9 MEMES FAMOSOS QUE MORRERAM DE FORMA TRÁGICA E VOCÊ NEM IMAGINAVA

Tem uma menina de 7 meses de idade. Agora ela tem 7 meses. Tô >> o leite é caro, certo? >> Pois, o leite está caro. Estou precisando de uma ajuda lá. Quem quiser poder ajudar-me, agradeço, tá? Eu só peço obrigado aí pelo me escutarem aí. Valeu. >> Na noite de 23 de janeiro de 2016, menos de 4 meses depois de se tornar meme, Ronaldo caminhava pelas ruas do bairro das Quintas com a namorada e a filha pequena.

De repente, um homem se aproximou-se e disparou vários tiros a queima roupa. Ronaldo foi socorrido com urgência, mas já chegou ao hospital sem vida. Ninguém foi preso, ninguém explicou o motivo. A onda terminou ali. >> Ixe, que onda é esta, meu irmão? >> O meme continua vivo na internet. A frase ainda arranca gargalhadas em vídeos no TikTok.

Mas quem se lembra do miúdo que só queria mudar de vida? Por trás do viral havia um jovem a tentar recomeçar. E tudo o que ganhou foi um fim precoce. Lucas Florisvaldo. >> 4 + 4. >> 4 + 4. >> Olha para mim. >> 4 + 4. >> Fala ligeiro. >> 5. >> Acertou. 11 + 3. >> 11 + 3 13. >> Acertou. É. 1 + 1. >> 1 + 1, 2. >> 2 + 2, >> 3. >> Acertou. 4. 4 com mais 5.

4 + 5 >> 24. Acertou, miserável. Deixa-me ver. É sete com sete. >> Sete. >> Acertou. Ah, miserável. Deixa-me ver. 5 + 6. >> 5 + 6. >> Fala alto. >> 16. >> Acertou. Como é que te ensinou, velho? >> Se viveu a internet brasileira por volta de 2014, certamente já ouviu esta frase. Ela virou figurinha. Trilha sonora de vídeos.

Reação universal no WhatsApp. O bordão nasceu num vídeo simples gravado em casa, onde um menino franzino e simpático tentava responder questões de matemática. O seu nome? Lucas Floresvaldo Moreira Queiroz. Então com 13 anos. O que pouca gente percebeu é que ele quase nunca acertava nada. Mas o homem por detrás da máquina fotográfica, talvez pai, talvez tio, talvez apenas alguém encantado, dizia com entusiasmo em cada resposta: >> “Sete.

” >> Acertou. Ah, miserável. Deixa-me ver. era hilariante e ao mesmo tempo comovente, Lucas errava com confiança e quem filmava elogiava com orgulho. Juntos criaram um dos momentos mais doces da história dos memes. O vídeo tornou-se viral. A frase tornou-se um símbolo de apoio exagerado, de adepto fanático, de quem vibra com tudo.

Mas Lucas, o miúdo por trás do meme, seguiu a vida longe dos holofotes. Com o tempo enfrentou problemas de saúde e faleceu ainda jovem. Pouco se sabe sobre a sua morte. Não houve manchetes nem trending topics, mas quem viu aquele vídeo nunca mais se esqueceu. O Lucas talvez não tenha acertado as contas, mas acertou em cheio no coração do Brasil.

Ele nos lembrou que às vezes o que nós precisa não é de perfeição, mas de alguém que acredite em nós próprios quando a resposta está toda errada. Emílio Eduardo. >> Pois, fica calado. Não quero falar com Bandeirantes, com ninguém à frente das câmaras. Está bom. Por que é que matou a tua mãe, Rafa? >> Não te interessa, palhaço.

Falou, maluco. Gosto da câmara, o microfone para mim e tudo, mas para ti não quero falar contigo. >> Ah, morre diabo. >> Fala aqui para nós então. >> Estou a falar. Não estou a falar. Então morre diabo. >> Estas palavras desconexas, quase surreais, saíram da boca de um homem aparentemente fora de si.

O nome dele era Emílio Eduardo da Rocha Devesa, residente em Serro Azul, no Paraná. Em novembro de 2010, foi detido após um crime brutal, o assassinato da própria mãe. Durante a detenção, uma equipa do programa Boa Tarde Paraná entrevistou-o. O resultado foi um vídeo tão chocante quanto bizarro. Emílio falava com os repórteres como se estivesse em trans.

misturava frases enigmáticas, encarava a câmara com olhos perdidos e soltava frases como: “É, fica calado, não quero falar com bandeirantes, com ninguém em frente às câmaras, tá bom?” >> Por que é que mataste a tua mãe? >> Não te interessa, palhaço. >> O vídeo tornou-se viral com velocidade assustadora. Em apenas 4 dias já passava de 1,6 milhão de visualizações no YouTube.

Tornou-se meme, remix, bordão de WhatsApp e até piada recorrente no Reddit. Mas diferente dos outros casos, aqui ninguém ria com Emílio. Riam-se dele, da sua insanidade, da sua tragédia. Em 2016, os cineastas decidiram transformar a história numa curtam metragem de suspense. A produção foi indicada a prémios e reacendeu o debate.

Até onde vai o limite da internet quando o humor nasce da dor de alguém em surto? Hoje ninguém sabe ao certo o paradeiro de Emílio. Uns dizem que está internado, outros que faleceu em silêncio. O que resta é um meme sombrio e a sensação incómoda de que nos rimos quando talvez devesse ter ficado em silêncio.

O caso de Emílio é um espelho desconfortável. A internet pode transformar qualquer coisa em entretenimento, até o pior dos pesadelos. Jotinha, tem um juízo na cabeça. Jo, >> estamos juízos cabeça. >> Estamos juízo a cabeça. >> Se já recebeu um áudio engraçado no WhatsApp daqueles com voz acelerada e sotaque baiano, é bem possível que tenha sido dele. Só tinha o rei do zap.

Com as suas frases de efeito como papá, comentários de futebol e piadas irreverentes, José Luís Almeida da Silva saiu de Elísio Medrado no interior da Baía, directamente para os telemóveis do Brasil inteiro. Pequeno no tamanho, enorme no carisma, Jotinha tornou-se meme, tornou-se influência, tornou-se companhia de muita gente.

Só no O Instagram somava mais de 1,2 milhões de seguidores. A sua gargalhada era remédio contra a tristeza e o seu jeito autêntico, uma espécie de antídoto contra a rotina pesada. Mas por detrás da alegria, o destino preparava um golpe demasiado duro. Em novembro de 2020, em plena pandemia, A Jotinha começou a sentir os sintomas que tornaram-se o pesadelo daquela época.

Falta de ar, febre, cansaço extremo. Foi internado de urgência em Santo Antônio de Jesus, em estado grave. Com apenas 52 anos, foi entubado. Entrou em coma induzido, foi submetido a hemodiálise, ventilação mecânica e o uso de vasopressores para tentar manter o corpo a funcionar, mas não resistiu. No dia 5 de novembro de 2020, o Brasil perdeu a sua voz mais alegre.

Falência múltipla dos órgãos, causa Covid. A como foi nacional. Clubes de futebol, artistas, fãs anónimos. Todos prestaram homenagens. Até o jornal The New York O Times publicou um obituário sobre ele, mostrando o tamanho do impacto de alguém que começou por gravar áudios num telemóvel simples. O Jotinha era mais do que um meme.

Era um símbolo da alegria popular, da leveza espontânea que a internet pode ter e também um doloroso lembrete de quantas vidas levou a pandemia sem aviso. Hoje, os seus áudios ainda circulam nos grupos. E mesmo em silêncio, ele continua a fazer-nos sorrir. Luciano Gardenal. E vamos sair.

Estamos aqui no posto Guatemi. Vamos abastecer agora e vamos seguir viagem.  Se viveu a internet entre 2015 e 2017, provavelmente já ouviu esta voz empolgada, imitando buzinas, travagens e motores com uma precisão absurda. O nome por detrás desta performance, Luciano Moura, mais conhecido por Luciano Gardenal, o camionista invisível de Pratápolis.

Nasceu em Minas Gerais, por volta de 1975, Luciano tornou-se um fenómeno local. Ele não tinha um camião, mas simulava viagens inteiras com a boca. Bastte e confere à frente aí. >> Andava pelas ruas da cidade a emitir sons de marcha, imitando rádio de bordo, dando seta e até pedindo para descarregar a carga.

Parecia coisa de criança, mas o seu talento era tão único que foi chamado para participar no balanço geral do Se vira nos 30 do Faustão e tornou-se um querido dos camionistas de todo o país. Luciano tornou-se meme, mas era tratado com carinho, como aquele vizinho excêntrico, mais inofensivo, que traz alegria a todo o mundo.

Infelizmente, a estrada dele foi interrompida demasiado cedo. Na noite de 29 de de setembro de 2017, Luciano regressava para casa num autocarro escolar que transportava funcionários em Passos também em Minas Gerais. Na altura da estrada MG050, o veículo embateu violentamente com uma carreta. O impacto foi fatal. Luciano morreu no local.

aos 42 anos, juntamente com outras duas pessoas, a notícia abalou a cidade. Amigos, fãs, camionistas e até desconhecidos prestaram homenagem nas redes. >> Muitos lembraram-se do seu jeito espontâneo, da alegria que espalhava e da simplicidade com que fazia todo o mundo sorrir. O Luciano não tinha camião, mas conduzia direto para o coração de quem o conhecia.

Hoje, quando alguém publica um vídeo de buzina ou um meme com motor de fundo, a quem ainda comenta: Gardenal faria melhor. Mike do Mosqueiro. Vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai.   Ai v meu amor que que te quero dizer. Diz que te amo e não vivo sem ti. Você não a vida você especial coisa para não te fazer mal.

O meu olhar no meu meu olhar no meu. Conquistaste-me o meu qu. Em 2009, um vídeo gravado nas ruas de Mosqueiro, um distrito balnear de Belém do Pará, mudou a vida de um homem. Mike, um sem-abrigo com um sorriso fácil e alma de artista, surgiu com um bordão que se colou feito chiclete na cabeça do Brasil. Ai, meu amor, que o que eu te quero dizer diz que eu te amo.

>> A sua batida improvisada. O gingado, o carisma, tudo era puro ouro em bruto em forma de meme. O vídeo tornou-se viral e atingiu mais de 10 milhões de visualizações, transformando Mike num fenómeno nacional. E como todo o sucesso instantâneo da era digital, os convites vieram: Faustão, Ratinho, programas de auditório, promessas de contrato, cachet que nunca imaginou ver.

De uma calçada fria, Mike foi parar ao palco do Vira-se nos 30.  >> Mas o brilho da fama para ele veio acompanhado de sombras antigas. Mike enfrentava problemas graves com o álcool e drogas. E o mesmo público que o aplaudiu desapareceu quando começou a desabar. Sem estrutura, sem rede de apoio, sem ninguém verdadeiro por perto, foi perdendo tudo, inclusive a saúde e a esperança.

Na noite de 29 de março de 2013, cambaleando pelos passeios da Avenida 16 de Novembro, Mike caminhava sob o efeito do álcool. Um passo incerto, um momento de descuido. Uma combi surgiu de repente e não houve tempo para desviar. O impacto foi fatal. Mike morreu ali mesmo, sem hipótese de socorro. O velório e o funeral realizaram-se no mesmo dia, no cemitério de São José, no bairro do Maracajá, em Belém.

Poucos presentes, poucas palavras. A internet que o transformou num ícone mal notou a sua partida. Vai, vai, vai, vai, vai, vai.  >> Mike é a prova viva e trágica de que o fama viral pode durar segundos, mas o vazio que ela deixa durar para sempre.  Ai, daí meu que que diz que eu te amo. E então, qual destas histórias te surpreendeu mais? Comenta aqui em baixo que quero muito saber.

Down, aproveita também e diz-me de qual cidade que está a assistir. Vai que tem mais gente aí da tua zona, não é? Se gostou do vídeo, deixe o like, se subscreve o canal e ativa o sininho para não perder os próximos. Aqui tem vídeo novo todas as semanas com histórias emocionantes, curiosas e que não se vêem em qualquer lugar.

Valeu por assistir até ao final. És top demais. A gente se vê no próximo vídeo.

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