O Dono da Loja de Instrumentos Disse a Tim: “Este Violão Foi de TIM MAIA” — Mas Aquele Homem Era…

Tim Maia entrou na loja de antiguidades e artigos de colecção, na rua do lavradio, no centro do rio, usando boné preto e óculos escuros, procurando pelo guitarra que um amigo tinha comentado estar ali à venda. O dono da loja, um senhor com cerca de 60 anos chamado Klaus Schmidh, que colecionava instrumentos musicais de artistas famosos havia décadas, cumprimentou educadamente, sem perceber quem era o cliente.

explicou que tinha ouvido dizer que a loja tinha um violão que pertenceu a Wilson Picket, o lendário cantor de sou americano e que estava interessado em comprar. Klaus sorriu confirmando que realmente tinha aquela peça rara e convidou Tim para ir até às traseiras da loja, onde guardava os itens mais valiosos da coleção.

Enquanto caminhavam entre estantes cheias de discos antigos, cartazes autografados e instrumentos pendurados nas paredes, Tin não fazia ideia que nos próximos minutos ia reencontrar algo que tinha perdido havia 15 anos e que nunca imaginou ver de novo. A loja de Klaus era conhecida entre os colecionadores como um dos melhores locais do Rio para encontrar itens raros de música.

Klaus tinha nascido no Brasil, mas era filho de pai alemão e mãe americana, que se tinham mudado para o país nos anos 40 e tinha começou a colecionar nos anos 60, quando trabalhava como road em espectáculos internacionais que passavam pelo Brasil. ao longo das décadas tinha conseguido adquirir instrumentos, vestuário de palco, documentos e objetos pessoais de artistas brasileiros e estrangeiros através de contactos que mantinha tanto no Brasil como nos Estados Unidos e na Europa.

Tinha uma sala inteira só com instrumentos pendurados, guitarras que pertenceram a músicos de rock, baixos de bandas famosas, baterias usadas em gravações históricas. O violão do Wilson Pickets era uma das peças mais raras, porque poucos sabiam que o cantor americano tocava guitarra. E Klaus tinha conseguiu comprar a um colecionador em Nova Iorque anos atrás, especificamente para revender com lucro.

Timha passado 4 anos nos Estados Unidos nos anos 60 absorvendo Soul e Rhythm and Blues direto da fonte. E Wilson Picket era um dos seus ídolos absolutos desde a primeira vez que ouviu In the Midnight Hora num clube em Nova Iorque. Quando um produtor amigo comentou casualmente que tinha visto um violão do Picket à venda numa loja de antiguidades no Lavradil, Tim ficou obsecado com a ideia de comprar aquele instrumento.

Não importava o preço que Klaus pedisse. Ele queria ter um pedaço da história do americano que tanto tinha influenciado a carreira dele e moldado o seu estilo musical. [música] tinha ligado para a loja confirmando que o violão estava disponível, marcado de ir ver pessoalmente nessa tarde, e agora estava ali ao fundo, seguindo o Klaus até à sala de instrumentos raros.

A expectativa de segurar um instrumento que tinha pertencido a um dos maiores nomes do Soul fazia o coração dele bater mais rápido. Klaus abriu a porta de uma sala com clima controlado e iluminação baixa para preservar os instrumentos. Acendeu as luzes e Tin viu dezenas de instrumentos pendurados nas paredes com pequenas etiquetas, identificando os proprietários originais e datas de aquisição.

A sala cheirava a madeira envelhecida e tinha um silêncio reverente de museu. Klaus foi direto até um violão Marting acústico pendurado no centro da parede principal e disse orgulhoso com sotaque ligeiro que misturava o alemão e o português. Este aqui é o do Wilson Picket. Ele usou em gravações nos anos 60.

Tem certificado de autenticidade e tudo. Consegui com um colecionador nos Estados Unidos. Tin aproximou-se impressionado, pegou no violão com reverência, como se estivesse a segurar uma relíquia sagrado, e começou a examinar cada pormenor da madeira e das cordas. Enquanto Klaus explicava a história completa de como tinha adquirido a peça através de leilão em Nova Iorque, Tin olhou em redor da sala e viu outros violões pendurados.

E foi aí que o seu coração parou completamente. Ali, pendurado entre uma guitarra que tinha pertencido a Elis Regina e outro de João Gilberto, estava um di Giorgio de cordas de aço com marcas específicas que Tin conhecia melhor do que ninguém no mundo. Tin largou a guitarra do Wilson Picket de volta no suporte, sem sequer se aperceber do que estava a fazer.

Caminhou até ao de Giorgio e ficou parado a olhar sem acreditar. Tinha um arranhão profundo perto da boca do instrumento, exatamente no mesmo local que se lembrava. Klaus percebeu o interesse e veio explicar animado. Ah, esse também é uma peça rara. É o violão que o Tim Maia utilizou para compor azul da cor do mar em 1969. Comprei-o há cerca de 15 anos a um músico que precisava de dinheiro urgente.

Paguei bastante caro porque sabia do valor histórico. Tin virou o violão de lado com as mãos a tremerem ligeiramente, procurou no braço e viu as iniciais SM gravadas discretamente na madeira. Era o violão dele, aquele que tinha emprestado ao Nestor Oliveira em 1975 e nunca mais o tinha visto. Aquele instrumento onde tinha composto a melodia de azul da cor do mar estava sendo vendido como artigo de colecionador numa loja de antiguidades e o proprietário não fazia a mínima ideia que estava a mostrar a guitarra para o próprio Tim Maia. Tim

segurou o violão de Jorgio nas mãos, tentando manter a calma, mas a mente dele estava acelerada, processando o que tinha acabado de descobrir. Klaus continuava a falar animado sobre como aquele era um dos violões mais importantes da coleção, como o azul da cor do mar. Era um clássico da música brasileira.

Como qualquer fã do Tim Maia, pagaria uma fortuna por aquele instrumento. Tin perguntou tentando manter a voz controlada. E o músico que vendeu-lhe isso? Você lembra-se o nome dele? Klaus pensou por uns segundos. Lembro-me sim. Nestor Oliveira, um tipo que tocava em bares por aqui. Disse que tinha conseguido o violão diretamente do Tim Maia, que os dois eram amigos próximos e que estava vendendo porque precisava de dinheiro urgente para pagar dívidas.

Eu confiei na sua história porque o violão tinha as iniciais SM gravadas que batem certo com Sebastião Maia, o nome real do cantor Tim sentiu a raiva elevar-se, mas engoliu seco, porque finalmente compreendia o que tinha acontecido há 15 anos. Nestor tinha pedido o violão emprestado e vendido sem dizer nada, provavelmente porque estava desesperado por dinheiro e sabia que Tim nunca ia autorizar a venda.

Klaus pegou no violão de volta das mãos do Tim cuidado e pendurado na parede novamente. Este aqui não está à venda, é peça de exposição. Só mostro a clientes especiais que realmente entendem do valor histórico. Tin olhou para o violão ali pendurado, aquele instrumento que tinha sido parte essencial da sua vida durante anos e sentiu um misto de nostalgia e revolta.

pensou em revelar ali mesmo quem era, em tirar os óculos escuros e o boné e dizer ao Klaus que estava mostrando o violão ao próprio dono, mas algo o fez hesitar. Queria entender melhor a situação antes de tomar qualquer decisão precipitada. Queria saber se Klaus tinha sido enganado pelo Nestor ou se sabia da traição. Perguntou: “E se alguém oferecesse um preço muito bom, venderia?” Klaus abanou a cabeça.

Dependeria do preço e de quem está a comprar. Não vendo para qualquer um, preciso de ter a certeza que a peça vai para mãos de alguém que valoriza. Tin acenou com a cabeça pensativa e voltou a atenção para o violão do Wilson Picket, que ainda estava no suporte. Klaus notou o interesse dividido do cliente e sugeriu: “Olha, o do Picket está à venda por 60.000 cruzeiros.

É caro, mas vale cada cêntimo pela história que carrega. Se quiser testar o som antes de decidir, está à vontade. Tim pegou no violão Martin do Wilson Picket de novo, sentou-se numa cadeira que tinha na sala e começou a tocar alguns acordes. O som era excelente, instrumento de altíssima qualidade e Tim queria mesmo comprar aquela peça para ter um pedaço da história do ídolo dele, mas enquanto tocava, não conseguia parar de olhar para o Dorio pendurado na parede do outro lado da sala.

Klaus observa satisfeito, pensando que estava fazendo uma venda garantida, e comentou: “Toca bem? É músico profissional?” Tin respondeu vago. “Toco um pouco, nada profissional.” Continuou a dedilhar o Martin por mais alguns minutos e depois tomou uma decisão. O Tim parou de tocar, devolveu o violão do Picket ao Klaus e disse diretamente: “Quero comprar os dois guitarras, o do Picket e o do Tim Maia.

” Clausa arregalou os olhos surpreendido. Os dois, mas eu disse que o do Tim Maia não está à venda. Tim insistiu. Tudo tem um preço. Quanto quer pelos dois? Klaus ficou em silêncio, pensando, claramente a tentar calcular quanto poderia pedir uma venda dupla daquele tamanho. Passados ​​uns segundos, respondeu: “O do Picket são 60.

000 cruzeiros. O do Tim Maia, se eu fosse vender, não sairia por menos de 80.000 cruzeiros pelo valor histórico, 140.000 cruzeiros pelos dois era uma quantia absurda para a maioria das pessoas, mas tinha dinheiro guardado de anos de carreira bem-sucedida e não se importava em gastar tudo naquilo. Acenou concordando. Fechado. 140.

000 Cruzeiros pelos dois violões. Klaus ficou visivelmente surpreendido que o cliente tinha aceitado sem peixinchar e disse que ia preparar a documentação e os certificados de autenticidade. Enquanto clau saía da sala para ir buscar os documentos, Tim ficou sozinho durante um momento. Caminhou até ao de Giorgio, pendurado na parede, tirou a guitarra do suporte com cuidado, sentou-se na cadeira e começou a tocar a introdução de azul da cor do mar, da forma que tinha composto pela primeira vez.

Naquele mesmo instrumento, Klaus voltou com os papéis na mão e parou à porta ao ouvir aquela melodia. E quando Tinha, abriu a boca e começou a cantar os primeiros versos com aquela voz inconfundível. Klaus largou os papéis no chão sem sequer se aperceber. Não havia como errar aquela voz, aquele timbre único que tocava nas rádios havia décadas.

Klaus ficou paralisado, olhando pro cliente de boné e óculos de sol cantando azul da cor do mar na guitarra que supostamente tinha pertencido ao Tim Maia e a ficha caiu instantaneamente. Tin terminou de cantar o primeiro verso, parou, tirou o boné e os óculos de sol devagar e olhou para o Klaus que estava pálido, encostado à parede.

“Eu sou o Tim Maia”, disse tranquilamente. “E este violão que comprou ao Nestor há 15 anos era meu. Eu tinha emprestado a ele e ele vendeu sem me avisar. [música] Klaus ficou parado por uns segundos, processando a informação, olhando do Tim para a guitarra e de volta para o Tim, até que conseguiu finalmente falar: “Meu Deus, passei 15 anos a vender a história deste violão para colecionadores, sem saber que o proprietário original ainda estava vivo, à procura dele.

” Tin deu uma riso sem humor e respondeu: “Eu nem estava à procura. Tinha desistido de ver este violão de novo. Achei que o Nestor tinha vendido a alguém que levou para longe ou que tinha sido destruído. Vim aqui só para comprar o do Picket. Nunca imaginei que ia encontrar o meu próprio instrumento a ser vendido como peça de museu.

Klaus pegou numa cadeira e sentou-se ainda em choque e perguntou: [música] “E o Nestor? Ele era mesmo o seu amigo? Porque ele garantiu-me que você tinha dado o violão de presente a ele. Tim abanou a cabeça. Ele mentiu. Eu emprestei-lhe para gravar umas faixas. Ele disse que ia devolver em duas semanas e simplesmente desapareceu com o violão.

Nunca mais tocou no assunto e eu fui idiota de não ir atrás para cobrar. Klaus ficou em silêncio durante algum tempo, claramente a lutar com a consciência, e tomou então uma decisão. Levantou-se da cadeira, caminhou até à parede, tirou o de Georgio do suporte e estendeu o guitarra para o Tim. Leva-o, não vou cobrar nada.

Este violão nunca foi meu para vender. Foi-lhe roubado e eu comprei sem saber. Seria errado fazer-te pagar por algo que já era seu. O Tin ficou surpreendido com o gesto, mas recusou. Não, Klaus, pagou 80.000 cruzeiros por este violão há 15 anos. Foi enganado pelo Nestor tanto quanto eu. Eu vou pagar os 140.000 que combinámos. Tu ficas com o dinheiro e eu levo os dois violões para casa.

Klaus tentou argumentar dizendo que não seria justo, mas Tim foi firme. É justo sim. Você é comerciante honesto, construiu esta coleção com trabalho árduo. O errado foi o Nestor, não aceita o dinheiro e fica em paz. Klaus aceitou finalmente, apertou a mão ao Timeza e disse que ia preparar os certificados de autenticidade corretos agora que sabia a história verdadeira.

Antes de sair da loja com os dois violões, Tim perguntou se Klaus ainda tinha contacto com o Nestor Oliveira. Klaus respondeu que não via o Nestor há cerca de 10 anos. que o cara tinha desaparecido do circuito musical do rio e ninguém sabia para onde tinha ido. Tin acenou compreendendo, pegou nos guitarras embaladas com cuidado e disse: “Se o vir por aí algum dia, não precisa de contar essa história.

Já passou, já não adianta guardar raiva.” Klaus prometeu que não ia dizer nada e ficou observando Timando os dois instrumentos. Meses depois, Klaus contou a história a alguns colecionadores próximos. E a lenda do dia em que Tim Maia comprou o próprio guitarra de volta, sem o vendedor saber, tornou-se famosa no circuito de antiguidades musicais do Rio.

O Didiódio voltou a pro lugar de onde nunca deveria ter saído e Tim usou-o em gravações e apresentações para os anos seguintes, sempre a recordar aquela tarde surreal na loja do Klaus. Esta história nos ensina que confia em pessoas que não merecem confiança e paga o preço por isso anos mais tarde. O Tim emprestou o violão para o Nestor, pensando que a amizade era garantia suficiente e perdeu um instrumento valioso durante 15 anos, porque não quis cobrar e estragar o relacionamento.

Você também empresta coisas importantes, faz favores, confia na palavra de gente que parece amigo, mas que à primeira dificuldade te trai sem pensar duas vezes. E quando este acontece, aprende-se da pior forma que a confiança não é algo que se dá gratuitamente só porque conhece alguém há muito tempo ou porque têm história juntos.

A confiança prova-se com ações, não com promessas. O Nestor prometeu devolver em duas semanas e vendeu o violão sem avisar porque precisava de dinheiro. E Tim só descobriu a traição 15 anos depois, por puro acaso. Mas a história ensina também que a honestidade ainda existe, porque o Klaus podia ter fingido que não sabia de nada e embolsou os 140.

000 Cruzeiros sem culpa, mas optou por ser transparente e até tentou devolver o violão gratuitamente quando descobriu a verdade. Assim, aprende a diferenciar quem merece a sua confiança de quem só finge merecer. Não empresta o que não pode perder. Não confia só porque conhece há anos. E quando emprestar algo importante, cobra de volta sem medo de parecer aborrecido.

Porque se a pessoa for realmente honesta, ela vai devolver sem que tenha de cobrar. E se tiver que estar sempre a cobrar, já sabe que confiou em quem não prestava desde o início. Se gostou desta história, deixa o teu like aqui em baixo, subscreve o canal e ativa o sininho para não perder os próximos vídeos. Me conta aqui nos comentários de onde é que está a ver esse vídeo.

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