León XIV: A verdade proibida sobre o primeiro papa americano

A 8 de maio de 2025, o fumo branco saiu da chaminé da capela Cistina e o mundo ficou a saber o nome do novo papa. Robert Francis Prevost, um homem que 90% dos católicos nunca tinham ouvido. O primeiro papa americano em 2000 anos de história. O Vaticano apresentou com uma biografia de três parágrafos.

Nasceu em Chicago, entrou para os agostinianos, trabalhou no Peru. Francisco fez o cardeal, foi eleito Papa. Três parágrafos para apresentar o homem mais poderoso do catolicismo ao mundo. O que o Vaticano não disse é muito mais interessante do que o que disse. Quem é realmente Robert Prevost? O que fez no Peru durante décadas que ninguém está a contar? Porque Francisco o colocou exatamente no cargo que necessitava para tornar-se papa? E o que sabe Leão XIV que o Vaticano não quer que o Brasil saiba? Comecemos pelo início, pelo homem antes

do Papa. Robert Francis Prevost nasceu em Chicago em 1955. Numa cidade que é simultaneamente o coração do catolicismo americano e um dos lugares mais politicamente complexos dos Estados Unidos, Chicago era a cidade de Alcaponi e dos arcebispos, dos sindicatos e das paróquias, de uma classe operária católica de origem irlandesa, italiana e polaca, que tinha construído a igreja americana com as suas mãos e o seu dinheiro.

Crescer católico em Chicago nos anos 1960 era crescer numa igreja que tinha memória, que sabia o que era ser minoria, que tinha lutado pelo seu lugar num país protestante e que havia construíram hospitais, escolas, universidades, como prova de que os Os católicos eram americanos de pleno direito. Esta história específica do catolicismo americano moldou prevost de formas que nenhum papa europeu da história tinha.

Porque o catolicismo americano é diferente do europeu. Cresceu na separação entre a igreja e o estado. Cresceu na competição com o protestantismo. Cresceu sem o apoio do Estado que as As igrejas europeias tinham historicamente e por isso desenvolveu uma musculatura institucional própria, uma capacidade de sobreviver e crescer sem depender do poder político, que é diferente do qualquer tradição europeia.

Um papa formado nesta tradição vai governar a igreja de forma diferente da todos os que vieram antes. Esta é a verdade mais importante sobre Leon X, que os três parágrafos do Vaticano não contam. Prevost entrou para a ordem de Santo Agostinho, uma escolha que diz muito sobre o tipo de homem que era desde o início.

Não escolheu os jesuítas com a a sua tradição intelectual e as suas redes do poder global. Não escolheu os dominicanos ou os franciscanos com o peso histórico das suas tradições. Escolheu os Agostinhos. Uma ordem com profundidade intelectual, mas sem a visibilidade das outras. Uma ordem que valoriza a vida comunitária, a contemplação e o serviço directo às comunidades.

Santo Agostinho, o fundador espiritual da ordem, escreveu as confissões no século o texto mais honesto sobre a vida interior que a tradição cristã produziu, onde Agostinho descreve com uma minúcia perturbadora os seus pecados, as suas fraquezas, os seus erros e a graça que os transformou. Um papa formado na leitura das confissões tem uma relação com a fragilidade humana diferente de um papa formado na certeza doutrinal.

E depois veio o Peru. O Prevô passou décadas no Peru, não como visitante, não como turista espiritual, como missionário em comunidades rurais do interior, com populações indígenas, em condições que eram radicalmente diferentes de tudo o que Chicago ou Roma podiam oferecer. O peru que PreVoz conheceu era o Peru dos anos 1980 e 1990, o Peru da guerra entre o estado e o Sendeiro Luminoso, um conflito brutal que matou dezenas de milhares de civis, principalmente nas comunidades rurais e indígenas, onde PreVozalhava.

Um conflito onde a igreja era Frequentemente a única instituição presente nas comunidades que o Estado havia abandonado e que o cendeiro aterrorizava. O que Prevost viu no Peru neste período é a experiência que nenhum currículo oficial do Vaticano descreve adequadamente. Comunidades massacradas, populações deslocadas, padres e religiosas mortos por ambos os lados do conflito e uma igreja que tinha de decidir todos os dias como servir populações em guerra sem se tornarem instrumento de nenhum dos lados.

Esta experiência de campo em condições de conflito ativo é o que torna Leon XIV fundamentalmente diferente de qualquer papa que o precedeu imediatamente. João Paulo I cresceu sob o nazismo e depois sob o comunismo, mas como adulto foi bispo e cardeal em estruturas eclesiais relativamente protegidas. Bento X era académico.

Francisco era bispo urbano de Buenos Aires durante a ditadura argentina. Leon X estava no terreno em comunidades pobres, num conflito ativo. Um papa que sabe o que é ver uma comunidade destruída pelo conflito, sabe coisas sobre a igreja e sobre a humanidade que um papa de palácio não sabe.

Sabe o que parece a fé quando é o único recurso que resta. Sabe o que a igreja pode ser quando é a única presença que não abandona. E sabe o que acontece quando essa presença falha? Leão XIV tornou-se prior geral da Ordem agostiniana em 2001, o líder de toda a ordem a nível mundial, posição que o tirou-o do Peru e colocou-o em Roma pela primeira vez como administrador global, mas que não o transformou num homem de Cúria.

continuou a conhecer a ordem de dentro, as suas missões em todo o mundo, os seus problemas, as suas forças e continuou a ser o homem do campo que tinha sido no Peru. Em 2014, foi nomeado bispo de Chiclaio no Peru. Um regresso. Depois de gerir a ordem global a partir de Roma, voltou a país onde tinha passado as décadas mais formativas da sua vida.

Uma escolha que os observadores do Vaticano notaram. um homem que podia ter ficado em Roma e que pediu para voltar ao campo. E então, Francisco, em 2023, Francisco fez duas coisas que, vistas em conjunto são impossíveis de interpretar como coincidência. Nomeou Prevost presidente da Câmara do de Castério para os bispos e fez o cardeal.

No mesmo momento, duas ações que em conjunto colocavam Prevostatamente onde precisava de estar para se tornar candidato viável no próximo conclave. O de castério para os bispos é o departamento que nomeia bispos em todo o mundo. Quem controla este departamento controla a direção que a igreja toma em cada país nas próximas décadas.

Porque os bispos que hoje são nomeados vão governar dioceses durante 20 ou 30 anos, vão educar os padres, vão influenciar comunidades, vão votar em futuros conclaves. Francisco deu a Prevostolo deste departamento, ao mesmo tempo que o tornava cardeal com direito a votar no próximo conclave, e que os outros cardeais passavam a conhecê-lo como o homem que controlava as nomeações episcopais, o homem de quem dependiam para a diocese que queriam, o homem que sabia os dossier de todos os candidatos a bispo em todo o mundo.

Se Francisco estava a preparar o terreno para que Prevost fosse o próximo papa, fez exatamente o que era necessário, sem nunca o dizer publicamente, com a elegância de um homem que sabia como as coisas funcionavam dentro da instituição que governava. O conclave de maio de 2025 durou dois dias.

Uma velocidade que surpreendeu os observadores e que só se explica por um consenso construído antes de os cardeais entrarem na capela Cistina. Um consenso que os dois anos de prevoste como prefeito dos bispos tinham criado. Os cardeais conheciam-no, sabiam o que era, sabiam que era o candidato de Francisco e votaram nele com uma rapidez que diz que havia muito pouca discussão.

Leon X emergiu do fumo branco, o primeiro Papa americano com 30 anos de Peru, com a herança de Francisco, com o conhecimento de todos os bispos do mundo e com a biografia de três parágrafos que o Vaticano apresentou ao mundo. O que ficou de fora dos três parágrafos é o que este vídeo contou. a Chicago dos anos 60, que o formou, o Peru dos anos 1980 e 1990, com o cender luminoso que o temperou, a ordem agostiniana e as confissões que moldaram a sua espiritualidade, a estratégia de Francisco que o colocou exatamente onde precisava de estar e o

conclave de dois dias, que foi rápido demais para ser surpresa. A verdade proibida sobre o primeiro papa americano não é uma conspiração. É uma história muito mais interessante do que a versão oficial. É a história de um homem que foi preparado para o cargo mais difícil do mundo durante décadas de experiências que o Vaticano resumiu em três parágrafos e que chegou ao trono de Pedro com um mapa do mundo e da igreja que nenhum papa anterior tinha.

O que vai fazer com este mapa é a história que este canal vai seguir. Episódio a episódio, decisão a decisão. À medida que Leon X revela o que realmente é, comenta aqui em baixo o que mais te surpreendeu sobre a história real da Leon X. O Peru com o Cender Luminoso? A estratégia de Francisco para o eleger ou com clave de dois dias que foi rápido demais para ser coincidência.

A tua resposta pode ser o próximo episódio. Para compreender completamente quem é Leon X, precisa de perceber o que é o catolicismo americano e por é diferente de qualquer outro catolicismo do mundo. Os Estados Unidos foram fundados como país protestante. As primeiras colónias eram maioritariamente puritanas, anglicanas, reformadas.

E o catolicismo chegou como a religião dos imigrantes irlandeses pobres em fuga da fome, italianos a fugir da pobreza, polacos fugindo da opressão. Chegou como a religião dos que eram vistos como estrangeiros, como inferiores, como suspeitos de lealdade a Roma em vez de à América. Os católicos americanos responderam a esta desconfiança construindo.

Construíram hospitais, construíram universidades Notridame, Georgetown, Boston College. Construíram redes de paróquias que eram simultaneamente igrejas e centros comunitários e construíram uma identidade que provava que se podia ser completamente americano e completamente católico ao mesmo tempo. Esta trajetória de uma igreja que sobreviveu e cresceu sem apoio estatal, em competição direta com uma maioria protestante, criou uma mentalidade específica, uma mentalidade que valoriza a eficiência institucional, que sabe comunicar para audiências

pluralistas, que não depende do Estado para existir e que tem uma relação com a liberdade religiosa diferente das igrejas europeias que durante séculos tiveram o Estado do seu lado. Um papa formado nesta tradição vai gerir o Vaticano de forma diferente, com uma consciência de que a igreja sobrevive e cresce pelo mérito do que oferece, não pela posição que ocupa, com uma compreensão de que a liberdade religiosa é um valor genuíno, não apenas um discurso diplomático, e com uma forma de comunicar que é moldada pelo pluralismo americano e não

pela monocultura religiosa europeia. Esta é a primeira verdade sobre Leon XIV, que os três parágrafos do Vaticano não capturam. Não é apenas americano, é americano de uma tradição específica que vai mudar a forma como o papado se relaciona com o mundo. Há um aspecto da experiência de prevoz no Peru que raramente é mencionado, mas que é historicamente significativo.

O Peru dos anos 80 e 90 era um dos países mais violentos da América Latina. O Sendeiro Luminoso, o movimento mauísta liderado por Abimael Guzman, tinha declarado guerra ao estado peruano em 1980 e a guerra que se seguiu custou a vida de quase 70.000 pessoas, a maioria civis, a maioria nas comunidades rurais e indígenas dos Andes, exactamente as comunidades onde PreVozalhava.

A Igreja Católica no Peru durante este período estava numa posição extraordinariamente difícil. O sendiro luminoso atacava a igreja como instrumento do capitalismo e do imperialismo. Assassinou padres e religiosas, destruiu igrejas e projetos comunitários. E, ao mesmo tempo, o exército peruano, na a sua resposta ao Sendero, cometia violações dos direitos humanos que a igreja tinha obrigação de denunciar.

Os bispos e os padres que trabalhavam no Peru durante este período eram frequentemente alvo de ambos os lados, de acusações de colaborar com a guerrilha quando defendiam os direitos das populações rurais e de acusações de colaborar com o Estado quando não denunciavam as violações do exército com suficiente veemência.

Num conflito desta natureza, a independência moral era perigosa. Prevost navegou este contexto durante anos. Aprendeu a distinguir entre servir as comunidades e servir as agendas políticas que queriam utilizar as comunidades para os seus fins. Aprendeu o que significa dizer a verdade quando há pessoas armadas nos dois lados que preferem que a igreja esteja em silêncio e aprendeu o que é a igreja quando funciona como única proteção de populações que não têm mais ninguém.

Esta formação é o que torna Leon X diferente de qualquer papa que o precedeu no que respeita ao conhecimento do que é a igreja nas margens, não como conceito teológico, como experiência vivida em condições de conflito activo. Existe uma questão sobre Leon X que os média internacionais têm explorado, mas que raramente chega às coberturas em português com a profundidade que merece.

A questão da relação entre Leon XIV e os Estados Unidos como potência política. Pela primeira vez na história, o Papa é americano. Isto significa que o chefe de Estado do Vaticano é cidadão da maior potência militar e económica do mundo. Uma combinação que nunca existiu antes e que cria tensões institucionais que os canonistas e os diplomatas vaticanos estão a gerir com uma atenção que não é pública.

O Vaticano tem relações diplomáticas com os Estados Unidos, tem uma anunciatura em Washington e uma embaixada americana junto da Santa Sé. Estas relações funcionam entre dois estados soberanos. Mas quando o chefe de Estado do Vaticano é americano, a dinâmica destas relações muda de formas que os protocolos diplomáticos normais não anteciparam completamente.

Como vai Leon XIV gerir a relação com Washington? com um governo americano que tem posições sobre a paz, sobre a imigração, sobre o ambiente, que são frequentemente incompatíveis com as posições que a igreja defende, com pressões americanas para que o papa americano apoie posições que o papa universal não pode apoiar.

E com a percepção em países que historicamente desconfiaram da influência americana de que o Papa pode ser um instrumento da política externa americana. Estas tensões são reais. E Leon X vai ter de as gerir de uma forma que nenhum manual do papado descreve, porque a situação não tem precedente e porque a forma como a Jeri vai definir não só o seu pontificado, mas a relação da igreja com a geopolítica global durante décadas.

Esta é a questão que o Vaticano não incluiu nos três parágrafos e que é possivelmente a mais importante de todas as que o Leon X vai ter de responder. Há uma dimensão do pontificado de Leon X que é especificamente relevante para o Brasil e que raramente é mencionada com a especificidade que merece. Leon X é o primeiro Papa que fala português como língua de trabalho pastoral, não como língua aprendida para as cerimónias, como língua em que passou décadas a trabalhar com as comunidades, a rezar, a confessar, a celebrar.

O Brasil é o maior país católico do mundo, com 120 milhões de católicos. mais do que qualquer país da Europa, mais do que os próprios Estados Unidos de onde veio o Papa. E é um país onde o o catolicismo está em transformação acelerado, com o crescimento das igrejas evangélicas, que passou de 10% para 45% da população em 50 anos.

Um papa que fala português, que conhece a realidade da igreja na América Latina de dentro, que tem décadas de experiência pastoral nas comunidades que a igreja no Brasil está a perder para as igrejas evangélicas, tem uma proximidade com o problema brasileiro que nenhum papa anterior teve. Mas a mais.

Leon X, como presidente da Câmara dos bispos, nomeou bispos no Brasil nos dois anos antes de ser eleito. Conhece os bispos brasileiros, sabe quais as dioceses que têm problemas, sabe quais as comunidades que estão a crescer e quais estão a encolher. Tem um mapa do catolicismo brasileiro que os papas anteriores necessitavam de assistentes para ter.

Esta proximidade específica com o Brasil é a verdade proibida mais relevante para a audiência deste canal. Um papa que conhece o Brasil por dentro, que fala português e que tem o poder de influenciar diretamente a direção que a igreja no Brasil vai tomar nas próximas décadas. Pela primeira vez na história. Existe um pormenor sobre a eleição de Leon X que os analistas vaticanos identificaram, mas que raramente aparece nas coberturas populares.

A questão da idade. Leão XIV foi eleito com 69 anos. é um papa jovem para os padrões recentes. João Paulo II tinha 58 quando foi eleito, o que era excepcionalmente jovem. Bento X tinha 78 demasiado velho, como a sua demissão demonstrou. O Francisco tinha 76. Com 69 anos e boa saúde, Leon X pode ter um pontificado de 15 a 20 anos.

Um pontificado desta duração é transformador de formas que um pontificado curto não consegue ser. Porque a mudança dentro de uma instituição com 2000 anos é lenta, exige tempo para que as nomeações que se fazem produzam efeitos, para que as reformas que se iniciam cheguem ao terreno, para que a direcção que se define se torne cultura institucional.

João Paulo II governou 26 anos e transformou a igreja de formas que ainda são visíveis. Se Leon XIV governar 20 anos, o catolicismo de 2045 vai ser diferente do catolicismo de 2025, de formas que nenhuma análise de curto prazo pode completamente antecipar. com a experiência do Peru, com o conhecimento dos bispos do mundo, com a herança de Francisco e com 69 anos e energia para utilizar tudo isto durante duas décadas.

Leon X pode ser o papa mais transformador desde João Paulo I, ou pode ser uma desilusão. Ainda é cedo demais para saber, mas a estrutura está lá. E a verdade proibida sobre o primeiro papa americano inclui esta estrutura que o Vaticano não destacou nos três parágrafos. Um homem suficientemente jovem para um pontificado longo, com o mapa que precisa para utilizar bem esse tempo e com a história de vida que o preparou para o que está a enfrentar.

Para terminar esta história com a perspectiva que merece, há um último elemento que é, ao mesmo tempo, o mais simples e o mais importante. Leon X existe, é o papa, é americano, é o primeiro. E há uma história que o Vaticano apresentou em três parágrafos. Este canal acredita que as histórias que as instituições resumem em três Os parágrafos são frequentemente as histórias mais importantes, porque o que fica de fora dos três parágrafos é o que explica o que está dentro.

O Peru, com o cender luminoso explica um papa que sabe o que é a igreja nas margens. A ordem agostiniana explica um papa com uma relação com a fragilidade humana diferente de um papa doutrinal. A estratégia de Francisco explica um conclave de dois dias. E a Chicago dos anos 1960 explica um papa com uma relação com a liberdade religiosa que nenhum papa europeu podia ter.

Esta é a verdade proibida sobre o primeiro papa americano. Não uma conspiração, não um escândalo. Uma história muito mais rica e muito mais interessante do que a versão oficial. A história de um homem preparado durante décadas para o cargo mais difícil do mundo, que chegou ao trono de Pedro com um mapa que nenhum papa anterior tinha e que vai usar este mapa durante os próximos anos de formas que vão definir o catolicismo do séc.

    Este canal vai acompanhar episódio a episódio, com a mesma profundidade com que acompanhou os papas que o antecederam e com a consciência de que a história de Leão XIV é a história mais importante que a igreja vai contar nos próximos anos. Começando agora, começando pela verdade que o Vaticano resumiu em três parágrafos e que este canal vai continuar a contar.

Há um aspecto da eleição de Leon XIV que é fascinante e que raramente é discutido com a honestidade que merece. O que representavam os outros candidatos e por Leon X ganhou? Todo o conclave tem candidatos principais que os analistas identificam antes de os cardeis entrarem na capela cistina. No conclave de 2025, houve nomes que circulavam cardeais europeus que representavam a continuidade com a tradição vaticana.

Os cardeais africanos que representavam o crescimento da igreja no continente que tem mais católicos jovens. cardeais latino-americanos que representavam a continuidade com Francisco. Leon XIV ganhou porque reunia o que nenhum dos outros tinha completamente. Era americano, o que resolvia o problema geopolítico de ter um papa do sul global num momento em que as relações com os Os países desenvolvidos precisavam de atenção.

era missionário do Peru, o que provava que a sua americanidade não era apenas privilégio ocidental, era prior de uma ordem global e depois bispo, o que provava a capacidade de administração. E era o candidato de Francisco, o que dava garantia de continuidade às reformas que os cardeisistas queriam que continuassem. Nas lógicas complexas de um conclave, um candidato que satisfaz diferentes grupos por razões diferentes é o candidato que ganha.

Leão Xfazia os americanos que queriam ver um dos seus no cargo mais elevado. Satisfazia os progressistas que viam a continuidade de Francisco. Satisfazia os missionários que viam um dos seus a chegar ao topo e satisfazia os que queriam papa com experiência. administrativa real. A velocidade do conclave confirma esta leitura.

Quando um candidato satisfaz múltiplos grupos por razões diferentes, o consenso forma-se rapidamente. Não porque toda a gente queira exatamente o mesmo, mas porque toda a gente encontra no mesmo candidato a razão diferente que necessitava. Há uma última dimensão desta história que é, ao mesmo tempo a mais perturbadora e a mais esperançosa.

O que significa para a igreja ter um papa que vem de fora do sistema vaticano? Leon X passou a maior parte da sua vida fora de Roma, fora dos corredores do poder Vaticano, fora das redes de influência que fazem e desfazem carreiras dentro da Cúria. Só nos últimos dois anos, como presidente da Câmara dos bispos, esteve dentro do sistema de forma intensa.

Isto é significativo porque a cúria romana é uma das instituições mais fechadas do mundo, com dinâmicas de poder que os de fora não compreendem completamente, com lealdades que se constroem ao longo de décadas de convivência e com uma resistência à mudança que Francisco experimentou durante 12 anos de reformas que encontraram resistência permanente.

Um papa de fora do sistema tem vantagens e desvantagens. A vantagem é que não deve favores à Cúria, que não foi formado nas lealdades que tornam as reformas difíceis, que vê a instituição com olhos que não foram completamente domesticados pelas suas dinâmicas internas. A desvantagem é que a Cúria sabe navegar estes papas, sabe utilizar o protocolo, a tradição, a complexidade administrativa para tornar as mudanças lentas e os reformadores frustrados.

João Paulo II foi um papa de fora do sistema vaticano e encontrou resistência. Francisco foi e encontrou resistência ainda mais organizada. O que vai Leon X fazer com a Cúria que herda é a questão central dos primeiros anos do seu pontificado. E a resposta vai depender não só do que quer, mas de como utiliza o que aprendeu nos dois anos como prefeito dos bispos a conhecer o sistema a partir de dentro, sem nunca ter feito completamente parte dele.

A verdade proibida sobre o primeiro papa americano inclui esta tensão. Entre o outsider que vem mudar as coisas e a instituição que tem 2000 anos de prática a absorver os que querem mudar as coisas, qual vai ganhar é a história que este canal vai acompanhar. Para compreender completamente o que Leon X representa para a América Latina e para o Brasil, precisa de compreender o que foi a teologia da libertação e como moldou a Igreja Latino-Americana.

A teologia da libertação surgiu nos anos 1960 e 1970 na América Latina. Era uma leitura da fé cristã a partir da perspectiva dos pobres, que dizia que Deus tinha uma opção preferencial pelos pobres, que a missão da igreja incluía lutar contra as estruturas de injustiça que mantinham os pobres na pobreza e que a salvação não era apenas espiritual, mas também social e política.

Esta teologia foi controversa dentro da igreja. João Paulo II e Hatzinger, como prefeito da Congregação para a doutrina da Fé intervieram para limitar o que consideravam excessos marxistas na teologia da libertação. Silenciaram teólogos, disciplinaram movimentos e criaram uma tensão com a Igreja Latino-Americana que durou décadas.

Francisco foi o primeiro Papa a tentar conciliar o Vaticano com a tradição da teologia da libertação. Reabilitou figuras que tinham sido marginalizadas. utilizou linguagem que vinha desta tradição e tentou construir uma ponte entre Roma e a Igreja Latino-Americana que os pontificados anteriores haviam danificado.

Leão XIV cresceu como missionário no Peru durante o período em que este tensão era mais intensa. trabalhou com comunidades onde a teologia da libertação era não só uma teoria académica, mas uma verdadeira prática pastoral e fez escolhas sobre como servir estes comunidades que mostram onde estava no debate, não como teólogo da libertação declarado, mas como missionário que sabia que a fé sem atenção à justiça era incompleta.

Esta posição matizada, que não é a teologia da libertação na sua forma mais radical, nem a sua rejeição, é provavelmente o que Leon X traz ao debate sobre a missão da igreja que vai continuar durante o seu pontificado. Há um elemento desta história que raramente aparece e que é relevante para quem em Portugal acompanha este canal.

Portugal e a sua relação com Leon X. Portugal tem uma relação específica com a América Latina que vem do colonialismo e que ainda hoje se manifesta na cultura partilhada, na língua e nas ligações religiosas. A igreja em Portugal tem laços históricos profundos com a igreja no Brasil e tem em Fátima o santuário mariano mais importante do mundo ocidental.

Um papa que fala português e que conhece a igreja da língua portuguesa de dentro é um papa diferente para Portugal, não apenas para o Brasil, para os portugueses que visitam Fátima, para as comunidades portuguesas no estrangeiro, que são parte significativa da diáspora católica, e para uma igreja portuguesa que enfrenta os mesmos desafios de secularização que a igreja em todo o mundo ocidental.

Leão XIV vai a Fátima. É uma questão que os devotos portugueses já colocam e que a resposta de Leon XIV vai dizer algo sobre a forma como vê a devoção mariana, que é central para o catolicismo português e brasileiro. Esta ligação específica entre o Leon X e o A lusofonia é a verdade proibida mais próxima de casa para a audiência deste canal.

Um papa que fala a nossa língua, que conhece a nossa igreja e que vai tomar decisões sobre o futuro desta igreja nos próximos 20 anos, pela primeira vez na história com o nível de proximidade que O Leão X tem. Há uma última verdade sobre Leon X que este vídeo precisa de dizer: “Ainda não sabemos o suficiente.

” Leon X tem menos de um mês de pontificado. Os primeiros gestos são visíveis. As primeiras nomeações começam a aparecer. Os primeiros discursos foram feitos. Mas o que um papa é determina-se pelos anos, e não pelos meses. O que este vídeo contou foi a história de quem foi Leon X antes de ser Papa. A Chicago, dos anos 1960, o Peru com o Cender Luminoso.

A ordem agostiniana, a estratégia de Francisco, o conclave de dois dias. O que Leon X será como papa é a história que ainda não foi escrita e que este canal vai acompanhar com a atenção que a história mais importante do catolicismo contemporâneo merece. A verdade proibida sobre o primeiro papa americano começa com o que o Vaticano resumiu-o em três parágrafos e continua com cada decisão que Leon X vai tomar, com cada nomeação, com cada discurso, com cada momento em que o homem que passou décadas no Peru, que leu as confissões de Agostinho, que

foi preparado por Francisco, vai revelar O que realmente é o primeiro papa americano da história. com a verdade que o Vaticano não contou e com a história que este canal vai continuar a contar. Existe um pormenor sobre Leon X que é especificamente fascinante para quem acompanha este canal há algum tempo. Leão X foi prior geral dos Agostinhos entre 2001 e 2013, 12 anos a liderar uma ordem religiosa global com comunidades em dezenas de países, com problemas de governação, de finanças, de missão, de identidade.

Os mesmos problemas que qualquer grande organização tem em menor escala do que o Vaticano, mas da mesma natureza. Estes 12 anos são o seu laboratório de gestão institucional, onde aprendeu a gerir uma organização complexa sem o poder coerivo que o Estado tem, onde aprendeu que a autoridade numa organização religiosa deriva do respeito que gera, não apenas do cargo que ocupa, e onde enfrentou os tipos de resistência interna que qualquer reformador encontra dentro de instituições estabelecidas.

Francisco foi jesuíta, mas nunca liderou a ordem jesuíta. João Paulo II nunca liderou uma ordem religiosa. Bento X era académico e administrador eclesial, não líder de uma ordem. Leão XIV tem 12 anos de experiência em exatamente o tipo de liderança que o papado exige. Gerir uma organização global de pessoas comprometidas com uma missão, mas que tem opiniões fortes sobre como cumpri-la.

Esta experiência específica é a que o torna potencialmente o administrador mais capaz dos papas recentes, não o mais teólogo, não o mais profético, mas o com mais experiência prática no tipo de liderança que o Vaticano precisa e que os três parágrafos do Vaticano descreveram com uma brevidade que não faz justiça ao que representa.

Há um elemento final desta história que é o mais simples e o mais verdadeiro dos tudo o que foi dito. Leão X foi eleito por homens, por cardeis com as suas agendas, os seus interesses, as suas visões sobre o que a igreja precisa num processo humano com todas as imperfeições que os processos humanos têm. E, ao mesmo tempo, a tradição católica afirma que o conclave é orientado pelo Espírito Santo, que os cardeais, com todas as suas imperfeições, estão a responder a algo que transcende os seus interesses individuais, que o resultado

é ao mesmo tempo completamente humano e completamente divino. Há paradoxo que a fé cristã abraça sem resolver completamente. Para os fiéis que vêem este canal, esta atenção é familiar. A igreja é humana e divina ao mesmo tempo. Erra e é corrigida, peca e é perdoada. E continua 2000 anos com papas que foram santos e papas que foram escândalos, com concílios que reformaram e com períodos de imobilismo.

Com João Paulo I, que morreu em 33 dias, e com João Paulo I, que governou 26 anos. Leon X chega a este momento como o primeiro americano, com a verdade que o Vaticano não contou completamente, com a história do Peru e de Chicago e dos agostinianos, com a herança de Francisco e com a responsabilidade de continuar uma história que começou há 2000 anos e que não termina com ele.

A verdade proibida sobre o primeiro papa americano é que é, ao mesmo tempo, mais simples e mais complexa do que os três parágrafos do Vaticano sugeriam. Mais simples, porque é apenas a história de um homem que foi preparado durante décadas para um cargo que nunca procurou. Mais complexa porque este homem carrega agora o peso de 2000 anos de história e de um bilião de expectativas.

Este canal vai acompanhar e a história continua. Para completar esta história com todos os os elementos disponíveis, existe um dado sobre Leon X, que é ao mesmo tempo verificável e pouco conhecido. Leon X tem redes sociais e utilizava-as ativamente antes de ser eleito, o que é uma novidade absoluta no papado.

Como cardeal e como prefeito dos bispos, Robert Prevosten X, anteriormente Twitter, onde comentava eventos da igreja, partilhava reflexões e interagia com jornalistas e teólogos de forma directa, uma presença que era mais pessoal e mais informal do que as contas institucionais do Vaticano e que mostravam um homem com opiniões claras e uma capacidade de comunicar em linguagem acessível que contrastava com o estilo Vaticano habitual.

Esta familiaridade digital é relevante por razões que vão para além da comunicação. Um papa que compreende as redes sociais de dentro sabe como circula a informação hoje. Sabe que o que o Vaticano diz oficialmente e o que as pessoas ouvem são frequentemente coisas diferentes. sabe que a autoridade moral no mundo digital não se impõe pelo cargo, mas se constrói pela credibilidade do que se diz e pela coerência entre o que se diz e o que se faz.

Para canais como este, que existem nos mesmas plataformas e que falam sobre a igreja audiências que procuram compreender o que a igreja é e faz. Um papa que entende estas plataformas é um papa cujas decisões vão gerar conteúdo que a audiência deste canal vai querer seguir. Não como propaganda, como história em tempo real de uma instituição que está a mudar a nossa frente.

Leon X é o papa mais digital da história. Com a verdade proibida sobre quem é e de onde veio e com a história que está a começar a escrever, este canal vai estar lá para a contar. Há um elemento desta história que liga Leon X diretamente a todos os vídeos que este canal fez sobre os papas anteriores. Este canal explorou João Paulo I, que faleceu em 33 dias, João Paulo I, que sobreviveu ao atentado, Bento X, que leu 300 páginas e renunciou, Pio X, que ficou em silêncio durante o holocausto.

João 23, que morreu 33 dias após a Pacing em Teres. Cada um destes papas deixou algo inacabado. Cada um transportou segredos que levou para o túmulo ou que estão nos arquivos que o Vaticano guarda e cada um foi simultaneamente moldado pela história e criador da história. Leão XV. Erda tudo isto. A reforma inacabada de Francisco, o relatório de 300 páginas que Bento X leu e que Francisco disse tê-lo destruído.

A questão dos abusos que continua e as tensões entre a igreja do norte e a igreja do sul, que nenhum pontificado resolveu completamente e traz algo que nenhum dos anteriores tinha. A perspectiva de um homem que conheceu a igreja tanto das margens como do centro, que passou décadas no campo antes de chegar ao poder e que chegou ao poder precisamente por causa do que aprendeu no campo.

se vai utilizar esse conhecimento para terminar o que os anteriores deixaram inacabado, é a questão que define o seu pontificado e que este canal vai acompanhar com a mesma atenção que deu aos papas que o antecederam, porque a história da igreja é a história mais longa que existe. E Leon X é o seu capítulo mais recente.

com a verdade proibida que o Vaticano não contou nos três parágrafos e com os capítulos que ainda vão ser escritos. Há uma última questão que este vídeo precisa de colocar antes de terminar. Uma questão sobre o nome que Prevost escolheu e o que significa para o Brasil e para Portugal. Leão. O 14º é um nome que em português soa diferente do que em inglês ou em espanhol.

em português é leão, o animal que é símbolo de força, de realeza, de coragem e que na tradição cristã representa Cristo, o leão de Judá, a figura do apocalipse que abre os selos. Leão 13. O papa que este nome mais directamente evoca foi o papa que escreveu a Herum Novarum em 1891, o documento que criou a doutrina social católica, que pela primeira vez afirmou que os trabalhadores tinham direitos, que o capital não podia explorar o trabalho sem limite moral, que a igreja tinha algo a dizer sobre a organização económica da sociedade.

Um documento que em 1891 era revolucionário e que é a base de toda a doutrina social da igreja até hoje. Um papa que escolhe o nome Leon desigualdades crescentes, de trabalho precário, de concentração de riqueza, de uma magnitude que o século XIX não imaginou, está a fazer uma declaração de intenção que vai ter algo a dizer sobre a economia, sobre os trabalhadores, sobre os pobres, como disse Leon XI em 1891.

Para o Brasil, onde a desigualdade social é de uma magnitude que continua a ser uma das maiores do mundo, um papa que evoca Leon XI não é uma escolha sem consequências. É um papa que vem com uma agenda social implícita e que terá de traduzir essa agenda em posições concretas sobre questões que afectam directamente os 120 milhões de católicos brasileiros.

A verdade proibida sobre o primeiro papa americano inclui este nome. E o que o nome promete? Há um mundo que precisa de ouvir o que Leon X disse em 1891, dito com a urgência de 2025, por um papa que passou décadas com os pobres do Peru e que chegou ao trono de Pedro com o mapa do que pode ser a igreja quando serve os que precisam.

Para terminar com a honestidade e a clareza que esta história exige, há uma dado final que resume tudo. O Vaticano apresentou Leon X ao mundo com três parágrafos. Este vídeo demorou mais de uma hora a contar a história que estes três parágrafos resumiram. E ainda assim não contou tudo. Não contou o que Prevostu nas comunidades peruanas que o Cenderu destruiu.

Não contou as conversas específicas que teve com Francisco nos últimos meses. Não contou o que sabe sobre os dossiers dos bispos que nomeou nos dois anos como autarca e não contou o que vai fazer nos próximos 20 anos com tudo o que sabe e aprendeu. Porque esta história ainda não está escrita. está a ser escrita agora. A cada dia que Leon X acorda como papa e toma uma decisão, a cada nomeação, a cada discurso, a cada momento em que o homem que veio de Chicago e do Peru e da Ordem agostiniana revela o que realmente é, este canal vai estar lá, a cada

episódio, a contar a verdade proibida que o Vaticano não inclui nos comunicados oficiais sobre o primeiro papa americano da história. com o mapa que nenhum papa anterior tinha e com a história que vai definir o catolicismo das próximas décadas. Começando agora, começando por este vídeo e continuando com tudo o que Leon X vai revelar que ainda não sabemos.

Existe um último pormenor sobre Leon X que é relevante e que raramente aparece. Prevost, quando era prioral dos Agostinhos, teve de gerir uma crise ordem interna que antecipa exatamente o tipo de desafio que vai encontrar no Vaticano. A ordem agostiniana, como todas as ordens religiosas, enfrentou durante os anos de 2001 a 2013 os efeitos da crise de abusos sexuais por parte do clero, que havia explodido na igreja a partir dos Estados Unidos.

A ordem tinha comunidades em todo o mundo, e em algumas destas comunidades houve casos que o Prior geral teve de gerir, com a pressão das vítimas, com a pressão dos média, com a pressão dos membros da ordem que queriam transparência e com a pressão dos estruturas vaticanas que tinham as suas próprias formas de gerir estas situações.

Como Leon X geriu estes casos como prior geral, é uma questão que os investigadores da igreja vão examinar com atenção ao longo do pontificado. Porque a forma como um líder gerefil da igreja contemporânea diz mais sobre quem é do que qualquer discurso. As evidências disponíveis sugerem uma gestão que foi mais transparente do que a média das ordens religiosas naquele período.

Mas as evidências disponíveis são parciais. E o historial completo da gestão de casos de abuso dentro dos Agostinhos durante os 12 anos de prevoste como prior geral ainda não foi completamente investigado publicamente. Esta é uma das verdades proibidas que vai emergir ao longo do pontificado. não necessariamente com escândalo, mas com o escrutínio que qualquer papa do século XX vai inevitavelmente enfrentar sobre o tema que mais danificou a credibilidade da igreja nas últimas décadas e que Leon X terá de gerir com uma consistência que os papas

anteriores nem sempre tiveram. A verdade proibida sobre o primeiro papa americano inclui esta dimensão, a que ainda não é completamente conhecida e que vai sendo revelada ao longo de um pontificado que está apenas a começar.

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