A principal delas é a mansão no bairro do Morumbi, zona nobre de São Paulo. Um palacete com mais de 2000 m². Piscina, sauna, ginásio, salas imensas, decoração clássica, tapetes orientais, espelhos italianos, móveis de madeira maciço e o mais curioso, um quarto inteiro só com bonecas, uma coleção pessoal que manteve até aos últimos anos.
Foi aí que viveu durante quase 50 anos e também onde viveu momentos difíceis, como o rapto da filha Patrícia em 2001. Depois da morte de Sílvio, a mansão tornou-se um enigma. Ficou fechada, silenciosa. Vídeos nas redes sociais mostraram o jardim tomado pelo mato. Portões trancados, sem movimentação. A família diz que está em reforma, mas até agora ninguém voltou a viver ali e nem se sabe se algum dia alguém vai.
Outra casa importante fica fora do Brasil, em Orlando, na Florida. Numa zona de luxo chamada Celebration, perto da Disney. O Sílvio comprou o imóvel por cerca de 1 milhão de dólares e usava para descansar nos Estados Unidos, longe da imprensa. Lá ele trocava o fato pelas camisas floridas e gozava uma vida mais tranquila. Essa casa ainda é utilizada pela família, principalmente por Patrícia Abravanel, que costuma passar férias com os filhos por lá.
E há ainda o hotel Jequitimar no Guarujá, um resort de cinco estrelas de frente ao mar, com mais de 300 suites e uma estrutura de fazer inveja a muito hotel internacional. Esse projeto era o chodó de Sílvio. Ele acompanhou tudo desde a planta até à inauguração. O hotel continua a funcionar sob a administração da rede Acor, mas sempre que alguém lá entra é impossível não lembrar que foi ideia dele.
Tudo ali tem o toque Silvio Santos. Hoje parte destes imobiliário continua ativa, mas a mansão do Morumbi, talvez a mais simbólica, continua sem dono definido, sem visita, sem resposta. E este clima de luxo silencioso vai repetir-se nos próximos itens que deixou, porque agora chegou a hora de abrir outra porta, a dos carros, aviões e da quinta gigante, que já foi um verdadeiro país só dele.
Mesmo sendo bilionário, Silvio Santos nunca foi de ostentar, mas isso não quer dizer que não tenha tido os seus brinquedos de luxo, especialmente quando o assunto era carro, avião e quinta. Nos anos 1970, Silvio desfilava pelas ruas com um Chevrolet Camaro Viito, desportivo, barulhento, chamativo.
Foi o único carro com cara de ostentação que teve. Depois disso, partiu para modelos mais sóbrios, mas ainda assim de presença. Durante muitos anos, conduziu um Lincoln Town Car de 1993, uma berlina americana de luxo, edição especial, espaçoso e discreto. E o mais curioso, ele próprio dirigia nada de motorista.
Já nos anos 2010, utilizava um Honda Accord, oferta de um amigo e passeava com ele pelas ruas de São Paulo como se fosse um carro comum. Apesar de gostar de conduzir, o Sílvio também voava, literalmente. Tinha licença de piloto e durante muito tempo pilotava os seus próprios jatos. Isso mesmo. Não era só dono, era o comandante.
Tinha aviões executivos para viagens entre São Paulo, Brasília e Orlando. Golfstream, Sesna, modelos que serviam as suas rotinas entre negócios e descanso. Mas talvez o bem mais impressionante fora da cidade tenha sido a fazenda Tamacave, no Mato Grosso. Um território imenso com 95.000 haar e mais de 10.000 1000 cabeças de gado.
Para comparar, é quase o tamanho da cidade do Recife. O Sílvio comprou a quinta nos anos 1970, investiu fortemente em gado, produção e estrutura, mas como em tudo o que fazia, também soube a hora de sair. Vendeu a propriedade nos anos 1980 e partiu para outros negócios. Hoje, estes bens já não estão todos com a família.
O Camaro, por exemplo, ninguém sabe onde foi parar. A quinta também já teve outros proprietários, mas o legado destes objetos permanece na memória, porque cada um deles conta um pedaço da história de um homem que, mesmo simples, viveu com grandeza. E agora chegou o momento que muita gente quer saber como toda essa herança foi dividida.
Teve briga? Alguém ficou com mais? A resposta vem agora. Quando um bilionário morre, o que o mundo espera? Briga, confusão, testamento sumido, família se enfrentando nos tribunais. Mas com Silvio Santos, nada disso aconteceu. Antes mesmo de partir, já tinha deixou tudo planeado, fez testamento, conversou com a família e organizou a divisão dos bens com calma.
Resultado, não houve disputa, não houve manchete, só teve herança. Sílvio teve seis filhas, Cíntia e Sílvia. Do primeiro casamento, Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata. Do segundo, com Iris Abravanel, a sua companheira há mais de 40 anos. Todas foram incluídas na divisão. Segundo relatos próximos da família, cada filha ficou com cerca de 100 milhões de reais em dinheiro vivo, fora os imóveis, empresas e outros bens específicos.
Só aí estamos a falar de R 600 milhões de reais. Iris, a viúva, também ficou com uma parte significativa do património. Não se sabe exatamente o valor, mas o suficiente para manter o controlo e estabilidade dentro do grupo familiar. O mais impressionante é que Sílvio acompanhou tudo isto ainda em vida. Viu as filhas assumindo cargos, tomando decisões, tocando os negócios.
Para ele, isso era fundamental. queria garantir que tudo continuasse a funcionar sem ele e conseguiu. A primogénita Cíntia chegou a dizer: “O meu pai já partilhou sim uma parte da herança e acho que isso é importante. Teve a oportunidade de ver o que estamos a realizar com as coisas que ele construiu.
Ou seja, não foi só herança material, foi também uma sucessão afetiva e estratégica. A única disputa que surgiu foi com o estado de S. Paulo. Isto porque o governo tentou cobrar imposto sobre os R29 milhões de reais que o Silvio tinha nas barramas. A família entrou na justiça dizendo que o valor, por estar no estrangeiro, não deveria ser tributado.

A justiça deu uma providência cautelar a favor da família, suspendendo a cobrança de cerca de R milhões de reais de imposto. Um processo que ainda está em curso, mas que mostrou que as herdeiras estão alinhadas, não entre elas, mas contra quem ameaça o baú. Agora, com tudo isto dividido e em casa, a grande dúvida é o que foi feito com este império todo? Porque herdar é uma coisa, cuidar é outra.
No próximo bloco, vamos ver o que foi mantido, o que está parado e o que corre o risco de desaparecer com o tempo. Contudo organizado e dividido entre as filhas, restava uma questão no ar. O que fazer com aquele império? Alguns negócios seguiram firmes. O SBT, por exemplo, continua no ar. A emissora sofreu alterações internas, ganhou nova direção e hoje quem comanda tudo é Daniela Beiruti, uma das filhas de Sílvio.
Ela já vinha sendo preparada há anos e assumiu a presidência executiva da empresa. Ao lado dela, Renata Abravanel, a mais nova ocupa também um cargo importante, é presidente do conselho do grupo, ou seja, a SBT ainda está nas mãos da família. Na programação, a presença de Sílvio se mantém viva. O programa Silvio Santos é agora apresentado por Patrícia Abravanel, que tenta manter o estilo do pai.
Há também a Rebeca no Roda a Roda e A Sílvia em programas infantis. A ideia é manter a imagem dele presente mesmo depois da partida. Outras empresas seguem operando. A Jecti Cosméticos continua a funcionar, embora os rumores indiquem que pode ser vendida a qualquer momento. O hotel Jectimar, no Guarujá, está ativo e recebe hóspedes normalmente. Mas nem tudo é claro.
A mansão do Morumbi, por exemplo, segue fechada. A família afirma que está em renovação, mas o imóvel ainda não foi reocupado nem vendido. É uma espécie de símbolo do que ficou, belo por fora, mas parado no tempo. A casa de Orlando, nos Estados Unidos, é utilizada pela família em temporadas. Nada mudou muito por lá.
O que se vê é uma herança a funcionar em partes. O grupo não se desmoronou, as empresas continuam abertas e as filhas assumiram posições. Mas há também silêncio, imóveis sem utilização, estruturas que parecem congeladas. E no fim das contas fica a dúvida: o império vai voltar a crescer ou vai apenas manter-se? Vai ser atualizado ou vai passar a ser memória? Silvio deixou um bium em palco, mas a luz do estúdio ainda está acesa.

Resta saber até quando. Agora, no último bloco, vamos olhar de cima para tudo isso e perceber quanto vale de verdade esse legado. Durante muito tempo, o O Brasil imaginava que Silvio Santos fosse apenas um homem rico. Mas só depois da a sua morte é que a verdadeira dimensão do império tornou-se clara.
O inventário revelou que Sílvio deixou uma fortuna de 6,4 biliões de reais. Um número que surpreendeu até os especialistas. A maior parte desse valor está distribuído entre empresas, imóveis, aplicações e dinheiro em contas dentro e fora do Brasil. Só em dinheiro vivo, cada uma das filhas recebeu cerca de R milhões de reais.
E isto sem contar com casas, carros e participações em negócios. O SBT segue sendo um dos maiores canais do país. A Jequita, tem peso no mercado de cosméticos. O hotel Jequitimar tornou-se um marco do litoral de São Paulo e os outros braços do antigo grupo, como capitalização, imobiliário e títulos, seguem maioritariamente ativos ou em transição.
Além disso, os 429 milhões guardados nas barramas revelados após a sua morte mostram que Silvio não só pensava grande, pensava longe. Até na forma de proteger os seus bens, foi estratégico. A fortuna dele não se resume a dinheiro. Sílvio deixou um legado de influência, carisma e visão. Era o único apresentador bilionário do Brasil e talvez um dos poucos do mundo com tanta ligação popular.
Mesmo com uma vida mais discreta nos bastidores, Sílvio sabia exatamente o que estava construindo. E tudo o que ele deixou continua a dar frutos. Mas é impossível não pensar no contraste. De um lado, biliões de reais em ativos. Do outro, imóveis fechados, salas vazias e um silêncio que só a ausência dele explica. Porque no fim a fortuna é enorme, mas o maior valor talvez tenha sido a história que ele deixou.
E agora que já viu o que o Sílvio acumulou e o que ficou, chegou a hora de terminar esta jornada com uma pergunta simples e provocadora. Silvio Santos saiu de cena, mas deixou um palco inteiro montado, um império bilionário, uma família estruturada e uma coleção de bens que impressionam, quase em alguns casos assustam pelo abandono.
Mansões vazias, carros que desapareceram, as empresas a funcionar no automático, um legado gigantesco, mas que agora depende das filhas, do tempo e da memória do público. O baú da a felicidade pode até ter fechado as portas, mas o baú da história está escancarado. E o que encontramos dentro dele são sinais de grandeza, de inteligência e também de que nem tudo o dinheiro consegue preservar.
E agora a pergunta vai para si. Se pudesse herdar um dos bens de Silvio Santos, qual seria? A mansão do Morumbi, a casa em Orlando ou o próprio SBT? Deixa a sua resposta nos comentários, dá o like, se subscreve o canal e até ao próximo vídeo, porque ainda há muito luxo esquecido por aí.