O Desabafo do Filho de Eva Wilma Que Mostra o Lado Oculto da Estrela
Eva Vilma partiu há exatamente 5 anos, deixando um vazio incomensurável na dramaturgia brasileira e uma saudade profunda no coração de milhões de fãs. Ao longo de décadas, ela foi sinónimo de elegância, talento e integridade nas ecrãs e nos palcos. Mas longe dos holofotes, a sua história pessoal guardava lutas silenciosas que poucos conheciam.
Agora o seu filho, o músico John Herbert Júnior, quebra o silêncio para revelar um rosto de Eva Vilma, que as câmaras nunca registaram. Em um relato comovente e profundamente honesto, ele resgata as memórias de uma infância marcada pela ausência de uma mãe que estava no auge do sucesso, mas cuja presença se fazia gigante através de lições de liberdade e dignidade.
O que realmente acontecia nos bastidores da vida de uma das maiores estrelas da televisão quando as luzes se apagavam. Como é que ela enfrentou o julgamento de uma sociedade conservadora, a dor da perda e, finalmente, a sua batalha mais difícil na UCI de um hospital. Neste vídeo, vai descobrir detalhes inéditos sobre a intimidade de Eva Vilma, incluindo o seu histórico teste em Hollywood com o lendário realizador Alfred Hitcock e o emocionante projeto final que ela concluiu nos seus últimos dias de vida. Se também se emociona
com a trajetória dos grandes ícones da a nossa cultura, aproveite este momento fazer parte da nossa comunidade, clicando no botão de inscrição e ativando o sino para não perder nenhuma das nossas histórias exclusivas sobre os bastidores da fama. Acompanhe connosco esta emocionante viagem até ao fim, pois cada revelação mostra porque é que Eva Vilma tornou-se verdadeiramente eterna.
Eva Wilma Rifley Buckup nasceu na cidade de São Paulo no dia 14 de dezembro de 1933. Era filha única de Oto Rifle Júnior, um alemão católico que trabalhava como metalúrgico, e de Luía Carpi, uma russa de origem judaica que tinha nascido na Argentina. Logo após o seu nascimento, a menina recebeu um apelido carinhoso que a acompanharia durante toda a vida.
Um dos os seus avôs, que inicialmente era contra o casamento dos pais, devido às diferenças culturais e religiosas, derreteu-se ao ver a neta pela primeira vez e exclamou que ela era muito vivinha. A partir daquele instante, ela passou a ser chamada de vivinha por familiares e amigos próximos.
A infância de Eva Vilma foi marcada por um ambiente que estimulava a apreciação artística, mas também por momentos de profunda apreensão. Durante e após a Segunda Guerra Mundial, a família enfrentou severas dificuldades financeiras, porque o seu pai, em virtude da sua ascendência alemã, acabou perdendo o emprego e enfrentando a rejeição do mercado de trabalho.
em depoimentos concedidos ao longo da sua trajetória, como numa entrevista histórica para a revista Sétimo Céu, na década de 70, a atriz revelou que aos 12 anos de idade vivia sob a angústia constante de ver o pai ser preso a qualquer momento. Apesar de ele ter fugido da prisão, Eva Vilma guardou desse período a dolorosa lição sobre o medo e a rejeição, o que mais tarde a ajudou a construir uma casca forte para ultrapassar os obstáculos da profissão e combater a autocensura.
Mesmo com o orçamento doméstico apertado, os seus os pais faziam questão de incentivar a sua formação cultural. Ela estudou piano, guitarra e teve aulas de canto com ninguém menos que a lendária Inesita Barroso. Mas a sua verdadeira paixão inicial foi a dança clássica. Aos 14 anos de idade, Eva Vilma iniciou o seu percurso profissional como bailarina clássica e pouco tempo depois passou a integrar o prestigiado São Paulo Balê.
Sua dedicação nos palcos era absoluta e o o seu talento natural chamava a atenção dos todos. No ano de 1953, durante uma marcante apresentação de bailado realizada no Icónico Teatro Municipal de São Paulo, a jovem artista foi descoberta por produtores que a convidaram a fazer parte da primeira turma do Teatro Brasileiro de Comédia e do Teatro de Arena.
No Arena, ela [a música] deu os seus primeiros passos na dramaturgia ao participar em peças teatrais de renome, como Esta Noite é Nossa e O Demorado Adeus. No mesmo ano de 1953, Eva Vilma estreou-se no cinema sob a realizado por Luciano Salce no filme Uma pulga na balança. Ela também participou de outras produções da lendária companhia cinematográfica Vera Cruz, consolidando o seu nome como uma promessa das telas.
Em entrevistas posteriores, a atriz recordou que a disciplina rígida do ballet clássico foi fundamental para moldar a sua ética de trabalho e a sua postura [música] cénica, ferramentas que utilizaria ao longo de mais de seis décadas de atividade ininterrupta. Os seus estudos formais foram realizados em instituições tradicionais de São Paulo, como o colégio Elvira Brandão e o colégio Rio Branco, locais onde já demonstrava uma sensibilidade artística em comum.
Os seus pais, embora preocupados com o futuro profissional da filha único, numa época em que a [música] A carreira artística era vista com desconfiança, deram todo o apoio necessário para que ela trilhasse o seu próprio caminho. O ambiente doméstico, rodeado por música e discussões intelectuais, foi o berço perfeito para o desabrochar de uma estrela que começava a dar os seus primeiros e decididos passos para a consagração nacional.
O destino de Eva Vilma mudou de forma definitiva nos bastidores de um ensaio de ballet no Teatro Municipal de São Paulo, no início dos anos 50. Enquanto ela aprimorava os seus passos de dança, a companhia cinematográfica Vera Cruz utilizava as instalações do teatro para gravar cenas da longa-metragem Ângela no ano de 1951.
Entre os figurantes contratados, muitos deles estudantes de direito da Universidade de São Paulo, foi o jovem John Herbert. O encontro entre os dois foi o início de um romance que se misturaria com a A própria história da televisão brasileira. Com o nascimento e a expansão da TV Tupi, a primeira estação do país, o diretor artístico Cassiano Gabuz Mendes procurava um formato de humor leve e quotidiano que cativasse o público, inspirado no estrondoso sucesso do folhetim norte-americano I Love Lucy.
A primeira tentativa da estação foi o programa Namorados de São Paulo, protagonizado por Eva Vilma e pelo galã Mário Sérgio. No entanto, o entrosamento cénico não fluiu como o esperado. E Mário Sérgio, que sofria de depressão e não se sentia realizado na profissão, decidiu abandonar a atração no ano de 1954. Perante o impasse, Eva Vilma teve a iniciativa de sugerir à direção o nome do seu então namorado John Herbert, que já tinha feito algumas comédias no cinema.
A química entre os dois foi imediata e avaçaladora. fazendo com que Ciano Gabus Mendes reestruturasse o programa que passou a chamar-se Alô, Doçura. O folhetim mostrava de forma leve e divertida a rotina e os desentendimentos de um jovem casal, conquistando instantaneamente o coração dos telespectadores brasileiros. A identificação do público com os personagens era tão grande que quando Eva Wilma e John Herbert casaram-se oficialmente no ano de 1955, todo o país celebrou a união do chamado Casal Doçura.
O programa manteve-se no ar durante 10 anos consecutivos até ao ano de 1964, garantindo um lugar no livro dos recordes da época como uma das produções mais duradouras da televisão nacional. Após o casamento, o casal decidiu fazer uma pausa na carreira artística e se mudar-se para o Rio de Janeiro, onde John Herbert pretendia exercer a sua profissão de advogado.
No entanto, a distância dos palcos durou pouco tempo e seis meses depois eles regressaram a São Paulo. Nesse período de regresso, Eva Vilma deu à luz à primeira filha do casal, vive em Patrícia no ano de 1956. E do anos mais tarde, no ano de 1958, nasceu o segundo filho, John Herbert Júnior.
Conciliar a rotina de cuidados com os filhos pequenos [música] e a intensa jornada de gravações diárias ao vivo não foi uma tarefa simples. Em entrevistas da época e em relatos biográficos subsequentes, a atriz confessou que enfrentou momentos de grande cansaço físico e exigência emocional para dar conta das suas funções como mãe, dona de casa e estrela de televisão.
Apesar de todos os desafios da dupla jornada, Eva Vilma nunca abandonou a sua arte, dividindo-se entre os estúdios de televisão, as produções de cinema e as apresentações teatrais que consolidavam o seu prestígio face do público e da crítica especializada. No final dos anos 60, Eva Vilma viveu um dos capítulos mais surpreendentes e curiosos de toda a sua trajetória artística, que quase a levou ao estrelato em Hollywoods.
No ano de 1968, a atriz protagonizou no teatro a peça Blackout, uma adaptação da obra norte-americana de Frederick Knot, que tinha dado origem ao famoso filme Um Clarão nas Trevas, protagonizado por Audrey Habburn. O desempenho de Eva Vilma foi tão aclamado que ela recebeu diversos prémios da crítica, incluindo uma prestigiada honraria concedida pela embaixada dos Estados Unidos.
Esse prémio consistia numa viagem de estudo de 45 dias pelo país para que ela pudesse conhecer de perto a produção cultural norte-americana no teatro, no cinema e na televisão. Eva viajou acompanhada pelo seu marido na altura, o ator John Herbert. Durante a estadia em Los Angeles, os dois foram convidados a visitar os gigantescos estúdios da Universal Imagens.
Enquanto almoçava tranquilamente no refeitório da companhia, a beleza e a presença marcante de Eva Vilma chamaram a atenção de um experiente agente de casting. O profissional aproximou-se e revelou que o lendário realizador Alfred Hitchcock, conhecido mundialmente como o mestre do suspense, estava à procura Desesperadamente uma atriz latino-americana para interpretar uma personagem cubana no seu próximo grande longametragem intitulado Topázio.
Entusiasmada, tirou algumas fotografias rápidas de portfólio e regressou ao Brasil. Poucos meses depois, a produção de Hitcock entrou em contacto com a atriz, solicitando o envio do seu currículo e de materiais gravados com suas prestações na televisão brasileira. Após analisar o material, a equipa do diretor enviou bilhetes de primeira turma para ir buscar a atriz a São Paulo.
No voo em direção a Los Angeles, no ano de 1969, Eva Vilma tentava devorar as mais de 400 páginas do romance que inspirava o guião do filme. Ao chegar aos estúdios da Universal, a preparação para o teste [música] revelou-se um verdadeiro choque cultural e estético. No camarim, os profissionais de maquilhagem começaram a aplicar uma série de recursos artificiais na atriz Paulista, incluindo pestanas postiças, cabelos falsos e até mesmo próteses de seios de borracha.
Assustada com tamanha transformação, Eva Vilma questionou o maquilhador sobre a necessidade de utilizar os seios postiços, ao que ele respondeu de forma bem humorada que até a estrela Audrey Hapburn tinha reclamado daquela exigência e só conseguiu trabalhar com os seus seios naturais após do anos de insistência nos estúdios de Hollywood.
No entanto, ao aperceber-se que o figurino da sua personagem incluía uma camisa com transparências, a brasileira acabou por concordar que a [música] prótese não era uma ideia tão ruim. O teste de atuação foi dividido em três partes distintas, sendo [a música] que a última delas colocou a brasileira frente à frente com o próprio Alfred Hitcock.
Em entrevistas posteriores, como no programa Conversa com Bial, Eva Vilma recordou que a casa do cineasta dentro do lote da Universal parecia um cenário de um filme de terror, o que aumentava ainda mais o seu nervosismo. Quando ela entrou no estúdio de gravação para a fase final do teste, ouviu uma salva de palmas vinda da equipa técnica.
Era a entrada triunfal de Hitcock. Segundo a atriz, o realizador era um homem extremamente vaidoso e que demonstrava ter o prazer da maldade na condução de seus atores. Sentado bem próximo da lente da câmara, [música] Hitcock começou a fazer perguntas provocatórias e exigiu que Eva Vilma improvisasse as respostas em inglês.
Perante a dificuldade da improvisação na língua estrangeira, o diretor disparou que ela estava a tentar irritá-lo [música] e ordenou-lhe que respondesse na sua própria língua natal, o português. Apesar de todo o esforço e de ter estado muito perto de conquistar a vaga, o papel da personagem cubana acabou por ficar com a atriz alemã Karim Dor.
Embora tenha sentido a frustração de não participar no projeto, Eva Vilma declarou em tom de brincadeira que se consolou ao assistir ao filme finalizado e perceber que Topáio não figurava entre as grandes obras-primas da carreira de Hitcock. Ainda assim, a experiência de ser dirigida e testada pelo mestre do O cinema mundial manteve-se como uma das recordações mais inesquecíveis e valiosas da sua brilhante carreira.
No início dos anos 70, Eva Vilma consolidou-se como a maior estrela da Rede [música] Tupi e um dos maiores fenómenos de audiência do país. No ano de 1973, a escritora Ivan Ribeiro confiou-lhe o maior desafio dramático da sua carreira: Interpretar as irmãs gémeas Rute e Raquel na primeira versão da novela Mulheres de Areia.
O desafio técnico era imenso para a tecnologia da época, pois as gravações exigiam cortes milimétricos e um trabalho corporal duplicado da atriz para dar vida à doce Rut e ao perversa Raquel. A prestação de Eva Vilma foi tão brilhante que paralisou o Brasil e garantiu-lhe o troféu imprensa e o prémio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Do anos mais tarde, no ano de 1975, ela repetiu a parceria com Ivan Ribeiro e protagonizou a telenovela A via Viagem, dando vida à intensa e inesquecível de enquanto brilhava intensamente sobolofotes, a sua vida pessoal passava por uma tempestade avaçaladora nos bastidores. No ano de 1976, após 21 anos de união, Eva Wilma e John Herbert decidiram pôr fim ao casamento.
A separação do casal mais querido do país chocou a opinião pública e provocou um verdadeiro escândalo na sociedade conservadora da época. Naquele período, a lei do divórcio ainda não tinha sido aprovada no Brasil, o que só aconteceria no ano seguinte, em 1977. Para uma mulher pública e de destaque, a separação era acompanhada de um julgamento implacável da imprensa e do público.
Em depoimentos posteriores, a A própria atriz relatou com amargura que sentiu como se estivesse a ser queimada na fogueira da Inquisição por tomar a decisão de se separar. Em meio ao turbilhão do fim do casamento, Eva Vilma aproximou-se do seu colega de cena, o ator Carlos Zara, com quem tinha trabalhado em Mulheres de Areia e que interpretava a personagem Marcos, par romântico da Doce Rut.
O envolvimento entre os dois aumentou ainda mais o falatório e o preconceito dos media e de parte do público, que viam na União uma quebra imperdoável dos padrões tradicionais. No entanto, Eva Vilma demonstrou uma coragem e uma dignidade admiráveis para enfrentar o escândalo e as críticas machistas, saindo ilesa do processo após alguns anos de resistência silenciosa.
No ano de 1979, os dois actores oficializaram a sua união. O casamento de Eva Vilma e Carlos A Zara transformou-se numa das parcerias mais sólidas, afetuosas e duradouras da classe artística brasileira, permanecendo juntos durante 23 anos. [música] Não tiveram filhos desta relação, mas a sua união foi marcada por clicidade profissional e um amor profundo que ultrapassou todas as barreiras sociais.
Durante a convivência, o casal partilhou os palcos em diversas produções teatrais de grande sucesso, utilizando a arte como um refúgio e uma forma de expressão mútua. A história de amor chegou ao fim de forma dolorosa no dia 11 de Dezembro de 2002, quando Carlos Zara faleceu em consequência de complicações de um cancro do esófago e falência de múltiplos órgãos.
Eva Vilma ficou profundamente devastada com a perda do seu grande parceiro de vida e de arte, mas mais uma vez encontrou no trabalho e no palco a força necessária para continuar a sua caminhada com a dignidade que sempre a caracterizou. Em entrevistas concedidas à revista Isto é Gente, no ano de 2003, ela desabafou sobre a ausência dolorosa do companheiro, confessando que muitas vezes acordava assustada com a sensação vívida de que ainda estava deitado ao seu lado.
Esta dor da perda, embora constante, nunca a paralisou, pois ela sabia que Carlos Zara, bem como John Herbert, permaneceria vivo através das memórias que construíram juntos. e da enorme contributo que ambos deram à cultura nacional. Com o fecho e a trágica falência da Rede Tupi no ano de 1980, Eva Vilma migrou de forma definitiva para a Rede Globo, onde consolidou a sua posição como uma das maiores senhoras da teledramaturgia brasileira.
Na nova estação, interpretou papéis memoráveis que oscilavam entre a comédia, o drama e a vilania. [música] No ano de 1997, a atriz deu vida à inesquecível vilã Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque na novela A Indomada. Com o o seu hilariante e emblemático sotaque, que misturava o inglês com o linguajar do sertão nordestino, a personagem marcou a cultura popular e rendeu a Eva Vilma mais um troféu imprensa e o prémio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte. Pouco tempo depois, no
ano de 1998, protagonizou o programa Mulher ao lado de Patrícia Pilar, interpretando a sensível doutora Marta, um papel que abordava temas complexos do universo feminino de forma pioneira na televisão aberta. O seu último papel em novelas ocorreu no ano de 2018, quando interpretou a cientista Petra na novela O Tempo não pára.
Nos anos [música] seguintes, Eva Vilma passou a enfrentar graves problemas de saúde que acenderam o alerta dos seus familiares e fãs. No ano [música] de 2016, ela sofreu uma grave embolia pulmonar, mas conseguiu recuperar e regressar às suas atividades normais. No entanto, no dia 15 de abril de 2021, a atriz deu entrada no hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de complicações renais e cardíacas.
Durante os exames de rotina realizados ao longo da hospitalização, a equipa médica descobriu um cancro do ovário em estágio bastante avançado e disseminado, mesmo perante o diagnóstico devastador e da permanência num leito de unidade de terapia intensiva, a paixão de Eva Vilma pelo o seu ofício manteve-se inabalável numa das mais belas demonstrações de amor à arte.
No dia 18 de abril de 2021, a atriz utilizou um tablet e o seu telemóvel para gravar a narração final do seu personagem para o filme As Aparecidas, realizado por Ivan Feijó. A imagem divulgada pela sua assessoria, que mostrava a atriz deitada no leito hospitalar, ensaiando o seu texto com absoluta lucidez, comoveu o país e serviu de inspiração sobre a força do trabalho.
Infelizmente, no dia 15 de maio de 2021, aos 87 anos de idade, Eva Vilma faleceu devido a insuficiência respiratória decorrente da evolução do cancro do ovário. Após a sua partida, o seu filho John Herbert [música] Jor usou as redes sociais e participou numa reportagem especial do programa Fantástico para prestar uma homenagem sincera e emocionante.
Ele declarou que a mãe era uma mulher de intensidade e raras dedicação, confessando que na infância a ausência de Eva Vilma, devido à rotina exaustiva de gravações diárias era sentida por ele e pela sua irmã Viviana. Contudo, o músico salientou que aquela aparente distância física foi plenamente compensada pelo exemplo extraordinário de liberdade, carácter e dignidade que ela sempre transmitiu aos os seus filhos.
A distribuidora do filme As Aparecidas confirmou posteriormente que as filmagens da produção já tinham sido totalmente concluídas pela atriz antes da sua internação definitiva, não sendo necessário qualquer tipo de alteração no guião ou utilização de efeitos tecnológicos para colmatar a sua ausência. A dedicação de Eva Vilma em deixar a sua última obra finalizado, mesmo nas condições adversas da UCI, sintetizou de forma perfeita o lema de vida de uma artista que acreditava que o espetáculo não poderia parar em circunstância alguma. O depoimento
sincero de John Herbert Júnior revelou ao público que a verdadeira grandeza da Eva Vilma não estava apenas nas luzes do palco, mas na integridade e no amor verdadeiro que ela deixou como herança para a sua família e para o povo brasileiro. Eva Vilma deixou-nos um legado incomparável que continuará a inspirar novas gerações de atores e a emocionar o público brasileiro.
Ela enfrentou julgamentos, lutou pela sua liberdade pessoal e profissional em tempos difíceis e entregou-se de corpo e alma ao seu ofício até ao seu último suspiro no leito de um hospital. A sua história ensina-nos que o talento é importante, mas que a dignidade e a determinação são os verdadeiros pilares de uma carreira eterna.
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