O universo dos fandoms de celebridades na internet sempre foi um terreno fértil para rivalidades, teorias da conspiração e paixões avassaladoras. No entanto, poucos perfis conseguiram atingir o nível de notoriedade e controvérsia da conta “Club Chalamet”, criada e administrada por Simone Kromer, uma psicóloga de 59 anos residente de Palm Springs. O perfil, que nasceu em 2018 como um espaço de admiração pelo jovem ator Timothée Chalamet, acabou se transformando em um símbolo dos perigos das relações parassociais tóxicas, chegando a ser tema de uma reportagem de destaque no prestigioso jornal The Wall Street Journal.
Recentemente, em pleno ano de 2026, o cenário mudou drasticamente. Em uma reviravolta que pegou o mundo da cultura pop de surpresa, Simone Kromer anunciou o fim de sua “timotimania”. O abandono do antigo ídolo, contudo, não significou o fim de sua postura obsessiva; a psicóloga rapidamente redirecionou suas atenções para o ator Conor Story, protagonista da aclamada série Heartstopper. O resultado dessa transição foi uma sequência de eventos caóticos que culminou em uma agressão física em plena Paris Fashion Week, expondo a face mais violenta e doentia do comportamento de fã na era digital.
A Queda de um Ídolo e a Sombra de Kylie Jenner

A relação de Simone Kromer com o universo de fãs de Timothée Chalamet começou a se desgastar publicamente em abril de 2026, quando ela anunciou em suas redes sociais e em sua newsletter — rebatizada de Theater of Zen — que estava se afastando do fandom. Na versão oficial divulgada pela psicóloga, a decisão foi motivada por uma campanha exaustiva de bullying virtual e ataques cibernéticos que vinha sofrendo por parte de outras parcelas da comunidade. No entanto, quem acompanha os bastidores de Hollywood sabe que os motivos reais parecem ser muito mais profundos.
O Club Chalamet nasceu com um objetivo claro e declarado por sua criadora: fazer campanha massiva para garantir que Timothée Chalamet conquistasse o prêmio de Melhor Ator no Oscar. Mas a premiação de 2026 trouxe uma enorme frustração. Apesar de despontar como um dos favoritos por sua atuação no longa A Complete Unknown (frequentemente citado no meio como Marty Supreme devido à produção), o ator acabou saindo de mãos vazias após uma exaustiva e frustrante corrida pelo ouro em Hollywood. Para uma fã que transformou o prêmio da Academia em uma missão de vida, a derrota foi um golpe duríssimo.
Além do fracasso no Oscar, a estabilidade do relacionamento de Chalamet com a empresária e influenciadora Kylie Jenner foi a gota d’água para Kromer. Desde que o namoro veio a público em 2023, o Club Chalamet se posicionou na linha de frente contra o romance. Simone utilizava sua plataforma para proferir discursos e apelidos de teor misógino contra Jenner, cortando a empresária das fotos oficiais e alegando publicamente que ela era “intelectualmente inferior” ao ator.
Simone assegurava aos seus milhares de seguidores que o namoro era uma farsa de marketing e que não duraria. Contudo, o casal já caminha para o seu terceiro ano de relacionamento público firme e forte. Sem o Oscar e sem o término do namoro, a permanência de Simone na comunidade tornou-se insustentável, repetindo um padrão de seu passado: no final de 2025, ela também cortou laços de fã com o ator Michael Fassbender assim que ele se casou.

O Novo Alvo e o Pânico na Comunidade
Ao decretar o seu “bye-bye” a Chalamet, Simone Kromer não demorou a encontrar uma nova obsessão para preencher o vazio. O eleito da vez foi Conor Story. Em seus textos, a psicóloga justificou a troca tecendo elogios exagerados ao novo ídolo, classificando-o como um “gigante multitalentoso” por acumular as funções de músico, escritor, ator e modelo. Em uma clara provocação ao antigo fandom, ela celebrou o fato de poder apoiar um artista criativo “em vez de o ver ser contaminado com merdas sufocantes que desviam a atenção do seu trabalho árduo” — uma referência nada sutil a Kylie Jenner.
A criação do perfil “Story Glory”, o novo fã-clube dedicado a Conor, acendeu um sinal de alerta imediato na comunidade de fãs de Heartstopper. A reputação de Simone a precedia, e muitos membros do fandom manifestaram desespero e rejeição crassa, temendo que o comportamento possessivo e tóxico demonstrado com Chalamet fosse replicado com o novo ator.
Caos e Violência Física nas Ruas de Paris
O ápice dessa tensão parassocial saiu do campo virtual e ganhou as calçadas de Paris no final de junho de 2026, durante a semana de moda da capital francesa. Conor Story estava na cidade para assistir aos desfiles de alta costura, evento que também contava com a presença de ícones como Madonna e Charli XCX. Simone Kromer também estava em Paris — segundo ela, por uma coincidência de férias planejadas um ano antes.
Sabendo que o ator estava hospedado em um hotel de luxo na cidade, Simone decidiu ir até a porta do estabelecimento para tentar flagrá-lo saindo em direção aos desfiles. Devido a uma onda extrema de calor que assolava a Europa, a psicóloga estava camuflada sob um chapéu grande, óculos escuros e uma máscara de proteção facial. Mesmo assim, sua presença foi detectada por outra fã que aguardava no local. O pânico se espalhou pelo X (antigo Twitter) com a postagem: “A dona do Club Chalamet está aqui, o que eu faço?”.
O desfecho foi violento. Testemunhas relataram que, no momento em que Conor Story cruzou as portas do hotel, Simone correu em direção a ele. Sentindo que a integridade física do ator estava em risco devido ao histórico “invasivo” da psicóloga, uma fã rival avançou contra ela pelas costas. O que se seguiu foi um empurra-empurra humilhante. A agressora agarrou a mochila de Simone com força, desferindo gritos de “Eu sei quem você é!” seguidos de xingamentos pesados, enquanto tentava arrancar a máscara de proteção de seu rosto.
Em sua newsletter, Simone classificou o episódio como um ataque “lunático, racista e xenófobo”, argumentando que ela estava apenas fazendo o mesmo que dezenas de outras pessoas que estavam acampadas ali há dias. Por outro lado, a agressora defendeu seu ato em entrevista posterior ao jornalista Louis Pisano, afirmando que agiu por proteção ao ator e que seu comportamento parassocial era, ao contrário do de Simone, um “parassocial ético”.
Embora o comportamento de Simone Kromer na internet seja amplamente criticado e rotulado como um poço de toxicidade, misoginia e etarismo, a comunidade de cultura pop dividiu-se após o ocorrido. Enquanto alguns internautas celebraram o fato de a polêmica fã ter “recebido uma lição”, a maioria ponderou que a violência física contra uma mulher de quase 60 anos ultrapassa todos os limites do aceitável, uma vez que ela nunca representou uma ameaça real de violência física aos artistas. Simone, por sua vez, garantiu que o susto em Paris não mudará seu apoio a Conor Story, mas prometeu manter uma distância saudável de uma comunidade que ela agora define como “narcisista e doente”.