AOS 75 ANOS, ESTRELA DA GLOBO PARTIU APÓS VIVER RECLUSA E ABANDONADA NO MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA VIDA

No no entanto, a sua trajetória começou a mudar drasticamente na década de 90. Os problemas de saúde agravados pelo excesso de peso forçaram o seu afastamento da vida artística. Com o tempo, a situação tornou-se  ainda mais difícil. Wilsa Carla desenvolveu diabetes e foi diagnosticada com a doença de Alzheimer, o que a fez viver reclusa  nos seus últimos anos.

que a minha emoção me traiu, me deu uma diabetes nervosa. Eu tive trombose, flebite, goto, ácido úrico. O antes da morte de Wilsa Carla, a sua difícil situação foi exposta no programa A tarde a sua da Rede TV  em 2009. Numa entrevista emocionante, a atriz relatou os desafios que enfrentava. Enquanto a sua filha, Paola cuidava dela com dedicação.

>> Ela estava habituada a tomar banho todo dia. Agora estou a passar paninho nela molhado todos os dias. >> Desde 1994, quando sofreu um AVC isquémico, ela apresentava lapsos de memória e dificuldades de locomoção, que se agravaram com a progressão do Alzheimer, sobrevivendo apenas com uma pensão de R$ 465. A sua condição de vida era preocupante.

Na ocasião, Paola foi ao palco do programa para pedir ajuda para a mãe, solicitando uma remodelação no quarto do apartamento onde Wilsa Carla vivia e um cama mais adequada para as suas necessidades, >> certo? Quero poder arrumar o quarto dela, uma cama hospitalar para ela continuar até ao fim da vida dela na casa dela.

>> Sensibilizada com a situação, a produção do programa comprometeu-se a reformar o quarto, enquanto uma empresa de materiais hospitalares fez a doação de uma cama hospitalar para garantir uma maior conforto para a exvedet. certo? >> Ele é totalmente diferente. É todo encapado. Ele é um colchão próprio para que possa tomar o banho.

>> O brilho que marcou a sua juventude e a a sua trajetória nos palcos e nos ecrãs acabou apagando-se silenciosamente. No dia 18 de junho de 2011, Wilsa Carla faleceu em São Paulo,  muito longe dos olofotes que um dia iluminaram a sua carreira. A sua história marcada por momentos  de glória e desafios, continua a ser lembrada por aqueles que acompanharam a sua trajetória e reconhecem a sua importância para a cultura  brasileira.

Nos últimos anos da sua vida, Wilsa Carla enfrentou não só problemas de saúde, mas também a solidão  e o abandono de muitos amigos que antes eram presentes em sua casa.  Todos desapareceram quando ela perdeu a fama e o dinheiro. Após ter sofrido um AVC em 1994,  a atriz passou a viver a camada, necessitando de cuidados constantes.

No entanto, apesar das dificuldades, ela nunca se queixava da doença. O que realmente a entristecia era a ausência das pessoas que faziam parte da sua vida nos tempos do auge da a sua carreira. Segundo a sua filha Paola Faenza Wilsa sempre teve um espírito forte e bem-disposto, mas no fundo sentia a dor do esquecimento. Amigos que antes frequentavam a sua casa e celebravam a sua presença no meio artístico afastaram-se, deixando um vazio que o tempo não conseguiu preencher.

Ela lamentava especialmente o afastamento de Silvio Santos, com quem, segundo Paola, teve uma grande amizade interrompida por desentendimentos e mexericos. >> Muita gente me pergunta na rua, olhe, o O Silvio não a está a ajudar? Falei, gente, o Silvio Santos não tem obrigação. >> A vida de Wilsa Carla nunca foi fácil, apesar da imagem de alegria e extravagância que ela transmitia ao público.

Criada numa família de boas condições financeiras,  ela tinha uma infância solitária, marcada pela ausência dos pais. A sua mãe, doente desde jovem não pôde acompanhá-la de perto. O seu pai, o jornalista Wild Pereira da Silva, colocou-a num colégio católico,  onde ela passou uma boa parte da infância, longe da família.

Essa falta de afeto familiar marcou-a profundamente e, segundo a sua filha, contribuiu para os episódios de depressão  que a levaram a engordar. Eu não gosto de regime, não suporto. Eu saio do regime. >> O senhor contra o regime. >> Com o passar dos anos, as dificuldades financeiras agravaram-se. A A reforma não era suficiente para cobrir os custos dos tratamentos médicos, medicamentos e outras necessidades que surgiram após o AVC.

Felizmente, algumas instituições, como a Legião da Boa Vontade, ofereceram auxílio em momentos críticos, mas a vida de Wilsa Carla tornou-se uma luta diária para manter o mínimo de conforto. >> Tudo o que possa imaginar, tive de doença como nunca tive na vida. Nunca não tive nada. Mesmo perante todas essas adversidades,  a atriz manteve o o seu humor acutilante.

Quando lhe diziam que deveria emagrecer para cuidar da sua saúde,  ela ria e brincava, dizendo que pelo menos morreria de barriga cheia. Essa leveza no olhar sobre a vida era uma das as suas marcas registadas, mesmo quando o corpo já não correspondia à sua força de vontade. Nos últimos tempos, para além dos problemas decorrentes do AVC, o Carla sofria também de diabetes e doenças cardíacas.

A memória já não era a mesma e os lápos tornavam-se cada vez mais frequentes. A sua amiga Maria Francisca Valins, que com ela trabalhou no programa humorístico Balança, mas não cai, descreveu a situação da amiga como um estado de flutuação, onde ela confundia frequentemente nomes e detalhes  do passado.

Apesar das dificuldades, ela ainda encontrava alegria na convivência com a sua filha e os seus netos, a Janaína e o Breno, com quem adorava brincar sempre que possível. O seu legado como atriz e vedeta permaneceu na memória dos que a admiravam, mas infelizmente os últimos anos da sua vida foram marcados pelo abandono,  pela escassez e pela saudade de tempos melhores.

No dia 18 de junho de 2011, Wils Carla faleceu aos 75 anos no Hospital das Clínicas em São Paulo. No sábado, ela teve uma pioria e faleceu à meia-noite de domingo. O seu corpo foi sepultado no Rio de Janeiro, no cemitério de São Francisco Xavier, deixando para trás uma história repleta de brilho, talento e momentos inesquecíveis,  mas também de desafios, solidão e esquecimento.

Y o Zé Carla passou os últimos anos da a sua vida sonhando em voltar à televisão,  mas o seu desejo nunca se concretizou. Mesmo debilitada e com a saúde cada vez mais frágil,  ela nunca perdeu o amor pela arte e continuava à espera por uma oportunidade de estar novamente diante das câmaras. >> Agora quer trabalhar, não é, >> quero.

É a única coisa que eu quero é trabalhar. >> Muita saudade. >> Muita. No entanto, os problemas de saúde que começaram a agravar-se na década de 90 impediram qualquer possibilidade de retorno. Os primeiros sinais de que a sua saúde não estava bem, que estava comprometida, surgiram ainda nos anos de 1980. A época, apesar do carisma e da presença marcante nos programas de auditório do Silvio Santos e do Raul Gil, ela já enfrentava dificuldades.

A sua última participação em telenovelas foi entre 1990 e 1991, quando ela apareceu na minissérie O portador da TV Globo e fez também uma participação em Ana Raio e Zetrovão na Manchete. Depois disso, a sua condição agravou-se rapidamente. Em 1994, Wilsa Carla sofreu um AVC que afetou a a sua mobilidade e a sua memória.

Com o passar dos anos, a sua situação foi se agravando e ela teve de utilizar cadeira de rodas. Mas ela já estava doente desde 1994, onde teve o AVC, onde veio se agravando. >> Além do AVC, desenvolveu ainda diabetes e problemas cardíacos, tornando a sua rotina ainda mais desafiante. Afastada dos media e sem o glamor dos tempos de Vedete e da atriz, viveu reclusa, recebendo poucos amigos e podendo contar apenas com o cuidado da filha, que dedicou mais de uma década da sua vida para cuidar da mãe.

Apesar de tudo, Catriz nunca demonstrou desânimo. Paola  relatou que a sua mãe não perdeu o brilho no olhar e nem a vontade de viver. Ela passava a maior parte do tempo na convivência com os netos que ajudavam a dar um sentido à sua vida. Eu tenho um rapazinho, teninha agora. Tem um menino de 6 anos. >> Então somos nós somos os quatro.

Mesmo sem poder mais atuar, ela ainda sonhava com o convite que a trouxesse de volta à TV, mas esse chamamento nunca chegou. O silêncio dos media e o afastamento do público marcaram os seus últimos dias. Wilsa Carla, que já tinha sido uma estrela adorada por muitos, faleceu sem o reconhecimento que merecia e sem a oportunidade de regressar à TV.

O o seu falecimento ocorreu na madrugada de um domingo numa cama do hospital das clínicas em São Paulo. >> Internei-a na na Hospital das Clínicas. >> Aos 75 anos, o seu percurso chegou ao fim de forma melancólica, sem grandes homenagens ou despedidas públicas. O seu corpo foi sepultado no cemitério de São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, sem festas, sem multidões, sem o glamor que um dia a envolveu.

Apenas a sua família e alguns poucos amigos estiveram presentes para se despedir. Para aqueles que a amavam, deixou um legado inesquecível, marcado pela irreverência,  talento e coragem de transformar a sua imagem num ícone único da  televisão e do cinema nacional. Wilsa Carla foi  uma mulher de coração generoso, conhecida não só pelo seu talento e reverência, mas também pela sua imensa bondade.

Durante os seus anos de sucesso, ela ajudou muitas pessoas sem esperar nada em troca. Costumava oferecer dinheiro a quem precisava, sempre disposta a estender a mão para aqueles em situação difícil. O o seu espírito solidário contrastava com o destino cruel que a aguardava. Mesmo após tanto tempo a dedicar a sua vida ao entretenimento e ajudando  várias pessoas, ela terminou os seus dias na solidão e no esquecimento.

Uma das maiores estrelas da  televisão brasileira nos anos 70, adorada pelo público e reconhecida por o seu carisma único. >> E eu acho que a senhora me pode ajudar muito. E qual é o problema? >> Morreu pobre, afastada dos antigos amigos. O brilho que um dia encantou plateias foi substituído pelo silêncio de um quarto, onde enfrentou as suas doenças e limitações com a única companhia da filha e de poucos familiares.

O seu triste fim expõe uma realidade cruel do mundo do espetáculo. A fama pode ser passageira e os aplausos efémeros. O que ficou foi a memória de uma mulher que deu tudo de si à arte e aos outros, mas que no momento que mais precisou não recebeu o mesmo em troca. Ainda assim, o seu legado permanece.  Wilsa Carla nunca será esquecida por aqueles que reconheceram a o seu génio e a sua generosidade.

A sua trajetória é uma reflexão de que o o talento deve ser celebrado, mas também de que o reconhecimento e o carinho não deveriam desaparecer com o tempo. A história de Wilsa Carla  é bastante comovente. Depois de ter emocionado tantas pessoas no ecrã da TV, ela não merecia aquele fim.

A sua vida não deveria acabar dessa forma. Foi realmente muito triste o que aconteceu com ela. E o pior é saber que situações como estas ainda acontecem com muita pessoas, independentemente da fama ou não. O que acha que poderia ser feito para evitar estas coisas no final da vida, essas dificuldades? Deixa o seu comentário aqui em baixo e partilha a a sua opinião connosco.

Não esquece também de deixar o seu like, ok? Eu vou deixar-lhe outro vídeo aqui no card, que é sobre alguns cantores dos anos 70 que morreram totalmente abandonados. Basta clicar aqui neste cartão que vai conhecer a história de 15 cantores dos anos 70 que tiveram um final muito triste no esquecimento. É um vídeo bastante comovente, vale a pena ver.

Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até o nosso próximo vídeo.

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