Aos 78 anos, Benny Andersson, do ABBA, Finalmente Confirma o Que Pensávamos o Tempo Todo!
Antes da fama, antes do brilho dos palcos, dos discos de platina, dos refrões que se colaram para sempre na memória coletiva da humanidade, havia o silêncio. Havia quatro jovens, quatro almas diferentes, vindas de lugares distintos, transportando bagagens que o mundo nunca viu. Uma filha rejeitada pela própria pátria, por ser o resultado de um soldado nazi, um miúdo que virou pai cedo demais, uma mulher que sonhava com a música, mas enfrentava a culpa por ter deixado os filhos.
E uma cantora tímida que mal conseguia entrar num avião sem chorar. Não sabiam, mas estavam prestes a construir juntos um dos maiores fenómenos da música pop mundial. Eu estou a falar do aba. A comunicação social vendeu uma história perfeita. Dois casais apaixonados, quatro amigos em sintonia, melodias contagiantes, sorrisos eternos.
Mas a verdade era bem mais complexa. A verdade estava nas entrelinhas, nos olhos marejados após o corte de uma gravação, nos silêncios entre uma digressão e outra, nas letras que, disfarçadas de pop alegre carregavam o peso de separações, de medos, de culpa e de cansaço. Os Aba não foram apenas uma banda, foi uma tentativa de sobreviver emocionalmente.
Um abrigo sonoro para dores que não podiam ser ditas em entrevistas. Um palco onde cada um colocava o que tinha, nem que fosse só um pedaço de si. Eles conquistaram o mundo, mas para isso deixaram partes de si pelo caminho. Enquanto o público cantava mamia dançando em pistas de discoteca, a guineta estava a sofrer em silêncio por estar longe dos filhos.
Enquanto Fernando embalava histórias de amor, Frida enfrentava cicatrizes de uma infância sem pátria. Enquanto The Winner Ziral tornava-se sucesso global, Biorn e Agneta mal conseguiam olhar-se nos olhos. Enquanto Benny criava arranjos perfeitos, lutava contra o álcool, contra a culpa, contra o medo de não ser suficiente.
Esta não é só uma biografia, é uma revelação, um retrato da alma por detrás do sucesso, um convite para ver, talvez pela primeira vez, o aba, como realmente eram, humanos, pá, corajosos. Depois desta história, talvez nunca mais ouça Dancing Queen, como antes, porque por detrás da rainha da pista havia uma mulher à beira do colapso.
Esta é a história que transforma os hits em cartas abertas e as melodias em confissões. Bem-vindos ao verdadeiro ABA. Bom, tudo começou em 1969, num país aparentemente tranquilo, a Suécia. Mas por detrás do clima frio e da paisagem serena, quatro jovens artistas estavam prestes a escrever a história da música.
Benny Anderson, teclista da banda Repstar, era visto por muitos como um génio musical, mas era também um homem que carregava a responsabilidade de ser pai ainda adolescente, algo que moldaria a sua personalidade reservada e focada. Foi nesse mesmo ano que ele conheceu Anne Fred Lingst ou simplesmente Frida, uma cantora talentosa, de voz forte e alma marcada.
Frida nasceu na Noruega, filha de um soldado nazi alemão e de uma mãe norueguesa como parte do programa Libensborn. O nascimento que em vez de ser celebrado foi motivo de rejeição e sofrimento. Refugiada ainda quando criança cresceu com a avó e construiu a sua força a partir do abandono. Do outro lado, Beornus era já conhecido pela sua organização e visão prática da música, mas ainda procurava uma parceira artística e sentimental.
Ele encontrou ambos em Agneta Felzco, uma jovem cantora que chamava a atenção pela sua beleza, voz pura e timidez quase dolorosa. Ela era já um nome em ascensão na Suécia, mas o seu coração procurava muito mais do que aplausos. Queria estabilidade, pertença, algo difícil de encontrar numa indústria tão implacável.
A junção dos quatro parecia magia, mas não foi um golpe de sorte, foi uma construção. Começaram com apresentações pequenas, testando a a sinergia musical e a compatibilidade emocional. Até que a formação ganhou forma. Nascia então o Aba, Agneta, Born, Benny e Anfried. Em 1974, conquistaram o mundo comerl no Festival Eurovisão, de repente, a banda sueca que quase ninguém conhecia tornou-se uma sensação internacional.
Mas enquanto os holofotes brilhavam do lado de fora, a pressão acumulava-se do lado de dentro. O que o público via eram quatro artistas sorridentes usando roupas extravagantes, cantando sobre amor e alegria. Mas a realidade era outra. A Guneta, por exemplo, lutava contra ataques de ansiedades severas. Ela tinha pavor de voar.
As turnês internacionais eram um tormento. Ela chorava antes de embarcar. Sentia culpa por deixar a filha em casa e muitas vezes cantava com o coração em pedaços. Frida também enfrentava as suas próprias batalhas. Tinha dois filhos do primeiro casamento, mas a vida de estrela afastava da rotina materna. Já Benny e Biorn tentavam conciliar o perfeccionismo musical com os conflitos conjugais que se intensificavam a cada nova gravação, a cada novo ensaio ou show.
Mas talvez o mais silencioso de todos fosse Benny. Aos olhos do mundo, era engenheiro do som do aba, meticuloso, preciso, cerebral. Mas ele era também um homem que utilizava a música como válvula de escape, um perfeccionista emocionalmente contido que só conhecia expressar a sua dor através das notas que compunha. O estúdio para ele era quase um confessionário e cada canção uma tentativa de colocar em ordem os sentimentos que não conseguia explicar nem para si próprio.
A relação entre Benny e Frida pareciam, à primeira vista a mais estável do grupo. Havia admiração mútua, complicidade em palco e fora dele. Casaram em 1978 no auge da popularidade do grupo. Como manter um relacionamento saudável em meio à pressão constante, à agenda sufocante e as feridas mal cicatrizadas do passado, hein? Frida queria afeto, presença, intimidade.
Ben, retraído por natureza, refugiava-se no trabalho. Aos poucos se foram afastando. Não houve grandes querelas públicas, não houve traições escandalosas. O que houve foi um silêncio crescente, um distanciamento que nenhum refrão poderia disfaçar. Em 1981, o casamento chegou ao fim, mas o profissionalismo dos dois manteve-se intacto.
Continuaram a gravar juntos, mesmo com os corações em direções opostas. Essa força, esse respeito talvez seja um dos seus grandes legados como artistas e como seres humanos. O aba continuava a conquistar o mundo. As canções faziam sucesso. Os discos batiam recordes, os videoclipes encantavam gerações, mas por detrás de cada hit havia pequenas tragédias pessoais sendo vividas em silêncio.
E o que talvez poucos saibam é que a história do aba não é só sobre música, é sobre quatro pessoas a tentar encontrar sentido, tentando sobreviver emocionalmente em meio à fama. Criaram melodias que marcaram uma época, mas também usaram estas mesmas melodias para se protegerem do caos interior. Em seguida, vai conhecer as feridas abertas que a música não conseguiu curar.
O peso da fama sobre Agnita, os traumas de infância de Frida, a luta de Benny contra o alcoolismo e o lento colapso de uma banda que parecia invencível. Você tá pronto para continuar comigo? Então vamos lá. A fama tem um brilho hipnótico, não é? Ela atrai, ela encanta, ela seduz, mas ela também ofusca, esconde o que está por detrás da cortina.
E no caso do aba, atrás das luzes coloridas dos palcos e do brilho dos figurinos, havia dores que não se curavam com aplausos. Enquanto o mundo cantava a canção Mamam Mia. Vamos recordar e também take a chance ongrantes do aba viviam uma realidade completamente diferente, uma realidade feita de divórcios, saudades dos filhos, ansiedade, traumas antigos e a sensação crescente de que algo muito importante estava a desfazer-se. Isto por dentro.
Para muitos, Benny Anderson sempre foi o cérebro por detrás da sonoridade única do aba. Dominava os arranjos, compõe harmonias complexas e ajudava a transformar emoções em música. Mas o que quase ninguém sabia é que o Benny também era um homem em constante conflito com o próprio coração.
Desde jovem que precisou amadurecer cedo, foi pai ainda adolescente e durante as digressões com os rap stars sentia-se culpado por estar longe de casa. Quando aba rebentou, a história repetiu-se. O perfeccionismo musical levava-o a passar horas, dias inteiros no estúdio à procura de uma nota perfeita, enquanto a sua vida pessoal escorregava pelas fras.
Para lidar com a pressão, Benny recorreu ao princípio, uma forma de relaxar. Depois, um hábito, por fim, uma necessidade. Em entrevistas recentes, revelou que utilizava a música como válvula de escape. Era através das canções que tentava organizar o caos emocional que transportava, mas nem sempre funcionava.
O seu vício nunca chegou a paralisar o trabalho, mas corroeu relações. Aumentou a distância entre ele e Frida e fê-lo sentir que, por mais sucesso que alcançasse, nunca estava inteiro. A música, ao mesmo tempo que o elevava, revelava também o seu vazio interior. Frida nasceu sob o peso de um estigma, filha de um soldado nazi e de uma civil norueguesa.
Foi rejeitada pela sociedade e criada pela avó materna lá na Suécia. A sua mãe faleceu cedo e ela cresceu a tentar provar o seu valor para o mundo. Esta força bruta que a impulsionava no palco escondia um passado de dor. Ainda muito jovem, se tornou mãe, mas viu-se dividida entre a maternidade e a carreira.
Quando entrou na aba, já trazia cicatrizes, tanto emocionais como familiares, mas raramente falava sobre o assunto. Ela se jogou na música com intensidade, mas à medida que a fama crescia, sentia-se cada vez mais só. O casamento com Benny, que começou com carinho e cumlicidade, foi arrefecendo. A ausência de diálogo aliado ao ritmo exaustivo da banda alimentou um sentimento de abandono.
Após o fim do aba, Frida casou de novo, agora com um príncipe europeu, e mudou-se para a Suíça, tentando encontrar a paz, mas o destino ainda lhe reservaria duras perdas. Em 1998, perdeu a filha num acidente trágico. E anos depois o marido morreu de cancro. Em meio de tudo isto, ela afastou-se da vida pública, procurando refúgio em jardins, montanhas e no silêncio que a música já não conseguia preencher.
Enquanto Frida enfrentava as tempestades externas, a Guineta vivia uma batalha interna. As as suas inseguranças e crises de ansiedade eram conhecidas pelos mais próximos, mas ignoradas pelos media, que só viam a loira bonita, sorridente, de voz doce. Ela detestava voar, chorava antes dos embarques, passava-se em hotéis, tinha medo de multidões, mas mesmo assim ia para o pau.
Cantava como ninguém, sorria para as câmaras. Por dentro, no entanto, sentia-se oprimida, sobrecarregada, invisível. Quando o seu casamento com Biorn chegou ao fim, Agita colapsou. Continuar a cantar com ele era uma tortura. Ver o ex-marido iniciar um novo relacionamento pouco depois do divórcio só aumentava a dor. E mesmo assim ela continuava porque era profissional, porque a música ainda a salvava, mas o cansaço emocional era crescente.
E aos poucos ela foi-se afastando, se afastando dos fãs, da indústria, do mundo. Ao contrário do que muitos imaginam, o separador não terminou com uma briga. Não houve escândalo, não houve anúncio oficial. Eles simplesmente pararam. Vior e Benny diziam que não parecia mais verdadeiro. Frida já estava emocionalmente distante.
Agneta precisava de respirar. Era como se os quatro soubessem silenciosamente aquele ciclo havia terminado. O último álbum The Visitors de 1981 já carregava tons sombrios, letras melancólicas e uma atmosfera pesada. Era o retrato sonoro do que estava a acontecer por dentro. O brilho pop ainda existia, claro, mas a alma já estava noutro lugar.
O fim do aba não foi marcado por escândalos, foi marcado pelo esgotamento, pela exaustão emocional, por corações que já não batiam no mesmo ritmo. E, ainda assim, mesmo nos momentos mais difíceis, os quatro mantiveram algo raro, o respeito. Vamos ver o que que aconteceu depois do silêncio.
Como Benny, Frida, Biorn e Agneta reconstruíram as suas vidas. E como décadas depois, algo quase impossível aconteceu. O aba voltou e desta vez trazendo não só música, mas também memórias, arrependimentos e uma confissão surpreendente de Benny que reescreve toda a história da banda. Muito bem, meus amigos e amigas, o silêncio pode dizer muito, não é? Depois que o aba parou, não houve pronunciamento oficial, nenhuma despedida formal, mas o mundo percebeu.
Algo tinha terminado. Durante décadas, os fãs perguntaram: “Eles vão voltar?” Mas para os quatro membros não era uma questão de tempo, era uma questão de verdade. Como voltar a cantar juntos se a música já não vinha do coração. Mas o tempo, este escultor de memórias tem o poder de curar feridas e de trazer respostas.
E foi só décadas depois que uma delas chegou finalmente. Vinda daquele que sempre falou mais pelas melodias do que pelas palavras, Benny Anderson. Após o fim da banda, cada um seguia um caminho diferente, não sem dificuldades, mas em busca de sentido, certo? Por exemplo, a Gueta afastou-se completamente da comunicação social, recusou propostas milionárias para digressões de reunião, lançou alguns trabalhos a solo discretos, mas preferiu o anonimato, criou os seus filhos, cuidou de si e, segundo relatos, aprendeu a viver com tranquilidade, longe dos holofotes que
sempre a magoaram. À Frida, por sua vez, tentou reinventar-se, mudou-se para os Alpes suíços, após se ter casado com o príncipe Heinrich HS, trocando de palco pelo silêncio das montanhas. Quando ele faleceu, ela mergulhou no luto. Mais tarde passou a apoiar causas ambientais e espirituais, transformando a dor em ação.
Bior e Benny mantiveram-se ativos no meio musical. Eles criaram o musical Chats, trabalharam em bandas sonoras para o teatro, para o cinema, continuaram compondo em conjunto, mas era claro, havia um buraco ali, um espaço que nenhuma nova obra iria conseguir preencher. O aba tinha sido mais do que um projeto musical, tinha sido um espelho emocional e esse espelho estava guardado, rachado no passado.
Em 2021, o impossível aconteceu após 40 anos de silêncio. É muito tempo, não é? 40 anos, a ABA anunciou um novo álbum, Voyat. Não era apenas mais uma coletânea, era um trabalho inédito, com música nova, com emoção verdadeira, com a mesma formação original. O mundo parou, certo? Os fãs choraram, os críticos duvidaram, mas a resposta foi unânime.
O aba havia voltado e parecia que nunca tinha partido. Mais do que o álbum, o projeto Voyage trouxe uma inovação ousada, um show com avatares digitais dos quatro membros na sua juventude, acompanhados por uma banda real. O espetáculo foi apresentado em Londres com tecnologia de ponta, desenvolvida por especialistas da industrial Light Medic, a mesma empresa por detrás da Star Guerras.
Era como reviver os anos 70 sem o peso do tempo. E pela primeira vez em décadas, os quatro estavam de novo no mesmo palco, mesmo que digitalmente. Mas porquê agora, hein? A resposta veio de Benny. Numa entrevista recente, aos 78 anos, disse algo que ressoou como uma revelação, uma frase simples, mas devastadora.
O separador funcionava porque estávamos avariados. A música fazia-nos sentir inteiros. Forte isto, né, gente? Com estas palavras, todo o legado da banda ganhou um novo significado. O aba nunca foi apenas sobre hits, foi sobre dor, sobre reencontros, sobre curar feridas com harmonias e encobrir silêncios com refrões. As melodias alegres escondiam versos de saudade, as letras românticas disfarçavam divócios e cada performance.
Era um ato de resistência contra a tristeza que tentava dominá-los fora do pau. Não era um conto de fadas, era um grito de sobrevivência. Hoje o aba é muito mais do que uma banda. É um símbolo, um símbolo de resistência, de resiliência, de humanidade, de beleza que nasce do caos. Não voltaram para reviver o passado, voltaram para o fechar com dignidade.
Voia não é um recomeço, é uma carta de despedida, mas uma despedida madura, grata, consciente. E sabe o que é mais bonito? Eles fizeram-no juntos, sem mágoas públicas, sem lavar roupa suja, apenas com música, como sempre fizeram. Talvez no final de contas o aba nunca tenha sido apenas sobre melodias pegajosas ou roupas brilhantes.
Talvez o verdadeiro segredo da banda esteja nas fissuras, né? nas palavras que nunca foram ditas, nos olhares trocados em silêncio no estúdio, nas lágrimas secas antes de subir ao palo. Eles eram quatro almas quebradas tentando manter-se de pé e criaram música que fez o mundo dançar, enquanto por dentro muitas vezes, estavam a desmoronar.
Agneta, Frida, Born e Benny não eram personagens de um conto de fadas, eram humanos, com falhas, com feridas. E, no entanto, eles escolheram cantar, escolheram transformar as suas dores em arte. Hoje quando ouvimos the winner takes it out ou quem sabe s through my fingers. [Aplausos] Estamos a ouvir muito mais do que uma canção.
Estamos a ouvir despedidas, confissões, lamentações que o tempo não apagou, mas que a música eternizou. E agora convido-te a pensar. Se você pudesse escrever uma canção com tudo o que já viveu, hein? Como soaria ela? Diz-me. Essa é a força do aba, malta. Eles colocaram os seus pedaços mais íntimos em cada nota e, ao fazê-lo, ajudaram-nos a reconhecer os nossos.
Se essa história tocou-o, partilhe com alguém que já dançou de coração partido. Lembre-se, as canções mais belas quase provém sempre das dores mais profundas. Aproveite para desfrutar do vídeo, se subscreva o canal e ative o sininho, beleza? Porque aqui não contamos só histórias. a gente revela o que havia escondido entre as entrelinhas da história.