Cazuza: O ARREPIANTE Segredo que ROUBOU sua Vida aos 32 Anos 

Cazuza: O ARREPIANTE Segredo que ROUBOU sua Vida aos 32 Anos 

7 de julho de 1990, Rio de Janeiro. Casusa morreu aos 32 anos por um choque séptico provocado pela Aides, deixando a mãe Lucinha Araújo sozinha com a dor de perder o único filho da vida dela nas primeiras horas daquela madrugada arrepiante. Mas ainda ninguém te contou que a morte do maior poeta da sua geração começou muito antes daquela madrugada horrível, numa cadeia sombria de mentiras que Casusa carregou calado durante os primeiros anos após o diagnóstico oficial da doença cruel que ele próprio tinha recebido em silêncio absoluto.

Fica até ao final deste vídeo porque você vai descobrir o que Casusa escondeu do país durante uma entrevista sombria em plena rede nacional. E por que razão Lucim Araújo nunca revelou publicamente a verdade completa sobre a morte do único filho dela? Mas antes daquela madrugada, é preciso entender uma coisa dolorosa sobre a mulher que ia carregar sozinha a dor da morte do filho durante os 35 anos seguintes.

 que esta história perturbadora começou muito antes daquela madrugada de 7 de Julho num casamento antigo entre o produtor musical João Araújo, um poderoso executivo da indústria fonográfica brasileira dessa geração, e a cantora Lucinha Araújo. A Genor de Miranda, Araújo Neto, nasceu no dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro.

 Filho único do produtor musical João Araújo, encenador executivo da CB discos e da cantora Lucinha Araújo. O menino ganhou o alcunha casa, ainda na barriga da mãe, uma palavra nordestina que significa miúdo, uma infância privilegiada no meio dos artistas famosos, da editora do próprio pai, sem que ninguém do país suspeitasse ainda da arrepiante carga que a fama artística ia cobrar ao primogénito do casal Araújo durante os 15 anos seguintes da sua carreira.

 Em 1974, aos 15 anos, Cazusa viajou para Londres com a família. Foi nesta viagem juvenil para Inglatar, para Inglaterra, que o menino teve o primeiro contacto profundo com o rock estrangeiro dos anos 70, ouvindo as canções dos Led Zeplin nos discos importados que ele próprio comprou durante os dias daquela viagem europeia.

uma influência sombria que ia marcar para sempre o rumo cruel da carreira artística dele durante as duas décadas seguintes da vida pública. Existe uma arrepiante entrevista de 1988 com a jornalista Marília Gabriela, quando Cazusa olhou para a Câmara Nacional e disse uma frase que ele próprio se ia arrepender-se para sempre durante os meses seguintes daquela conversa.

 em rede aberta. Guarda essa entrevista na tua cabeça. Sobrou também uma edição sombria da revista Veja, publicada a 26 de Abril de 1989, com CAS com cerca de 40 kg na capa. Uma edição que o próprio pai do cantor levou para Petrópolis para o filho ler. Segura essa revista na tua cabeça e resta uma dor silenciosa da mãe Lucinha Araújo que durou 35 anos seguidos entre a madrugada da morte do seu único filho em julho de 1990 e o dia de hoje.

 Uma dor arrepiante que fez com que a própria mãe fundasse a sociedade viva casusa para salvar filhos de outras mães brasileiras da mesma doença cruel que roubou a Genor de Miranda Araújo Neto. Aos 32 anos vamos voltar nessa dor. Fica até ao final dessa história perturbadora, porque o segredo sombrio que Lucinha Araújo carregou sozinha durante 35 anos, seguidos sobre os últimos dias de vida do primogénito dela, vai mudar para sempre a forma como lembra-se do cantor que compôs a música Brasil, que abriu a novela Vale Tudo durante toda a segunda metade do

1989, porque o menino que nasceu numa família privilegiada da indústria discográfica brasileira a 4 de abril de 1958, não sabia ainda que ia demorar apenas 23 anos para assumir os vocais de uma das bandas de rock mais importantes da geração dele e que ia carregar em silêncio absoluto um segredo sombrio que ninguém no país teve coragem para discutir publicamente durante os últimos anos da vida cruel. dele, Agenor de Miranda.

Araújo Neto foi criado na cidade do Rio de Janeiro durante o início da década de 60, uma infância privilegiada no meio artístico brasileiro dessa geração, filho do diretor executivo da editora discográfica CBS Discos João Araújo e da cantora Lucinha Araújo. O menino cresceu no meio dos artistas famosos da música popular brasileira dos anos 60, com contacto direto as gravações musicais que definiam a banda sonora do Brasil daquela geração.

 No final dos anos 70, Cuza tomou a decisão profissional mais impulsiva da sua juventude. Depois de apenas três semanas seguidas de aulas no Faculdade de Jornalismo do Rio de Janeiro, o jovem abandonou completamente os estudos universitários para ir trabalhar diretamente com o pai João Araújo na editora Som Livre. Uma decisão dolorosa da juventude que deixou a família Araújo dividida durante várias semanas seguintes ao anúncio oficial do abandono universitário do primogénito do casal.

 Poucos meses depois de abandonar a faculdade brasileira, Cazusa viajou para a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. Foi durante a época dele em São Francisco que o jovem descobriu pela primeira vez a literatura bit da geração de Jack Keroak e Allen Ginsberg, uma influência marcante da literatura estrangeira sobre o tom poético dos versos que Kazusa ia escrever durante toda a carreira artística seguinte com os Barão Vermelho e depois na fase a solo do mesmo.

O que veio depois é ainda mais surpreendente. 1981, Cazusa regressou ao Rio de Janeiro depois da temporada literária em São Francisco. Foi nesta volta ao Brasil que o jovem cantor foi convidado a assumir os vocais principais dos Barão Vermelho, uma banda de rock que tinha sido formada nesse mesmo ano no Rio de Janeiro pelo guitarrista Roberto Frejá, pelo teclista Maurício Barros e pelo baterista Guto Gof, uma banda que ia mudar para sempre a história recente do O rock brasileiro durante os 5 anos seguintes de convivência dos quatro

quatro músicos no panorama nacional daquela geração. Os Barão Vermelho lançaram três álbuns de sucesso durante os primeiros 5 anos da carreira oficial da banda. Êxitos como A canção Bet Balanço, que se tornou banda sonora do filme homónimo, realizado por Lael Rodriguez e Como a balada Todo o amor que houver nesta vida.

 Uma composição marcante que Kazusa escreveu como vocalista principal do grupo. Composições icónicas que se tornaram trilha sonora dos jovens brasileiros durante toda a primeira metade dos anos 80 e que revelaram ao país inteiro o talento poético do vocalista principal dos Barão Vermelho. Foi durante esta primeira metade dos anos 80 que Caetano Veloso, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, declarou publicamente uma frase histórica sobre Cazusa.

 O próprio Caetano Veloso afirmou publicamente que Kaza era o grande poeta da geração dele, uma declaração profética daquele compositor brasileiro famoso que ia acelerar profundamente a carreira a solo do vocalista dos Barão Vermelho durante os anos seguintes da vida artística dele. Janeiro de 1985, Rio de Janeiro, primeiro rock em rio da história do país.

 O Barão Vermelho subiu no palco principal do festival brasileiro para fazer uma das atuações mais icónicas da banda, formada em 1981. Foi durante aquela marcante apresentação do rock no Rio de 85, que Casusa consolidou publicamente a fama nacional como vocalista principal do grupo. Uma apresentação histórica que ia marcar para sempre uma era do rock brasileiro daquela geração.

 Mas o que Kazusa ainda não sabia naquela noite do Rocking Rill de 1985 é que a sua saída dos Barão Vermelho, decidida poucos meses depois do festival brasileiro, ia mudar para sempre o rumo cruel da vida artística do cantor. uma saída silenciosa que ia coincidir com os primeiros sintomas físicos de uma doença sombria que ninguém no país tinha ainda nome para chamar publicamente durante o início da primeira década seguinte à carreira a solo do jovem cantor.

 que poucos meses depois do Rocking R de 1985, Kuza tomou a decisão profissional mais impactante da sua carreira artística até àquele momento. O jovem cantor anunciou publicamente a saída do Barão Vermelho durante a segunda metade do 1985, poucos meses depois da apresentação do festival brasileiro. uma saída silenciosa da banda que Kazusa tinha ajudado a projetar nacionalmente durante os 4 anos anteriores como vocalista principal do grupo, marcado por um conflito artístico entre o cantor e o guitarrista Roberto Frejá sobre o rumo

profissional dos Barão Vermelho. Azuza queria explorar a MPB e sonoridades mais próximas da música popular brasileira, enquanto Frejá queria continuar nos limites musicais do rock nacional. Um conflito profissional cruel que se tornou público quando os dois membros principais da banda anunciaram oficialmente a separação artística do grupo poucos meses depois do primeiro Rocking Rill.

 Ainda em 1985, poucas semanas depois da saída do Barão Vermelho, Kuza lançou o primeiro álbum solo da sua carreira artística. O álbum Exagerado, produzido pela editora Som Livre do pai João Araújo, tornou-se um sucesso comercial imediato entre os jovens brasileiros dessa geração. Canção Título Exagerado, revelou ao país inteiro o Kazusa, compositor a solo, com versos poéticos e reverentes, que já indicavam a maturidade artística do jovem cantor durante aquela fase profissional de transição.

 Mas foi poucas semanas depois do lançamento oficial daquele primeiro álbum a solo que a vida artística de Cuza começou a mudar para sempre. Julho de 1985, o cantor foi internado de urgência num hospital do Rio de Janeiro, com febre alta prolongada e convulsões silenciosas que ninguém da família Araújo conseguia explicar naquele momento inicial da doença.

 A primeira admissão hospitalar que ia dar início oficial à cadeia de acontecimentos brutais que ninguém no país ainda tinha a coragem de chamar publicamente pelo nome verdadeiro daquela doença cruel. Foi durante essa primeira admissão hospitalar de julho de 1985, a que Casusa foi submetido pela primeira vez ao exame oficial de detecção do vírus VIH, um exame silencioso feito no meio da admissão hospitalar do cantor, sem que a família Araújo soubesse ainda do verdadeiro nome daquela doença sombria.

 E o resultado oficial desse primeiro exame médico veio negativo poucos dias depois do sangue colhido. Um falso negativo perturbador da A medicina brasileira daquela geração que ia enganar a Cusa, os pais João Araújo e Lucim Araújo e todo o país durante os dois anos seguintes ao primeiro internamento hospitalar do cantor. Mas o que aconteceu dois anos depois daquele falso negativo perturbador vai chocá-lo profundamente.

1987, depois de dois anos seguidos de silêncio sombrio sobre os sintomas físicos que Cazusa continuava a carregar calado, o cantor lançou o segundo álbum a solo da carreira artística dele. O álbum Só Se for a dois tornou-se um sucesso comercial ainda maior que o disco anterior. Cazuza fez uma intensa digressão nacional para promover as canções do disco, surgindo em vários programas de televisão daquela geração e ganhando ainda mais projeção pública entre os jovens brasileiros da segunda metade dos anos 80. Mas foi em

Abril de 1987, em plena promoção nacional daquele segundo álbum a solo, que Cazusa foi novamente internado num hospital do Rio de Janeiro. Desta vez, o cantor chegou à internamento hospitalar com pneumonia muito grave e febre alta constante. O médico responsável pelo caso pediu novamente o exame de deteção do vírus VIH.

 E desta vez o resultado oficial desse segundo exame médico veio positivo poucos dias depois do sangue recolhido. Casusa tinha 29 anos no dia em que recebeu o diagnóstico oficial da doença cruel que ia acabar para sempre com a sua vida 3 anos depois daquele momento perturbador. Poucos dias depois do diagnóstico oficial de H e vê no hospital brasileiro.

 Az viajou para cidade de Boston, nos Estados Unidos, juntamente com os pais Lucinha Araújo e João Araújo. Uma viagem silenciosa da família brasileira para tratamento médico e especializado no New England Hospital de Boston, um dos centros hospitalares mais preparados dessa geração no tratamento inicial da doença.

 Az ficou internado hospital de Boston durante dois meses seguidos, tomando o medicamento antiretroviral denominado AZT, sob acompanhamento médico do Centro Hospitalar. Mas o que Cazusa ainda não sabia enquanto regressava ao Brasil, depois daqueles dois meses de tratamento hospitalar em Boston, é que a doença cruel que ele próprio tinha recebido em silêncio absoluto ia obrigar o cantor a tomar uma decisão pública perturbadora durante o ano seguinte da vida artística dele.

 Uma decisão negra que ia envolver uma entrevista arrepiante com uma famosa jornalista brasileira da rede nacional em 1988. e uma mentira pública silenciosa que Casusa até se ia arrepender para sempre durante os anos seguintes da vida cruel dele. Porque em algum momento do ano de 1988, Cazusa aceitou o convite para participar de uma entrevista em cadeia nacional que ia mudar para sempre a imagem pública do cantor perante todo o Brasil.

 A A jornalista Marília Gabriela era uma das apresentadoras mais respeitadas da televisão dessa geração, com programas de entrevista exibidos em rede aberta para todo o país. E foi durante uma destas entrevistas em direto com a apresentadora que Kuza foi confrontado publicamente sobre os sintomas físicos evidentes que ele próprio transportava havia mais de um ano em absoluto silêncio sobre o diagnóstico da doença.

 María Gabriela olhou para Casusa durante a entrevista pública desse ano e fez a pergunta direta que todo o Brasil estava à espera de fazer há meses. A apresentadora perguntou frontalmente se o cantor estava com Aides. Cazusa olhou para a câmara principal do estúdio e disse, com as palavras exactas uma frase perturbadora que ia carregar publicamente durante os meses seguintes daquela entrevista em rede aberta.

 “Não estou a idético não”, respondeu o próprio Cusa para Marília Gabriela. “Eu tive um problema muito grave, uma coisa de pulmão, seríssima e estranhíssima. E realmente pensei que tinha com Aides e não tinha coragem para fazer o exame. Mas agora está tudo na boa. Mas o que ninguém do país sabia naquele momento vai chocar-te profundamente.

Uma mentira pública devastadora que Casusa sustentou publicamente durante os meses seguintes, não é, daquela entrevista em rede aberta, sem que a família Araújo dissesse uma palavra a respeito da verdade completa do próprio filho paraa imprensa. Uma mentira. Eixe. O cantor mesmo carregou calado durante quase um ano depois daquele estúdio e que ia acabar por pesar profundamente na consciência do próprio Kazusa durante os últimos meses da sua vida artística.

Começo de 1989, Kuza viajou para a cidade de Nova Iorque, nos Os Estados Unidos, durante mais uma época internacional de tratamento contra a doença cruel. Uma viagem silenciosa da família Araújo para o continente norte-americano, que ia marcar o fim definitivo do silêncio absoluto de Cuza sobre o diagnóstico da doença.

 Foi durante esta estadia no Hotel Reginy, na cidade de Nova Iorque, que o jornalista Zeca Camargo, na altura correspondente do jornal brasileiro Folha de São Paulo, na cidade norte-americana, marcou uma entrevista pessoal com o cantor no restaurante do próprio hotel. Cazusa estava numa das mesas do restaurante do hotel Rency.

 Quando o Zé Cacamargo chegou para a entrevista marcada. O cantor pegou num copo de vinho tinto que estava sobre a mesa, olhou para o jornalista sentado do outro lado e disse com as palavras exatas uma frase histórica que ia mudar para sempre a imagem pública do próprio Kazuza no Brasil. Escreve que a maldita é a Aides, disse a Cuza ao Zeca Camargo naquele restaurante do hotel de Nova Iorque, uma frase seca do próprio cantor para jornalista dita com a taça de vinho tinto na mão, que virou o pontapé inicial da revelação pública mais chocante da história recente da música

popular brasileira dessa geração. Zeca Camargo escreveu a notícia completa daquela entrevista histórica no restaurante do Hotel Reginy e enviou o texto para a redação central da Folha de São Paulo. A matéria com a revelação bombástica de Cusa foi publicada no dia 13 de fevereiro de 1989, na primeira página do caderno cultural do jornal daquela data histórica, CAS tornou-se nesse dia a primeira personalidade pública do país a assumir o diagnóstico de VIH positivo perante o Brasil inteiro. E o que Kazusa ainda não

sabia enquanto regressava ao Rio de Janeiro, depois daquela revelação pública histórica em Nova Iorque, é que uma decisão jornalística negra estava sendo tomada silenciosamente numa sala de redação da cidade de São Paulo durante as semanas seguintes, aquele artigo da Folha de São Paulo. uma decisão perturbadora que ia dar origem à matéria mais brutal da história recente do jornalismo daquela geração e que ia colocar o próprio Kazusa numa clínica de tratamento urgente em menos de 2 meses depois da publicação dessa edição

chocante. Porque em 26 de Abril de 1989, apenas meses depois da revelação pública de Cuza em Nova Iorque, a revista semanal A Veja publicou a capa mais chocante da história recente do jornalismo brasileiro dessa geração. A revista A Veja publicou nesse dia uma edição especial de oito páginas sobre o cantor.

capa daquela edição semanal mostrava uma perturbadora fotografia de Cuza, que na altura pesava cerca de 40 kg. E o título interno da matéria de oito páginas da revista dizia, com as palavras exactas, uma frase brutal sobre o cantor Casusa, uma vítima da Aides, agoniza em praça pública, dizia textualmente o título interno da matéria publicada em 26 de Abril de 1989 no país.

 A matéria de oito páginas foi assinado pela jornalista Ângela de Abril. que tinha feito a entrevista pessoal com Cusa durante as semanas anteriores à publicação da capa. E o texto final da matéria foi finalizado pelo chefe de redação da revista naquela época, o jornalista Mário Sérgio Conte, na redação central da revista Veja, na cidade de São Paulo.

 A primeira frase da matéria de oito páginas dizia textualmente uma sequência de palavras arrepiantes sobre Kazusa. O mundo de Kazusa está a acabar com estrondo e sem lamúrias. começava literalmente o texto da revista Veja, o primeiro ídolo popular a admitir que está com Aides, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida.

 O rocker carioca, nascido há 31 anos, com o nome de Agenor de Miranda, Araújo Neto, definia um pouco a cada dia rumo ao fim, inexorável, continuava textualmente o texto da matéria. Mas o que aconteceu poucas horas depois da publicação daquela edição semanal vai chocar-te profundamente. Az estava na casa da família Araújo em Petrópolis, na região serrana do estado do Rio de Janeiro, na tarde exacta da publicação daquela edição semanal da revista.

 O cantor ficava frequentemente na residência de Petrópolis durante os últimos meses da sua vida artística, longe da agitação da capital fluminense, para conseguir descansar melhor entre os períodos de tratamento contra a doença. Foi na tarde de 26 de Abril de 1989 que o próprio pai João Araújo entrou na sala de estar da Casa de Petrópolis com a edição semanal da revista Veja nas Mãos.

 O pai colocou a revista sobre Anteima, de centro da sala de estar da residência serrana e mostrou à Cuza a capa daquela edição semanal. Cazusa abriu a revista e começou a ler as oito páginas da matéria, assinada pela jornalista Ângela de Abril e terminou pelo chefe de redação Mário Sérgio Conte na redação central da revista Veja em São Paulo.

 E o que aconteceu na sala de estar daquela casa de Petrópolis durante os minutos seguintes, a leitura do matéria vai chocar-te profundamente. O corpo de Kazusa reagiu de forma devastadora nos minutos seguintes ao fim da leitura das oito páginas da revista, com o cantor a cair silenciosamente em lágrimas na sala de estar da residência serrana, seguido de uma queda súbita da pressão arterial e de um ataque cardiorrespiratório brutal na mesma sala da residência de Petrópolis.

 Poucos minutos depois da leitura final da matéria semanal, a família Araújo colocou Cusa no carro particular e imediatamente depois do ataque cárdiiratório do cantor e viajou à pressa de Petrópolis paraa capital do estado do Rio de Janeiro. Foi durante esta viagem urgente que a família Araújo teve de parar o carro na beira da estrada entre Petrópolis e o Rio de Janeiro para socorrer Cusa no berma da rodovia.

 Segundo os relatos públicos da família Araújo, a imprensa brasileira, nos dias seguintes, ao episódio Arrepiante, Cazusa recebeu uma injeção urgente no meio da estrada para segurar a descida da pressão arterial durante o transporte. De volta para a capital fluminense, o automóvel particular da família Araújo chegou horas depois a uma clínica de tratamento na cidade do Rio de Janeiro, onde Casusa foi internado imediatamente pelos médicos de de serviço daquela noite.

 uma internação urgente provocado pela leitura da matéria de oito páginas da revista Veja, publicado apenas algumas horas antes daquele ataque cardorrespiratório na sala de estar da casa de Petrópolis. Mas o que veio depois é ainda mais surpreendente. Poucos dias depois da publicação daquela capa brutal da do revista Veja, a própria jornalista Ângela de Abril pediu a demissão pública da revista.

 A jornalista alegou publicamente que o texto final do matéria tinha sido alterado sem autorização da mesma pela redação central da revista Veja na cidade de São Paulo. Uma sombria demissão que deu ao país inteiro a impressão de que alguma decisão editorial escondida tinha sido tomada silenciosamente durante os últimos dias, antes da publicação daquela capa histórica.

 Cazusa escreveu poucas semanas depois do internamento uma carta pública de repúdio à revista Veja. O texto da carta pública do cantor foi publicado na imprensa brasileira daquela geração com o título literal: “Vejam a agonia de uma revista”. A frase central da carta pública do próprio Kazusa dizia textualmente uma sequência brutal de palavras sobre a revista.

 A leitura da edição da Veja que traz o meu retrato na capa produz em mim um profundo sentimento de tristeza e revolta”, escreveu Kuza na sua carta pública. Tristeza por ver esta revista ceder a tentação de descer ao sensacionalismo para me sentenciar à morte em troca da venda de mais alguns exemplares. Enquanto Casusa saía da clínica de tratamento, durante as seguintes, aquela internamento urgente de abril de 1989, uma consequência devastadora começou a aproximar-se silenciosamente da vida artística do cantor. uma consequência

brutal que ia envolver um duplo álbum gravado em plena luta contra a doença, um novo tratamento apressado em Boston, um regresso urgente para o Rio de Janeiro e um choque séptico horrível na madrugada, arrepiante do dia 7 de Julho de 1990, porque em algum momento da segunda metade de 1989, poucos meses depois do internamento urgente, Na clínica do Rio de Janeiro, Kazusa tomou a decisão artística mais impactante da sua carreira a solo.

 Kusa começou a gravar o terceiro álbum a solo da sua carreira artística em plena luta contra a doença brutal. O álbum se chamou-se Burguesia e tornou-se o único disco duplo da discografia a Solo do Cantor. um álbum duplo produzido durante os meses finais de 1989, com o cantor a entrar no estúdio de gravação já bastante magro, cansado e no meio do tratamento contra a doença que tinha sido revelada publicamente ao Brasil inteiro na entrevista da Folha de São Paulo em fevereiro desse mesmo ano. O álbum burguesia trouxe algumas

das composições mais icónicas de toda a carreira artística de Cuza. A canção A ideologia, uma das faixas centrais do disco duplo, foi composta pelo cantor no meio da luta pessoal contra a doença brutal. Um dos versos mais dolorosos daquela canção dizia textualmente uma frase perturbadora sobre a própria vida do cantor.

 O meu prazer agora é risco de vida! cantou textualmente Kuza no verso central da canção Ideologia, uma frase seca do próprio cantor sobre a consciência absoluta que ele próprio tinha da doença que carregava em silêncio durante os últimos meses da sua vida artística. E a canção Boas Novas, também presente no duplo álbum Burguesia, trouxe versos ainda mais perturbadores sobre a doença que consumia o próprio cantor durante aquela fase final da carreira artística dele.

 Eu via a cara da morte e ela estava viva. Cantou textualmente casusa na canção Boas Novas do duplo álbum. uma frase pesada do próprio cantor sobre o encontro pessoal dele com a doença brutal que ia acabar para sempre com a vida artística dele em menos de um ano depois do lançamento do duplo álbum. Mas o maior sucesso comercial dessa fase final da vida artística de Kazusa veio de uma canção que o próprio cantor tinha composto anos antes dessa fase final da carreira.

 A canção Brasil, composta pelo próprio Kuza, em parceria com os músicos brasileiros George Israel e Nilo Romero, durante os anos anteriores, foi regravada pela cantora Ga Costa no formato de balada. A gravação de Gal Costa tornou-se música de abertura da novela Vale Tudo, exibida pela maior estação do país durante todo o Cachuco, a segunda metade de 1988 e primeiro semestre de 1989.

Uma novela histórica escrita por Gilberto Braga e Agnaldo Silva, com a colaboração da autora Leonor Basserres, que marcou toda uma geração de brasileiros com a questão central da narrativa sobre até que ponto a corrupção conseguia vencer a honestidade no país daquela geração. Antes do lançamento oficial do álbum duplo burguesia, Kazusa gravou também um disco ao vivo histórico durante a digressão nacional da própria carreira a solo.

 digressão do álbum Ideologia foi dirigida pelo próprio Nei Mato Grosso, amigo pessoal do cantor durante os anos anteriores da carreira artística dele e percorreu várias capitais brasileiras durante 198 e 89. Foi durante uma das apresentações deste digressão no Canecão do Rio de Janeiro, que a gravação ao vivo do disco O Tempo não para foi registada.

 Um disco ao vivo que se tornou o maior sucesso comercial da carreira a solo do próprio Kazusa, ultrapassando a marca das 500.000 cópias vendidas durante os anos seguintes ao lançamento nacional. No início de 1990, poucos meses antes da morte do cantor, Kuza foi levado numa cadeira de rodas até ao palco do Prémio Sharp, um dos prémios musicais mais importantes da indústria fonográfica brasileira daquela geração.

 O artista já estava profundamente debilitado pela doença e já não conseguia andar sem ajuda física da família Araújo nessa fase final. O cantor recebeu nessa noite dois troféus importantes da premiação nacional, o troféu de melhor canção pela composição Brasil e o troféu de melhor álbum pelo disco Ideologia e fez publicamente na cerimónia do prémio uma crítica frontal e dolorosa à revista Veja em frente das câmaras da televisão brasileira que transmitiam o evento para todo o país.

 Uma denúncia pública arrepiante feita a partir da cadeira de rodas do próprio cantor poucos meses antes do choque séptico final, que ia matar Cusa na perturbadora madrugada de 7 de julho de 1990. Mas o que veio depois é ainda mais perturbador. O álbum duplo burguesia foi gravado durante essa mesma fase final do carreira artística de Cuza com o cantor entrando no estúdio de gravação numa cadeira de rodas e com a Voy nitidamente enfraquecida pela progressão da doença.

O disco vendeu cerca de 250.000 cópias durante os anos seguintes ao lançamento oficial. Apesar do estado físico devastador do próprio cantor durante todo o período de gravação daqueles faixas finais da carreira a solo do artista. Outubro de 1989, Kuza regressou paraa cidade de Boston, nos Os Estados Unidos, juntamente com os pais, Lucinha Araújo e João Araújo.

 Uma nova época de tratamento médico intensivo num hospital de Boston, um dos centros hospitalares mais preparados daquela geração no tratamento da doença brutal. O cantor ficou internado no hospital de Boston durante os meses seguintes ao lançamento do duplo álbum Burguesia, com a família Araújo a acompanhar o tratamento médico dele durante todo o período de alojamento naquela cidade estadunidense.

Mas o tratamento intensivo em Boston foi agravado durante aquele período final pelo alcoolismo grave do próprio cantor. Az tinha começado a beber fortemente durante os anos anteriores da sua carreira artística e os efeitos do consumo alcoólico prolongado agravaram silenciosamente a hepatite viral que o cantor carregava em silêncio desde a fase inicial da doença.

 Pele do cantor ficou visivelmente amarelada durante os últimos meses de vida artística dele por causa dos efeitos combinados da hepatite viral e do enfraquecimento imunitário causado pela doença brutal. Kusa regressou ao Brasil em março de 1990, após vários meses de tratamento intensivo no hospital de Boston. Uma regresso silencioso da família Araújo para o Rio de Janeiro, marcado pelo enfraquecimento acelerado do próprio cantor durante o transporte aéreo internacional.

 O cantor chegou ao Brasil bem mais debilitado do que na viagem de ida para Boston, com o corpo consumido pela doença e pelos efeitos combinados dos tratamentos médicos intensivos dos meses anteriores. Durante os últimos meses da vida artística dele, entre março e julho de 1990, Cazusa alternou a residência entre a casa da família Araújo em Petrópolis, na região serrana, do estado do Rio de Janeiro, e clínicas de tratamento intensivo na capital fluminense.

 A A enfermeira Ana Maria da Costa continuou acompanhando o cantor durante todo este período final, cuidando do tratamento paliativo diário do próprio Cuza junto com a mãe Lucinha Araújo. uma rotina dolorosa de tratamento hospitalar dividido entre a Serra Fluminense e a capital do Estado, sem que o Brasil inteiro soubesse ainda que o cantor tinha apenas poucos meses de vida pela frente.

 Mas o que ainda não sabia enquanto passava os últimos meses da vida artística dele entre Petrópolis e a capital fluminense, é que a doença brutal, que consumia silenciosamente o corpo dele ia dar o golpe final na arrepiante madrugada de 7 de julho de 1990, uma madrugada perturbadora que ia marcar para sempre o fim da vida do maior poeta da geração dele, e o início da dor pesada que a mãe Lucinha Araújo ia transformar em ativismo social durante os 35 anos seguintes à morte do único filho dela.

 Porque na madrugada de 7 de Julho de 1990, mais de 3 anos após o diagnóstico oficial de Hi V positivo em abril de 1987, o corpo de Kazusa entrou finalmente em choque séptico, provocado pela doença brutal que consumia o próprio cantor havia mais de três anos seguidos. Durante os últimos meses de vida artística dele, a mãe Lucinha Araújo mandou montar uma UCI improvisada no O próprio quarto da residência dela para receber o filho durante a fase final da doença.

 Az voltou do último tratamento intensivo em Boston em Março de 1990, completamente debilitado, sem conseguir mais viver sozinho no apartamento particular dele em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. A família Araújo transformou o quarto principal da Casa da Mãe numa unidade médica improvisada com equipamentos hospitalares alugados e acompanhamento diário da enfermeira Ana Maria da Costa juntamente com a tia Clarinha, A própria irmã Lucinha, que trabalhava profissionalmente como enfermeira registada na cidade do Rio de Janeiro.

O choque séptico do cantor foi provocado por uma infecção generalizada do organismo dele, que o sistema imunitário, completamente enfraquecido pelo vírus VIH, já não conseguia combater durante aquela madrugada final, uma complicação médica devastadora da doença que resultou na falência progressiva de vários órgãos internos do próprio cantor durante as horas finais.

da madrugada do dia 7 de julho de 1990. Kazusa morreu na madrugada perturbadora, do dia 7 de Julho de 1990, aos 32 anos de idade, no próprio seu apartamento particular em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. A família Araújo, incluindo os pais João Araújo e a matriarca Lucinha Araújo, juntamente com a enfermeira Ana Maria da Costa e a tia Clarinha, acompanharam o cantor até ao momento da confirmação médica do óbito naquela madrugada devastadora do sábado brasileiro.

 uma morte silenciosa do maior poeta da sua geração, ocorrida às primeiras horas do amanhecer do dia 7 de julho de 1990 no apartamento do cantor na zona sul do Rio de Janeiro. Mas o que aconteceu naquelas horas finais vai chocar-te profundamente. A notícia da morte de Cazusa espalhou-se por todo o Brasil nas primeiras horas daquela manhã, de 7 de Julho de 1990.

As estações de rádio interromperam a programação normal para transmitir a a notícia da morte do maior poeta da geração dele, juntamente com emissoras de televisão brasileiras que entraram em plantão especial para cobrir o falecimento do cantor durante todo e um a manhã histórica daquele sábado brasileiro.

 país inteiro entrou em luto público nessa manhã, sentindo-se profundamente a perda do maior poeta da música popular dessa geração. O velório de Cazusa começou nas primeiras horas do dia 7 de julho no apartamento particular do cantor em Ipanema e continuou depois durante a tarde no cemitério de São João Batista na cidade do Rio de Janeiro.

 Segundo os relatos públicos da imprensa brasileira daquela geração, mais de 1000 pessoas passaram pelo velório do cantor durante as horas seguintes, a confirmação da morte. Fãs pessoais e familiares próximos acompanharam o velório do próprio Kazusa juntamente com vários artistas famosos da A música popular brasileira daquela geração durante todo o dia 7 de julho de 1990.

Às 4 horas da tarde desse sábado devastador, o padre Max Lin Rodrigues realizou as bênçãos finais no cemitério São João Batista antes do funeral oficial do cantor. O caixão de Cuza foi selado imediatamente depois da confirmação da morte e coberto por flores brancas durante todo o período do velório.

 10 amigos pessoais do próprio cantor seguraram as pegas do caixão durante o cortejo final até ao local da campa, incluindo o cantor Nei Mato Grosso, os antigos companheiros do Barão Vermelho Roberto Frejá e Guto Gof, juntamente com o produtor Ezequiel Neves e outros amigos artísticos da fase final da carreira do próprio Cuza no Brasil.

 O corpo do cantor foi sepultado no jaigo do número 21355 na aleia 12 do cemitério de São João Batista, junto às sepulturas de outros nomes históricos da música popular brasileira. A sepultura oficial de Cazusa ficou vizinha dos jazigos de Carmen Miranda, de Ari Barroso e da cantora Clara Nunes, formando um bloco arrepiante de artistas históricos da A música popular brasileira daquela geração.

 uma sepultura simples, do maior poeta da sua geração, com apenas o codinome artístico Kazusa, e as datas oficiais de nascimento e falecimento gravadas sobre o mármore branco do jazigo particular. A mãe ficou junto do cortejo do seu único filho durante todo o o dia 7 de julho de 1990, uma dor perturbadora da mulher brasileira que ia acompanhar Lucinha Araújo durante os 35 anos seguintes a morte do primogénito do casal Araújo e que ia levar a própria matriarca a fundar poucos anos depois a sociedade Viva Casusa, uma instituição brasileira dedicada a salvar filhos de outras mães

da mesma doença brutal que roubou a Genor de Miranda, Araújo Neto, aos 32 anos. Uma semana depois do funeral oficial do cantor, Lucinha Araújo, mandou celebrar a missa de sétimo dia do próprio filho na igreja da ressurreição, no bairro do Arpuador. Mas o cardeal responsável pela paróquia decidiu proibir publicamente que a cantora Olívia Binton e o próprio Nei Mato Grosso cantassem as canções pessoais de Cuza durante a cerimónia religiosa oficial.

 O cardeal alegou publicamente que receava que a missa de sétimo dia se transformasse num concerto de rock na igreja, uma decisão religiosa perturbador que impediu Lucim Araújo de organizar a homenagem musical que a matriarca tinha planeado celebrar a memória do primogénito da família Araújo nessa primeira semana, depois do falecimento oficial do próprio cantor.

 Terminada com a missa de sétimo dia na igreja da ressurreição, a família Araújo, juntamente com os amigos pessoais de Cuza, seguiu numa caminhada silenciosa até à praia do Arpuador, nas águas do Oceano Atlântico. Ali a mãe do cantor entregou aos amigos pessoais várias palmas brancas colhidas antes da cerimónia religiosa. E o grupo silencioso atirou uma a uma as palmas brancas nas águas do mar, num adeu simbólico, arrepiante do próprio cantor pela família Araújo, poucos dias depois do enterro do único filho do casal no cemitério de São João Batista. Mas o que

Lucim Araú Araújo ainda não sabia enquanto acompanhava o cortejo final do seu único filho na tarde de 7 de julho de 1990. é que a morte do maior poeta da geração dele ia ser apenas o início de uma arrepiante missão pública que a mãe ia carregar durante os 35 anos seguintes daquela tarde do sábado brasileiro.

 uma missão profunda que ia envolver a fundação da sociedade viva Cusa o livro que a própria mãe escreveu sobre a memória do filho falecido e a voz pública que ela ia dar a milhares de mães brasileiras que perderam filhos pela mesma doença durante as décadas seguintes ao falecimento do poeta maior da geração dele.

 que em algum momento entre o velório de 7 de Julho de 1990 e a fundação da sociedade viva Cusa, durante os anos seguintes à morte do seu único filho, Lucinha Araújo, tomou a decisão pública mais impactante da vida da matriarca. 26 de abril de 1989, uma quarta-feira. A revista semanal Veja publicou nesse dia a notícia de oito páginas que ia acelerar brutalmente a morte do maior poeta da sua geração.

Uma matéria arrepiante escrita pela jornalista Ângela de Abril e terminou pelo chefe de redação Mário Sérgio Conte na redação central da revista em São Paulo com a perturbadora fotografia de Kazusa, pesando cerca de 40 kg na capa da edição, e o título interno Devastador Kazusa.

 Uma vítima da Aides agoniza em praça pública. uma matéria pesada que fez com que o cantor tivesse um ataque cardiorrespiratório poucas horas depois da leitura das oito páginas na sala de estar da casa de Petrópolis e que Casusa acusou publicamente numa carta de repúdio, de tê-lo condenado à morte em troca de vender mais alguns exemplares.

 Mas a verdade mais devastadora desta história ainda estava para vir. Poucos dias depois da publicação da matéria pesada da revista, a própria jornalista Ângela de Abril pediu a demissão pública da revista Veja. A repórter alegou publicamente que o texto final da matéria tinha sido alterado sem autorização da mesma pela redação central da revista em São Paulo.

uma demissão sombria que deu ao país inteiro a impressão de que alguma decisão editorial escondida tinha sido tomada silenciosamente durante os últimos dias, antes da publicação da capa histórica e que o próprio Mário Sérgio Conte, redactor chefe responsável pela finalização final da matéria oficial, foi cobrado publicamente pela imprensa nacional durante os anos seguintes ao falecimento de Cusa sobre as decisões editoriais tomadas naquela edição perturbadora de 26 de abril.

 E poucos meses antes do falecimento oficial do próprio Kazusa, o cantor subiu ao palco do Prémio Sharp de 1990 e fez publicamente uma denúncia frontal à revista Veja em plena rede nacional. O artista deixou registado na frente das câmaras da televisão, poucos meses antes do choque séptico final, uma crítica pesada à matéria devastadora da revista de 26 de abril de 1989.

Uma arrepiante denúncia pública feita na frente das câmaras poucas semanas antes da madrugada perturbadora de 7 de julho de 1990, que ia marcar para sempre o fim da vida artística do próprio cantor. Mas o que veio depois é ainda mais profundo, porque foi exatamente esta cadeia arrepiante de acontecimentos brutais entre a mentira pública de Cuza para Marília Gabriela em 1988, a revelação bombástica de Nova Iorque em Fevereiro de 1989 e a devastadora matéria da revista Veja de Abril desse mesmo ano que Lucinha Araújo transformou publica ente durante

os 35 anos seguintes à morte do único filho dela, uma profunda transformação da dor pessoal em missão pública que levou a matriarca a fundar a sociedade viva casusa durante os anos 90, uma instituição pública brasileira dedicada a salvar filhos de outras mães do país da mesma doença devastadora que roubou a Genor de Miranda, Araújo Neto, aos 32 anos e a dar voz pública a uma geração inteiro de mulheres que perderam filhos pela mesma síndrome durante as décadas seguintes ao falecimento do artista.

 7 anos depois da morte do único filho dela, em 1997, Lucinha Araújo publicou juntamente com a jornalista Regina Everria o livro Só as as mães são felizes, uma obra literária pesada da própria mãe sobre a memória do primogénito da família Araújo, que se tornou uma referência nacional para muitas outras mães brasileiras que passaram pela mesma dor da perda de filhos pela mesma doença durante as décadas seguintes ao falecimento do próprio cantor.

 Um livro profundo da matriarca que deu voz pública a uma geração inteiro de mulheres que perderam filhos silenciosamente pela mesma síndrome durante os anos 90 e o início dos anos 2000. A sociedade viva casusa continua ativa no Brasil até ao dia de hoje, mais de três décadas depois da fundação inicial da instituição pela própria mãe do cantor.

 A instituição oferece tratamento pediátrico especializado, habitação e apoio integral para crianças brasileiras portadoras do vírus VIH, que necessitam do suporte médico e afetivo diário para continuar vivendo com dignidade. Uma missão profunda de Lucinha Araújo durante mais de 30 anos e seguidos a morte do único filho, que salvou centenas de vidas de crianças brasileiras portadoras do mesmo vírus que roubou o próprio Kazusa aos 32 anos.

 Mas o que veio depois da A morte do próprio Kazusa é ainda mais arrepiante. Poucas semanas antes do choque séptico final, Kuza fez uma confissão devastadora ao amigo pessoal Nei Mato Grosso durante uma das últimas conversas pessoais entre os dois artistas. Segundo o escritor Júlio Maria, autor da biografia oficial Nei Mato Grosso, publicada em 2021, Cusa confessou a Nei Mato Grosso um arrependimento profundo dos conflitos pessoais que o cantor tinha tido com o pai João Araújo durante os anos anteriores da sua carreira artística.

uma confissão perturbadora do cantor sobre as querelas antigas do próprio Kazusa com o pai, sobretudo sobre o dinheiro que João Araújo ganhava como diretor da editora Som Livre durante toda a fase inicial da carreira artística do primogénito da família. Kusa deixou registado com Nei Mato Grosso uma frase arrepiante durante aquela visita final.

 Eu falei tão mal do o meu pai e agora é o dinheiro dele que está a manter-me vivo”, disse textualmente Cusa para Nei Mato Grosso poucas semanas antes da morte do próprio cantor. João Araújo publicou em 2001, 11 anos depois da morte do único filho dele, um livro pessoal chamado Preciso Dizer que te amo. uma obra literária arrepiante do próprio pai sobre a memória do primogénito falecido da família Araújo, com passagens perturbadoras sobre a descoberta tardia do talento vocal do próprio Cuza pela família. O pai João Araújo deixou

registado textualmente no livro pessoal que ele próprio escreveu que só percebeu o talento vocal do único filho depois de assistir a uma das primeiras apresentações dos Barão Vermelho num cafo do bairro de São Conrado, no início dos anos 80. Fui com o Morais Moreira ver o primeiro concerto dos Barão Vermelho em Ucafo em São Conrado, escreveu textualmente João Araújo no seu livro pessoal, Os Instrumentos Coitadinhos, mas sentiu uma luz no Cazusa.

 Cantava de forma diferente. Antes disso, nem sabia que mexia com música. Mas o que aconteceu com a família Araújo durante os anos seguintes ao falecimento do O próprio cantor vai chocar-te profundamente. Em 2004, 14 anos depois da morte oficial de Cuza, a realizadora brasileira Sandra Wnek, juntamente com o diretor de fotografia Walter Carvalho, lançaram nos cinemas nacionais a cinebiografia oficial do próprio cantor.

 O filme brasileiro chamado Kazusa, O Tempo não pára, protagonizado pelo ator Daniel de Oliveira no papel principal do próprio Kazusa, retratou os passos do artista desde as apresentações iniciais no circo voador, da praia do arador até à carreira a solo, a descoberta oficial da doença brutal e a morte precoce do cantor em julho de 1990.

uma arrepiante cinebiografia da própria história do maior poeta da sua geração, produzido com o apoio público da mãe Lucinha Araújo. Durante a preparação artística da longametragem brasileira. O corpo do pai João Araújo foi sepultado no mesmo cemitério de São João Batista em 2013 anos depois da morte do único filho do casal.

 O produtor musical faleceu na cidade do Rio de Janeiro aos 78 anos, sendo sepultado junto ao jazigo particular do primogénito falecido da família Araújo em 1990. Uma cena perturbadora do cemitério do Rio de Janeiro, com o Pai e o Filho descansando lado a lado no mesmo campo santo da cidade, mais de duas décadas depois da morte precoce do cantor, por conta da doença brutal.

 Em 2016, 26 anos depois do falecimento oficial do maior poeta da sua geração, o bairro do Leblon, na cidade do Rio de Janeiro, recebeu uma estátua pública em homenagem ao próprio Kazusa. Uma escultura de bronze do cantor foi colocada num espaço público do bairro em memória do próprio artista. Uma homenagem urbana perturbadora ao maior poeta da geração dele, feita no bairro do Leblon, onde o cantor viveu grande parte da sua vida durante os anos 80.

 A sociedade viva Casusa continua ativa no Brasil até ao dia de hoje, mais de três décadas depois da fundação inicial da instituição pela A própria mãe do cantor, uma organização brasileira financiada pelos próprios direitos de autor das canções do falecido Cuza, que atende cerca de 250 adultos que vivem com o vírus HIV na cidade do Rio de Janeiro atualmente.

A missão pública da instituição mudou naturalmente durante os últimos anos, deixando de se focar no atendimento pediátrico da geração inicial dos anos 90 para atender à nova geração de Os pacientes brasileiros portadores do vírus HIV, que envelheceram juntamente com o tratamento antiretroviral, disponibilizado pelo sistema de saúde nacional.

 durante as décadas seguintes ao falecimento do cantor. Mas o que Lucinha Araújo revelou mesmo publicamente sobre os dias finais do único filho dela vai tocar-te profundamente em várias entrevistas públicas concedidas à imprensa brasileira durante as décadas seguintes ao falecimento do cantor Lucin Araú. Araújo deixou registado, com as palavras dele, uma frase arrepiante sobre a decisão pessoal que a mãe tomou nas primeiras horas do dia seguinte ao morte do seu único filho.

 No dia seguinte que ele morreu, eu disse: “Ou morro junto com ele ou faço alguma coisa”, contou, conforme registou a matriarca da família Araújo, em várias entrevistas concedidas à imprensa nacional durante os anos 90 e o início dos anos 2000, uma frase devastadora da própria mãe sobre a decisão pessoal que A Lucinha tomou nas primeiras horas do luto público brasileiro e que ia dar origem oficial Sociedade Viva Casusa, poucos meses depois daquela arrepiante decisão da matriarca da família Araújo.

 O próprio Kazusa deixou registada em várias entrevistas públicas concedidas à imprensa brasileira durante os últimos anos da sua vida artística, uma frase profunda sobre o encontro pessoal do cantor com a morte. Para mim, o amor é o contrário da morte. deixou registado com as palavras exactas casuza em várias entrevistas nacionais durante os últimos anos da sua vida artística.

 Por isso, não tenho medo de morrer. Uma frase arrepiante do cantor sobre a filosofia pessoal dele perante a doença brutal que consumia silenciosamente o corpo do artista durante os últimos anos da carreira a solo dele no Brasil. O que a arrepiante história de Kazusa deixa marcado para sempre na memória recente da música popular brasileira é uma verdade profunda sobre o amor de mãe.

Porque a morte do artista em 1990 não apagou o vínculo materno entre Lucinha Araújo e o único filho falecido do casal Araújo. Um laço materno que continuou vivo durante mais de três décadas depois da morte do primogénito da família. através da instituição pública fundada pela própria mãe no meio da dor pessoal e também através do livro Só as mães são felizes, publicado em 1997, que se tornou referência para muitas outras mães do país que passaram pela mesma perda durante as décadas seguintes ao falecimento do cantor. O preço profundo

que Lucinha Araújo pagou para sustentar este vínculo materno durante mais de três décadas depois da morte do único filho dela, é uma lição perturbadora para qualquer mãe que ainda viva presa na dor da perda de um filho. uma lição pesada de que a morte física do filho não representa o fim absoluto do vínculo materno construído durante os anos anteriores ao falecimento e de que a dor pessoal da mãe pode ser transformada publicamente em missão social para salvar filhos de outras mães da mesma doença devastadora que apaga

silenciosamente vidas jovens durante décadas seguidas do país. Porque o que Lucin Arioujo transformou publicamente no ativismo social durante as décadas seguintes ao falecimento do Cazusa, é uma prova viva de que a dor materna mais profunda pode ser reciclada em ação pública contra a mesma doença que roubou o filho aos 32 anos.

 Uma prova arrepiante que serve de inspiração para qualquer mulher do país que ainda carrega em silêncio a dor de ter perdido um filho e que precisa de encontrar o caminho para transformar essa perda pesada em algo profundo para outras famílias brasileiras que passam pela mesma tragédia todos os anos. O legado poético de Kazusa continuou vivo durante as décadas seguintes ao falecimento do artista através das canções brasileiras que todo o público do país ainda ouve todos os dias na rádio e nas plataformas digitais nacionais. Canções

icónicas como Ideologia e Exagerado, juntamente com a balada Codinome Beijaflor da fase dos Barão Vermelho, continuam a ser principais bandas sonoras de milhões de pessoas durante as décadas seguintes à morte do cantor. A canção Brasil que abriu a novela Vale Tudo em 1989 ainda emociona o público nacional na eterna regravação feita pela cantora Gal Costa nessa mesma geração.

 Uma imortalidade artística que o compositor conquistou publicamente durante os últimos anos devastadores da vida artística dele. Apesar da matéria pesada da revista Veja, que tentou sentenciá-lo à morte publicamente em Abril de 1989. Se é mãe e conhece alguma outra mulher que ainda carrega em silêncio a dor da perda de um filho, manda este vídeo para ela esta noite.

 que muita mulher da geração da Lucinha Araújo ainda vive presa numa dor arrepiante que ninguém no país reconhece publicamente, sem saber como transformar essa perda pesada em algo profundo, como a matriarca da família Araújo fez durante as décadas seguintes ao falecimento do único filho dela. E o exemplo profundo de Lucinha entre a fundação da sociedade viva casusa e a publicação do livro Só as mães são felizes em 1997 pode ser o mesmo caminho que a outra mãe precisa de encontrar para continuar a viver publicamente com dignidade depois da

perda do filho da sua vida. Ла.

 

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