Justiça em choque: Condenações no caso Henry Borel geram revolta nacional após perdão judicial à mãe

O caso que, desde 2021, abalou as estruturas da sociedade brasileira e deixou o país em estado de choque, atingiu um novo e controverso desfecho jurídico. Após um julgamento que se estendeu por onze dias e entrou para a história como um dos mais longos do Rio de Janeiro, o destino de Jairinho, ex-vereador e padrasto do menino Henry Borel, e de Monique Medeiros, mãe da criança, foi selado. A sentença, contudo, longe de trazer o sentimento de paz e encerramento, reacendeu uma ferida aberta, gerando indignação e questionamentos sobre o papel do sistema judiciário na proteção das vítimas mais vulneráveis.

Jairinho foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. Sua pena foi fixada em mais de 43 anos de reclusão. A magistrada responsável pelo caso destacou, em sua fundamentação, a personalidade falsa do réu, ressaltando sua capacidade de manipulação e o sofrimento físico e psicológico extremo a que o pequeno Henry, uma criança totalmente indefesa de apenas quatro anos, foi submetido. A condenação de Jairinho foi vista por muitos como uma resposta necessária à brutalidade do crime, mas o destino de Monique Medeiros trouxe uma reviravolta que ninguém esperava.

A mãe de Henry, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, sob o entendimento de que não houve a intenção de matar. Mais do que isso, ela recebeu o perdão judicial por essa acusação e foi condenada a uma pena menor por omissão, considerada cumprida pelo tempo em que já esteve presa. Essa decisão, que garantiu a liberdade de Monique, foi o estopim para uma revolta pública sem precedentes.

Leniel Borel, pai de Henry, que tem conduzido uma jornada exaustiva e dolorosa em busca de justiça, reagiu com desespero e indignação. “Me mataram meu filho pela terceira vez”, afirmou em um desabafo carregado de dor. Para Leniel e grande parte da sociedade, a decisão da juíza representa uma falha inadmissível no dever de proteção que uma mãe, como garantidora da vida de seu filho, deveria ter exercido. A tese de que a misoginia teria influenciado o julgamento, mencionada em certos contextos judiciais, foi duramente criticada como uma tentativa de desviar o foco da responsabilidade direta e omissa da genitora no desenrolar dos fatos que culminaram na morte do menino.

O caso Henry Borel, ocorrido na Barra da Tijuca, tornou-se um símbolo da luta contra a violência doméstica e a negligência infantil. A investigação revelou um cenário de horror, com laudos apontando mais de 20 lesões pelo corpo da criança e uma hemorragia interna severa. Durante todo o processo, a estratégia de defesa e a postura pública de Monique foram minuciosamente analisadas, gerando constantes debates sobre a sua real postura diante da tragédia, especialmente após relatos de que, um dia após o crime, ela teria sido vista frequentando um salão de beleza.

A decisão de conceder o perdão judicial a Monique Medeiros levanta, agora, uma série de debates éticos e jurídicos. Questiona-se onde termina a esfera da “vítima de manipulação” e onde começa a responsabilidade penal daquela que, por dever legal e moral, deveria ser o escudo contra a violência. Para muitos críticos, incluindo jornalistas e figuras públicas, o perdão judicial em um cenário onde a criança sofreu uma morte violenta e prolongada soa como um desrespeito à memória da vítima e um precedente perigoso para futuros casos de negligência.

A comoção causada por esta sentença não se limita aos tribunais; ela transborda para as ruas e para as redes sociais, onde a figura de Monique Medeiros é frequentemente associada à frieza e ao descaso com o filho que ela deveria proteger. A utilização, durante o julgamento, de uma camiseta estampada com a foto de Henry e a frase “Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho” foi recebida com profunda incredulidade e revolta por parte dos observadores, que enxergaram na vestimenta uma tentativa de construção de imagem que colidia frontalmente com a gravidade das acusações de omissão e negligência.

O legado trágico de Henry Borel continua a ecoar, não apenas pela brutalidade de sua morte, mas pelas questões complexas que seu caso deixou para o sistema penal brasileiro. O julgamento, que deveria trazer um desfecho, acabou deixando um rastro de dúvidas, insatisfações e um grito coletivo por uma justiça que, para muitos brasileiros, ainda se mostra distante da realidade vivida pelas vítimas. A história de Henry é, acima de tudo, um lembrete doloroso da responsabilidade coletiva na vigilância e na proteção daquelas crianças que, sem voz ou defesa, dependem totalmente da integridade e do amor daqueles que, por dever de sangue ou de criação, deveriam ser seus guardiões.

 5 anos após a trágica morte do menino Henri Borel, o padrasto Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão. Já a mãe Monique Medeiros recebeu o perdão judicial e ganhou liberdade. O julgamento durou 11 dias e tornou-se mais longo da história do Rio de Janeiro. Logo após o desfecho do julgamento, Leniel Borel, pai de Henry, deu uma declaração à imprensa num forte desabafo carregado de dor.

Falei aqui da última vez, há poucos meses atrás, que considerava que aquela decisão desta mesma juíza era uma segunda morte para o meu filho. E agora venho para vocês dizer que me mataram meu filho pela terceira vez. O que foi ali falado agora que a misogenia matou o Henrique. O caso que chocou o país aconteceu no no dia 8 de março de 2021 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

 Henrique de apenas 4 anos estava no apartamento onde viviam a mãe e o padrasto,  o então vereador Dr. Jairinho. Naquela madrugada, cerca das 3 horas, Monique e o namorado levaram o pequeno para a urgência de um hospital  da região. As imagens do elevador mostram um momento em que eles abandonam o apartamento.

 Assim que chegaram na unidade de saúde, o casal alegou que encontrou-o caído no quarto. Infelizmente, cerca de 2 horas após dar entrada no hospital,  a equipa médica confirmou que Henry não tinha resistido. A versão do acidente contada por Monique Medeiros e Jairinho não se sustentou. O relatório apontou que a criança sofreu uma forte hemorragia interna e tinha 23 lesões pelo corpo, indicando que foi agredido poucas horas antes de chegar ao hospital.

 A investigação ouviu 29 testemunhas e algumas delas chegaram a alterar os seus depoimentos. No dia 8 de abril ocorreu a primeira detenção do casal. A polícia chegou à conclusão de que o vereador agredia o enteado e que a mãe do miúdo sabia disso. Cerca de duas semanas após a detenção, Monique Medeiros escreveu uma longa carta na cadeia.

 No texto, desabafou sobre a dor de perder o filho, defendeu-se das acusações e afirmou que era manipulada por Jairinho. Eu não sabia, mas estava a ser manipulada durante todo o tempo num relação que me oprimia e eu não sabia como sair. Eu tentava a todo o custo afastar-me e desvincular-me dele, mas Fui mas fui diversas vezes ameaçada e a minha família também.

Esta quinta-feira, o caso em Riborel chegou a um desfecho. Após 11 dias de julgamento, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. A pena foi fixada em 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Segundo a juíza, Jairinho demonstrou uma personalidade falsa, com grande capacidade de enganar e de fingir.

 A magistrada salientou ainda que o pequeno Henry estava totalmente indefeso e foi submetido a um sofrimento físico e psicológico incompatível para a idade dele. A professora Monique Medeiros, ex-de Jairinho e mãe de Henry, foi responsabilizada por tortura por omissão e teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio negligente.

Ou seja, os jurados entenderam que não houve intenção de matar. A juíza concedeu perdão judicial a Monique pelo crime, no entanto foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pela omissão, mas a pena foi considerada cumprida pelo tempo que ela já passou presa ao longo do processo. Após a decisão, Monique demonstrou emoção e interagiu com os seus familiares.

Já o pai do menino Henry, Leniel Borel, manifestou-se contra a decisão da juíza. Falei aqui da última vez, há poucos meses atrás, que considerava que aquela decisão desta mesma juíza era uma segunda morte para o meu filho. E agora venho para vocês dizer que me mataram meu filho pela terceira vez. O que foi ali falado agora que a misogenia matou o Henrique.

O Henri ele representa esses milhares de crianças que são vítimas todos os dias. E por causa de decisões como esta que se abre um precedente para outras mães genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que os seus filhos sejam mortos. A misogenia matou o Henri. Como é que uma mãe, como é que eu vou falar paraa minha mãe que tá aqui do meu lado, que guerreira, que me defendeu, a avó do Henri, como é que eu vou falar para ela? Uma mãe que cuidou de mim e do meu irmão, mãe solteira. Como é que eu vou

dizer-lhe que foi a misogenia da sociedade é que matou o Henri? Porque quem tinha o dever, quem era garante e tinha o dever de garantir a proteção do Henri, chama-se Monique, que tava naquele apartamento com o Jairo no ar em direto para todo o Brasil. Peço licença para fazer  um desabafo. Estou revoltada como mulher, como jornalista, quero expressar a minha parecer sobre a decisão da juíza.

 Vou dizer o nome dela. Juía Isabel Machado Louro. Quero mandar um recado para si. Antes vou pedir para rodar novamente este trecho e na volta vou sim dar a minha opinião enquanto mulher para toda a gente ouvir. Roda o troço de novo. Falei aqui da última vez, há poucos meses atrás que considerava que aquela decisão desta mesma juíza era uma segunda morte para o meu filho.

 E agora venho até vós dizer que me mataram o meu filho pela terceira vez, que ali foi falado agora que a misogenia matou o Henrique. O Henri ele representa esses milhares de crianças que são vítimas todos os dias e por causa de decisões como esta que se abre precedente para outras mães progenitoras que possam matar os seus filhos, que possam permitir que os seus filhos sejam mortos. A misogenia matou o Henri.

Como é que uma mãe, como é que eu vou falar paraa minha mãe que tá aqui do meu lado que guerreira, que me defendeu, a avó do Henri? Como é que eu vou falar para ela? Uma mãe que cuidou de mim e do meu irmão, mãe solteira. Como é que eu vou dizer-lhe que foi a misogenia da sociedade que matou o Henrique? Porque quem tinha o dever, quem era garante e tinha o dever de garantir a proteção do Henri, chama-se Monique, que tava naquele apartamento com o Jairo.

A juíza Elizabeth Machado Louro, aplicou o perdão judicial. Nesse momento, Monique, mãe do pequeno, Henri Borel, que foi brutalmente espancado até à morte com 4 anos de idade, está em liberdade. A juíza disse que o motivo para tal é porque a mulher é sempre julgada e que se fosse, por exemplo, o pai que tivesse envolvido na mesma situação, não teria sido julgada moralmente e achincalhada e e e ter enfrentado todo o julgamento público da mesma forma.

 Juíza, sou mulher, juíza, sou jornalista. A sua decisão foi absurda. Discordo completamente, porque a Monique não estava a ser julgada como mulher nesse momento. Ela estava a ser julgada como mãe do pequeno Henry, que foi morto pelo pela mãe. Sim, ok? Porque o papel da Monique lá era de proteger. No dia seguinte, não nos vamos esquecer, tá? Que no dia seguinte a dona Monique estava no salão.

 Ela não estava a sofrer pelo luto do filho como uma vítima da misia. Ela estava no salão. A gente não vai esquecer isso, juíza. Lamentável a tua decisão, porque o papel de Monique era como mãe protetora e o marido que ela escolheu para est lá junto com o filho dela já vinha mostrando vários sinais de agressão.

 E o que é que ela fez? A gente não está a falar, a Thís Mateus, a Carol, de uma mãe que não tinha para onde fugir, que não tinha como pegar no telefone e ligar pro pro ex-marido e dizer: “Olha, eu preciso que fique com o meu filho”. A as pessoas estão a falar de uma mãe que poderia sim ter salvo a vida do seu filho e que não fez.

 Juíza, lamentável a tua decisão. Ainda que que o Henry não fosse criança, imaginem-no aí com 18 anos. Mas o papel da mãe, independentemente da idade do filho, independentemente que ele seja menor, capaz, incapaz, maior de idade, é proteger. De verdade. Eu creio que esta juíza não deve estar em sã consciência para se fosse o filho dela, gente, por amor de Deus.

 E a essa esta mulher que pariu a criança, porque isto não é uma mãe, não, gente. Uma mãe, ela ela só pariu esta ela ela só pariu a criança. Como é que uma mãe vê o seu filho sendo por repetidas vezes violentado e ela ficar calada? Ela ficar calada, pelo amor de Deus, nenhuma mãe se calaria perante uma situação dessa.

 Podia estar a enfrentar o maior criminoso, entendeu? Eu falo como mãe, posso estar com quem quer que seja, amor. Mexeu nos meus filhos, vou para cima feito uma louca, nem quero saber. A juíza disse, Carol Lecker, que classificou a reação da sociedade como desproporcional e discriminatória. Discriminatória.

 Comunique palavras da juíza. É, vamos lá. Antes de mais, boa tarde para vocês colega. Boa tarde para vocês que estão em casa. Para mim não é mãe, já começa daí. É a chocadeira, certo? Desculpa esta maneira, este este linguajar, mas sabemos que uma mãe ela protege, uma mãe ela carrega 9 meses, uma mãe ela tem amor. Até mesmo a gente vê nos bichinhos, não é, nos animais, como cuidam da cria.

 Vê que a há um vídeo viral aí na internet que a jaguar, que o leão vai brincar com o pequeno filhote ali, depois vem a onça, apanha pela boca e dá-lhe tipo um rugido. Então a gente vê eh na própria natureza que existe esse cuidado, não é, da paternidade da mãe. Eu acho que ela nenum momento ela foi mãe ali. Primeiramente ela aceitar, não é, o gajo bater no filho dela, já está errado.

 Ela já aí ela já tinha que ter cortado. Quando aconteceu o crime, ela omitir o crime, falar também que se sentiu acada. Não concordo também. Eu acho que mesmo que ela se sentisse encurralada, ela ela precisava como mãe de contar o que aconteceu com o filho dela. Então para mim, ela foi realmente desnecessária, uma chocadeira.

 Deveria estar presa, me desculpem este linguajar que eu estou tendo aqui agora, mas ela devia estar presa por tão crueldade. E é o meu coração eh não sei como dizer a este pai se eu digo, não é? pedir a Deus que o confortar, pedir a Deus que lhe dê muita sabedoria para viver dia após dia, porque imagino que essa perda, independente que tem 5 anos agora, 6 anos, é uma coisa que nunca, nunca, nunca, nunca será.

 Ô, Gabi Cabrini, eh, nada devolve o teu filho, nada devolve o teu filho. Nada devolve o teu filho. O Leonel já diz que vai recorrer à libertação da Monique. Vamos aos factos. Sinceramente, não lhe vou esconder aí de casa o tanto que estou revoltada, o tanto que mexe comigo no lugar mais profundo. O que é que acontece? Segundo as investigações, Mateus Baldi, existiam relatos e sinais anteriores da violência com o pequeno Henry.

 Testemunhas afirmam que a mãe teria sido alertada para machucados. Ele chegava a parecer-se com magoado, dores e comportamentos do menino compatíveis com agressão. Então o pequeno Henry, Mateus já vinha relatando que não gostava de estar perto do padrasto. Aparecia com machucado, que não tinha explicação. Ela teve todos os os sinais.

 E o que ela fez, Mateus Baldi? Nada. E depois a gente vê ela descer no elevador, o Henry já e sem vida. No dia seguinte, onde estava esta mulher? Presta bem atenção. Vocês, mães e pais do Brasil. Esta mulher que está solta agora, que recebeu o perdão, ela estava no salão, ela encobriu, ela não entregou o padrasto de imediato. A gente sabe, Mateus, da luta das mulheres.

 A gente sabe do julgamento que é desproporcional com as mulheres comparado aos homens. Mas este caso não se trata de misogenia, trata-se de uma mãe que encobriu e que não fez aquilo que ela tem obrigação, proteger a sua cria. Ela teve condições de proteger e não o fez. É, pois é, vamos lá. Quando alguém lhe falar assim, o crime não compensa a partir de agora eu Vou contar que em primeira mão uma apuração.

 Estava a sair da minha casa e vindo aqui para o SBT. Dei três passos. Subi a minha casa para conversar com uma fonte de uma grande produtora que trabalha para streamings. Vocês acreditam que o crime pode compensar e indemnizar muito? Porque esta equipa desta produtora e mais outras duas, pelo que soube, a minha fonte me contou, estavam monitorizando o julgamento.

 Já havia por parte dos advogados da Monique a expectativa de que poderiam negociar um contrato se a pena dela fosse mais leve do que o imaginado. Assim aconteceu. E assim aconteceu, porque com a Monique presa seria muito difícil produzir uma série, um documentário de elevado valor. Com a mudança de narrativa, o cachet estimado, que antes seria mínimo, já começa a partir de R$ 500.

000 R$ 1000 para que esta liberte o arquivo pessoal, as fotos, as informações que ela tem de tudo isto, deste crime que chocou o Brasil, que é revoltante, para negociar. E agora vou contar-vos que esta juíza está simplesmente a abrir precedente para uma discussão de que quando uma pessoa ganha da justiça um aval de que o silêncio dela vai render ao dinheiro e para o bolso dela de uma mãe que deixa um filho passar pelo que ela passou, uma série.

 E não vou criticar o streaming a produtora, porque eles estão a trabalhar, estão negociando, porque se não for eles vão ser outra. Óbvio que tem um interesse público por este tipo de cobertura. Agora compreende que a partir deste dinheiro, vou contar aqui para vocês aquilo que a minha fonte me explicou, não é que vai cair na conta da bonita, não, tá? Vocês sabem quem está a negociar são os advogados, porque o custo do processo é muito alto.

 Depois vão justificar que é para ajudar a suportar o custo do processo. Só que vão também ao mesmo tempo ter de ajudar alguns familiares. Acha que isso não vai cair na conta dela? Gente, Baldi, vou dizer-te um nome. Suzane O Ristofen está à solta, já ganham muito dinheiro com a história do crime. Até quando é que vamos criar famosos criminosos? A gente vai querer consumir isso? Até quando? Que sim, o Brasil adora acompanhar os famosos do crime e depois monetizam com isso. Olha a Suzan Ristofen.

 Sim, ela matou os pais e anda à solta. Elis Matsunaga. Elisa, A Elisa fez a mesma estratégia. Não é? Mas depois, a Susane, esta coisa com a mulher é mais pesada que esta juíza disse: “Ó doutora, você desculpa-me, tu desculpa-me, mas você tá jogando contra uma causa tão importante. Eu sou, eu sei que sou homem, não tenho lugar de fala, mas que palhaçada, doutora, fazê-lo com uma causa tão importante que a senhora deve ter lutado tanto para conquistar.

Juíza, tenho plena noção que para muitos pode parecer loucura. Eu tava dizendo isto a uma juíza, mas ao em vez de você fazer justiça, fez um palanque para falar de uma causa que sim é importante, que é a misogenia, mas não trata do caso do pequeno Henry Borel. Um ponto muito importante, tu que estás ligar a TV, um julgamento que durou 11 dias.

 O pequeno Henry morreu espancado com quatro aninhos de idade. Ele já vinha apresentando muitos sinais de agressão. Ele não gostava de ir para casa do da mãe, do padrasto. No dia pediu para o Leniel, o pai dele, que ele não queria ir, mas ele tinha de fazer porque era uma guarda que tinha estes acordos. E aí, infelizmente, pequeno Henrique foi de encontro com a sua morte e a mãe omissa, esta palavra foi utilizada no julgamento, agora está em liberdade, recebeu o perdão da juíza, uma juíza mulher, uma juíza que deveria saber mais do que qualquer outra pessoa o papel de

uma mãe. E não é só o papel sentimental, não. A própria justiça reconhece o dever, a obrigação de uma mãe. Tá no Código Civil, proteção. Os pais e as mães possuem um dever jurídico de proteção dos filhos. Está previsto na Constituição, no Código Penal. E assim é contraditório a decisão desta juíza, porque o que que ela disse, ok? O porqu tamanha revolta de nós todos que estamos a acompanhar este julgamento de 11 dias, é porque o juíza fundamentou a sua decisão em conjunto com fatores externos.

 Ela falou que foi a misogenia, o julgamento social, redes sociais com violência contra Monique. Espere lá, juíza, quem é a vítima? O menino que morreu com 4 anos, o pai que perdeu o filho e tem 5 anos tentando procurar justiça ou esta mulher que não cumpriu o seu dever e graças a Deus a sociedade não está a deixar passar.

Vimos o caso também do cão orelha. Até quando a justiça vai virar a cara? para as coisas que devem sim ser julgadas. Sim, até porque o menor, não é, quando não é cuidados, é considerado abandono de incapaz, não é? Vocês sabem disso, certo? Que quando o menor é é menor, não é cuidado pelos pais, é considerado como um abandono de incapaz.

 E ela tinha que sim apodrecer na cadeia, ficar ali os os seus bons 20, 25, 30 anos, sair de lá já mais velha para ela perder toda esta vida dela, para ela não continuar vivendo igual ela foi viver depois do dia, no mesmo dia da morte do menino, ela estava no salão a querer cuidar da beleza. É muito, é muito, é muito sem nexo. Não faz sentido nenhum.

 Ela, ela, ela não vai, ela não vai continuar presa porque ela recebeu o perdão judicial. A juíza decidiu que o tempo que já ficou na cadeia foi o suficiente. Então a Monique saiu desse julgamento que durou 11 dias com liberdade. E nem podemos chamar-lhe de criminosa, ok? Se nós dissermos que ela é criminosa ou assassina, a gente que está cometer um crime, tá? A gente que vai estar errada.

 Portanto, ela não é criminosa, ela não é uma assassina, não foi conivente, ela não é nada disso. A juíza decidiu ela vai passar agora fora. Não tem visão pior do que ela estar fora, não é? Ela tá em liberdade, não poderá fazer absolutamente nada, porque a mente dela está aprisionada, o coração dela nunca vai conseguir eh libertar, não não tem condições de uma mulher destas conseguir viver sabendo que ela foi conivente com tudo isso. Malta, pelo amor de Deus.

 Ela perde o o filho dela que ela diz que que é inocente e vai para o salão. Mas melhor do que eu dizer, tu dizer Musí e Carol, porque realmente o Mateus nós pode ser processado por ela e que venha, ok, Monique? Este gajo aqui ele pode dizer porque ele sim perdeu o filho, ele sim tentou cumprir o seu papel como pai.

 Então, Monique, vou deixar o próprio Leniel, o pai, porque a si não considero mãe, falar de novo o que ele tem para dizer. Falei aqui da última vez, há poucos meses atrás, que considerava que aquela decisão desta mesma juíza era uma segunda morte para o meu filho. E agora venho para vocês dizer que me mataram meu filho pela terceira vez.

O que foi ali falado agora que a misogenia matou o Henri? O Henri ele representa esses milhares de crianças que são vítimas todos os dias. E por causa de decisões como esta que se abre precedente para outras mães progenitoras que possam matar os seus filhos, que possam permitir que os seus filhos sejam mortos.

A misogenia matou o Henri. Como é que uma mãe, como é que eu vou falar paraa minha mãe que tá aqui do meu lado, que guerreira, que me defendeu, a avó do Henri, como é que eu vou falar para ela? Uma mãe que cuidou de mim e do meu irmão, mãe solteira. Como é que eu vou dizer-lhe que foi a misogenia da sociedade a que matou o Henrique? Porque quem tinha o dever, quem era garante e tinha o dever de garantir a proteção do Henri chama-se Monique, que tava naquele apartamento com o Jairo.

Eu estou a tentar aqui contato com o Leniel. A gente está acompanhando esse caso desde, infelizmente, o falecimento do pequeno Henry e já falou algumas vezes aqui com o Focalizando, entrou ao vivo. Queria mostrar-vos a foto que ele coloca no WhatsApp. A foto dele tava com o dia do juízo. 23 de março, dia em que o Brasil julgará os responsáveis ​​pela morte do meu filho.

Este é o WhatsApp do Leniel. Tô tentando contacto com ele para ele entrar em direto e ser tratado da forma que a justiça não tratou, que as pessoas possam realmente compreender o que aconteceu naquele dia. Mas coração-me, Mateus, [pigarreia] vê que ele estava ansioso por este julgamento e ele saiu sem a justiça que ele tava à procura.

É, e para para quem não sabe, na verdade, vou fazer aqui dois adendas. A minha fonte explicou-me mais um ponto, tá? eh não ainda é público, mas é um argumento válido eh por parte da defesa perante este contexto de um possível lucro que ela teria, se é que nós pode chamar assim, então para ser eh já que não é considerado crime, face deste cenário em que a Monique recebe o perdão, eh, como se ela já tivesse pago durante estes anos presa, tem um valor que poderá eh ser efectivado por esta produtora, como contei em

primeira mão. pois precisamente o argumento é de que ela pode inclusivamente mudar de estado ou de país por uma questão de segurança da imagem dela, porque sente que ela pode estar ameaçada e que esse valor ajudaria. Imagina você que é trabalhador, que acorda cedo, que vê os os seus filhos, os seus netos a correr atrás, que não tem o luxo, o privilégio de falar: “Olha, eu fiz uma coisa que me desabona, que vou ter de carregar um peso”.

 Acho que a consciência vai continuar pesada. Essa é a minha opinião. É opinião aí. Não é possível que vão criminalizar a minha leitura de consciência, de opinião. Imagina esse peso, ela já vai ter de carregar. Mas ela sabe que é vergonhoso ter de andar na rua. Ela sabe. E por isso este dinheiro ajudaria para ela ter uma nova vida fora daqui, fora do convívio social.

 E só mais um ponto, é para quem não sabe o que é a misogenia, acho que é um termo que tem vindo a ser amplamente divulgado, é precisamente esse comportamento, infelizmente, muito comum na sociedade de pessoas, homens e às vezes, infelizmente, até mulheres que muitas vezes tem aversão, tem mais raiva, ódio da mulher e que sobre o comportamento feminino de qualquer mulher acaba por pesar um pouco mais, acaba por ser um pouco mais voraz na forma eh de julgar ou de opinar.

 É isso que a juíza alegou mesmo eu não concordando. Ela embasou-se em cima disso, praticamente na justificação toda do porquê a Monique merecia este perdão judicial. Só para que fique claro para quem está a ver, a gente tá revoltado acompanhando a decisão da juíza sobre o caso do pequeno Henry, que foi brutalmente espancado pelo padrasto com a omissão da mãe.

 O primeiro ponto, Monique Medeiros, não foi absolvida pela morte do filho e sim recebeu um perdão judicial. O perdão judicial é aplicado quando o juiz deixa de aplicar a pena por entender que as consequências do crime já foram tão devastadoras na vida do arguido que a pena torna-se desnecessária. Carol, pois, não concordo.

 Desculpa lá, eh, doutora, mas não concordo aí com a sua decisão. Acho que ela deve pagar sim. Acho que ela devia. Ela já ficou cinco, daria mais 20 a ela, a ela estar aí uns 25 anos ali a refletir o que ela fez, sem direito a ir a um salão de beleza, sem direito a ter contacto com familiares, com família bem presinha ali juntamente com as outras presas, porque senão torna-se uma confusão, senão qualquer um agora quer fazer um filho e quer, não é, acontecer o que aconteceu ali, acabar tendo esta tragédia, esta coisa horrorosa que a gente está a ver e que

geralmente vemos com frequência aqui no Brasil. Brasil, ok? Não é algo que também nós nunca vimos, não, porque já temos aí outros casos, destes casos bizarros, não é? Desses adultos violentos, desses adultos, posso se dizer, não sei se é um palavrão que vou falar aqui agora, endemoniados. Desculpe-me essa palavra se for um palavrão, mas para mim uma pessoa para cometer um crime destes só pode estar possuída por coisas que não são, que não vem de Cristo Jesus.

 Porque não é possível você pegar numa criança, você espancar até à morte. Olha, eu assim, eu nem tenho palavras para e descrever e e pensar na atrocidade que é ter este sangue, não é, essa vida nas suas mãos. É bizarro. Eu quero dar um exemplo para quem está nos acompanhando de um uma coisa que justificaria o perdão judicial.

 Vamos lá. Estou no carro com o meu filho, sofro um acidente. Infelizmente, por conta desta tragédia, o meu filho vem a falecer e eu não. Mas eu estava no volante. Aí é super compreensível quando um juiz entende que não foi premeditado, que não podia evitar, não estava embriagada, eu estava a conduzir e uma ocorreu fatalidade. Perdão judicial.

Agora responda-me você do outro lado da ecrã, é o caso da Monique que no dia seguinte estava ali no salão a fingir que nada tinha acontecido? É o caso da Monique que quando o Leniel, pai do Henry, o seu primeiro marido, ligou e disse: “Monique, estou a sentir que o o nosso filho não está a gostar de aí, que ele não está bem, está a parecer com queixas estranhas?” Ela respondeu: “Quê?” “Não, está tudo bem.

 Ele é tratado com muito amor e carinho aqui. É o caso dessa senhora. Repara, ela está ali no julgamento que durou 11 dias. Produção, sabe me responder que que tava escrito aí na t-shirt branca, da cor branca, de inocência, que ela estava ali a usar? Que que estava? Ela teve a coragem de estampar a rosto do filho que ela não protegeu? Quero essa resposta, ok? Porque repara, ela fez questão, é estratégia, não se engane.

 As pessoas que vão vestem-se de cores claras, que vão ser maquilhagem do maneira que ela estava e faz esta cara de inocente. Não é à toa. Não é porque ela está devastada, porque devastada quando o filho morreu, ela estava no salão se arrumando. Porque é que ela não foi arrumada igual ao dia do salão? Eu acho que nós também não podemos deixar.

O diretor respondeu: “Oh, não, [pigarreia] diretor, não é possível. Sabe o que é que estava escrito aí nessa t-shirt que ela estava a usar? Repite, realizador. Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho. Monique, teve essa coragem, Monique. E depois tinha a foto dela com o filho. Gente, desculpem, uma coisa que não podemos deixar de pontuar é mulheres, escolham bem os companheiros, não sejam egoístas, porque eu tenho certeza que, infelizmente também este aí não vai ser o último caso, não, pois não? Padrastos, madrastas,

tem de ser bem escolhido, porque vai ser alguém que quando vai continuar a vida consigo já encontrou o seu filho. Assim, não permita que ninguém por nada neste mundo toque no seu filho. É, é assim, é muito difícil falar sobre isso, porque não consigo compreender a frieza desta mulher, gente. Não, não dá.

 Eu acho que ela esta mulher é o próprio Satanás. Yeah.

 

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