APÓS 4 ANOS DE VÍCIO E RECLUSÃO INGRA LYBERATO EXPÕE COMO VIVE HOJE ABANDONADA SEM AMIGOS!

A relação se desenvolveu e os dois se casaram mais tarde, em 1990, numa união que ficou marcado pelo rótulo de romance entre um realizador e uma atriz do momento, ainda em ascensão. A relação deles durou até 1995. Juntos não tiveram filhos, mas o que marcou ainda mais a vida da atriz foi o facto do ex-companheiro ter casado logo de seguida, no mesmo ano em que se separaram, com a também atriz Daniela Escobar, o que aparentemente a fez se sentir-se trocada, substituída.

Em meio a todo o sucesso que Ingra obteve merecidamente na década de 90, ao participar em grandes produções, vivia também o medo do que tanta fama trazia. Ela falou abertamente sobre este assunto, chegando mesmo a dizer que durante o auge da sua carreira costumavam se boicotar pelo simples, mas irónico, medo do sucesso e das consequências que estar nos holofotes poderia acarretar.

Tem a ver eu com o meu processo, não é? Assim, neste momento de avaliação da minha vida, eu disse: “Mano, eu amarelei aqui, amarelei aquá”. Comecei a ver todas as vezes que amarelei e esta foi uma delas, assim, em 2016, aos 50 anos e quando estava prestes a lançar o seu primeiro livro, O medo do sucesso, Ingra revelou o que se passou neste momento.

O início de carreira, o auge e o seu desaparecimento. Ela admitiu que brilhava, mas que os seus papéis de sucesso eram sempre intercalados com a sua autoexclusão no mercado. Isto porque ele afligia a responsabilidade da fama, do crescimento enquanto artista e da exposição. Sempre que se sentia assim, acabava fugindo para o Rio Grande do Sul, se afastando dos locais que poderiam ter dado maiores frutos no trabalho.

Algumas vezes na vida fiz este movimento de fugir ao sucesso, assim, quando a coisa começava a crescer muito e eu sentia que precisava de continuar acertando principalmente, não é? Chegando inclusive a durante o seu auge deixar a carreira de lado para criar cavalos, uma atividade que durou 4 anos, dos 24 até aos os seus 28.

Isto é algo que parece impensável quando dito em alto e bom sonoro, referente a alguém que, enfim, conseguiu atingir o patamar desejado em a sua profissão. Isto, sem mencionar os outros anos em que Ingra ficou afastada da televisão. E, apesar de afirmar que nunca pensou em abandonar a carreira por completo, nem chegou a adoecer com depressão, Ingra acredita que representar é o que ela realmente gosta e sabe fazer.

Um contraste com que confessa no primeiro livro e autobiografia, pois falou exatamente sobre as coisas estarem a funcionar, sobre o sucesso, os prémios de reconhecimento e os elogios, mas de de repente vinha o desejo de se proteger e ela abandonava o barco. Mas mesmo que a sua carreira se resuma a momentos de atuação e momentos de afastamento, a atriz esteve em muitos trabalhos de renome, tanto nos vários filmes nacionais em que marcou presença, sendo inclusive premiada em 2007 quando fez valsa para Bruno Stein.

Quanto nas telenovelas como O Clone e outras mais, na Globo e na Record. Ingra revelou ainda que até há alguns anos sentia isso de estar a correr tudo bem, mas de uma hora para outra vir à vontade de deixar de lado. ainda em 2016, quando decidiu falar sobre estes assuntos. Ao abrir o coração para discutir a sua carreira e alguns momentos pessoais, ela não só lançou o seu primeiro livro com tais revelações, já mais madura, reconhecendo as suas falhas e acertos, como passou a criar e roteirizar séries documentais e colocou-se à disposição para novos

projetos e oportunidades como atriz, o que acabou por acontecer mais tarde ao participar em algumas variadas produções, entre elas, a telenovela Segundo do Sol de 2018 na Globo. Porém, este foi o seu último papel fixo na estação até então. Entre erros e acertos, mesmo depois desse período, ela voltou a falar sobre o assunto anos mais tarde, em podcasts  e até mesmo em eventos empresariais, uma vez que o seu drama vivido reflete o medo e a aflição de qualquer pessoa comum no seu quotidiano diário.

Isto pois, o medo de se expor e de errar pode ser experienciado por qualquer pessoa. Ingra deixa isso bem claro quando perguntada, tanto no seu livro como em outras aparições públicas. Mas enquanto esteve afastada da televisão, a sua vida passou por várias etapas diferentes, pois-se durante o seu período de ápice na carreira.

O casamento com o realizador Jaime Monjardim não resultou. Tempos depois, conheceu o músico Ducen Decker, conhecido por fazer parte das bandas Cidadão Quem e pouca vogal. Os dois conheceram-se em 2001 durante o Rocking Rio, onde Duca atuou com a sua banda. Eles passaram a se relacionar, casaram, tiveram o Guilherme, nascido em 2003 e único filho de Ingra.

Mas a relação acabou por durar só até 2012. quando decidiram se separar. Mas acontece que o segundo o casamento e a maternidade não foram tudo que aconteceu na vida da atriz. Além de uma segunda separação, que foi inclusivamente descrita pela própria artista como um momento de infelicidade perante as dificuldades vividas, ela acabou entrando nocivo vício do alcoolismo, o que, segundo ela, se tornou uma espécie de bengala perante a situação na qual ela se encontrava.

Quando decidiu falar abertamente sobre o assunto nas suas redes sociais, Ingra Liberato declarou: “Eu estava num momento muito infeliz na minha vida. Na separação do meu segundo casamento, a bebida começou a virar uma bengala. Foi um caso específico. Eu comecei realmente a me sentir dependente daquele ritual. Era uma dose só, mas era todos os dias”, contou ela no seu Instagram.

Assim, a bebida naquele momento estava a impedir-me de entrar em contacto com as minhas dores. Então, ok, ajudou-me durante algum tempo. Até que chegou a altura em que eu disse: “Não, agora vou enfrentar essas dores, agora vou mergulhar neste luto e preciso transformar isso”. Ela continuou ao realçar que sempre prezou pela sua liberdade, mas que por causa da bebida estava a perder esse sentido, por se sentir de certo modo anestesiada, o que impedia-a de entrar em contacto com as suas dores e de enfrentar aquele luto.

Ao perceber que estava a exagerar e de facto estava dependente do álcool, contou que afastou aquilo da sua vida, não como uma autoproibição ou repressão, mas simplesmente como algo que ela não queria mais na sua vida. Ao mostrar este lado pessoal e abrir o coração a falar do vício, Ingra aproveitou também o gancho para alertar outras pessoas, especialmente pelo álcool ser socialmente aceite.

Numa reflexão que trouxe ainda a perceção de que saber que por ser tão aceite  é mais nocivo e perigoso. Mesmo com as dificuldades próprias de um fim de um casamento que durou mais de uma década, Ingra e Duca mantiveram uma boa relação e encararam este episódio como um ciclo já encerrado.

Ingra, porém, não se casou novamente e agora foca-se especialmente em os seus projetos profissionais e no desenvolvimento pessoal, deixando de lado as questões provocadas pelo divórcio, que no seu caso em concreto já é o segundo. De certo modo, é natural que algo assim abale e desestruture alguém emocionalmente, principalmente no caso de uma pessoa que fez uso diário do álcool na tentativa de passar pelos problemas, mas sem dúvida que o efeito é o mesmo de apagar um incêndio com gasolina.

E ao reconhecer no momento certo que precisava de deixar recital o ritual de uma dose diária para fazer face a questões reais, a atriz terminou uma fase da sua vida para dar início a outra etapa. uma mais produtiva e com novas possibilidades, como a sua aptidão para a escrita, com o lançamento de novos livros, bem como foco no retorno com trabalhos como Atriz de TV, ofício de toda uma vida.

H algum tempo depois, em 2018, e aos 51 anos, a atriz decidiu tomar uma atitude que possa ter causado certa estranheza em quem já a conhece há muito tempo e acompanha-a desde o início na sua carreira. Lá nos anos 90, Ingra realizou um ensaio fotográfico, um no artístico, no qual decidiu mostrar as suas curvas para o Pelproject.

A estranheza veio sobretudo por ela decidir anos depois mostrar o seu corpo após tantas recusas a convites de revistas masculinas enquanto estava no auge. Claro que, com o tempo, as pessoas tendem a mudar de opinião e de uma forma mais madura, Ingra pode ter decidido fazer o ensaio, não por dinheiro, mas simplesmente pelo lado artístico da coisa.

Inclusive, a atriz chegou a comentar: “A roupa mais bonita é a pele”,  dando a entender que não se envergonha por ter pousado como veio ao mundo aquela altura da vida. Outro facto curioso foi a mudança de uma letra em o seu nome. Ela deixou de usar o liberato com i para liberato com Y,  pois segundo ela sofreu uma influência da numerologia com o intuito de atrair novas possibilidades na sua vida, sobretudo na área profissional.

Isso e mais ocorreu no momento em que ela estava a passar por mudanças e sentia que estava a aflorar novos dons que foram evidenciados nas suas escolhas de carreiras paralelas. Ingra tornou-se escritora, terapeuta e desempenha outras atividades. Mais de 30 anos se passaram desde que ela se tornou nacionalmente conhecida como um destaque nas telenovelas, chegando ao protagonismo de conhecidas produções e logo de seguida tornando-se o símbolo de desejo, uma verdadeira musa dos anos 90. A sua carreira e vida pessoal

passaram por momentos de altos e baixos, tanto por escolhas suas como por circunstâncias das quais ninguém tem controle. Ingra Liberato está atualmente com 59 anos. participou nos últimos tempos, ainda que esporadicamente, de telenovelas e outras produções na TV, para além, claro, de filmes.

A sua última aparição na televisão foi quando fez uma pequena participação especial no remake da telenovela Pantanal, exibido em 2022 pela Rede Globo. Desde então, ela colocou-se disponível para novas oportunidades. Embora neste período em que passou afastada, tenha descoberto novos ofícios, como de autora. Na última década, ela lançou dois livros, começando por O Medo do Sucesso, a sua autobiografia contando os seus receios, sucessos e insucessos na carreira.

E o seu segundo lançado em 2020, cujo título é A natureza oculta iluminada. O seu terceiro livro e mais recente lançamento chama-se O Despertar do Amor Sistémico, que discute como reconciliar o passado e libertar o potencial do presente. Além de escritora e atriz, também se tornou terapeuta focada na constelação familiar.

Desde 2020, qualificou-se neste tipo de abordagem terapêutica, com foco no autoconhecimento e ancestralidade e promove também ações de autocuidado, partilhando a sua rotina de exercícios e tratamentos estéticos, focando-se no bem-estar e envelhecimento saudável, visão do público 50 mais. Outras das suas ocupações também se destacam como a de facilitadora de banho de floresta.

É adepta da prática do chamanismo e ainda se tornou vegetariana, vivendo do tipo de dieta que endossa o seu atual estilo de vida. Já praticado alguns anos e sempre reforçando os cuidados de saúde. É possível acompanhá-la no seu perfil no Instagram, seguir as suas dicas e ainda recordar a atriz pelos seus trabalhos marcantes de décadas passadas.

Já conhecia a história de vida de Ingra Liberato? O que mais te surpreendeu? Não se esqueça de se inscrever, deixar o seu like e partilhar com os amigos. Separei um vídeo para ti. Ele está aparecendo aí no seu ecrã. Vemo-nos lá. Há.

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