, não disse que foi uma fase, disse que foi o casamento da vida dela. E na mesma frase disse que já não tem necessidade de acordar ao lado de alguém. Não é contradição.
É uma mulher dizendo que amou de verdade e que mesmo assim optou por sair. Porque amar alguém e precisar de estar com alguém são duas coisas completamente diferentes. A segunda fala é ainda mais direta. Em outra entrevista, disse: “Fui casada durante 30 anos. Sinto que o esgotei.” Esgotou o quê? Não, o amor.
Ela mesma disse que foi o casamento da sua vida. Esgotou um modelo, esgotou uma forma de existir, esgotou uma identidade que não era inteiramente dela. Lembra-se do que foi a vida dela dentro daquele casamento? Entrou com 19 anos, abdicou da carreira para o exílio, criou três filhas enquanto o marido se tornava um ícone nacional.
construiu uma carreira brilhante, mas sempre transportando junto aquela identificação. A mulher do Chico, chega um momento na vida de algumas mulheres, geralmente depois dos 40, depois dos 50, quando as filhas crescem, quando a vida muda de formato, em que olham para si mesmas e fazem uma pergunta que nunca tinham-se permitido fazer antes.
Quem serei eu fora disto tudo? O que é a a minha vida quando não é definida pela vida de outro? Marieta fez esta pergunta e a resposta foi corajosa, dolorosa e absolutamente necessária. Ela não era apenas a mulher do Chico, era uma artista completa, uma pessoa inteira, com uma vida que precisava de ser vivida nos próprios termos.
E viver nos próprios termos significava naquele momento sair, não porque o amor tivesse acabado, mas porque continuar ali naquele modelo, naquele papel, era continuar a apagar-se. Partilha esse vídeo agora com alguém que acha que precisa de ouvir esta história. Manda no WhatsApp, envia no Instagram, marca alguém nos comentários.
Você não imagina quanto isso ajuda o canal a crescer. A separação foi oficializada em 1999. Passados 33 anos, Chico Boarque e Marieta Severo deixaram de ser marido e mulher, mas fizeram algo que surpreendeu a todos os que olhavam de fora. Continuaram amigos. Não o tipo de amizade protocolar de ex-casais que se toleram nos eventos das filhas.
Uma amizade real, presente, de pessoas que se respeitam profundamente e que optaram por preservar o que havia de bom em tudo o que construíram em conjunto. Marieta ficou 5 anos sem assumir qualquer relacionamento público depois da separação. 5 anos vivendo a vida que tinha escolhido nos próprios termos, ao próprio ritmo, construindo uma carreira ainda mais sólida, ganhando prémios, fazendo teatro, cinema, televisão, sendo ela só ela.
Em 2004, começou a assumir publicamente o relacionamento com o encenador teatral Aderbal Freire Filho, um homem culto, inteligente, um dos nomes mais respeitados do teatro brasileiro, com uma carreira de mais de 60 anos. E fizeram algo que dizia tudo sobre quem Marieta se tornara depois da separação. Casaram, mas mantiveram casas separadas.
Ela não abdicou da independência que tinha conquistado, não voltou ao modelo que tinha esgotado. Amavam-se e viviam a dois do forma que funcionava para ambos, cada um no seu espaço, encontrando-se por escolha e não por obrigação. Essa decisão aparentemente simples, era, na verdade uma declaração. era Marieta, dizendo que tinha aprendido algo fundamental sobre si mesma ao longo de todos aqueles anos e que não estava disposta a desaprender.
Foram 19 anos assim, discretos, longe dos holofotes, construindo juntos uma história de amor que o público mal conhecia, mas que era profunda e real. Até que chegou junho de 2020 e tudo voltou a mudar. Junho de 2020, Brasil parado pela pandemia. Marieta e Aderbal estavam em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, com as netas, quando a Derbal precisou regressar à cidade para resolver uma questão do imposto sobre o rendimento. Ele saiu.
Falaram três vezes por telefone depois disso e depois deixou de dar notícias. Aderbalfre filho sofreu um AVC hemorrágico fulminante. Foi encontrado inconsciente, levado apressadamente para um hospital do Rio de Janeiro. Ficou mais de 70 dias internado. Os médicos foram diretos com Marieta.
Ele não voltaria a ser o mesmo de antes. As sequelas seriam permanentes. E Marieta Severo, a mulher que tinha saído de um casamento de 33 anos para viver a vida nos próprios termos, tomou uma decisão que diz tudo sobre o tamanho do seu carácter. montou um hospital dentro da própria casa, contratou uma equipa de fisioterapia, terapia da fala, enfermagem diária, transformou o apartamento num centro de cuidados completo.
Ela própria descreveu esse período numa entrevista. Os três últimos anos foram dolorosos. Quando o O Aderbal saiu do hospital, montei um mini hospital aqui em casa. Ele fazia fisioterapia, melhorou. Aí vieram outros episódios e dois anos barra pesada até ao perda dele. Ela sabia que ele não voltaria.
Sabia que estava a cuidar de alguém que partia lentamente e permaneceu durante três anos. Ficou ao lado dele até ao fim. 9 de agosto de 2023. A Derbal Freire Filho morre aos 82 anos. O velório realiza-se no teatro Poeira em Botafogo, o teatro que a própria Marieta havia fundado com a sua amiga Andreia Beltrão, um lugar que era dela, que ela havia construído.
E ali, naquele espaço que era símbolo da vida independente que ela tinha escolhido, ela despedia-se do segundo homem que amara de verdade. O velório foi discreto, a família presente, as filhas ao lado da mãe e depois entre os presentes apareceu uma figura que fez todo o Brasil parar quando as fotos foram publicadas. Semblante sério, olhos pesados, sem alarido, sem declaração, sem câmara.
Chegou em silêncio e ficou ao lado dela. Chico Buarque, o ex-marido, o homem de quem ela se tinha separado 24 anos antes, ali no velório do segundo marido dela, para estar ao lado dela no momento mais difícil. A sua neta, Clara Boark, registou aquele momento nas redes sociais. A dor de quem eu amo vai ser sempre a minha, a dor dela, então, eu nem tenho palavras para descrever a força que ela tem tido nestes últimos anos lutando ao lado dele.
E depois do velório, Marieta deu uma entrevista e disse: “Estou completamente viúva. Não consigo imaginar outra pessoa na minha vida e nem quero isso. Sigo satisfeita comigo e com todas estas recordações. Então deixa-me fechar este dossiê do forma que ele merece. Uma jovem de 19 anos começou a construir uma carreira sozinha, sem padrinho, sem atalho, com talento puro.
Encontrou um homem com flores à porta, casou, abdicou de tudo para ir para o exílio, criou três filhas, construiu uma brilhante carreira dentro de um casamento que a apagava em silêncio. Resistiu a um escândalo nacional, ganhou em tribunal e mesmo assim, quando chegou a altura, teve a coragem para sair. Não por traição, não por briga, por um motivo muito mais difícil de explicar e muito mais difícil de aceitar, porque ela precisava de ser inteira.
Depois disso, encontrou um novo amor. Viveu 19 anos ao lado dele, do forma que ela própria escolheu. Cuidou dele durante três anos, enquanto ele partia. E no velório tinha o primeiro marido ao lado dela, sem máquina fotográfica, sem declaração, só presença. Sabe o que este dossiê revela de verdade? Que Marieta Severo não é uma história de separação.
É uma história de uma mulher que se recusou a ser definida pelas perdas, que amou de verdade duas vezes, que teve a coragem de sair quando precisava de sair e coragem para ficar quando precisava de ficar. e que no final, depois de tudo, ainda tem ao lado dela o primeiro homem que apareceu na a sua porta com flores.
Isto, meu povo, não é cusquice, isso é dociê. Comenta aqui embaixo. Acha que o Chico e a Marieta ainda se amam? Acha que ela fez a escolha certa em 1999? Quero muito ler o que pensa. Se este vídeo tocou-te, deixa o like, partilha com alguém que acha que precisa de ouvir esta história e se subscreve o canal Dociier Vip, porque todas as semanas tem um dossier novo esperando por si.
A gente investiga, apura e traz-lhe o que está por trás das histórias que o Brasil inteiro conhece, mas nunca o entendeu verdadeiramente.