O Escândalo que Parou o Culto: Pastor Auxiliar Enfrenta Silas Malafaia em Direto!

O Escândalo que Parou o Culto: Pastor Auxiliar Enfrenta Silas Malafaia em Direto!

AO VIVO! Malafaia é CONTESTADO por Pastor da Própria Igreja Durante Culto  

Um culto de domingo à noite, que deveria ser como todos os outros, acaba de se transformar no momento mais tenso da história de uma das maiores igrejas evangélicas do Rio de Janeiro. Pastor Silas Malafa estava a pregar sobre corrupção no Brasil, atacando o governo Lula e defendendo Bolsonaro, quando foi interrompido por um dos seus próprios pastores auxiliares na frente de mais de 3.000 fiéis.

 O que aconteceu nos 47 minutos seguintes foi transmitido ao vivo através da internet para centenas de milhares de pessoas. Um confronto teológico e político dentro do próprio púlpito. Pastor contra pastor, conservador contra progressista, política versus salvação de almas. Quando terminou, nada seria  como antes naquela igreja.

 Famílias divididas, membros em choque e uma pergunta ecoando pelos corredores. A igreja se tornara refém da política? Esta é a história completa de como um pastor teve a coragem de confrontar o seu líder ao vivo e desencadeou o debate mais importante do que aquela congregação nunca presenciou. Era domingo à noite, 19:30.

O templo estava lotado como sempre. 3.200 fiéis ocupavam todos os bancos, galerias, corredores. A banda de louvor acabava de terminar a terceira música. As luzes apagaram-se parcialmente. Um holofote iluminou o púlpito central. O pastor Silas Malafaia subiu ao palco sob aplausos entusiásticos. 71 anos, cabelos grisalhos penteados para trás, fato azul marinho impecável, bíblia na mão direita.

 A sua presença era magnética. A sua voz potente euava pelo sistema de som. Boa noite, igreja. Glória a Deus. Aleluia. Aleluia! responderam os 3.000 fiéis em uníssono. Malafaia abriu a Bíblia, mas antes de começar a pregação propriamente dita, fez o que sempre fez. Comentários sobre a situação do Brasil, sobre política, sobre os seus inimigos.

Igreja, preciso de dizer uma coisa antes de iniciar a mensagem de hoje. Eu não posso ficar calado perante o que está a acontecer neste país. Não posso. Seria omissão. Seria uma cobardia. Os fiéis prestavam atenção. Sabiam que quando o pastor começava assim, vinha fogo. Vocês estão a ver o que está a acontecer com o Brasil? Estão a ver a corrupção a voltar com tudo? Estão a ver este governo entregando o país ao comunismo, pro crime organizado, para o aborto, para ideologia de género? Aplausos de parte da congregação. Amém. espalhados pelo

templo. E há gente que quer que eu fique quieto. Há gente que diz que pastor não deve falar de política, mas vou falar sim, porque a política afeta a vida das pessoas. A política decide se vão ensinar ideologia de género ao seu filho na escola. A política decide se vão libertar o aborto.

 A política decide se bandido vai ficar em liberdade ou preso. Mais aplausos, gritos de aleluia. E eu quero deixar aqui uma coisa clara. Eu apoiei o presidente Bolsonaro. Apoio até hoje e vou continuar a apoiar porque é o único que defende os valores cristãos neste país. O único que não se vergou ao globalismo, pro comunismo, para o STF ditatorial.

 Foi nesse momento que aconteceu o impensável. Uma voz firme, clara, vinda de trás do púlpito, interrompeu Malafaia. Pastor Silas, com todo o respeito, mas preciso falar. O templo inteiro ficou em silêncio absoluto. 3000 pessoas sustiveram a respiração. Malafaia virou bruscamente, visivelmente irritado. Quem tinha falado era um dos pastores auxiliares.

 Um homem de aproximadamente 45 anos, magro, cabelo curto, trajando fato cinza. Ele estava de pé, ao lado do púlpito, segurando uma Bíblia com expressão séria, mas respeitosa. Pastor Marcos, o que está a fazer? Eu estou a pregar. Eu sei, pastor Silas, mas preciso de falar agora na frente de toda a igreja. Malafaia estava vermelho de raiva.

 Nos 40 anos de ministério, nunca tinha sido interrompido assim. Isto é uma rebeldia. Isto é falta de respeito. Vai interromper-me no meio da pregação. O pastor de esquerda não recuou. A sua voz era firme, mas não agressiva. Pastor, durante anos eu Fiquei calado. Durante anos ouvi o Senhor transformar este púlpito em palanque político.

 Durante anos, vi a igreja a dividir-se, famílias a lutar, irmãos a separarem-se por causa de política e não aguentei mais. Hoje eu preciso falar. E se o Senhor me expulsar por isso, que assim seja. Mas eu vou falar. O templo estava em absoluto choque. Ninguém ousava mexer-se. Malafaia tentou se controlar, respirou fundo.

 Então fala. Já que quer tanto falar, fala à frente de todos. Vamos ver o que lhe tem a dizer. O pastor de esquerda subiu ao púlpito, ficou ao lado de Malafa. Os dois olharam-se por longos segundos. Igreja, o meu nome é pastor Marcos. Eu Sirvo nesta casa há 15 anos. Fui ordenado pelo pastor Silas. Tenho profundo respeito e gratidão por ele.

Mas hoje preciso de dizer algo que está no meu coração há muito tempo. Ele abriu a sua Bíblia. O Senhor Jesus disse em Mateus 28:19 ide e fazei discípulos de todas as nações. Não disse ide e fazei militantes políticos. Não disse ide e defendei Bolsonaro. Disse fazei discípulos. Houve murmúrios pela congregação, alguns concordando, outros indignados.

 Esta igreja está a perder-se, irmãos. Esta igreja já não fala de Jesus, não fala mais de salvação, já não fala de amor ao próximo. Só fala de política, só fala de Bolsonaro, só fala de comunismo, de globalismo, de Alexandre de Morais. Malafaia tremia de raiva. Olha aqui, rapaz. Está a dizer que eu não prego o evangelho.

 Você está a dizer que não falo de Jesus. Estou a dizer que o Senhor fala mais de Bolsonaro do que de Jesus, pastor. E isso é um facto. Qualquer pessoa que assista aos seus cultos sabe disso. Eu falo de Bolsonaro porque ele defende os valores cristãos, porque é o único que o pastor de esquerda interrompeu. Valores cristãos.

 Pastor, diz-me uma coisa. Jesus disse para amarmos os inimigos ou para chamarmos eles de comunistas, de vagabundos, de bandidos, Jesus disse para sermos pacificadores ou para promovermos divisão. Eu promovo a verdade e a verdade divide mesmo. Jesus disse que veio trazer espada, não paz. Jesus disse isto sobre o evangelho, não sobre política partidária.

 O Senhor está utilizando o versículo bíblico para justificar campanha eleitoral. A congregação estava completamente dividida. Metade aplaudia o pastor de esquerda, metade vaiava. Malafaia apontou o dedo ao pastor de esquerda. Você é de esquerda, você é petista. Por isso é que está a falar isso. Eu não sou petista, pastor.

 Eu nem voto no PT, mas também não acho que Bolsonaro é o Messias. E é isso que o Senhor tem pregado, que Bolsonaro é o Salvador do Brasil. Mas o Salvador é Jesus, não Bolsonaro. Eu nunca disse que Bolsonaro é Messias. Eu disse que ele é um homem de Deus que foi escolhido para governar este país. E Lula não foi.

 Se Deus é soberano, se tudo está nas mãos dele, pelo que Lula também foi autorizado por Deus. Ou Deus só é soberano quando quem ganha é quem o Senhor apoia? Malafaia ficou sem resposta durante alguns segundos. Deus permite coisas como provação, como castigo. Lula é um castigo para o Brasil por causa do pecado do povo.

 Ah, então quando o Bolsonaro governa é bênção. Quando Lula governa é castigo. Senhor Pastor, o senhor não vê a contradição nisso? O senhor não vê que está a interpretar a Bíblia de acordo com a sua preferência política? A discussão estava a tornar-se cada vez mais acalorada. Olha que aqui, rapaz. Você está a desrespeitar a sáda autoridade espiritual.

 Eu sou o pastor presidente desta igreja e eu respeito isso, pastor. Mas a autoridade espiritual não significa que o Senhor pode falar o que quiser sem ser questionado. Paulo repreendeu Pedro publicamente quando este estava errado. Não é falta de respeito questionar quando vemos erro. Erro? Você está dizendo que estou em erro? Estou dizendo que o Senhor está a colocar política acima do evangelho.

 E isso é erro? Sim. Malafaia virou-se para a congregação. Igreja, estão a ver isto? Esse homem está a acusar-me de heresia, de desvio doutrinário, porque defendo valores cristãos na política. O pastor de esquerda também se virou para a congregação. Não é isso, irmãos? Eu não estou a acusar o pastor de heresia. Estou a dizer que a igreja está a virar comité político.

 Quantos de vós já discutiram com familiares por causa de política? Quantos já deixaram de falar com irmãos da igreja porque votaram diferente? Muitas mãos se levantaram hesitantemente. Quantos de vós conhecem mais sobre Bolsonaro do que sobre Quantos passam mais tempo a ver vídeos políticos do que ler a Bíblia? Silêncio constrangido.

 É isso que eu estou a falar. A política tomou conta da igreja e o pastor Silas, com todo o respeito, é o principal responsável pela isso. Malafaia estava furioso. Eu sou responsável. Eu que estou a defender a família, defendendo as crianças, defendendo os valores cristãos contra o ataque da esquerda. Pastor, o Senhor defende o Bolsonaro mesmo quando mente, mesmo quando rouba, mesmo quando diz palavrões, mesmo quando ele age completamente contrário ao que Jesus ensinou.

 Por quê? Porque ele é de direita. Isto não é cristianismo, pastor. Isto é idolatria política. Bolsonaro não rouba. Quem rouba é o PT, é o Lula. Rachadinha não é roubo. Joias não declaradas não é roubo. Ou só é roubo quando é a PT? A congregação estava completamente dividida. Gritos de concordância e discordância se misturavam.

 Malafa tentou uma nova estratégia. Olha, pastor Marcos, compreendo a sua preocupação, mas está enganado. A igreja precisa sim envolver-se em política. Porque se a igreja não se envolver, quem vai defender os valores cristãos? Envolver é uma coisa, senhor pastor. Outra coisa é transformar púlpito em palanque. O Senhor queres que te mostre? Quantas pregações o senhor fez nos últimos seis meses? Não sei. Muitas. 24 domingos.

 Em quantas o senhor falou mais de Bolsonaro, de Lula, de política do que de Jesus? Malafaia não respondeu. Eu assisti a todas, pastor. Em 21 das 24, o senhor passou mais tempo a falar de política do que pregar a palavra. Em algumas, o Senhor nem sequer abriu a Bíblia, só falou de política. Houve um silêncio pesado.

 E depois eu pergunto ao senhor e para toda a igreja: “Isto é correto? Isto é que é que Jesus mandou fazer?” Ele disse: “Vai e fazei discípulos” ou disse: “Vai e fazei eleitores de Bolsonaro”. Uma senhora idosa lá do fundo do templo se pastor Marcos, posso falar? Malafaia olhou para ela surpreendido. Fala, irmã dona Maria.

 A senhora cabelos brancos, voz trémula, mas firme. Eu congrego nesta igreja ali 32 anos. Vi esta igreja nascer, crescer e eu preciso de concordar com o pastor Marcos. A igreja mudou. Antes vínhamos aqui buscar Jesus. Agora vimos aqui ouvir sobre política. Eu não aguento mais, pastor Silas. A minha família está destruída. Meu filho já não fala comigo, porque eu votei diferente dele.

 E foi nesta igreja que aprendeu que quem vota de forma diferente é inimigo. Malafaia estava visivelmente abalado. Irmã Dona Maria, eu nunca ensinei que ela interrompeu gentilmente. Ensinou sim, pastor, não com estas palavras. Mas quando o senhor chama quem vota no PT de comunista, de bandido, de inimigo de Deus, o Senhor está a ensinar isso e as famílias estão a destruir-se por causa disso.

 Outros membros começaram a manifestar-se. Um homem de meia idade levantou-se. Pastor, perdi o meu emprego porque passei mais tempo militando politicamente nas redes sociais do que a trabalhar. E aprendi isto aqui na igreja, que eu tinha que militar, tinha de defender Bolsonaro, tinha de atacar a esquerda. Eu fui despedido por justa causa e agora a minha família está a passar necessidade.

 Uma jovem levantou a mão. Pastor, eu deixei de congregar durante seis meses porque não aguentava mais. Todo o culto era sobre política. Eu vinha buscar Jesus e só ouvia falar de Bolsonaro. Eu voltei hoje esperando que tivesse mudado, mas não mudou. E se não fosse o pastor Marcos ter falado, ia-me embora outra vez.

Malafaia estava visivelmente emocionado agora. Pela primeira vez parecia realmente ouvir. O pastor de esquerda se aproximou-se dele, colocou a mão no seu ombro. Pastor Silas, não estou fazendo-o para te humilhar. Não estou a fazer porque tenho agenda política. Estou a fazê-lo porque amo esta igreja.

 Amo o Senhor e estou a ver a igreja se perder. Estou a ver ovelhas se desviando e eu não posso ficar calado. Malafaia tinha lágrimas nos olhos, mas estou a defender valores. Estou defendendo a família, as crianças. Eu sei, senhor pastor, e isso é importante. Mas o senhor não pode defender valores destruindo famílias reais.

 O senhor não pode salvar crianças hipotéticas enquanto perde as crianças reais que estão nesta igreja a ver os seus pais lutarem por política. Houve um longo silêncio. Malafaia sentou-se numa cadeira no púlpito, colocou o rosto nas mãos. Eu não percebi. Eu juro que não Percebi que tinha chegado a esse ponto. O pastor de esquerda ajoelhou-se ao lado dele.

 Pastor, o Senhor é um homem de Deus, um grande pregador, um líder poderoso. Mas o Senhor deixou-se levar pela política e a política é sedutora. Ela faz-te acreditar que estás lutando por Deus quando, na verdade está lutando por partido. Malafaia levantou o rosto, estava a chorar. Mas e os valores? E a defesa da família e as crianças que estão a ser doutrinadas nas escolas? Tudo isto é importante, pastor.Silas Malafaia e Bolsonaro: por que Alexandre de Moraes proibiu líder  evangélico de falar com ex-presidente e sair do Brasil - BBC News Brasil

Mas a forma como o Senhor tem feito está destruindo mais famílias do que salvando. O senhor pode defender valores sem idolatrar um político. Pode lutar por causas sem transformar a igreja num comité. Malafaia ficou em silêncio durante longos momentos. Finalmente levantou-se, limpou as lágrimas, olhou para o congregação.

Igreja, preciso de pedir perdão, de verdade. Eu estava tão focado em lutar contra à esquerda que me esqueci de lutar pelas almas. Eu estava tão preocupado em defender Bolsonaro que eu esqueci-me de pregar Jesus. A congregação estava em silêncio absoluto. Eu não vou deixar de ter posições políticas, não vou deixar de defender valores, mas eu preciso separar melhor as coisas.

Preciso de voltar a pregar Jesus. Preciso voltar a focar-se no que realmente importa. Salvação de almas. Ele virou-se para o pastor de esquerda. Pastor Marcos, obrigado. Obrigado por ter a coragem de me confrontar. Arriscou tudo, arriscou o seu ministério, a sua posição, o seu sustento, mas fê-lo porque ama a igreja e eu reconheço isso.

 Os dois se abraçaram. A congregação explodiu em aplausos e lágrima. Mas então Malafaia levantou a mão pedindo silêncio. Mas eu preciso dizer uma coisa. Eu ainda acho que Bolsonaro é melhor que Lula. Ainda acho que a esquerda é perigosa. Ainda Vou defender valores conservadores. A diferença é que eu vou fazer isso no lugar certo, no momento certo, da forma certo, sem transformar púlpito em palanque, sem destruir famílias, sem colocar a política acima de Jesus.

 O pastor de esquerda sorriu. Pastor, eu também acho algumas coisas, também tenho as minhas posições políticas, mas a gente pode discordar politicamente e continuar irmãos em Cristo. Pode votar de forma diferente e ainda se amar. Pode ter visões diferentes de país e ainda adorar o mesmo Deus. tem razão.

 E é isso que a igreja precisa de compreender. Unidade não é uniformidade. A gente pode ser diferente e ainda ser um. Nessa noite não houve pregação tradicional, houve algo maior. Houve reconciliação, cura, restauração. Malafaia chamou a dona Maria ao púlpito. Pediu-lhe perdão pessoalmente pediu que ela ligasse ao filho ali mesmo na frente de todos.

 E quando o filho atendeu, ouviu o pastor que ele admirava, pedindo perdão por ter contribuído para a separação familiar. Chamou o homem que tinha perdido o emprego, rezou por ele, comprometeu-se a ajudá-lo a encontrar novo trabalho. Disse que a igreja tem responsabilidade sobre aquilo. Chamou a jovem que tinha se afastado.

 Prometeu que as coisas seriam diferentes, que Jesus voltaria a ser o centro. Quando o culto terminou, já passava da meia-noite, mas ninguém queria ir embora. Havia algo no ar, uma sensação de libertação, de peso a ser tirado. Nas semanas seguintes, Malafaia cumpriu a sua palavra, voltou a pregar Jesus.

 ainda falava de valores, ainda se posicionava politicamente, mas de forma equilibrada, sem transformar o culto em comício. A igreja começou a crescer de novo. Famílias reconciliadas voltaram a congregar em conjunto. Os jovens que tinham saído voltaram. E o mais importante, as pessoas começaram a converter-se de verdade, não à política, mas a Cristo.

 O pastor de esquerda continuou a servir, não como rival de malafaia, mas como parceiro, como alguém que tinha coragem de falar a verdade em amor. E a lição ficou clara para todos. A igreja não pode ser refém da política. Cristãos podem ter posições diferentes e ainda serem irmãos. E acima de Bolsonaro, acima de Lula, acima de qualquer político, está Jesus.

 E é dele que a igreja deve falar. É dele que o mundo precisa de ouvir.

 

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