EX-FAMOSA ATRIZ PORNÔ CASOU C/ O PAI E O FILHO E DECAPITOU UM DELES

EX-FAMOSA ATRIZ PORNÔ CASOU C/ O PAI E O FILHO E DECAPITOU UM DELES

7 de agosto de 2023, Anderson Nevada, Estados Unidos. Uma mulher desce as escadas da sua casa e depara-se com um cheiro forte no ar. Ela vai até ao quarto e aí se depara com a pior cena da sua [música] vida. O seu filho está na cama envolto a lençóis brancos com produtos químicos derramados por cima.

 Uma fumaça corrusiva toma conta do ambiente. O cheiro é tão intenso que quando o polícia chega, os [música] agentes já sentem-se na calçada. Mas há algo para além de tudo isso. O homem está sem cabeça. Olá pessoal, tudo bem convosco? Para quem está a chegar agora ao canal, eu sou Mirla Prado.

 Os mais informais chamam-me da Mirlinha. Sintam-se à vontade. Antes de ir para a história, preciso fazer aqueles pedidos que são importantes do canal. Se se interessa por este tipo de conteúdo, convido-o a se subscrever, ativar as notificações para não perder nenhum facto que a partir de agora. E se puder deixar o seu like logo agora, porque depois tu provavelmente vai esquecer-se.

 Mas se não quiser deixar agora, se gostar do vídeo, está tudo bem também deixa depois, está bem gente? Quem quiser também ser membro do canal, é um valor muito pequenino, passa a ter algumas regalias, como ver vídeo anteriormente e também entre outras coisas, ok gente? Como por exemplo, agora estou a dar de presentinho para os meus membros esta canequinha.

 Eu já presenteei a o membro que está há mais tempo no canal. Esta aqui é a segunda canequinha e decidi dar para o segundo membro que está mais tempo no canal, ok? que é a Cíntia, como vocês podem ver, está aqui o ard dela. Cíntia, por favor, entra em contacto connosco pelo e-mail que está a aparecer aqui na tela, o Facto sinistros com dois Ss.

 Tá bom, gente? As outras canequinhas, elas vão ser sorteadas, por isso quem acabou de inscrever-se como membro, ok? Um dia pode ser sorteado ou quem tem 10 meses, 10 dias, já não vai haver regra. Só estas duas que eu fiz questão de sortear, de dar, na verdade, a estas pessoas que já me dão um apoio há muito tempo. Está bom? Muito obrigada.

 É isso. Agora vamos à história. Vamos começar a história de hoje falando de quem era Jonathan James Willet. Ele nasceu a 7 de novembro de 1976 e já de pá a vida dele começou de uma maneira bem diferente do comum. Ele não nasceu nos Os Estados Unidos não, gente. O Jonathan veio ao mundo num hospital da base aérea-americana no Japão, porque o pai dele, o Jane, servia na força aérea dos Estados Unidos.

 Assim, desde pequenino, o Jonathan já sabia o que era fazer as malas e mudar de vida o tempo todo. A sua família ficou no Japão até 1982, quando se mudaram para outra base, desta vez para os Estados Unidos. Mas um ano depois, adivinem, voltaram para o Japão e ficaram lá até 1989. Desde muito cedo, era apaixonado por basebol e não importava onde a família dele estivesse, que o desporto estava presente na vida dele.

 Já em meados dos anos 90, o pai James reformou-se da Força Aérea e a família instalou-se de uma vez por todas no Nevada, numa cidade perto de Las Vegas. Ali o Jonathan fincou raiz. Foi aí que construiu a vida dele, os sonhos dele também. Foi onde tudo o que aqui vou contar aconteceu na vida adulta. Ele tentou vários caminhos.

 Ele trabalhou em hotéis, em casinos, chegou a vender imobiliário, mas foi quando resolveu montar o próprio negócio que ele encontrou realmente o seu lugar no mundo. Ele criou uma pequena empresa de mudanças e aos poucos o negócio foi crescendo. O Jonathan era daquele tipo de caras que ele estava sempre disposto a trabalhar, já para não falar que era o grande amigo de todo mundo.

 Ele estava sempre disposto a ajudar todos com prontidão. Ele era um tipo muito trabalhador, que para além das mudanças, ele também fazia jardinagem, reparações em casas, enfim, era um marido de aluguel. E a verdade, gente, que a comunidade amava o Jonathan. Ele era um cara realmente adorável, sem exageros nenhum.

 As pessoas que com ele conviviam falavam de uma forma muito carinhosa dele. Já na sua vida pessoal, teve um relacionamento da do qual nasceu um filho, o Devier. E esta relação com a mãe deste menino não durou, mas o Jonathan fez questão de continuar presente na vida do filho. E inclusive, por influência do pai, o miúdo, ele se formou como técnico de sistema de segurança residencial.

 Aliás, guardem este pormenor aqui porque ele vai ser muito importante lá à frente. E tudo corria muito bem na sua vida, até que em facto aconteceu, uma mulher apareceu e nada a partir daí foi igual. Como se costuma dizer, não é, gente? Há gente que puxa-nos para cima e há gente que puxa-nos para o abismo. Essa mulher se chamava-se Devin Michaels e ela tem uma história de vida um pouco controversa, digamos assim.

 Quando a Devin era adolescente, o namorado da mãe foi preso. Adivinhem porquê? Porque ele manteve um relacionamento, entre aspas, com ela quando esta era menor de idade. Coloco o relacionamento, entre aspas, pessoas, porque sabem que menor de idade não consente, isso é abuso. E aí, quando este homem saiu da prisão, aconteceu o inacreditável.

 Eles simplesmente retomaram a relação, ok? Mas aí ela já era maior de idade. Mas agora, gente, de uma forma ainda mais bizarra, vejam só, começaram a trabalhar juntos na indústria cinematográfica adultos. É isso mesmo que vocês entenderam. Inclusive, a Davin, ela construiu uma carreira nesta indústria, ficando conhecida por outros nomes artísticos, como Nick Fairchild, eh, Trace Tavarez, ela tinha uns outros nomínios ali que ela ficou bem conhecida.

 A linha do tempo das fontes, ela não é muito clara, não, ok gente? Isso irrita-me um pouquinho porque eu gosto de contar tudo direitinho, mas eu vou contar da maneira que consegui montar para vocês, para ficar mais claro. Nenhuma fonte especifica quando exatamente o Jonathan e a Deven se conheceram, mas se sabe que foi mais ou menos nessa época.

 E o que se sabe é que conheceram-se, houve uma química, esta química foi evoluindo e foram viver juntos. E logo logo tiveram duas filhas e juntamente com o Jonathan veio também o Devier, o seu filho do relacionamento anterior, não é? Não se esqueçam dele, que é uma personagem muito importante desta história. E aqui que eu preciso parar um pouco para dizer algo que é bastante relevante nesta história.

Quando a Devin entrou na vida do Jonathan, o seu filho era um adolescente ainda. Fazendo as minhas continhas, gente, ele tinha mais ou menos uns 16 ou 15 anos. Ela tornou-se madrasta dele, ela fazia parte do dia a dia dele. Madrasta é a imagem de uma mãe, não é? Sem falar que era mãe das irmãs dele.

 Mas pronto, gente, o que se sabe é que desde essa altura começaram a trocar mensagens, mas segundo o próprio Devier, o relacionamento íntimo entre teriam começado somente quando ele fez 19 anos. muito conveniente, porque se eu admitisse que isso aconteceu antes dos 18 anos, a Deven poderia ser enquadrada como abusadora sexual. Mas enfim, negam o que se sabe com certeza, porque há provas, é que as mensagens começaram a acontecer lá em 2016 e tudo, malta, foi exibido no julgamento, assim, de forma completamente explícita.

 E eram mensagens muito picantes de uma mulher adulta, mãe das irmãs daquele miúdo com aquele miúdo. Eles chamam-lhe relacionamento e eu chamo-lhe pedô. É isso mesmo. Quem via de fora era aquela velha história. Aquela família parecia ser uma família normal como qualquer outra. Só que as coisas foram arrefecendo, as jachaduras entre o casal foram surgindo aos poucos e inevitavelmente o seu relacionamento chegou ao fim e separaram-se, o Jonathan e o Davin.

E depois o Jonathan saiu de casa, foi viver em casa da mãe dele, da Yoko e a Devy seguiu a vida por conta própria ali na casa que o casal vivia junto. Mas a verdade, gente, é que mesmo separados, a vida dos dois continuava entrelaçada pelas filhas. E tinham sempre recaídas, havia alguma coisa entre eles de vez em quando.

 Porém, foi precisamente por causa das filhas que as coisas foram cada vez piores nesta história. Porque em outubro de 2022, a professora de uma das raparigas ligou para a polícia, pois tinha reparado que a aluna, que na altura tinha apenas 8 anos, estava com muitos hematomas nas pernas. Quando foi perguntou à menina o que que tinha acontecido, a menina contou de imediato que a mãe lhe tinha batido com cinto.

 E sabe porquê? Porque a menina tinha tomado um sumo de maçã sem permissão. Tudo isto por causa de um sumo de maçã. E aí o serviço social entrou em jogo e foi paraa casa da Deven para averiguar o que que estava ali a acontecer. E ela quando foi entrevistada não negou nada, não. Ela disse que sim, que tinha dado umas palmadas na filha, inclusive com cinto, mas que só estava a corrigir um comportamento que ela julgava irregular.

O resultado disto foi que foi presa, pessoas, por negligência infantil. E mesmo tendo recuperado a liberdade, logo depois, a justiça não permitiu mais que ela ficasse com a guarda das meninas. E essa guarda automaticamente foi passada pró Jonathan. Assim, a Deven, ela só podia ver as filhas agora com visitas supervisionadas e tinha ainda o critério que ela precisava de cumprir, que tinha que passar por sessões de terapia em família, que o Jonathan ele sempre a boicotava. A verdade é essa.

 E foi a a partir desse momento, gente, que as as pessoas próximas da família contam que a Devin, ela não parava de repetir que queria ver as filhas, que queria ficar com as filhas e que o Jonathan estava dificultando isso. E ali começou a surgir uma rusga entre eles. Inclusive, apenas dois dias antes do crime, foi até ao tribunal paraa leitura da sentença por esse caso.

 Aí ela se declarou culpada e saiu de lá apenas com um ano de liberdade condicional. E apenas 48 horas depois, o Jonathan foi encontrado sem vida e ela continuou sem a guarda das filhas. Mas pronto, gente, vamos voltar um bocadinho na história antes do crime. Enquanto toda esta confusão entre a guarda das meninas acontecia e as idas e vindas entre o Jonathan e a Deven continuavam, não é? Uma outra coisa estava a desenvolver-se ali no submundo, pela calada da noite, uma coisa que praticamente ninguém imaginava. Lembram-se que o Devier,

não é, o filho do Jonathan, trocava mensagenzinhas com a madrasta? E enquanto o Jonathan estava a lutar para voltar o relacionamento, para reconstruir tudo e a Deven jogava com ele, que ela também queria, na verdade ela estava a construir uma vida completamente diferente. E não era com ele, era com o seu filho.

 O facto é que estas mensagens íntimas aos poucos, foi tornando-se em um relacionamento que foi crescendo. E em novembro de 2021, 2 anos antes da morte, os dois se casaram. É isso mesmo. Enquanto ela estava em indas e vindas com o ex, o Jonathan, ela já estava casada com o filho dele. O casamento aconteceu durante uma viagem que fizeram a Las Vegas, aquele casamento tradicional que vocês sabem de Las Vegas.

 E depois depois que tudo aconteceu, a polícia foi investigar e descobriu o tal casamento. E depois o que foi que disseram? que aquele casamento era um casamento por conveniência por causa da questão do plano de saúde para facilitar os trâmites médicos dela e que não havia nada de romântico entre eles ali, não. Só que fotos íntimas do casal foram encontradas e essas fotos mostravam algo totalmente diferente, já para não falar nas mensagens.

 E o próprio Devier no banco de testemunha, já no julgamento, falou que realmente era tudo verdade. Inclusive disse numa frase que ficou gravada que ele estava a tentar preencher os sapatos do pai, sapatos que ele próprio admitiu que tinham de estar preenchidos. Bizarro, certo? Mas voltando atrás, pessoas, para antes do crime, porque eu já dei-vos um spoilerzinho.

 O Jonathan nesta história, como é que tava? Ele sabia? Ele não sabia? Sim, gente, ele ficou a saber muito pouco tempo antes de morrer, antes de terem tirado-lhe a vida. Durante dois anos, não sabia de nada e pouco tempo antes de ele morrer, o próprio filho foi que lhe contou. E mesmo assim o Jonathan manteve os planos de se mudar de volta para casa da Deven.

 Tudo segundo ele, pelas filhas. E a verdade é que a Deven estava a fazer um jogo duplo com pai e filho. E enquanto ela fazia este jogo duplo, não é, o Jonathan, ele seguia em frente com os próprios planos, ignorando aquele facto importantíssimo que aquela mulher estava casada com o filho deste. Isso é muito louco.

 E mesmo com esta informação, decidiu que ia voltar para casa dela, porque ele supostamente acreditava no que eles diziam, que aquele casamento era só por conveniência, que não era um casamento de verdade. Depois, na cabecinha dele, ele entrava e o filho saía porque era um casamento de conveniência para ajudar ela.

 Eu, na verdade, acredito, gente, que ele estava a querer só se enganar mesmo. E foi assim, neste clima tenso, toda a gente se fazendo desentendido, que chegou o dia 6 de agosto de 2023. Nesse dia, o Jonathan e a Deven passaram o dia juntos para vocês verem como ela fazia jogo duplo. Ela tava casada com o filho deste, mas continuava tendo uma relação com ele e o filho aceitava.

 É tudo muito complexo para a cabeça de gente normal, não é? E supostamente estavam decididos a fazer a mudança de vez do Jonathan para casa da Deven. Naquele dia eles carregaram coisas, fizeram várias atividades, tudo no sentido de eh realmente o Jonathan voltar para casa. E o que mostrava, tinha mais um indício que mostrava que ele sabia no fundo que ela tinha realmente um relacionamento com o seu filho, é que decidiu finalmente oficializar a sua relação.

Viviam juntos, mas nunca tinham sido casados. Assim, ela teria que separar do seu filho para poder ficar com ele. Assim, nesse mesmo dia, ele pediu-a em casamento e inclusive informou as filhas que iriam se casar e elas seriam as damas de honor. Nesse dia, gente, passaram o dia fazer compras, fazer mudanças e tudo mais.

 E depois, por volta das 10 da noite, o A Yoko, a mãe do Jonathan, viu os dois juntos na casa dela, não é? Tudo parecia muito normal, segundo ela. Não tinha nada fora do lugar. Eles inclusive até tiraram o sistema de câmaras que tinha na casa da Yoko para instalar na casa da Davin nesse dia, mas não instalaram, tá? Só desinstalaram de lá para instalar no outro lugar.

 E vocês já vão perceber o porquê disso. E depois, gente, passou um tempo e por volta da 1h da manhã a Yoko ouviu o barulho na parte de baixo da casa dela. Ela desceu as escadas e encontrou a Deven na cozinha a lavar louça. Ela perguntou pelo filho e a Deven disse que estava a dormir no quarto. Leoko voltou então para o seu quarto e foi dormir.

 Não tinha nada de errado ali. E supostamente após isso a Deven disse que ia embora, que ia lavar a loiça e já ia embora. Mas aí mais tarde, com as investigações, foi descobriu que o GPS do carro dela mostrava uma história muito diferente. Segundo os dados, a Deven ficou naquela casa ainda pelo menos 1 hora4, uma vez que ela saiu de lá apenas às 2:4.

 E quando ela finalmente saiu da casa, ela não saiu de mãos a abanar, não. Ela levou o telemóvel do Jonathan com ela. Um telemóvel, gente, que estava com o ecrã partido e uma mancha de sangue. Segundo o GPS, ela chegou a casa às 2h45 da manhã. Algumas horas depois, de manhã, a Yoko foi até o quarto do filho para falar com ele.

Quando lá chegou, ela teve aquela cena que descrevi no início do vídeo, a pior cena da vida de qualquer mãe. Aterrorizada, chamou a polícia e logo esta chegou e começou as investigações e todos os olhares automaticamente se voltaram para a última pessoa que o tinha visto com vida, a Deven, a ex-companheira atual, não sei como dele.

 Depois de revirar a cena do crime, a polícia fez o quê? foi direto para casa da Deven. Chegados lá, gente, aconteceu algo bastante interessante. Uma das filhas da Deven entregou o telemóvel do pai, ok, para a polícia. Ela disse que tinha encontrado o aparelho no passeio da sua casa, ali em frente da casa, e naquele momento ninguém sabia como é que aquele telemóvel foi parar ali.

 E depois se descobriu, não é, que foi a própria Deven que tinha levado o telemóvel, como já falei anteriormente. Mas gente, por que é que o telemóvel tava na calçada? Será que ela o descartou de propósito? Mas ali no passeio, em frente da casa, depois de tudo o que ela fez, ou será que na pressa, no nervosismo, ela deixou cair e nem se apercebeu? Eu acredito que a segunda opção é a que tem mais lógica, certo? A primeira não tem lógica nenhuma.

Mas pronto, gente, o telemóvel foi só o início, ok? Porque quando a polícia entrou em casa dela e começou a vasculhar tudo, ficaram de queixo caído na gaveta da roupa interior dela, num local bem escondidinho, onde ela pensava que ninguém encontrar, estavam enrolados em oito camadas de plástico, uma de cada vez, em separado, ok? Lá estava a carteira do Jonathan, o seguro social, que é uma coisa muito importante nos Estados Unidos, os cartões de crédito dele e a chave do seu camião, que era o seu objeto de trabalho. Mas

não fica por aí, não. Durante as investigações, quando a polícia perguntou à dona Yoko se havia câmaras de segurança na casa dela, ai gente, foi aí que ela disse que sim, que havia, mas que tinham sido desinstaladas precisamente nesse dia pelo seu filho, que ia levar para outra casa. Vocês compreenderam, não é, que a Deven, ela fez propositadamente, precisamente para que não tivesse essas imagens.

 Só que o Jonathan nem imaginava isso. E há mais, o facão da cozinha da casa da dona Yoko, ele desapareceu e nunca foi encontrado. Eles procuraram por todos os lados e nada. E depois, gente, com isto tudo, obviamente que ela foi chamada a depor. Ela passou por um detetor de mentiras, o qual ela não foi aprovada.

 E oito dias depois da morte do Jonathan, foi presa. [ressonante] Após tudo isto, naturalmente a Deven foi levada paraa esquadra para prestar depoimento. Ela foi totalmente cooperativa. Os detetives que a interrogaram começaram de uma forma bem devagar para a deixar à vontade. Pediram que ela descrevesse o que tinha acontecido nesse dia, do início ao fim.

 E foi assim, gente, que ela começou a descrever o dia com uma riqueza de pormenores muito ensaiada. Ela lembrava-se do posto de abastecimento que tinham parado, do horário do corredor no supermercado que tinham parado. Ela lembrava-se de coisas que ninguém no dia recorda, o que mostrava que ou ela tinha uma memória de elefante ou tinha sido tudo muito bem premeditado.

 Mas aí chegou um momento em que os detetives perguntaram-lhe o que é que tinha acontecido naquele quarto. E a Deven admitiu. Ela disse que estava a dar uma massagem nas costas do Jonathan, que ele começou a passar-lhe a mão e que ela não queria. Então ela pegou no objeto que tava na lareira, um tipo de suporte de vela de madeira escura e ela bateu na cabeça dele com muita força.

 Só que ela disse que depois de ela bater, ele continuou vivo e que depois disso ela foi-se embora. Só que o que ela não sabia é que os detectives tinham o GPS do carro dele e os dados mostravam que a hora a que ela disse que foi embora não batiam com os dados do GPS. Ela disse que saiu à 1 hora da manhã e os dados do GPS acusavam que ela saiu às 2:4.

 Eram 64 minutos de discrepância. E depois para se defender, pessoas, ela disse que naquele dia ela tinha tomado medicação e que o cérebro dela formigava às vezes, que até ela tinha documentação médica sobre isso, que talvez ela tivesse tido algum tipo de blackout durante todo este tempo e ela não se lembrava do que de facto tinha acontecido.

 E quando um detetive perguntou-lhe diretamente se era possível que ela tivesse tirado a vida do Jonathan, mesmo não se lembrando, ela respondeu com muita calma que sim, que era muito possível. E aí os detetives colocaram uma foto do Jonathan de como ele estava sem na mesa. Ela olhou paraa foto da forma mais fria do mundo e simplesmente não esboçou qualquer tipo de emoção.

 Inclusive, quando eles comentaram o facto de ele ter sido decaptado, ela apenas disse que aquilo era repugnante, como se aquilo não fosse nada, ainda para mais com alguém que ela dizia amar. E o ponto mais forte do depoimento foi quando ela foi questionada se amava as filhas. E aí ela disse que com todo o seu coração e completou dizendo que mataria pelas filhas, sem que ninguém perguntasse nada disso para ela.

 E nesse momento ficou claro que ela estava completamente envolvida naquilo, até porque ela se enrolou toda. Por mais que ela tentasse passar que era inocente, o que ela falava era o contrário. E é claro, pessoas, sabendo do relacionamento dela com um teado que a polícia logo soube, por mais que dissessem que era uma coisa apenas de conveniência, a polícia teve de ouvir o filho, o que era o mínimo.

 E olhem, gente, quando ele chegou lá, não contou tudo direitinho, não. Disse que o casamento com a Deven era sim por conveniência e que não tinham intimidade nenhuma. Ele disse que não sabia que o pai se estava a mudar para casa da Devin de volta e disse que se dava-se muito bem com o pai. Só que as investigações foram mostrando tudo diferente e foram descobrindo que aquilo tudo era mentira, que ele sabia sim que o pai ia e que inclusive ele tinha visto o próprio pai na garagem carregando as coisas dele para dentro de casa. E depois também fez o detector de

mentira e tal como a Deven, ele apresentou uma reação significativa quando lhe perguntaram se tinha participado de alguma forma do que aconteceu com o pai. Mas, mesmo assim, de forma impressionante, a polícia nunca o colocou como suspeito, gente, simplesmente porque os dados do telemóvel dele não colocavam perto da casa da avó dele nessa noite.

 E sem evidência física, porque também não pegaram nenhuma mensagem, não pegaram realmente nada que eu ligasse. Eles não arrolaram no crime. Mas depois, gente, a Deven, depois deste depoimento que ela deu, não é, que realmente a entregou de forma completa, foi presa. Ela ficou presa. E quando ele, o Devier, ele soube, não é, que ela tinha sido presa, o que é que ele fez? Ele ligou-lhe, para cadeia e acabou tudo e foi-se embora para Califórnia.

Assim, sem mais nem menos. [ressonante] Em setembro de 2024, um ano depois, ela declarou-se culpada, ok, de homicídio em segundo grau. Ela fez isso para fechar um acordo com a acusação que previa que ela ficaria apenas 15 anos com possibilidade de liberdade condicional. Mas depois, gente, quando chegou o mês de julho de 2025, o que era para ser uma audiência de sentenciamento tornou-se um dos momentos mais controversos de toda esta história.

Já toda a gente tava esperando o acordo, não é, fosse cumprido, formalizado. Mas aí de repente virou-se para juíza chorando e disse: “Eu sou inocente”. E aí ela voltou atrás de tudo. Ela disse que as provas tinham sido manipuladas contra ela, que enfim, tinha sido tudo montado. E depois ela afirmou que era inocente.

 A juíza perguntou-lhe se queria julgamento e ela disse que sim. E foi assim que o julgamento começou em novembro de 2025. Durante duas semanas decorreu o julgamento e foi assim uma pontação de dedo um pro outro. Ela culpava o filho, o filho culpava ela. O advogado dela dizia que o filho tinha todos os motivos para tirar a vida do pai, mesmo este nunca tendo sido nem sequer indiciado pela polícia.

 E aí a defesa também utilizou coisas do passado, dizendo que o Jonathan nunca tinha sido um bom pai e toda aquela história que já sabem. E depois usaram um argumento que é bastante interessante, a profissão dele. Por quê? Ele como instalador de sistemas de segurança residencial, tinha acesso a ferramentas, incluindo serras elétricas, que poderiam ter sido utilizados na decaptação.

 Depois foi chamado pro banco de testemunhas, porque ele era só testemunha até então. E aí negou absolutamente tudo e disse que não tinha participado em nada, que não tinha menor ideia que ela iria fazer aquilo com o pai dele. E a defesa dela usou cada argumento que ele dava, mostrava que era mentira, inclusive que sabia sim da mudança do pai, ou seja, o que já gerava uma animosidade entre ele e o pai.

 Lá no júlio foi exposto todo o relacionamento deles, incluindo as mensagens quando ele tinha apenas 16 anos, assim para mostrar o carácter daquela mulher, não é? mas não foi possível provar que ela tinha tido algum toque, alguma coisa direta com ele. Assim, após todas as deliberações, todos os testemunhos, mesmo com tudo o que foi dito, que foi bastante plausível sobre a participação dele no crime, a polícia não conseguiu provar que ele realmente tinha alguma coisa a ver, por mais que existissem muitos indícios. Assim, após

tudo isto, de facto, ela foi a única que passou pelo julgamento. O julgamento foi muito rápido e o júri em muito pouco tempo, declarou-a culpada. Em apenas 2 horas deliberaram. Este é um tempo muito rápido, estás a ver? E depois, para quem tinha um acordo de 15 anos com possibilidade de liberdade condicional, agora ela teria 20 anos de prisão pelo homicídio, mas 8 anos a 20 anos acrescentado pelo uso de arma mortal cumpridos de forma consecutiva.

Resumindo, gente, ela não poderá pedir liberdade condicional antes de cumprir mínimo 28 anos. E a cabeça do A Jonathan nunca foi encontrada. Enquanto isso, o Devier, ele está a viver na Califórnia livre, nunca tendo sido indiciado por absolutamente nada. E agora quero saber de vocês o que é que acham.

 Vocês acham que ele está envolvido neste caso ou não? É isso, lindezas. Esse foi o facto sinistro de hoje. Espero que tenham gostado da forma como eu apresentei e vejo vos no próximo facto sinistro. M.

 

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