No mês seguinte faltava um mês, um mês para a próxima sexta-feira, 13.º E naquela noite, aquele sonho mais aterrador ainda, um caixão. E em cima do caixão a folhinha. Sexta-feira 13, já não comia, já não dormia. O marido ria-se. Que é isto? Que é isto? Isso não existe. Que parvoíce. Para de enfernar a sua vida com isso. Para. Mas ela não parava, não conseguia. Tremia.
tremia, foi à igreja, acendeu velas, mas nada, nada diminuía. O medo, medo. Ela teve outro sonho, outro sonho terrível. Ela via-se morta e em cima do seu corpo a folhinha. Agora, a sexta-feira, 13, avizinhava-se, se aproximava. Chegou a semana, segunda-feira, nos dias 9, 9, 10, 11, 12, 13. Não, ela tinha medo. Pavor, deixa de sonhar. Ela rezava.
Ah, não quero sonhar mais. Eu não quero mais. Eu não quero mais. Eu não quero mais. Ela sonhava. Dia 10 terça-feira ela contava as horas, ela via aquela folhinha, deitou fora e aquele sonho na quarta-feira. Ela estava na paragem de autocarro. Há um bandido e disparou sobre ela, mas não disparou com um revólver, disparou com uma folhinha.
E na folhinha, sexta-feira, 13, não, aquilo era um pesadelo, aquilo era um terror, aquilo não podia continuar. Quinta-feira 12. Quanto tempo faltava? 36 horas. Mas como demorava para passar o tempo. Quinta-feira, 10 da noite, ela chorava. Não, não queria deitar, não queria. Tinha medo, medo, medo, medo, muito medo, terror. Deitou, levantou-se, deitou-se, levantou-se.
Dorme, mulher”, dizia o marido. À meia-noite, sexta-feira, 13. Não, não vou fechar os olhos. Não, mas o sono vinha. Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não quero dormir. Tenho medo de não acordar. Tenho medo de não acordar. 2 horas da manhã, ela levanta-se, faz café que não toma.
3 horas faz um chá que não toma. 4 horas ela está a andar, a andar. 6 horas, o despertador tocou, o seu marido levantou. Vamos. Todos os dias 6:30 o casal saía para trabalhar. Trabalhava no centro, na região da Paulista. Chovia. E como chovia, quanto, quanto, quanto caía de água ela. Sexta-feira 13. Sexta-feira 13.
º Não, não vou, não vou, não vou, não vou, não vou, não vou trabalhar, não vou, não vou sair hoje, não. Vamos, mulher. Não, não vou, não vou. Eu tenho medo. Medo. O marido saiu, ela ficou, trancou-se, uma vizinha chamou, ela abriu a porta. Não, não quero falar, não quero falar, não quero falar, não quero. Trancou a porta, chovia torrente chovia.
Bairro da pedreira, zona sul da capital do Estado. Chuva, chuva, chuva, chuva, chuva. E de repente aquele barulho, aquela casa ao pé de um monte, de repente o desmoronamento, o monte desbarrancou. A terra, a terra soterrou a casa de Rosana. Gritos: “Chama o bombeiro, chama os bombeiros”. Os bombeiros vieram, cavaram. Lá estava Rosana caída, os olhos bem abertos.
Rosana, aquela expressão de medo, aquela expressão de terror. Hossana. Rosana. Estava morta. O sonho, os pesadelos, tudo, tudo, tudo, tudo dizia sexta-feira 13. E ao lado do corpo, uma folhinha indicando o dia, sexta-feira, 13. Que explicação, que explicação se poderia dar a este caso? O plano espiritual ensina-nos, nos mostra que os, os nossos ex-antepassados, têm força no plano Terra.
E o que aconteceu com a Rosana? Ela foi vítima de uma corrente obsessoras, de espíritos do mal, que veio ao plano Terra para perturbar a vida dela. Naquele dia que ela teve o primeiro sonho, uma corrente de espíritos do mal, apoderou-se do espírito de Rosana e daquele dia em diante não deu mais sossego a Rosana. Todos os dias perturbava, roubava-lhe a paz de espírito, colocava-lhe o medo, a terror, até que Rosana foi vencida por eles.
E quando aconteceu esta sexta-feira 13, chovia, isto aumenta o medo, isto favorece aos espíritos obsessores. Eles ganham mais energia, mais força no plano Terra, porque a natureza fica mais a favor deles. pela perturbação destas correntes malignas e estas correntes perturbadoras, ela procura a folhinha com a sexta-feira, o dia 13.
Isto mostra que nós precisamos defendermos dos espíritos obsessores, dos espíritos dos mal, porque têm esta força para nos conduzir ao álcool, ao vício e até nos levar à morte, roubando-nos a paz de espírito. Seria esta a explicação? Não sei. Só sei que entre o céu e a terra há mais coisas do que a nossa vanfilosofia. O acidente, uma noite escura, uma estrada deserta e um misterioso pedido de socorro.
Os policiais atendem ao chamado, acreditando que aquele era apenas mais um acidente. Mas antes do fim da noite, uma revelação arrebatadora faria a polícia duvidar do que os seus olhos estavam prestes a presenciar. Esta história arrepia só de nela pensar, relembrar. Era uma noite escura como esta e nesta estrada uma viatura da polícia rodoviária passava, patrulhava normalmente.
Mas, de repente, ao passar a viatura, uma mulher, uma mulher sai do meio do mato. Ela estava desesperada, ensanguentada e gritava: “Salvem, meu filho, salvem, salvem, salvem, salvem, meu filho. Os polícias pararam e começaram a ouvir o que aquela mulher dizia. Ela em desespero. Eu joguei o meu filho. Eu joguei o meu filho. Calma, minha senhora.
Conta, conta, conta. E ela começou a contar. Em voz entrecortada, desesperada. Ela dizia: “Eu, eu e o meu marido, eu, o meu marido e o meu bebé vínhamos tranquilamente por aqui. Foi quando de repente o meu marido perdeu a direção. O carro entrou no mato e eu vi. Ia cair numa ribanceira. Eu sabia, toda a gente ia morrer.
Peguei no meu filho e joguei para o salvar. Peguei no meu nenê. Peguei meu nenê. Salvem o meu nenê. Salvem, salvem, salvem. Onde está a criança? Está no mato. Os polícias procurando lanternas. Onde estaria a criança. Deveria estar inconsciente. Não chorava. De repente, os polícias encontraram a criança. A criança estava viva. Está viva a dona.
Eles correm na viatura. Chamam o resgate. Olha a criança, leva, leva para o primeiro hospital. A criança levada, os polícias é então a notícia paraa mulher. A criança estava bem. Dona, dona, onde está a dona? Onde está a dona? Dona. A dona deveria ter caminhado para onde estava o carro lá ao fundo. A mulher, a mulher tinha entrado no meio da escuridão, praticamente desapareceu, praticamente desapareceu.

Dona, dona, dona. Os polícias procurando, mas o carro, o carro do acidente lá ao fundo da ribanceira, outras viaturas também ali chegavam. E outros polícias foram até ao carro acidentado. A ribanceira era terrível, o acidente terrível. Se a criança não tivesse sido lançada, lançada no choque, fatalmente teria morrido.
Mas e a mulher? Dona, dona. A mulher não respondia, foi quando outros polícias vieram abanando a cabeça. Aquele ar triste, aquele ar não podemos fazer nada. O carro ali, a lanterna a iluminar a cena tenebrosa, a cena terrível. No volante debruçado, aquele que seria o pai da criança. Morto. Morte instantânea. Ao lado, uma mulher que deveria ser tia, não sei o quê, era a quarta pessoa do carro.
Mas a mulher vestia aquele conjunto bege, uma blusa cinzenta igual à roupa que a mãe vestia. Quantas pessoas seguiam no carro? Aquela mulher poderia explicar, Aquela mulher poderia explicar. Foi quando os primeiros que atenderam, os primeiros Os polícias se aproximaram e arregalaram os olhos. Não era possível. Não era possível.
Aquela mulher, aquela mulher que estava dentro do carro, era a mulher que tinha chamado. Era a mulher que tinha chamado, que tinha gritado: “Salvem, meu filho!” Era aquela mulher. Era aquela mulher. Depois constatou-se: “Quela mulher teve morte instantânea. Como pode? Como pode ter ajuda, moço? Como pude ter pedido ajuda para que salvassem o seu filho? Ela salvou-o.
Era mãe da criança. Salvou. Mas salvou como se ela já estava morta. Como querer explicar? De que forma querer explicar essa história? A mulher morta chamou a polícia. A mulher que pediu o resgate. Como explicar? O que é que a ciência não explica? O plano espiritual talvez revele amor para além da vida.
Quando uma história de amor é interrompida pela inveja e a intriga, o que fica é a dor e o sofrimento. Mas se uma mentira tem o poder de aprisionar mentes a almas, a verdade é sempre aquela que nos libertará, mesmo quando isso parece algo impossível. Seria a força do amor, um laço tão potente que transcende a existência? Uma história impressionante.
Impressionante sob aspetos. Uma pequena cidade do interior, um casal, um casal que se amava. Um parecia ter nascido para o outro. Tirs nascera para Otávio e Otávio nascera para Dierce. Tudo corria bem. Adolescência, ele formou-se no segundo grau científico da época e agora ia estudar segundo aquilo que os seus pais orientavam e queriam.
Iria fazer medicina naquela época. Ui, o top era estudar. no Rio de Janeiro, na faculdade de medicina do Rio de Janeiro. E ele ia estudar, ela iria esperar. É lógico, aquele amor não tinha tempo. Não importava um ano, 3, 4, 5. Não importava. Uma cena bonita. Dias antes de partir, ele apanha uma flor, entrega uma flor a ela e junto com a flor, aliança, aliança de noivado, aliança de compromisso, aliança que era uma promessa e um pedido, o pedido de espera por mim e a promessa do eu vou voltar.
E foi para o Rio. No Rio de Janeiro, começou a estudar. O que ninguém sabia e nem poderia saber. Diz-se aquela irmã dela, Adelaide. Adelaide gostava de O Otávio também. Não, não. Lá é nas Minas. Ela nunca, nunca o demonstrou, mas agora ele foi para o rio e ela viu um chance, viu uma oportunidade. Ela também foi para o rio e no rio se insinuou-lhe e no rio deu bola para ele.
Ou não compreendeu, ou fingiu que não entendeu. Não quis nada com ela. voltada, ela rejeitada, ela com dores de cotovelo, ela começou a fazer aquela intriga rejeitada. Ele não quis nada com ela. Depois ela começou a mentir. Você é noivo da minha irmã. Você é parvo. Você pensa que ela gosta de si? Ah, você é parvo. Ela sai com o Toninho, o filho do vendeiro.
Ela sai desde há muito tempo atrás. Como és bobo. Você pensa que ela gosta de si? Ela gosta é do nível de vida que vai dar a ela. Ela trai-te. Ela trai-te. Decepção. Ele cabes baixo. Ele vai chorar num canto. Entretanto, Adelaide agora precisa de complementar aquela intriga. Nessa mesma noite, ela vai para as Minas e chega para a irmã.
Olha, eu preciso de te contar uma coisa. Eu sei que isso te vai magoar. Eu sei que isto vai acabar com a a tua vida. Mas no Rio de Janeiro ela inventa, ela inventa. Era mentira. Outra mentira, uma complementando a outra, mas ela inventa. No Rio de Janeiro, o Otávio é um mulherengo. Ele anda com qualquer rapariga. Namora uma, outra, outra, outra.
Fica com esta, com aquela, com aquela outra. E tenho a certeza, ele vai-te escrever terminando o noivado. Realmente, dois, três dias depois chegava uma carta sem mais explicações. Otávio, estava a pensar que Dirce o traía. Otávio terminava o namoro. Dirce tira aça, coloca-o num envelope e envia-lhe decepcionado.
Ele Otávio, nunca mais voltou a aquela cidade. O tempo passou. O tempo continuou a passar. Otávio, agora médico, conheceu uma outra rapariga, casou com ela e o tempo passou. Ele precisava esquecer e tentava. Fingia. Fingia que gostava, mas não gostava de mais ninguém. sempre gostou só dela. 20 anos, 25, 30, 40 anos, já tinha mudado para São Paulo.
Montou uma clínica e boa clínica aqui em São Paulo. Uma noite, 40 anos, 40 anos depois, tudo tinha mudado na vida de Otávio. até viúvo. Ele havia ficado numa noite, ele a olhar para o céu, vendo as estrelas, começou a lembrar de dir-se, dir-se, ele nunca esqueceu dir-se. Ele relembrava aquele tempo, aqueles passeios, recordava o amor e perguntava-se: “Como é que pode? Como é que me pude enganar tanto?” Ele não dormiu nessa noite.
No dia seguinte, foi para o hospital para a clínica na ronda habitual. Ele para num dos quartos e entra. Que coisa estranha. Parecia conhecer aquela pessoa que estava naquele leito. Ele pega na lista para ver o nome. Adelide seria aquela que um dia poderia ter sido a sua cunhada, irmã de Dirce. Ele começa a falar com ela e ela começa a dizer: “Otávio, Otávio, sou eu, Adelaide.
Peço desculpa, peço desculpa, me desculpe. Desculpe do quê? Peço desculpa, peço desculpa, eu sei que estraguei a sua vida. Peço desculpa. Desculpe do quê? E aí ela revela. Foi tudo mentira. Foi tudo mentira. Foi tudo mentira. Foi tudo mentira. Diz-se sempre te amou. E eu inventei para ela que também tu atraía. Foi uma intriga, uma coscuvilhice.

Me desculpe. Onde ela está? Onde ela está? Ela vive aqui em São O Paulo também. Ela mora aqui onde? Aonde? E ela dá a morada. No dia seguinte ele vai até lá. Naquela noite ele não dormiu. Ele ia reverdir-se. Ele ia ver a musa da sua vida. Ia ver a sua fada, o seu grande amor. 40 anos depois, como estaria ela? Ele procura aquela rua, encontrou, olhou para uma igreja, ele manda chamar dir, ela devia ser ali um colégio também, deveria ser professora, diretora.
Tir vem quando ele olha para ela. Tir uma freira. Ele pergunta: “Não casou, pois não?” Ela falou: “Casei, casei com Cristo, casei com Cristo”. Aí começa a contar-lhe: “Ontem, só ontem, 40 anos depois, a sua irmã Adelaide contou-me a mentira: “Você acredita em mim? Não acredita?” Ela diz: “Acredito porque Adelaide, a Adelaide já me tinha contado há 5 anos ela me tinha contado da mentira.
Só que sou freira, não te poderia procurar.” Mas ontem não viu a Delaide, porque a Delaide já faleceu há 5 anos. Há 5 anos a Delaide está morta? Não, eu vi-a ontem. Eu vi-a nos arquivos. do hospital não constava nada, mas ele leu aquele nome. Não constava nada. Dirse era freira. A partir de então, sempre ele vai às missas, vai ao convento, ele vai à igreja para olhá-la.
Ela também o olha e no ar fica uma promessa, não para esta vida, para uma outra vida, para um outro plano, para um outro planeta, porque o verdadeiro amor não morre. E a questão que se coloca, por que por Adelaide voltou? Por que depois de morta, 5 anos depois volta a revelar a verdade? Por quê? Porquê? Para responder a este porquê ninguém melhor do que Robério Diogum.
Por quê? Porque o espírito dela, Gil vivia no plano espiritual, nas trevas, na dor. Lá de cima, ela olhava para a terra e via a separação, o mal. E depois ela tinha dor de alma. Ela imaginava a irmã separada do homem que amava o espírito. Ele vive quando deixa a matéria no plano espiritual uma espécie de videotape de tudo o que ele fez aqui na terra.
E aí a dor é grande. E Deus permitiu que ela viesse ao local de trabalho do Otávio e ali num leito ela se materializasse, se incorporasse, se comunicasse numa outra matéria para revelar a Otávio, para contar ao Otávio a verdade, Gil. E naquele momento, ela deu a Otávio e à mulher que ele amava o direito de serem felizes, de continuarem a sentir o amor da alma, apesar de não terem o amor da carne.
Com certeza quando deixarem a matéria e que forem para o plano espiritual, lá viverão na casa do Pai o amor eterno. O amor que nunca mais irá acabar, que nunca mais se irá separar, porque aqui cumpriram a missão. Fizeram do karma o resgate do erro de vidas do passado. Com certeza que este o amor continuará no céu e para a vida eterna.
Estas são histórias que o povo contava e conta ainda. Narrativas que continuam a desafiar as fronteiras entre o real e o inexplicável, imortalizadas na voz inconfundível deste grande contador de histórias. Gil Gomes deixou-nos em 15 de outubro de 2018 aos 78 anos, mas o seu legado transcende ao jornalismo. Ensinou-nos que além do que os olhos vêem, existe um universo de possibilidades, de lendas e de mistérios que merecem ser contados.
A sua partida deixou um vazio, mas a sua voz permanecerá pela eternidade. E já se deparou com mistérios que desafiam a lógica? Adoraríamos ouvir as suas histórias. E se gostou do vídeo, faça like, partilhe e deixe o seu hype para que ele alcance mais pessoas como nós, amantes do inexplicável. E se ainda não estiver inscrito, seja bem-vindo ao canal mais sobrenatural do Brasil.