CORAÇÃO ACELERADO: CINARA FLAGRA NAIANE e decide revelar ao MOZÃO que ela NÃO É DIANA!
Naiane revelará a João Raul que está grávida. No entanto, ela estará escondendo um grande segredo sobre esta gravidez. No dia do casamento, quando o padre perguntar se alguém tem algo contra esta união, Gael surgirá para revelar a verdade e impedir o casamento. E como se isso não fosse já suficiente, Valmir também aparecerá para terminar de arruinar a cerimónia.
Tudo começa logo depois de Naiane chegar a casa de João Raul. Ela entra tentando parecer tranquila, mas existe uma ansiedade escondida em cada gesto. As suas mãos seguram um pequeno embrulho com força, como se aquele presente pudesse mudar o destino dos dois para sempre. João Raul repara no embrulho, surpreendido, pergunta: “Naiane, o que é isto?” Nane força um sorriso, tentando disfarçar o nervosismo.
“Sabes que eu não gosto de spoilers.” “Vá, abre! Eu estou doida para ver a tua carinha. João Raul torna-se ainda mais curioso. Ele olha para ela, olha para a caixinha e sente que há algo diferente naquele momento. Então, com cuidado, começa a abrir o presente. Quando vê o que está lá dentro, o seu rosto muda completamente.
Dentro da caixinha está um teste de gravidez. Por alguns segundos, João Raul não consegue dizer nada. Ele apenas encara o objeto, como se estivesse a tentar perceber se aquilo era real. A voz dele sai baixa, quase sem força. O que, o que significa isso? Nane sente os olhos ficarem marejados. Ela respira fundo, tenta manter a calma, mas a excitação e o medo tornam-se misturam dentro dela.
A resposta já está ali no marcador. João Raul aproxima o teste dos olhos. Quando vê os dois risquinhos, arregala os olhos. O seu peito aperta, as mãos começam a tremer. Ele tenta falar, mas as palavras saem quebradas. Então você, você na o interrompe antes de ele terminar. Eu Estou grávida, João. A notícia atinge João Raul de uma só vez.
Ele fica paralisado por um instante e logo de seguida a emoção toma conta. Sem conseguir conter as lágrimas, ele puxa Naiane para um abraço apertado. João Raul chora no ombro dela, emocionado, acreditando que aquele era o início de uma nova vida. Nayane também se deixa envolver pelo abraço. Ela sorri. emociona-se, passa as mãos pelas costas dele, mas o seu olhar entrega algo que as suas palavras não dizem.
Há ali medo, um medo silencioso, um medo de que aquele a felicidade desmorone caso João Raul descubra o que ela está a esconder. Mais tarde, ainda tomado pela emoção, João O Raul vai à igreja para conversar com o padre. Ele não quer esperar. Para João, se a Naiane está grávida, o o casamento precisa de acontecer o quanto antes.
Não por pressão, mas porque ele acredita que deve assumir a sua responsabilidade e formar uma família com ela. Diante do padre, João Raul fala com firmeza: “Padre, quero marcar a data do casamento o mais rápido possível”. O sacerdote observa o rapaz com atenção. Antes que consiga responder, um vaso cai perto deles. O barulho ecoa pela igreja.
João Raul leva um susto e sente um arrepio percorrer todo o corpo. Ele olha para o vaso partido, depois volta os olhos para o padre e percebe que o sacerdote também ficou assustado. Ainda inquieto, João pergunta: “O senhor também sentiu isso?” O padre demora alguns segundos antes de responder. A sua expressão fica séria, quase pesada.
Meu filho, às vezes Deus envia-nos sinais para repensarmos as nossas decisões. João Raul engole em seco. Aquela frase entra-lhe na cabeça como um aviso que ele não queria ouvir. O padre continua com cuidado. Você quer mesmo marcar essa data? João Raul baixa os olhos por um instante. Dentro dele existe um pequeno conflito.
O susto, o vaso partido, o olhar do padre, tudo parece empurrá-lo para a dúvida. Mas logo pensa em Naane, pensa no bebé, pensa na responsabilidade que agora acredita carregar. Depois responde tentando parecer mais seguro do que realmente está. Eu quero sim. Eu não sei se acredito em sinais, mas não posso fugir à minha responsabilidade.
Entretanto, Naiane chega a casa e encontra Valmir na sala. Ela para na entrada, surpresa. Não esperava vê-lo ali. Com um sorriso desconfiado, comenta: “Sogrinho, acabei de vir da a sua casa. O que é que o senhor está a fazer aqui?” Valmir tenta também agir com naturalidade, mas o seu olhar é rápido demais, como se estivesse a esconder algo ou observando tudo o que está à volta.
Ele responde: “Estava a falar com o Gael.” Nane franze o senho imediatamente. Com o Gael? Eu não sabia que vocês eram próximos. Valmir mantém a postura calma. Nós aproximamo-nos depois que comecei a namorar com a Irene. Mas eu já preciso de ir. Foi bom te ver. A explicação não convence totalmente Naane, mas ela não insiste.
Valmir despede-se e sai da sala. Assim que este se retira, Gael aproxima-se dela. O clima muda. O sorriso de Gael não é inocente. O modo como ele olha para Naiane deixa claro que há algo não resolvido entre os dois. Ele baixa um pouco a voz e pergunta: “Será que a gente pode ir para o seu quarto? Eu tenho uma coisa para te dizer.
” Nayane esboça um sorriso, tentando transformar a tensão em brincadeira. Conversar? Gael aproxima-se um pouco mais e responde: “Vamos até lá. Depois descobres. Naiane hesita por um segundo. Ela sabe que aquilo é arriscado. Sabe que qualquer movimento errado pode colocar tudo a perder.
Mesmo assim, acompanha Gael até o segundo andar. Nesse mesmo momento, Valmir regressa à sala após perceber que se esqueceu da carteira. Ele entra discretamente e para o ver Gael e Naiane subindo juntos às escadas. Valmir semicerra os olhos. A cena parece errada, muito errada. Sem fazer barulho, ele observa os dois até perceber que eles entram no quarto de Naiane e fecham a porta.
Valmir fica imóvel durante alguns segundos, tentando organizar o que acabou de ver. Ele coxa para si. Espero que não seja o que estou a pensar, mas a dúvida já está plantada. E Valmir não é o tipo de homem que ignora uma suspeita quando esta aparece diante dos seus olhos. Mais tarde, Valmir chega a casa ainda pensativo. A imagem de Gael e Naiane a entrarem juntos no quarto não lhe sai da cabeça.
Ele tenta agir normalmente, mas o incómodo continua ali. Depois João Raul aparece animado, com os olhos a brilhar. Pai, eu Tenho uma grande novidade. Valmir olha para o filho, tentando disfarçar atenção. Que notícia? João Raul respira fundo, tomado pela felicidade, e anuncia: “A Naiane e eu vamos casar. Este fim de semana, Valmir fica em choque.
O quê? Mas porquê tão rápido? João Raul sorri emocionado, sem se aperceber o impacto que aquela resposta causaria no pai. Porque é que vai ser vovô? Valmira regala os olhos. Por um instante, não consegue acreditar no que acabou de ouvir. A gravidez de Nane deveria ser uma notícia de alegria, mas depois de tudo o que viu, aquela revelação começa a soar como algo muito mais perigoso.
Valmir defronta João Raul em silêncio enquanto a suspeita cresce dentro dele e naquele momento, ele percebe que aquele casamento pode estar sendo construído sobre uma mentira que ainda ninguém teve coragem de enfrentar. João Raul apercebe-se do silêncio pesado de Valmir e estranha de imediato. O O sorriso dele começa a desaparecer aos poucos.
Pai, o que foi? Não gostou da notícia? Valmir tenta responder rápido, mas a voz sai presa. A imagem de Gael e Naiane a entrar juntos no quarto ainda está a martelar na sua cabeça. Ele encara o filho e pergunta nervoso. A Naiane está grávida, mas tem certeza disso? João Raul franze o senho, sem compreender a reação do pai. Ela me mostrou o teste de gravidez.
Eu vou ser papá. Valmir passa a mão pelo rosto desconcertado. Ele sabe que não pode acusar Naane sem provas, mas também não consegue ignorar o que viu. Então arrisca com cuidado. Mas como sabe que é verídico? Ela pode ter forjado. Na mesma hora, João Raul tira o sorriso ao rosto. A felicidade que havia nos olhos dele dá lugar a uma expressão dura, quase ferida.
Está duvidando da Nane? Valmir fica em silêncio. João Raul continua agora com a voz mais firme. Ela nunca me deu motivo para isso, pai. Nunca. Valmir sente uma enorme vontade de contar tudo. Dizer que viu a Naane e Gael a subir juntos. Dizer que os dois se trancaram no quarto, dizer que aquela gravidez talvez esconda algo muito pior.
Mas quando olha para o João Raul, vê o filho emocionado, cheio de esperança, e não consegue destruir aquela felicidade sem ter a certeza. Valmir desvia o olhar e respira fundo. Você tem razão. Eu só fiquei assustado. João Raul ainda parece magoado, mas Valmir tenta amenizar a situação.
Anda cá, dá um abraço no teu pai. Os meus parabéns, meu filho. João Raul aproxima-se e abraça Valmir com força. Volta a chorar de felicidade, acreditando que aquele abraço era apenas emoção de pai para filho. Mas Valmir não consegue sorrir de verdade. Enquanto segura João Raul nos braços, a mente dele continua presa na mesma questão.
O que Naiane e Gael estavam a fazer sozinhos naquele quarto? Um tempo depois, A Grado assiste a um live de Nane. No ecrã do telemóvel, Naane aparece sorridente, exibindo felicidade para todos os seguidores. Ela fala do casamento com João Raul, fala da gravidez e transforma tudo em espetáculo.
A grado fica imóvel, olhando para o ecrã. Quando entende que o João Raul vai casar com Naiane por causa da gravidez, uma lágrima escorre lentamente pelo seu rosto. Ela tenta dizer a si mesma que não se importa, tenta fingir que aquela notícia não a magoa, mas no fundo sente o peito apertar ao imaginar João Raul a formar uma família com a Naiane.
A grado não sabe exatamente o que está a sentir. É dor, ciúme, decepção ou apenas a sensação de estar a perder alguém que ainda mexe com ela? Ela limpa a lágrima rapidamente, como se tivesse vergonha da sua própria reação. Entretanto, Valmir decide procurar o Gael. Ele precisa de compreender até onde vai a ligação entre Gael e Naiane.
Não quer acusar ninguém sem provas, mas também não consegue estar parado enquanto o filho se prepara para um casamento tão repentino. Quando encontra Gael, Valmir tenta sondar o rapaz com calma. Gael, queria fazer-te uma pergunta. Gael apercebe-se do tom sério e fica alerta. Pode falar. Valmiro observa com atenção.
Qual é exatamente o seu relacionamento com a Ane? Gael fica visivelmente tenso. Ele tenta responder como se fosse algo simples, mas os seus olhos denunciam o incómodo. A gente é só amigo. Quer dizer, temos uma história do passado. Valmir estreita os olhos. Gael percebe que falou demais e muda de postura. Espera aí.
Por que razão o senhor está a perguntar-me isso? Valmir não responde diretamente. Em vez disso, continua a pressionar. Olha, eu consigo ver nos seus olhos que não está feliz com este casamento. Gael baixa o olhar por um instante. A frase atinge exatamente onde dói. Ele tenta se recompor, mas a voz sai mais nervosa. Não precisa de continuar.
Valmir fica calado à espera. Gael respira fundo e admite: “Eu passo ter sentimentos por ela, mas eu sou apenas um funcionário. Eu não tenho o direito de exigir nada. A a confissão não entrega tudo, mas entrega suficiente para Valmir perceber que há algo escondido ali.” Gael se afasta-se rapidamente, como se quisesse fugir daquela conversa antes de revelar mais do que deveria.
Valmir acompanha o rapaz com os olhos, depois serra o olhar e coxa para si próprio. O Gael está escondendo alguma coisa e eu acho que sei exatamente do que se trata. Um pouco mais tarde, Naiane acaba por se esbarrar com agrado pela cidade. A simples presença de agrado já irrita Naiane. Ela para em frente à rival e pergunta com deboche: “Será que vou ter sempre o desprazer de me encontrar consigo por aí?” A grado respira fundo.
Ela não está com forças para discutir, principalmente depois de ter visto o direto. Revirando os olhos, responde: “Não estou para discutir consigo, Naiane”. Mas Naane apercebe-se da tristeza no rosto dela e, em vez de recuar, decide atacar exatamente onde magoa. Naiane solta uma gargalhada provocadora.
Por quê? Ah, como eu não percebi antes. A grado tenta afastar-se, mas Na continua. Está tristinha, não está? Aposto que é porque me vou casar com o mozão no fim de semana. A Grado desvia o olhar. Ela tenta manter a dignidade, mas Nayane percebe que acertou no ponto fraco. Nane aproxima-se mais, cheia de veneno na voz. Eu aposto que está a morder-se de raiva por dentro.
Agrado responde, tentando controlar a própria emoção. Não, eu não estou. Aliás, soube que você está grávida. Os meus parabéns. Naiane sorri com maldade. Aquele parabéns educado não a satisfaz. Ela quer provocar mais, quer ver a grado perder o controle. Depois aproxima-se ainda mais e fala num tom demasiado doce para ser sincero. Ah, obrigada.
Eu vou dar o melhor presente para o mozão. Agrado mantém o silêncio. Na inclina a cabeça, fingindo inocência e completa. E sabe o que mais? Se o meu bebé for uma menina, ela vai chamar-se Diana. Ao ouvir aquele nome, a grado perde o controlo por um segundo. A provocação é demasiado cruel. A Nane sabe exatamente o que está a fazer.
A grado ergue a mão, tomada pela dor e pela raiva, mas assusta-se com o próprio gesto antes de fazer qualquer coisa. Nane, porém, aproveita imediatamente. Ela abre os olhos, finge medo e aumenta a voz para que todos à volta escutem. O que é isto? Vai agir contra uma grávida. Agradoa, assustada consigo mesma.
Só então se apercebe que várias as pessoas começaram a observar a discussão. Alguns curiosos coxixam, outros já seguram o telemóvel, prontos para gravar qualquer coisa. Naiane percebe o público e transforma a cena em espetáculo. Com um gesto rápido, pega no telemóvel e começa a filmar o rosto de agrado. A voz dela muda para o tom dramático que utiliza nas redes.
É isso mesmo, meus Nianers. A desagrado quis fazer-me algo horrível. A grado arregala os olhos desesperada. Nane, para com isso. Sabe que não foi assim. Mas Naane não deixa Grado se defender. A vilã aproxima mais o telemóvel do rosto da rival e continua a fingir estar abalada. Eu sempre disse para vos que ela nunca aceitou que o mozão preferiu ficar comigo.
A grado tenta se explicar, mas as pessoas à começam a acreditar na versão de Naani. As vozes aumentam. Alguns acusam agrado, outros pedem justiça, alguns apenas filmam, alimentando ainda mais a humilhação. A Grado olha em redor e sente o desespero tomar conta. Ela tenta dizer que foi provocada, tenta explicar que Nane falou de Diana para a ferir, mas ninguém quer escutar.
Para todos ali, a imagem parece simples. Nane grávida, a chorar diante da câmara e a grado sendo acusada de a atacar. A mocinha fica completamente perdida. Com os olhos cheios de lágrimas, ela começa a correr, tentando escapar às vaias, dos gritos e dos telemóveis apontados para o seu rosto. Enquanto isso, Naiane permanece ali segurando o telemóvel, satisfeita por ter virado o jogo à sua favor.
Mais tarde, o vídeo chega até João Raul. Ele assiste às imagens uma vez, depois volta a ver. A cada segundo, a sua expressão altera-se. Primeiro vem a surpresa, depois a preocupação e por fim a raiva. João Raul não tarda para ir a casa de Nane. Quando chega, ele já está tomado pela indignação. Nane tenta recebê-lo como se nada tivesse acontecido, mas apercebe-se imediatamente que o clima é outro.
João Raul entra sério com o telemóvel na mão e pergunta: “Naiane, o que foi aquilo?” Nane pisca fingindo confusão. Isto que João João Raul mostra-lhe o vídeo sem paciência. Este vídeo, esta exposição, colocou agrado contra todos. Nane tenta defender-se, levando a mão à barriga como se estivesse fragilizada. Eu só mostrei o que aconteceu.
Ela quase avançou em mim. Eu estou grávida, João. Mas João Raul não suaviza o olhar. Ele está magoado, irritado e desiludido. Uma coisa é você defender-se, outra coisa é usar a internet para destruir alguém. Naiane percebe que desta vez a justificação não será tão simples. Ela tenta manter a expressão de vítima, mas João Raul continua a fitá-la esperando uma explicação que realmente faça sentido.
Naiane fica nervosa ao aperceber-se que João Raul não caiu na sua encenação. Ela tenta manter a postura de vítima, mas a voz já sai mais alta, mais defensiva, como se precisasse de convencer João antes que ele visse demais. Mas eu sou a vítima desta história, João. João Raul abana a cabeça decepcionado. Não, Naiane. Não é. Nane arregala os olhos ofendida.
O João respira fundo e continua sem desviar o olhar. Eu conversei com pessoas que lá estavam e elas garantiram-me que você estava provocando agrado. O rosto de Nane endurece. João Raul aproxima-se um pouco mais, segurando o telemóvel na mão. Você fez de propósito? Não fez? Provocou, esperou que ela reagisse e depois usou o vídeo para parecer a vítima.
Nane leva a mão ao peito, tentando parecer ferida. Por que razão está a defender tanto agrado? João Raul fecha a expressão. Nane insiste, usando o noivado como escudo. Eu sou a sua noiva. Vamos casar em dois dias. João O Raul responde com firmeza. Exatamente. És minha noiva e é precisamente por é isso que eu não te quero ver a arrumar confusão com a minha e só para ganhar media para o nosso casamento.
A frase atinge Naiane em cheio. Por alguns segundos, ela perde a resposta. Ela esperava que João a defendesse, que ficasse ao seu lado sem questionar nada, mas desta vez ele está a ver além da encenação. João Raul continua: “Se queres começar a nossa vida com o pé direito, acho melhor fazer um vídeo explicando tudo.” Nane fica em choque.
O quê? Ela dá um passo atrás, como se a ideia fosse absurda. Não, eu não posso. João Raul interrompe-a antes que ela invente outra desculpa. Pode e deve. Naiane tenta falar, mas João não deixa. É preciso deixar agrado em paz. Só assim vamos ficar em paz também. Nane enfrenta João Raul em silêncio. Por dentro, está furiosa.
Sente que a Grado venceu mais uma vez, mesmo sem fazer nada. Sente que o João ainda se preocupa demasiado com a ex e isso a corroi. Mas Naane sabe que não pode discutir mais. Não, agora não quando o casamento está tão perto. Então ela relaxa os ombros, engole a raiva e finge aceitar.
Tudo bem, se é assim que você quer, é isso que eu vou fazer. João Raul observa o rosto dela, tentando perceber se aquela resposta é sincera. Depois diz: “Eu espero pelo vídeo, então Naiane respira fundo e pergunta com medo de ouvir a resposta. E o nosso casamento?” João Raul demora um instante antes de responder. Vemo-nos na igreja.
A frase deveria tranquilizá-la, mas da forma que João diz, parece mais uma condição do que uma promessa. Logo depois de ele vai-se embora, Naane fecha a porta e fica atira para o sofá. A máscara cai no mesmo instante. Ela leva as mãos ao rosto, irritada, humilhada, tomada por uma raiva que já não consegue esconder.
Eu não acredito nisso. Naiane aperta os olhos e murmura. A agrado vai sempre estar no meu caminho. Sempre. Nesse momento, Gael aparece e senta-se ao lado dela. Ele observa-a por alguns segundos. Ao contrário de João, Gael não está enganado pela pose de vítima. Ele conhece Naiane de demasiado perto para acreditar em cada mentira.
Com a voz baixa, mas cheia de dor, Gael fala: “Eu já te disse isso e vou repetir.” Nane vira o rosto lentamente para ele. Gael continua. Para quê continuar com toda a essa mentira? Desiste. Fica comigo. A frase mexe com algo dentro dela, mas Na Naiane recusa-se a demonstrar. Ela encara Gael com frieza e responde: “Nunca.
” Gael sente o golpe, mas não se afasta. Naiane inclina-se para a frente, nervosa e completa. Nem imagina o que fiz para conseguir este casamento. E não vai ser agora que eu vou desistir. Gael encara-a magoado. E quanto a nós, Naiane desvia o olhar. Gael insiste. Mais tenso. E quanto ao o nosso segredo? Nane fica rígida ao ouvir aquela palavra. O segredo.
Aquilo que os dois sabem, aquilo que pode destruir tudo se vier ao de cima. Ela olha para o Gael com uma ameaça silenciosa nos olhos. Não existe mais nós. Gael fica sem reação. Nane fala devagar para que ele entenda cada palavra. Não agora que eu finalmente vou casar. Gael engole em seco, tentando segurar a emoção.
Nane se levanta-se, ajeita a roupa e completa. E sobre o nosso segredo, sabe muito bem o que pode perder se alguém descobrir. Depois disso, ela afasta-se. Gael permanece sentado, atónito. Ele tenta parecer forte, mas os olhos ficam vermelhos. Quando fica sozinho, chora em silêncio, percebendo que Naiane está disposta a sacrificar qualquer pessoa para chegar ao altar.
No outro dia, Naiane aparece em casa de Agrado. Agrado abre a porta e fica surpreendida ao vê-la ali. O que está aqui a fazer? Nayane não espera ser convidada. Ela entra como se a casa também fosse sua e responde com naturalidade forçada. Eu acho que já deve ter visto o vídeo que acabei de postar. A grado cruza os braços.
O seu rosto mostra cansaço, mas também indignação. Eu vi. Era o mínimo que podia fazer depois de colocar os seus fãs contra mim outra vez. Nane sorri de leve, fingindo educação. Por isso, eu vim fazer o meu máximo. Agrado franze o senho. Naiane estende um envelope. Toma. Agrado olha para o envelope na mão dela, desconfiada.
O que é? Naiane mantém o sorriso no rosto. Um sorriso bonito por fora, mas venenoso por dentro. Um convite para o meu casamento. A Grado fica parada sem conseguir responder. Nane aproxima-se um pouco mais e continua. Quer mostrar a todo mundo que estamos em paz? Então apareça. Agrado sente as mãos ficarem geladas. Naane completa com uma falsa doçura.
Mostre a todos que você realmente não está a importar-se com isso. A provocação é clara. A Naiane não quer paz, quer público, quer Agrado ali sentada a ver João Raul casar com ela. Com as mãos tréulas, Agrado pega no envelope. Ela tenta reagir, tenta dizer alguma coisa, mas a voz não sai. Nane apercebe-se da dor da rival e parece satisfeita.
Sem dizer mais nada, vai embora, deixando a grado sozinha com o convite nas mãos. Um tempo depois, a igreja começa a encher-se de convidados. O ambiente está movimentado. Pessoas conversam, os fotógrafos posicionam-se, familiares chegam aos poucos e todos aguardam a entrada da noiva. João Raul recebe os convidados à porta.
Ele tenta sorrir, tenta parecer feliz, tenta agir como um homem seguro da decisão que tomou. Mas por dentro existe uma inquietação que ele não consegue explicar. A conversa com Naiane ainda pesa, o vídeo de agrado ainda o incomoda e a estranha reação de Valmir continua rondando a sua memória. A dado momento, a grado aparece. João Raul trava.
Ele não esperava vê-la ali. Michido, pergunta. Agrado, o que está aqui a fazer? Agrado também se torna desconfortável. Ela segura a bolsa com força, evitando encarar o João durante demasiado tempo. Naiane pediu-me para vir mostrar que estamos bem. João Raul parece confuso. A grado respira fundo e completa. Mas não preocupe, eu não vou à festa.
Depois do Sim, vou-me embora. João Raul não sabe o que dizer. A presença dela mexe com algo que ele estava a tentar calar. Não é só surpresa, é culpa, é recordação. É a sensação de que tudo aquilo está a acontecer rápido demais. A grado entra na igreja. João Raul continua parado por alguns segundos, sem sorrir para as pessoas que chegam logo a seguir.
Valmir apercebe-se da reação do filho. Ele se aproxima-se com cuidado, observando cada gesto do João. O que se passou? João Raul tenta disfarçar. Valmir insiste mais baixo. Está com dúvida se vai se casar? João Raul esfrega os olhos cansado, como se quisesse apagar aquela pergunta antes que ela crescesse dentro dele. É só nervosismo.
Ele ajeita o casaco e evita encarar o pai. É melhor eu ir para o altar. A Naane já deve estar a chegar. João Raul afasta-se. Valmir fica sozinho por um instante, sentindo o peso de tudo o que sabe e de tudo o que ainda não conseguiu provar. Ele aperta a mandíbula e a coxa. Eu devia proteger o meu filho, mas sem o apoio certo nunca vou conseguir.
Momentos depois, a marcha nupscial começa a tocar. Todos se levantam. As conversas cessam aos poucos. À porta da igreja, Naane aparece com um vestido exageradamente grande e um véu comprido, chamando a atenção de todos. Ela entra como se estivesse num grande espetáculo. Os fotógrafos seguem-na, registando cada passo, cada sorriso, cada movimento do vestido.
A Naiane parece gostar da atenção. Caminha devagar, posa com olhar, controla cada gesto como se fosse uma celebridade diante das câmaras. Enquanto avança pelo corredor, ela faz questão de virar o rosto na direção do agrado e, sem perder o sorriso, posa ao lado dela durante alguns segundos. A grado tenta sorrir também, mas o gesto sai forçado.
Por dentro, ela está desconfortável. Cada flash parece aumentar a humilhação. Cada olhar dos convidados parece perguntar porque é que ela está ali. Nane segue até ao altar, satisfeita com a cena que criou. João Raul observa-a chegar, dividido entre a emoção do momento e a sensação de que algo está fora do lugar. Não demora até que a cerimónia se inicie.
O padre começa a conduzir os votos. A igreja fica mais silenciosa. Agrado, sentada entre os convidados, começa a mexer as pernas, mostrando toda a ansiedade de presenciar aquela união. Ela tenta respirar fundo, tenta manter a postura, mas assistir João Raul diante do altar com a Naiane é mais difícil do que imaginava.
Valmir também observa tudo com tensão. Gael, algures na igreja guarda um peso que mal consegue suportar. E Naane, diante do altar tenta manter o sorriso perfeito, como se nada pudesse tirá-la daquele lugar. Em dado momento, o padre olha para os presentes e diz: “Se alguém aqui é contra este casamento, que diga agora ou se cale para sempre.
” Por impulso, João Raul olha para Grado. É um olhar rápido, mas suficiente para todos os sentimentos que tentou esconder voltarem por alguns segundos. A grado percebe. Envergonhada, ela desvia o rosto como se não quisesse ser vista naquele momento. Ela não quer interferir, não quer ser apontada como motivo de nada, mas o simples facto de estar ali já parece mexer com tudo.
Naiane repara no movimento de João e no medo volta a bater forte. Ela tenta sorrir para o padre, mas os seus olhos entregam o nervosismo. Vamos, padre, pode continuar. O padre respira fundo, pronto para seguir com a cerimónia. Mas de repente uma voz grita no fundo da igreja: “Espera, eu sou contra este casamento.
” Imediatamente um grande murmúrio espalha-se entre os convidados. As pessoas viram-se assustadas. Os fotógrafos levantam as câmaras. Alguns convidados já começam a coxixar, tentando perceber quem teve coragem de interromper a cerimónia. Nane olha para trás e leva um susto ao ver Gael. O seu rosto muda na hora. O que está fazendo aqui? Gael caminha pelo corredor da igreja com um olhar firme, mas os olhos cheios de dor.
Ele parece ter carregado aquela verdade durante demasiado tempo e agora já não consegue voltar atrás. Enquanto aproxima-se do altar, Gael responde: “Eu não posso deixar-te casar”. Nane abana a cabeça desesperada, tentando impedi-lo apenas com o olhar, mas Gael continua. E não aguento mais esconder o nosso segredo.
João Raul franze o senho. A palavra segredo parece atravessar toda a igreja. Ele encara Naane, olha depois para Gael. Segredo? Que segredo? Nane apressa-se com a voz falhando. Não é nada, João. É um disparate. Vira-se para Gael, furiosa, e tenta controlar a situação antes que tudo fuja das suas mãos. Vai-se embora.
Você não vai conseguir estragar o meu casamento. Mas Gael já não parece disposto a obedecer. Ergue a cabeça, encara João Raul diante de todos e fala: “Eu não vou deixar que outro homem crie o meu filho”. Naquele instante, a igreja inteira fica em silêncio. Um silêncio pesado. Um silêncio que parece paralisar até a respiração dos convidados.
Nane fica imóvel. O seu rosto começa a empalidecer. A mão que segura o bouquet aperta as flores com tanta força que algumas pétalas caem no chão. João Raul olha para Gael como se não tivesse entendido. A voz dele sai baixa, mas cheia de choque. Como é que é? Gael respira fundo e confirma sem desviar os olhos. É isso mesmo.
Eu sou o pai do filho da Naiane. O falatório explode de uma vez. Convidados levantam-se, pessoas coxixam. Uns levam a mão à boca chocados. Os fotógrafos aproximam-se ainda mais, tentando registar cada reação. Nane sente todos os olhares caírem sobre ela, mas o olhar que mais pesa é o de João Raul. Ele está diante dela à espera de uma explicação.
E naquele momento, Naiane entende que precisa pensar depressa, demasiado depressa. Ela vira para o João, com os olhos cheios de lágrimas forçadas, e fala: “Isto é mentira, mozão. Acreditas em mim?” João Raul continua parado, dividido entre a dor e a esperança de que aquilo não seja verdade.
Nane aproxima-se dele, tentando tocar-lhe no braço. O Gael sempre foi apaixonado por mim. Foi por isso que aceitou trabalhar em minha casa. Gael mostra-se indignado, mas Naiane não permite que ele fale. Ela continua acelerada, desesperada para salvar o casamento. Mas nunca lhe dei brecha. Nunca. É tu que eu amo, João. Eu já provei que várias vezes.
Durante alguns segundos, João Raul parece vacilar. Ele quer acreditar. Quer acreditar porque a ideia de ter sido enganado é demasiado dolorosa. Quer acreditar porque até há poucos minutos antes estava prestes a construir uma família com ela. Mas depois Valmir se aproxima. O pai do João não consegue mais ficar calado. Com o rosto sério, ele diz: “Filho, isto é verdade.
João Raul vira-se para Valmir, ainda mais abalado. Valmir continua. Eu próprio vi Naiane e Gael a trancarem-se no quarto dela. Um novo murmúrio percorre a igreja. Nane arregala os olhos, furiosa e apavorada. Valmir olha diretamente para o filho e completa. E essa não é a única mentira que ela te contou. Nesse momento, Naiane solta um grito que ecoa por toda a igreja.
O som assusta os convidados. Até o padre um pouco. Nane percebe que está a perder o controlo. Gael revelou uma parte. O Valmir sabe demais. E se tudo continuar daquele jeito, uma verdade ainda pior pode aparecer diante de todos. Assim, em meio ao desespero, Naane toma uma decisão chocante. Ela opta por admitir uma mentira menor para tentar esconder algo ainda mais grave.
Com o rosto molhado de lágrimas, Naiane vira-se para João Raul e afirma: “É verdade. O João Raul fica imóvel. Nane engole o choro e continua. O filho é do Gael. João Raul arregala os olhos. A frase parece destruir algo dentro dele. Nane dá um passo no seu direção, chorando, tentando transformar a confissão em súplica.
A gente ficou juntos quando acabaste comigo, mas juro, João, foi só desta vez. Gael baixa o olhar, sentindo a dor de ser usado como peça nesse jogo. Nane se agarra a última oportunidade que acredita ter. Eu não menti quando disse que é você que eu amo. Por favor, não desistas de nós. João Raul encara-a em silêncio. Por alguns segundos, parece procurar dentro dela alguma coisa que ainda possa salvar aquele amor, mas não o encontra.
Só encontra a mentira, a manipulação e a imagem de um futuro que se desmoronou ainda antes de começar. Com a voz embargada, João Raul responde: “Já não há nós.” Naiane treme. João Raul continua: “Não depois disso.” Depois tira o anel de noivado. Nayane apercebe-se do gesto e arregala os olhos. João, não faças isso.
Mas ele já tomou a sua decisão. João Raul atira o anel aos pés de Naiane diante de todos. O pequeno som do anel a cair no chão parece maior do que qualquer grito. Depois olha para o Gael e diz: “O Gael está certo. Ele é que deve criar o seu filho. Nane começa a sentir-se mal. Ela leva a mão à barriga, perde a força nas pernas e tenta apoiar-se em alguém, mas João Raul não volta atrás.
Com os olhos cheios de lágrimas, abandona o altar e vai-se embora. A igreja fica em choque. Alguns convidados tentam ajudar Nae, outros comentam em voz alta tudo o que acabaram de presenciar. Os fotógrafos continuam a registar a cena, enquanto o casamento que deveria ser perfeito se transforma num escândalo diante de todos.
No meio daquela confusão, A Grado permanece [pigarreia] sentada durante alguns segundos. Ela olha para Naane, depois para o caminho por onde João Raul saiu e sem conseguir evitar esboça um pequeno sorriso. Não é um sorriso de felicidade completa, é um sorriso de quem percebe que a máscara de A Naiane começou finalmente a cair. A Grado entende que aquilo é apenas o início da derrota da rival, mas Na Naiane ainda não vai desistir de se vingar da sua maior inimiga.
Junto com a sua mãe, ela tentará sabotar a apresentação de Agrado e Eduarda num festival. Só que o que Naane não imagina é que algo surpreendente vai acontecer no dia do grande espectáculo. Ficou curioso? O vídeo está no ecrã neste momento. E agora quero saber a sua opinião. Você acha que Naane deveria casar com Gael ou acha que ela combinava mais com o João Raul? Escreva a sua resposta aí nos comentários e aproveita para dar uma nota de zero a 10 para esta confusão toda.
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