MANDOU MAT4R O MARIDO E ESQUECEU AS CÂMERAS LIGADAS
Ela estava por trás de tudo e nós sem saber arrasada. Ligou a chorar, perguntando que ia ser da vida dela, que amava o marido, os filhos, que não sabia como é que ia fazer com a vida dela. Uma mulher abre o portão e deixa um assassino contratado entrar em sua casa. A vítima era o seu próprio marido, que estava a tomar banho.
Diversos disparos são disparados, mas o homem determinado a lutar pela vida, sai a correr pela rua apenas com uma toalha nas mãos. Porém, esta história é mais complexa do que parece. O que aconteceu realmente? Isso e muito mais no vídeo de hoje. Pessoal, já quero começar este conteúdo mostrando-vos um vídeo onde é possível ver nitidamente uma mulher levando um criminoso até à casa de banho, onde o seu marido estava a tomar banho.
O que ela não imaginava é que as câmaras filmaram toda a ação. Então, deixe o seu like, subscreve aqui o canal e deixa também o vosso comentário aqui embaixo. Eu sou o Pablo, seja muito bem-vindos e liga-te na história. Angélica cortou os fios das câmaras de segurança. Queria livrar-se das imagens do crime, mas não resultou.
Tudo foi gravado em alta definição e com todos os detalhes. Disse ao marido que ia à padaria comprar pão. Enquanto ela sai com o carro da garagem, um homem sai de um veículo branco com uma t-shirt vermelha tapando o rosto e entra na residência. Já dentro da casa, ela conduz o criminoso até à casa de banho e indica que o seu marido está lá dentro a tomar banho.
A frieza é clara e absoluta. O criminoso abre a porta da casa de banho e dispara várias vezes contra o marido da própria mulher. Recua para recarregar a arma. O marido sai da casa de banho completamente assustado e tenta fugir. Ele sai a correr para a rua, tentando desesperadamente fugir do atirador.
Mas o que não esperava é que houvesse outro homem do lado de fora dentro do carro, que também vai atrás dele. Ele chega a cair, mas levanta-se e corre até um terreno junto à sua casa, que infelizmente não tinha saída. Dentro deste terreno, o homem perdeu a sua vida. Mas esta história vai muito além do que parece.
Pessoal, em setembro de 2023, uma cidade do interior da Bahia acordou com uma notícia que não lhe ficava bem. Luís Eduardo Magalhães é conhecida pela tranquilidade pelo agronegócio por ser uma das cidades mais ricas do oeste baiano. Não é o tipo de local onde se espera encontrar um assassino encomendado.
dois pistoleiros recrutados noutro estado e uma mulher que, segundo as investigações, orientou o próprio matador até à casa de banho onde o marido estava a tomar banho. Mas foi exatamente isso que aconteceu. José Vicente de Cerqueira Sena, tinha 40 anos, era natural de Feira de Santana e residia em Luís Eduardo Magalhães [pigarreia] havia 13 anos.
vendia carros reformados, tinha uma loja de confecções com a esposa e as pessoas que viviam com o casal descreviam-no como um homem dedicado, que saía com os filhos todos os dias e esforçava-se para manter a família unida. Era casado, pessoal, há 9 anos com Angélica da Silva Goldin, de 30 anos. E os dois tinham dois filhos pequenos de 3 e 4 anos de idade.
José tinha ainda mais duas filhas adolescentes de outro relacionamento que viviam em Feira de Santana. Para quem via de fora, era um casal estável, bem estabelecido, dentro de uma rotina que parecia sólida. Mas a Angélica conta uma história diferente. No interrogatório, ela afirmou que José Vicente não era o homem que as pessoas de fora viam.
Segundo ela, pessoal, e a versão que ela deu à polícia, ele agredia-a física e verbalmente desde antes de ser preso. Piorou depois que saiu da cadeia e passou a ameaçá-la de morte duas vezes por dia de manhã à noite. Ela disse que ele abusava dela com frequência, inclusive com arma na mão, e que numa ocasião, numa quinta, olhou para ela enquanto a fogueira ardia do lado e disse que a sua vontade era lançá-la dentro do fogo.
Isolava-a e ameaçava fazer uma tragédia se ela ligasse para alguém. Segundo a mesma, se fosse à esquadra, ele compareceria, voltaria para casa e faria o pior. Um dia em que estávamos na quinta e depois ele tava a acender a churrasqueira e depois como era de de palha, tinha feito um negócio de palha, não é? Acendeu a churrasqueira e deitou gasolina, foi a super gasolina para acender mais rapidamente.
Aí pegou fogo nesse negócio palha. Quando saí do casa de banho, que eu vi a arder e ele tirando a água da piscina e atirando-a, eu também fui para ajudar, não é? E ele olhou para mim e disse que a sua vontade era apanhar-me e atirar-me dentro desse fogo. O meu filho mais velho, que no caso tinha 4 anos, hoje tem cinco, ele falava, ele diz que o papá é cobarde, que o papá batia na mamã.
E o mais novo, quando isso acontecia, ele falava comigo: “Mamã, mamã, papá brigou e via tentando consolar-me, porque ele via, não é?” Eu ia lá, apresentava uma queixa, ele ia comparecer na esquadra e voltar para casa. Aí cheguei a casa, ele poderia fazer o pior comigo, porque várias vezes ele já pegou numa arma para me colocar para querer matar-me, que dizia que ia matar-me, que eu ia morrer e ele ia ficar com os filhos.
Vale a pena frisar mais uma vez, pessoal, que estas são as alegações dela, apresentadas pela defesa no processo. Não existem registos policiais que comprovem as agressões, o que pode ser apenas um álibe para justificar o que vinha a acontecer. Ainda outro ponto que Angélica trouxe no interrogatório sobre o perfil da vítima.
Antes do crime, José Vicente tinha antecedentes criminais. Ele havia sido preso por assalto à mão armada e, segundo ela, mantinha uma arma em casa. Além disso, trabalhava com ajotagem, emprestava dinheiros a juros e cobrava devedores de forma violenta, chegando a ameaçar que quem não pagasse pagaria com a vida.
No entanto, a família da vítima reconhece a atividade financeira informal, mas é categórica. Isso não não teve qualquer relação com o crime. A senhora tinha medo. Ele já tinha havido sido preso por tipo de crime foi preso? Assalto à mão armada. Assalto à mão armada. Em casa ele sempre tinha possuía que legal arma de fogo. Sim. A senhora já o viu com esta arma de fogo? Estava onde ele o guardava? Ele colocava-a na mão e apontava para mim falando muitas vezes até na relação na cama.
Ele forçava-me relação, inclusive já várias vezes com a arma. O ponto onde tudo começou a rachar foi uma herança. O pai de Angélica morreu e deixou-lhe uma carrinha Hilux. Para José Vicente, aquele era um bem que podia ser convertido em capital e investido na família. Ele fechou um acordo para vender o veículo e recebeu um adiantamento de 30.000$.
O problema foi o que aconteceu com este dinheiro assim que chegou à mão de Angélica. Ela gastou em festas, viagens, jantares, roupa, fim de semanas em locais que rendessem boas fotos. Nas redes sociais, a vida que ela projetava parecia impecável. Legendas motivacionais, sorriso rasgado, checklist em restaurantes e eventos.
Segundo a irmã da vítima, Angélica falava abertamente que queria frequentar locais giros para que as amigas vissem. Era a estética de vida supostamente perfeita, aplicada com uma obsessão que foi crescendo à medida que o dinheiro diminuía. José Vicente tentou colocar travão, mas havia um complicador que tomava um impasse ainda mais tenso.
A Hilux estava judicialmente bloqueada por ser um bem herdado dentro de uma partilha familiar. O comprador que tentou registar o carro no próprio nome descobriu o embargo. Os 30.000 de adiantamento tinham sido gastos em cima de uma venda que juridicamente não podia ser concluída. A pressão financeira sobre o casal era real e as discussões financeiras foram aumentando.
Com a ajuda de uma amiga, Angélica contratou assassinos contratados. Os dois homens saíram do interior do Piauí. Angélica conhecia uma mulher chamada de Micaele. As duas, pessoal, tinham-se encontrado anos antes na fila da visita íntima de um estabelecimento prisional.
Aquela amizade construída à porta de uma cadeia voltou a ter utilidade. Segundo a justiça, Angélica procurou Micaele, contou-lhe sobre o casamento e sobre o que queria resolver. Micaele não fez nenhum favor gratuitamente, cobrou R$ 1.000 pela intermediação e apresentou dois homens. O valor acordado pela morte de José Vicente foi de R$ 18.
000 pagos em prestações. Dois dias antes do assato, no dia 4 de setembro, Angélica transferiu R$ 3.000 via Pix para Wesley Santos da Paixão Pereira, um dos executores. Tudo com nome, data e comprovativo. Esta trilha financeira se tornaria uma das peças mais devastadoras contra ela. Mas aqui, pessoal, a versão dela diverge novamente.
Angélica afirmou no interrogatório que na noite anterior do crime chamou os pistoleiros e pediu para cancelar tudo. Disse que se tinha arrependido e que queria tentar reconstruir o casamento. Segundo ela, a resposta foi que não dariam viagem perdida, uma vez que tinham vindo até lá e que se ela não cooperasse, invadiriam a casa dela e matariam toda a gente.
com essa sua palavra para eles por telefone e que não queria continuar mais. A senhora disse, eh, o que lhe responderam, a senhora recorda-se? Disse que não iriam dar viagem perdida, já tinham vindo ao local e que eu iria fazer. E se eu não deixasse iam, iriam invadir a casa e matar toda a gente. Foi aí, segundo ela, que abriu o portão com uma arma apontada às suas costas.
A investigação não encontrou evidências que corroborem esta versão. As câmaras mostram-na a abrir o portão e conduzindo o atirador até à casa de banho, sem sinal visível de coação. O quarto onde as crianças estavam ficava a menos de 20 m da casa de banho. Os meninos de 3 e 4 anos ouviram tudo.
Mais tarde, segundo a avó paterna, um deles descrevia os tiros como se fossem bombas. As crianças, pessoal, ficaram sobico. Questionada pelo pai, a avó dizia que ele vinha buscá-los. As crianças estavam dentro de casa, ela colocou o bandido para dentro, para lá dentro, mostrou onde era a casa de banho e entrou para dentro do quarto onde as crianças estavam.
A gente está com aqui com um advogado, entendeu? E a gente vai aguardar e clamar por justiça, porque a única coisa que nós queremos é justiça, percebe? porque a a vida dele já foi seifada, não vai voltar mais atrás, entendeu? Portanto, a a única coisa que a gente quer só justiça. A gente foi pensar numa coisa quando chegou ao num funeral, mais um sofrimento por est vendo-o no caixão sendo sendo velado e e ser surpreendido que foi a própria mulher que encomendou o ligou a chorar, arrasada.
ligou a chorar, perguntando que ia ser da vida dela, que amava o marido, os filhos, que não sabia como é que ia fazer com a vida dela. Sobre os fios das câmaras, há mais uma divergência. As reportagens à investigação apontam que Angélica cortou os fios antes do crime como parte do plano para apagar as provas. Ela afirma no interrogatório que foram os próprios pistoleiros que depois do crime ligaram a dizer para ela arrancar os fios porque a câmara tinha gravado tudo.
Seja qual for a versão correta, pessoal, o resultado foi o mesmo. As câmaras tinham bateria interna e continuaram a gravar. Ela também entregou à polícia o telemóvel com os vídeos, acreditando que tudo havia sido apagado. Depois do crime, Angélica ligou para a polícia a chorar muito.
Disse que tinham invadido a casa dela, que o marido tinha sido morto num assalto e que ela e os filhos tinham sido feito reféns. Josiane Sena Silva viajou de Feira de Santana para o velório sem saber de nada. Ao chegar, perguntou por Angélica, ouviu que ela estava detida e pediu-lhe que colocasse um advogado para a libertar. Horas depois veio a notícia.
O choque nas palavras dela foi absoluto. A família inteira tinha Angélica como filha. Presa no mesmo dia do crime, teve a detenção convertida em preventiva. Os executores foram capturados dias depois e confessaram: “Micaele também foi detida, mas nega a participação consciente no crime, afirmando que apenas passou um dinheiro sem saber do que se tratava.
Tanto quanto é possível apurar, Angélica da Silva Goldin continua presa. A pena prevista pode chegar aos 40 anos. O que o júrio vai ter de decidir, pessoal, é qual a versão a acreditar. a da investigação que mostra uma mulher que planeou friamente o assassinato do marido por dinheiro e vaidade, ou a sua que fala de uma vítima de violência doméstica que tentou desistir e foi coagida até ao último momento.
As câmaras gravaram o que gravaram. O que elas não gravaram foi o que aconteceu dentro daquela casa nos anos anteriores. Pessoal, recomendo que assistam estes dois vídeos que devem estar aparecendo aí para vocês.