Coincidência ou não, foi precisamente após a cremação que os primeiros rumores sobrenaturais tiveram início. É um facto que durante pelo menos do anos as suas cinzas permaneceram em Garden Lord. Já no campo das lendas conta-se que neste período Mary Austin mantinha uma urna funerária na sala principal junto ao antigo piano do artista.
[música] O mesmo piano que anos mais tarde um funcionária da casa terá ouvido tocar sozinho enquanto trabalhava a poucos metros de distância. Ainda hoje, [música] o local exato onde as cinzas de Mercury foram depositadas permanece envolto em mistério. A versão oficial refere que após aguardar exatamente 2 anos, Mary Austin cumpriu a promessa que tinha feito.
Espalhou as cinzas num local secreto, um lugar que só ela e o Fred conheciam. Com o silêncio mantido ao longo das décadas, surgiram diversas teorias. Alguns acreditam que as cinzas podem ter sido espalhadas em Montrô, na Suíça, onde repousa a sua famosa estátua de bronze. Outros acreditam que foram espalhadas nas águas de Zanzibar, a sua terra natal.
Em 2013, o mistério ganhou um novo capítulo quando os fãs encontraram no Cemitério Kancel Green uma placa com o seu nome de nascimento, Farok Bsara, acompanhada da inicial M. Possivelmente uma referência a Mary Austin. Pouco tempo depois, a placa desapareceu, alimentando ainda mais as especulações. Contudo, a quem [música] acredita que os restos mortais de Fred Mercury jamais tenham deixado a Garden Lord.
[música] Para muitos fãs, as cinzas permaneceram ali no refúgio que tanto amava. De acordo com esta versão, [música] Mary Austin terá enterrado a urna discretamente sob a frondosa magnólia plantada pelo próprio artista [música] no Jardim dos Fundos ainda na década de 80. Esta árvore [música] ter-se-á tornado silenciosamente o misterioso memorial do cantor.
[música] A verdade, porém, é que ninguém, além de Mary poderia [música] confirmar tais rumores. E talvez seja exatamente essa ausência que alimenta muitos dos relatos que traremos a seguir. Garden Lod. Se os túmulos são locais destinados à preservação da memória, a ausência de um túmulo onde Fred possa ser lembrado transformou a sua residência numa espécie de ponto de ancoragem espiritual, um relicário [música] suspenso no tempo.
Localizada no bairro Nobre de Kensington, em Londres, a mansão de estilo negeorgiano, adquirida em 1980, não era apenas [música] o lar de Fred Mercúrio, mas o próprio reflexo da sua alma livre e [música] expansiva. Batizado pelo próprio vocalista como Garden Lod, o imóvel [música] possui oito quartos, sete casas de banho, um estúdio, um jardim oriental e talvez algo mais.
Durante décadas, a propriedade permaneceu sobie Austin, que viveu durante mais de 30 anos ali. Segundo ela própria afirmou em várias entrevistas, os mobiliário, a decoração das divisões, cada pequeno objeto, tudo foi mantido exatamente como Fred o tinha deixado. Com o passar dos anos, pequenas as ocorrências na casa tornaram-se cada vez mais frequentes.
Um ranger invulgar do chão, sons de passos, odores estranhos. Segundo os relatos, não eram acontecimentos assustadores a ponto de aterrorizar, mas persistentes o bastante para levantarem questionamentos: será que havia algo mais a habitar o imóvel? Como normalmente ocorre nos supostos casos de presenças espirituais, não há qualquer prova material, apenas rumores.
Mas no caso de Garden Lord, os relatos não vinham apenas de funcionários exaustos ou tablóides sensacionalistas. Embora nunca tenha admitido ou negado abertamente experiências sobrenaturais, Mary Austin afirmava sentir a presença de Fred recorrentemente em vários pontos da casa. Ela terá comentado que em certos momentos sentia uma espécie de tranquilidade súbita ao passar por determinados quartos, como se estivesse sendo observada de forma protetora.
Não houve medo envolvido, apenas uma sensação de continuidade. No entanto, pessoas próximas afirmaram que nos anos imediatamente a seguir à morte de Fred, Mary referiu sentir a casa diferente, especialmente durante o silêncio da noite. É importante frisar, não há registos públicos dela afirmando categoricamente que Fred ali permaneceu, mas também não há desmentidos contundentes de inúmeras histórias que circulam há décadas.

Uma delas terá ocorrido em 1996, no aniversário dos 5 anos [música] de morte de Fred Mercury. Nesse ano, a convite de Mary Austin, alguns amigos [música] íntimos do cantor, incluindo Brian May, o lendário guitarrista dos Queen, reuniram-se na mansão para prestarem uma pequena homenagem. Enquanto recordavam passagens antigas com o artista, Brian May teria afirmado categoricamente que o espírito do Fred estava presente na sala.
Conta-se que no mesmo instante Mary Austin olhou para o guitarrista assustada e perguntou: “Você também sentiu?” Verdade ou lenda, nunca saberemos. O facto é que anos mais tarde, Brian Mayirmaria [música] em diversas entrevistas sentir a presença do falecido colega e amigo quase todos os dias. A ciência poderia explicar tais fenómenos [música] como sugestão emocional, sobretudo num local carregado de história.
No no entanto, diversos médiuns e estudiosos [música] do paranormal que procuraram o contacto com o suposto espírito de Fred Mercury, afirmam que a sua energia [música] residual está profundamente impregnada em Garden Lod. Para eles, a sua presença espiritual ali é tão marcante que até mesmo pessoas comuns, sem qualquer dom especial, poderiam notá-la.
As superstições do astro. Antes mesmo de Fred Mercury se mudar para Garden Lot em 1980, já circulavam histórias curiosas envolvendo outra propriedade ligada a ele. Em entrevistas concedidas anos depois, o exsegurança Peter Jones afirmou que o cantor estava convencido de que a sua antiga mansão em Aoscour era verdadeiramente assombrada.
Segundo Jones, tudo aconteceu em plena luz do dia. Fred tê-lo-á chamado com urgência à casa, visivelmente inquieto. Assim que entrou na sala, o vocalista levou o dedo aos lábios e apontou lentamente para o teto. Quase imediatamente vieram os sons, passos arrastados no andar superior, rangidos prolongados no açoalho antigo, o ruído ritmado de alguém a caminhar de uma extremidade a outra. o quarto vazio.
Assim que subiram as escadas, os ruídos cessaram bruscamente. Não havia qualquer sinal de intrusos, apenas o silêncio. O facto é que Fred Mercury era notoriamente supersticioso. Há relatos de que o cantor passou a evitar presentear os amigos com relógios, especialmente da marca Cartier, porque percebeu ou acreditou perceber um estranho padrão.
Relacionamentos amorosos terminavam pouco tempo depois desses gestos. Era como se os relógios presenteados iniciassem a contagem regressiva para o fim. Estes gestos podem parecer excêntricos, mas para muitos reforçava as evidências de que as suas crenças transcendiam o mundo material, os lugares supostamente assombrados. Se Garden Lod guarda o silêncio do homem, há outros lugares que parecem guardar o eco do artista.
É neste ponto que a narrativa abandona o terreno físico e entra no campo das suposições. Muito antes de Fred Mercury se tornar uma entidade quase mítica, verificou-se um palco específico onde a sua presença se tornou quase obrigatória. O Dominion Theatre, em Londres. Inaugurado nos anos 1920, o teatro já acumulava décadas de histórias quando passou a estar associado ao nome do vocalista.
Funcionários e técnicos que trabalharam ali após a sua morte mencionaram episódios curiosos. Luzes que se acendiam brevemente durante ensaios vazios, microfones que captavam ruídos indistintos e até um misterioso homem vestido de branco, que permanecia sentado num banco da última fila durante horas após as cortinas se fecharem.
Alguns acreditam que aquele homem era nada mais nada menos que Fred Mercury. Há milhares de quilómetros dali, em Stornown, Tanzânia, onde Fred Mercury nasceu, as histórias assumem um tom mais íntimo. [música] A casa onde viveu até aos 8 anos transformou-se ao longo das décadas em ponto de peregrinação para os admiradores provenientes de todas as partes do mundo.
Antes mesmo de ser oficialmente convertido em museu, os visitantes já se reuniam-se diante da fachada discreta, como se procurassem ali vestígios do menino que um dia se tornaria uma verdadeira lenda do rock. A quem acredite que o local continue sendo visitado, não por turistas, mas pelo próprio Fred, como se parte da sua essência nunca tivesse deixado aquelas paredes [música] marcadas pelo tempo e pela maria do Índico.
O facto concreto é que o museu alberga um vasto espólio de fotografias, [música] documentos e objetos ligados à sua infância, compondo um retrato delicado [música] de uma fase que o artista raramente explorava em entrevistas. Zanzibar representava as suas raízes, [música] mas também um passado complexo. Fred passou a infância na ilha antes de ser enviado para estudar num internato na Índia.
regressou a Zanzibar na adolescência, [música] mas em 1964, aos 17 anos, foi obrigado a fugir com a família para o Reino Unido, escapando dos violentos conflitos da revolução de Zanzibar. Esta ruptura abrupta marcou o fim definitivo da sua juventude africana e o início de uma trajetória que o levaria anos depois [música] ao estrelato com o Rainha.
O museu inaugurado no 28º aniversário do a sua morte não só exibe imagens raras e objetos pessoais, mas narra silenciosamente esta viagem antes da fama. Um percurso que começa em ruas estreitas de Stormown e termina sobretores do mundo. E talvez seja exatamente essa distância geográfica e simbólica que alimente a sensação de que algo seu ainda permanece ali [música] entre as memórias da sua infância e os ecos da revolução.
Um espírito livre. Ao longo dos anos, não foram poucos os relatos sobre alegadas interações com espíritos de Fred Mercury. Entre eles está nada mais nada menos que Brian May. Ao longo das décadas, Brian construiu a imagem de alguém ponderado, articulado, avesso a exageros emocionais. Justamente por isso, quando as suas as palavras deixam escapar algo que ultrapassa o campo do racional, [a música] suam ainda mais intrigantes.
[música] [música] Anos após a sua partida, o Queen decidiu revisitar antigas gravações deixadas por Fred Mercury. Foi nesta altura que Brian Ley passou a descrever experiências que ele próprio [música] parecia hesitar em definir. “Havia momentos”, dizia ele, “em que sentia o amigo ao seu lado, [música] não como uma recordação distante, mas como companhia quase quotidiana.

Eu sinto-o por perto quase todos os dias”, confidenciou [música] certa vez como quem admite uma percepção demasiado íntima para ser plenamente explicada. Durante o processo de finalização de determinadas músicas, decisões criativas pareciam impor-se com uma clareza inesperada. As harmonias surgiam com naturalidade desconcertante, como se já estivessem prontas, aguardando apenas que alguém as reconhecesse.
Brian descreveu estas situações como uma espécie de orientação silenciosa, como se a música soubesse [música] para onde queria ir e como se o Fred ainda estivesse de alguma forma conduzindo-a. Há também histórias que envolvem sonhos vívidos de fãs em todo o mundo, encontros noturnos em que Fred aparece sereno, sorridente, como se assegurasse [música] que tudo continua exatamente como deveria.
Curiosamente, muitos destes relatos partilham o mesmo detalhe. A sensação não é de medo, mas de celebração, como se a presença associada a ele alguma vez tivesse sido sombria, [música] apenas intensa. Talvez isso explique porque é que Garden Lord nunca foi descrita como [música] uma casa ameaçadora. O que ali se narra não são sombras hostis, mas impressões subtis.
Um piano que parece vibrar ligeiramente quando a casa mergulha no silêncio absoluto. Talvez a verdadeira questão nunca tenha sido o se Garden Lord é de facto uma mansão assombrada. Mas o que acontece quando uma personalidade [música] tão intensa atravessa o véu cedo demais? Por temer que a sua partida se transformasse num espetáculo permanente, Fred recusou a monumentalidade de um túmulo.
Não desejava referências nem marias. E, no entanto, Paradoxo impôs-se com delicada ironia. Ao negar um ponto específico onde a sua memória fosse cultuada, ele espalhou-a pelo mundo inteiro. Hoje ela respira nos palcos empoirados, onde cantores anónimos tentam em vão alcançar o seu timbre de voz.
Ela vibra nas projecções holográficas em que Brian May recria aos prantos os instantes mais arrebatadores dos Queen e Ecoa silenciosa e persistente mesmo aqui nesta humilde homenagem como prova de que algumas presenças quando verdadeiramente grandiosas jamais serão confinadas ao silêncio. [aplausos] [aplausos] [aplausos] E [música] acreditas que o Fred O Mercury ainda caminha entre nós? Adoraríamos ouvir a sua [música] opinião.
E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar e deixar o seu hype. E para aqueles [música] que ainda não se inscreveram, este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá. [música]