Escândalo e emoção em direto: Celso Portiolli chora compulsivamente após confissão de Nikolas Ferreira, mas o que chocou o Brasil aconteceu a seguir. Uma mulher do público interrompeu a emissão com uma acusação gravíssima! A resposta implacável do apresentador e o desfecho surreal deixaram o país inteiro sem palavras.
Celso Portiolli CHORA ao vivo com RESPOSTA de Nikolas Ferreira e surpreende todo Brasil
Celso Portioli não conseguiu segurar as lágrimas ao vivo. Uma única resposta de Nicolas Ferreira foi suficiente para quebrar o apresentador mais experiente da televisão brasileira. Mas o que ninguém esperava aconteceu logo a seguir. Uma mulher na plateia levantou-se, apontou para o palco e disse algo tão pesado que todo o programa parou.
O estúdio ficou em silêncio. As câmaras não sabiam para onde olhar. E o que veio depois disso ninguém se vai esquecer. Celso Portioli chegou cedo, como de costume. Há décadas à frente do Domingo Legal. Conhecia cada detalhe daquele palco, como conhecia as linhas da sua própria mão. Sabia onde pisava, sabia o que o público esperava, sabia quando rir, quando pausar, quando deixar o silêncio falar.
Mas naquele domingo havia algo de diferente no ar, uma espécie de tensão suave, quase imperceptível, que os mais experientes da equipa conseguiam sentir, mas não conseguiam nomear. O convidado principal tinha sido anunciado durante a semana com uma certa descrição. Não era um cantor famoso, não era um ator de novela, não era uma celebridade vinda de algum reality show, era um deputado federal, jovem com menos de 30 anos, mas com uma presença que já tinha cruzado as fronteiras do universo político e alcançado a cultura popular de uma forma
que poucos parlamentares conseguiram na história recente do país. Nicolas Ferreira. O nome circulava pelas redes sociais há dias e os fãs do programa já debatiam nos comentários. O que um deputado vai fazer no domingo legal? A resposta ninguém ainda sabia, nem mesmo Celso. Além de Nicolas, o programa receberia também um grupo de líderes religiosos, pastores e padres de diferentes denominações, convidados para uma conversa sobre a fé, a família e os valores que, segundo a produção, estavam no coração do povo brasileiro. Era um
formato diferente, mais intimista, mais próximo de um chat do que do espetáculo habitual de auditório. A plateia, formada por pessoas comuns selecionadas pela produção, aguardava nas cadeiras com aquela mistura característica de curiosidade e euforia de quem sabe que está prestes a assistir algo ao vivo.
Quando Celso Portioli pisou o palco para os cumprimentos iniciais, a plateia explodiu. Era o célso de sempre, o sorriso aberto, os braços estendidos, a voz que abraça mesmo antes das palavras chegarem. Ele agradeceu a presença de todos, brincou com a câmara, fez uma piada com o diretor de cena e com aquele rara naturalidade que só vem de décadas de estrada, apresentou os convidados.
Nicolas Ferreira entrou em palco com passos tranquilos. Vestia uma roupa simples, sem exageros. Um sorriso discreta no rosto, o público reagiu com entusiasmo e ele acenou com a mão como quem cumprimenta os amigos, não os fãs. Havia nele uma leveza que surpreendeu até quem já o conhecia pelos discursos inflamados no plenário da Câmara.
Ali, naquele palco, ele parecia mais pequeno e maior ao mesmo tempo. Menor porque estava sem palanque, sem microfone de tribuna, sem o peso formal da política. maior, porque sem nenhum destes recursos, ele ainda preenchia o espaço com uma presença difícil de ignorar. Os líderes religiosos foram apresentados em seguida, cada um com a sua história, cada um com a sua denominação, mas todos com um fio comum que os unia.
A fé como caminho, o amor como resposta. Os primeiros blocos do programa foram exatamente o que a plateia esperava. Houve risos. Celsoon, no seu elemento natural, conduziu brincadeiras ligeiras, fez perguntas bem moradas, transformou o palco numa sala de estar onde todos pareciam à vontade. Nicolas surpreendeu ao entrar nas brincadeiras com o desprendimento, rindo de si próprio, respondendo com wit e inteligência, sem perder a naturalidade.
A plateia gargalhou mais de uma vez. Os líderes religiosos também participaram e a ambiente era de festa, de leveza, de um domingo que fazia jus ao seu nome. Mas havia algo que o olhar atento conseguia perceber. Entre uma gargalhada e outra, havia momentos em que Nicolas pausava apenas por frações de segundo.
Momentos em que olhava para algum ponto para além das câmaras, como se estivesse a ouvir alguma coisa que mais ninguém conseguia escutar. Cécio, experiente como era, reparou, não disse nada, apenas conduziu o programa com aquela sensibilidade de quem sabe que a história ainda não começou de verdade.
E depois, depois do intervalo comercial, quando as câmaras voltaram e o palco acalmou numa pausa natural entre um bloco e outro, Nicolas Ferreira pediu a palavra. Não pediu de forma brusca, não interrompeu ninguém. Foi um pedido suave, quase um sussurro, do tipo que faz com que todo o ambiente mude de temperatura sem que ninguém consiga explicar porquê.
Celso assentiu com a cabeça e o público, como se sentisse que algo estava prestes a acontecer, se calou-se quase que instantaneamente. Nicolas olhou para as câmaras, depois olhou para o Celso e depois começou a falar. As primeiras palavras foram simples. Disse que tinha um desabafo a fazer. disse que havia coisas que ele carregava dentro do peito há muito e que aquele lugar, aquele programa, aquela tarde de domingo com aquelas pessoas parecia o lugar certo para dizê-las.
O silêncio na plateia era absoluto. Nicolas começou por falar sobre o Brasil, mas não o Brasil dos discursos, não o Brasil dos números e das ordens de trabalhos e das votações. Ele falou de um Brasil que ele via nos olhos das pessoas quando viajava pelo interior do país. Um Brasil que acorda cedo, que transporta o filho ao colo até à escola, que faz fila no centro de saúde e ainda assim sorri.
Um Brasil que, segundo ele, tinha fome, não de comida necessariamente, embora isso também fosse urgente, mas com fome de amor, com fome de alguém que olhasse nos olhos e dissesse: “Importa o que sente, importa. O seu filho importa.” E disse, com uma voz que não subia nem descia de tom, mas que cortava o ar como algo preciso e firme.
O Brasil não precisa apenas de políticas. O Brasil precisa de amor. E o amor começa dentro de cada um de nós. Começa quando nos ajoelha-se e pede ajuda para algo maior do que a gente mesmo. A câmara percorreu a plateia. Havia pessoas com os olhos marejados. Havia um senhor na terceira fileira que lhe cobria o rosto com a mão.
Havia uma jovem que segurava o braço da amiga do lado como se precisasse de equilíbrio. E Celso Portioli, sentado ali a menos de 2 m de distância, começou a piscar mais rapidamente do que o normal. O estúdio tinha mudado de atmosfera de forma tão silenciosa e tão completa que até os técnicos nos bastidores tinham parado o que estavam a fazer.
Havia ali algo a acontecer que ultrapassava o itinerário, que ultrapassava o formato, que ultrapassava qualquer coisa que a produção tinha planeado para aquela tarde de domingo. Os monitores mostravam os rostos da plateia e o realizador de televisão, experiente em captar o momento certo, sabia que estava perante algo que não se ensaia e não se repete.
Nicolas Ferreira respirou fundo. Era um pequeno gesto, quase impercetível, mas as câmaras estavam suficientemente próximas para capturar. Ele entrelaçou os dedos, colocou as mãos sobre os joelhos e olhou para um ponto que não era nem para o Celso, nem para a Platéria, nem para as câmaras. Era um olhar voltado para dentro. O tipo de olhar que precede uma confissão verdadeira.
Eu vou dizer uma coisa que poucas pessoas sabem de mim. Ele começou e a voz saiu com uma calma que contrastava com o peso do que estava prestes a ser dito. Eu não tive uma infância fácil. Muita gente vê o deputado, vê o palanque, vê o microfone e pensa que sempre foi assim, que eu sempre tive segurança, que eu sempre soube quem eu era para onde ia.
Mas não foi assim. Ele fez uma pausa. Não era uma pausa calculada, não era uma pausa de apresentador que domina o silêncio para criar efeito. Era uma pausa de quem está a organizar dentro do peito algo que doeu durante muito tempo antes de virar história. Houve um período da minha vida em que me sentia muito sozinho.
Ele continuou. Não vou entrar em todos os detalhes, porque esses detalhes pertencem à minha história íntima e eu respeito isso. Mas posso dizer que houve momentos em que eu, ainda criança, olhava para o teto à noite e olhava-me perguntava se havia alguém do outro lado, se havia alguém que me ouvia, se havia algum propósito em tudo isto ou se a a vida era apenas uma sequência de dias difíceis sem explicação.
A plia estava completamente imóvel. Ninguém tocia, ninguém mexia no telemóvel. Era o tipo de silêncio que só acontece quando um verdade real entra no ambiente. E então, numa noite específica, disse, e aqui a voz ganhou uma textura diferente, mais suave e mais firme ao mesmo tempo, como se as palavras estivessem a ser escolhidas com muito cuidado.
Eu estava deitado, sozinho e comecei a chorar sem motivo específico ou talvez com todos os motivos ao mesmo tempo. E no meio daquele choro, fiz uma coisa que eu nunca o tinha feito com tanta sinceridade antes. Eu orei. Não foi uma oração bonita, não foram palavras elaboradas. Foi uma criança a falar com o escuro do quarto e dizendo: “Se o Senhor existir, preciso de saber, porque não consigo mais sozinho.” Nicolas parou de novo.
Desta vez por mais tempo. “E algo aconteceu?” Disse baixinho. Não foi um trovão, não foi uma voz a sair do teto. Foi algo muito mais simples e muito mais profundo do que isso. Foi uma paz, uma paz que nunca tinha sentido antes e que não tinha explicação racional nenhuma, porque as circunstâncias à minha volta não haviam mudado, mas eu tinha mudado.
Algo dentro de mim tinha mudado. E eu soube naquele momento, com uma certeza que uma criança não deveria ter capacidade para processar racionalmente, que não estava sozinho, que nunca tinha estado. Foi nesse momento que Célsio Portioli desviou o olhar pela primeira vez. Quem estava a assistir ao programa ao vivo percebeu. A câmara captou.
O apresentador que tinha passado décadas entrevistando os maiores nomes do Brasil, que tinha conduzido programas em momentos históricos, que tinha ido e tinha emocionado o país, inúmeras vezes, estava com os olhos a brilhar de um forma que ele claramente estava a tentar controlar. Apertou os lábios, respirou pelo nariz, olhou para cima por uma fração de segundo, aquele gesto instintivo que as pessoas fazem quando tentam impedir que as lágrimas desçam.
Mas não adiantou. Uma lágrima desceu pelo rosto de Celso Portiol em direto na frente de milhões de brasileiros e ele nem tentou esconder. Colocou a mão no rosto por um segundo, depois baixou devagar e quando a câmara voltou para ele, havia algo de diferente no seu rosto. Havia uma abertura, uma vulnerabilidade que não era a fraqueza, era exactamente o oposto disso.
Era a coragem de um homem que decide naquele instante ser verdadeiro. “Dá-me um segundo”, ele disse. E a voz saiu ligeiramente diferente, um pouco mais rouca, um pouco mais humana do que o celso apresentador de sempre, porque acabaste de me levar para um lugar que não esperava ir hoje. A plateia reagiu com um murmúrio suave, o tipo de somo que não é aplauso nem choro, mas é alguma coisa entre os dois, alguma coisa que não tem nome, mas que toda a gente reconhece quando sente.
Celso recompôs-se por um instante, não para construir uma barreira, mas para conseguir falar. E depois olhou para Nicolas e disse: “Sabes porque é que isso bateu-me assim? Porque eu também fui essa criança. Eu também tive noites assim. Noites em que o tecto era tudo o que tinha para olhar e perguntava-me onde iria parar.
A minha infância não foi simples. Muita gente não sabe disto. Porque quando se está aqui à frente das câmaras a sorrir, parece que sempre foi assim. Mas não foi. E quando você falou que aquela paz chegou sem explicação, sabia exatamente do que estavas a falar, porque eu vivi isso. Eu vivi exatamente isso. Agora era Nicolas quem ouvia com total atenção e havia no rosto do jovem deputado uma expressão que poucas câmaras conseguem captar bem, porque é uma expressão demasiado subtil, demasiado delicada.
era a expressão de quem reconhece alguém, não como famoso, não como apresentador, não como figura pública, como alguém que passou pelo mesmo corredor escuro e chegou ao outro lado. “Deus foi maravilhoso na minha vida”, Célcio continuou. E agora as lágrimas desciam sem qualquer esforço de contenção. E ele deixou, simplesmente deixou.
Para eu chegar até aqui, foi preciso muita coisa que não consigo explicar só por esforço humano. Houve momentos em que a conta não fechava de todo se você contasse apenas os recursos que eu tinha. E fechou, fechou sempre. E eu sei de onde veio isto. Os líderes religiosos presentes no palco estavam em silêncio. Um deles, um pastor de meia-idade, que tinha sido apresentado no início do programa, com um sorriso rasgado e um humor acutilante, estava com as mãos unidas e os olhos fechados.
Um padre ao seu lado segurava um lenço discretamente. A câmara percorreu novamente a plateia e o realizador de televisão, por trás dos monitores, tomou uma decisão silenciosa que só os grandes realizadores sabem tomar. não cortou para o intervalo, deixou o momento respirar. Deixou que o tempo fizesse o que o tempo faz quando a televisão tem a sabedoria de sair do caminho.
Foi então que Nicolas, com os olhos também marejados agora, retomou a palavra com aquela calma que tinha marcado toda a a sua fala. Quero falar sobre algo que sei que é delicado”, disse ele, “mas conseguiria estar aqui a falar de fé, falando de amor ao próximo, falando de Brasil, sem falar de um homem que eu conheço e que respeito profundamente.
Um homem que, independentemente de tudo o que está a acontecer, eu sei que é um homem de fé, um homem que teme a Deus. Estou falando do presidente Bolsonaro. O estúdio mudou novamente de temperatura, não de forma hostil, mas de forma perceptível. Era um nome que dividia opiniões, que carregava peso, que não poderia ser mencionado naquele contexto sem provocar alguma reação.
“Ele está preso, Nicolas disse, simplesmente sem drama excessivo, mas também sem desviar o olhar. E eu vou dizer o que penso, porque é o que eu vim aqui fazer, dizer aquilo que penso com respeito e com verdade. Eu acredito que o Bolsonaro é um homem bom, um homem que ama o Brasil, um homem que tem defeitos como todos nós temos, mas que no fundo do coração tem fé e tem amor por este país.
E eu Acredito, com toda a fé que tenho, que em breve estará livre nos braços do verdadeiro povo brasileiro, que nunca o abandonou. A plateia reagiu de forma dividida. Houve aplausos em alguns setores, havia silêncio noutros, havia o tipo de tensão que acontece quando um verdadeiro assunto entra numa sala onde as pessoas têm opiniões verdadeiras e opostas.
E foi exatamente nesse momento, quando a tensão estava no ponto mais alto, que aconteceu algo que ninguém havia previsto. Uma mulher levantou-se. Estava sentada na quinta fila do lado esquerdo do auditório. Era uma mulher de meia idade, cabelo curto, expressão firme. Ela levantou-se devagar, como quem tomou uma decisão depois de segurar uma coisa por tempo demais.
E quando as câmaras a encontraram, ela já estava de pé com a postura de quem não se vai sentar antes de dizer o que veio dizer. Com todo o respeito, ela começou e a voz era firme, sem agressividade, mas também sem recuo. Eu estou aqui desde o início deste programa e preciso dizer o que estou sentindo. Isto aqui parece armado, parece um espetáculo de circo.
Parece que estão a usar a fé, a usar Deus, usando a emoção para fazer política. E eu acho que o povo brasileiro merece mais respeito do que isso. O silêncio que se seguiu durou menos de 3 segundos, mas estes 3 segundos foram o tipo de silêncio que pára o tempo. E então, Celso Portioli levantou-se da cadeira. Celso Portioli levantou-se da cadeira com uma calma, que era ela própria declaração.
Não havia pressa no movimento, não havia raiva, não havia o gesto brusco de quem perdeu o controlo ou de quem foi apanhado de surpresa. Era a calma de um homem que passou décadas aprendendo que os momentos mais importantes da vida não pedem volume, pedem presença. E naquele instante, Celso estava mais presente do que tinha estado em qualquer outro momento da tarde.
Ele ficou de pé, ajeitou o microfone na mão com aquele gesto familiar de quem conhece o próprio instrumento de trabalho, como um músico conhece o seu instrumento. E depois olhou diretamente para a mulher que ainda estava de pé na quinta fila, com a expressão firme e os olhos que não se desviavam. A câmara captou os dois ao mesmo tempo.
De um lado a mulher, do outro o apresentador e entre eles o tipo de tensão que a televisão brasileira raramente experimenta ao vivo. Porque a A televisão brasileira raramente tem coragem de deixar um momento real acontecer sem cortar, sem editar, sem suavizar. Ninguém cortou. Ninguém suavizou.
Minha senhora! O Cécio começou e a voz saiu no tom exato em que precisava sair. Respeitosa, clara, sem agressividade, mas absolutamente firme. Eu ouvi o que a senhora disse e eu Respeito o direito da senhora a pensar aquilo que pensa. Isso é algo que defendo de verdade, não é discurso. Cada pessoa aqui tem o direito de ter a sua opinião e agradeço a presença da senhora nesse programa. Ele fez uma pausa.
A plateia estava contida, segurando o ar. “Mas eu preciso dizer uma coisa”, continuou. E aqui a voz ganhou uma firmeza que não era agressão, era simplesmente verdade sendo dita com clareza. Este programa é meu. Este palco foi construído ao longo de muitos anos com muito trabalho, com muito suor e com muita fé também.
E neste palco, desde sempre, Deus é bem-vindo. A fé é bem-vinda. A emoção verdadeira é bem-vinda. Não porque seja política, não porque seja espetáculo, mas porque é vida, porque é o que o povo brasileiro é feito. Ele deu um passo em direção à plateia, não ameaçador, mas suficientemente próximo para que as palavras chegassem sem mediação.
Agora, se a senhora está incomodada com o que está aqui a ver hoje, eu respeito isso genuinamente, mas a saída é logo ali. E estendeu o braço com elegância, apontando discretamente para o corredor lateral do auditório. A plateia explodiu. Não foi uma explosão de crueldade. Não foi o tipo de reação que humilha ou que afunda alguém.
Foi a reação de uma plateia que tinha estado contida por um tempo demasiado longo, que tinha sentido a tensão a subir, que tinha sustido o fôlego durante aqueles 3 segundos de silêncio depois do discurso da mulher e que agora, com a resposta precisa do Celso, libertou tudo aquilo numa onda de aplausos que sacudiu as cadeiras do auditório.
Havia pessoas de pé, havia palmas que não paravam, havia gritos de aprovação que se misturavam uns com os outros até se tornarem uma coisa só. um som único e coletivo que preenchia cada centímetro daquele estúdio. A mulher olhou para Célsio por um momento, depois olhou para o público em redor e depois, com uma dignidade que poucos conseguiriam manter naquela situação, ela sentiu-a levemente com a cabeça, pegou na sua bolsa e caminhou em direção à saída com passos tranquilos.
Não havia derrota no movimento, era a saída de alguém que disse o que veio dizer e manteve a sua própria integridade até ao fim. E o Celso, assim que ela se virou-se, murmurou para o microfone, mais para si próprio do que para as câmaras, mas as câmaras pegaram-se a si mesmo. A coragem também tem a ver com isso, com dizer o que pensa, mesmo quando é difícil.
Era o tipo de frase que Celso dizia sem se aperceber que estava a dizer algo que as pessoas iam repetir por muito tempo. Nicolas Ferreira observou tudo em silêncio. Havia no seu rosto uma expressão que era difícil de categorizar. Não era satisfação, não era desconforto, era algo mais parecido com o respeito. Respeito pelo apresentador que tinha defendido o espaço com firmeza e respeito pela mulher que tinha dito o que pensava com coragem.
Ele sabia, talvez mais do que ninguém naquele palco, que o Brasil era isso mesmo, um país de opiniões fortes, de sentimentos intensos, de pessoas que acreditam profundamente nas coisas em que acreditam, mesmo quando estas coisas chocam. Quando os aplausos começaram a diminuir e a plateia voltou a acomodar-se nas cadeiras, Celso respirou fundo e olhou para Nicolas com um sorriso que era ao mesmo tempo cansado e leve.
A expressão de alguém que acabou de passar por alguma coisa real e ainda está a processar. Bom, o Celso disse com aquele humor que fazia parte do seu ADN como apresentador. Penso que a tarde está sendo memorável. A plateia riu-se. Nicolas riu também. Os líderes religiosos ao lado soltaram o fôlego que pareciam estar a segurar e o estúdio respirou de novo como um pulmão que volta a funcionar depois de um susto.
Celso, com a mestria de décadas conduziu o programa de volta para uma zona mais leve durante alguns minutos. Havia ainda um bloco a cumprir. Havia ainda a mecânica de um programa de auditório que precisava de respirar antes do encerramento. Ele fez uma brincadeira com um dos pastores, perguntou ao padre ao lado se tinha ficado nervoso com a cena e o padre, com um sorriso sereno, respondeu que tinha rezado em silêncio durante os 3 segundos de tensão e que aparentemente tinha funcionado.
A plateia voltou a rir, mais solta agora, mais aliviada. Mas todos sabiam que o encerramento estava a chegar e havia no ar uma expectativa diferente da habitual. Normalmente o fim de um programa de auditório é celebratório, é ruidoso, é o tipo de encerramento que manda toda a gente para casa com energia. Mas aquela tarde tinha sido diferente desde o início e as pessoas na plateia sentiam com aquela intuição que os seres humanos têm quando estão presentes em algo maior do que o quotidiano, que o encerramento seria diferente também.
Elas não estavam erradas. Quando o Celso anunciou que o programa estava a chegar no final, virou-se para Nicolas e disse algo que não estava no guião, porque nada daquilo estava no guião. Antes de nós despedirmo-nos, eu quero que você saiba que este programa vai estar sempre aberto para si. Sempre.
Não porque Concordo com tudo o que diz, não porque sou político ou porque tenho agenda, mas porque hoje trouxe alguma coisa para aqui que não consigo nomear direito, mas que senti. E eu acho que o Brasil também sentiu. Nicolas ouviu aquilo e ficou quieto durante um segundo. Depois assentiu lentamente com aquele gesto de quem recebe algo com cuidado porque sabe o valor do que está sendo dado.
“Obrigado, Celso”, disse de verdade? E depois, antes que Celso pudesse dizer mais nada, antes que a produção pudesse sinalizar o encerramento, antes de as vinhetas de fim de programa começassem a tocar, Nicolas Ferreira levantou-se da cadeira. Levantou-se devagar, da mesma forma que tinha entrado no palco horas antes, sem pressas, sem dramas, mas com uma presença que ocupava o espaço de forma diferente da maioria das pessoas.
“Celso”, disse. E a voz era baixa, quase íntima, mas o microfone estava suficientemente próximo para que cada palavra chegasse cristalina a cada televisor do Brasil. “Posso fazer uma coisa antes de irmos embora?” Celso abriu as mãos num gesto que era um, sim, um convite, uma abertura. Posso fazer uma oração aqui neste palco com todo o mundo? O silêncio que se seguiu durou apenas um segundo, mas foi um segundo denso, carregado, do tipo que muda o peso do ar.
E então Celso Portioli disse simplesmente: “Pode”. Nicolas olhou para a plateia, para os líderes religiosos ao lado, para as câmaras e em Pri, com um gesto gentil, que todos os que quisessem se levantassem. E a plateia, aquela plateia que se tinha rido, que tinha chorado, que tinha ficado tensa, que tinha aplaudido, que tinha sentido coisas que não sabia que sentiria nesse domingo à tarde.
A plateia inteira se levantou. Não houve resistência, não houve hesitação. Houve algo muito mais simples e muito mais poderoso do que qualquer coisa que a produção poderia ter planeado. Houve unanimidade. A mesma plateia que havia se dividido em aplausos e silêncios ao longo da tarde estava de pé. unida, aguardando. Nicolas fechou os olhos.
As câmaras ficaram quietas, os técnicos nos bastidores pararam o que estavam a fazer e o realizador de televisão, pela segunda vez nessa tarde, tomou a decisão de simplesmente deixar o momento acontecer. “Senhor”, começou Nicolas e a voz saiu com uma suavidade que contrastava com tudo o que tinha sido dito antes.
Uma suavidade que não era fraqueza, era intimidade, era a voz de alguém a falar com alguém que conhece. Nós estamos aqui reunidos no final desse dia que foi diferente. Um dia que começou de um jeito e acabou de outro. Um dia em que pessoas com opiniões diferentes se sentaram-se no mesmo lugar e sentiram as mesmas coisas.
E isso só acontece quando o senhor está no meio. Celso estava de pé ao lado de Nicolas, com a cabeça ligeiramente inclinada, e as lágrimas que tinha tentado conter mais cedo tinham voltado, desta vez sem qualquer tentativa de retenção. Elas simplesmente desciam silenciosas e livres pelo rosto de um homem que passara décadas na frente das câmaras e que naquele momento foi pela primeira vez em muito tempo, completamente despido de qualquer performance.
“Abençoa este apresentador”, continuou Nicolas. Abençoa a sua história, abençoa a família dele. Abençoa cada pessoa que está aqui hoje. Abençoa o Brasil, Senhor. Não o Brasil das disputas, não o Brasil das brigas. Não o Brasil que se esqueceu-se de olhar para o vizinho, o Brasil que acredita, o Brasil que ainda tem fé, o Brasil que ainda é capaz de se levantar-se de noite, olhar para o teto e dizer: “Preciso de ti”.
Havia pessoas na plateia que choravam abertamente. Havia câmaras que percorriam os rostos e encontravam em cada um deles uma versão diferente da mesma emoção. Havia um Brasil inteiro assistindo em tempo real que havia parado o que estava a fazer para ouvir. “Que este país seja curado”, Nicolas disse.
E a voz chegou ao fim da oração, com a mesma calma com que tinha começado, como uma onda que vai e volta sem nunca perder a forma. Curado por dentro. onde começa a cura que importa. Amém. Amém. A plateia inteira respondeu ao mesmo tempo em uníssono. E o som daquele amém coletivo subiu pelo teto do estúdio e foi em direto para cada canto do Brasil.
Quando Nicolas abriu os olhos, Celso Portioli estava à sua frente. Os dois olharam-se por um momento, um momento que não precisava de palavras, que na verdade seria diminuído por palavras. E então Celso abriu os braços e os dois abraçaram-se no centro do palco sob os aplausos que o público tinha começado a dar de forma espontânea e que não paravam de crescer sob as luzes que o diretor de cena tinha instintivamente suavizado para um tom mais quente sob o olhar de um país inteiro que durante alguns minutos havia deixou de ser dividido para ser apenas
humano. O abraço durou mais do que os os abraços de televisão costumam durar. Foi um daqueles abraços que só acontecem entre pessoas que reconheceram uma na outra algo verdadeiro, algo que não precisa de ser explicado, que só precisa ser recebido. Quando se separaram, Celso olhou diretamente para a câmara com os olhos vermelhos e o sorriso mais genuíno que havia no seu repertório enorme de sorizos, e disse: “Brasil, obrigado por passar este domingo connosco.
Eu não sei o que aconteceu aqui hoje, mas foi bom, foi muito bom. As vinhetas de encerramento começaram a tocar, os créditos subiram, as câmaras foram se afastando-se lentamente do palco onde ainda havia pessoas de pé a aplaudir, algumas ainda com lágrimas, outras com sorrisos, todas com aquela expressão rara de quem viveu algo que não sabe bem como classificar, mas que sabe com certeza que não vai esquecer.
Nos bastidores, enquanto o estúdio começava a desfazer da configuração do programa, um técnico de som tirou o auricular e disse ao colega do lado, sem qualquer cerimónia, da forma direta e simples com que as verdades costumam ser ditas quando não há câmara por perto. Pá, 30 anos de televisão e nunca vi nada igual.
E o colega, ajeitando os cabos com as mãos experientes de quem conhece aquele trabalho de cor, respondeu apenas: “É, hoje foi diferente. lá fora, nas ruas, nos apartamentos, nas casas do interior e das capitais, nas cozinhas, onde os famílias tinham deixado de almoçar para ver o programa na televisão da sala, nas carrinhas e nos autocarros, onde alguém havia ligado a transmissão no telemóvel e os outros haviam-se aproximado sem perceber, o Brasil seguia o seu domingo, mas havia algo de diferente agora.
Uma pequena leveza, quase imperceptível, que não resolve os grandes problemas, que não fecha as divisões antigas, que não apaga os anos difíceis, mas que existe, que é real, que lembra que por baixo de tudo o que separa há sempre alguma coisa que une. E às vezes essa coisa é uma tarde de domingo, um apresentador que chora, um jovem que reza, um público que se levanta e um país que por momentos respira junto.