APÓS 10 ANOS DE DISPUTA JUDICIAL, JOELMA EXPÕE POR QUE AINDA NÃO CONSEGUIU SE SEPARAR COMPLETAMENTE
3 anos tentou atirar-me do segundo andar de um de uma casa aqui do Recife, onde 10 anos 10 anos depois de assinar o divórcio e Joelma ainda não conseguiu se separar completamente do homem com quem viveu 18 anos de casamento. Deixa-me repetir isto porque é chocante. 10 anos. Como é possível? Como uma mulher que vendeu milhões de discos, que já encheu os maiores estádios do Brasil, que reconstruiu a sua própria carreira sozinha, depois de perder tudo o que tinha construído com o ex-marido, ainda continua amarrada a ele dentro dos
tribunais? A resposta envolve dinheiro, muito dinheiro. Envolve filhos que ficaram no meio de um conflito que não escolheram viver. envolve acusações graves que vieram a público aos poucos, em pedaços ao longo dos anos e envolve uma justiça brasileira que mesmo agora em 2026 ainda está a tomar decisões que afetam diretamente a vida financeira desta cantora.
fica até ao fim, porque a parte mais recente desta história apanhou todos de surpresa. Uma decisão judicial divulgada há poucos meses trouxe de volta ao centro do debate uma dívida antiga ligada à própria banda que os dois fundaram juntos. E quase ao mesmo tempo, o nome de Chimbinha voltou a aparecer envolvido numa denúncia grave, só que desta vez vinda de dentro da própria carreira que construiu depois da separação.
Duas histórias que pareciam encerradas, duas histórias que se voltaram a cruzar 10 anos depois. Antes de continuar, deixa o like, subscreve o canal Docilar e ativa o sininho, porque este a história tem camadas que muita gente não conhece. E o final vai fazer-te repensar tudo o que imaginava sobre este casamento que um dia foi apresentado ao O Brasil como um exemplo de amor e sucesso.
Para que perceba como duas pessoas que dominaram o país com uma banda de forró conseguiram se transformar em adversários dentro de um tribunal há mais de uma década, é preciso voltar atrás no tempo. Voltar para antes da fama, antes dos estádios, antes dos milhões. Porque tudo o que aconteceria depois, a força, o poder e também a dor, nasceu num lugar muito mais simples do que qualquer público poderia imaginar.
Joelma nasceu no Pará, numa realidade completamente distante dos palcos e das luzes que marcariam a sua vida mais tarde. Desde criança, ela já demonstrava um talento que chamava a atenção de quem estava por perto. A voz forte, a forma de se colocar, aquela energia que anos mais tarde seria reconhecida por todo o país.
Mas o caminho até ali não foi fácil. Como muitas histórias de artistas populares brasileiros, a trajetória de Joelma começou por baixo, sem garantias, sem grandes empresários por trás, apenas com a vontade de cantar e a necessidade de vencer na vida. Foi nesse cenário simples que ela conheceu Chimbinha, um guitarrista talentoso, também do Pará, que via na música uma forma de crescer.
Os dois se aproximaram primeiro pela arte e só depois vieram os sentimentos. O que começou por ser parceria musical foi-se transformando aos poucos numa relação de casal. E, juntamente com esse relacionamento, nasceu também um sonho profissional gigantesco, transformar aquele talento regional em algo maior, algo que ultrapassasse as fronteiras do norte do país.
E foi exatamente isso que aconteceu. Juntos fundaram a banda Calipso, mas aquilo era apenas o início. Ninguém naquele momento imaginava o tamanho do fenómeno que estava a surgir. A banda Calipso não só fez sucesso, como se tornou um dos maiores fenómenos populares da música brasileira das duas primeiras décadas dos anos 2000, sobretudo na região norte.
Palcos lotados, milhões de discos vendidos em uma época em que vender discos ainda era sinónimo de sucesso absoluto. Um público fiel, apaixonado, que via em Joelma não apenas uma cantora, mas uma representante da própria história de origem simples que se transformou em grandeza. E era exatamente este tipo de ligação emocional que fazia com que os fãs se identificarem tanto com ela.
Não era só música, era representação. Era a sensação de que se uma rapariga do Pará conseguiu chegar tão longe, qualquer um também poderia sonhar mais alto. À medida que o sucesso crescia de forma avaçaladora, o casamento também parecia fortalecer-se, pelo menos na aparência que era mostrada ao público.
Joelma e Chimbinha tornaram-se um dos casais mais admirados do mundo artístico brasileiro. Ele nos vocais de apoio e na guitarra, ela como a voz principal e o rosto da banda. Juntos formavam uma máquina de sucesso que parecia impossível de ser abalada por qualquer coisa. Só que o sucesso muitas vezes esconde fissuras que o público não consegue ver de fora.
Por detrás dos palcos, das digressões internacionais, dos prémios e das capas de revista, uma estrutura empresarial gigantesca estava a ser construída. As empresas registadas em nome dos dois, contratos de espetáculos movimentando valores elevadíssimos, participações societárias divididas de formas diferentes em cada empresa.
Aquilo que para o público parecia apenas uma parceria de amor e trabalho, na verdade estava a se transformando ano após ano num emaranhado financeiro que décadas depois tornar-se-ia um verdadeiro campo de batalha jurídica. E foi exatamente aí que tudo começou a desmoronar. Depois de 18 anos de casamento e de uma carreira construída a quatro mãos, veio o anúncio que chocou o Brasil inteiro.
Joelma e Chimbinha estavam a separar-se. A notícia se espalhou em minutos e os fãs da banda Calipso que acompanhavam aquele casal desde o início, não sabiam o que esperar. Será que a banda continuaria a existir sem os dois juntos? Será que aquele império musical construído com tanto sacrifício resistiria a uma separação? A resposta viria de uma forma muito mais dramática do que qualquer fã poderia prever.
Em novembro de 2015, os dois compareceram formalmente na vara da família no fórum juiz Rodolfo Aureliano, na zona central do Recife. A escolha da cidade não foi aleatória. O O Recife era a sede administrativa da própria banda Calipso, o que facilitava na teoria alguns aspetos burocráticos daquele encontro que tantas pessoas acompanhavam com o coração na mão.
A cena foi rodeada de expectativa e de comoção popular. Chimbinha chegou primeiro por volta das 8h30 da manhã, acompanhado de um advogado e de um produtor musical. Joelma chegou pouco depois, por volta das 8h50. A polícia teve de isolar a entrada do fórum porque uma multidão de fãs e curiosos queria ver de perto aquele momento que marcaria definitivamente a história da música brasileira.
E entre essa multidão, uma fã em especial resumiu, sem saber o sentimento de milhões de pessoas espalhadas pelo Brasil nesse dia. Uma auxiliar administrativa que dois anos antes tinha tatuado o nome de Joelma no próprio braço e que se tinha mudado de cidade só para viver mais perto da cantora, disse, com a voz embargada que o seu amor por aquela artista jamais acabaria, independente do que estivesse a acontecer com o casamento dela.
Aquela fala, aparentemente simples, mostrava o tamanho do vínculo que a banda Calipso tinha construído com o público brasileiro. Não era apenas uma separação de casal. Para muita gente era o fim simbólico de uma era. Poucos minutos depois das 10 da manhã, os dois saíram da sala onde tinham assinado a papelada do divórcio.
A Joelma não quis falar com a imprensa. Ela apenas sorriu e fez um gesto com as duas mãos para o alto, como quem agradece a Deus por aquele capítulo finalmente estarse encerrando. Chimbinha, de óculos escuros e boné a falar baixo, disse apenas que desejava muito sucesso à sua ex-companheira. e completou, dizendo que a carreira dos dois tinha começado ali no Recife, e que, de certa forma, estava a recomeçar ali também.
Só que aquele gesto de aparente paz escondia uma verdade muito mais complicada, porque assinar o divórcio nesse dia resolveu apenas uma parte simbólica da história, a parte emocional, a parte pública, a parte que aparecia nas fotos e nos jornais. Mas a parte financeira, aquela que envolvia milhões de reais em bens, empresas, imóveis e direitos sobre uma das marcas mais valiosas da música popular brasileira.
Essa parte estava apenas a começar a ser discutida e foi exatamente aí, no momento em que toda a gente pensava que a novela tinha terminado, que ela, na verdade, estava só no primeiro capítulo de uma disputa que se estenderia por mais de 10 anos e que até hoje continua sem um ponto final definitivo.
Antes de entrarmos nos detalhes mais pesados dessa partilha de bens, é importante que perceba uma coisa. Porque será que mesmo com tanto dinheiro e tanta visibilidade, dois artistas famosos não conseguiram resolver rapidamente a divisão do que construíram em conjunto? A resposta está numa expressão jurídica que aparece o tempo inteiro neste processo.
Segredo de justiça. Diferente de muitos processos de celebridades que se tornam completamente públicos, o processo de divórcio de Joelma e Chimbinha correu em grande protegido por sigilo judicial. Isso significa que a maior parte do que se sabe sobre este processo vem de informações divulgadas pela imprensa ao longo dos anos, aos poucos, aos bocados, como peças de um puzzle que foram sendo montadas lentamente.
E é É precisamente essa fragmentação de informações que transformaram esta separação num verdadeiro mistério, cheio de reviravoltas para quem acompanhava de fora. O que se sabe com certeza é que o património construído pelo casal ao longo de quase duas décadas de carreira era gigantesco. Estimativas divulgadas por especialistas em direito da família apontaram uma fortuna estimada em mais de 70 milhões de reais.
R milhões de reais. Um valor que envolvia imóveis em Pernambuco, imóveis no Pará, terrenos residenciais, uma exploração com mais de 1400 haar, o escritório utilizado pela banda, o autocarro utilizado nas digressões pelo país e o bem mais sensível de todos dentro desta disputa, o próprio nome banda calipso.
Porque não estamos a falar apenas de dinheiro guardado em contas bancárias. Estamos a falar de uma marca, de um património de imagem construído há quase 20 anos que carregava dentro de si a própria identidade artística de Joelma e também o trabalho de vida de Chimbinha como guitarrista e produtor. Como se divide algo assim? Como se coloca um preço em anos de concertos, de digressões, de reconhecimento popular? A estrutura empresarial da banda estava dividida principalmente em duas empresas.
Numa delas responsável por deter o próprio nome do grupo, Joelma aparecia como sócia maioritária com 60% das ações. Já na segunda empresa, responsável pelos contratos de espetáculos e pela contratação de funcionários, a divisão era igualitária entre os dois ex-cônjuges. Só que esta divisão, que parecia clara no papel, foi questionada por Chimbinha logo no início do processo.
E a partir desse momento, a disputa deixou de ser apenas sobre quem fica com o quê e passou a ser sobre uma questão muito mais delicada: quem construiu de facto o que existe hoje? Ao longo dos anos seguintes, este debate ganhou ainda mais peso. Joelma chegou a pedir formalmente que o Ministério Público investigasse Ximbinha por alegadas transações fraudulentas, alegando que teria direito sobre bens que, segundo ela, teriam sido desviados durante o casamento, incluindo imóveis registados de forma irregular.
Segundo relatos divulgados pela imprensa na altura, a cantora afirmou não ter dúvidas de que o ex-marido se tivesse aproveitado do próprio estado civil de solteiro para registar propriedades em nome individual, evitando assim dividir esses bens. A justiça de Pernambuco, num determinado momento deste longo processo, chegou a deferir, parcialmente a favor de Joelma o direito de partilha de alguns desses bens.
Entre eles, um terreno residencial de dois pisos, localizado numa praça no Recife, parte de um terreno urbano em Ananindeua, no Pará, e duas grandes áreas de terra conhecidas como quinta ouro verde, somando, em conjunto, mais de 100 haar. Só que mesmo com esta decisão parcialmente favorável, o processo como um todo continuou a avançar lentamente entre recursos, contestações e novas etapas jurídicas.
Porque quando existe um património deste tamanho envolvido, cada detalhe é discutido, questionado, recorrido. E enquanto isso acontecia dentro dos tribunais, uma nova camada desta história, muito mais grave do que qualquer disputa de imóveis, começava a vir ao de cima. Mas o pior ainda estava para vir, porque enquanto a discussão sobre a partilha avançava lentamente, protegida pelo segredo de justiça, um capítulo muito mais grave desta separação começou a se revelar publicamente.
E este capítulo não tinha nada a ver com dinheiro, tinha a ver com medo. Um dos momentos mais graves desta separação começou com um boletim de ocorrência. Joelma foi até uma esquadra e formalizou uma queixa contra o ex-marido, alegando ter recebido ameaças. Esse registo, feito ainda nos meses seguintes à separação, mudou completamente o tom daquela história.
O que até então parecia ser apenas uma separação de um casal famoso, com direito à disputa de bens e património, ganhou contornos muito mais graves, muito mais dolorosos. Depois desse auto de notícia, vieram à tona relatos ainda mais graves. Segundo informações divulgadas pela imprensa na altura, Joelma terá relatado ter enfrentou um comportamento agressivo por parte de Chimbinha, incluindo situações de violência física e psicológica.
A cantora chegou a afirmar publicamente que temia pela sua própria vida, relacionando este medo também a episódios de traição que teria enfrentado durante o relacionamento. Consegue imaginar o peso disso? Uma mulher que era vista pelo Brasil inteiro como símbolo de força, de superação, de sucesso absoluto, revelando nos bastidores de um processo judicial que temia pela própria vida dentro do próprio casamento.
Essas informações nunca foram tratadas por quem acompanhava o caso de perto, como um simples pormenor da separação. Tornaram-se o verdadeiro centro emocional daquela história porque explicavam de uma forma muito mais humana e muito mais dura por aquele processo demorou tanto tempo a avançar e porque a relação entre os dois nunca mais voltou a ser cordial, como aparentava ser naquele dia de novembro de 2015 no tribunal da família de Recife.
E se pensa que a parte financeira e a parte das denúncias de violência já eram suficientes para tornar este processo extremamente complicado, ainda falta uma peça fundamental desta história. Os filhos. Joelma é mãe de três filhos. Uma filha mais velha, fruto de uma relação anterior. Um filho do meio, também de outro relacionamento, e a filha mais nova, fruto direto do casamento com Chimbinha.
E é exatamente aí que a disputa ganha um contorno ainda mais delicado, ainda mais sensível. Chimbinha é pai biológico apenas da filha mais nova do casal. Isso significa que legalmente não teria os mesmos ligações automáticas com os outros dois filhos de Joelma. Só que a convivência entre eles, ao longo dos anos de casamento, criou laços que iam muito para além do sangue, muito para além de qualquer papel assinado em notário.
E foi precisamente esse ponto que transformou-se em um dos capítulos mais duros de toda esta separação. Durante o processo, chegou a ser imposta uma medida preventiva, proibindo Chimbinha de manter contacto com o filho do meio e com a filha mais velha de Joelma. Uma decisão que, para além de reforçar a gravidade das acusações que envolviam o processo, também gerou um efeito secundário emocional muito forte dentro da própria família estendida.
Iago, filho sócio afetivo de Chimbinha, vindo de outro relacionamento dele, expressou publicamente nas redes sociais a dor de viver aquela separação como uma ruptura completa, não apenas entre dois adultos, mas entre pessoas que, de alguma tinham-se tornado uma família ao longo dos anos. Ninguém imaginava que aquela separação, que começou por ser um assunto de entretenimento, se transformaria anos depois num verdadeiro estudo de casos sobre alienação parental, comentado até por especialistas em direito da família como exemplo do
que pode acontecer quando a fama, o dinheiro e conflitos afetivos misturam-se sem qualquer tipo de planeamento prévio, sem qualquer tipo de acordo de governação familiar estabelecido antes que os problemas surgissem. E foi precisamente este ponto que fez com que o processo se arrastar durante tanto tempo, porque não era mais apenas uma questão de dividir imobiliário, quintas e escritórios.
Era uma questão de reconstruir ou tentar reconstruir relações humanas que tinham sido atingidas por acusações graves, por medos reais, por rupturas que nenhum valor em dinheiro seria capaz de reparar. Enquanto a justiça avançava lentamente, resolvendo pouco a pouco os aspectos mais delicados desta separação, a vida profissional dos dois seguia em direções completamente diferentes.
Chimbinha decidiu seguir carreira própria, formando uma nova banda e tentando manter viva parte do legado musical que tinha ajudado a construir ao longo de quase duas décadas. Joelma, por sua vez, apostou na uma carreira a solo, mantendo o mesmo carisma e a mesma força vocal que sempre a caracterizaram, e conseguindo ao longo dos anos a afirmar-se como uma artista independente de sucesso, sem o nome Calipso estampado nos palcos, mas transportando dentro de si toda a bagagem, toda a experiência e todo o público construído ao longo daquela
trajetória. Só que esta continuidade da carreira, que para o público representava resiliência, superação e reinvenção, viria a ser anos mais tarde o centro de uma decisão judicial completamente inesperada, capaz de reabrir feridas que muita gente acreditava já estarem cicatrizadas. Vamos até 2026.
Mais de 10 anos depois desse dia na vara da família de Recife, mais de uma década depois do auto de notícia, das denúncias, da medida de proteção envolvendo os filhos. E o processo mesmo assim ainda não tinha terminado. Foi nesse ano que veio à tona uma nova decisão da justiça, envolvendo desta vez uma dívida antiga relacionada com os direitos autorais de uma das músicas mais conhecidas da banda Calipso, a canção Senhorita.
O compositor da faixa tinha processado anos antes a empresa responsável pela banda, alegando o uso não autorizado do música nas produções ao longo do tempo. A justiça deu razão ao compositor e uma indemnização foi fixada inicialmente em R$ 100.000, depois reduzida para R$ 15.
000 de danos não patrimoniais, valor que, com juros e correções monetárias acumuladas ao longo dos anos, saltou para cerca de R$ 58.000. Só que quando chegou a altura de cobrar esta dívida, descobriu-se que a empresa responsável pela banda Calipso encontrava-se em processo de dissolução, sem bens suficientes para pagar o valor devido, chegando a caminhar para uma espécie de falência informal daquela estrutura empresarial antiga.
E foi aí que o compositor pediu que a cobrança fosse redirecionada diretamente para o património pessoal de Joelma e de Chimbinha. A decisão que saiu na sequência surpreendeu muita gente. A justiça isentou chimbinha de qualquer responsabilidade direta, entendendo que não houve fraude no encerramento daquela empresa e que o encerramento ocorreu naturalmente no meio do próprio processo de divórcio do casal, sem indícios de máfé para prejudicar os credores.
Até aí, tudo dentro do esperado por quem acompanhava o caso. O choque veio na sequência. O juiz responsável pelo caso entendeu que a carreira a solo de A Joelma representava na prática uma continuidade da própria atividade económica da antiga banda. Segundo a decisão, a cantora manteve o mesmo público, o mesmo repertório, o mesmo prestígio conquistado ao longo dos anos com A Calipso.
Por isso, o magistrado aplicou um conceito jurídico chamado sucessão empresarial de facto e determinou que a dívida deveria ser cobrada diretamente aos Joelma como pessoa singular e não mais apenas da empresa já dissolvida. O resultado prático desta decisão foi imediato. A justiça confirmou a penhora de cerca desde R$ 39.
000 que já tinham sido bloqueados em contas bancárias da Joelma desde 2024 e determinou que o valor fosse destinado ao compositor. A cantora ainda necessitaria, segundo a decisão, apresentar bens ou efetuar o pagamento do saldo remanescente até perfazer o valor total da dívida. A defesa de Joelma reagiu publicamente a esta decisão, divulgando uma nota, afirmando que a própria sentença reconhecia que não houve qualquer irregularidade na conduta da artista e que a interpretação de que
a sua carreira a solo seria uma sucessão da antiga empresa não encontraria suporte claro na legislação brasileira, tratando aquilo como uma continuidade natural de qualquer profissional que siga trabalhando depois do fim de uma sociedade. Ou seja, mais de 10 anos depois de encerrar oficialmente o casamento, mais de 10 anos depois de tentar reconstruir a própria carreira de forma completamente independente, Joelma voltou a ver-se, financeiramente ligada a um débito que remontava ao tempo da banda
Calipso, uma dívida do passado alcançando o presente mais de uma década depois. Uma prova concreta de que, juridicamente falando, o passado daquele casamento e daquela A sociedade artística ainda não tinha sido completamente encerrado, mesmo com tantos anos de distância. Já parou pensar em como deve ser reviver repetidamente capítulos de uma separação que tentou deixar no passado? Foi exatamente isso que aconteceu com Joelma ao longo destes anos.
E de forma quase irónica, o nome de Chimbinha também voltaria a ganhar destaque nos noticiários, só que de uma forma completamente diferente e talvez ainda mais grave. Cerca de 10 anos depois da separação conturbada, Chimbinha viu-se novamente no centro de uma polémica. Uma [canção] cantora que fazia parte da banda liderada por ele abandonou o grupo e passou a acusá-lo publicamente de assédio sexual e de perseguição.
Segundo relatos divulgados por colunistas de entretenimento, a artista afirmou ter sofrido retaliações profissional depois de recusar investidas do guitarrista, alegando que ao aperceber-se que não conseguiria o que queria, teria passado a afastá-la das atividades da banda até chegar ao ponto de a tirar completamente do grupo.
A cantora, que trabalhava com Chimbinha desde 2020 e tinha chamado a atenção do público por a sua semelhança de estilo e presença de palco com a própria Joelma, chegando a ser apelidada pelos fãs de A nova Joelma, chegou a apresentar uma notificação extrajudicial, relatando toda esta situação, tornando pública uma denúncia que, segundo ela, vinha sendo silenciada dentro da própria estrutura da banda.
Não é possível ignorar a força simbólica deste episódio. Precisamente quando o nome de Joelma reaparecia nos noticiários por conta da decisão sobre a dívida da Calipso, o nome de Chimbinha reaparecia por conta de uma nova denúncia de comportamento abusivo, agora envolvendo outra mulher dentro de outro contexto profissional, mas fazendo eco de forma dolorosa questões que já tinham sido levantadas anos antes, ainda durante o processo de separação do casal.
Fica a pergunta que muita gente está a fazer. Seria apenas coincidência ou existiria de facto um padrão de comportamento que atravessa diferentes fases da vida profissional de Chimbinha, repetindo, com outras mulheres, situações que já tinham sido denunciadas dentro do próprio casamento. Não cabe a nós aqui dar um veredicto sobre isso.
As acusações contra Shimbinha, tanto as antigas como as mais recentes, continuam a ser tratadas dentro dos trâmites próprios da justiça e da imprensa especializada. Mas cabe destacar como esta nova denúncia reabriu de forma praticamente inevitável as antigas feridas daquela separação, trazendo de volta ao debate público questões que muitos acreditavam já ultrapassadas há muito tempo.
E é precisamente por isso que mesmo depois de mais de 10 anos, ainda não é possível afirmar que Joelma separou-se completamente de Ximbinha, porque na prática os dois continuam ligados por processos judiciais em curso, por decisões que ainda impactam diretamente o património de ambos, por questões familiares que nunca foram completamente resolvidas e por uma história que sempre que parece ter chegado ao fim encontra uma nova forma de voltar às manchetes, de voltar a incomodar, de voltar a doer.
A separação formal aconteceu num único dia, em novembro de 2015, perante câmaras de fãs emocionados e de curiosos que fecharam a rua à volta de um fórum no Recife. Mas a separação completa, aquela que envolve dinheiro, aquela que envolve segurança emocional, aquela que envolve os filhos e a sua proteção. Esta separação, 10 anos depois ainda continua a ser escrita, capítulo por capítulo, dentro dos tribunais brasileiros, sem qualquer garantia de quando, de facto, vai terminar.
Diante de tudo o que acabou de conhecer, fica difícil não se perguntar até quando este processo vai continuar a arrastar-se? Será que existe de facto alguma hipótese real de Joelma e Chimbinha colocarem um ponto final definitivo nesta história depois de tudo o que já foi revelado ao longo destes 10 anos de disputa? E o mais importante, acredita que esta nova denúncia contra Shimbinha pode reabrir ainda mais capítulos desta história, trazendo à luz pormenores que ainda não conhecemos? Ou acha que o público
já formou a sua opinião sobre este caso há muito tempo? Deixa a tua resposta nos comentários, porque esta é uma daquelas histórias que mostram como por detrás do brilho dos palcos existem batalhas que o público muitas vezes nem imagina que ainda estão a ser travadas. longe das câmaras, longe dos flashes, dentro de processos protegidos por segredo de justiça, uma banda que fez a alegria de milhões de brasileiros, um casamento que parecia perfeito de fora e uma separação que, mesmo depois de mais de uma década, continua sem um capítulo
final. Se esta história te emocionou, chocou ou fez refletir sobre como a fama esconde muitas vezes dores que o público nunca vê, deixa o o teu like. E se ainda não é subscrito no canal Docilar, esta é a hora certa inscrever-se, porque todas as semanas trazemos histórias como esta, cheias de reviravoltas, de bastidores que a fama tenta esconder e de verdades que só vem ao de cima depois de muito tempo.
E já deixa marcado para o próximo vídeo, porque a próxima história que preparamos para si é tão surpreendente quanto esta que acabou de assistir agora. Um forte abraço e até ao próximo vídeo.