O SEGREDO DE 28 ANOS REVELADO: Viúva de João Paulo quebra o silêncio e desmascara os boatos! O verdadeiro e chocante motivo do afastamento de Daniel, os golpes financeiros cruéis e a batalha dramática contra a BMW que o país nunca imaginou. Descubra a dolorosa verdade que Roseni escondeu do mundo!
JOÃO PAULO MORREU HÁ 28 ANOS, AGORA SUA ESPOSA QUEBRA O SILÊNCIO
28 anos já passaram desde a madrugada que interrompeu uma das carreiras mais promissoras do sertanejo e mudou para sempre o destino de uma família inteira. João Paulo, parceiro musical de Daniel e uma voz inconfundível de uma geração, partiu de forma tão brusca que o país mal conseguiu perceber o que tinha acontecido.
Desde então, inúmeros programas relembraram a trajetória da dupla. Vários fãs partilharam homenagens e a música deles nunca deixou de tocar. Mas existia alguém que permanecia em silêncio absoluto. Rosen, a mulher que cresceu ao lado de João Paulo, que o amude, que criou a filha praticamente sozinha e que durante quase três décadas se calou, não por falta de história, mas por falta de forças para a contar.
Agora, 28 anos depois, ela fala finalmente e quando fala, revela camadas que o público nunca viu. Amor, gratidão, dor, abalo emocional profundo, injustiças, silêncios, escolhas e renascimento. Para perceber porque é que esta fala é tão importante, precisamos de voltar ao início, no auge da dupla, mas principalmente ao que aquele auge significava para Roseni, o Brasil conheceu João Paulo e Daniel como dois jovens carismáticos do interior que transformaram canções românticas em êxitos nacionais.
Mas para Roseni, que acompanhava tudo de perto, aquele auge tinha outro sabor. Era o sonho do marido a ganhar forma, algo que ela tinha visto nascer quando ainda eram adolescentes. Nos anos 90, a dupla tornou-se presença constante na rádio, na televisão e nas bandas sonoras de novela. O rebentamento aconteceu gradualmente.
Desejo de amar abriu as portas para o grande mercado. Me machuquei de fer volume C. Em 1993, garantiu o primeiro disco de platina. Em 1995, o volume 6 levou a dupla a concertos lotados e reconhecimento nacional. Em 1996 veio a consagração com o volume 7 e estou apaixonado que [a música] se tenha tornado o tema da novela Explode coração.
Estou apaixonado e só te a todo o instante. Foram mais de 17 milhões de discos vendidos. Mas ao mesmo tempo que o país aplaudia, Roseni observava o outro lado, a intensidade da agenda, as noites mal dormidas, o cansaço acumulado, a falta de rotina, a saudade que ele sentia da família. Ela sabia que viver aquele auge significava também renunciar a muitas coisas.
E João Paulo, mesmo com a fama em ascensão, nunca deixou de ser o homem simples, carinhoso e caseiro que ela conheciera em rebentos. Roseni não via apenas o artista que o Brasil admirava. Ela via o marido tentando equilibrar o sonho e a família, a estrada e a saudade, o palco e o lar. Quando ela se lembra da juventude, é como se ela falasse de outra vida.
Uma vida em que tudo era ainda possível. Ela tinha 15 anos quando se aproximou de João Paulo. Era um jovem sonhador que começava a cantar nos bares e pequenas apresentações. A ligação foi natural, leve, quase inevitável. Cresceram juntos, amadureceram juntos. Sonharam juntos e construíram uma vida em parceria.
Ao descrever o marido, Roseni não utiliza palavras grandiosas. Elas são as onde toda a minha vida. Uma frase que diz muito mais do que um discurso longo. Jamais diria. Era um homem de gesto simples, atento a pormenores, preocupado com as duas mulheres da sua vida. Mesmo quando passava semanas a viajar, fazia questão de trazer pequenas recordações para a filha ou bilhetes de carinho para a esposa.
Em 1991, nasceu Jéssica, a única filha do casal. A maternidade fortaleceu ainda mais a união. Roseni recorda os poucos dias que João Paulo conseguia passar em casa e de como fazia tudo parecer especial. desde um café da tarde até uma brincadeira no quintal. A fama não mudou o essencial dele.
O que mudou foi a rotina. E foi aí que o amor deles ganhou outro significado. Roseni precisou aprender a ser mãe, esposa e administradora da casa enquanto acompanhava à distância o ritmo alucinante da dupla. Ela torcia por cada vitória, vibrava cada sucesso, mas temia o cansaço que via crescer no marido.
Esta preocupação, anos mais tarde se tornaria uma ferida impossível de apagar. Da madrugada de 12 para 13 de setembro de 1997 transformou-se em uma data definitiva na história do sertanejo. E para Roseni é uma cicatriz que o tempo nunca apagou. Depois de um concerto em São Caetano do Sul, João Paulo decidiu voltar a conduzir o seu BMW pela auto-estrada dos Bandeirantes rumo a brotas.
Era uma madrugada silenciosa, de estrada vazia, e tinha o hábito de conduzir para casa sempre que podia. Queria dormir ao lado da família, mesmo que fosse por poucas horas. Mas perto de Campinas, o destino impôs-se de forma inesperada. O veículo saiu da pista num grave acidente e pegou fogo. João Paulo não resistiu aos ferimentos e veio a falecer antes da chegada do resgate.
As investigações apontaram cansaço como fator determinante. Não houve qualquer outro carro envolvido, nenhuma disputa, sem impacto exterior, apenas a exaustão de um artista que vivia no limite do corpo e da agenda. A notícia espalhou-se como um raio. O país acordou em choque. A televisão, a interrupção brusca da programação anunciava um vazio que ninguém sabia explicar.
Morreu esta madrugada aos 37 anos, João Paulo, o cantor da dupla sertaneja João Paulo e Daniel. Para Roseni, porém, não houve apenas um choque, houve um abalo emocional muito profundo. A informação chegou como se o ar lhe tivesse sido arrancado do peito. Era o fim do marido, do companheiro, do amigo de juventude, do pai de sua filha.
Era o fim de uma história que ela nunca imaginou que pudesse ser interrompida. O velório de João Paulo, em brotas se tornou um marco na música sertaneja. Milhares de pessoas passaram pelo local, adeptos, moradores, famílias inteiras e grandes artistas como Chitãozinho e Chororó, Leandro e Leonardo, Zezé de Camargo e Luciano. Mas nada, absolutamente nada se compara ao que Roseni vivia naquele salão silencioso, cheio de coroa de flores e lágrimas.
Daniel, completamente avalado, mal conseguia manter-se de pé. Anos depois, diria que ao ver o caixão do amigo, sentiu que não tinha, mas naquela desfedida havia outra cena ainda mais marcante. Roseni segurando a mão de Jéssica, uma menina de 6 anos que não compreendia totalmente a partida do pai, mas sentia a dor coletiva em cada abraço e em cada lágrima.
Roseni tentava ser duas coisas impossíveis ao mesmo tempo. Uma mulher desmoronada e uma mãe que não conseguia desmoronar. Daí que foi nesse momento que ela começou a desaparecer. O velório não marcou apenas o fim da vida de João Paulo, mas o início de um longo silêncio de Rosen. Um silêncio que duraria quase três décadas.
Após a despedida, Roseni entrou num estado que ela própria descreve como dois anos sem viver. O corpo funcionava, a rotina acontecia, mas ela não estava lá. tomava calmantes, chorava escondido, evitava espelhos, [a música] evitava visitas, evitava qualquer convite que pudesse lembrá-la da vida antes do acidente.
Evitava principalmente a imprensa. Ela não dava entrevistas, não ia a programas, não participava em homenagens, não comentava decisões judiciais, não aparecia em aniversários da dupla. O seu nome quase não surgia. Isto não era um acaso, não era proteção. Ela temia desabar em público, temia não conseguir falar, temia reviver tudo.
E assim, por opção dela e só dela, o país passou muitos anos sem ouvir a mulher que mais tinha a dizer sobre João Paulo. Quando o corpo de João Paulo foi sepultado em Brotas, o Brasil se despedia de um ídolo, de uma voz marcante e de metade de um dos pares mais queridas do país. Mas longe das câmaras e dos fãs, outra despedida tinha lugar em silêncio, lá de Roseni, que perdia não o artista, mas um homem com quem partilhara praticamente toda a sua vida.
Se para o país a morte significava comoção, para ela significava um desavamento. As primeiras semanas após a partida de João Paulo foram de absoluto choque. Roseni acordava todos os dias à espera que alguém pudesse bater à porta, dizendo que tudo não passara de um engano. O silêncio da casa, a ausência dos passos dele, a cama vazia e o olhar confuso da filha de 6 anos eram lembretes constantes de que nada voltaria a ser como antes.
Ela mesma explica quase três décadas depois que entrou num estado emocional tão profundo que não conseguia existir para o mundo. não respondia a telefonemas, não participava em encontros familiares, não aceitava convites para programas ou homenagens, ela isolou-se completamente. Esse isolamento, como ela hoje revela, não foi por ingratidão ou indiferença, era a autoproteção.
Era a única forma que ela encontrava de não desmoronar publicamente. foi o facto de eu eh ter ficado depressiva e e eu me afastei de toda a gente. Eu não me afastei só do Daniel. E foi por isso que até o Daniel, alguém tão presente na história da família, acabou afastado. Não porque quisesse, mas porque Roseni não tinha condições para manter contacto nem com ele, nem com ninguém.
Não me afastei só do Daniel, Afastei-me de todas as pessoas, entendeu? Durante muito tempo circularam voatos sobre o possível abandono do cantor. Só que agora ela corrige. Afastei-me de todo mundo. O Daniel nunca abandonou ninguém. Esta declaração simples e direta desmonta décadas de interpretações erradas e mostra o tamanho da dor que ela carregava sozinha.
O afastamento foi dela e foi total. No meio deste avalo emocional, havia uma criança que dependia dela. A Jéssica tinha apenas 6 anos. Não compreendia a partida do pai na sua profundidade, mas percebia a ausência, a comoção, o soro, o clima pesado que envolvia a casa. Roseni precisou então de realizar o impossível, proteger a filha, enquanto mal conseguia proteger-se a si própria.
Ela lembra que vivia à vase de calmantes. Dormia pouco, chorava escondido na casa de banho para que a menina não ouvisse. Preparava o café da manhã, mesmo sem fome. Levava a Jéssica para a escola, mesmo quando não tinha forças para sair. Era como se parte dela funcionasse em automático. A parte mãe, da parte mulher, esposa e companheira.
No entanto, tinha sido quebrada. E além de tudo isto, havia uma quinta para administrar. Antes de morrer, João Paulo tinha comprado uma quinta em brotas. Para ele era muito mais do que um investimento. Era um plano de futuro, uma vida mais calma, um espaço para criar gado, para ver a filha crescer com liberdade e natureza.
Quando ele partiu, esse sonho ficou nas mãos de Rosie, que não sabia absolutamente nada sobre a vida no campo. Tinha 26, 26 até aos 28 anos, percebe? Então não sabia nada. Então as pessoas queriam tirar partido. Ela precisou de aprender tudo sozinha, lidar com o gado, orientar os funcionários, resolver problemas de vedação, pastagem, maneio e vacinação, gerir contas, compreender contratos, tomar decisões que antes eram totalmente responsabilidade dele.
Eu vim aqui, ajudava a vacinar e eu segurava boi no no tronco. Em vários momentos, ela pensou em vender tudo, mas voltava sempre ao mesmo pensamento. Era o sonho dele. Eu preciso pelo menos tentar manter. A quinta que no início parecia apenas um peso, acabou tornando-se parte essencial do processo de reconstrução.
Ainda que ainda que um processo lento, doloroso e cheio de trofeços. Daí foi nesta rotina que Jéssica cresceu a ver a força silenciosa da mãe. A infância de Jéssica ficou marcada por um misto de saudade e resistência. Ela lembrava-se dos poucos dias que tinha com o pai e recordava também como a mãe tentava, com todas as suas limitações, fazer com que esses dias continuassem vivos na memória.
Cresceu longe da comunicação social, longe dos holofotes, longe das especulações. Roseni evitava entrevistas precisamente para preservar a filha. E por que Jéssica só a reapareceria publicamente muitos anos depois, já adulta, madura e estruturada. O amor pelos animais surgiu cedo, talvez influenciado pelo ambiente da exploração.
Quando chegou o momento de escolher uma profissão, ela optou pela medicina veterinária. Cursou, formou-se, trabalhou na área, realizou sonhos pessoais e carregou consigo silenciosamente a herança emocional do Fai. Depois de estabilizar minimamente a casa e o emocional, Roseni tomou outra decisão que exigia coragem.
buscar a verdade sobre o acidente. Para ela, algo sempre pareceu errado. Ao investigar, surgiram indícios de falhas mecânicas no veículo. E assim começou uma das batalhas judiciais mais longas e complexas da história envolvendo um artista brasileiro. Era um processo contra o construtor automóvel BMW, exigindo responsabilização.
ação envolveu perícias técnicas, relatórios de engenharia, reconstituições, recursos e contra-recursos, decisões parciais ao longo dos anos, inúmeros entraves burocráticos. Foi um processo que atravessou fases da vida dela e da filha. Um processo que continuou a existir mesmo quando a memória pública já começava a arrefecer.
No final, a justiça reconheceu o direito da família com indemnizações e pensões. Em 2023, veio uma nova decisão, determinando mais de R$ 100.000 em reparação. Para muitos, parecia apenas dinheiro. Para Roseni era outra coisa. Não era por dinheiro, era por justiça, era por ele. Não se tratava de indemnização, mas da necessidade de garantir que a tragédia não fosse reduzida a um simples acidente de estrada.
Se a luta na justiça representava a força dela, o episódio do golpe representava a sua fragilidade. Logo após a despedida de João Paulo, em plena ao luto profundo e ao uso constante de medicamentos prescritos para conseguir dormir, ela tornou-se um alvo fácil de pessoas mal intencionadas. Gente que se aproximava oferecendo ajuda, pessoas que diziam: “Deixa que eu resolvo tudo”.
Pessoas que se apresentavam como amiga, mas que na verdade eram oportunistas à espera do momento de agir. Roseni, emocionalmente avalada, assinou papéis que não compreendia. Entrou em negócios mal explicados, autorizou transações sem clareza. Quando se apercebeu, tinha perdido quase R$ 200.000. O golpe não foi apenas financeiro, foi emocional.
representou traição num dos momentos mais vulneráveis da sua vida. E é precisamente este episódio que muitos anos depois se tornaria o gatilho para a sua maior transformação. Durante décadas, os fãs especularam sobre o distanciamento entre Roseni e Daniel. Alguns achavam que o cantor se tinha afastado, outros que havia luta e também que questões financeiras o separaram.
Mas agora, 28 anos depois, Roseni explicou finalmente e desmontou todas as versões erradas. Tive uma depressão e afastei-me de todo mundo, não só do Daniel. João Paulo era o ar que respirava. tinha perdido o meu céu, o meu chão. Na verdade, o que houve foi o facto de eu eh ter ficado depressiva. O João Paulo era a minha vida.
O João Paulo e para mim ele era o ar que eu respirava. Não era rejeição, não era conflito, não era ingratidão, era luto. Um luto tão profundo que qualquer recordação da vida anterior doía demasiado. E Daniel, parceiro de palco do marido, era precisamente uma das maiores recordações. Eu eu eu sou uma pessoa que eu tive um luto eh muito longo, percebe? Por isso ela isolou-se, recusou convites, desapareceu.
Daniel, por sua vez, nunca rompeu laços com a Jéssica. sempre que seja dia a convidava para viagens, concertos, gravações. E agora que Roseni fala, o o silêncio finalmente se desfaz e dá lugar ao entendimento. Quando João Paulo partiu, Roseni dos Reis tinha apenas 33 anos e carregava nos ombros a responsabilidade de um luto que não era só dela.
O país inteiro lamentava a perda de um dos maiores nomes do sertanejo, mas poucas pessoas viam o que se passava dentro da casa onde ela e a filha de 6 anos tentavam reorganizar a vida. Nos primeiros anos, Roseni quase não conseguia falar sobre o que aconteceu. A dor, segundo a própria conta, era silenciosa, contínua, paralisante.
Só muito tempo depois é que ela compreenderia que aquele silêncio seria também a fonte para a sua reconstrução, um recomeço que nasceu da vulnerabilidade. Logo após a partida de João Paulo, o vida de Roseni tornou-se uma sucessão de impactos emocionais e práticos. Além do luto profundo, ela passou a lidar com contratos que não compreendia, acordos que surgiam de todos os lados e decisões financeiras urgentes que envolvam direitos de autor, património e a quinta que o marido tinha comprado para garantir o futuro da família. Neste
período, fragilizada e emocionalmente esgotado, Rosenia acabou por assinar documentos que não compreendia. Pessoas que se aproximaram com discursos de ajuda acabaram, na verdade, por se aproveitando da sua vulnerabilidade. Já lhe dizer para vender com a intenção delas comprarem a preço de de banana, porque não sabe.
Já sabiam que eu não sabia, percebe? O golpe financeiro, que resultou na prejuízo de quase R$ 200.000 só foi descoberto quando ela já estava um pouco mais forte e representou um ponto de viragem. Para muitos seria apenas mais uma dor somada ao luto. Para Roseni, porém, aquilo despertou algo diferente, a perceção de que necessitava fortalecer-se para nunca mais permitir que alguém tomasse decisões por ela.
Foi este sentimento que a levou a tomar uma decisão que mudaria o seu destino. Está adulta. E muitos anos depois de perder o marido, Roseni inscreveu-se em uma faculdade de direito. Ela mesma admite que no início duvidou que conseguiria acompanhar o ritmo das aulas, decorar leis, estudar processos e conviver com alunos muito mais novos.
Faz a determinação que antes utilizava para sustentar a rotina da exploração e da filha, ganhava agora um novo propósito, compreender juridicamente tudo o que envolvia a herança de João Paulo e, principalmente tornar-se independente de advogados que falavam uma linguagem que ela não dominava. Então, quer dizer que tu te tornou advogada? Sou bacharel em direito.
Eu ainda eu não me considero uma advogada. Os primeiros semestres foram difíceis. Ela precisava de dividir o tempo entre os estudos, a administração da fazenda, os processos judiciais que seguiam em andamento e as suas próprias limitações emocionais, ainda marcadas pelo trauma. Mas à medida que avançava, algo mudava dentro dela.
A cada contrato que aprendia a interpretar, a cada decisão judicial que entendia com clareza, Roseni sentia que retomava pedaços da a sua autonomia. formou-se depois com orgulho e emoção. O diploma não era apenas um título, para ela, simbolizava a transição entre fragilidade e o fortalecimento. Simbolizava a mulher que sobreviveu ao pior.
Caiu num golpe, sentiu-se pequena, mas recusou-se a permanecer assim. Formada, Roseni passou a assumir ela própria o controlo dos bens da família. Analisou processos, reorganizou documentos, reviu contratos antigos e tomou decisões que seriam delegadas em terceiros. Um dos pontos mais desafiantes foi retomar com clareza o processo movido contra a BMW, que se arrastava há anos.
Com o novo conhecimento, Roseni passou a acompanhar e compreender cada etfa lutando por justiça em nome do marido. É difícil falarmos da BMW porque é um carro maravilhoso. Era o sonho do João Paulo. Ao mesmo tempo, ela manteve a administração da fazenda. Um desafio que começou no susto lá em 1997 e transformou-se num símbolo de sua resistência.
A quinta comprada por João Paulo, com o sonho de oferecer estabilidade à família poderia ter sido vendida logo após a tragédia, mas Roseni decidiu mantê-la, não por obrigação, mas por significado. Ela precisou de aprender tudo do zero. Maneio de gado, contratação de funcionários, cuidado com as pastagens, vacinação, manutenção de estruturas e, claro, a complexa parte financeira.
Acordava cedo, resolvia tendências burocráticas, cuidava da casa e tentava salvaguardar a filha emocionalmente. O que para muitos seria um fardo, para ela se tornou uma missal, preservar o sonho que João Paulo lhes deixou. Eu carregava e eh enchia a minha caminetinha de coisas e íamos fazer cerca. Enquanto Roseni trava as suas lutas diárias, Jéssica crescia observando cada passo dela.
A menina que perdeu o pai aos 6 anos transformou o luto em sensibilidade. Na adolescência apaixonou-se pelos animais da quinta e não foi surpresa quando esta escolheu estudar veterinária. formação foi o concretizar de um sonho que nasceu da convivência com a vida rural, mas também da força silenciosa que observava em casa.
Jéssica formou-se e chegou a atuar na área, mas a música presente no seu DNA permaneceu ali quieta à espera do momento certo. Este momento veio em 2017. Daniel sempre manteve laços com a família de João Paulo, sobretudo com Jéssica, que viu crescer. Mas a aproximação pública entre eles ganhou força quando em 2017 ela aceitou o convite para subir ao palco com o cantor em brotas.
Era um espetáculo comum para ele, mas completamente simbólico para os fãs da dupla. Jéssica, então com os seus 26 anos, cantou emocionada ao lado do companheiro que havia caminhado tantos anos com o seu pai. A apresentação tornou-se viral, repercutiu e reacendeu memórias que o país guardava desde os anos 90. Nesse dia, Roseni assistiu à cena sabendo que o ciclo da dor estava finalmente se reconfigurando.
Que fiz o que acredito no seu coração. Conta uma mentira pr minha paixão. Depois disso, Jéssica passou a participar em apresentações especiais, incluindo tributos à dupla. Em 2023, ganhou um papel de destaque no DVD Daniel 40 anos. celebra João Paulo e Daniel e posteriormente integrou a digressão comemorativa que percorreu o país por cerca de 2 anos.
Para os fãs era como ver João Paulo de volta ao palco pela voz, pela postura e pela emoção da filha. Apesar de todo este movimento em redor, Rosini permaneceu em silêncio durante muitos anos. recusava as entrevistas, evitava aparições públicas e mantinha a distância da imprensa. Não havia ressentimento, havia dor. Segundo ela mesma contou, este silêncio não foi planeado, não. Foi instintivo.
Era a forma que ela encontrou para sobreviver. Em 2024, porém, algo mudou. Em entrevista ao canal de André Fiunt, Roseni disse que finalmente se sentiu preparada para revisitar tudo aquilo. Disse que só agora tinha a estrutura emocional para falar do marido, da tragédia, do processo, dos golpes e do distanciamento de Daniel.
E quando falou, trouxe esclarecimentos importantes. Ela negou publicamente que tenha sido abandonada por Daniel. Fui eu quem se afastou. Eu não tinha capacidade emocional de conviver. Ele nunca deixou minha filha. Confirmou também o golpe financeiro sofrido logo após perder o marido.
Eu confiava em qualquer pessoa que dissesse que me ia ajudar. Eu não tinha condições para compreender o que estava acontecendo. Ela explicou a motivação por detrás do processo contra a BMW. Não era dinheiro, era justiça. Eu precisava de defender a memória dele. Descreveu também o próprio luto com uma sinceridade inédita. Eu desapareci. Eu não vivia.
João Paulo era o ar que respirava. Essa fala especialmente tocou profundamente os fãs. Pela primeira vez, a viúva de João Paulo não era apenas mais uma figura silenciosa nas reportagens. Era uma mulher forte, viva, íntegra, capaz de refletir sobre o passado com firmeza e serenidade. Quase três décadas depois, Roseni reconstruiu uma vida que mistura a saudade e força.
Ela cuida da quinta, acompanha de perto as decisões judiciais, ainda em andamento, e participa discretamente nas apresentações da Jéssica e do Daniel. Sempre que aparece, é recebida com carinho pelo público. Um carinho que ficou adormecido enquanto ela se mantinha recolhida, mas que nunca deixou de existir. Acabou finalmente. Não, não acabou.
Não acabou. Tem quanto tempo de processo? 20 20 23 anos. Jéssica, por sua vez, consolidou o seu próprio caminho, equilibrando a carreira de veterinária com a musical. O seu talento e a sua postura emocionam porque transportam algo que ninguém pode ensinar. A herança afetiva. Daniel segue carreira a solo com grande sucesso, mas nunca fez um espectáculo comemorativo sem incluir João Paulo.
Ele mesmo diz que parte do que ele se tornou está diretamente ligada ao parceiro que perdeu tão cedo. Hoje a viúva de João Paulo diz que sente faz. E esta fase não nasceu apenas da justiça, dos estudos ou do tempo, mas da coragem de transformar sofrimento em estrutura. A volta por cima de Roseni não foi rápida, não foi fácil e não foi pública.
Foi íntima, gradual e muito trabalhosa. E talvez seja precisamente isso que a torna tão admirável. Agora conta-me que eras fã do João Paulo. O que achou da história da sua mulher? Deixe o seu comentário aqui em baixo e não te esqueças de deixa o teu like, ok? Diga também a cidade de onde está a assistir. Eu vou deixar outro vídeo super interessante para si aqui nos cartões, que é sobre a despedida do cantor Leandro e como ficou a sua esposa.
Basta clicar aqui neste vídeo que vai se emocionar com os pormenores da despedida do Leandro. Vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até ao nosso próximo vídeo.