ELOÁ e a FAMÍLIA usaram NOMES FALSOS por ANOS pra FUGIR da POLÍCIA
Santo André, São Paulo, 13 de outubro de 2008. Uma data que todos imaginavam ser o início da tragédia da família Pimentel. E logo à frente vão perceber do porquê de Pimentel estar entre aspas aqui neste ecrã. O que se sabia naquele momento era que uma menina de 15 anos estava num apartamento pequeno no Jardim Santo André, fazendo o o seu trabalho escolar com alguns amigos.
Até que o seu ex-namorado Lindenberg Fernandes Alves, de 22 anos, entrou no apartamento armado e fez Eloá e a sua melhor amiga, Naara Refens. O Brasil inteiro assistiu a tudo em direto. Foram mais de 100 horas de sequestro transmitidas pela televisão. O caso tornou-se conhecido no mundo todo e o desfecho, infelizmente, foi o pior possível.
Só que aquilo que a maioria de nós ainda não sabia, nem nessa altura, nem durante muitos anos depois, é que antes deste crime existiam outros crimes brutais que envolviam esta família. Uma história que ficou enterrada durante mais de 15 anos e que também deixou outras vítimas e, em particular, uma vítima que, tal como Eloá, também merece ter voz.
E é isso que vou fazer hoje, está bem gente? Para quem está a chegar agora no canal e ainda não me conhece, vou-me apresentar. Eu sou a Mirla Prado. Os mais informais aqui no canal chamam-me A Mirlinha e eu adoro. Então sintam-se à vontade. Então, gente, antes de eu ir para história, preciso de fazer uns esclarecimentos para vós que são muito importantes.
A história de hoje tem como gancho iniciar um caso muito famoso que é o caso da Eloa, mas ele não é o foco principal do caso de hoje. O foco de hoje está por trás da história da Eloa, o que esteve escondido durante anos e que eu nem você e quase ninguém soube. Mas antes de eu continuar a história, eu preciso fazer aqueles pedidos que são importantes para o canal.
Inclusive, gente, nunca mostrei a parte de trás para vocês que fala. Agora bora paraa história e é exatamente isso que vamos fazer agora. Antes de entrarmos aos casos centrais de hoje, precisamos de fazer um panorama sobre o caso Eloa, porque nem toda a gente conhece. A maioria conhece sim, mas nem toda a gente, certo? O seu nome era Eloá Cristina, entre aspas, Pimentel.
Ela nasceu a 5 de maio de 1993 em Maceió, Alagoas. Ela era uma menina estudiosa, religiosa. Já o Lindenberg, o algóz desta parte da história, entrou na vida dela pela porta das traseiras. Ele fez amizade com o irmão dela primeiro e quando a família se apercebeu, os dois já estavam a namorar. E na altura, gente, a A Eloa tinha apenas 12 anos, é isso mesmo.
E o Lindenberg 19. E já nos apercebemos que a história já começa mal aí, certo? No início, Lindenberg parecia um rapaz respeitável, mas aos poucos ele foi mostrando quem ele era realmente, ciumento, controlador e extremamente possessivo. Assim, duas semanas antes do rapto, apanhou Elo no ponto de autocarro e a agrediu.
Ela chegou a casa a chorar, sem os materiais escolares, e a família dela foi falar com ele e ele negou tudo. Mas a Eloa já estava decidida e terminou o namoro. E foi aí, gente, que tudo se desmoronou, porque em 13 de outubro de 2008, o Lindenberg invadiu o apartamento da família, assim como eu falei lá no início do vídeo, enquanto estudava com três amigos.
Ele libertou dois amigos e lá ficaram ela, Eloá e a sua melhor amiga, Nayara. E o que veio depois foi uma coisa que o Brasil nunca tinha visto antes e que ainda hoje é estudado como exemplo do que os media não pode fazer. As câmaras de toda a imprensa nacional chegaram rapidamente ao local e não mais saíram dali, não.
Então iniciaram transmissões ao vivo, vários canais de televisão e o Brasil inteiro passou a assistir àquele sequestro em direto na frente da televisão, como se aquilo fosse um verdadeiro reality show de horrores. E em contraposição, o Lindenberg também passou a assistir a tudo o que estava acontecendo pela televisão de dentro do próprio apartamento.
E assim passou nomeadamente cada movimento da polícia em tempo real e começou a compreender que ele era quem mandava no jogo. E aí, pessoal, houve um ponto muito importante nesta trajetória. Uma famosa apresentadora de TV apartamento da Eloa e ela ligou em direto durante o programa, colocou o sequestrador no ar e também a Eloa.
E foi assim que a polícia perdeu a linha de comunicação com o sequestrador. Os especialistas dizem até hoje que esta interferência comprometeu qualquer hipótese de negociação que a polícia estava a ter até aquele momento. Para piorar ainda mais a situação, a Naara foi libertada no segundo dia. Sim, gente, já passavam 24 horas do sequestro e é aqui que vem outro erro grotesco neste caso.
E a polícia reconhece isso. Após ser libertada, a Naara foi mandada de volta para o apartamento e, segundo informações da altura, para ajudar nas negociações, uma vítima foi enviada de volta para a cena do crime para ajudar nas negociações sem qualquer tipo de formação para isso. Olhem que absurdo este caso é. Mas a verdade é que os absurdos deste caso só estão a começar e vão ver porque até ao final desta história vão ser reveladas coisas que realmente são lista estarrecedoras.
Aara, por amizade a Eloa, acabou por obedecer e voltou para o apartamento, acabando por se tornar refém novamente. E foi assim que as negociações arrastaram-se por dias. Assim, no dia 17 de outubro, depois de mais de 100 horas, a polícia apercebeu-se que não chegava a lado nenhum e decidiu invadir o apartamento. Essa rebentou com a porta e o Lindenberg disparou nas duas refrentes.
A Naara ainda saiu andando dali com um tiro na cara. Já a Eloa saiu carregada nos braços de um polícia totalmente inconsciente. Ela tinha levado dois tiros, um na cabeça e outro na virilha. e ela acabou por morrer na noite do dia 18 de Outubro de 2008, com apenas 15 anos. Enquanto isso, poucas horas depois da perda da filha, a Ana Cristina autorizou a doação dos órgãos dela e sete pessoas acabaram sobrevivendo por causa deste lindo gesto.
Perante isto, o Brasil aplaudiu e a Ana Cristina tornou-se um símbolo. Entretanto, o Lindenberg foi preso em flagrante delito, julgado em 2012 e condenado a 98 anos de prisão por 12 crimes, mas a pena foi reduzida para 39 anos. Porque já sabem que 98 anos no Brasil simplesmente não acontece e até hoje ele está preso em Tremenberé, aquele famoso prisão das celebridades criminais.
O que de certa forma dizer-me isso é até indigestivo, porque isso nem sequer deveria existir. E este, gente, é o crime que o O Brasil conhece. Só que tem algumas histórias por detrás deste crime, em especial que preciso contar a partir de agora para vocês. Como já sabem, a cobertura do Caselo Eloa foi massiva, contribuindo pro desfecho trágico que teve.
Mas essa repercussão toda também, gente, levou a outra consequência, algo que ninguém esperava e que, por outro lado, nós pode chamar, entre aspas, ok, de positiva. entre aspas, porque nós sabe que precisou de uma bela jovem morrer e toda aquela tragédia acontecer para que um fugitivo muito perigoso da lei fosse revelado e a justiça pudesse ser aplicada contra ele, mas não sobre todos os os casos dele.
E é por isso que eu estou aqui hoje para dar visibilidade a uma vítima que não teve justiça. Isto porque toda a visibilidade que o caso trouxe revelou segredos e crimes que estava escondido, gente, há mais de 15 anos. E tudo começou numa cena simples. Olhem só. Durante a cobertura do sequestro, as câmaras de TV, de todas as TVs estavam ali e uma delas apanhou um homem ao lado de fora do prédio a sentir-se muito mal.
Foi assistido por uma ambulância e aquela cena foi ao arras inteiro. Do outro lado do país, mais precisamente em Alagoas, um investigador da Polícia Civil estava a assistir aquela cobertura. E quando viu aquele homem sendo assistido pela ambulância, ele parou, olhou de novo sem acreditar na cena que estava a ver, e percebeu algo muito peculiar naquele rosto.
Era um nariz pequeno, segundo ele. Assim, ele foi aos arquivos da esquadra e procurou a foto de uma pessoa que estava sendo procurada há mais de 15 anos para poder comparar com aquele homem que ele tinha visto na ambulância. E não teve jeito, gente. Era a mesma pessoa este homem. Pros vizinhos de Santo André e toda a gente ali na região, era conhecido como o seu Aldo.
Aldo José da Silva Pimentel, para ser mais precisa. Ele trabalhava como segurança noturno à noite. Era um homem muito bem educado, reservado, não dava problema para ninguém. A vizinhança adorava-o e muito menos tinha qualquer tipo de desconfiança contra essa pessoa. Só que o seu Aldo era, na verdade uma personagem fake, como falamos hoje em dia.
Esse nome era falso, o BI dele era falso, o seu número de contribuinte era falso, tudo naquele homem era falso. E não era só dele, não, está bem gente? Da família inteira, inclusive da Eloá. Mas deixa-me explicar agora para vocês o porquê desta mudança de nome. Porque não foi assim: “Ah, eu não gosto do meu nome, vou adotar um nome novo, um nome mais bonito.
” Não foi isso não, ok gente? O motivo era bem mais sinistro e sinceramente criminoso, porque em 1993, este homem precisou desaparecer do mapa lá nas Alagoas. E quando desapareceu, não foi sozinho. Ele levou consigo a Ana Cristina, a mãe do A Eloá, que estava grávida dela, e o O Roniixo, o filho da Ana Cristina, do primeiro casamento dela na altura, que tinha apenas 7 anos.
Eles ficaram lá por um tempo e depois de ela Eloá nascer, eles atravessaram o Brasil de automóvel, de Maceió até Santo André, em São Paulo. E quando lá chegaram, assumiram essa nova identidade. O pai da Eloá assumiu o nome Aldo, não é? E a mãe, Ana Cristina, tanto quanto o seu irmão e a Eloá, apenas mudaram o apelido para Pimentel, porque a verdade é que o procurado era ele.
E quando Eloá nasceu, ela já foi registada com um nome inventado, porque Pimentel Silva, gente, nunca foi o verdadeiro apelido da Eloa e muito menos da família dela. E tem mais um pormenor muito importante neste caso que realmente mexeu comigo. O pai biológico do Ronixon, irmão da Eloa, ficou lá em Maceó sem saber onde o filho esteve durante todo esse tempo, porque a A Ana Cristina simplesmente desapareceu com o miúdo.
Ela raptou o filho porque o pai tinha direito a ter acesso ao filho e o filho tinha direito a ter acesso ao pai. Ninguém, nem pai, nem mãe, pode levar uma criança sem o acordo do outro. Mas, entretanto, esse pai continuava a depositar a pensão todos os meses pro filho, assim como foi determinada pela justiça.
Todos os meses o dinheirinho dele caía na conta bancária, mas tinha um porém. Esse dinheiro nunca foi levantado durante anos. Ele ficou ali parado naquela conta. E sabem porquê, gente? Porque se esse dinheiro fosse levantado, deixaria rasto de onde a família estava e assim, possivelmente seriam localizados, porque eram fugitivos da lei.
Ou melhor, o pai da Eloá era fugitivo e o resto da família foi por consequência. Agora que já sabem da fuga, a mudança dos nomes e que a família inteira viveu durante anos com um nome falso, vamos lá dizer quem era o seu Aldo, aquele homem bom. [ressonante] O verdadeiro nome do Aldo era, na verdade, Everaldo Pereira dos Santos.
Era cabo da Polícia Militar de Alagoas, um homem que envergava farda e que tinha o dever de proteger a população. Só que ele usava esse poder da farda como uma forma diferente, porque ele era um miliciano. Sim, gente, naquela altura não se falava tanto em milícia, mas já existiam. E o Everaldo fazia parte de uma das organizações criminosas mais violentas que a Alagoa já viu, um grupo que ficou conhecido como o Gangue da Farda.
E este nome diz tudo, não é, gente? O gangue da farda, ela era composta por polícias militares, polícias civis e ex-polícias. Pessoas que deveriam estar do lado da lei, mas que na verdade usaram a lei a seu favor para cometer crimes e crimes gravíssimos. Eles eram assassinos de aluguel. Cometiam assaltos, sequestros, pistolagem, desmantelamento de carro, enfim, tudo de pior que vocês possam imaginar.
E tudo isto, gente, também ao serviço de políticos, industriais, pessoas poderosas que queriam livrar de alguém, mas também faziam trabalhos, entre aspas, ok? Pequenos. E já vocês vão perceber porquê disto. Inclusive, existia uma tabela de preços, gente, uma tabela de preços que mostrava quanto custava cada pessoa.
Por exemplo, um deputado estadual ou um dirigente político importante na época custava R$ 50.000, um presidente da câmara custava R. 000, um vereador 15.000. Já pessoas comuns como eu e tu, sem importância política na sociedade, estas eram eliminadas por qualquer bagatela, como R$ 50 ou R$ 100. É isso mesmo.
E isto, gente, não é ficção, ok? Isto tudo foi revelado em depoimentos na justiça. O gangue tinha pelo menos 50 militares ou ex- como membros e os líderes eram um ex-coronel da Polícia Militar chamado Manuel Cavalcante e um ex-delegado da Polícia Civil chamado António Carlos Camilo. E o Everaldo era um dos membros dessa organização.
Mas os crimes que lhe eram atribuídos, gente, eram crimes graves. Em 1990, para terem noção, foi suspeito de ter participado no assassinato de um homem chamado Celso José Dias. Em 1991, participou em outro crime, um dos crimes mais impactantes da história de Alagoas, o homicídio do delegado Ricardo Lessa e do seu motorista, antenor Carlota da Silva.
Porque para estes milicianos, qualquer pessoa que atravessasse o seu caminho era um problema e deveria ser eliminado. E era exatamente isso que faziam, gente. O delegado Ricardo O Lessa, gente, ele também era irmão do ex-governador de Alagoas, o Ronaldo Lessa. E o motivo pelo qual foi morto era porque estava a investigar crimes ligados precisamente ao gangue da farda.
E quando a sua morte foi decretada, foi porque estava aproximando-se demasiado da milícia. E o crime aconteceu da seguinte forma. O delegado e o seu motorista, foram metralhados enquanto seguiam de carro pelo bairro da Serraria, ali em Maceió. E logo Everaldo se tornou suspeito e foi acusado. Em 1993, antes de ser julgado, desapareceu.
Ele pegou na A Ana Cristina, que já estava grávida da Eloá, e o filho desta. E por um tempo ficaram por ali, depois eles partiram para Santo André, como já falei antes para vós. E foi assim, gente, que se tornou o bom senhor Aldo, o segurança de respeito que a vizinhança adorava. E isto, gente, é uma prova daquela velha filosofia que nós já conhece. Quem vê cara não vê coração.
Inclusive, um psicólogo de renome que eu adoro também falou algo muito importante. O seu nome é K Jung. O Jung ele diz que nós temos uma sombra. Segundo ele, esta é a parte obscura que todo o ser humano transporta dentro de si e que a sociedade não vê precisamente porque essa pessoa optou por não mostrar. Resumindo, gente, é o que eu digo sempre para os meus amigos e para todos.
A as pessoas só conhecem das pessoas o que elas querem mostrar-nos. E o caso do hoje mostra isso na perfeição. E vale dizer isso porque provavelmente nós está rodeado de várias pessoas assim. Inclusive no nosso lado neste momento pode ter alguém, não é? Aí ao teu lado pode ter alguém que é assim.
Por isso, gente, é muito importante que consigamos ler as entrelinhas das pessoas e não só acreditar no que elas querem mostrar aos gente. Isto vale para a vida da gente. Mas enfim, vamos continuar porque os crimes do Everaldo não se ficam por aqui, não. E o caso que quero contar mesmo para vocês virão mais à frente, não dizendo que este caso do delegado e do motorista e do outro rapaz não são relevantes, porque todos são, gente.
Mas a verdade é que tiveram desfechos diferentes e é isso que me revolta. E esta história que está simplesmente aqui engasgada na a minha garganta, ela é uma história que aconteceu antes da fuga. Ela envolve uma mulher, um femicídio, uma mulher que teve o azar de descobrir quem era o Everaldo de verdade. Essa mulher se chamava-se Marta Lúcia.
À Marta Lúcia, neste caso Alves Vieira, ela não era uma mulher qualquer na vida do Everaldo, não, ok gente? ela era a esposa dele ou no caso quando tudo aconteceu já era ex-mulher. Eles ficaram juntos há 5 anos e no início, já sabem, não é? Ele era aquele o Aldo, sabe? a dupla personalidade que ele tem. O bonzinho, era o Alda com o Rute Raquel, mas só que segundo as irmãs dela, com o tempo foi mostrando quem ele era verdadeiramente, que não era aquele homem todo bonzinho, não.
E essa mudança coincidiu exatamente com o período em que entrou para o gangue da farda e a Marta foi descobrindo as coisas aos poucos, uma a uma. Primeiro, descobriu que o marido tava a participar em crimes depois que ele fazia parte deste grupo de extermínio. E como se não bastasse tudo isso de descobrir que estás casada, não com um homem bom como pensava, mas sim com um criminoso de elevadíssima perigosidade, ela descobriu ainda uma coisa mais, que o Everaldo tinha uma amante.
E esta amante já imaginam quem era, não é? Era Ana Cristina, a mãe da Eloá. E para completar ainda mais o cenário trágico da Marta, descobriu que a Ana Cristina estava grávida do seu marido. E essa criança era precisamente a Eloá. Gente, vocês imaginam o tamanho do choque que esta mulher teve com tantas revelações tão pesadas? Eu acho que poucas vezes na vida ouvi uma esposa descobrir tanta coisa pesada ao mesmo tempo sobre o seu marido, mas ela, ao contrário de muitas mulheres, decidiu fazer o certo, pedir a separação, porque ela não
queria. Mas nada com ele. Aquele não era um homem que ela tinha casado. Mas ele em contraposição não aceitava não, gente. Ele queria continuar com as duas. Ele não queria separação. Ele queria ficar com as duas e achava que a Marta tinha de aceitar, como a Cristina já aceitava.
Mas a Marta disse que não, que ela queria o divórcio e não tinha jeito. Foi aí que o Everaldo começou a ter medo. Não medo de perder a Marta, não, tá gente? Começou a ter medo do que ela sabia, porque sabia demais, e que ela o denunciasse. Assim, a partir daquele momento, ela tornou-se um perigo para ele, mas mesmo assim, a Marta conseguiu separar-se e o Everaldo passou a pagar-lhe uma pensão.
E aqui eu preciso abrir um parêntesis para vocês. Eu pesquisei bastante para saber se eles tinham filhos em comum do porquê desta pensão, mas não encontrei nada sobre isso. Assim, o que parece é que esta pensão era realmente para ela, talvez por ele ser polícia militar, não é? E provavelmente é essa a justificação. Inclusive, segundo as investigações que vão acontecer mais à frente, um dos motivos pelo qual o Everaldo gostaria de livrar-se da Marta era precisamente para não continuar a pagar pensão também.
Não era só medo dela denunciá-lo, mas também porque não queria pagar pensão para ela. Então, gente, no dia 1eo de Abril de 1993, a Marta saiu de casa para encontrar o Everaldo na praça Teodoro, com o pretexto de que iria pagar a pensão para ela, mas só pessoas que depois disso ela desapareceu. E a gente está falando aqui que o último contacto que ela teve foi com um miliciano matador de renda, de altíssima perigosidade.
E não há como não levantarmos uma grande bandeira vermelha nisso. E aí, gente? Só 15 dias depois, o corpo da Marta foi encontrado num canavial, no concelho do Pilar, a 35 km de Maceió. E o que a polícia ali encontrou era realmente difícil de digerir. Ela tava com sinais claros de enforcamento no pescocinho dela.
O rosto dela estava carbonizado. E segundo o testemunho das suas irmãs, a polícia falou que o corpo dela tinha sido separado no meio, na horizontal, como se alguém tivesse cerrado essa mulher ao meio. Quando a família dela, as irmãs, principalmente a Claudilene e a Rita de Cásia, souberam do que tinha acontecido com a irmã, não tinham dúvida nenhuma de quem tinha feito aquilo.
Sem falar que tinha sido o último a ver a Marta. Só que, gente, precisaram de ficar caladas durante anos. E já imaginam porquê. por medo. E ainda tem um ponto muito, muito forte nessa história. O pai da Marta, o O paizinho dela, quando soube o que aconteceu com a filha, ele não aguentou a notícia. tivemos um AVC e passados 2 anos ele faleceu.
E o que uma das irmãs da Marta falou depois durante o que aconteceu com a Eloa, é algo tão forte que não há como nós não refletir. E eu vou falar para vocês. Ela disse o seguinte: “A dor que o Everaldo está a sentir pela morte da filha da Eloá, talvez seja pior do que a nossa, porque a morte da minha irmã, pelo menos, não vimos acontecer.
Já ele viu a própria filha morrer. E isto, gente, é uma coisa que nos faz refletir, porque segundo ela é algo demasiado grande para transportar. Sem falar que eu não consigo não pensar que este homem não tenha tido uma grande reflexão se existia, se existe um mínimo de humanidade dentro dele.
E quem acredita em karma vai perceber sobre o que eu estou falando, porque fico muito triste em pensar que a pessoa mais inocente de todas as pessoas desta história talvez pagou pelo karma do pai. Infelizmente quem acabou por pagar pelos crimes do pai foi a pequena Eloá. Mas enfim, esta história ela não se fica por aqui, não, gente.
Ela tem muita coisa, tem muitas camadas, está bem? Fiquem comigo até ao fim, porque vocês precisam ouvir tudo até ao finzinho. Enquanto o Brasil inteiro estava de olho no rapto do Delo e aquele investigador reconheceu o Everaldo e não ficou parado, a Polícia Civil de Alagoas logo já foi atrás do fugitivo e assim que as iniciaram-se buscas, ele desapareceu novamente, gente.
Ele nem ao velório da filha foi. E que para mim sinceramente mostra que ali não tinha arrependimento, porque a sobrevivência dele, sobrevivência porque não morreria, mas a sua liberdade valia mais até do que de se despedir da própria filha. Depois, segundo o que ele próprio confirmou depois de ser preso, porque será, sim, mas tem ali uns poréns, fugiu de carro de Santo André, passou por vários estados brasileiros e chegou mesmo a Bolívia.
E segundo o delegado-geral adjunto de Maceó na altura, o José Edson Freitas, todos os passos do Everaldo estavam a ser acompanhados, monitorizados, inclusive quando deixou o país. A polícia sabia que ele tinha ido paraa Bolívia e continuou a monitorizar. Mas eu não entendo por não prenderem, por não pediram a extradição deste homem, a prisão e a extradição.
E o que eu estou a contar-vos é o que foi contado pela comunicação social. O facto é, gente, que o Everaldo era um ex-polícia. Ele sabia como funcionava uma investigação, sabia como não deixar rasto, tanto que ele esteve muito tempo desaparecido, não é? E conseguiu esquivar-se durante mais um ano da polícia.
Até que em dezembro de 2009, o Everaldo cometeu um erro. Ele regressou ao Brasil e voltou para Maceió para ficar escondido na casa de uma cunhada que pelos registos, conforme as as minhas pesquisas, era alguém do lado da família dele. De repente a mulher de um irmão, não era do lado da Ana Cristina, tá? Esta casa ficava no bairro do Tabuleiro do Martins, na periferia de Maceió.
E segundo o delegado, ele estava lá já mais ou menos há 10 dias e pretendia passar as festas de fim de ano ali, ironicamente com a família, como se nada tivesse acontecido. Só que a polícia finalmente não deixou a festinha continuar, não. Foram até a casa, cercaram a casa e quando o Everaldo apercebeu-se, ainda tentou fugir novamente saltando do muro.
E depois, gente, de 15 anos de foragido, 16 no caso, não é? Em 28 de dezembro de 2009, o Everaldo Pereira dos Santos foi finalmente preso e levado para a sede da Polícia Civil, onde prestou o seu primeiro depoimento. E sabe o que ele disse quando é que ele lá chegou, gente? Que temia ser morto como arquivo, porque vocês sabem, não é? Ele sabia de muita coisa e muita coisa, não só da milícia, mas de gente poderosa, incluindo crimes que nunca foram resolvidos.
Então, segundo ele, tinha medo de ser silenciado. Mas antes de falarmos do julgamento dele, há uma coisa nesta história que não consigo deixar passar, não, ok, gente? A pessoa que esteve ao lado do Everaldo durante todos os esses anos, que com ele viveu com o nome falso, que fugiu com ele, que defendeu ele próprio depois de tudo.
Vocês vão ver como defendeu essa pessoa. É a Ana Cristina, a mãe de Eloa, a mulher que até então era vista pelo Brasil como uma mãe enlutada, que também não deixava de ser uma mãe enutada, mas uma mulher que doou os órgãos da filha, uma mulher que estava em sofrimento, uma mulher que merecia todo o carinho [ressonar] e abraço da população brasileira.
E foi isso que ela recebeu. Mas a gente não pode deixar passar que ela também tem o seu outro lado. E são estes questionamentos que vou fazer agora para vocês. Vamos lá falar agora, gente, sobre a Ana Cristina Pimentel, não é? Eu preciso começar por ser justa com esta mulher, porque a dor dela é real e ninguém pode tirar-lhe isso.
Ninguém pode tirar a dor de uma mãe que perdeu uma filha, ainda mais como ela perdeu. Ela ficou dias sem comer, sem dormir, sem conseguir respirar corretamente, esperando notícias da filha. Uma mãe que quando viu a Eloá pela janela, gritou: “Filha, vem com a mamã!” E depois, como resposta ouviu a Eloá responder: “Calma, mãe, calma.
” E essa foi a última vez que as duas falaram. E isso causa-me uma dor enorme, gente. E com ela não vai ser diferente, ainda mais tendo em conta consideração o ato nobre que ela teve de doar os órgãos da filha, salvando tantas outras vidas. Por isso, gente, ela se tornou um grande símbolo no Brasil, sim, de força e resiliência.
Sem falar que a Ana Cristina no dia a dia era uma mulher trabalhadora, conforme relatos. Ela era cozinheira de uma creche. Ela estudava à noite a tentar terminar a sua graduação. Ela frequentava uma congregação cristã. Era uma mulher simples, uma mulher humilde, uma mulher trabalhadora. E esse até então era o lado da Ana Cristina que o Brasil conhece, conhecia e que eu não Deixo de aplaudir.
Mas eu acredito, gente, como já disse mais à frente, que todos nós, seres humanos, temos dois lados, um lado mau e um lado bom. Em uns, infelizmente, o lado mau prevalece. Noutros, o lado bom, felizmente. E foi olhando para esta dualidade que eu precisava de falar, que eu preciso falar do outro lado da Ana Cristina, não para destruir a imagem dela, não, longe de mim, mas sim com a intenção, ok, de dizer a verdade, a intenção de dar voz também a uma outra pessoa que teve uma morte violenta e que não teve a mesma visibilidade que a Eloar.
Não que Eloá não merecesse que a voz dela fosse e coada, porque ela merece, mas a Marta, a ex-mulher do Everaldo, também merece. Mas preciso deixar muito claro aqui que em momento algum Estou a dizer que a Ana Cristina tem algo a ver com a morte da Marta e também o Everaldo, mesmo ele tendo todos os indícios para ele voltados.
A única intenção que tenho é dar voz a uma vítima e contar essa história completa e não só metade, como foi contada até pois, porque infelizmente a história de Aí ela se encontra com a história de outras famílias, de outras vítimas e não há gente como separar. Mas obviamente a Elo não tinha nada a ver com isso. A Eloa era também uma vítima do pai.
A Elo também nasceu perante uma mentira. E o encontro destas histórias trágicas, no mínimo, trazem uma grande reflexão paraa a nossa vida. E acima de tudo, gente, eu acredito que a história da Marta Lúcia merece ser contada, porque a Ana A Cristina está sim envolvida na história da Marta, não necessariamente no crime, como já disse, mas na história em si.
Afinal, era amante do homem casado que a família da Marta acredita que tirou-lhe a vida. Ela fugiu com um fugitivo da justiça. Ela também usou documentos falsos. Ela cometeu um crime de falsidade ideológica. Sem falar que ela tirou também um filho do convívio do pai e o pai do convívio do filho, que era o seu filho mais velho.
E a pergunta que me faço é: até onde vai o papel da Ana Cristina em toda esta história? Por que é que ela resolveu ficar do lado de um criminoso? Será que a resposta seria amor? Porque a gente sabe, não é, gente, que infelizmente as as pessoas fazem as maiores loucuras do mundo em nome desse tal amor.
Mas o que sabemos de certeza é que em 2009, um ano após a morte de Dailoá, a Ana Cristina ainda deu uma entrevista a Estué e disse coisas bastante perturbadoras. Ela falou do luto, ok? Da insónia, dos antidepressivos, da fé. Ela falou do luto de qualquer mãe que tenha passado pelo que ela passou que estava a viver.
E quando a repórter perguntou sobre o marido naquele momento que já tinha sido indiciado e era procurado pela polícia, a Ana Cristina respondeu assim: “Eu Tenho a certeza que um dia ele poderá cantar um hino da vitória, pois ele é inocente. Toda esta história contra ele é uma grande mentira.” Oh, não, gente.
Ao ouvir isto, eu não consigo não me questionar. se isso é resultado do amor que é cego ou outra coisa qualquer, porque ela sabia dos crimes dele e sabia do que ele era capaz. Mas eu vou deixar-lhe aqui o benefício da dúvida e vamos ao julgamento. Vamos falar do julgamento que aconteceu em Novembro de 2009. Mas só para vocês se situarem, esse julgamento aconteceu ainda enquanto o Everaldo estava fora agido, quando ainda não tinha sido capturado pela Polícia de Alagoas.
A justiça de Alagoas, ela não quis esperar mais e decidiu julgar o Everaldo a revelia, que é quando o réu não está presente. E, juntamente com ele, um outro miliciano também foi julgado, o ex-cabo Cícero Felizardo, o Sissão, outro membro desse mesmo gangue, que também estava foragido.
Este julgamento durou 9 horas e o resultado foi uma condenação de 33 anos e 6 meses de prisão pelo homicídio do delegado Ricardo Lessa e do seu motorista Antenor da Silva. Os crimes que ali foram cometidos em 1991, quase 20 anos depois. Além da prisão, o Everald e o Sissão, foram condenados também a pagar 800.000$ em indemnização por danos morais e materiais às famílias das vítimas.
E é aqui que eu preciso parar, porque é esse o ponto central desta história para mim, porque esta informação revolta-me de um jeito que poucos casos me revoltaram aqui nesse canal. E não me revolta porque ele foi julgado e condenado a perder a sua liberdade e pagar uma multa por algo que é justo. O que me revolta é o que provavelmente também vos vai revoltar.
e que foi mesmo esse um dos motivos pelo qual decidi trazer este caso, é que o Everaldo, foi sim julgado, se vocês perceberam, e condenado, mas só pelo que aconteceu à vida de um importante delegado, irmão, de um político importante e do seu, eh, como posso dizer, o seu motorista, porque ele estava ali ao lado, porque era uma pessoa pobre também, porque o seu antenor, recebeu justiça porque ele estava junto com uma pessoa poderosa.
Se não o tivesse feito, provavelmente ele também não receberia. E há outra coisa que é que mais me revolta nesta história. E o julgamento da Marta, porque era o principal suspeito. Esse julgamento simplesmente nunca aconteceu. Não sei. Faltaram indícios pro Ministério Público oferecer uma denúncia, mesmo com ele tendo sido a última pessoa a ver a Marta, mesmo com ela sabendo demasiado sobre ele, sobre a pensão e tudo mais.
Ou talvez porque ela era uma mulher pobre, sem poder, sem influência, que se verificou num canavial da forma mais brutal possível. A sensação que me dá, gente, é que a vida da Marta não importava para a justiça como a vida de pessoas poderosas. A vida dela era apenas mais uma. Sem falar que se o Everaldo fosse culpado realmente pela morte da Marta, se ele tivesse cometido apenas esse crime, nunca teria sido julgado e preso por nada.
Ele nunca teria pago por crime nenhum, simplesmente porque a justiça tapou os olhos para a vida desta mulher. E esse caso, até me faz lembrar muito um outro caso que contei há muito pouco tempo aqui no canal, que é o caso do Samuel Klein, o proprietário fundador das casas Bahia, onde a comunicação social e a justiça fechou os olhos para tudo o que fez durante muitos anos, que foram crimes terríveis, tanto que é considerado ostam brasileiro.
Assim, quem não assistiu a este caso, eu recomendo, vou deixar nos cartões finais. Vejam, gente, assistam e passem. Inclusive, vou deixar-vos uma atualização já deste caso, está bom? Porque o Samuel, ele nunca foi julgado simplesmente porque as suas vítimas, que foram centenas, eram crianças pobres. É isso mesmo, pessoal. E só para dar uma abrandada nesta parte, preciso já vos dizer que teve uma atualização recentemente, agora uma semana atrás desta gravação, que o filho dele, o Saul Cley, que cometeu os mesmos crimes do pai, que também até então não
tinha respondido por nada em tribunal criminal, acaba de ser indiciado pelo Ministério Público, está bem? pelos crimes que cometeu finalmente. Então, se super se interessou pelo caso do americano Epstein, também você deveria interessar-se pelo caso do Samuel Clen, porque as vítimas dele foram crianças brasileiras e nós também precisa de se indignar por elas.
Mas voltando para o Everaldo, depois de preso em 2009, cumpriu a pena em regime fechado até que em 2014. Pois, é isso mesmo que vocês ouviram 2014, só 5 anos depois, após apresentar bom comportamento, não é, ele passou para o regime semiaberto e isso chega a ser uma piada para mim. E adivinheem, após tudo isto, a Ana Cristina esperou-o e continuou com ele.
Então, perante isto, eu vou deixar para vocês tirarem as vossas próprias conclusões, porque eu sinceramente já não tenho nada a dizer sobre isso. Às vezes, inclusive, calar-se é a melhor resposta. Entretanto, a Marta continua a não tendo justiça. Já que estamos a falar de julgamento, preciso de responder a uma questão que com certeza todos devem estar a fazer.
Se a Ana Cristina respondeu por algum processo, afinal ela utilizou uma identidade falsa durante anos, sem falar que também colocou nomes falsos nos seus próprios filhos, não é? E o que se sabe, gente, é que o Ministério Público de Alagoas chegou a ponderar indiciá-la por clicidade na fuga do Everaldo e também por falsidade ideológica.
Porém, o processo nunca avançou. Assim, a Ana Cristina nunca foi formalmente indiciada, nunca foi a julgamento e nunca foi condenada, obviamente, por nenhum crime. Mas a história não termina por aqui ainda, não. Está bom, gente? Porque em 2025 a querida Netflix lançou um documentário sobre o caso Eloa. O O Everaldo, gente, foi convidado para participar neste documentário e ele aceitou.
E o que ele disse nesse documentário e sobre esse documentário, preciso de falar algumas coisas para vocês. O nome do documentário da Netflix é Caso Eloa, refém em direto. Ele tá disponível na Netflix para quem quiser assistir. No documentário, o Everaldo que participou, não é? Ah, isso é indigesto para mim. Ele recordou como era a relação dele com Lindenberg no período em que o rapaz namorava a Eloá e disse que gostava do Lindenberg e tudo o mais.
Até que viu que o Lindenberg não era uma boa pessoa para a filha dele. Quem é ele para falar isso de alguém, não é? Enfim. E tem mais um pormenor que eu preciso realmente referir aqui no livro Tremembé do jornalista Uliss Scandber, o meu conterrâneo ilustríssimo que inspirou incluindo a série da Prime Vídeo O Ulisses revela que o Lindenberg até hoje tem medo do Everaldo.
Nas saidinhas da cadeia ele muda de aparência, ele torna-se disfarça para parecer diferente porque tem medo do Everaldo e devia ter mesmo, não é? E o último ponto que me indigna nesta história é saber que o maior stream do mundo deu espaço a um assassino cruel de várias pessoas. Deu espaço para ele falar. Para mim não importa se era o pai da Eloa.
Existiam outras pessoas que podiam falar sobre a Eloa. No meu ponto de vista, isto foi uma afronta às famílias das vítimas do Everaldo. A Eloa, ela merecia sim um documentário. Ela merecia sim que a voz dela fosse e que ela não fosse esquecida. até para ajudar outras raparigas que passam pela mesma coisa que ela, nas mãos de namorados dous, possessivos, perigosos, potenciais feminicidas, ok? Mas a Marta também merecia ter a sua voz equada, também merecia justiça.
Quem não merecia o que aqui era o Everaldo. Ele não merecia o microfone. Ele não merecia esta visibilidade que a Netflix lhe deu. E é isto, gente. Eu fico por aqui completamente indignada. Eu acho que podem sentir a minha indignação com este caso, principalmente com o que fizeram com a Marta e também com os outras vítimas.
Mas a minha missão de passar essas informações, sinto como se tivesse sido cumprida. Eu queria que vocês conhecessem e quero que vocês partilhem este vídeo. É a segunda vez que peço para vídeo ser partilhado aqui no canal. A primeira vez foi dançar Clay e a segunda vez agora. Porque esta história merece ser conhecida pelo Brasil inteiro.
Esse outro lado da história merece ser conhecido. E que a Marta saiba que hoje mais pessoas conhecem a sua história. E se vocês puderem, enviem realmente esse vídeo para todos os amigos e familiares que vos acham que vão ter interesse em conhecer esta história de injustiça. E para finalizar, preciso de fazer um questionamento muito importante para vocês.
Primeiro, uma afirmação, está bem? Segundo a lei do retorno, tudo na vida volta, certo? Então diz-me lá uma coisa, contigo, na tua cabecinha, isso te assusta ou conforta-te? É isto, gente. Eu fico por aqui. Cuidem-se. Esse foi o facto sinistro de hoje. Recebam um grande beijo e até ao próximo facto sinistro. Yeah.