Eram ESTRELAS da Globo… Hoje Vivem Assim (o Nº 1 Vai te Chocar)
Pararam o Brasil, foram capa de revista, estamparam outdoors, protagonizaram telenovelas que o país inteiro assistia à mesma hora, sentado em frente da televisão. Eram os rostos mais desejados de uma época. E depois, de um dia para o outro, desapareceram. Mas para onde foram estas mulheres que um dia foram o centro de tudo? A resposta é mais surpreendente do que imagina, porque nenhuma delas desapareceu por acaso e nenhuma desapareceu por ter sido esquecida.
Cada uma, à sua maneira, fez uma escolha. Uma decidiu cuidar da sua própria saúde antes de qualquer aplauso. Outra trocou o Brasil por uma fazenda do outro lado do oceano. Há aquela que largou o estúdio para fotografar animais selvagens em África e a que abdicou das personagens para ouvir gente de verdade dentro de um consultório. O que vai ver hoje é o que acontece quando uma estrela decide descer do palco por vontade própria.
São seis histórias, seis caminhos completamente diferentes e cada uma delas transporta uma lição sobre o que realmente importa quando as luzes se apagam. E pode ficar tranquilo, a última desta lista é talvez o caso mais impressionante de abandono da fama da história da televisão brasileira. Então fica comigo até ao final, porque esta lista vai fazer-te olhar para a fama de um [pigarreia] maneira que você nunca olhou. Bea Seidelo.
Se fechar os olhos e recordar a elegante e sensata Vera de Alma Gémea, aquela irmã conselheira do Rafael está a lembrar-se de Bia Sidol. E se a sua memória for um pouco mais antiga, talvez venha à cabeça a invejosa Gláuscia de Agata Comeu, um dos papéis que a consagraram. Por mais de três décadas, a Bia foi sinónimo de mulheres fortes, sofisticadas e cheias de classe na dramaturgia brasileira.
A A carreira dela é de fazer inveja. Começou no início dos anos 80, [a música] descoberta por Silvio de Abreu em Jogo da Vida e passou por êxitos como Dona Beija, Mandala, Vamp, Memorial de Maria Moura e a primeira versão de Vale Tudo. Considerada uma das mulheres mais bonitas e elegantes da televisão, ela parecia destinada a nunca sair de cena.
Mas a partir de 2017, depois de viver uma vilã na novela bíblica Apocalipse, no Record, Bia simplesmente saiu dos holofotes. E o que pouca gente sabe é o que ela fez neste tempo de silêncio. Em vez de estar à espera que o telefone toque, foi para trás dos microfones, mergulhou de cabeça na dobragem e passou a dar aulas de preparação para atores principiantes, formando uma nova geração longe de qualquer câmara.
Antes disso, chegou mesmo a tentar a sua sorte em Portugal, integrando o elenco de uma novela da TVI. A história dela, porém, ganhou um capítulo novo e inesperado. Em 2026, depois de anos afastada da TV aberta, Bia [música] Seid voltou ao grupo Globo para viver uma vilã manipuladora numa novela vertical do Globo Play, aquelas produções feitas para assistir no ecrã do telemóvel.
Aos 64 anos, mostra que descer do palco nem sempre é o ponto final de uma história. Às vezes é apenas um respiro mais longo antes do próximo ato. Bruna Lombarde. Houve um tempo em que Bruna Lombarde era considerada uma das mulheres mais bonitas que já passaram pela televisão brasileira. Musa das novelas dos anos 70, 80 [música] e 90.
Estreou-se ainda jovem e logo virou um daqueles rostos que vendiam revistas só de aparecerem na capa. Passou por tramas como Louco Amor, Roda de Fogo, de corpo e alma e o fim do mundo. Tinha tudo para seguir colecionando protagonistas até aos dias de hoje. Só que a Bruna queria uma vida diferente. Aos poucos, ela foi trocando a agitação dos estúdios por uma mesa, um caderno e o espécie de silêncio que só a escrita pede.
A sua última novela, de longa duração, ficou lá nos anos 80 e desde então Bruna reinventou-se por completo. tornou-se poeta, escritora, argumentista e palestrante. Já são mais de 10 livros publicados entre poesia, crónicas e reflexões sobre o amor, a espiritualidade e a a vida. Um dos mais recentes reúne dezenas de crónicas sobre relações, desejo e natureza.
Ela também criou e escreveu uma série dramática para o streaming, mostrando que nunca abandonou verdadeiramente a arte de contar histórias, apenas mudou o formato. Casada há mais de quatro décadas com o ator e encenador Carlos Alberto Richelli, com quem tem um filho, construiu uma vida mais reservada e cheia de propósito.
divide o tempo entre os livros, as palestras sobre autoestima e bem-estar, uma forte presença nas redes sociais e o ativismo pela causa animal, uma das suas maiores bandeiras. Bruna não saiu da TV porque o público a esqueceu. Pelo contrário, ela costuma dizer que se emociona ao ver que as as pessoas ainda se lembram dela depois de tantos anos.
Ela saiu porque encontrou uma forma de falar com o mundo que combinava mais com a sua alma. Poucas palavras, muito sentido. Maria Zilda. Nos anos 70 e 80, Maria Zilda Betlein era uma das grandes musas da Rede Globo. Dona de uma beleza marcante e de um talento que transitava com facilidade entre o drama e a comédia, [a música] ela esteve em alguns dos maiores êxitos da época, como a vereda tropical, a Guerra dos Sexos e Bebé a Bordo.
E não brilhou só na telinha. No cinema, levou para casa o prémio de melhor atriz num festival internacional, logo no seu primeiro longametragem. e ainda recolheu outros troféus em festivais brasileiros importantes ao longo da carreira. Mãe de dois filhos, seguiu firme na profissão há mais de cinco décadas, mas a relação com a estação que a consagrou foi arrefecendo com o tempo.
A sua última grande novela foi ETA Mundo Bom, em 2016 e depois disso veio um afastamento que ela nunca escondeu, [música] marcado por um corte com a Globo. Nos anos seguintes, fez participações em séries de streaming e lançou um livro de memórias recheado de histórias e revelações sobre a própria trajetória. Com a sinceridade que sempre marcou a a sua personalidade, Maria Zilda chegou a utilizar as redes sociais, onde é bastante ativa para dizer com bom humor que continua firme, em plena forma e querendo trabalhar. Foi um daqueles
momentos que viralizam uma veterana respeitada, [música] sem papas na língua, lembrando ao público e ao mercado que ainda tem muito para oferecer. Hoje, na casa dos 70 anos, ela leva uma vida bem mais discreta do que a estrela que o Brasil conheceu nas tardes e noites de novela. Mas se existe uma coisa que a Maria Zilda nunca perdeu, é exatamente isso, a enorme vontade de estar em cena.
[música] Antes de nós chegar ao nosso top três e olhem, os próximos três casos são de cair o queixo, deixa-me pedir-te uma coisinha bastante rápida. Se está a gostar até aqui, dá aquele like no vídeo e se subscreve o canal. Sabe por isso importa tanto? Porque a maioria das pessoas que assiste pela televisão acaba por não se inscrevendo, achando que é complicado, mas não é.
É só um toque no ecrã, demora 2 segundos, não custa nada e ajuda imenso o nosso trabalho a chegar a mais pessoas que adora estas histórias tanto quanto a gente. Já fez? Então segura lá porque agora o nível sobe mesmo. Cristina Mullins. Para o público dos anos 80, Cristina Mullins foi a doce protagonista da primeira versão de paraíso e um rosto inesquecível de telenovelas como Vereda Tropical.
Com aquele jeito sereno e elegante, tudo levava a crer que ela passaria a vida inteiro dentro dos estúdios. Mas Cristina sentia lá no fundo que faltava alguma coisa e essa coisa não tinha nada a ver com a fama. Então, ela fez algo raro para alguém em plena carreira. Por volta dos 40 anos, voltou a estudar, não por obrigação, mas por paixão.
Formou-se em biologia, depois ainda foi mais longe e estudou veterinária. Fez pesquisa numa das instituições científicas mais respeitadas do país. Estagiou a cuidar de peixe-boi no Nordeste e durante anos viajou para África para fotografar animais selvagens no seu habitate natural. Imaginem a cena, a mesma mulher que o Brasil via na novela das 8.
Agora de câmara na mão, no meio de uma reserva, registando a vida selvagem em silêncio. Hoje, na casa dos 60 anos, Cristina vive de forma tranquila na zona sul do Rio de Janeiro, junto ao marido, o ator Otávio Augusto, com quem está há quase quatro décadas, numa parceria que ela diz ter nascido primeiro da amizade.
As suas aparições na televisão tornaram-se raras, quase sempre em repetições de novelas antigas que reapresentam a artista que ela foi. Mas a verdade é que Cristina descobriu cedo aquilo que muita gente leva a vida toda a entender. A sua maior paixão não cabia num guião, cabia na natureza. Lídia Brondi. Esta é talvez uma das despedidas mais comentadas e enigmáticas da história da a nossa televisão.
Lídia Brondi foi a Solange de Valeudo. Brilhou em Roque Santeiro, encantou como a Verinha de Dancing Days. Passou por baila comigo e por tantos outros sucessos. Era, sem exagero, uma das atrizes mais bem-sucedidas e queridas da sua geração, daquelas que o público adotava como se fossem da família. E depois, no início dos anos 90, no auge absoluto da carreira, ela parou e parou para sempre.
O motivo foi de saúde. A Lídia passou a enfrentar crises de síndrome de pânico e tomou uma decisão de uma coragem enorme. Cuidar de si antes de qualquer carreira, antes de qualquer aplauso, antes de qualquer cachet. encerrou tudo ainda jovem, com pouco mais de 30 anos, deixando para trás uma carreira que muita gente faria tudo para o ter.
Mas o mais bonito desta história é o que ela construiu depois do ponto final. Lídia voltou aos estudos e formou-se em psicologia. abriu o seu próprio consultório em São Paulo, onde atende até aos dias de hoje. Olha que troca simbólica. Ela deixou de viver personagens da ficção para ouvir pessoas reais de carne e osso, sentadas à sua frente, cada uma com as suas dores e as suas histórias.
trocou o guião pela escuta. Casada há mais de 30 anos com o ator Cássio Gabus Mendes, ela leva uma vida quase invisível para a imprensa, aparecendo muito poucas vezes, em geral, acompanhando o marido em algum evento. Cada aparição torna-se notícia, precisamente porque é tão rara. Lídia Bronde não foi esquecida pelo público e nem o público a esqueceu.
Ela simplesmente escolheu o silêncio e fez deste silêncio uma nova e bela profissão, Ana Paula Arósio. E chegamos ao caso mais impressionante de todos. Se existe um nome que se tornou sinónimo de largar tudo no auge, este nome [música] é Ana Paula Arózio. Ela começou ainda menina como modelo, [a música] tornou-se um dos rostos mais reconhecidos da moda brasileira e quando partiu para a atuação foi um fenómeno imediato.
Foi a Juliana de Terra Nostra, foi a Hilda Furacão, foi a garota-propaganda que aparecia em todo o intervalo comercial, arrecadou prémios de melhor atriz e estava no ponto mais alto que uma artista pode chegar. Fama, dinheiro, reconhecimento da crítica e o carinho do público tinha tudo. E foi exatamente aí que ela fez o impensável.
Por volta de 2010 e 2011, Ana Paula desistiu de protagonizar uma novela das 8. rescindiu o contrato com a Globo e simplesmente saiu. [música] Mas atenção, não saiu para outra estação. Não saiu por uma melhor proposta. Ela saiu da vida pública inteira, desapareceu dos holofotes de uma forma que quase ninguém na história da televisão brasileira teve a coragem de fazer.
Em [música] 2015, ela e o marido, o arquiteto Henrique Pinheiro, foram vivem em Swind, uma cidade com cerca de 200.000 habitantes no interior da Inglaterra. E ali, [música] longe de qualquer câmara, de qualquer coluna social, de qualquer tapete vermelho, o casal toca uma produção rural. Isso mesmo. A antiga musa das novelas tornou-se literalmente produtora do campo, cuidando da terra e da natureza numa rotina que não tem absolutamente nada a ver com a vida que ela levava no Brasil.
Dizem mesmo que o casamento dos dois aconteceu num sítio no interior de São Paulo, com os noivos a chegarem montados a cavalo. São raríssimas as vezes em que Ana Paula reaparece. Uma campanha publicitária aqui, uma participação pontual ali e cada vez o Brasil inteiro para para comentar. Tamanha a saudade que o público ainda sente, porque Ana Paula Arósio representa algo que quase ninguém tem coragem de fazer.
Virar as costas à fama no melhor momento possível, sem dever satisfação a ninguém, sem alarido, sem drama. Ela não desapareceu por falta de espaço ou de convites. Ela desapareceu porque para ela a paz de uma vida simples no campo valia mais do que todos os holofotes do mundo. E talvez seja por isto que mais de uma década depois a gente ainda fale dela com tanto encanto.
No final de contas, estas seis mulheres provam a mesma coisa, cada uma do seu jeito. O brilho da televisão é passageiro, mas a vida que nós escolhe construir é o que realmente fica. Uma foi para o campo do outro lado do mundo. Outra mergulhou nos livros e na poesia. [música] Uma tornou-se cientista e fotógrafa da natureza.
Outra abriu um consultório para cuidar de pessoas. Todas, à sua maneira encontraram um lugar de pais que o estrelato não conseguia dar. E é por isso que histórias destas mexem tanto connosco. Elas mostram que O verdadeiro sucesso talvez não seja aparecer no ecrã, e sim ter coragem de viver a vida que lhe faz sentido. Agora quero muito saber a sua opinião.
Se estivesse no lugar delas, [música] no auge da fama, com tudo o que sonhou nas mãos, teria coragem de largar tudo por uma vida mais simples e tranquila? Ou ficaria com o glamurlofotes? Escreve aqui nos comentários e aproveita para contar de que cidade está assistindo a este vídeo. Eu adoro saber de onde são e ler cada comentário de vocês.
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