Revelado pelo Botafogo, onde se tornou mito e com passagens por Corinthians e Flamengo, Garrincha foi o protagonista absoluto do bimundial em 1962. As suas pernas desafiavam a física e os seus dribles humilhavam defesas inteiras. Fortuna está el segundo golo para o Brasil. Marcou Garrincha. Com tudo fora de campo, Garrincha era um homem simples, sem instrução financeira e rodeado de aproveitadores que se fartaram da sua fortuna enquanto o craque afundava-se em dívidas e polémicas familiares.
O alcoolismo foi o grande vilão que o levou a perder tudo o que conquistou. O homem que deu alegria a um povo terminou os seus últimos dias em uma situação de penúria extrema, vivendo de favores e auxílios de amigos próximos, longe do luxo que a sua habilidade merecia. Garrincha faleceu precocemente em 83, aos 49 anos, vítima de cirrose hepática.
Se estivesse vivo hoje, teria 92 anos. Mas a sua trajetória é a prova mais triste de que a ingenuidade no mundo empresarial pode ser tão fatal como um carrinho por trás. Marinho Chagas, Mundial de 74. Conhecido como a bruxa, Marinho Chagas revolucionou a lateral esquerda com a a sua postura ofensiva e os seus cabelos louros inconfundíveis.
Revelado pelo ABC e com passagens brilhantes pelo Botafogo, Fluminense e New York Cosmos, ao lado de Pelé, foi eleito o melhor lateral da Mundial de 74. Marinho era a personificação do estilo de vida Bom Vivan. Amava a noite, as festas e o álcool. Esse estilo de vida somado a investimentos fracassados e a falta de preparação para o pós-carreira dilapidou rapidamente o património acumulado em anos de futebol internacional.
Nos seus últimos anos, Marinho enfrentou graves problemas de saúde e financeiros, vivendo em condições humildes em Natal. As polémicas envolvendo o seu temperamento forte e a dependência do Alco afastaram de muitas oportunidades de trabalho no desporto. Faleceu em 2014 aos 62 anos durante o Campeonato do Mundo realizado no Brasil.
Vítima de uma hemorragia digestiva. Marinho um partiu pobre, mas deixando um legado de rebeldia e talento que o futebol moderno raramente consegue explicar. Paul Gascoin, Mundial de 90. Gaza é o rosto da paixão e da tragédia no futebol inglês. Estrela do Newcastle e do Tottenham, ele encantou o mundo no Mundial de 90 com o seu choro copioso após receber um cartão amarelo que o tiraria da final.
GC era um génio técnico, mas a a sua carreira foi pontuada por polémicas extracampo. Brigas em bares e uma luta pública contra a depressão e o alcoolismo. Ele gastou milhões de libras em tratamentos de reabilitação, multas judiciais e um estilo de vida caótico que o deixou a beira da falência total por diversas vezes. Hoje, aos 58 anos, Gascoin é uma figura que gera preocupação constante nos fãs.
Ele já foi visto em estados deploráveis pelas ruas de Inglaterra, lutando para manter o mínimo de dignidade financeira através de aparições públicas e doações. A sua A ruína financeira foi causada diretamente pelos vícios e pela incapacidade de gerir a própria saúde mental. É, ainda esteja vivo, Gaza é a sombra do atleta que um dia fez a Inglaterra sonhar com o título mundial, vivendo em um ciclo constante de superação e recaída.
Jorge Mendonça, Mundial de 78. Jorge Mendonça foi um dos maiores números 10 do futebol brasileiro, brilhando intensamente no Palmeiras, Guarani e Vasco. No Mundial de 78, teve a difícil missão de substituir Zico em alguns jogos e fê-lo com mestria. Artilheiro nato, extremamente técnico, Mendonça acumulou fortuna durante a sua carreira, mas a falta de tacto comercial e a confiança excessiva em amigos levaram-no a perder imobiliário e investimentos.
Gostosinho Jojizado. Ripa na chulipa, pimpa na gorduchozinha. E que golo! O álcool surgiu novamente como um refúgio para as desilusões, acelerando a a sua queda financeira. O que o levou à pobreza foi o isolamento e a depressão após a reforma, sem um suporte necessário para transitar para uma vida comum.
Terminou os seus dias vivendo em condições simples, muitas vezes dependendo da ajuda de ex-companheiros de clube para despesas básicas. Jorge Mendonça faleceu em 2006 com 51 anos vítima de um enfarte. A sua história é um argumento forte sobre a necessidade de acompanhamento psicológico para atletas que no dia para a noite perdem os aplausos da multidão e a segurança do salário elevado.
Paulo César Caju, Mundiais de 70 e 74. Campeão do mundo em 70 com apenas 21 anos, Paulo César Caju foi um dos jogadores mais estilosos e talentosos da sua geração. Revelado pelo Botafogo e com passagem pelo Flamengo, Fluminense e Olimpique de Marcelei, era conhecido pela sua personalidade forte e pelo seu posicionamento político.
O Caju foi um dos primeiros players globais, mas o uso pesado de álcool e drogas durante e após a carreira consumiu quase tudo o que ele ganhou. É um dos episódios mais marcantes da sua trajetória. Ele chegou a vender a sua medalha de ouro da Taça de 70 e uma miniatura da taça Julis Rimê para sustentar os seus vícios. De pô na cocaína.
Eu disse: “Oh, pá, dá um teco, Paulo”. Depois dei um teco e gostei. É mesmo. Ah, gostei. Adorei, adorei. Adorei. Tanto que eu, não é? A partir daí, a minha vida tomou um rumo realmente impressionante, porque como já tinha, tive uma situação muito boa, os meus pais tudo com o patr, a minha mãe também, o dinheiro era meu. Quando diz que gostou, qual é a sensação? Eu porque é uma droga maravilhosa que eu que ninguém experimente.
Além disso, é uma droga maravilhosa, dó pá. Ela é pá, percebes? E 1 g de cocaína, ela custa 100 €. Tinha 50 g, 100 g, 600 e poucos. Epá, havia alturas que realmente eu já tava assim, não é, tipo quatro dias a chorar, mesmo sozinho em casa, em França, sem dormir para mim chegar. Só está a sair, não entra, viciado.
E depois, como é que se faz? Aí você começa a negociar as tuas coisas para poder continuar com consumo, não é? Realmente é uma droga maldita. Foi quando negociou tudo seu, certo? É, eu for Não, não foi tudo, mas eu foram quatro imóveis. É muita coisa, cara. Quatro imóveis. Quatro imóveis, certo? Não precisa do local zona sul clássico.
Fui, perdi, a droga me levou, não é? O cheiro levou-me. O cheiro, a cheiração do Cel, ela levou-me uns R$ 10 milhões deais. Atualmente, com 76 anos, Paulo César conseguiu reerguer-se emocionalmente e vive de uma forma muito mais simples do que o luxo que ostentava no passado. A a sua ruína financeira foi um processo lento de negligência pessoal e A autossabotagem, alimentada pela crença de que o dinheiro nunca mais acabaria.
Hoje atua como colunista e comentador, utilizando a sua experiência de vida para alertar os jovens atletas para os perigos das amizades interesseiras e das substâncias químicas. Ele inclusive já deu várias entrevistas e participações em podcasts a falar sobre este período e as suas gastanças.
O Caju é um sobrevivente que prova que, embora o dinheiro possa ir embora, a consciência e a reabilitação podem devolver a dignidade da pessoa. Estas histórias mostram um lado do futebol que pouca gente quer ver. O talento abre portas, mas não garante estabilidade. Sem preparação, disciplina e orientação, até os maiores ídolos podem perder tudo.
E talvez a maior lição seja essa. O verdadeiro desafio não é chegar ao topo, mas sim permanecer lá. Mas depois é isso, pessoal. O que acharam destes jogadores? Qual que mais gosta e qual que acha que não merecia esse fim? Diz aí nos comentários. Lembrando que quem fizer aquele comentário bem giro, interessante também partilhar este vídeo, vou fixar o comentário.
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