Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Cada um com o seu jeito, cada um insubstituível. E o Mussumon tinha uma coisa que nenhum outro comediante da época tinha. Ele fazia rir sem precisar de guião complicado. Bastava-lhe abrir a boca com aquele jeito dele, soltar um cass di, fazer uma cara e já está. A sala inteira caía na gargalhada. Era um dom.
Não tem outra palavra, mas espera, porque esta história é maior do que parece. Os os trapalhões não eram só televisão, eram cinema. E que cinema? O grupo fez 37 filmes. 37.º E esses filmes não eram produção pequena, não. Lotavam sala de cinema no Brasil inteiro. Tinha fila dobrando o quarteirão. Naquela época, ir ao cinema ver os trapalhões era programa de família, era um passeio de fim de semana, era o assunto da escola na segunda-feira.
E o dinheiro que isso gerava? Uma fortuna. Os contratos com a Rede Globo pagavam salários de elevado escalão. A publicidade então nem se fala. Mussung tornou-se garoto propaganda da Volkswagen. E naquela altura ser a cara de uma marca como a Volkswagen no Brasil significava contrato milionário. O rosto dele estava numa revista, num comercial de televisão, em outdoor.
O homem que cresceu no Morro da Mangueira era agora uma das imagens mais conhecidas do país. E olhe que curioso, o Brasil estava a quebrar e o Musum estava a ficar rico. A gente vivia no meio daquela loucura da inflação, trocando de moeda a cada dois anos. Cruzeiro, cruzado, cruzado novo. Parecia que o dinheiro derretia na mão.
Mas o Mussum, com aquela visão que a vida no monte ensina, fez diferente. Em vez de deixar o dinheiro parado, investiu numa coisa que ninguém podia tirar dele. Imóvel, casa, terreno, tijolo. E foi exatamente isso que ele fez. Enquanto o dinheiro do brasileiro comum perdia valor todos os dias, o Musum tava a transformar cada cachê em património.
Mas o dinheiro era apenas uma parte da história. O que ele fez com esse dinheiro é que muda tudo. Porque com essa fortuna na mão, Musum construiu uma vida que parecia de filme. E quando eu falo de filme, é mesmo de filme. Todo mundo conhecia o Músum da televisão. O engraçado, o que fazia piada, o que bebia cachaça no programa e arrancava riso de milhões de pessoas.
Mas tinha um moussum que as câmaras não mostravam. A sua casa ficava no condomínio Eldorado, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. E não era uma casa qualquer, não. Era mansão, terreno enorme, piscina, área gourmet, espaço para receber meio Rio de Janeiro. E ele recebia mesmo. A casa do Musum era ponto de encontro.
Fim de semana tinha samba, havia churrasco, havia um amigo chegando a toda a hora. O portão estava sempre aberto e o seu vizinho era outro trapalhão. Dedé Santana vivia no mesmo condomínio, praticamente vizinhos de muro. Imagina a cena. Dois dos rapazes mais engraçados do Brasil, vivendo um do lado do outro.
O Eldorado nessa época era o condomínio dos famosos da Globo. Quem ali morava estava no topo e o Mussumon estava no topo. O menino que cresceu na mangueira, que ensinou à mãe a ler, vivia agora no condomínio mais cobiçado da zona oeste do Rio. Um homem negro vindo do morro, ocupando um espaço que este país nunca reservou para nós como ele.
Isso por si só era uma vitória enorme. Só que esta mansão não era sequer o luxo mais impressionante do Mussum, porque enquanto o Jacaré Paguá era o endereço oficial, Musum tinha outro refúgio. E esse precisa de prestar atenção. Na Ilha da Gipoia, em Angra dos Reis, o Musum tinha uma casa de veraneio e para lá chegar só de barco ou de helicóptero.
Não tinha estrada, não havia autocarro, não havia nada. Era a ilha de verdade, com cais privativo para atracar embarcação de grande porte. E dá para imaginar a cena. Mussum de chinelo, calções, recu na mão, numa ilha privativa em Angra dos Reis, com o fundo de quintal a tocar do lado. Não era espectáculo, não era um evento, era o fim de semana do gajo.
Os maiores sambistas do Rio de Janeiro a tocar no quintal dele. E o quintal era uma ilha. O menino da Mangueira tornou-se dono de uma ilha. Deixa que lhe entre na cabeça. O menino que cresceu sem frigorífico em casa, que aprendeu samba no terreiro do morro, agora chegava de lancha num cais privativo em Angra dos Reis. Lancha de elevado padrão daquelas que custavam centenas de milhares de dólares na época.
Fora os carros, Musum tinha um carro importado, modelos de luxo que chegaram com a abertura das importações no início dos anos 90. Tinha um relógio de ouro, tinha jóia, tinha até um reco, o instrumento de trabalho dele que hoje valeria uma fortuna como peça de colecionador. Mas há um pormenor sobre este luxo todo que muda a história.
Mussum era generoso demais. E quando falo demais, é demais mesmo. Ele bancava a família, bancava amigo, bancava gente à volta. O o dinheiro entrava forte, mas saía forte também. O património no papel era gigante. Mas no dia a dia a torneira estava sempre aberta. Ele não sabia dizer não. E quem o conhecia de perto dizia a mesma coisa.
O Musum dava mais do que guardava. E essa generosidade, que era uma das coisas mais bonitas deste homem ia custar caro, muito caro. Porque toda esta vida, a mansão, a ilha, a lancha, os amigos, tudo isto dependia de uma coisa, do Mussum estar vivo. E em 1994, o Brasil perdeu esse homem. triste. Foi sepultado ao final da tarde em São Paulo o humorista Musum dos Trapalhões.
Ele tinha 53 anos. >> 29 de julho de 1994. Esta data marcou o Brasil de uma forma que ninguém queria. Mussum morreu. Tinha 53 anos. 53.Um homem que ainda tinha tanta coisa para dar, tanta gargalhada para arrancar, tanto domingo à noite pela frente. E de repente acabou. E é aqui que a história muda completamente de tom, porque quando o Mussumon se foi, não morreu apenas um comediante, morreu o domingo à noite de uma geração inteira.
Morreu aquele momento em que a família juntava-se na sala e esquecia a vida durante uma hora. morreu uma voz que o Brasil inteiro reconhecia antes mesmo de ver o rosto. Quem viveu essa época sabe exatamente o que sentiu naquele dia. Não precisava de o conhecer pessoalmente. A gente sentia como se tivesse perdido alguém de casa.
E o Brasil de 1994 já estava a viver muita coisa. Era o ano do plano real, o ano do Mundial nos Estados Unidos, o país a tentar reorganizar-se. No meio de tudo isto, a notícia da morte do Musson caiu como um bac. As homenagens vieram de todo o canto. Artistas, políticos, gente comum, todo o mundo tinha uma história com o Musson, mesmo quem nunca tinha chegado perto dele.
Só que o mais difícil não foi a perda, foi o que veio depois. Porque quando um homem morre, a saudade fica, mas os problemas também se mantêm. E o Mussum deixou para trás uma família, cinco filhos e um enorme património que precisava de alguém para cuidar. E ninguém estava preparado para isso. A mansão em Jacaré Paguá custava caro a manter.
A casa na ilha em Angra precisava de dinheiro todos os meses. A lancha exigia manutenção constante. Os carros de luxo não se pagavam sozinhos. Tudo o que era sinónimo de conquista enquanto o Mussumon estava vivo passou a ser peso no dia seguinte. O luxo que impressionava sufocava agora e a família fez. O que muita família brasileira faz quando perde quem sustentava tudo começou a vender.
Carro foi vendido, lancha foi vendida. Os bens que custavam demasiado para manter foram-se embora, um a um, não por ganância. Por necessidade. O inventário custava dinheiro, a vida custava dinheiro e o dinheiro vivo não era tanto quanto o património fazia aparecer. Lembra-se da generosidade do Musum? Aquela torneira que estava sempre aberta? Pois é, o homem que dava tudo a toda a gente não deixou um cofre cheio para a família, deixou bens.
E bens, quando a pessoa vai embora, se tornem papel, se tornem burocracia, viram briga. A herança foi dividida entre cinco filhos. Augusto César, Sandro, Paula Aparecida, António Carlos Filho e Mussunzinho. Este último muita gente conhece da televisão porque seguiu os passos do pai como ator. A partilha demorou 16 anos, 16.
Só em 2010 os bens foram oficialmente divididos e a família pensava que o capítulo estava encerrado. Parecia resolvido. Parecia. Até que alguém bateu à porta da justiça e mudou tudo. A família achou que tinha resolvido 16 anos de inventário, de papelada, de decisão difícil, bens vendidos, valores distribuídos, cinco filhos com as suas partes.
Caso encerrado, vida que segue. E aí pensa: “Resolveu, não foi?” Pois, não resolveu. Em 2019, 25 anos depois da morte do Musson, um homem chamado Igor Palhano entrou na justiça com um pedido que ninguém esperava. Igor era cirurgião dentista, tinha a sua vida, a sua carreira, a sua rotina, mas carregava uma dúvida que não deixava-o em paz. E a dúvida era essa.
Acreditava ser filho do Musum. Fez o exame de ADN. E o resultado confirmou. Igor Palhano era de facto o sexto filho de António Carlos Bernardes Gomes, o sexto herdeiro de um dos maiores humoristas que este país já viu. Imagina isso. Imagina descobrir que o teu pai era o Musum, o gajo que fez o Brasil inteiro rir, o tipo da mansão, da ilha, dos filmes, dos milhões.
E imagina descobrir isso quando a sua herança já foi dividida. já foi gasta, já foi embora. Só que a lei é a lei. E pela lei brasileira, filho. É filho. Não importa se apareceu 5 anos ou 25 anos depois, o direito existe. E foi aí que tudo reabriu. A partilha, que parecia encerrada voltou paraa estaca zero e Igor pediu a anulação da divisão anterior.
A justiça determinou o bloqueio de bens dos outros cinco herdeiros. como garantia. De uma hora para outro, aquilo que os filhos achavam que era passado voltou a ser presente e virou briga. Mas espera, porque esta a história tem dois lados e os dois merecem ser ouvidos. Do lado do Igor, a situação é clara. Ele é filho biológico comprovado por ADN e tem direito à sua parte da herança.
Ele não escolheu nascer sem saber quem era o pai. Ele não escolheu ser deixado de fora. Quando descobriu, foi atrás do que a lei garante. Do lado dos outros cinco filhos, a situação também pesa. Eles dizem que não têm mais nada para dividir, que os bens já foram vendidos há mais de 15 anos, que o dinheiro já foi usado, já foi gasto, já virou vida, que Igor deveria ter-se manifestado antes e que não se pode tirar a quem já não tem.
E aí fica a questão que ninguém responde facilmente, quem tem razão? Há quem diga que o Igor tem todo o direito e que a justiça precisa compensar. Há quem argumente que depois de tanto tempo cobrar aos irmãos é injusto. E a verdade é que não existe resposta simples para tal. É uma daquelas situações em que toda a gente tem um pedaço de razão e ninguém tem razão inteira.
A justiça continua tentando resolver, mas enquanto não resolve, o espóo do Mussum continua travado, congelado. Um património que já foi mansão, ilha e lanche é agora processo, papel e audiência. Mas há uma coisa nesta herança que nem os cinco filhos nem o sexto conseguem tocar. E essa coisa pode valer mais do que tudo o que já foi vendido.
A mansão foi vendida, a lancha foi vendida, os carros desapareceram. As jóias, os relógios, o recre de luxo, tudo se foi embora. O luxo que vimos nos capítulos anteriores desta história praticamente já não existe no mundo físico, mas o Mursum continua a dar dinheiro. E é aqui que a história ganha um final que ninguém previa.
Pela lei brasileira, os direitos de autor de um artista duram 70 anos depois da morte. Mussum morreu em 1900. e 94. Faz a conta até 2064. Isso mesmo, 2064. Cada vez que alguém passa um episódio dos trapalhões na televisão, cada vez que tocar uma música dos originais do samba na rádio ou no streaming, cada vez que utilizem a imagem dele em qualquer lugar, cai dinheiro na conta dos herdeiros. 70 anos.
A gargalhada do Musson vai gerar dinheiro durante mais 40 anos. E não é coisa pouca, não. Teve o filme biográfico recente, tem as reprises que a Globo passa até hoje, tem os discos dos originais que continuam a rodar. Cada vez que alguém dá play a uma música, cada vez que uma estação de televisão utiliza um trecho do programa, o caixa regista.
O curioso foi o que aconteceu a seguir, porque agora são seis herdeiros a disputar esse tesouro. Já não é mansão, já não é lancha, já não é um carro, é algo que ninguém consegue segurar na mão. É a voz, a imagem, o riso de um homem que já lá vai há 30 anos, mas que continua trabalhando todos os dias.
E a grande ironia desta história toda é esta: Tudo o que dava para ver, para tocar, para estacionar na garagem, isso acabou. Mas o que não dá para tocar, isso vai durar mais do que qualquer mansão. Sabe o que é mais curioso desta história toda? Não são as mansões, não é a ilha, não é a lancha, nem os automóveis importados.
O mais curioso é que passamos este vídeo inteiro a falar dos luxos que o Mussum conquistou. E no final nada disto é o que nos faz lembrar dele. Ninguém acorda de manhã e pensa: “Que saudades da lancha do Musson. Ninguém comenta no almoço de domingo. Lembra-se do carro importado que ele tinha?” Não, o que a gente se lembra é do riso, do jeito dele falar, daquela cara que ele fazia antes de soltar uma piada que já deixava todo o mundo a rir antes mesmo de ouvir o final.
Isto diz muito, diz muito sobre ele e diz muito sobre nós. O Mussum viveu numa época em que o Brasil não facilitava a vida a ninguém e facilitava ainda menos a um homem negro vindo de um morro, sem diploma, sem apelido importante, sem ninguém, segurando a porta aberta. O caminho dele não estava pavimentado, não tinha placa indicando a direção.
Cada passo que ele deu, ele próprio abriu. E tudo o que ele conquistou, cada tijolo daquela mansão em Jacar Paguá, cada litro de combustível daquela lancha em Angra, cada cêntimo daquela fortuna, ele conquistou fazendo uma coisa que parece simples, mas que é o mais difícil do mundo, fazendo rir as pessoas. Parece fácil, certo? Não é, não.
Qualquer pessoa que já tentou arrancar uma gargalhada a verdade de alguém sabe que não tem nada de fácil nisso. Rir de verdade. Aquela riso que sai do fundo da barriga, que faz lacrimejar o olho, que faz com que o corpo inteiro sacudir. Isso não se compra, não força-se, não se finge. Ou acontece ou não acontece.
E o Musum não fazia uma pessoa rir. Ele fazia um país inteiro rir todos os domingos há mais de 20 anos, sem cansar, sem repetir, sem perder a graça. E fazia-o num Brasil que estava de rastos, um Brasil que trocava de moeda a cada do anos, que estava com a inflação comendo o salário de todo o mundo antes do final do mês, que estava com fila num banco, com gente a fazer stock de arroz.
e feijão em casa porque não sabia o preço das coisas no dia seguinte. Lembra-se disso? Quem viveu sabe. Era um país cansado, um país confuso, um país que não sabia o que ia acontecer amanhã. E nesse Brasil, nesse Brasil difícil, o Mussum aparecia no domingo à noite e dava tréguas a toda a gente. 1 hora 60 minutos. Era só isso. Mas nessa uma hora, a família juntava-se na sala, a televisão ligava na Globo e o mundo lá fora deixava de existir.
Ninguém pensava na inflação, ninguém pensava na conta para pagar, ninguém pensava em nada, apenas ria. E se parar para pensar, isto é um poder enorme, enorme de verdade. Há gente que cura doença, há gente que constrói ponte, há gente que governa país. Tudo isto é importante, mas o que o Mussum fazia também importa, porque ele curava uma coisa que o medicamento não cura, que o dinheiro não compra, que um político não promete em campanha.
Ele curava o peso do dia e fazia-o com a maior naturalidade do mundo, como se fosse a coisa mais simples que existe, como se faz o Brasil inteiro gargalhar fosse só mais um domingo qualquer. E depois vem a parte que precisamos de encarar de frente. Quando ele se foi, o luxo que ele conquistou começou a desfazer-se. A mansão envelheceu, a lancha foi vendida, os carros tornaram-se história.
O que era grandioso transformou-se em processo judicial. O que era bonito tornou-se uma briga de família. O património físico, aquilo que dava para ver, para tocar, para estacionar na garagem, seguiu o destino de todo o bem material nesse mundo. Desgastou, desvalorizou, desapareceu. Mas a gargalhada não.
A gargalhada do Musum tá aí até hoje. Passa na televisão, roda na internet, surge nos grupos de WhatsApp da família. Quando alguém quer mostrar para o filho ou para o neto o que era humor de verdade, é o musson que aparece no ecrã. 30 anos depois, o homem continua a fazer o que sempre fez, entrando na casa das pessoas e arrancando um sorriso sem pedir licença, sem necessidade de convite.
E talvez seja isso que esta história toda tem para ensinar. A gente passa a vida inteira a correr atrás de coisa, casa maior, carro melhor, conta bancária mais gorda, relógio mais caro. E tá certo. Todos querem viver bem, todo mundo quer dar conforto à família, todos querem poder olhar para trás e dizer: “Consegui! Não tem nada de errado nisso.
O Musum também quis e conseguiu. Conquistou tudo o que o dinheiro podia comprar. Mas quando ele foi-se embora, o que ficou realmente? Não foi a mansão, não foi a ilha, não foi o relógio de ouro, não foi a lancha atracada no cais de Angra dos Reis? O que ficou foi o que ele fez com que as pessoas sentirem, a alegria, o riso, aquele momento em que o pai olhava para o filho, o filho olhava para a mãe e toda a gente estava rindo da mesma coisa ao mesmo tempo.
Aquele domingo à noite, que nós não sabia que era especial, mas era, era o momento mais simples e mais belo da semana. E o Musum estava no centro de tudo isso. Isso não envelhece. Isso não perde valor com o tempo. Isto não dá para bloquear em tribunal nenhum. Isso não desgasta, não enferruja, não desaparece.
O menino do Morro da Mangueira, que ensinou a mãe a ler, letra a letra, palavra por palavra, construiu o maior património que um ser humano pode construir nesta vida. Uma boa lembrança na vida de milhões de pessoas. E essa lembrança, diferente da mansão, diferente da lancha, diferente de tudo que o tempo leva, essa recordação durará enquanto existir alguém que viveu essa época, enquanto existir um pai que queira contar ao filho como era o domingo à noite no Brasil, enquanto existir alguém que ouça aquela gargalhada e
sinta o coração aquecer sem saber explicar porquê. Isso, meu amigo, isso vale mais do que qualquer mansão que já existiu nesse país.