ESPOSA DE GERSON BRENNER QUEBRA O SILÊNCIO: AMIGOS SUMIRAM… MAS UM NUNCA O ABANDONOU  tc

ESPOSA DE GERSON BRENNER QUEBRA O SILÊNCIO: AMIGOS SUMIRAM… MAS UM NUNCA O ABANDONOU  tc

Esta é mais uma daquelas histórias de que nas horas mais difíceis os amigos desaparecem, mas os anjos aparecem. Foi o que aconteceu com Gerson Brenner. Para compreender o presente do ator, é necessário voltar ao passado e compreender o que aquele disparo roubou a este homem. De acho, já viste, Alicinha? Como você intrometida.

 Ninguém te convidou para você ir lá visitar o Chico. Há 27 anos, era um dos maiores nomes da televisão brasileira. Galã de novelas icónicas, admirado pelo  público e querido nos bastidores. Gerson vivia o auge da sua carreira quando um ataque inesperado, durante uma viagem de trabalho, mudou tudo de forma irreversível. O que aconteceu nessa noite interrompeu mais do que uma trajetória profissional.

 Interrompeu sonhos, planos e a vida que imaginava viver ao lado da família.  Mas ao contrário do que muitos pensam, a parte mais dolorosa desta história não foi apenas a lesão grave que comprometeu a sua fala e os seus movimentos. A ferida mais profunda veio depois. o afastamento de vários colegas que ele acreditava carregar no coração  para sempre.

 Pessoas com quem ele partilharam cenas, confidências, risos e projetos simplesmente desapareceram com o tempo. E a verdade por detrás deste silêncio ficou  guardada durante quase três décadas. Hoje, 27 anos depois, a mulher que nunca saiu do lado  dele, a Marta Mendonça, revela finalmente quem permaneceu e quem escolheu partir.

 E o que ela conta não é apenas emocionante, é surpreendente. É uma história sobre a verdadeira amizade, sobre quem estende a mão quando as luzes se apagam e sobre o nome raro que se manteve-se fiel enquanto tantos outros se afastaram. Já deixa o teu like e sê muito bem-vindo ao Quem Quem. A partir de agora, vai conhecer a verdade que Gerson Brenner nunca conseguiu dizer.

 Penso que a Marta viu, sentiu e expõe agora ao mundo. Antes da tragédia que mudaria a sua vida para sempre, Gerson Brenner era sinónimo de um futuro risonho. Nos anos 90, o o seu nome circulava entre diretores, produtores  e autores como uma das maiores apostas da nova geração da Rede Globo. Ele tinha aquilo que não se ensina em curso nenhum, carisma natural, presença de cena marcante  e uma rara capacidade de emocionar o público com um simples olhar.

Eu queria ir lá àquela cadeia arrancar você de lá. Imagina. A sua primeira grande montra foi rainha da sucata, onde contracenou com gigantes da dramaturgia, como Regina Duarte, Glória Menezes, Tony Ramos, Araci Balabânia e Jorge Dória. Nos bastidores, realizadores como Jorge Fernando e Marcos Paulo viam no jovem um talento pronto para voar mais alto.

Há algum tempo que te queria ver, viu, Mar do Car. Eu tinha pena de tudo o que lhe estava a acontecer. Naquele período, todos concordavam. Gerson Brenner seria um dos grandes galãs da década. O Frojac, a sua fama ia para além das câmaras. Ele era descrito como o  amigo que escuta, aquele que oferecia boleia, que abraçava forte e perguntava pela família dos colegas.

Partilhei a mesa com atores que anos mais tarde seguiriam carreiras estrondosas. Marcelo Novais, Carolina Dickman, Dévora Seco, André Gonçalves e Carolina Ferraz. Todos comentavam a mesma coisa. Gerson era talentoso, educado e generoso. Raro para alguém em ascensão tão rápida. Eu estava com ela.

 A gente estava no mato até agora. no mato. O auge chegaria em 1998, quando interpretou o Jorginho em Corpo Dourado, novela da S. A personagem abriu portas a contratos publicitários, convites para cinema e até conversas sobre protagonizar a sua própria novela nos anos seguintes. Gerson Brenner vivia o tipo de momento que todo o ator sonha.

 Fama em alta, vida financeira consolidando-se e reconhecimento nacional. Mas, então, a vida real é escrever um capítulo impossível de prever. Na fatídica madrugada de 17 de agosto de 1998,  Gerson seguia sozinho pela autoestrada Airton Sena, a caminho do Rio de Janeiro, onde gravaria importantes cenas de corpo dourado.

  Era uma viagem rápida. e comum, algo que ele já fazia  dezenas de vezes todos os meses, mas os criminosos agiram de forma cobarde. Segundo as investigações da época, o ataque foi cometido  por um grupo que já tinha realizado outros assaltos semelhantes naquela região. Ori usava um método extremamente perigoso.

 Espalhava pedras na estrada para obrigar condutores  a reduzir ou a parar. simulando um defeito ou um obstáculo inesperado. Gerson, sem imaginar a emboscada,  reduziu a velocidade. Mas como é que vocês fizeram para rebentar dois pneus dele? Jogar as pedras na rua. Foi nesse instante que o agressor,  identificado posteriormente como Luzimar Sabino dos Santos, segundo  os autos do processo, aproximou-se e efetuou o disparo que atingiu a cabeça  do ator.

O ator trocava o pneu do carro no berma quando foi abordado por criminosos. A vala atravessou o crânio  e causou danos muito graves, exigindo atendimento imediato. Os cúmplices Vittor Tancredo  e Dimas Almeida, também registados como participantes no crime  junto com luz e mar, entraram em luta corporal com o ator e após o disparo, eles fugiram pela mata.

 Ambos foram condenados por tentativa  de latrocínio em 1999. O atirador Luzimar Sabino dos Santos cumpriu quase 20 anos de pena e foi solto. O caso ganhou repercussão  nacional. A indignação era evidente. Um dos galãs mais queridos  do país estava entre a vida e a morte por causa de um assalto cruel e cobarde.

Naquela madrugada de Agosto de 1998, o ator Gerson Brenner teve a sua vida transformada após ser surpreendido  durante uma paragem na estrada. O caso ganhou uma enorme repercussão  porque estava no auge da sua carreira e o impacto emocional mobilizou o país inteiro. Meses depois, os três envolvidos foram julgados e condenados  por tentativa de roubo qualificado, recebendo penas de 14 a  16 anos.

 O atirador teve a pena aumentada e foi libertado ao fim de 20 anos, voltando a ser  preso um ano depois por outro crime. Um dos criminosos que baleou o ator Gerson Brenner  foi detido em flagrante em São Paulo. Ele confessou ter morto um homem asfixiado. A sociedade acompanhou cada etapa do processo  e a comoção aumentou quando um dos condenados teve episódios posteriores  de incumprimento das regras legais, reascendendo o debate sobre responsabilidade  e justiça.

A trajetória de Gerson Brenner tornou-se um símbolo de superação e de cuidado familiar, enquanto o caso se mantém recordado como um dos episódios mais marcantes da  TV brasileira. Gerson Brenner passou por dezenas de tratamentos para tentar recuperar os movimentos do corpo. Após o ataque, o ator foi levado em estado muito grave  ao Hospital das Clínicas em São Paulo.

Foram 16 dias em coma entre cirurgias complexas e  riscos constantes. Gerson estava no auge do sucesso quando foi baleado na cabeça aos 38 anos. Os médicos  conseguiram salvar-lhe a vida, mas explicaram que parte da massa encefálica tinha  sido comprometida, o que afetaria a sua fala, coordenação motora e autonomia básica.

  O diagnóstico era duro, as sequelas  seriam permanentes. Quando finalmente abriu os olhos, o país chorava a interrupção  prematura de uma carreira brilhante. Gerson Brenner, o galã  carismático, querido e em plena ascensão, fora arrancado das telas num único segundo. A tragédia mobilizou colegas, fãs, realizadores e artistas de diferentes gerações.

 Mas como a história mostrou mais tarde, esta mobilização intensa não duraria para sempre. E enquanto o Brasil procurava perceber  o tamanho da injustiça, Gerson iniciava a viagem mais difícil da sua vida. Uma jornada que exigiria força, cuidado e amor de formas que ninguém imaginava. Neste momento, um helicóptero UTI trazendo o ator Gerson Brenner vai pousando no hospital.

 Quando o ator despertou  do coma, após 16 dias entre a vida e a recuperação, o país inteiro acompanhava cada boletim  médico. Mas ao contrário do que muitos imaginavam, o momento mais difícil  da sua vida não estava nos hospitais, e sim  dentro de a sua própria casa. A imprensa fez plantão em frente ao hospital.

 Os fãs enviavam  cartas. Colegas de elenco gravavam mensagens de apoio. Porém, conforme os meses passavam, a realidade emocional do ator tornava-se cada vez  mais dura. E o primeiro grande impacto não vinha da tragédia, mas de uma ruptura familiar que marcaria profundamente  a vida de Gerson Brenner. Antes do ataque, o ator vivia um casamento com Denise Tacto, com quem teve uma filha, a Vitória Brenner,  nascida pouco antes da tragédia.

 Os bastidores da Globo e dos media, o casal era considerado discreto e maduro. Jerson já  tinha vivido outros relacionamentos. Foi casado com Ana Cristina Raz no início de carreira com  quem teve outra filha, Ana Luía. Ele também teve romances conhecidos com colegas de telenovelas, mas sempre preservou a a sua vida íntima.

 com Denise, porém, ele parecia ter encontrado estabilidade. A gravidez da filha veio exatamente durante a preparação de corpo dourado.  A família estava a crescer e Gerson falava com os colegas sobre a  alegria de voltar a ser pai aos 38 anos. Mas tudo mudou em termos de minutos naquela madrugada na auto-estrada  Airton Sena.

Durante os primeiros dias, após o ataque, Denise acompanhou de  perto cada procedimento, cada cirurgia, cada boletim. No entanto, semanas  depois, enquanto Gerson Brenner passava por reabilitação  intensa, um conflito inesperado começou e rapidamente tomou proporções públicas.  Segundo os relatos, a família de Gerson teria acusado Denise de ter abandonado o ator.

 A imprensa  repercutiu a denúncia e o público, já emocionalmente abalado, reagiu com revolta. No entanto, havia mais camadas nesta história. Denise defendeu-se dizendo que uma decisão  jurídica orientou-a a priorizar a segurança e a rotina da filha recém-nascida. Con Gerson, necessitando  de cuidados médicos constantes e com o caos emocional e financeiro que o ataque trouxe, ela  alegou que não não havia estrutura psicológica nem material para cuidar de tudo ao mesmo tempo.

 De um lado, a família afirmava que Gerson tinha  sido deixado vulnerável. Do outro, a Denise insistia que o afastamento não era abandono, mas uma medida necessária  para proteger o bebé. Quando teve alta, quando ele teve alta do Einstein,  na altura, ele foi lá removido sem a minha autorização.

 Quando cheguei ao hospital para ver o Gerson, já tinha sido levado. Disse que eu ia tratar da minha filha porque tinha meses. Não sei se se recordam, eu estava grávida. O facto é que, independentemente  das justificações, essa foi a primeira grande ferida emocional da vida pós acidente de  Gerson Wrenner.

 Ele que sempre foi um homem de família, de fortes laços com as filhas e com os  pais, viu a sua vida íntima partir-se ao mesmo tempo em que o seu corpo lutava para sobreviver. Foi neste cenário de dor e incertezas  que surgiu a pessoa que iria mudar tudo, um anjo na vida  de Gerson Wrenner, Marta Mendonça.

A Marta era psicóloga  e integrava a equipa de reabilitação de Gerson. Ela chegou ao caso sem qualquer interesse para além  do profissional, mas à medida em que acompanhava cada sessão,  cada pequena conquista, cada frustração, algo profundo começou a acontecer. O que começou por ser o cuidado técnico  tornou-se empatia.

 A empatia tornou-se admiração e a admiração transformou-se em amor. Marta desistiu do atendimento e decidiu entregar-se a esse amor que chegou de forma inesperada. A Marta contou em entrevistas  que nunca planeou se envolver emocionalmente. Ah, segundo ela, o coração tomou a decisão antes da razão. E algo ainda mais  impressionante veio depois.

Marta deixou a sua própria carreira, abdicou de tudo, da vida profissional que tinha construído e decidiu dedicar-se integralmente  a Gerson Brenner. Depois resolvi largar mesmo e pôr uma um ponto final na parte profissional e agora é só o Gerson. Era uma escolha que poucas  pessoas teriam coragem para o fazer, mas ela fez.

E durante 27  anos, a Marta tem sido os braços que sustentam Gerson quando ele não  consegue levantar-se. As pernas que o levam às consultas, exames e fisioterapias.  A voz que o representa quando não consegue articular palavras. O escudo que o protege dos julgamentos, do esquecimento e da solidão.

E não me arrependo de absolutamente nada.  faria tudo outra vez. Ela acompanhou dezenas de internamentos,  crises respiratórias, episódios de pneumonia e todos  os altos e baixos da saúde do ator. Esteve ao lado dele quando a  casa teve de ser adaptada, quando a família teve de recorrer a campanhas para ajudar com custos, quando a filha defendeu  o pai publicamente.

E Marta, é quase certo que a história de  Gerson Brenner seria outra e muito mais curta, mas ele é o que o pessoal de lá da UTEI fala, é um guerreiro, surpreende a todo o mundo. Ela é  literalmente o pilar que manteve este homem vivo desde 1998. Enquanto tantos desapareceram, ela permaneceu.

E nos próximos  momentos você vai-se lá entender quem ficou, quem foi embora e o motivo pelo qual o nome revelado por A Marta esmurrou  tantos fãs. O tempo passou, Gerson Brenner resistiu. A vida mudou drasticamente e, apesar do imenso amor e dedicação  de Marta Mendonça, surgiu uma ferida ainda mais dolorosa, o silêncio dos tantos amigos que noutros tempos  pareciam estar ao lado dele para sempre.

Neste capítulo  da tragédia, o revelação da esposa traz à luz o abandono, mas também a raridade da fidelidade. Quando a Marta decidiu abrir o jogo,  ela fê-lo de forma cuidadosa, sem acusar nomes e  irresponsavelmente, mas também com clareza. A grande maioria dos colegas, dos amigos famosos dos anos 80 e 90 simplesmente afastou-se com o tempo.

Então agora se é para falar, vamos falar, não é? Deram uma grande sumida, entendeu? Só há um que é um amigo muito, muito fiel. Ela explicou que não era por maldade. Não sei se foi por medo, se foi por incapacidade emocional ou se o ciclo se encerrou. O efeito desta declaração repercutiu e confrontou diretamente a imagem  de amizade incondicional que muitos imaginavam nesta época de estúdio, festa e novela.

 Segundo Marta, o afastamento não foi gradual, elegante ou silencioso, foi abruto. Colegas de elenco, realizadores, argumentistas, pessoas com  quem Gerson tinha dividido camarins, viagens, gravações, simplesmente deixaram de aparecer. A rotina de  visitas, telefonemas e encontros raramente se manteve.

 Em entrevistas,  Marta relatou que muitos não responderam às mensagens, não compareceram a aniversários, não fizeram sequer uma visita  em momentos críticos da vida pós acidente. Mas no meio deste quadro de abandono, há um nome que se sobressai, um nome que Marta mencionou explicitamente  como aquilo que nunca sumiu.

 Trata-se de Alberto Baru, ator com quem Gerson manteve a amizade  mesmo após o traumatismo. Desde o acidente do Gerson, ele nos momentos bons, nos momentos maus, ele está presente, que é o Alberto  Baru. Marta contou que ele continua a visitar, a ligar, a fazer questão de oferecer  afeto e presença. Nós éramos jovens, não é? Aham.

E muito alegres. A gente aproveitava bastante a vida. Fizemos canções juntos. Este reconhecimento público de  alguém que ficou lançou uma luz forte sobre todos os que partiram. Porque quando todos desaparecem e um só permanece, a ausência dos outros parece ainda mais nítida.  Para medir o tamanho do abandono, é importante lembrar quem Gerson teve como  colegas nos anos de glória.

 Ele contracenou com grandes estrelas como Regina Duarte, Glória  Menezes, Araci Balabânia. Homens que frequentavam  o mesmo ambiente, partilhavam gravações, festas, camarins,  camaradagem. No entanto, como conta Marta, nenhum destes cabelos brancos da novela  parecia mais clicar para retornar.

 O ciclo fechou-se  e para Gerson, isso foi mais difícil do que lidar com limitações  físicas, lidar com o silêncio dos amigos. Tal ausência, mais do que dor, se tornou um símbolo da fragilidade da fama, pois quem era companheiro de digressão, de coletiva, de lançamento, não resistiu aos anos de internamentos, reabilitações, rotina de fisioterapia e cadeira de rodas.

Este abandono tornou-se então uma nova tragédia silenciosa, invisível aos olofotes,  mas cruel para quem viveu o auge. Mas nem tudo foi  perda. Dentro deste cenário, existem também contrapontos que merecem ser destacados. A presença das filhas e o apoio direto da emissora. A filha mais nova, Vitória Brenner, nasceu poucos meses  antes do acidente, hoje tem-se tornado uma voz ativa na defesa do pai.

 Em 2021, ela organizou uma vaquinha virtual para custear a adaptações da casa e a compra de  um carro adaptado, dando ao pai maior mobilidade. Em entrevistas, Vitória fez também questão  de salientar que a Rede A Globo cumpre o seu papel de manutenção, garantindo o plano de saúde vitalício  do pai, o que possibilitou dezenas de internamentos e tratamentos ao longo dos anos.

  E para além da vitória, ainda tem a filha mais velha, Ana Ras, ou a Ana Luía, do primeiro casamento. Ela também aparece em reportagens,  referindo-se ao pai com carinho, mesmo que com uma menor exposição  pública. A relação das filhas com o pai, segundo Marta, é de amor, cuidado e presença.

 Bem diferente daquelas amizades  públicas que faltaram. A vida familiar foi desde o início o suporte da vida de Gerson. Aqueles que permaneceram, a Marta, a Vitória, a Ana, foram exatamente os que deram sentido a uma vida que poderia ter sido apagada. Em junho de 2023, com a  reprise da telenovela Cor Dourado, Marta concedeu uma entrevista em que falou sobre a rotina do Gerson, fisioterapia  diária, audióloga, exercício e o entusiasmo  dele em assistir novelas. Ela relatou que, apesar das

limitações  na fala e nos movimentos, o ator fala através do olhar e vibra com as cenas de TV, sobretudo com o ator Tony Ramos, o seu ídolo. Esse pormenor reforça, ainda que  reduzido, que o contacto com a sua arte continua a ser vital para o seu  bem-estar. A Marta comentou ainda que graças ao acordo da Globo e a mobilização da filha puderam comprar o veículo adaptado e renovar a casa, um presente de  liberdade.

Com a graça de Deus, ok? O plano de saúde dele, a Globo deu-o como vitalício. Então este isto é uma bênção de Deus para gente. E a entrevistadora perguntou sobre os muitos amigos que não o visitam. Marta reconheceu que muitos se foram, citando  que a pandemia reforçou ainda mais o isolamento, mas recusou-se a apontar quem era culpado.

 Esta parte da história  revela que para Gerson Brenner a pior ferida não foi o disparo, nem a lesão.  Foi perceber que a fama, os aplausos, a camaradagem não garantem a presença nas horas difíceis. e que em compensação da a verdadeira amizade, o cuidado real e o amor  fiel muitas vezes permanecem no silêncio discreto de poucos nomes.

 Alberto Baruk é um desses nomes. A Marta é outro e as filhas também. Mas é este silêncio de muitos  que acentuam o valor de quem ficou. E é aí que o público entende: Não basta ser estrela,  é preciso ser humano. E é humano, é profundamente  humano o gesto de permanecer quando todo o o resto desapareceu. Mas o pessoal como que se afasta.

Porque é que acha que as pessoas se afastam? Ai, não sei, percebe? É uma coisa que vai de cada um. A ferida do abandono é profunda, mas é acentuada por um pormenor que envolve médicos e familiares. A cognição de Gerson Brenner  está preservada. Ele fala quando quer, mas eh a gente consegue perceber.

Isto significa  que o ator compreende tudo o que Marta lhe conta, acompanha as conversas com as filhas e está plenamente consciente da sua  condição. Ele sabe que não pode levantar-se, sabe que não consegue falar e ele certamente sabe quem desapareceu e quem permaneceu na sua vida.

O seu único meio de comunicação plena é o olhar. Os médicos e Marta trabalham  incessantemente na terapia da fala, procurando reabilitar partes da linguagem, mas a luta é contínua e complexa. Marta relata que quando ele assiste às refrises  de corpo dourado, ele sorri, emociona-se e tenta reagir.

cérebro, a memória e a emoção estão  ali presos num corpo que não responde. E essa prisão, essa lucidez forçada transforma o abandono dos amigos  famosos numa dor silenciosa, mas insuportável.  É um grito de ausência que Gerson sente na alma e que a Marta sente ao  seu lado. É um noveleiro de mão cheia.Gerson Brenner, ator de novelas dos anos 90, morre aos 66 anos

 Assiste todas as novelas, todas. Nos próximos minutos vai entender como esta rotina segue, como hoje vivem, com adaptações, limitações, mas  também com dignidade. Gerson Brenner, Marta Mendonça e esta pequena rede de amor  que substituiu a multidão dos aplausos perdidos. 27 anos se passaram desde essa madrugada que mudou  tudo.

 E hoje a vida de Gerson Brenner segue marcado por desafios diários,  mas também pela resistência, pelo amor e por um raro tipo de dedicação que poucas histórias humanas conseguem revelar. Em 2025,  fez 65 anos. Vive em São Paulo, numa casa cuidadosamente adaptitada,  resultado da união da família, dos amigos próximos e do público que nunca esqueceu a sua dor.

 A reforma feita com a ajuda de uma vaquinha organizada pela filha possibilitou ao ator viver com mais dignidade,  conforto e segurança. Apesar das limitações motoras  severas que comprometem os seus movimentos há quase três décadas, a luta continua.  E esta luta não é silenciosa, não. Ela acontece todos os dias no  despertar, nos exercícios de fisioterapia, no banho adfitado,  na troca de roupa, que exige paciência e técnica de quem conhece o corpo de Gerson melhor do que ele próprio consegue expressar.

Nos últimos anos, o ator enfrentou alguns episódios de internamento.  Em 2023 e em 2024, chegou a ser internado na UCI por pneumonia  e muitas pessoas temeram o pior. Mas mais uma vez Gerson Brenner mostrou a força que o tornou querido  pelo país inteiro. Ele resistiu Há 15 dias. Deu ali um susto.

 toda a gente, mas é é como o pessoal do hospital fala, é um guerreiro muito grande. Marta Mendonça, que vive ao seu lado desde 1999, referiu que, apesar das limitações na fala e na coordenação motora,  a mente de Gerson continua ativa. Ele compreende tudo, acompanha as conversas, reage a sons, expressões e até excertos das telenovelas em que atuou.

 Ela descreve que ele reage com o olhar, sorri com os olhos, chora com os olhos e sobretudo  sente. E esse é o ponto mais sensível dessa trajetória. Gerson entende  o abandono. Os médicos confirmam que a sua cognição se mantém preservada, algo que torna a sua história ainda mais comovente. Ele sabe quem foi embora, quem nunca mais ligou,  quem fez silêncio, sabe o que perdeu e o que ficou.

 E ao mesmo tempo ele sabe muito bem  quem ficou. Se a fama trouxe amigos passageiros,  a tragédia revelou o elo mais profundo da sua vida. Marta Mendonça, a psicóloga que entrou na vida de Gerson para trabalhar na sua reabilitação. Ela se tornou a sua companheira que ele nunca imaginou ter  naquele momento de dor.

Já contou várias vezes que não foi amor à primeira vista, foi amor construído no cuidado, na paciência, na humanidade. Ela renunciou à sua própria carreira, abriu  mão de uma rotina confortável e trocou os consultórios por sessões diárias de fisioterapia ao lado do marido. Se tornou cuidadora, companheira, intérprete, enfermeira emocional e acima de tudo a voz dele  no mundo.

Durante mais de 27 anos, Marta nunca abandonou um único turno,  uma única hospitalização, uma única madrugada difícil. E segundo ela, a decisão nunca foi um sacrifício.  Não me arrependo. Eu ganhei uma missão. Eu ganhei um amor. A presença dela é tão fundamental que os médicos, familiares e amigos concordam.

 Sem Marta,  Gerson provavelmente não estaria sobrevivendo há tanto tempo. A casa adafitada, o carro adafitado,  as visitas, as fisioterapias, tudo isto não conta a história  completa. O que realmente define Gerson Brenner hoje é a sua resistência.  Ele vê telenovelas, ele ouve conversas, reage a sons,  músicas e memórias.

 E segundo Marta, vibra sempre que vê os seus colegas em repetições da Globo.  Quando o Corpo Dourado voltou ao ar em 2023,  a Marta contou o seguinte: “Ele fica emocionado, ele reconhece tudo. Isto mostra que, apesar das limitações, o ator ainda vive através da arte que um dia o consagrou. A história de Gerson Brenner mostra que a fama é rápida, a verdadeira amizade é rara, o amor real é silencioso e  persistente.

 E que quando o mundo desaba não é a multidão que sustenta, é o pequeno grupo que fica, os amigos verdadeiros. A Marta ficou, a Vitória e a Ana ficaram. Alberto Baru ficou e o público de certa forma também ficou. Os fãs nunca o esquecem e é por isso que esta história emociona tanta gente. E agora quero saber de si.

 Acha que os amigos famosos de Gerson deveria ter feito mais por ele? Quem na sua opinião desiludiu mais ao desaparecer? Deixa o teu comentário aqui em baixo, diga a cidade de onde está assistindo a este vídeo e participe. Ó, eu vou deixar-lhe aqui outro vídeo nos cards que é sobre o ator Flávio Silvino.

 Basta clicar aqui neste cartão que vai saber detalhes de como está hoje em dia o ator Flávio Silvino. É um vídeo bastante comovente que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez, o meu muito obrigado e até o nosso próximo vídeo.

 

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