De Ídolo Nacional a Falido? A Verdade Chocante Sobre Dedé Santana! Após Perder Milhões e Ser Abandonado Pelos Amigos e Pela Televisão, o Lendário Trapalhão Luta Contra a Doença Em Hospitais e Trava Uma Batalha Para Não Perder a Casa. Descubra Quem o Salvou da Miséria Absoluta!
APÓS PERDER TUDO DEDÉ SANTANA REVELA COMO VIVE ABANDONADO PELOS AMIGOS HOJE!
Fez sucesso nos trapalhões e ganhou muito dinheiro, mas sofreu lutos devastadores. Perdeu tudo e quase ficou sem a própria casa. Hoje, aos 89 anos, vive entre internamentos e esquecido pelos antigos amigos que no seu auge estavam ao seu lado. Como está e por onde anda o Dedé Santana hoje em dia? Manfred Santana, o homem que o mundo conheceria como Dedé Santana, não só nasceu no circo, como tem o ADN do picadeiro.
Nasceu em Niterói em 1936, ele representa a nova geração de uma linhagem de artistas que fizeram da lona a sua vida. Filho de Oscar, o icónico palhaço picolino com a contorcionista Ondina. Dedé teve o seu batismo artístico mesmo antes de aprender a andar. Com apenas três meses de vida, estreou-se na peça A cabana do pai Tomás ao colo da própria mãe, substituindo um boneco.
Em outras palavras, o palco não era uma escolha para Manfred, era a sua realidade. A trajetória de Dedé no circo foi uma verdadeira escola, na qual ele não foi apenas um comediante, mas dominou quase todas as artes sob a lona. Foi palhaço, um trapezista que desafiou a gravidade, acrobata, domador de elefantes e depois atingiu o ápice do perigo como piloto no famoso Globo da A morte, onde a vida depende de milímetros e de um motor a roncar alto.
Ele era tão bom no que fazia que chegou a interpretar o palhaço a relia no circo do artista original, um feito de imenso prestígio na época. Entretanto, toda a esta alegria perante o público escondia uma realidade financeira brutal. O momento mais devastador da vida de Dedé aconteceu quando o circo da família estava em frangalhos, à beira da falência.
Para tentar uma última cartada, compraram tudo fiado para uma estreia em Cubatão. O destino, porém, foi cruel. No dia da estreia, com todos os os bilhetes vendidos e a esperança renovada, o seu pai saiu para comprar uma pequena lata de tinta para os últimos retoques. Oscar Santanan, infelizmente, foi atropelado e morreu no local.
E a tragédia foi dupla. Além da perda do patriarca, a família não tinha um cêntimo sequer para o enterro. A força de Onina, mãe de Dedé, foi de outro mundo. Ela reuniu os filhos e deu a ordem. O espetáculo teria de acontecer mesmo. A fala de Dedé sobre este dia ainda é de cortar o coração. Eu e o meu irmão éramos palhaços do circo.
A gente entrava, o povo rindo, aplaudindo e quando saíamos, saíamos chorando porque sabíamos que ao atravessar a cortina estavam a velar o meu pai lá atrás. E eu e o meu irmão era um palhaço do circo e entrávamos, rapaz, o público, ria, aplaudia e tal e saíamos do picadeiro a chorar, né? Mas a força foi mesmo da minha mãe.
Este trauma moldou o caráter do artista e gerou nele o desejo de no futuro, transformar esta história em um filme para mostrar que o riso do palhaço é muitas vezes uma máscara que protege uma alma em frangalhos. Algum tempo mais tarde, Dedé decidiu que tinha de tentar conquistar o Rio de Janeiro. Então, partiu para a capital fluminense com uma boa quantia.
Mas a cidade maravilhosa consumiu as suas poupanças em semanas. Sem tecto e sem dinheiro, o humorista não tardou a passar fome. A rotina era de sobrevivência pura. Dormia durante o dia para evitar abordagens policiais e ficava acordado à noite, vigilante contra a violência. e os perigos da madrugada carioca. O ponto de viragem veio através da compaixão de um desconhecido.
Um funcionário de limpeza de um teatro local reparou que um rapaz deambulava pelas praias. Dedé recorda com gratidão. Eu achei que estava com muito dinheiro, mas o dinheiro acabou. Aí comecei a dormir na praia, tomava café e tal. Depois fiz amizade com um rapaz que fazia limpeza no teatro e ali contei a minha história.
Eu comecei a ajudá-lo e ele partilhava comida comigo. Foi quando pedi para dormir no teatro. Dedé começou a trabalhar como office-boy do lugar, aceitando qualquer tarefa para se manter perto dos palcos. Sua persistência deu frutos e em 1960 ele finalmente estreou-se na televisão ao lado do seu irmão Dino Santana. Juntos formaram a dupla Maloca e Bonitão, que rapidamente caiu no gosto popular por a sua dinâmica.
Era o prelúdio do que viria a ser o maior fenómeno do humor brasileiro. O encontro que mudaria a história do entretenimento no Brasil ocorreu em 1964, quando Dedea conheceu um jovem cearense chamado Renato Aragão. A química foi instantânea, dando origem à dupla de Di e Dedé. A trajetória foi uma escalada por várias emissoras, refinando a fórmula do sucesso.
Passaram pela TV Celso, os Adoráveis Trapalhões. Já na Record, foram os Insociáveis, quando o talentoso Musum integrou a equipa. Em 1974, na TV Tupi, o programa finalmente assumiu o nome definitivo de Os Trapalhões. E em 1976, com a chegada de Zacarias, o quarteto lendário estava finalmente completo. A migração para a TV Globo elevou o grupo ao estatuto de semideuses do humor na televisão.
Durante quase duas décadas, eles dominaram os domingos, tornando-se um fenómeno de audiência que atravessava gerações. Se ele chegar aqui, dou uns gritos com ele, falo grosso e pronto, ele é próximo. Faz é ele. Ele quem? o Didi. E não era apenas na TV, pois o cinema era o quintal deles. Foram mais de 40 filmes, muitos deles batendo recordes. Títulos como O Trapalhão nas Minas do O Rei Salomão, os Saltimbancos Trapalhões e os Trapalhões na guerra dos planetas levaram cada um mais de 5 milhões de brasileiros às salas escuras.
Assim, o programa entrou para o Guinness Book como o mais longevo no género humorístico. Dedé sempre salientou que o segredo era a união. A gente vivia 24 horas juntos. Viajávamos, trabalhávamos e fazíamos filmes. Os comediantes de hoje juntam-se na hora da gravação. A gente não. Eram uma família. Mas como em toda a família, o dinheiro e o ego começariam a cobrar o seu preço.
O ano de 1983 foi marcado por uma ruptura que travou o país. Dedé, Mum e Zacarias decidiram romper com a Renato Aragão Produções, alegando insatisfação com a divisão de lucros e a forma como eram tratados profissionalmente. Como eu falei com eles, gente, é difícil falar sobre isso. Difícil mesmo que nós nunca passamos por esta experiência de separação, não é? Vamos ver como é que fica.
Formaram a empresa de Musa e decidiram seguir carreira sem Didi. A polémica persiste até aos dias atuais, alimentada por declarações de figuras como jornalista Leão Lobo, que já salientou que Renato agiu de forma egoísta ao registar os trapalhões apenas na sua produtora. Sobre isso, Lobo disparou. Como artista, foi imbatível.
Agora, como ser humano, deixou muito a desejar, transformou os amigos em empregados e agora torna-se santo. A separação durou seis meses, período em que Renato tentou manter o programa sozinho, mas o público rejeitou a falta da química do quarteto. Quando regressaram, a relação não era a mesma.
Hoje o contraste financeiro entre os dois principais membros é gritante. Enquanto Renato Aragão é detentor de uma fortuna avaliada em centenas de milhões, Dedé enfrentou diversas crises. O próprio artista admitiu, é milionário. Vi no outro dia e está com 180 milhões no banco. Fora o que ele tem. Ele soube aproveitar bem aquela época.
Dedé nem tanto, alguns diriam. A sua vida fora das câmaras ainda foi marcada por lutos sucessivos e dolorosos. O seu primeiro casamento com a A atriz Ana Rosa terminou sob o peso de uma tragédia. O filho do casal Maurício faleceu com apenas um ano de vida, vítima de leucemia. A dor da perda de um filho tão pequeno fragmentou a relação, levando-o à separação.
Em 2010, veio outro golpe, como o próprio define, a morte do seu irmão e companheiro de estreia, Dino. Dedé confessou que achou que não suportaria perda comparando a dor ao dia em que o seu pai morreu. Mas o que mais abalou o público e o próprio humorista foram as perdas dos seus companheiros de jornada. Zacarias partiu em 1990 vítima de uma insuficiência respiratória.
Emussum, em 1994, após um transplante de coração. Dedé desabafou. As dos meus amigos, Zacarias e o Musum, mexeram muito comigo. Mas ainda o Musum, hoje, ele e o Renato são os únicos pilares vivos desta história. Mas a imagem do sucesso de Dedéa foi seriamente abalada em 2017, quando uma reportagem revelou que o humorista estava de mal a pior.
estava sem atividades que gerasse um rendimento fixo, com dívidas acumuladas e o mais grave, sem condições para suportar um plano de saúde numa idade avançada. Eh, no ALVE, rapaz, tens 500 amigos. Quando se cai um bocadinho, não precisa muito não, cai-se um pouquinho, as pessoas parece que se escondem de ti, sei lá.
Foi quando o laço de amizade com Renato Aragão se provou maior do que as polémicas do passado. Didi passou a pagar o plano de saúde e auxiliou o amigo em diversas despesas pessoais. Sobre isso, o humorista foi taxativo e agradecido. Recentemente precisei de pedir dinheiro emprestado ao Renato. Não foi pouca coisa, ele deu-me, não emprestou.
Eu já precisei dele para pedir dinheiro. Prestou não, deu. Cheguei e disse: “Olha, estou a precisar de tanto” e não era pouco. O contraste com tudo continuava a gerar debates. Como alguém que esteve no topo durante décadas poôde chegar a esse ponto? A autocrítica é sincera. A verdade é, eu não soube gerir bem a minha vida financeira.
poderia estar muito rico hoje. O Renato está muito rico, soube gerir o dinheiro. Essa diferença de mentalidade empresarial entre o artista puro e o artista empresário foi o que definiu o destino das contas bancárias. Mas se a situação financeira já era instável, 2024 trouxe um novo capítulo dramático, ameaça de perder o seu teto.
A mansão de Dedé em Itajaí, avaliado em aproximadamente R milhões deais, tornou-se alvo de uma ação de execução judicial. Dedé havia doado o imóvel para os seus filhos, reservando para si o uso fruto vitalício. No entanto, o humorista alega que os representantes de uma imobiliária agiram de má fé, dando a casa como garantia a alguém, sem o conhecimento da família, o que resultou numa ordem de penhora.
Dedé logo acionou a justiça. Em abril de 2024, deram ganho de causa ao humorista, determinando a suspensão da penhora, mas a parte contrária recorreu, alegando que O Dedé tem uma condição financeira confortável devido à sua fama, tentando derrubar o pedido de assistência judiciária gratuita. Assim, a batalha continua.
No campo das curiosidades, Dedé revelou em podcasts histórias deliciosas de bastidores, como o famoso beijo a Xuxa Meneguel no filme Osrapalhões e o Feiticeiro de Oroz de 84, onde interpretava o noivo da rainha dos baixinhos estava aterrorizado com a cena final. Ele admitiu-lhe: “Xuxa, hoje é a cena do beijo, mas só que há um problema.
Não sei dar um beijo técnico, não sou galã de novelas. Então, como faço? A resposta de Xuxa foi direta. Lasca. Após a cena, ao perguntar se tinha sido bem, a Xuxa brincou dizendo que foi Xuxo. A história permanece como uma recordação leve de amizade que dura décadas. Por outro lado, houve um desentendimento profissional marcante entre ele e Chico Anísio.
Durante a escolinha do professor Raimundo. Dedé fazia uma personagem saloio, mas quando o ator que fazia o nerço da capita, regressou, Chico ofereceu um papel diferente a Dedé. Humorista, sentindo que o novo papel não combinava, recusou. Chico não reagiu bem. Se não sabe fazer este papel, não sabe fazer nada bem. Dedé esclarece que não se tratou de uma briga, mas sim de um choque de visões artísticas entre dois gênios.
Hoje em dia, no auge dos 89 anos, a saúde do humorista tornou-se uma preocupação constante para os familiares e fãs. Em agosto de 2024, deu um susto enorme ao sentir-se mal minutos antes de entrar em palco com o espetáculo Abracadabra. Dedé foi socorrido às pressas, mas depois de recuperado, ele voltou para fazer as últimas sessões do dia.
Já o ano de 2025 iniciou-se de forma ainda mais tensa. Em janeiro, Dedé foi fotografado numa cadeira de rodas chegando a um hospital em São Paulo, com oscilações da pressão arterial após um voo. Em março, o quadro era mais severo, internamento no CTI de um hospital no Rio. O que começou com uma infeção urinária evoluiu para um problema renal.
Embora a assessoria tenha tentado suavizar a situação, a gravidade era evidente pela necessidade de cuidados intensivos. Guerreiro, Dedé teve alta e dias depois já estava a cumprir a agenda de trabalho, provando que é esse o seu verdadeiro combustível. Hoje, Dedé Santana vive uma vida de resiliência. Vive na sua mansão na praia em Itajaí, ao lado da esposa Cristiane Bublets, com quem está desde 1989.
É pai de oito filhos, avô de 10 netos e bisavô de três. Mesmo com a saúde pedindo descanso, recusa-se a parar. continua em digressão pelo Brasil com o espetáculo Abracadabra e mantém o seu próprio circo. Em 2023, lançou o livro Eu e os meus amigos trapalhões, que ele faz questão de vender pessoalmente nas suas apresentações.
Como embaixador do circo no Brasil, título que ostenta mais de uma década, Dedé brinca sobre a sua longevidade. A minha esposa sempre pergunta porque não paro um bocadinho. Respondo a brincar que vou envelhecer caso me afaste do trabalho. O seu sonho, segundo ele, é um dia morrer no picadeiro, o local onde tudo começou. Mas, apesar da leveza com que fala da vida, o sentimento de abandono por parte da indústria é real.
Inclusive em outubro de 2018, rebentou uma polémica quando a Globo, ao homenagear os trapalhões no programa Os Melhores Anos das Nossas vidas de Lázaro Ramos, convidou Renato Aragão, ignorando a existência do único outro trapalhão vivo. O facto gerou revolta entre os fãs e parece ter criado uma mágoa profunda no Artistan.
Sobre isso, Dedé também revelou o desejo de fazer um documentário realista sobre o grupo, mas rumores indicam que Renato estaria contra a ideia, talvez por receio de ser retratado como vilão do quarteto. E entre altos e baixos, Dedé Santana segue sendo o eterno trapalhão que ensinou o Brasil a rir, mesmo quando o seu mundo parecia desabar.
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