Climão histórico: Ratinho coloca Romário contra a parede em rede nacionall

Climão histórico: Ratinho coloca Romário contra a parede em rede nacionall

42.000 pessoas a gritar fora Romário. Mudaram para sempre a relação entre o apresentador mais polémico da televisão brasileira e o maior ídolo do futebol nacional. O que começou por ser uma cobrança política de rotina no programa do Ratinho transformou-se no maior constrangimento público que um ex-jogador já enfrentou na política brasileira.

 Quando o Ratinho decidiu questionar por Romário recusava-se a assinar o pedido de destituição de Alexandre de Morais, não imaginava que estaria a mexer com o orgulho de quem nunca se vergou perante ninguém. O que vai ver agora nunca deveria ter ido para o ar, mas foi. E as consequências expuseram as fissuras dentro da própria direita brasileira.

Carlos Roberto Massa, o ratinho, estava no seu estúdio a preparar o programa quando a sua produção trouxe as imagens da manifestação do 7 de Setembro na Avenida Paulista. 42.000 pessoas a pedir amnistia para Bolsonaro, atacando o Supremo Tribunal. E no meio de tudo isto, um couro ensurdecedor contra Romário.

 O próprio presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, tinha puxado o grito de fora Romário, para uma multidão enfurecida. Ratinho assistiu às imagens duas vezes. Na terceira, a sua expressão mudou completamente. O apresentador sempre teve uma relação complicada com políticos que ele considerava em cima do muro, e aquela manifestação deixou-o visivelmente irritado.

Romário, um ídolo que milhões de brasileiros admiravam, parecia estar traindo exatamente as pessoas que o colocaram no Senado. Quando as câmaras começaram a rolar, o Ratinho não perdeu tempo com rodeios, segurou o tablet, mostrando as imagens da Paulista, e foi direto ao assunto. Gente, acabei de ver uma coisa que me deixou pensativo.

42.000 pessoas na Avenida Paulista gritando: “Fora Romário!” O próprio presidente do seu partido puxando o couro contra ele. “Que situação é esta?” O apresentador fez uma pausa, deixando o peso das imagens pairar no ar. Romário sempre foi um ídolo do povo brasileiro, um craque dentro de campo, respeitado fora dele.

Mas agora o mesmo povo que o elegeu senador está a pedir-lhe para sair. Por quê? Ratinho continuou, a sua voz ganhando intensidade. O que aconteceu foi simples. Pediram para Romário assinar o impeachment do Alexandre de Morais. Uma coisa que qualquer político de direita deveria fazer de olhos fechados.

 Mas o nosso O camisola 11 decidiu que não ia assinar, decidiu ficar em cima do muro. O apresentador abanou a cabeça, visivelmente contrariado. Aí fico pensando, será que o Romário mudou de lado? Será que se esqueceu de quem votou nele? Porque uma coisa eu garanto, quem estava na Paulista domingo não o esqueceu, não. Ratinho não se ficou por aí. 42.

000 pessoas, gente, não é coisa pouca. E todas a gritar contra um tipo que deveria estar do mesmo lado delas. Isso incomoda-me profundamente. A produção do programa sabia que Ratinho estava a preparar algo especial. O apresentador tinha decidido convidar Romário para dar a sua versão dos factos. Uma ligação ao vivo que promedia ser explosiva.

Vou ligar agora ao senador Romário. Quero ouvir dele por não ter assinado o destituição do Morais. Por virou as costas para quem o elegeu? A ligação ligou rapidamente. Romário atendeu com a voz calma que sempre o caracterizou. Ratinho, tudo bem? Romário, obrigado por atender. Vou direto ao assunto porque sei que o seu tempo é corrido.

 O que aconteceu na Paulista Domingo incomodou-te? Que parte, Ratinho? A parte onde 42.000 pessoas gritaram: “Fora Romário! A parte onde o presidente do seu próprio partido te constrangeu publicamente, isso não te mexeu contigo, não é?” Romário suspirou antes de responder: “Ratinho, eu não devo satisfação a quem grita na rua. Nunca devi e nunca deverei.

 Mas Romário, não são quem grita na rua, são os seus eleitores. São as pessoas que confiaram em si quando decidiram te dar um lugar no Senado. Ratinho, os meus eleitores sabem exatamente quem eu sou. Sempre fui independente, sempre tomei as minhas próprias decisões. Não vou mudar agora.

 O apresentador sentiu que Romário estava a ser evasivo. Era tempo de apertar um pouco mais. Romário, me explica uma coisa. Por que razão não assinou o pedido de destituição do Alexandre de Moraes? Todo o mundo que é contra o Supremo assinou. Por que não? Porque analiso as coisas com o meu própria cabeça, ratinho. Não assino o papel por pressão de A ou B.

 Pressão, Romário, não é pressão, é coerência política. Foi eleito pela direita, pelo povo conservador. Esse mesmo povo está a pedir o impeachment do Morais. Qual é a dificuldade? A dificuldade, ratinho, é que eu não sou um fantoche de ninguém. Nunca fui dentro do campo e não vou ser fora dele. A resposta de Romário começou a irritar o Ratinho.

 O apresentador percebeu que estava a lidar com alguém que não se deixasse intimidar facilmente. Fanto Romário. Ninguém está pedindo-lhe para ser fantoche. Estão pedindo-lhe para ser coerente com quem te elegeu. Coerente com quem me elegeu, Ratinho. Quem me elegeu sabia exatamente quem estava a eleger.

 Um tipo que sempre disse o que pensa, que nunca se vendeu para ninguém. Mas Romário, não acha estranho o presidente do seu próprio partido puxar couro contra si? O Valdemar da Costa Neto constrangeu-te publicamente. Isso é normal, Ratinho? Cada um faz o que acha que deve fazer. Eu faço o que acho certo. Faz o que acha certo.

 A conversa estava a aquecer. Ratinho percebeu que Romário não estava disposto a justificar-se, o que o deixou ainda mais irritado. Romário, deixa-me dizer-te uma coisa como amigo. O povo brasileiro adora-te como jogador. És ídolo de milhões de pessoas, mas politicamente, pá, tu está a perder a confiança do povo.

 Estou perder o ratinho, só posso lamentar. A resposta seca de Romário apanhou o ratinho de surpresa. Ele esperava justificações, explicações, pedidos de desculpa, mas Romário simplesmente lamentou. Só lamenta, Romário. 42.000 pessoas gritaram o seu nome na Paulista. Gritaram para você sair. Isso não mexe consigo? Mexe, ratinho.

 Claro que mexe, mas não vou mudar a minha posição por causa da grito de multidão. Multidão, Romário, são os seus eleitores. São as pessoas que acreditaram em si quando disse que ia lutar pelo Brasil. E luto pelo Brasil, Ratinho, do meu jeito, com as minhas convicções. O Ratinho estava a ficar impaciente. Romário, ajuda-me a compreender.

 Você acha que o Alexandre de Morais tem razão? Concorda com as decisões dele? Ratinho, eu acho que todo o sistema está errado. Direita, esquerda, centro. Todo mundo a pensar em si próprio, ninguém pensar no país. A resposta de Romário surpreendeu o Ratinho. Era a primeira vez que o ex-jogador demonstrava alguma crítica ao sistema político.

 Todo mundo pensando em si próprio. Romário, está incluindo a direita nisso? Estou incluindo toda a gente, Ratinho. Direita, esquerda, toda a gente. A política tornou-se um jogo sujo onde todos se querem dar bem. Romário, está a dizer que a direita é tão suja como à esquerda? Estou dizendo que o poder corrompe, ratinho.

 Não importa se é direita ou esquerda. Quando a pessoa chega ao poder, esquece-se de onde veio. A admissão de Romário mudou completamente o tom da conversa. Ratinho não esperava esta autocrítica vinda de alguém que tinha sido eleito pela direita. Romário, isso é uma crítica pesada que está a fazer. É a verdade, Ratinho.

 Quantos políticos de direita conhece que realmente lutam pelo povo? Quantos que não estão preocupados apenas com a sua própria carreira? Ratinho ficou alguns segundos em silêncio. A pergunta de Romário tinha tocado em algo que ele próprio questionava internamente. Romário, você tem razão. Muita gente que se diz de direita só pensa em si própria.

 Você vê, Ratinho, até tu reconheces. Assim, por que raio tenho que assinar papel para agradar a pessoas que só pensam em si mesma? Romário, mas e o povo? E quem acredita realmente na mudança? Estas pessoas não merecem a nossa luta. Merecem, Ratinho. Por isso é que eu não fico a assinar papel por pressão política.

 Por isso é que eu analiso cada coisa com a minha própria cabeça. A conversa estava a tomar um rumo inesperado. O que começou por ser um confronto foi transformando-se numa reflexão sobre os problemas da política brasileira. Ratinho percebeu que Romário tinha pontos válidos. Romário, deixa-me te perguntar uma coisa. Acha que a direita brasileira está no caminho certo? Ratinho? Eu acho que ninguém está no caminho certo.

 Todo o mundo preocupado com eleição, com cargo, com poder. Ninguém preocupado em resolver os problemas do país. Isto é verdade, Romário. Até eu fico desiludido às vezes com pessoas que deveriam estar do nosso lado. Você vê. Por isso é que eu não fico a assinar papel para agradar político. Prefiro desiludir político do que desiludir a minha consciência.

Ratinho começou a compreender a posição de Romário. Romário, mas compreende que o povo fica confuso quando não se posiciona claramente? Compreendo, Ratinho, mas prefiro que o povo ficar confuso com a minha independência do que satisfeito com a minha submissão. Submissão é uma palavra pesada, Romário. É a palavra certa, Ratinho.

 Quantos políticos de direita conhece que são submissos aos dirigentes do partido? que assinam qualquer papel que mandem assinar. A pergunta de Romário era incómoda porque era verdadeira. Ratinho conhecia muitos políticos que simplesmente obedeciam a ordens partidárias sem questionar. Romário, nisso tens razão.

 Tem muito político que se tornou empregado de líder partidário. Exato, Ratinho. E eu me recuso-me a tornar-me empregado de qualquer um. Sempre fui dono da minha própria carreira e vou continuar a ser Romário. Mas como fica a sua relação com o eleitorado de direita? Como fica a sua relação com quem votou em si, esperando uma postura mais alinhada? Ratinho, quem votou em mim à espera de um político tradicional, votou na pessoa errada.

 Eu sempre deixei claro que seria independente. Independente até que ponto, Romário? Porque há alturas que independência transforma-se em isolamento. Prefiro o isolamento à submissão, ratinho. Prefiro estar sozinho e coerente do que acompanhado e incoerente. A firmeza de Romário foi impressionando o Ratinho. O apresentador percebeu que estava a lidar com alguém que realmente não se curvaria perante pressões.

 Romário, vou-te dizer uma coisa. Eu respeito a sua posição. Mesmo discordando, respeito. Obrigado, Ratinho. É isso que espero das pessoas. Respeito pela diferença de opinião. Di. Mas, Romário, tem que compreender que o povo fica desiludido quando não vê posicionamento claro. O povo quer saber de que lado estás. Ratinho, eu estou do lado do Brasil.

 Não não estou do lado da direita, nem da esquerda. Estou do lado do que é certo. E o que é certo para si, Romário? Pensar com a própria cabeça, ratinho. Não assinar papel por pressão. Não virar fantoche de ninguém. Ratinho suspirou. Começava a entender que Romário tinha uma lógica própria. Mesmo que essa lógica fosse incompreensível para muitos eleitores.

 Romário, não tem medo de ficar politicamente isolado, Ratinho? Se ficar isolado por ser coerente, é um preço que estou disposto a pagar. Mesmo que isso signifique perder o apoio popular. Mesmo que signifique isso, Ratinho. Prefiro ter a consciência tranquila. A conversa estava a chegar a um ponto interessante. Ratinho percebeu que Romário não estava interessado em agradar a ninguém, nem mesmo aos seus eleitores.

 Romário, mas tem responsabilidade com quem te elegeu. Tenho a responsabilidade de ser honesto, Ratinho. Não tenho responsabilidade de ser submisso. Honesto sobre o que, Romário? Sobre o facto de a política brasileira está podre, ratinho. Direita e esquerda. Todos pensando em si mesmo. Acredita mesmo que a direita é tão mau quanto a esquerda? Acredito que poder corrompe qualquer um, Ratinho.

 Não importa a ideologia. Ratinho ficou alguns segundos a pensar. A análise de Romário era dura, mas tinha elementos de verdade. Romário, isto que você está falar é pesado. Está jogando todo mundo no mesmo saco. Estou a ser realista, Ratinho. Quantos políticos de direita conhece que realmente mudaram alguma coisa? Quantos que não estão preocupados apenas com a própria carreira? Romário, há gente séria na direita.

 Há gente que realmente quer mudar o país. Tem ratinho, mas são minoria. A maioria só se quer dar bem. E inclui-se nessa maioria? Eu me incluo como alguém que está a tentar ser diferente, o Ratinho, tentando não virar mais um político tradicional. A A humildade de Romário surpreendeu Ratinho. O ex-jogador não estava a se colocando como superior aos outros políticos.

 Romário, está a dizer que pode errar também? Claro que posso errar, ratinho. Sou humano, mas prefiro errar sendo eu próprio do que acertar sendo outra pessoa. Isso é interessante, Romário. Você prefere o erro autêntico ao acerto forçado. Exatamente, Ratinho. Prefiro desiludir ser honesto do que agradar sendo falso.

 Ratinho estava a começar a ter uma visão diferente de Romário. O ex-jogador não era apenas teimoso ou contrário. Ele tinha uma filosofia própria sobre política. Romário, você acha que está a ser incompreendido? Acho que as pessoas querem que eu seja o que elas imaginam que eu deveria ser, Ratinho. Não o que eu realmente sou e o aquilo que realmente é.

 Um tipo que sempre pensou com a sua própria cabeça, ratinho, dentro e fora do campo. Mesmo que isso signifique ir contra a maré, sobretudo quando significa ir contra a maré, ratinho. Sempre foi assim. A conversa estava a fluir de uma forma que nenhum dos dois esperava. O confronto havia-se transformado em uma discussão profunda sobre política e autenticidade.

Romário, não tem medo de estar errado? Tenho medo de ter razão, ratinho. Como assim? Tenho medo de estar certo sobre a podridão da política brasileira, sobre como toda a gente só pensa em si próprio. A resposta de Romário era perturbadora. Ratinho percebeu que o ex-jogador tinha uma visão muito pessimista do sistema político.

 Romário, mas se pensa assim, porque entrou na política? para tentar fazer diferente, ratinho, para mostrar que é possível ser político sem se tornar politiqueiro. E acha que está conseguindo? Não sei, Ratinho. Só sei que estou tentando, mesmo com toda esta pressão, mesmo com o próprio partido contra si, principalmente por causa disso, Ratinho.

Se cedesse à pressão, virava igual a todos os outros. Ratinho estava impressionado com a coerência de Romário. Mesmo discordando de algumas posições, tinha de reconhecer que o ex-jogador tinha lógica no seu raciocínio. Romário, vou-te dizer uma coisa. Mesmo discordando, respeito a sua posição. Obrigado, ratinho.

 É isso que eu quero. Respeito, não concordância. Mas compreende que o povo fica confuso quando não vê posicionamento claro? Compreendo, ratinho, mas prefiro confusão momentânea a submissão permanente. Romário, és um tipo difícil de entender. Sou um tipo simples, ratinho. Só não aceito ser mandado mesmo por quem te elegeu.

 Quem me elegeu sabia que estava a eleger um cara independente, ratinho, e não um fantoche. A conversa estava a chegar ao fim, mas ambos pareciam ter chegado a um entendimento mútuo. Não concordância, mas entendimento. Romário, última questão. Arrepende-se de alguma coisa? Me arrependo-me de ter entrado na política, pensando que seria fácil mudar as coisas, Ratinho.

 Por que razão seria fácil? Porque eu achava que bastava ser honesto, Ratinho. Agora vejo que a honestidade na política incomoda muita gente. Incomoda mesmo, Romário, até quem devia valorizar. Vê, até você reconhece. Por isso que não me curvo perante ninguém. Ratinho suspirou. A conversa havia tomado rumos que não esperava. Romário, vou-te dizer uma coisa.

 Você abriu-me a cabeça para algumas questões. Que bom, Ratinho. Esse era o objetivo. Objetivo? Mostrar que as coisas não são tão tão simples quanto parecem, Ratinho, que nem tudo é preto no branco. Tem razão nisso, Romário. Política complicada do que parece. Muito mais complicada, Ratinho.

 Por isso é que eu prefiro pensar duas vezes antes de assinar qualquer papel. Mesmo que isso te custe apoio popular. Mesmo que custe tudo, ratinho, prefiro perder apoio sendo honesto do que ganhar apoio sendo falso. A conversa estava a terminar, mas ambos sabiam que tinham tocado em questões importantes. Romário, obrigado pela sinceridade. Obrigado pela oportunidade, Ratinho, mesmo com as discordâncias.

Discordar faz parte da democracia, Romário. Faz parte, Ratinho. O problema é quando a discordância se torna guerra pessoal. Tem razão. Guerra pessoal não leva a lado nenhum. Não leva, ratinho. Por isso é que eu prefiro conversar do que brigar. Quando a chamada terminou, o estúdio ficou em silêncio.

 Ratinho olhou para as câmaras e fez a sua reflexão final. Vocês viram o que aconteceu aqui hoje? Um tipo que se recusa a ser mandado por qualquer um, que prefere desiludir a multidão a desiludir-se a si próprio. O apresentador continuou: “Discordo de muitas coisas que o Romário disse. Acho que deveria ter assinado o destituição do Morais, mas tenho que reconhecer.

 Ele tem a coragem de ir contra a maré”. Ratinho fez uma pausa, refletindo sobre as suas próprias palavras. E talvez ele tenha razão numa coisa. Talvez a direita brasileira tenha os mesmos vícios da esquerda. Talvez toda a gente só pense em si próprio. O apresentador olhou diretamente para a câmara. Isso me incomoda profundamente. Ver gente que deveria estar a lutar pelo país, preocupada apenas com o cargo e o poder.

 A reflexão de Ratinho estava a ser honesta e dolorosa. Romário fez-me pensar em uma coisa. Será que não estamos todos presos no mesmo sistema podre? Será que a direita e a esquerda não são farinha do mesmo saco? O apresentador suspirou profundamente. Não sei a resposta pessoal. Só sei que falar com o Romário fez-me questionar muita coisa que eu dava como certa.

 O programa terminou com uma sensação estranha. Não havia vencedores nem perdedores, apenas duas pessoas que haviam-se confrontado e no final reconhecido que a política brasileira tinha problemas mais profundos do que imaginavam. A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, as opiniões dividiram-se. Alguns elogiaram a independência dos Romário, outros criticaram a sua teimosia, mas todos reconheceram que a conversa tinha tocado em questões importantes sobre a política nacional.

 O Brasil tinha presenciado algo raro, um confronto político que terminou em reflexão mútua. Ratinho havia questionou Romário, mas também questionado a si próprio. Romário havia-se defendido, mas também criticado o sistema que integrava. comenta aí: “Acredita que é possível ser político sem se tornar politiqueiro como defende o Romário?

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *