Why is Minas Gerais so haunted?

 Ela acina para os condutores com calma, como quem precisa apenas de boleia, mas o que acontece depois é que assusta. Dizem que aconteceu no cemitério do Bom Fim, nas décadas de 40 e 50. Nas redondezas, muito se ouviu dizer de uma rapariga que arrancava suspiros, não apenas por ser formosa, mas porque era um fantasma.

A história tem versões diferentes. A mais contada é a de uma mulher que costumava frequentar a zona boia da capital. Por volta das 2 horas da manhã, ela seduzia um homem e fazia um convite para que a levasse para casa. Dizem que era uma mulher loira, muito bonita, que estava sempre vestida de branca. Ninguém resistia aos seus encantos.

Quando chegava ao bom fim, ela se despedia, entrava para o cemitério e desaparecia misteriosamente como um vulto. Uns dizem que ela foi ali enterrada mesmo no Bom Fim, depois de morrer tragicamente num acidente. Uma alma demasiado jovem para aceitar a morte. Outros acham que ela nem sabe que morreu.

 Está presa entre dois mundos, tentando encontrar o caminho de volta para casa, que talvez já nem exista. A história corre entre taxistas, motoristas de aplicações, seguranças e moradores antigos. E o mais assustador, os detalhes batem certo. Sempre uma loira vestida de branco, atraindo os condutores com a sua beleza etérea para uma experiência de arrepiar a espinha.

O senhor Hélio, hoje com 70 anos, jura a pés junto que apanhou o eléctrico com a loira e foi sentadinho ao lado dela. Ela chegou a falar com o senhor? Não, não. Ela não falar com ninguém. Isto aqui era ponto, era caminho do eléctrico. É caminho do eléctrico. E aqui onde é que estamos aqui na presença aqui agora.

E para é o final dele e do bom fim. Aqui encerrava o encerrava o eléctrico e era aqui que a loura descia. Aqui que a loura descia. Ela ficava na sorte e na Caités. aquela imedéiação ali, não é? E continuava a seduzir os homens. É, seduzindo os homens. Que era muito bonita, não é? É bonita demais.

 Ui, tinha uns olhos verde. Bonita mesmo. Muita gente acredita que a história da loira não passa de lenda urbana. Mas quem já viu a tal loira a deambular pelas imediações do cemitério do Bonfim, jura que ela não é deste mundo. Há, vou fazer aqui 30 anos. Eu nunca vi não. Será? Na linha de autocarros do Bonfim tem pessoas a jurar que a loira ainda ronda a vizinhança.

Estava a chegar a linha aí subindo o monte do Bonfinho. Aí encontramos com ela descendo. Depois ela foi descendo devagarzinho e tal, depois desapareceu. É tipo uma noiva. Você viu mesmo? Vi. Eu, eu e o meu cobrador que estava comigo no dia, estás a ver? Eu vi-a. Isso aí tenho a certeza. Seja como for, uma coisa é certa.

Cuidado ao conduzir de noite perto do bom fim. Se uma bela loira vestida de branco acenar, o melhor é não parar. Resista à tentação e faça de conta que não a viu. A casa assombrada Elói Mendes. Pedras que caem do céu, almofadas e panelas voando pelos corredores. Acredita em fantasma? Um casal que vive no sul de Minas Gerais jura a pé juntinho que a casa está assombrada, como se diz lá no Nordeste, na pitoresca sul de Minas, Eloi Mendes é uma daquelas cidades onde todos se conhecem.

 Ruas tranquilas, rotina calma. Mas há uma casa numa dessas ruas aparentemente comuns que se tornou o centro de um mistério assustador, um lugar onde a paz simplesmente não entra. Tudo começou por volta de 2012, quando um casal começou a reparar em algo estranho nesta casa onde viviam. No início, era apenas um desconforto, um friozinho estranho a dominar o ambiente.

Mas logo vieram os ruídos, sussurros batidas no forro. Depois os fenómenos escalaram. Pedras caíam misteriosamente nos telhados da casa. Almofadas eram atiradas por mãos invisíveis. Até mesmo as pesadas panelas de ferro pareciam flutuar como plumas. Não demorou para que aquela sensação de que havia mais alguém ali se transformasse em incerteza.

A casa estava dominada por almas penadas. Tanta devoção de de medo. Aí estamos a sair da cidade de Bartinha neste momento rumo a Eloi Mendes. Terão aproximadamente 9 km. Nossa equipa recebeu um pfonema da sobrinha de um casal que diz que a casa está a ser assombrada. Ao chegarmos à zona rural, fomos recebidos pela dona Maria das Graças, de 63 anos.

 A primeira revelação já deixou a nossa equipa assustada. Eles contam que misteriosamente a imagem pegou fogo. Pegou lá fogo inclusive eu vi já estava fto no telado e queimou gel de flor, queimou o meu menino Jesus estava junto. E aqui o quarto do casal. É aqui que colocam todos os santos, o local onde guardam, que procuram proteção aí dos céus, de alguma energia, de todos estes santos, para tentar vencer estes obstáculos que têm passado aqui na casa.

O negócio era tão assustador que o casal decidiu pedir ajuda. Padres, benzedeiras e sensitivas. Toda a ajuda era válida. Uma médium, ao entrar na casa, disse sentir presenças múltiplas, entidades antigas, e deixou claro: “Eles não querem ir embora”. Agora assustado que que é que é que tá atacar pedra, já viu aquele vento, não é? Aquele vento só gritando e tacava as coisas cria, menina gritava.

O Sr. Geraldo conta que um dia chegou à casa e encontrou os gatos presos dentro do armário da cozinha. A fechadura estava travada com um garfo. Estava longe aqui, ó. Assim longe ali. Está de jeito aqui, ó. Fechou os gatos aqui dentro. O grafo tava desse jeito. E quem o fez? Uai, eu sei lá o negócio. Ué. E assim, os rumores de uma casa assombrada em Eloi Mendes alastraram.

Curiosos e jornalistas alternavam tentando compreender o fenómeno. A mulher, visivelmente abalada, ela estava noite sem dormir, passos no telhado, sussurros durante a madrugada. O marido, que antes duvidava também começou a sentir. Viu sombras a atravessar o corredor. Ouviu alguém chamar pelo seu nome quando mais ninguém estava na casa.

A origem do fenómeno ninguém sabe. Não há registo de tragédia no local. Mas os vizinhos contam que aquela casa nunca segurou um morador por muito tempo. Todos saíam rapidamente de lá, alguns sem sequer mesmo terminar a mudança. Tal como no caso da loira do bom fim, há um padrão que se repete. Algo invisível, mas presente, algo que não grita, mas que nunca pára de sussurrar.

A diferença aqui é que não se trata de uma alma solitária à beira da estrada. É uma força que tomou posse de um lar e parece não ter intenção de sair. Se passar por Eloi Mendes, pode até não reparar na casa, mas ela vai reparar você. O Hospital Colónia, Barbacena. Dizem que locais que foram palco de as tragédias transportam para sempre uma energia pesada e sufocante.

 E se existe um lugar em Minas Gerais, onde as paredes ainda choram, este lugar é o Hospital Colónia em Barbacena. Fundado em 1903 como sanatório para doentes mentais, ele cedo se transformou em algo muito mais sombrio. Ao longo do século XX, o hospital tornou-se um depósito de gente e não só de doentes. Ali eram trancadas pessoas que incomodavam, as mulheres grávidas fora do casamento, alcoólicos, pobres, homossexuais, órfãos, andarilhos.

 qualquer um que destoasse da norma. Não era preciso o relatório médico. Bastava alguém assinar o internamento e a porta fechava-se para sempre. Estima-se que mais de 60.000 pessoas perderam as suas vidas dentro daqueles muros. Mortes por frio, por fome, por abandono. A partir da década de 70, os jornais começam a denunciar as agressões contra os direitos humanos que aqui aconteciam no Hospital Colónia de Barbacena.

 Quais foram as denúncias mais graves, professor? Olha, a história do Hospital Colano de Barbacena é muito longa, são 100 anos e nestes 100 anos os descaminhos da psiquiatria, principalmente da assistência pública à psiquiatria, vão ficando cada vez piores à medida que o hospital vai ficando inchado.

 E todas as mazelas possíveis desta situação ocorriam, infelizmente. como exemplo, professor, faltava alimentação, faltava medicação, faltavam cuidados básicos e, incrivelmente, faltavam até camas pros doentes ficarem. Em alguns momentos, o hospital utilizava ervas nos barracões, nos pavilhões, para que os doentes pudessem dormir.

 Algo impensado numa cidade como Barbacena, que tem temperaturas muito baixas. E isso fazia com que muitos adoeciam gravemente e o nível de mortes de órbitos dentro do hospital era incalculado. Aqui dentro é a loucura, lá fora a razão. Escondidos entre os muros, longe dos olhares, os chamados loucos são degradados física e moralmente.

Hoje o colónia está desativado, é um memorial, mas há quem diga que nem todos os os reclusos foram embora. E foi neste cenário que as lendas de assombrações começaram a surgir logo após o seu encerramento oficial, quando os moradores de Barbacena e os poucos visitantes que se aventuravam no local começaram a relatar fenómenos inexplicáveis.

As histórias de espíritos inquietos que deambulam pelos corredores sombrios e pelos os edifícios abandonados são uma extensão natural do sofrimento que milhares de pessoas ali enfrentaram em vida. Um dos relatos mais comuns é o som de gritos desesperados e pelos corredores do hospital. Muitas pessoas que vivem nas proximidades afirmam ouvir estes gritos durante a noite, sobretudo nas horas mais avançadas, quando o silêncio é profundo.

 Estes sons são descritos como angustiantes e carregados de dor, como se as almas dos antigos doentes ainda estivessem a enfrentar castigos e punições. Várias testemunhas referiram ter visto figuras espectrais deambulando pelos terrenos do hospital. Estas aparições são frequentemente descritas como vultos de pessoas vestidas com roupas antigas, muitas vezes em estado de desespero ou confusão.

 Uma história particularmente perturbadora envolve uma enfermeira que visitou o hospital muitos anos após o seu fecho e encontrou uma mulher vestida com uma camisola hospitalar sentada num dos bancos do jardim. A enfermeira tentou aproximar-se para oferecer ajuda, mas a figura desapareceu diante dos seus olhos. Uma das lendas mais famosas da Colónia é a da menina do pavilhão 5.

 Dizem que uma jovem doente que perdeu a vida vítima da desnutrição e maus tratos ainda assombra o local. Os visitantes relatam ver uma pequena figura a passear pelos corredores do antigo pavilhão, por vezes transportando uma boneca. O seu olhar é triste e vazio, e a sua presença é muitas vezes acompanhada de uma sensação de frio intenso e tristeza profunda.

Outro fenómeno relatado são os objetos que se movem sozinhos. Pessoas que exploraram o interior dos edifícios do hospital afirmam ter visto portas que se fecham misteriosamente, cadeiras que se movem sem qualquer explicação e utensílios médicos que aparecem em diferentes locais. Estes eventos são muitas vezes acompanhados pela sensação de estar sendo observado, como se os espíritos dos antigos doentes ainda estivessem presentes e tentassem interagir com os vivos.

 Verdade ou folclore? Cabe a si decidir, mas um facto não pode ser ignorado. O Hospital Colónia é um local marcado pela dor e pelo sofrimento, onde o passado e o presente se encontram. Se os antigos corredores pudessem falar, só Deus sabe o que teriam para dizer. O hotel Colombo, Arachá. No alto de Arachá, no meio do ar puro das montanhas e ao encanto histórico da cidade, um imponente edifício chama atenção.

 O hotel Colombo, inaugurado em 1925, já foi sinónimo de luxo e prestígio. Os seus salões receberam nomes como Santos do Mon, Getúlio Vargas e Jcelino Cubicheque. Mas, com o tempo, o glamor deu lugar ao abandono e ao mistério. Ele tem muita história, mas também uma fama que pode assustar alguns interessados. Vai a leilão nas Minas Gerais o edifício de um antigo hotel com fama de assombrado.

Património tombado. O hotel Colombo em O Arachá foi frequentado pela alta sociedade e por políticos de expressão nacional nos anos 1930 e 1940. O hotel fica no Parque do Barreiro, ponto turístico da cidade mineira. da fachada imponente, o que mais chama a atenção é uma árvore que cresce perto à entrada, por onde passaram figuras ilustres.

O Santos do Bom gostava de vir a Arachá e todas as vezes que vinha, ele ficava num quarto específico. Ele tinha um quarto reservado só para ele. O quarto depois ganhou a placa com o nome dele. O edifício continua envolto em histórias que nem o tempo conseguiu silenciar. E não é exagero dizer que para muitos o hotel Colongo nunca esteve verdadeiramente sozinho.

Funcionários antigos contam que à noite era comum ouvir passos no andar de cima, mesmo quando não havia hóspedes. Camareiras juram ter encontrado quartos com camas reviradas e toalhas húmidas encerrados há dias. Eu já vi lá muita coisa. Teve uma noite que eu já estava para ir embora e o meu patrão pediu-me para limpar a suí presidencial porque um casal do Rio queria ficar naquele quarto.

 Eu já subi contrariada, mas limpei o quarto inteirinho. Quando estava a arrumar a cama, vi uma mulher a sair da casa de banho. Apanhei um susto e perguntei de onde ela tinha vindo, mas a mulher não disse nada. Num segundo, ela desapareceu à minha frente. Janelas que batem sem vento, vozes vindas dos salões desertos.

 São relatos que se repetem sempre com o mesmo tom. É assombrado. Isto aqui é mais ou menos meia-noite eu moro aqui. Meia-noite para sair de fora tem uma mulher a andar reteiado de branquinho, correndo reteado, não é? Para lá para cá, para lá para cá. Uns minutos, pouco, certo? Depois desaparece. Cabelo meio comprido.

 Ela era o cabelo meio compridinho. Olha dela branca, clara, magrinha. É ela mesma, dona Holanda. Ela gostava demais aquilo. Algo permanece ali. Algo que não foi embora com o último checkout. Para evitar escândalos, dizem que muitos falecimentos foram silenciados no hotel. Hóspedes solitários, histórias mal resolvidas, tragédias abafadas pela ganância desenfreada.

 O hotel é é extremamente importante para Arachá, faz parte da história de Arachá. Eu fiquei assim, é, é muito triste com a situação. Está a nascer até árvore lá dentro, está totalmente abandonada. E talvez essas almas tenham decidido ficar. Afinal, o hotel Colombo foi por muito tempo o local mais acolhedor de Arachá e parece ainda ser, pelo menos para os hóspedes invisíveis que se recusam a abandonar o lugar.

 E se passar por Arachá e olhar para o edifício antigo do Colombo, talvez tenha a estranha sensação de que atrás das cortinas fechadas alguém ainda observa. E depois, consegue responder porque Minas Gerais está tão assombrada? Adoraríamos ouvir o seu relato. E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar e deixar o seu hype.

 E para aqueles que ainda não se inscreveram, este é o momento. Esperamos vê-los em breve. Até lá.

 

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