O futebol brasileiro é, inegavelmente, um ecossistema complexo, apaixonante e frenético, capaz de moldar e destruir lendas em um piscar de olhos. Nele, heróis são forjados no calor implacável das arquibancadas e deuses táticos são erguidos em pedestais de ouro, recebendo fortunas astronômicas para carregar o destino de milhões de torcedores ansiosos. Nesse cenário vulcânico de pura emoção e cifras assustadoras, poucos nomes ressoam com a mesma intensidade, respeito e controvérsia que o de Alexi Stival, universalmente, carinhosamente e criticamente conhecido como Cuca. Nascido no dia sete de junho de mil novecentos e sessenta e três na fria e acolhedora cidade de Curitiba, no estado do Paraná, este homem transcendeu a modesta categoria de ex-jogador de futebol para se tornar uma verdadeira entidade, uma mente brilhante e um dos comandantes mais valiosos, cobiçados e polêmicos de toda a longa história esportiva da América do Sul. A trajetória monumental de Cuca é um roteiro hollywoodiano completo, repleto de vitórias épicas e inacreditáveis, salários milionários que desafiam a lógica econômica, refúgios rurais de paz absolutos e escândalos judiciais europeus sombrios que o perseguiram por décadas como fantasmas indomáveis. Vamos, neste mergulho profundo e minucioso, dissecar a impressionante jornada desse gigante estrategista, revelando as engrenagens de sua mente tática, os bastidores de sua riqueza e os episódios obscuros que moldaram a sua complexa personalidade dentro e fora das quatro linhas mágicas.

A paixão visceral de Cuca pelo esporte bretão não foi um acidente, mas sim um destino esculpido nos campos de várzea, onde as regras são ditadas pelo talento cru e pela determinação ferrenha. Desde muito jovem, ele entendeu que a bola seria a bússola que guiaria a sua existência. Iniciando sua carreira profissional como jogador no crepúsculo da agitada década de setenta, Cuca assumiu a difícil e cerebral posição de meio-campista. Com uma visão panorâmica privilegiada do jogo, passes milimétricos e uma postura agressiva e ofensiva que deixava os adversários perdidos, ele não demorou a capturar os rigorosos olhares de grandes clubes nacionais. O Juventude foi o seu primeiro grande palco de projeção, mas a verdadeira virada de chave, o momento em que ele entrou para a grande história, aconteceu no Rio Grande do Sul. Em mil novecentos e oitenta e quatro, o talento indiscutível do curitibano desembarcou no Grêmio, onde ele viveu de forma gloriosa e intensa a era de ouro do tricolor. Cuca fez parte da engrenagem formidável que conquistou a taça mais cobiçada de todas, a Copa Libertadores da América, e culminou com o título supremo e mundial na Copa Intercontinental. Ele não era apenas um jogador comum; era um campeão mundial legítimo, rodando posteriormente o país por gigantes como Palmeiras, Santos, Internacional, Coritiba e Portuguesa. Ele chegou até mesmo a experimentar o prestigiado, técnico e frio futebol espanhol com as cores do Real Valladolid. Embora sua técnica fosse indiscutivelmente apurada e sua versatilidade elogiada, ele não alcançou o status intocável de ídolos eternos de sua geração. Aos trinta e três anos de idade, percebendo que as pernas já não obedeciam aos comandos cerebrais com a mesma juventude explosiva, ele encerrou a sua carreira de jogador com a camisa da Chapecoense. O que poucos sabiam era que o verdadeiro gênio estava apenas começando a acordar de um sono profundo para revolucionar o banco de reservas.
A transição da grama escorregadia para o banco de reservas tenso e estressante não foi apenas uma simples troca de posição; foi o nascimento de um dos maiores cérebros táticos da história nacional. A jornada começou de forma modesta no Uberlândia em mil novecentos e noventa e oito, mas o seu talento inato para a liderança, motivação e leitura cirúrgica de jogo o catapultou de forma meteórica. Cuca comandou verdadeiras seleções em clubes pesados e cruéis como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Palmeiras, Santos, São Paulo e muitos outros. Mas foi no Atlético Mineiro que a verdadeira glória e a lenda imortal se materializaram. A histórica e dramática conquista da Copa Libertadores da América no inacreditável ano de dois mil e treze o transformou em uma divindade para a massa atleticana. Com um futebol envolvente, místico e baseado em uma crença quase espiritual na vitória, ele conduziu o Galo ao maior título de sua longa e rica história. A sua genialidade não se limitou ao passado. Em dois mil e dezesseis, ele ergueu a pesada taça de campeão brasileiro com o Palmeiras, encerrando um jejum agonizante, e repetiu o feito formidável em dois mil e vinte e um no seu retorno glorioso ao Atlético Mineiro, coroando o ano com o valioso título da Copa do Brasil. Cuca não ganha apenas troféus; ele transforma clubes quebras em máquinas aterrorizantes, fato que lhe rendeu diversos prêmios individuais como o de inquestionável melhor treinador do país.
Mas a glória e a genialidade esportiva têm um preço extremamente elevado no impiedoso mercado atual do futebol moderno. Para ter o cérebro afiado e a gestão de grupo impecável de Cuca, os clubes precisam estar dispostos a abrir profundamente os seus ricos cofres institucionais. Cuca construiu ao longo das décadas uma considerável, densa e respeitável fortuna pessoal. Durante a inesquecível e avassaladora temporada de dois mil e vinte e um, sob o comando vitorioso do Atlético Mineiro, o estrategista curitibano não trabalhava por paixão barata; ele faturava um salário mensal exorbitante e esmagador que gravitava com força em torno da casa mítica e cobiçada de um milhão de reais. Um montante que o colocava firmemente na restrita e aristocrática elite dos profissionais mais bem pagos do continente sul-americano. Contudo, provando que o seu passe tático e seu valor de mercado não conhecem limites reais, quando assumiu as exigentes, caóticas e cobradas rédeas do comando do Corinthians em dois mil e vinte e três, os seus vencimentos, incluindo salários polpudos, generosas luvas contratuais de assinatura e pesadas bonificações por metas inalcançáveis, ultrapassaram assustadoramente a grandiosa barreira de um milhão de reais mensais. Ele não é apenas um treinador; ele é uma instituição milionária em movimento constante, gerando receita e garantindo um estilo de vida de altíssimo padrão inalcançável para a imensa e esmagadora maioria da população.
A riqueza colossal proveniente do esporte permite confortos suntuosos e propriedades maravilhosas. Embora Cuca seja um homem notoriamente privado e avesso à ostentação barata de supercarros esportivos barulhentos nas redes sociais, ele encontrou a sua verdadeira ostentação na paz de espírito e no isolamento natural. Ele é o feliz e recluso proprietário de um gigantesco e maravilhoso sítio, carinhosamente mantido e protegido em Campo Magro, na área nobre da região metropolitana de Curitiba. É neste magnífico e tranquilo refúgio rural que o estressado e intenso treinador finalmente desliga o rádio, desliga a prancheta tática e se transforma no amoroso avô de família. Ele desfruta do seu império particular com idílicos e relaxantes passeios a cavalo pelas pastagens verdes ao lado de sua amada neta e promove longas, amigáveis e nostálgicas partidas de futebol puramente recreativas com os seus amigos mais íntimos. Porém, a fama e a fortuna também trazem as suas próprias sombras indesejáveis e sustos monumentais. Em dois mil e treze, o auge da loucura de sua vida, a sua esplêndida residência de praia paradisíaca localizada no seleto Balneário de Ipanema, brilhando sob o sol do litoral do Paraná, sofreu uma bizarra, assustadora e cinematográfica invasão. Nada menos que vinte e seis pessoas completamente desconhecidas invadiram as dependências privativas de sua suntuosa propriedade litorânea durante a sua completa e justificada ausência de trabalho. Em um episódio que mais parecia uma cena cômica e tensa de cinema surrealista, os muitos invasores audaciosos foram flagrados pelas autoridades policiais relaxando tranquilamente nas águas azuis de sua imensa piscina particular, sendo imediatamente rendidos, escoltados para viaturas e posteriormente encaminhados sob fiança para a delegacia local da região. Hoje, administrando os seus grandiosos ganhos e equilibrando o seu intenso foco de trabalho obsessivo, Cuca mantém a sua principal base operacional fixada nas terras de Belo Horizonte, respirando os ares de sua dedicação ininterrupta ao seu amado Atlético Mineiro, mas sempre, invariavelmente, buscando as fugas necessárias e vitais para o frescor e o silêncio de seu sítio dourado.
E se estamos falando das ricas e maravilhosas excentricidades do sucesso inegável que só o grande futebol sul-americano pode proporcionar, é impossível não mencionar as premiações exóticas e caras. Após a lendária e extenuante campanha que culminou na gloriosa, mágica e inesquecível vitória na final nervosa da Copa Libertadores da América com o Atlético Mineiro em dois mil e treze, Cuca foi agraciado pela instituição esportiva não apenas com medalhas e beijos, mas com um presente prático, luxuoso e brilhante: um novíssimo, reluzente e impecável sedã japonês Toyota Corolla XEI puramente automático na cor preta elegante. Naquela época próspera, o veículo recém-saído das exigentes fábricas possuía um respeitável e invejável valor comercial aproximado e oficial de cerca de setenta e cinco mil reais pagos à vista. Este robusto, confiável e belo presente mecânico não era apenas um meio prático de transporte executivo confiável; ele representava puramente de forma física, pesada e metálica o imenso agradecimento e reconhecimento monumental da fervorosa e enlouquecida diretoria cruzeirense pelo milagre tático, psicológico e esportivo inegável que o brilhante treinador genial havia de fato realizado ao orquestrar a sua equipe até a vitória épica final.
Contudo, nenhum grande épico heroico existe de fato sem as suas trágicas, frias, impiedosas e sombrias manchas no papel. E o longo histórico brilhante da carreira genial e bilionária de Cuca carrega consigo um escândalo terrível, nebuloso e pesado que retornou como uma assombração dolorosa para abalar as fortes e milionárias fundações da sua carreira contemporânea e brilhante imagem pública. Retrocedemos os relógios para o distante e longínquo ano nebuloso e problemático de mil novecentos e oitenta e sete, durante a sua rica e agitada juventude explosiva envergando a prestigiada camisa clássica do Grêmio. Durante uma tumultuada, irresponsável e extensa excursão amigável do cobiçado clube pelos frios vales do território europeu, especificamente nos arredores ricos e gelados da distante Suíça, ele e mais outros três fortes e inconsequentes jovens atletas foram formalmente, criminalmente e gravíssimamente denunciados pelas rígidas e frias autoridades sob a séria e hedionda denúncia criminal grave e obscura de envolvimento sério agressivo de crime grave ocorrido contra uma jovem nativa local. Após o rigoroso tribunal internacional da dura justiça suíça concluir um duro e rigoroso julgamento oficial em sua ausência definitiva, o talentoso jogador promissor sul-americano Cuca acabou sentenciado judicialmente a nada menos que quinze dolorosos meses duros de dura punição no rigoroso cárcere suíço. Entretanto, as pesadas grades de aço frio daquela sofisticada e rígida nação europeia nunca sequer chegaram a tocar na sua pele sul-americana suada de treino, pois ele, junto aos seus polêmicos companheiros assustados, já havia convenientemente abandonado apressadamente as ricas montanhas e retornado para os trópicos seguros quando o pesadelo assombroso de fato explodiu judicialmente de maneira retumbante.

O perturbador e fantasmagórico caso criminoso, que dormiu confortavelmente nas impiedosas sombras profundas nos gaveteiros de pó internacional por tantas incrivelmente gloriosas décadas seguidas, ressuscitou furiosamente nos dias atuais na modernidade. Quando a sua imagem brilhante resplandeceu nas câmeras da TV ao aceitar assumir novamente e majestosamente os luxuosos bancos do grande Atlético Mineiro em um de seus milionários retornos formidáveis e triunfais em dois mil e vinte e um, ele encontrou uma feroz, nova e engajada e gigantesca parede social invisível. A chocante, barulhenta e formidável repercussão explodiu em fortíssimos, pesados e constantes cruéis protestos sociais, encabeçados com justiça fervorosa e coragem barulhenta por corajosos gigantescos coletivos cruéis apaixonados de lutas sociais. Eles exigiam sem recuo ou perdão explicações duras e punitivas oficiais cruas. Em uma grandiosa jogada que virou completamente as apostas judiciais longínquas sombrias do tabuleiro no distante gélido e moderno mês tenso glacial turbulento europeu de começo de janeiro em dois mil e vinte e quatro, as lentas instâncias altíssimas formais cancelaram e esvaziaram por razões frias e inesquecíveis burocráticas anulações o antigo processo doloroso histórico, enterrando burocraticamente e anulando sumariamente de forma inegável a polêmica dura condenação judicial inquestionável. Cuca jurou duramente sem pausa, com total inocência inabalável sempre sem gaguejar que ele era cem porcento inocente completamente e que o tribunal de lá o havia desprezado cegamente de escutar sem defesa pura. E ainda que este caso tenebroso e perigoso infame obscuro polêmico sempre faça muito ensurdecedor alarde quando assume milionários poderosos brilhantes suntuosos novos cobiçados times modernos inquestionáveis clubes inegáveis cobiçados milionários de ponta com holofotes modernos cravados nele intensos, o técnico brilhante fenomenal não para.
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