Gente, a queda da família Nunes, esta é uma história que vai certamente pegar você. Reportagem que ficou pronta agora e creio que é um dos casos que mais chocam a polícia, porque até bem pouco tempo esta família era considerada uma família honesta, uma família que arranjou dinheiro porque o cabeça, o pai, estás a ver aqui o Serjão, este tal de Serjão era um empresário muito bem sucedido.
O casal, não temos ainda o rosto da Maria, mas estamos à procura das filhas e o engerro. Tinham muitas fotos nas redes sociais a transpirar tudo quanto é tipo de luxo que se pode imaginar, desde viagens a carrões. Porém, este chamou a atenção da Administração Fiscal e começou a fazer uma investigação e eles imediatamente reportaram à Polícia Federal.
A receita dizia o seguinte: “Olhe, começámos a investigar aqui o pagamento de impostos desse tal de Sergão e descobrimos que, na verdade, estão a praticar um crime muito maior do que os SH impostos. Eles estão a trabalhar para o PCC. A polícia chega, coloca toda a gente atrás das grades e vai ver uma reportagem que fala como se desmonta o império de uma família que escondia o julgo. Veja você.
Uma vida de alto padrão blindada por negócio de fachada. A rotina da família Nunes era de fazer inveja. Carros de luxo na garagem, imóveis de topo, cavalos de raça, motos de água, barcos de luxo e até um motor home avaliado em R$ 1.200.000. Só que o combustível deste motor financeiro não vinha de empresas legítimas, mas sim da fronteira, da cocaína.
Durante 5 anos, a operação acompanhou os passos de um grupo que transformou o tráfico internacional num empreendimento familiar multimilionário. Um saldo que assusta R milhões de reais. Pois, esta investigação começou com uma apreensão lá em 2024 de um motorista vindo da região de Corumbá com uma reboque que estava eh oculta nessa carga dessa carreta.
E nós descobriu com acesso ali ao telemóvel do condutor que essa droga viria paraa região de Uberlândia e posteriormente conseguimos identificar essa liderança local na cidade de Uberlândia. No topo da pirâmide, o patriarca Mário Sérgio Nunes. Nos bastidores do submundo do pó, dá por um apelido que o engrandece no mundo do crime, Serjão do PCC.
Para a Polícia Federal, Serjão não operava sozinho. Ele transformou a própria casa numa espécie de conselho de administração do crime. A esposa geria parte da blindagem financeira. Duas filhas e um ex-genro eram peças fundamentais na engenharia logística e contabilística. A discrepância entre o que eles declaravam e o que gastavam escancarava o esquema.
Uma das filhas, Bruna Nunes, declarava um salário modesto de R$ 3.700 por mês. Mas a garagem e a movimentação no banco contavam outra história. Ela circulava num automóvel de R$ 130.000 e chegava a pagar despesas mensais de R$ 30.000 em nome do pai. A matemática do crime não estava a fechar no papel. O esquema para fazer com que a droga atravesse o país exigia uma logística milimétrica e muita criatividade criminosa.
Uberlândia, no Triângulo Mineiro, funcionava como o grande centro de distribuição do Serjão do PCC. A cocaína entrava no Brasil pelo Paraguai e fazia uma rota interestadual aqui dentro do país. Atravessava as estradas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia antes de chegar a Minas Gerais. membros do PCC essa liderança.
Portanto, é uma uma liderança bastante expressiva, bastante eh eficaz aqui na região, que trazia bastante droga para a região. Assim, a gente crê que eh o impacto é direto na na região do Triângulo Mineiro, no fornecimento de cocaína que posteriormente era levada a outros cidades, seja de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e outros estados da federação.
Para furar os bloqueios policiais, os camiões da família eram modificados. A droga não viajava solta. A Polícia Federal descobriu que o pó ficava em compartimentos secretos, fundos falsos meticulosamente construídos atrás dos bancos das cabines e no interior dos pesados pneus e steps das carretas. Era preciso cerrar e desmontar os veículos para encontrar a droga.
O que mais surpreendeu os investigadores não foi apenas como a droga era escondida e transportada, mas a resiliência quase assustadora desta família. No mundo do tráfico, perder uma grande carga de droga significa um enorme paque financeiro ou até mesmo uma sentença de morte. Mas para Sergão do PCC e as suas filhas, o esquema era tão absurdamente lucrativo que perder milhares de quilos de cocaína era encarado como um dano colateral calculado.
A operação continuava sempre no dia seguinte, a família Nunes operava no atacado. Mesmo depois de perder mais de duas toneladas de droga para a polícia em apreensões sequenciais, os camiões continuavam na estrada. Este grupo criminoso, ele tinha eh um modos operantes que era angariar pessoas que estavam dispostas a fornecer o seu CPF, CNPJ para poder criar umas empresas de fachada, umas empresas que de facto não existiam no local onde se encontravam eh sediadas e recebiam quantidades de de valores extremamente elevados com na casa
de dezenas de milhões de reais. Mas o vento soprou forte e o castelo de cartas do Sergão do PCC começou a cair. Policiais cercaram os tentáculos da organização criminosa em quatro estados brasileiros. Serjão tentou escapar. O patriarca do esquema e uma das suas filhas, Brenda, abandonaram as mansões e foram caçados pelas autoridades.
O esconderijo escolhido foi um hotel na cidade vizinha, Uberaba. Não adiantou. Pai e filha saíram do hotel algemados. A A mulher de Serjão foi alvo de buscas, mas ficou sem mandado de detenção preventiva. O ex-genro Ranierei Nunes Graciano também foi detido e é apontado pela Polícia Federal como um dos laranjas utilizados para ocultar bens ligados ao esquema criminoso.
Faltava apenas uma peça do puzzle, a filha Bruna, a do salário incompatível com o luxo em que vivia. Bruna estava em fuga. Quando deixou de receber contacto da família, percebeu que estava sozinha. Dias depois das detenções em Uberaba, ela caminhou espontaneamente até à sede da Polícia Federal em Uberlândia.
A rendição espantou até mesmo os investigadores mais experientes. Bruna entregou-se com pedido curioso. Queria ser presa e ficar no mesmo estabelecimento prisional da irmã para ficar perto de Brenda. Um fim melancólico para o clã que um dia ditou as regras do tráfico nas autoestradas. A defesa da família Nunes disse que aguarda o acesso integral ao inquérito que é secreto para se manifestar.
Agora a cela substitui o motor home de luxo enquanto o património milionário da família Nunes vira pau. É, durante a reportagem conseguimos a fotografia da Maria. Acabou de ver a Maria ali no ará, mas chamou-me bastante atenção a Bruna que pede para ser presa quando esta se apercebe que os pais e a irmã estavam na cadeia.
O pedido dela ainda não foi aceite, ok? Ela está numa cela separada, mas o advogado já está pedindo. Caramba, a minha cliente se entregou só para conseguir ficar presa junto com a mãe e vocês não estão a permitir. Você permitiria? Não, para saia. Por quê? Ah, tem de estar separada. Ponto. Traficava tanta droga, não é? É.
Matou tanta gente com vício e agora querom tipo de facilidade para quem comete o crime. Passar, como é que é, Claudiana? É os irmãos Cravinhos. Bem lembrado. A A Cláudia está a lembrar aqui, mas os irmãos cravinhos ficaram juntos na mesma penitenciária, não na mesma cela, não é? Na mesma penitenciária. Na mesma penitenciária, é diferente. Aí podem encontrar-se no banho de sol e tal, mas não todo depende da ala, viu? Passa algumas penitenciárias tem algumas salas que são diferentes, não é? Portanto, não, vai ter o banho de sol numa ala, o outro vai ter na outra ala. Então não comunica.