Hauntings of Père Lachaise and the Vampire Wing

E no caminho do dragão, ao [música] menos 14 lápides e mausoléus reforçam esta atmosfera peculiar. Muitos deles adornados com morcegos, corações apunhalados, cruzes invertidas e até [música] representações de crianças vampiro. Uma sugestiva referência à transgressão entre os [música] mundos. Mas há um outro símbolo gravado em quase todas as sepulturas daquela ala que surge como um alerta aos incautos.

Talvez o que aqui está enterrado não seja humano. Estamos a falar da cruz de Caravaca, uma relíquia cristã caracterizada por duas astes sustentadas por anjos. Remetendo para o ano de 1232 em Caravaca Cruz, Espanha, acredita-se que a cruz original continha pedaços da madeira onde Jesus Cristo foi crucificado. Não por acaso o relicário é historicamente utilizado como um poderoso amuleto contra forças malignas.

14 túmulos que têm os símbolos. Mas olhe aqui a cruz de Caravaca. Ali também há. Segundo antigas crenças europeias, este tipo de cruz não servia [música] apenas como expressão de fé, mas como mecanismo de contenção, sendo aplicada em sepulturas de indivíduos [música] suspeitos de vampirismo para impedir a sua regresso ao mundo dos vivos.

O Duque das sombras, tal como as lendas apontavam para o final da mal afamada trilha dos vampiros, deparamo-nos com um túmulo simples, mas profundamente perturbador. Não há esculturas grandiosas ou epitáfios elaborados. Apenas uma única inscrição, ledruk. Para a maioria, apenas um apelido comum, mas para os vampirólogos é a prova definitiva.

Dividindo as sílabas, chegamos a Luke ou em bom português, o duque. E é aqui que o próprio príncipe das trevas entra em cena. A criatura enterrada neste túmulo desolada seria nada mais nada menos que Vlad I, o famoso príncipe romeno que muitos denominam como Vlador e que inspirou o lendário Conde Drácula de Brm Stocker.

 Mas algumas teorias vão além. Ao afirmar que o enterro de Vlad Perlachez não era apenas uma homenagem ao vampiro mais temido de todos os tempos, mas também um modo de impedir que o príncipe das trevas voltasse a aterrorizar a Europa. E esta não é uma tese isolada. Verdade ou puro delírio? Ja Sarjan, o maior vampirologista de França e fundador do Museu dos Vampiros, em Paris, defende convictamente que no início do século XX um grupo de ocultistas teria encontrado os restos mortais de Vlad, desaparecidos desde o século XV, e trazido para Paris, depositando-o

secretamente neste túmulo. E sar não se fica por aí. Ao longo do caminho dos vampiros, ele aponta os 14 morcegos esculpidos, alguns discretos em portões de ferro, outros quase invisíveis nas cornijas dos mausoléus esquecidos. Cada um, segundo ele, marca um ponto de energia vampírica. E, segundo uma crença persistente entre os estudiosos do oculto, seguir este rasto silencioso não é apenas um exercício de observação, mas um caminho simbólico, um percurso que levaria o iniciado no vampirismo diretamente à sepultura daquele que

muitos consideram o pai de todos os vampiros. Mas se alguns túmulos evocam [música] emoção, outros parecem ir mais além. Na divisão 44, [música] o monumento de Allan Kardec destaca-se como um dos túmulos mais visitados por turistas e entusiastas do cardecismo. [música] Construído em forma de domen, uma câmara mortuária que remete para a pré-história, [música] ele atrai diariamente milhares de pessoas em [música] procura de algo mais do que a recordação, o contacto com entes falecidos.

Acredita-se [música] que o espírito de Allan Kardec, tal como o fez em vida, ser capaz de se conectar [música] com outros espíritos e assim fornecer respostas diretamente do além. Flores frescas [música] cobrem o local. Cartas são deixadas com pedidos silenciosos e mãos se erguem com reverência para tocar o busco do codificador do espiritismo.

Flores é um túmulo [música] realmente muito florido e as pessoas vêm muito aqui para tocar, ok? Isto não é proibido, ok gente? É claro que não vai ficar [música] tocando demasiado no túmulo, mas não tem problema. E os relatos que surgem deste encontro são inúmeros. A quem afirme ter os seus desejos atendidos de forma inexplicável.

 Outros descrevem sensações físicas, um calor que percorre o corpo, um arrepio [música] súbito ou até à impressão de uma mão invisível, orientando os seus movimentos até à saída do cemitério. E entre tantas histórias que desafiam a lógica, talvez nenhuma seja tão estranhamente curiosa quanto a que envolve o túmulo de Víctor Noar, localizado na divisão 92.

À primeira vista, trata-se apenas de uma estátua de bronze em tamanho real, representando o jovem jornalista deitado, como se estivesse em repouso eterno, com traços serenos e quase naturais. No entanto, um pormenor específico da escultura, discretamente acentuado pelo artista, acabou por dar origem a uma das tradições mais bizarras e insólitas do Perlaches.

Com o passar das décadas, milhares de Os visitantes começaram a repetir um estranho ritual, beijando os pés, os lábios frios de metal e, em seguida, esfregando as partes íntimas da estátua. O gesto tornou-se tão trivial. que até mesmo o bronze da escultura, naquele exato ponto, ganham um brilho e um polimento indistintos.

Seria cómico se não fosse por um pormenor, a quem garanta que o ritual funciona. O gesto, embora funesto à primeira vista, é acompanhado de um pedido silencioso. Muitos acreditam que o virtual está ligado à fertilidade, à atração amorosa e até à renovação da vida afetiva. a quem toque os pés da estátua com a esperança [música] de engravidar, quem deposite flores como forma de agradecimento [música] e até quem regressar meses depois para relatar que os seus desejos teriam sido atendidos de forma [música] inesperada.

Na divisão 11 repousa Frederique Chopan sob a [música] figura melancólica de uma escultura que parece velar pela sua memória em silêncio eterno. A primeira [música] vista, o seu túmulo não difere muito dos outros grandes nomes ali sepultados, [música] mas há um pormenor que transforma aquela sepultura em algo profundamente singular.

 [música] Frederick Chopan faleceu a 17 de outubro de 1849 em Paris. [música] Aos 39 anos, após uma longa doença, nos seus últimos dias, marcado por um medo comum à época, o de ser enterrado vivo, ele teria [música] solicitado não apenas a realização de uma autópsia, mas também que o seu coração fosse retirado e enviado à sua terra natal, a Polónia.

[música] Durante o procedimento, o órgão foi removido e preservado numa solução alcoólica. Foi então que a sua irmã Ludviga [música] assumiu o comando. No início de 1850, atendendo ao último desejo do irmão, a jovem contrabandeou o coração para a A Polónia, escondido num frasco, contornando as alfândas austríacas e russa, [música] para o depositar na igreja da Santa Cruz em Varsóvia, onde repousa agora num pilar albardado.

 [música] Já na divisão 89, o monumento de Oscar Wild [música] ergue-se imponente com o seu estética inspirada no antigo Egito, [música] coroado por uma esfinge alada que observa silenciosamente os visitantes. Durante décadas, os fãs deixaram beijos [música] marcados com batom na pedra frio, sinais de amor eterno, marcas vermelhas que se acumulavam como [música] pequenas feridas na superfície do monumento.

 Mesmo após a limpeza do escultura e a instalação de uma barreira de vidro para impedir [música] novos contactos, os relatos persistem. Há sempre uma nova marca de batom que ressurge misteriosamente [música] onde ninguém tocou, como se lábios invisíveis [música] ainda se cravassem na estátua o beijo frio da morte. [música] E não muito distante dali, outra presença parece manifestar-se [a música] através daquilo que a tornou eterna, a voz.

O túmulo de Edit Piaf [música] é simples, quase modesto, um contraste silencioso com a intensidade [música] da mulher que um dia dominou palcos e corações. Ainda assim, à sua volta acumulam-se relatos [música] que desafiam qualquer explicação racional. Nas tardes frias, [música] os visitantes afirmam ouvir uma melodia distante atravessando as alamedas.

 Uma voz [música] rouca, frágil, quase sussurrada. entoando versos antigos e transformando o Perlaches num palco [música] funesto. Seguindo pelas alamedas sinuosas do Perlaches, chega-se à divisão seis, onde repousa Jan Morrison, o lendário vocalista dos The Dors. O seu túmulo, apesar [música] de discreto, tornou-se ao longo das décadas um verdadeiro santuário improvisado, constantemente coberto por flores murchas, garrafas vazias de whisky, bilhetes escritos em diferentes línguas e pequenos objetos deixados como oferendas.

Isqueiros, fotografias e poemas que parecem tentar manter viva a presença do artista. [música] O fluxo incessante de visitantes é tão intenso que o local passou a exigir vigilância permanente, especialmente após uma série de episódios de vandalismo que marcaram a história do túmulo. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em 1981, quando um busto de mármore de Jean Morrison, instalado para homenagear os 10 anos da sua morte, foi misteriosamente roubado em 1988.

O desaparecimento gerou indignação entre adeptos e autoridades, tornando-se um dos grandes mistérios ligados ao cemitério, já que durante décadas nenhuma pista concreta sobre o paradeiro da escultura foi encontrada. Uma escultura roubada do túmulo de Jean Morrison foi recuperada ao fim de 37 anos. O busto coberto de graffiti foi encontrado por acaso durante uma investigação policial.

 Ainda assim, o que mais inquieta não são os vestígios deixados pelos vivos, mas os indícios persistentes [música] de que Morrison talvez nunca tenha partido completamente. Para além da famosa fotografia de 1997, [música] que teria captado uma figura inexplicável junto à sepultura, inúmeros visitantes relatam experiências semelhantes ao longo dos anos, a quem afirme ver com frequência uma silhueta alta e magra caminhando lentamente entre as criptas ao entardecer, surgindo entre as sombras e desaparecendo no instante em que alguém tenta aproximar-se.

O vampiro de Montparnas. Mas se essa história [música] ainda sua como fruto da imaginação, digno de um romance gótico, [a música] existe um episódio real documentado nos registos históricos que [a música] a torna ainda mais perturbadora. Ja. Ele vai-me contando cada história. Ele é um tipo muito diferente. Aqui ele passou [música] por aqui, falou e foi-se embora. não quis falar muito.

 Ele falou: “Óvar, aqui [a música] é um símbolo de uma criança vampiro e aqui no cemitério que tem mais de 70.000 túmulos, ele contou que portas como [música] esta aqui, com esta criancinha vampira tem 13 no meio [música] de 70.000. Em meados do século XIX, [música] Paris foi abalada por uma sequência de acontecimentos macabros que pareciam e de forma [música] inquietante as mesmas lendas que rodeiam a chamada ala dos vampiros.

Os túmulos começaram a surgir violados, Os caixões [música] eram encontrados abertos e corpos apresentavam chagas inexplicáveis. O pânico espalhou-se rapidamente, alimentando [música] rumores de que algo para além da compreensão humana deambulava pelo cemitérios da cidade. Quando o responsável foi finalmente [música] identificado, o horror assumiu uma forma concreta.

 O seu nome era François Bertran, um sargento do exército [música] francês que ficaria conhecido como vampiro de Moncarnás. Entre 1848 [música] e 1849, invadiu diversos cemitérios de Paris, incluindo [música] o cemitério Perlachesa, desenterrando corpos recém-scultados e profanando-os de uma forma que chocou mesmo uma sociedade [música] já habituada à violência.

Capturado, Bertran confessou tudo, mas a sua explicação [música] apenas aprofundou o mistério. Ele afirmava ser dominado por um impulso [música] irresistível, uma compulsão que surgia à noite, [música] como se uma força externa assumisse o controlo da sua vontade e o conduzisse inevitavelmente até [música] os túmulos.

Dizia não compreender o que sentia, muito menos conseguir resistir. Para a medicina da época, tratava-se de um caso extremo de perversão. Ainda assim, para alguns estudiosos do culto, esta explicação parecia insuficiente perante a natureza [música] quase ritualística dos seus atos. Com o passar do tempo, surgiram interpretações mais inquietantes.

Certos ocultistas passaram a relacionar o caso à atmosfera sombria, que, segundo eles, envolve o próprio cemitério Perlaches. Para estes estudiosos, Bertran [música] não seria apenas um homem perturbado, mas alguém sensível a uma influência invisível, uma presença antiga [música] que ainda ecoaria entre os túmulos.

Desde então permanece [música] a dúvida: teria agido sozinho ou foi de alguma forma guiado por [música] forças ocultas? E talvez seja isso mesmo que torna a ala dos vampiros ainda mais inquietante. Porque enquanto alguns seguem o rasto silencioso dos morcegos [música] esculpidos em busca de respostas, outros temem descobrir que o verdadeiro horror pode despertar e residir dentro de nós.

E acredita que os cemitérios [música] possam ser tão assombrados? Adoraríamos ouvir a sua opinião. E se gostou do vídeo, não se esqueça de gostar, partilhar [música] e deixar o seu hype. E para aqueles que ainda não se inscreveram, este é o momento. [música] Esperamos vê-los em breve. Até lá.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *